Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2019 | 03h00

EXECUTIVO X LEGISLATIVO

Falta de juízo e demagogia

No pregão de quarta-feira, Petrobrás PN (PETR4) caindo 4,5%, Usiminas (USIM5) despencando 7,4%, Cemig (CMIG4) quase 7%, Eletrobrás (ELET3) mais de 7%, e assim por diante. Os negócios na bolsa refletem, de forma praticamente imediata, o sentimento (positivo ou negativo) do mercado sobre as perspectivas de crescimento do País. Sem a Previdência vai ser bolsa em queda, mais desemprego, menos investimentos, contas públicas ainda mais avinagradas, novos downgrades em nossa nota de crédito, aumento do risco Brasil, desvalorização do real, aumento do endividamento público, provável (nova) recessão e outros baixos-astrais, com boa possibilidade de calote na dívida pública logo à frente. Tudo isso, é claro, haverá de bater nos já frágeis indicadores sociais (educação, saúde, segurança, etc.), que tenderão a piorar ainda mais. O que falta ao País é juízo. E sobra demagogia!

SILVIO NATAL 

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Esperança ou decepção?

O ano começou com grande esperança de um novo Brasil, que de tudo necessita, principalmente de reformas estruturais que permitam o seu desenvolvimento sustentável. Após quase 90 dias essa esperança está se esvaindo. Parece que o presidente, em vez de trabalhar incessantemente pela busca de entendimento com o Congresso a favor das necessárias reformas, prefere imiscuir-se em picuinhas, principalmente com seus aliados e integrantes do próprio governo, incentivado por vozes estranhas ao Planalto (seus filhos e outros agregados), com suas fofocas via redes sociais. O Brasil precisa desesperadamente de um governo sério, competente e progressista. Do jeito que as coisas estão indo, não chegaremos a lugar nenhum e corremos o risco de manter a mesmice de vários dos governos anteriores. 

SAVÉRIO CRISTÓFARO

scristofaro@uol.com.br

Santo André 

Previdência em questão

Gostaria de saber por que, afinal, o presidente da República precisa dialogar eternamente com os deputados e senadores sobre a reforma da Previdência. Será que somente eles não estão informados a respeito da necessidade dela?

NELSON JACINTHO

dr.njacintho@gmail.com

Ribeirão Preto

Articular e negociar

De fato, por que o governo tem de promover a chamada “articulação política/negociação”? Afinal, o que os políticos querem que seja articulado/negociado? Por que os políticos dificultariam a aprovação da reforma da Previdência, tão esperada para o País progredir? Os políticos não têm capacidade de entender e discutir a reforma? O texto está na mesa, basta trabalhar. O Legislativo foi eleito para legislar e o Executivo, para administrar. Por que o Legislativo quer administrar no lugar do Executivo, nomeando amigos para cargos na esfera deste Poder? Parece-me que algo não está correto, já que o Legislativo insiste em cobrar do Executivo a chamada “articulação política e negociação”, a ponto de pôr em risco a administração do País. Não foi para “negociar cargos” que o sr. Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República. Se fosse para continuar a fazer isso, o povo teria votado no outro candidato.

ALPOIM DA SILVA BOTELHO

alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

Novilíngua

Divertindo-me com a sabedoria das redes sociais. “Já vi chamar dinheiro de capim, bufunfa, cascalho, mango, cash, faz-me rir, molhar a mão, money, l’argent, mas de ‘articulação’ é a primeira vez”. A sociedade entendeu, incipientes parlamentares! Nem é preciso desenhar...

CELSO DAVID DE OLIVEIRA

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Orçamento impositivo

Os nobres deputados federais, na pessoa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, têm a desfaçatez de alegar não haver condições para serem discutidas ao mesmo tempo a PEC da reforma da Previdência e o projeto de lei anticrime do ministro Sergio Moro. No entanto, sem nenhum aviso, o sr. Maia tirou do fundo do baú em que esteve dormindo por quatro anos a PEC do orçamento impositivo e a pôs em votação. Como se não bastasse, os deputados passaram até por cima do regulamento que determina um certo número de sessões entre a primeira e a segunda votação e fizeram as duas em sequência, obtendo em ambas expressiva maioria a favor, com o único intuito de mostrar força e impor uma derrota ao Executivo. Sabe-se que qualquer máquina deve ser regularmente azeitada para que funcione bem. Mas neste caso se sabe igualmente qual a conotação da palavra azeitada.

CARLOS F. MICHELETTI

micheletti@terra.com.br

Ribeirão Preto

Políticos x técnicos

Barganha por cargos sempre passou pelo Congresso. Não só aqui. Vemos o presidente bater de frente com o Congresso e sair chamuscado. No jogo político, ter uma cargo importante dá poder ao sujeito. Podemos nos perguntar: e por que não colocar só técnicos? A resposta é tão simples quanto a solução é complicada. Muitas vezes o direcionamento deve poder ser dado de forma política. Política com P maiúsculo, bem entendido. No jogo dos contrários chega-se a soluções duradouras. Mas e o técnico, ele não teria o seu espaço? Sim, claro, uma vez definido o direcionamento, a técnica ou o técnico podem ser úteis. No Brasil preenchem-se n escalões com cargos políticos. Aí me questiono: é necessário ter político em escalões inferiores? Definitivamente, não, pelo menos na quantidade em que os encontramos. Talvez a nova política pudesse ser mais bem encaminhada se o embate fosse menos dogmático e mais conceitual: mais bons políticos nos escalões superiores e mais técnicos, funcionários de carreira, nos subsequentes. Isso nos pouparia de muito desperdício e permitiria ao Executivo otimizar a sua capacidade de gestão.

BRUNO HANNUD

hannud.bruno@yahoo.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Desvios de dinheiro público

O indiano Amartya Sen recebeu o Prêmio Nobel de Economia no ano de 1998 por suas inúmeras contribuições ao estudo do bem-estar social. Uma de suas citações retrata a situação brasileira: “Um país é pobre não porque o seja no sentido material. É pobre porque o é em caráter. O problema de formação de capital é, no fundo, uma questão de caráter”. Os desvios de dinheiro público só serão minimizados com o fim da impunidade e melhorias na área educacional, com o resgate de valores morais adormecidos.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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NO PICADEIRO DA CÂMARA

Se o mimado deputado Rodrigo Maia, nauseabundo raiz, diz que o presidente Jair Bolsonaro "está brincando de presidir o Brasil", como entender que exatamente no Dia do Circo, 27/3, rolou uma hedionda marmelada no picadeiro Câmara federal? Seus prepostos de palhaço aprovaram o texto-base de um projeto de bondades que prevê anistia de multas a partidos políticos que não aplicaram seus recursos de forma adequada, livrando-os de sanções da Receita Federal por não cumprirem determinações legais ("Estadão", 28/3, A10)? Que brincadeira foi essa, presidente Rodrigo? Que infância, hein! Na minha, em resposta a um tradicional bordão provocado pelos honestos palhaços que nos faziam felizes, muito gritei que eles eram (apenas) ladrões de mulher...

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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NÃO VAI DAR CERTO

Em entrevista concedida a Datena na tarde de terça-feira (26/3), na TV Bandeirantes, Rodrigo Maia fez beicinho de garoto mimado que não aceita ser contrariado e disse que estava tudo bem entre ele e Bolsonaro e que não tinha a intenção de retaliar o governo e, portanto, não traria nenhuma pauta-bomba para a Câmara. Dito e não feito, na mesma tarde (o programa deve ter sido gravado), numa votação relâmpago, a Câmara aprovou a PECaminosa do Orçamento impositivo, o que vai engessar o governo e todas as suas boas intenções em relação às medidas que favorecem a economia e o povo, como a reforma da Previdência.  Rodrigo Maia e a oposição praticaram a velha mágica do voluntarismo que prevalece sobre a fria realidade contabilizada pelos recursos públicos. Todos eles se incorporam no Velho do Restelo, sentados à beira do Congresso, "azarando" todas as boas iniciativas do governo, dizendo "não vai dar certo". De fato, enquanto tivermos parlamentares desse naipe, não vai dar certo, mesmo!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

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ACIMA DA RAZÃO

A PEC do Orçamento foi uma revanche pessoal de Rodrigo Maia a Jair Bolsonaro que extravasou para o nível institucional do presidente da Câmara contra o presidente da República. O perigo é esse. A pessoa de Bolsonaro foi escolhida por 57 milhões de votos pessoais diretos de eleitores e estes 57 milhões de votos se transferiram para o Bolsonaro presidente da República. Já a pessoa de Maia teve no máximo 512 votos de deputados que o elegeram para presidir a Câmara, um posto no máximo regimental e burocrático, mas muito influente conforme a estrutura legal e constitucional do Estado. Do ponto de vista da representação pessoal, a legitimidade de Bolsonaro é 100 mil vezes maior que a legitimidade de Maia, que legalmente parou o País ao se colocar como institucionalmente igual a Bolsonaro. Este é o perigo das emoções de poderosos que se colocam acima da razão. Este é um dos males da democracia representativa, quando os representados delegam cegamente o poder que pode se tornar monocrático e totalitário. Por essas e outras é que há uma onda mundial de questionamento desse modelo de democracia que tem permitido chegar a uma Venezuela, de cujo destino o Brasil escapou por pouco.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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RESPONSABILIDADE

A aprovação relâmpago da PEC na Câmara que retira do governo o poder sobre o Orçamento pode gerar consequências terríveis para um país já encalacrado em dívidas. O teto de gastos certamente será descumprido e a máquina publicar pode ser paralisada. Mas, como para tudo existe remédio, basta o Senado rechaçá-la. Além de o problema ser solucionado, o todo-poderoso Rodrigo Maia, que resolveu voltar-se contra o governo numa atitude revanchista e irresponsável, sofrerá uma fragorosa derrota.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PÉROLAS AOS PORCOS

Acompanho a perplexidade do senador Major Olímpio (PSL) diante da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 2/15, a toque de caixa, em primeiro e segundo turnos na Câmara dos Deputados. Colocada em votação pelo presidente Rodrigo Maia, novo em idade, mas em matéria de política "velho" conhecido, 453 parlamentares aprovaram essa PEC, prejudicial ao governo, porque aumentará o engessamento orçamentário de 93% para 97%. Obteve 6 votos contrários, parabéns, e 54 covardes não apareceram no plenário. Gostaria imensamente de saber por que é que os 243 novatos, levados por nós àquela Casa, inclusive deputados do PSL, com a esperança de novos rumos na política, aderiram a essa atitude vingativa do senhor Rodrigo Maia? Acredito que tenha a resposta. Envelhecimento precoce. "Votamos em favor do Parlamento" (Delegado Waldir, PSL). Tá explicado ou será preciso desenhar a verdadeira intenção?  Mas não perdem por esperar! A tecnologia atual e a imprensa investigativa séria permitem o acompanhamento de seus atos no Congresso Nacional, e este passo em falso que acabaram de dar, posso afirmar, irá pesar e muito nos próximos pleitos. Removemos 47,3% do entulho em 2018, em 2022 terminaremos a limpeza do recinto. Estamos cansados de lançar pérolas aos porcos.  

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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EMBATE INTERESSANTE

Pena que os Bolsonaros estraguem tudo com um tom belicoso e até infantilizado, mas vamos assistir a um embate interessante: pela primeira vez nos últimos 40 anos a Câmara dos Deputados terá de assumir suas responsabilidades de poder independente.  Essa é a causa do desespero de Rodrigo Maia (e pares): não saber bem o que fazer com a independência e, por consequência, com a responsabilidade de seu poder. Em algum momento a mídia descobrirá isso.

Milton Bonassi mbonassi@uol.com.br

São Paulo

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CONCURSO

Havendo um concurso do ser humano mais arrogante, prepotente, desrespeitoso, em quem a empáfia predomina, o grande vencedor por larga margem de pontos seria o sr. Rodrigo Maia

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo 

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XILIQUES

Infeliz país que depende dos estrimiliques, faniquitos, xiliques (tudo é a mesma coisa e são ataques que a pessoa tem sem lógica nem motivo) de Rodrigo Maia - ou seria "Bofafogo", seu nome na lista de corruptos da Odebrecht? - para se modernizar e buscar soluções para evitarmos virarmos uma Grécia de anos atrás.

Eduardo Santalucia Junior santalucia.eduardo@uol.com.br

São Paulo

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QUESTIÚNCULA

Depois da troca de provocações entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o da Câmara, Rodrigo Maia, como noticiou o "Estadão" (28/3), insinuando Bolsonaro em entrevista à TV Bandeirantes que "Maia só ataca o governo por estar abalado por questões pessoais", em referência à prisão do ex-ministro Moreira Franco, padrasto da mulher do deputado, e Maia retrucando pedindo um basta na discussão, o presidente Bolsonaro declarou que a questão em tela não passa de "folha virada". Louvo a declaração do presidente da República, visto que a troca de provocações em caso não tem relação com qualquer decisão administrativa da sua gestão. Tudo não passa de uma questiúncula, declaração sem importância.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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O QUE OS DEPUTADOS QUEREM

Os deputados federais estão criando todo topo de embaraços para a aprovação da reforma da Previdência, pondo a culpa no presidente Jair Bolsonaro. É de lembrar que Bolsonaro em menos de cem dias da posse entregou ao Congresso o plano da reforma da Previdência, entregou também um plano que endurece as punições para criminosos, criou a concessão dos portos e aeroportos, extinguiu milhões de cargos comissionados, acabou com a contribuição sindical obrigatória e, o melhor de tudo, enterrou para sempre a maldição petista que solapou o País. Isso é muito para apenas noventa e poucos dias de governo. Rodrigo Maia acusa o presidente de não comandar os trabalhos na Câmara para a reforma. Isso é trabalho do presidente da Câmara.  Bolsonaro já fez a sua parte e colocou Paulo Guedes para comandar. Rodrigo Maia briga com Sérgio Moro, briga com Paulo Guedes. Todos os brasileiros sabem o que os deputados querem, principalmente Rodrigo Maia. É a volta do "toma lá, dá cá".

Sylvério Del Grossi silvegrossi@hotmail.com

Fernandópolis

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AS BIRRAS DE MAIA

O governo Bolsonaro é um desastre na comunicação com o Congresso, como todos sabem, mas o comportamento de Rodrigo Maia, o articulado e esperto presidente da Câmara dos Deputados, é de pura birra. Irritado com Sérgio Moro, trouxe à tona o projeto de Segurança do ministro Alexandre de Moraes, só para contrariar o ministro da Justiça, de quem morre de inveja. Para contrariar o ministro Paulo Guedes e, por tabela, Bolsonaro, ressuscitou o projeto de reforma da Previdência de Michel Temer! Chamem o psicólogo de plantão da Câmara, antes que Maia aumente seus cacoetes com a cabeça e brigue com o papa Francisco. Será que foi vítima de bullying por ser "gordinho"?

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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A HISTÓRIA SE REPETE

O criminoso preso Eduardo Cunha, quando era presidente da Câmara dos Deputados, derrubou a presidente da República, Dilma Rousseff. Dilma se meteu e atrapalhou os esquemas de desvio de dinheiro público de Cunha na Petrobrás e, por isso, sofreu o processo de impeachment, comandado com maestria pelo criminoso Cunha. O novo governo prometeu acabar com a corrupção e está enfrentando resistência feroz na Câmara dos Deputados. Um país que não entende a sua história está fadado a repetir os mesmos erros. A queda de Dilma foi uma dádiva para o Brasil, ela deveria estar na cadeia, como Cunha. O Brasil não pode mais ignorar a importância e o poder do presidente da Câmara dos Deputados e o do Senado, que deveriam ser escolhidos pelo voto, nas eleições, e não pelos seus pares. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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TIRANIA E DEMOCRACIA

É espantoso constatar que estamos à mercê do comportamento inaceitável de homens públicos vorazes ao poder, mas sem qualquer percepção de realidade do País, começando pelos presidentes da República e do Legislativo, e desaguando em senadores e deputados federais, todos eleitos e mantidos por nós. As picuinhas que estão criando em torno do primeiro projeto de interesse nacional do atual dicotômico governo, a reforma da Previdência, nos leva à lembrança da infância, quando nos campinhos de futebol o dono da bola resolvia não mais jogar e a pelada acabava. À parte a pueril comparação, é estarrecedor presenciarmos esse mesmo comportamento em pessoas que são responsáveis pela condução de 206 milhões de brasileiros, com um Estado em processo de falência, 12 milhões de desempregados e uma economia parada. Na nossa persistente tragédia política nacional, resta-nos as reflexões: quando nos será oferecida, efetivamente, a oportunidade de escolhermos homens públicos com estatura, visão e percepção de realidade, que desmontem nossa recorrente imaturidade institucional e nos levem à cidadania consistente e à percepção coletiva de nação? No momento, há uma incontestável certeza: não será com os atuais pequenos homens públicos, incapazes de pensarem e atuarem como verdadeiros estadistas, personagens sempre esperados e jamais encontrados. Quanto a estes, não há dúvida de que se encontram aprisionados nos porões partidários, encobertos  pelo manto enganador do sistema político-eleitoral vigente, que clama falsamente por nossa participação, atraindo-nos por fantasiarem a tirania partidária com vestes democrática e, desta forma, mantendo-nos aprisionados atrás das grades da enganação participativa, enquanto nos conduzem fatalmente ao abismo. Tenham certeza: os pequenos homens não nos acompanharão, porque já fizeram seus atalhos.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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RECONHECIMENTO INTERNACIONAL E DESGOVERNO

A revista americana "Fortune" acaba de fazer um justo reconhecimento ao brilhantismo e à honradez do ex-juiz Sérgio Moro, colocando-o entre os grandes líderes mundiais, "capazes de transformar o mundo". O Brasil se orgulha da integridade e da competência do seu filho e o quer no seu lugar certo e definitivo, o Supremo Tribunal Federal (STF). Infelizmente, trabalhando no já desgastado governo Bolsonaro, comprador de brigas inúteis, segundo a colunista Mônica de Bolle (27/3, B2), o respeitado ex-juiz pode perder o seu prestígio. Só uma grande tacada política, como por exemplo oferecendo parcerias no governo (ministérios) a um ou dois partidos políticos importantes, o governo Bolsonaro pode escapar do desgoverno que se prenuncia. Vamos torcer para que o poder da fé, de que se diz portador, ilumine a mente do capitão. Do jeito que a coisa anda, logo, logo estaremos num mato sem cachorro, mesmo com o brilhantismo dos ministros Paulo Guedes e Sérgio Moro.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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IMPOSSÍVEL GOVERNAR

Bolsonaro nomeou três bons ministros (que não farão milagres) e 19 indigentes, e ainda mantém um jardim de infância. A Câmara tem 513 picaretas e o Senado, outros 81. O Supremo Tribunal Federal (STF) tem 11 pernas de pau cegos. Outros órgãos, inoperantes como sempre. Com certeza vamos virar uma Grécia. Oremos, pois.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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FUTURO TRÁGICO

Paulo Guedes e Sérgio Moro no Congresso parecem estar pregando no deserto. É o que vai se tornar o Brasil se as reformas não forem aprovadas.

Luiz Frid  fridluiz@gmail.com

São Paulo

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SALADA DE FRUTAS

Na realidade, a reforma da Previdência, na salada de frutas que fazem o Planalto e a Câmara dos Deputados, o abacaxi se tornou a fruta que se destaca, porque o afastamento de Paulo Guedes de se explicar perante os deputados causou celeuma, desde que o ministro não teria o apoio necessário de sua base. De outro lado, os deputados ficam tímidos ao não poderem explicar o grande motivo dos atritos com o Planalto: o "toma lá, dá cá", termo pecaminoso e não aceito pelos eleitores. Assim, com este vaivém, não teremos reforma da Previdência nem diálogo entre os Poderes Executivo e Legislativo. Será que não daria para os deputados serem um pouco mais patriotas?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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DIRETO AO PONTO

Para o jornalista Fernão Lara Mesquita (26/3, A2), a reforma da Previdência é um projeto de ressuscitação! E, como explicou corretamente em seu artigo publicado no "Estadão" esta semana, se aprovada a reforma, o resultado financeiro pode "fazer voltar a bater o coração de uma economia morta". A expectativa do ministro da Economia é de uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos. Mas, como diz Fernão, "falta meio grama de coragem" para o governo enfrentar este desafio inadiável. No excelente editorial da mesma edição do jornal com título "Procura-se um presidente", diz-se que até aqui Jair Bolsonaro literalmente está longe de governar, e esteve mais preocupado em gerar intrigas infantis, emocionar-se ao lado de seu ídolo Donald Trump e elogiar o ex-ditador já falecido Alfredo Stroessner, do Paraguai, chamando-o de estadista, etc., etc. Quanto à reforma da Previdência, lavando as mãos ou fugindo de sua responsabilidade, Bolsonaro disse que já fez a sua parte quando entregou pessoalmente o projeto à Câmara. Ora, a responsabilidade de arregimentar votos para a aprovação desta reforma é do governo, e não dos deputados. Nesse sentido, destaca bem o jornal: será que "Bolsonaro acredita ser um mero despachante de projetos de lei, e não um líder político"? Infelizmente, essa é a impressão que deixa o recém-empossado presidente.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

  

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REFORMAS NECESSÁRIAS

A estas alturas, parece que a reforma da Previdência nem vai tramitar, quanto menos ser aprovada. Precisamos reformar a cabeça do presidente, ou substitui-lo.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Ô, Jair, te elegeram pra presidir. Ao menos, tentar. Ou então, até fingir...

A.Fernandes standyball@Hotmail.com

São Paulo

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À DERIVA

Caro Bolsonaro, "vada a bordo cazzo!".

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Sao Carlos

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CORTINA DE FUMAÇA

O que pretende o presidente da República ao propor que se comemore o golpe de 1964, no próximo dia 31 de março? Manter a polarização? Trazer à tona as péssimas lembranças do período? Ou jogar mais cortina de fumaça sobre seu desgoverno? 

Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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31 DE MARÇO

Ao manter as comemorações do golpe, o Exército deveria ser chamado pela Justiça para dar explicações acerca deste desatino.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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1964

A esquerda alega que os eventos de 1964 não deveriam ser comemorados, tendo em vista, principalmente, o devido respeito aos seus mortos e desaparecidos. Entretanto, esta esquerda hipócrita, uma vez no poder, por meio do PT, conspurcou a memória destes mortos e desaparecidos por meio da roubalheira e da corrupção. O sangue daqueles que morreram no passado não irrigou sementes de justiça, mas tão somente as sementes do mensalão e do petrolão. Que moral esta gente vendida tem para se apropriar de 1964?

Túllio Marco S. Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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TEMPOS DO IMPREVISÍVEL

Poucos dias antes do dia 31 de março de 1964 (não sei precisar a data) foi programada no Rio de Janeiro - então capital da República - uma manifestação contra o governo de João Goulart e seu cunhado Leonel Brizola, que iria sair da Candelária com destino à Cinelândia. Contudo, a multidão foi tamanha que a Avenida Rio Branco parou, ficou entupida, não tinha como andar - fui testemunha, participei dela. Caso não fosse tomada providência, Goulart e Brizola iriam transformar o Brasil numa Cuba, eis o perigo. As Forças Armadas ouviram o apelo do povo e o general Olímpio Mourão Filho partiu de Juiz de Fora com sua tropa rumo ao Rio de Janeiro. João Goulart foi deposto. Houve resistência comandada por Leonel Brizola, cunhado de João Goulart, criando no Rio Grande do Sul o grupo dos 11, com o propósito de formar vários pelotões paramilitares. A revolução militar de 31 e março foi vencedora, porém a resistência à revolução prosseguiu, e para sustentá-la começaram os assaltos a bancos. O propósito do general Castelo Branco era ficar no governo por seis meses e convocar novas eleições, todavia a resistência à revolução prosseguia em vária partes do País, com atos terroristas. Com a morte do general Castelo Branco num desastre aéreo, assumiu o governo o general Costa e Silva. Os atos terroristas contra o governo prosseguiram, por isso os militares ocuparam o governo até 15 de março de 1985, quando os terroristas acalmaram e, então, o povo exigiu "Diretas Já". É imprevisível o que poderia acontecer com o Brasil se não houvesse a deposição de João Goulart. Uma das possibilidades seria o País se transformar numa Cuba ou numa Venezuela.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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HONESTIDADE HISTÓRICA

O artigo "Devidas?", de Eugênio Bucci ("Estado", 28/3, A2) merece algumas considerações. A revolução de 31 de março de 1964 deve ser analisada pelo contexto da época. Vivíamos num mundo polarizado, em que as pessoas eram binárias, não havia o discurso politicamente correto de hoje, que nos faz enxergar 50 tons de cinza. O movimento para barrar a tentativa de implantar um regime comunista no Brasil, à luz da História, foi consequência de grande pressão popular e de políticos que apoiavam uma intervenção militar para tanto. O Congresso Nacional declarou a vacância da Presidência da República e elegeu indiretamente um governo liderado por militares, para ocupar o momentâneo vácuo institucional, que se investiu em poder constituinte, iniciando um período de 21 anos de regime de exceção. Assim, erram os que consideram que a revolução foi um golpe militar e acertam os que concordam que naquele período vivemos sob uma ditadura. Também erram os que, por viés ideológico, distorcem os acontecimentos da época, imputando somente à esquerda a condição de vítima de atrocidades cometidas pelos governos militares e omitem os delitos e atos de insurgência que aquela cometeu como uma pretensa defensora da democracia. Aquele período deve ser relembrado sempre, com honestidade histórica, para que nunca mais tenhamos nossa ainda incipiente democracia ameaçada por radicais, de que matizes forem.

Adriano A. F. Luchiari afluchiari@bol.com.br

São Paulo

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'DEVIDAS?'

Da opinião "Devidas?" (28/3) de Eugênio Bucci (para mim, o pior colunista do "O Estado de S. Paulo"), comento que prefiro a "ditadura" que tivemos do que a ditadura que teríamos sem os militares. Ao menos nossa ditadura teve pouquíssimas execuções, se comparada às outras (da União Soviética, China, Cuba, Coreia do Norte, etc.), não matou ninguém de fome, promoveu eleições e entregou o governo pacificamente.

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre

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CONSENSO NÃO

Lamentavelmente, o artigo do jornalista Eugênio Bucci ("Estadão" de 28/3, A2) critica o pronunciamento do porta-voz da Presidência da República em que ele expressa seu pensamento de que não houve golpe militar em 31 de março de 1964. Tinha eu meus 24 anos de idade e me lembro perfeitamente da Marcha Pela Família com Deus pela Liberdade, em que a sociedade brasileira se organizou em protesto contra as medidas socializantes do governo João Goulart, algumas delas que me vêm à memória: desapropriação de terras ao longo das rodovias, ferrovias e barragens, transferência para a União do controle de refinarias de petróleo no Brasil, reforma agrária para distribuição de terras. Ao mesmo tempo, incitava a insubordinação dos sargentos da Marinha a amotinarem-se nos quartéis. Era ou não era uma ação que visava à implantação de uma ditadura socialista em nosso país? E me lembro de que foi o povo quem saiu às ruas, da mesma forma que recentemente, quando se manifestou, com sucesso, pelo impeachment de Dilma Rousseff. Não havia tanques de guerra nas ruas, nem do Brasil nem dos Estados Unidos, tudo foi feito de forma pacífica. Os generais assumiram o governo, colocaram técnicos para lhes dar apoio nos ministérios, enfim, administraram o País de forma austera, proporcionando períodos de crescimento econômico excelente. Apenas para ilustrar o que estou afirmando, o País deu grande salto em sua infraestrutura de saneamento básico, que é o assunto de minha formação: havia escassez de água nas regiões metropolitanas e o governo conseguiu implantar grandes obras que deram um salto de qualidade no fornecimento de água nas metrópoles brasileiras, com destaque para as cidades de São Paulo (Sistema Cantareira) e Rio de Janeiro (Sistema Gandu). E, ao que me consta, nenhum desses generais ficou rico graças a esse período em que governaram o País, diferentemente de uns e outros que foram democraticamente eleitos e que estão hoje às voltas com a Justiça para justificar seus bens. Não considero e abomino o destaque do jornalista de que há um "consenso pétreo que o que houve no Brasil de 1964 a 1985 foi, sim, uma ditadura".

Sebastião A. Tartuci Aun sebastiao.aun@uol.com.br

São Paulo

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UM OLHO SÓ

O articulista Eugênio Bucci é um excelente esgrimista na Língua Portuguesa, mas, como é de costume aos esquerdistas radicais, só tem um olho, nunca observam os dois lados da história, só o lado da sua bandeira. Realmente, o regime militar cometeu seus "desvios", mas os que pretendiam implantar um regime totalitário no Brasil também cometeram atrocidades. Esquece-se Bucci de relatar as cometidas pelos terroristas brasileiros, pseudomilitantes da luta armada. Foram 120 (cento e vinte) mortos e 343 (trezentos e quarenta e três) feridos - apud o livro "O golpe de 1964 - O que os livros de História não contaram", página 181, apud Itamar da Silveira e Suelem Carvalho. Um exemplo das tristes execuções foi a morte violenta do soldado Mário Kozel Filho, com a explosão de uma bomba. 

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br 

São Paulo

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MITOS E VERDADES

Hoje ninguém valoriza a revolução de 1964. Se não fosse ela, principalmente os que falam mal dela seriam os mortos pela ditadura comunista que teria tomado o poder, não fossem os militares que defenderam o Brasil deste regime que queria nos escravizar, mentindo para incautos que eram "democracia popular" e outras falsas promessas.

Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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LEMBRAR 1964

31 de março de 1964: dia em que Fidel Castro parou de mandar no Brasil!

Victório Canteruccio vicv@terra.com.br

São Paulo

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DITADURA

Dizer que não houve ditadura militar com tudo o que caracteriza um regime de força é querer fazer crer, entre outras coisas, que o "Estadão" colocava receitas de bolo no lugar de matérias censuradas, digamos, apenas por brincadeirinha ou para o deleite de leitoras que adoravam cozinhar. 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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NEGAR 1964 É TORNAR VAZIA A LEI DE ANISTIA

Negar a existência do golpe militar de 1964 implica também negar a recepção, pela Carta Constitucional de 1988, da Lei de Anistia, porquanto não há falar em recepção de lei sem objeto. Se não houve um ato de exceção política, a mencionada lei disciplinou o vácuo e, enquanto inexistente, não poderia ser recebida pela atual Constituição. Logo, o Supremo pode revisitar seu julgamento e os juízes naturais verificarem os excessos estatais praticados no período, punindo seus executores, se estiverem vivos, como se pune qualquer agente policial que prende, tortura e mata qualquer cidadão, por motivos políticos ou outros.  

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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NOVO CALENDÁRIO

Para acabar de vez com a polêmica sobre o famigerado 31 de março, data histórica que marca o golpe que deu início à longa e sangrenta noite dos anos de chumbo grosso do regime de exceção da ditadura militar (1964-1985), quando 434 pessoas foram covardemente mortas e "desaparecidas", talvez seja melhor eliminar esta triste data do calendário nacional. Doravante, março teria apenas 30 dias.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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BRASAS ADORMECIDAS

Muitas vezes temos de escolher entre duas opções. Um dilema. Isso aconteceu na última eleição. Muitos votaram no candidato do PSL porque a outra opção resultante da campanha era votar no PT. E, felizmente, a escolha feita nos livrou de nos tornarmos uma Venezuela. Que o digam os 13 anos que quase nos levaram a isso. Não foi meu caso, porque sonhei com uma nova - nova mesmo - política. E o movimento de 1964, que hoje se discute se deve ou não ser comemorado ("Estado", 28/3, A2)? Entendo que, se isso acontecer, que seja muito discreto e fechado em face da preocupação de não atiçar brasas adormecidas e esquecidas pela Anistia - o que não aconteceu com a Comissão da Verdade, também chamada por muitos de Comissão da Meia Verdade, tendo em vista que só se preocupou em analisar, e premiar, um dos lados. Por isso foi chamada por muitos de "parcial" e sem qualquer validade moral e jurídica. Outro dilema (verdadeira Escolha de Sofia) teria acontecido em 1964 em face da situação política então vigente. A outra opção seria a chamada, de modo eufemístico, ditadura do proletariado, que o movimento do Araguaia já teria implantado na região em que se iniciara. Todos sabem do que se trata e o que foi em vários países. Só para abordarmos o aspecto econômico, ao implementar a economia centralizada ou o capitalismo de Estado a fim de "melhor e mais justamente distribuir a mais-valia", tal regime levou os países que o adotaram à bancarrota. E ainda continua a fazê-lo, como se vê na Venezuela. O resto é blá, blá, blá, que hoje necessita ser deixado de lado em todos os seus aspectos e bocas. Valem, aqui e agora, dois antigos e conhecidos enunciados: "Quem muito fala dá bom dia a cavalo" e outro, dito tempos atrás pelo rei da Espanha a Hugo Chávez, "por que non te callas?". E isso material e virtualmente.

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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NÃO HÁ HERÓIS

Não há o que festejar de um embate em que houve mortes, de ambos os lados que se enfrentaram na luta armada. Não há heróis de um lado nem do outro. Mas apenas execrar, de um lado, os militares, não dá coerência em festejar, no outro, a participação de um Marighella, nem atitudes como a defesa de um assassino estrangeiro como Cesare Battisti. Lá como cá, "más fadas há", diz o ditado. E não devemos esquecer que do entulho autoritário restou um lixo libertário que assaltou o País por 13 anos e manteve "bondades" ditatoriais como a tríplice senatoria por Estado. Como num espelho, vemos à frente a própria imagem, que não mente para quem olha, mas no verso podemos nos esconder para não aparecer nem a si mesmo.

Paulo Mario B. de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro 

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NOTÍCIA QUE REALMENTE IMPORTA

  

Uma notícia que deveria estar nas primeiras páginas dos jornais teve uma conotação minúscula num obscuro rodapé do "Estadão" (28/3, A16), com o título "Alunos nota mil de Redação fazem cartilha online" para servir de norte para aqueles que deverão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Lucas Felpi, seguido por vários, resolveu colocar nas redes sociais como conseguiu o feito para tirar nota 1 mil na redação do Enem. Como começou a ser procurado por jovens pedindo dicas, incentivado por seus seguidores, resolveu procurar mais 30 jovens mil e, juntos, criaram uma cartilha com suas provas e dicas de como estudar (estadão.com.br/e/cartilha). São essas boas notícias que me fazem lembrar por que há mais de 20 anos assino o "Estadão", que ultimamente está muito aquém do que já foi: em vez de ajudar o governo Bolsonaro a decolar, entrou na mídia marrom que quer o fim de um governo que mal começou. Muito triste!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ESTA É PARA PENSAR...

Às vezes eu me sinto um fóssil de milhões de anos, sou do tempo em que escolas ensinavam Português, Matemática, História, Geografia e Ciências. Aos jovens que não sabem o que é isso, sugiro o uso do dicionário, aquele livrão esquisito com milhares de personagens. Mas uns "patriotas" acharam que isso deveria ser deixado de lado e passaram a ensinar a "pensar". Não sou contra, mas depende de quando, como, o quê e por quê.  Recentemente vimos cenas impressionantes do mutirão de emprego, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, onde 15 mil pessoas disputavam 6 mil vagas oferecidas. Todavia, comentários assustadores dão conta de que nem todas elas serão preenchidas, por absoluta falta de qualificação dos candidatos. É no que deu uma escola bandida - sim, considero crime o que fizeram com nossos jovens - arquitetada por mais de uma década. Mas faltou combinar com os empresários, até onde se sabe eles não contratam alguém para pensar, mas para arregaçar as mangas, trabalhar e com competência. Preferem que seus funcionários deixem para "pensar" em casa. Quando derem sossego ao presidente da República e deixarem-no trabalhar, eis aí um foco necessário que requer medidas urgentes.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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EM BUSCA DE UM EMPREGO

Em busca de um emprego entre os 6 mil oferecidos pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura de São Paulo e por sindicatos, uma fila de 15 mil desempregados se formou no Centro velho de São Paulo. Entre os 15 mil pretendentes a um emprego havia vários profissionais qualificados, muitos com curso superior - vi uma engenheira química tentando qualquer coisa; ela queria trabalhar, mesmo que fora de sua área de formação. Em entrevista, muitos deles, com brilho nos olhos, diziam querer trabalhar, poder cuidar de sua família com dignidade, sem depender de parentes ou amigos para poderem alimentar seus filhos. Vendo aquela multidão de aproximadamente 15 mil pessoas, pensei no resto do Brasil, que, segundo as pesquisas, já tem quase 13 milhões de desempregados. Pensei na passividade dos que ali estavam que, mesmo sem motivos, sorriam, e disse para meus botões "parabéns, povo brasileiro, com certeza Deus é brasileiro".

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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VERGONHA

No último fim de semana houve um "arrastão" no Cemitério São Paulo, tendo sido arrancadas de muitos túmulos e roubadas as placas indicativas dos nomes das pessoas ali sepultadas. Esse fato é mais um motivo que nos leva a nos envergonharmos quando pensamos em usar a expressão "orgulho de ser brasileiro".

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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