Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Diplomacia arriscada

O presidente Jair Bolsonaro está em visita a Israel. Consequência: os países árabes, grandes importadores dos nossos produtos de frigorífico, certamente ficarão muito irritados. Em sua recente viagem aos EUA, com assimetria entre o que o Brasil concedeu e o que o presidente Donald Trump retornou, foi dispensado o visto de entrada no País para cidadãos dos EUA, do Canadá, da Austrália e do Japão. Consequência: a China, o maior importador de produtos brasileiros, não gostou nada. E gostou menos ainda dos conchavos entre Trump e Bolsonaro no contexto da queda de braço sobre taxas e importações. Diante desses cenários, é de perguntar se o presidente Bolsonaro tem tido assessoria apropriada de seus ministros, militares e civis, que o oriente a evitar desatinos, como tem acontecido nos âmbitos nacional e internacional. A meu ver, das duas, uma: ou os ministros querem desestabilizar o governo ou carecem, como o presidente, das qualidades político-administrativas necessárias.

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

Hors-concours

Todo dia tomamos conhecimento de sandices vindas de membros do atual governo. Mas o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, superou todas as demais ao afirmar que o nazismo é de esquerda. Até a Alemanha se pronunciou pela imprensa. Haja paciência...

ELISABETH MIGLIAVACCA

São Paulo

Brasil na Otan

No livro Lanterna na Popa, o saudoso Roberto Campos revela que a cadeira do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, após o fim da 2.ª Guerra Mundial, estava praticamente assegurada. A nação brasileira havia feito jus ao importante assento por seu destacado papel naquele conflito, para o qual foi o único país da América do Sul a contribuir com tropas, tendo sofrido milhares de baixas e realizado grandes conquistas na Itália. Apesar do excelente “currículo” do Brasil, a Rússia opôs-se veementemente, acusando o nosso país de estar excessivamente alinhado com os EUA. Parece que a História está se repetindo.

ROBERTO CESAR S. LEONTSINIS

roberto.leontsinis@gmail.com

Sorocaba

Sucesso do terceiro leilão

O governo de Michel Temer deixou tudo “mastigado” e o atual – e certamente também a nossa sociedade – comemorou o sucesso do terceiro leilão no ano, o da concessão por 30 anos dos 1.573 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul, que consumiu R$ 16 bilhões na sua construção. Como resultado do grande interesse dos investidores, a ferrovia foi arrematada pela empresa de operação logística Rumo, do Grupo Cosan, por R$ 2,719 bilhões, o que significa um ágio de 100,92% – o lance mínimo era de R$ 1,35 bilhão. A transferência para iniciativa privada será muito positiva e benéfica para o País, porque o seu traçado – que vai de Porto Nacional, no Tocantins, a Estrela d’Oeste, no Estado de São Paulo – permitirá o transporte com redução de custos numa das principais rotas da produção de grãos do Brasil. 

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Projeto liberal

Empresários estão tomando a frente na defesa da realização do projeto de reforma da Previdência. Uma atitude surpreendente neste mar de beligerância política em que estamos vivendo. Insolvência, estagnação, falta de investimentos, desemprego crescente são os prognósticos caso haja impasse na votação da reforma. Quem se sentirá à vontade, então, para se responsabilizar pela eventual recusa de levar o projeto da reforma adiante? Daí o aplauso à atitude do setor privado da sociedade. É fundamental o empenho das lideranças civis na realização das reformas importantes para o desenvolvimento do País e que não fiquem à mercê dos fatos. O projeto liberal conta com o poder econômico privado para fundamentar as suas propostas. 

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Altas expectativas

Realmente, a reforma da Previdência é fundamental para a nossa economia e de forma especial para evitar uma nova recessão em futuro próximo. A sociedade brasileira consciente está interessada na aprovação das reformas e contando com o apoio do Poder Executivo – ministros de Estado, governadores, prefeitos – e, principalmente, com o comprometimento dos deputados e senadores, os responsáveis pela votação do projeto. Os brasileiros esperam que os parlamentares não frustrem os anseios dos seus eleitores, omitindo-se ou se submetendo às reações dos eternos revoltados que tentam desacreditar esse intento.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Novo paradigma

O presidente Jair Bolsonaro foi eleito, dentre outras bandeiras, com a outorga, pelo voto, de mudar a forma de fazer política no País. O brasileiro estava saturado do chamado “presidencialismo de coalizão”, expressão amplamente usada para encobrir o fisiologismo e a corrupção reinantes no meio político. Trata-se de uma quebra de paradigma. Acontece que toda quebra de paradigma deve ser imediatamente seguida da implantação de novo modelo que já tenha sido pensado, refletido e esteja pronto para ser operado, caso contrário instala-se o caos. É justamente isso que vivenciamos nos últimos dias no País. Tenta-se romper com o velho sem ter outro modelo viável para implementar. Se a intenção é romper com o sistema velho, deve-se ter em mente que numa democracia esse tipo de processo deve ser suave e, por isso, demandar certo tempo. Rupturas imediatas só ocorrem em revoluções ou golpes de Estado. E invariavelmente são traumáticas.

RICARDO TANNENBAUM NUÑEZ

r.nunez58@hotmail.com

Marília

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO

STF x imprensa

“Não aceito críticas ao Judiciário.” Frase de algum tirano? Não, de um ex-advogado do PT, auxiliar de José Dirceu. Estamos mesmo numa democracia? Afinal, temos muitos “lembretes” desse tipo de todo lado. A mim isso parece autoritarismo puro.

VITAL ROMANELI PENHA

vitalromaneli@gmail.com

Jacareí

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Em que país vive, em que regime de governo acredita estar o presidente do STF, Dias Toffoli, quando diz não aceitar críticas ao Judiciário, um Poder com privilégios absurdos? Ora, vivemos numa nação democrática, onde a Constituição nos assegura a liberdade de expressão!

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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“Parabéns ao três mosqueteiros Guedes, Maia e Moro. Eles que deixem o presidente tuitar e trabalhem proativamente em benefício do Brasil. Essa é a função primordial de um bom político”

WALTER MENEZES / SÃO ROQUE, SOBRE A PERSPECTIVA DE NOVOS HORIZONTES PARA AS REFORMAS

wm-menezes@uol.com.br

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“Enfim, reina a paz. Que a prevalência do interesse nacional se torne uma constante nas reformas a serem entregues aos brasileiros”

  

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO / RIO CLARO, IDEM

carneirojcc@uol.com.br

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QUANDO QUER, O CONGRESSO FUNCIONA

É surreal a atitude do Congresso Nacional. Todos sabem das dificuldades e quais os caminhos corretos para aprovar a reforma da Previdência, porém, sem o famigerado “toma lá, dá cá”, as coisas realmente não andam. Já para aprovar “pautas-bomba”, como a aprovação na semana passada do Orçamento impositivo, ele consegue, como num passe de mágica, resolver tudo em dois turnos e numa única tacada. Esta é a politicalha que não deveria ser eleita por olhar somente para o próprio umbigo e dilapidar o Brasil.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DESENCANTO

Os brasileiros votaram em 2018 esperançosos, acreditando que seus deputados iriam lutar pelas novas posturas que defendiam. Mas, agora, o que estão vendo, decepcionados, são suas excelências cheias de mimimi, ofendidas por não estarem sendo celebradas por sua magnificência, seu narcisismo escancarado cada vez que abrem a boca, magoados como crianças porque papai não lhes dá atenção, esperneando para aparecer e ameaçando a torto e a direito não seguir o papai em seus projetos de reforma, caso não ganhem um afago. Os órgãos de pesquisa mediram a popularidade do presidente Jair Bolsonaro, imaginem se medissem a das excelências! Estou perdendo a esperança, pois uma dúzia de deputados adultos não vai dar conta da turba infantilizada. Lutei muito na última campanha para que a nova política encontrasse seu espaço. Parece que minha luta foi em vão. São poucas as andorinhas e são muitas as aves de rapina, dentro e fora da política. Que lástima!

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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IMPASSE BRASIL

O Brasil não será passado a limpo. Acabou a tinta, falta papel e o revisor, além da caligrafia ruim, não tem a mínima vontade...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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VAI SAIR PICADO

Sob o comando do presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia, também conhecido como pescoço duro, congressistas desafiaram o governo Bolsonaro e aprovaram a PEC do Orçamento impositivo. Obviamente de olho na Presidência da República em 2022, Maia demonstra claramente que quer ver o circo pegar fogo. Insiste em dizer que não, mas é totalmente favorável à velha política do “toma lá, dá cá”. A petulância chegou até ele e parou, metido a nervosinho, está sentando a lenha no governo e atacando de graça o ministro da Justiça, Sérgio Moro. Se a intenção dele é aparecer e estar na mídia, caiu do cavalo. Mexer com Bolsonaro e, principalmente, com Moro é o mesmo que mexer no abelheiro. Vai sai picado.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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DESERTO DE PROJETOS

É preocupante a falta de projetos, mas eu pergunto: com o nosso Parlamento sinalizando que não dá para tramitar dois projetos simultaneamente, como encaminhar mais?

Victor Raposo victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

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AGENDA OCULTA

A contenda provocada pelo presidente da Câmara tem sido noticiada como motivada pela falta de diálogo do presidente Bolsonaro com o Legislativo. Trata-se de lamentável omissão ou análise com forte viés contra o governo. Qual é a agenda oculta deste recente posicionamento de Rodrigo Maia, com ataques de baixo nível, inclusive contra o ministro Sérgio Moro? Para qualquer observador isento, está muito claro que Rodrigo Maia (e seus familiares) estão muito preocupado com a Lava Jato e que o Legislativo quer manter a velha política, na qual “diálogo” com o Executivo significava nomeação para cargos e liberação de verbas. Alguns órgãos da mídia adotam esta postura contra o governo em razão da perda de verbas publicitarias, e evidentemente continuarão tomando posição contrária ao governo. A sociedade espera e necessita que a verdadeira mídia mostre a real situação, para que o Legislativo cumpra sua função neste caso: recebida a PEC, analise, discuta, melhore o que for possível e vote, sem necessidade da volta da troca de votos por cargos, privilégios ou verbas.    

Francisco Paulo Uras francisco.uras@uras.com.br

São Paulo

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O PODER É TÓXICO

Na natureza humana, o uso do poder traz uma agradável sensação de superioridade, aliada ao bloqueio da autocrítica. Tem efeito tóxico, embriagante, parecido com o de certas drogas: quanto maior o poder, maior o efeito. Aos muito poderosos qualquer crítica soa como insulto, motivando reações desmesuradas. É óbvio que existem variações individuais de sensibilidade, mas a imunidade total é quase impossível. Já na antiga Grécia essa constatação preocupava os fundadores da Democracia, que de lá para cá provou ainda ser a melhor maneira de orientar a divisão do poder estatal. As mais avançadas democracias adotam sistemas que limitam a concentração do poder, tais como pesos e contrapesos, além de regras severas de conduta. Aqui, neste nosso Brasil, infelizmente temos visto um verdadeiro show do uso do poder público em benefício próprio. Precisamos urgentemente fechar as portas que facilitam esses abusos. Para isso é necessário combater as inúmeras manobras (individuais e corporativas) dos interessados em prosseguir nesse abusos, e prestigiar as propostas dos ministros Sérgio Moro (na área legal) e Paulo Guedes (na área econômica), que visam a coibir abusos e privilégios e que, apesar de duras, são a garantia de um futuro muito melhor aos brasileiros que querem justiça e segurança, para si e seus filhos e netos. Esperamos vê-las, brevemente, integralmente aprovadas.

Luiz Antonio Ribeiro Pinto larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto

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TREM NOS TRILHOS

Após conversar com o ministro Paulo Guedes, Rodrigo Maia disse: “Vamos colocar este trem nos trilhos para que a gente possa caminhar”. A verdade é que lidar com os nossos congressistas exige um curso de Engenharia de Tráfego em que o ministro mostrou ter sido aprovado com louvor. Faltou o deputado esclarecer que não só o trem, como os deputados e senadores, têm de andar na linha. Assim, poderíamos fazer justiça às mulheres e transformar o ditado mentiroso e machista, revestindo-o de roupagem atual e verdadeira: “O único congressista que andou na linha o trem pegou”.

Irene Maria Dell’Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

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NEGOCIATAS

Dizei-me vós, oh sábios de plantão e donos da verdade absoluta: se a proposta de reforma previdenciária já foi elaborada e está entregue ao nosso luculento Parlamento pelas mãos do próprio presidente da República, o que mais falta aos ínclitos parlamentares, senão estudá-la e debatê-la no Congresso, para aí, sim, convocar os técnicos que a conceberam para dirimir eventuais dúvidas? Façam-me um favor, senhores, cada qual na sua seara, o Executivo propõe e o Legislativo vota. O que estiver fora disso é pura negociata. Senhor presidente Bolsonaro, seja firme e não ceda a esses despautérios.

Leitor Dalton Presotto daltonpresotto@gmail.com

São Paulo

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CONGRESSO NACIONAL

Não é o Congresso que analisa, modifica e aprova ou rejeita as propostas do Executivo? O presidente mandou o projeto da reforma da Previdência para lá, o que estão esperando para fazer o seu trabalho? Será que esperam cargos e benesses do governo? Se não, ficam parados até que o governo “articule”. E o Brasil que se dane. Nosso pirão primeiro, que vergonha.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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EMPENHO

Por que os deputados querem o empenho de Bolsonaro pela reforma da Previdência? Ora, Bolsonaro cumpre a sua responsabilidade: entregou um projeto de lei. É a evidência do seu empenho. Agora é a vez de os deputados demonstrarem, com o seu desempenho, a sua responsabilidade pela sociedade. É só isso o que falta.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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BOLSONARO E A PREVIDÊNCIA

Raciocinando um pouco, cheguei à conclusão de que Bolsonaro não quer a reforma da Previdência, como já verbalizou, e lembrar que sempre votou contra. Apesar de muito aconselhado a fazer política limpa, na verdade faz provocações a Rodrigo Maia para tentar imputar a ele o ônus da não reforma.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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DEUS NOS LIVRE!

Ainda bem que o ministro Paulo Guedes não pensa em deixar o barco na primeira investida na Câmara. Ele é o maior suporte para que a economia do País deslanche e não seja conduzida pela velha e lamacenta política de corrupção e desrespeito a nosso povo. E quem disse que o presidente não desceu do palanque? Desceu, sim, foi para o hospital, está em Brasília tecendo o que precisa ser feito, a grande e esperada reforma. Ele fez sua parcela de trabalho. Cabe, agora, ao Legislativo e ao Judiciário tomarem o mesmo barco de Paulo Guedes e ajudarem a remar. Fácil é, precisa da boa vontade e deixar o interesse político-partidário do “toma lá, dá cá” em segundo plano, para o bem do dinheiro público, a ser usado no devido lugar: na educação e na saúde públicas. E, principalmente, que a Previdência não vá a uma rápida falência. Pior, mesmo, não é o bate-boca de Bolsonaro e Rodrigo Maia, mas, sim, uma saída de Paulo Guedes e Sérgio Moro do governo. Aí, sim, é que as reformas vão para o brejo. Deus nos livre de tamanha destruição!

Creusa Colaço Monte Alegre ccolacomontealegre@yahoo.com.br

São Paulo

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A CRISE E O CINEMA

A ida inesperada do presidente Jair Bolsonaro ao cinema, acompanhado de sua esposa, Michelle, em meio a uma agenda de trabalho e em plena crise política, lembra bem um filme brasileiro de 1969, cujo título diz tudo: “Matou a Família e foi ao Cinema”. Obviamente, o protagonista desse filme é um psicopata. Mal comparando, e considerando que o presidente não seja um psicopata, tamanho despojamento denota um desejo de Bolsonaro de transmitir ares de relaxamento e normalidade ao País, sobretudo à base popular que ele ainda acredita ter. Entretanto, à medida que a crise entre ele e o Congresso se avoluma e a reforma da Previdência se encontra cada vez mais ameaçada, chegará o momento em que não haverá mais cinema capaz de acalmar nem o País, tampouco a base. Insistir nesta estratégia, isso, sim, despertará suspeitas de algum tipo de esquizofrenia presidencial em curso.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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BAIXO CLERO

Bolsonaro passou cinco mandatos no baixo clero e só foi eleito porque os eleitores não queriam ter um presidiário como presidente. Para nossa tristeza, ele mostra claramente por que nunca saiu do baixo clero. Ele não tem estatura para governar nosso país e, se não sair das redes sociais e assumir seu papel, perderá os únicos dois ministros que ainda mantêm a confiança do mercado, e estaremos condenados a mais um longo período de decadência.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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DO PARLAMENTO AO PLANALTO

Bolsonaro age na Presidência do mesmo modo como agia na Câmara, sem nenhum escrúpulo político.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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ZERO

Nós, brasileiros, estamos aprendendo a conviver com presidentes dos mais variados perfis. Posturas que variaram do imperial ao sindical. Agora, por sua formação, deveríamos estar vivenciando a volta à caserna. Mas não é isso que está acontecendo. Aparente e surpreendentemente, nosso presidente não só admira seu equivalente dos Estados Unidos, como imita histrionismos do próprio. Ocorre que no país nortista os foras dados são contemporizados e minimizados pelos ofendidos, assim como seus desequilíbrios são escorados pelos demais poderes. A importância econômica do país e o equilíbrio de forças impedem radicalizações fora de um certo patamar. Aqui, diferentemente, desequilíbrios vêm acompanhados de terremotos e tsunamis gerados por aqueles que se aproveitam das fragilidades econômicas e sociais que o País enfrenta. Pobre país em que faltam lideranças nas áreas primordiais. Consequentemente, não se podem esperar atitudes nem solução de questões fundamentais. Estamos em rota de estaca zero administrativa. Se acreditasse em Mãe Dinah como acredita em seu guru rasputin dos trópicos, nosso presidente deveria estar apreensivo com seus quadrantes lunares e solares nada favoráveis. Para momentos exponenciais de desequilíbrio, quando o intolerável parece sem solução, relembramos um ditado francês que, traduzido, diz o seguinte: tudo passa, tudo quebra, tudo cansa e tudo é substituível...

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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PRESIDÊNCIA VAGA

Quase 90 dias depois da posse, e a cadeira presidencial continua vazia... Até quando, Bolsonaro?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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MAIS UM VICE

Como não sabe a que veio, não conhece a liturgia do cargo e, portanto, não está preparado para governar o País, Bolsonaro está pavimentando a posse de Mourão. Já vimos este filme antes.

Jose Wilson Gambier Costa jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista

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O PROJETO DE MORO NO SENADO

A senadora Eliziane Gama (PPS-MA) propôs ao ministro Sérgio Moro levar o pacote anticrime para ser discutido no Senado enquanto na Câmara os deputados estão debruçados nas discussões da reforma da Previdência. Uma proposta para lá de sensata, mas a nossa política é cheia de “não me toques”. A senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), disse que o Senado é uma casa revisora e não apoiou a iniciativa da senadora Eliziane. A impressão que dá para quem assiste do lado de cá a este circo de horrores é que todos querem ser a estrela do show. Não temos uma união em prol do País, temos disputas para ver quem pode mais e o que ganha com isso. Triste ver essa realidade tão clara. A aprovação deste pacote é um basta nos crimes, favorece a população que vive insegura, mas não é suficiente para ser aprovado, nossos parlamentares vivem de costas para seu povo. Ninguém até hoje tinha apresentado um pacote tão eficiente como o do ministro Sérgio Moro, mas o ciúme e a inveja são capazes de destruir o que é bom e transformá-lo num “copia e cola”, como desfez Rodrigo Maia a respeito do pacote. Aqui, o que querem que prevaleça é que impeachment é golpe, Venezuela é uma democracia e Lula é um preso político. Moro é reconhecido mundialmente pelo trabalho desenvolvido no combate à corrupção, mas no Brasil a torcida é para ele cair. Está difícil de viver neste país.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PACOTE ANTICRIME

Congressista que se pavoneia tem medo de ser “apenado”.

João Luiz Piccioni  piccionijl@gmail.com

São Paulo

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HAJA PACIÊNCIA

Tenho muito medo de que o pacote anticrime de Sérgio Moro não passe no Congresso Nacional. Muitos parlamentares têm o receio de facilitarem as ações contra eles mesmos. Os ajustem podem ser relaxados, mas a sociedade é quem paga por estes retrocessos. O pacote anticorrupção já foi por água abaixo, mesmo com apoio maciço de toda a população. Ainda assim, esperamos que o ministro não esmoreça, negociando “o que for possível” para o atual quadro político brasileiro. No fim das contas, quem realmente sofre é o povo brasileiro, que paga todos os elevadíssimos impostos corretamente e por todos os outros erros de nosso Legislativo. Haja paciência, dinheiro e tolerância com nossa “casa das leis”.

João Coelho Vítola jvitola1@gmail.com

Brasília

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AVANÇOS

Sérgio Moro continua merecendo elogios dos brasileiros. Está abrindo mão de dignidade pessoal para avançar no pacote anticrime no Congresso. Virtude digna de nota.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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