Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2019 | 03h00

DESEMPREGO

Desalento crescente

Se em quatro anos o desalento triplicou entre os jovens, atingindo 1,76 milhão os que nem mais procuram emprego (30/3, B4), esse grave problema vai além do desastre econômico que assolou o País. Nele tem papel fundamental a péssima educação pública dos últimos 20 anos, o que foi provado agora pelo desemprego de jovens até 24 anos. Pesquisas recentes colocaram o Brasil entre os países com os piores índices mundiais em educação. Há 20 anos batemos nessa tecla, alertando que só sobraria aos jovens o subemprego. O que parecia probabilidade se transformou em realidade. E o pior, nem o subemprego eles procuram mais. Se o presidente Jair Bolsonaro não se detiver nesse triste fator como prioridade, não adiantará fazer nenhuma reforma da Previdência, porque não existirão jovens trabalhando para sustentar o sistema. Enquanto isso, segue a divisão no País, expressa mais uma vez na polêmica sobre comemorar ou não o 31 de março de 1964. Isso já faz quase 60 anos! O que o Brasil necessita hoje, urgentemente, é de mudanças fundamentais que nos levem para o século 21. Esquerda e direita, todo mundo fica olhando para o passado, enquanto falta tanta coisa para cimentar o nosso futuro. Jamais seremos um país do futuro se continuarmos nessa lenga-lenga ultrapassada. Parem o Brasil que eu quero descer!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Juventude em foco

Vamos deixar o 31 de março de 1964 para os historiadores. Os políticos de 2019 parem de olhar pelo retrovisor, vamos andar para a frente. Como alerta matéria de capa do Estadão de sábado, se não prepararmos os nossos jovens para o mercado de trabalho deste século, em que há avanços tecnológicos em praticamente todas as áreas, fatalmente aumentaremos o desalento dos nossos filhos e netos. É hora de o eleitor acompanhar o desempenho do seu representante e exigir as reformas propostas pelo governo.

JOSE MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

Eufemismo

É extremamente triste ver que enorme parcela de nossos jovens até 24 anos está desalentada por força do desemprego, estado de ânimo muito negativo e que triplicou em quatro anos. Desalento é um eufemismo ou o portal de males psíquicos graves, a partir da frustração, que caminha para a depressão, em certos casos, fatal. Os médicos sabem que a incidência maior de suicídios se dá na faixa etária dos adultos jovens. Mas que estes não se entreguem ao desespero e exijam um governo apto que reconduza o País ao bem-estar social de que fala nossa Constituição. É preciso parar com as picuinhas e enfrentar corajosa e eficientemente nossos dramáticos problemas fundamentais. Se sair às ruas novamente é imperioso, não titubiemos. 

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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ENEM

Verdades bíblicas

Já que o governo pretende adotar como critério para as questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) uma abordagem que parta do raciocínio sobre verdades bíblicas, pergunto: não serão consideradas verdades constantes da Torá e do Alcorão? E mais: serão admitidos questionamentos?

EUCLYDES ROCCO JR.

emteatroteca@gmail.com

São Paulo

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REFORMAS

Dia da mentira

Principal notícia de 1.º de abril: Imbuída de sentimentos altamente patrióticos, ampla maioria de deputados e senadores aprova a tão necessária reforma da Previdência.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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ORÇAMENTO IMPOSITIVO

Teto de gastos públicos

No orçamento impositivo recém-aprovado na Câmara dos Deputados é proposto que o Congresso Nacional assuma a responsabilidade exclusiva pelos gastos da União. Imagino que, pela lógica, deva também assumir a responsabilidade exclusiva de atender à emenda constitucional que instituiu o teto dos gastos públicos. Nesse caso, e também pela lógica, em caso de não cumprimento do teto, todos os membros do Congresso devem assumir as penalidades que forem devidas. Caso as penalidades sejam distribuídas pelo coletivo das duas Casas, teremos 594 fiscais do Orçamento. Para os congressistas seria uma mudança comportamental da água para o vinho.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com .br

Cotia

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EM SÃO PAULO

Rotineiro abandono

Definitivamente, o prefeito e seus secretários não conseguem administrar a cidade de São Paulo. A incompetência é a marca desta administração municipal. É notória em todos os cantos do Município a completa ausência do poder público. As ruas estãotomadas por buracos e mais buracos e as praças, abandonadas, o mato cresce até nos canteiros centrais das avenidas. Semáforos não funcionam, podas de árvores inexistem, ciclovias estão em condições deploráveis e a iluminação, em estado precário. Enfim, para onde se olha a visão é de descaso, falta de respeito ao cidadão paulistano e no uso dos recursos públicos. O que dizer, então, da Câmara Municipal? Um verdadeiro acinte à inteligência do munícipe – o qual, na verdade, é culpado por eleger esses que estão aí. E permanece inerte, deixando que o prefeito continue com seu modelo de gestão pública medíocre. Não dá para governar só com o sobrenome. A situação de descalabro e desmandos a que se assiste cobrará um preço altíssimo para ser resolvida por uma próxima administração – isso se de fato houver uma próxima administração com competência e seriedade. De qualquer modo, serão os moradores da cidade que pagarão essa conta. Quanto ao sr. prefeito atual, simplesmente sairá de cena para “merecido descanso”, afinal, deve ser muito extenuante destruir uma cidade como São Paulo.

CLÁUDIO ABDUL-HAK ANTELO

claudio@ahantelo.com.br

São Paulo

Vias arruinadas

O nosso prefeito, realmente, continua sem fazer nada pelas ruas de São Paulo. Não dá mais! O secretário de Obras precisa visitar Pinheiros. Existe um prefeito regional, mas será que ele mora no bairro? Todas as ruas estão em estado lastimável. Acho que está na hora de fazermos um movimento contra tal situação. Quem paga essa desgraça somos nós! As oficinas mecânicas estão faturando bastante e os borracheiros, nem se fala.

MARCOS POUGY

marcoslaly@gmail.com

São Paulo

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“Desalento significa começar a perder toda esperança num futuro melhor. Desalento é ver desabar os sonhos. É isso que nossos jovens estão sentindo ao procurar trabalho. Tão cedo!”

MARIA DO CARMO ZAFFALON LEME CARDOSO / BAURU, SOBRE O ALTO ÍNDICE DE DESEMPREGO RENITENTE NO BRASIL

zaffalon@uol.com.br

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“Ordem do dia: todos unidos pelo bem do Brasil. Simples assim”

  

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, SOBRE A CELEUMA EM TORNO DO 31 DE MARÇO

taniatma7@gmail.com

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UM DUELO IMPENSÁVEL

O mais hábil dos morubixabas ou até os adivinhos medievais portadores de ervas de poder adivinhatório não seriam capazes de prever o duelo que presenciamos entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que trocaram insultos e forneceram alimentação farta para uma crise política exatamente num momento em que Poder Executivo e Poder Legislativo têm de deixar o tatame do egocentrismo e abandonar esta atitude de apátridas com que só o País sai perdendo. Esta crise se alastra para setores da administração no Planalto. Os 58 milhões de eleitores bolsonaristas esperavam troca de ideias, e não de insultos.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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FOGUEIRA DAS VAIDADES

Jair Bolsonaro, presidente da República, e Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, coadjuvados por grande número de “aspones”, jogaram mais purpurina na fogueira das vaidades, em que estão incinerando a reforma da Previdência, defendida por todos como a prioridade número um do governo brasileiro. Dá para entender?!

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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A ‘ARTICULAÇÃO’ PELA REFORMA

É preciso deixar claro que qualquer um que ocupe cargo público por lei trabalharia para o público, isto é, a população. Porém não é isso p que se observa no país das bananas: aqui, nós trabalhamos para eles. As mal chamadas “articulações políticas” e disputas de egos são a prova descarada da pugna por interesses de grupos e indivíduos por benesses e privilégios, com a decorrente enxurrada de tramoias de lesa-povo, lesa-nação, lesa-pátria... Quando o Poder Executivo entrega ao Legislativo qualquer projeto, como foi no caso da PEC da reforma da Previdência, a responsabilidade de pô-la em prática não é do Executivo, mas dos que deveriam avaliá-la sob critérios de necessidade, legalidade, viabilidade e praticidade, entre outros. O atual governo cumpriu corretamente seu papel, o envio de seus projetos de reforma da Previdência e de combate ao crime e à corrupção ao Congresso Nacional. E este, ao invés de propor melhorias, reagiu com chalaça, chantagem e doses cavalares de cinismo, na costumeira tática de criar dificuldades para obter “facilidade”, que nos faz lembrar a célere frase “em casa que não tem pão todos reclamam e ninguém tem razão”. Querem porque querem os deputados, a todo custo, astuciosos, a continuação do “toma lá dá cá” e do esdrúxulo e nefasto “é dando que se recebe”, a orgia com o erário por meio da concessão de cargos, ministérios, regalias e impunidade, que tantos malefícios causaram e causam à sociedade e ao País.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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‘TOMA LÁ DÁ CÁ’

Em janeiro de 1997, o Congresso aprovou a emenda constitucional da reeleição que permitiu a Fernando Henrique Cardoso e aos futuros presidentes, além de governadores e prefeitos, a disputa de um segundo mandato consecutivo. O resultado envolveu compra de votos, conforme confissão gravada por dois deputados - Ronivon Santiago e João Maia, ambos do Acre - que, após a divulgação do escândalo pela imprensa, renunciaram, alegando “motivos de foro íntimo”. A CPI correspondente, embora requerida, nunca foi instalada e tudo parece indicar que a prática do “toma lá, dá cá” ainda faz parte da cultura da casa dos representantes do povo, como evidenciado por insinuações relacionadas à aprovação da reforma da Previdência, do seu atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - o “Botafogo”, codinome na planilha de propina da Odebrecht -, e de muitos de seus miquinhos articulados.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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AFAGOS

Afago$ para o$ deputado$ federai$, a escolher: men$alão ou diretoria de estatai$  bem roubávei$.

Walter Tranchesi Roriz wtroriz@hotmail.com

São Paulo

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PREOCUPAÇÃO

A grande preocupação dos brasileiros é que o presidente Jair Bolsonaro aceite as pressões e acabe aceitando a prática das velhas políticas. Seria a maior decepção!

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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O QUE NUNCA SERÁ

De repente, a mídia pinta Rodrigo Maia como um anjinho que caiu do céu para enfrentar o capeta fascista Jair Bolsonaro. Ah, faça-me o favor, o carnaval já passou...

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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FORÇAS TERRÍVEIS

As forças terríveis, das quais reclamou Jânio Quadros justificando sua renúncia, hoje estão à nossa vista, claras, cristalinas, continuam vivas e atuantes no interesse próprio. Ora, o Congresso Nacional, o Judiciário e demais órgãos com “direitos adquiridos” já recebem seus salários, que pagamos com muito custo. Mas é “pouco”! Muito “pouco” para eles, e quando recebem uma tarefa reclamam de ter de simplesmente aprová-la ou não, simples assim.  Logo, o cabo e o jipe podem estar de orelhas em pé. De quem é a culpa? Concluo que é minha, pois não é de ninguém!

Edson Gomes escricontec@uol.com.br

São Paulo

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RICARDO III

Apesar de já ter se declarado anteriormente contra a premente e inadiável reforma previdenciária, Jair Bolsonaro sabe que sem ela o País caminhará inexoravelmente rumo à bancarrota, tornando-se ingovernável e inadministrável. Parodiando a famosa frase do rei inglês Ricardo III (século 14) - “meu reino por um cavalo” -, cabe ao presidente brandir em alto e bom som para todo o reino Brasilis e o Congresso Nacional: meu governo pela reforma. Se não agora, quando?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A VIDA COMO ELA É

São sensatas e ponderadas as críticas que o “Estado” (29/3) faz ao governo instalado em Brasília. Os editoriais dão mostra do quanto de despreparo há na Presidência e nos Ministérios, evidenciando o que já era notório desde a campanha eleitoral: a inépcia de Jair Bolsonaro não é compensada pela equipe que montou. Após a vergonhosa atuação das pastas da Educação, das Relações Exteriores, de Mulher, Família e Direitos Humanos, que mesclam equivocadamente uma pauta de costumes com as necessidades e realidades sociais, agora é a vez de a Economia dar suas soluções. O superministro Paulo Guedes não mais responde feito posto de combustível famoso e a articulação política com o Congresso Nacional está pondo a perder a bala de prata que possuía. Alguma oposição lúcida resta, mas o jornal deve continuar a mostrar a vida como ela é.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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DEPOIS DE DILMA...

Quando se pensa que a capacidade e o direito de exercer a burrice e ser imbecil foram esgotados por Dilma Rousseff, somos assolados por uma nova leva de idiotices. O sr. Bolsonaro não se cansa de falar besteiras, envergonhar o Brasil toda vez que abre a boca. Não entende nada de como governar, age para conspirar e dividir e não faz nada para unir e melhorar a vida da população. Demorou poucos meses para se mostrar completamente despreparado. Está se cercando de militares, elogia antigos ditadores do Chile e do Paraguai, ajoelha-se diante de Donald Trump. Nossa nascente democracia corre riscos graves e o perigo de novo período de trevas e repressão ronda sorrateiramente para fechar as instituições e a boca do povo. Uma vergonha.

Geraldo Freitas geraldof.gti@gmail.com

São Paulo

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AUTOIMUNE

Este governo tem uma doença autoimune que vai se autodestruir sem qualquer ação contra dos movimentos sociais, dos partidos da esquerda, dos sindicatos, etc. Nunca vimos isso na República.

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

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DOM QUIXOTE

Jair Bolsonaro parece Dom Quixote lutando contra os moinhos de vento estocados pela Dilma!

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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GIRA O MUNDO

Passaram-se janeiro, depois fevereiro, o mês de março e Estados Unidos, o vizinho Chile e Israel já foram visitados por nosso mandatário Jair Messias Bolsonaro. Como perguntar não é ofensa, a impressão que se tem é de que os eleitores do nosso mandatário o elegeram para serviços externos. Presumo que sim, até porque aqui, em nosso país, tudo está funcionando maravilhosamente bem, principalmente saúde pública e educação. Conclusão: quando a casa está em ordem, nada melhor que dar uma “esticadinha” pelo mundo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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NO ESPELHO

Está mais do que na hora de o Brasil se olhar como ele é, e não como gostaria que fosse, assumindo sua realidade. Para isso há que separar os gastos do Tesouro Nacional, em todas as áreas e, particularmente, nas que envolvem políticas assistencialistas, de acordo com suas fontes de receita: aposentadorias são um direito de quem para elas contribuiu e devem ser tratadas de forma atuarial de acordo com os recolhimentos individuais dos que as receberão, seja no setor privado (INSS), seja no público; benefícios (de prestação continuada ou não) são concessões de cunho humanitário assistencial, aprovados pelo Congresso para proteção dos mais carentes (ou em situações específicas), que independem de contribuição individual dos que as receberão e cujos recursos devem provir dos impostos pagos pela sociedade em geral. Da mesma forma que os serviços de saúde propiciada pelo SUS, devem ter duas fontes de financiamento de acordo com seus usuários: de um lado, os que pagam diretamente por esses serviços recolhendo um porcentual de seus rendimentos (INSS) sob a forma de “seguro saúde” (muitos dos quais são atendidos por convênios com instituições particulares às quais é transferida parte das contribuições deduzidas de sua renda e cujo custo complementam com recursos próprios); e, do outro, os que por falta de renda utilizam os serviços do SUS independentemente de para ele contribuírem diretamente, e devem ter seus gastos cobertos pelo Tesouro Nacional com base em dotações orçamentárias de cunho assistencialista sustentadas pelos impostos pagos por todos. Penso que só com essa separação (benefícios autogerados x assistencialistas) a reforma previdenciária poderá avançar de forma justa e objetiva, tornando-se a pedra fundamental para a transformação e o desenvolvimento do País em termos meritocráticos, sem que se perca a função social do Estado.

Jorge R. S. Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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GAFANHOTOS DO ERÁRIO

Num momento em que necessária se faz a austeridade dos gastos da administração pública, surge o absurdo escândalo dos “conselheiros das empresas públicas”, políticos apadrinhados que são beneficiados com polpudo aumento de renda dos cargos que exercem, sendo nomeados para conselhos estaduais e municipais. Estes são os gafanhotos do nosso dinheiro. Pessoas de ruim caráter, que se beneficiam de um esquema nefasto. Enquanto isso, funcionários concursados recebem salários de valores consumidos por perdas salariais. E sem reposição de perdas há mais de 20 anos. Fala-se na reforma da Previdência e os eleitos como vilões são os funcionários concursados, realmente responsáveis por a máquina pública funcionar. Vocês sabiam, por exemplo, que eles não possuem direitos que todos os empregados têm? Como, por exemplo, FGTS?

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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A CRISE DO POSTALIS

Gostaria de apresentar minha indignação e protesto diante da situação absurda que o Plano de Pensão de Benefício Definido (BD) do Postalis, dos Correios, está passando e do que acredito que a sociedade brasileira pouco tem conhecimento. Este plano inexplicavelmente está em intervenção desde outubro de 2017, por determinação da Previc, órgão do governo federal responsável em fiscalizar os fundos de pensões das estatais. Essa intervenção simplesmente poderá acarretar na liquidação do plano, causando prejuízos incalculáveis para aproximadamente 140 mil famílias em todo o Brasil. Tanto os funcionários da ativa como os aposentados dos Correios estão pagando contribuições extraordinárias mensais, sendo elas em sua grande maioria dos casos decorrentes das fraudes cometidas por gestores improbos indicados pelos Correios, como foi comprovado no Relatório Final da CPI dos Fundos de Pensões. É necessário que essa intervenção, sem que se tenha a devida justificativa legal, cesse, e a Diretoria do Postalis legitimamente eleita retorne e reassuma as suas funções. Os Correios, conjuntamente com o governo federal, não podem deixar essa situação persistir por mais tempo e têm de acabar com a intervenção e assumir as fraudes causadas em nosso plano de pensão, já que as indicações dos gestores do Postalis que geraram rombos milionários foram feitas por eles.

Paulo Vitor Branquinho de Oliveira pvbranquinho@uol.com.br

Salvador

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PARTIDO DAS TRAMOIAS

O “Partido das Tramoias” (PT) continua aprontando. Não bastando ter seus líderes presos por corrupção e desvio de recursos públicos, contando com a proteção de alguns juízes de nossas Cortes, agora se diz surpreso com a decisão judicial de que foi o partido quem realmente impulsionou “notícias falsas” na última campanha presidencial. Não bastando a crise econômica e moral que nos deixou o partido, cabe recordar que está, agora, contra a nova Previdência, assim como esteve contra a Constituição de 1988 e o Plano Real. Como sempre, está contra os interesses de todos os brasileiros e sempre pensando no próprio interesse de seus dirigentes, além do empreguismo de seus militantes. Até quando este “Partido das Tramoias” e seus partidos asseclas vão ficar impunes?

Jose Rubens de Macedo Soares  joserubensms@gmail.com

São Paulo

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SEGUNDA INSTÂNCIA

Aproximando-se a data da sessão suprema que tentará libertar os bandidos endinheirados recolhidos em sentença da segunda instância, eis que o incontrolável e vaidoso ministro Marco Aurélio Mello já se achegou aos microfones e holofotes, anunciando que a Corte Suprema tem tudo para reverter a última decisão do plenário. Ministro, isso é “fake” ou uma ameaça à sociedade? Pelo que sei, o magistrado só deve se manifestar nos autos! Alô, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que regra é essa? Rodrigo Maia, cuidado com seus microfones, hein!

Júlio Armando Echeverria Vieira jecheverria50@yahoo.com

Santa Cruz, Califórnia (EUA)

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UM CURIOSO CRIME

Curiosamente, é crime ofender membros do Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo sendo eles cidadãos comuns, como qualquer outro. Lembremo-nos de que não foram eleitos pelo povo, não têm sangue azul e não são os santos que pensam ser. O fato de se esconderem por trás de uma toga não os diferencia dos cidadãos comuns, e eles cometem erros como qualquer pessoa. O “prende e solta”, por exemplo, nos envergonha, dando a todos o direito de perguntar: o que há na Justiça? Ministros que não conhecem a lei? Ou a lei do STF muda de peso dependendo de quem seja o criminoso? Senhores, acreditem, o povo crente acredita na segunda opção, e, como vivemos num país democrático, pelo menos podemos pensar.

Wilson Matiotta  loluvies@gmail.com

São Paulo

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SUPREMA INCOERÊNCIA

Em 2016, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a vaquejada. Argumentou que a atividade traz sofrimento aos animais e fere princípios de preservação do meio ambiente. No último dia 28 de março, porém, o STF julgou constitucional o sacrifício de animais em rituais religiosos. Óticas muito distintas. Coerência zero! Será que os animais sacrificados em rituais religiosos, segundo a visão dos doutos ministros, não sofreriam? Qual a razão para duas interpretações tão opostas quando o bem a ser protegido é o mesmo? Um absurdo! Não há construção jurídica que justifique essa decisão esdrúxula que atenta contra a vida de bichinhos indefesos em rituais sangrentos.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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ESTRANHA DECISÃO

Numa estranha decisão, o STF afirmou ser constitucional o sacrifício animal por religiões africanas e diz que seria uma tradição. Perguntaríamos, então, se poderíamos sacrificar seres humanos, pois isso já foi parte do ritual de religiões e, em algumas partes isoladas do mundo, isso ainda ocorre. É o mais baixo nível espiritual da humanidade.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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SEM CRUELDADE

A imbecilidade humana não tem limites e chegou ao STF, e isso já há muitos anos. Criamos programas de adoção de animais, castramos, vacinamos estes animais e tentamos a todo custo protegê-los e dar a eles carinho. Mas a raça humana, dita superior, por intermédio da mais alta Corte de Justiça do País, resolve, após delongas baboseiras jurídicas, jogar na cara do cidadão uma das mais grotescas decisões que já pude presenciar. O STF autoriza o sacrifício de animais em cultos religiosos, mas com uma restrição: sem crueldade. Gostaria que um dia os animais nos julgassem por toda a barbárie cometida contra eles durante esta dura convivência com o bicho homem. Com certeza, Gilmares, Mellos e Toffolis seriam os primeiros da fila a serem sacrificados, mas sem requinte de crueldade, lógico, animais são mais piedosos. Lei alguma, argumento algum justifica tamanha insanidade. 

Armando Favoretto Junior armandofavoretto@gmail.cor

São José do Rio Pardo

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COMO EXPLICAR?

Passei muitos anos explicando para crianças o que é cadeia alimentar, as razões dos seres humanos se alimentarem de animais e o porquê eu sempre fui contra a utilização de animais para divertimento, a exemplo de rodeios, brigas de galo, etc. Na semana passada, o STF disse que qualquer religião pode sacrificar animais em seus rituais, porque isso é sacralização que não causa sofrimento a eles. Partindo dessa premissa, de que não causa dor, podemos utilizar humanos? E como fica o respeito aos animais e aos vegetais? Que decepção os meninos terão ao saber dessa decisão.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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