Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2019 | 03h00

VELHA POLÍTICA

Descaramento

No Estadão de ontem, 1.º/4, em Notas & Informações nosso prestigioso defensor dos interesses do povo nos traz a triste e vergonhosa verdade do descaramento dos nossos parlamentares federais: simplesmente surrupiam o dinheiro suado de todos os brasileiros, que de uma forma ou outra enfrentam as dificuldades do dia a dia com trabalho duro e vida difícil. São milhões de brasileiros que mal têm uma colher de feijão e arroz para alimento diário, e olhe lá. Enquanto isso, esses políticos privilegiados desfrutam as maiores mordomias e regalias do mundo – é só ver como políticos de países desenvolvidos se comportam e cuidam de verdade dos interesses de seus povos. Aqui temos uma minoria de políticos dignos que trabalham com seriedade, vergonha e dignidade em prol do bem público. Como é que os demais deputados federais têm a irresponsabilidade de querer perdoar as dívidas de partidos, cuja maioria nem conhecemos, que passam de R$ 70 milhões? Uma vergonha! Vamo-nos lembrar do nome de cada congressista nas próximas eleições e democraticamente expurgaremos todos eles da vida pública.

UBIRATAN DE OLIVEIRA

uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

Renovação

Manchete do Estadão de ontem: Governo ainda não aprovou projeto próprio na Câmara. Isso mostra que, apesar da festejada renovação (parcial) promovida nas eleições de outubro de 2018, vamos precisar de várias outras eleições para limpar o Legislativo federal dos sanguessugas, inimigos do Brasil.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

Pressão pela Previdência

Li, estarrecido, que empresários estão entrando no corpo a corpo para pressionar deputados federais e senadores a fim de garantirem votos suficientes para a aprovação da proposta de reforma da Previdência, que já se encontra no Congresso Nacional. Quer dizer, então, que os deputados e senadores precisam ser pressionados para entenderem a necessidade da aprovação da reforma da Previdência? Essa é uma conversa sem pés nem cabeça! Por que deputados e senadores precisam ser convencidos a votar medidas em favor de seu próprio país? Algo está muito errado nesse Parlamento e precisa ser bem explicado ao povo brasileiro. Afinal, quando vamos saber toda a verdade a respeito dessa caixa-preta que é o Congresso Nacional?

ALPOIM DA SILVA BOTELHO

alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

Em maus lençóis

Os empresários resolveram se engajar na tão necessária reforma previdenciária e não só já estão fazendo corpo a corpo com deputados e senadores, mas também estão abrindo um escritório de lobby em Brasília. Os parlamentares têm plena consciência, sim, da necessidade de atualizar as normas para as aposentadorias e pensões, mas muitos deles, por serem da oposição, querem dificultar a sua tramitação apenas para deixar o governo em maus lençóis.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Picaretagem

Tudo parece indicar que o Congresso, por meio principalmente das atividades pragmáticas do chamado Centrão – conjunto de partidos do qual faz parte o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), integrado, sobretudo, por deputados amuados pela falta de negociações práticas sinalizadas pelo Planalto e descrentes da trégua proposta pelo presidente Jair Bolsonaro –, continuará a se esforçar para encurralar o governo a fim de consolidar sua condição de refém de um grupo que, na verdade, não está interessado no debate honesto, mas foca exclusivamente nos dividendos particulares. Fica demonstrado, assim, que grande parte do Parlamento continua a mesma, pelo menos desde 1993, quando Lula da Silva a ele se referiu como o local onde “há uma maioria de 300 picaretas que defendem apenas seus próprios interesses”.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Na Assembleia paulista

Enquanto o governador João Doria se propunha até a interromper as atividades do Projeto Guri, que atende mais de 600 mil crianças no Estado com atividades culturais, a Assembleia Legislativa dribla norma e aumenta em até sete vezes o número de servidores nos gabinetes dos deputados estaduais. É justo? É correto? Isso pode?

MARIA ÍSIS M. M. DE BARROS

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

Pratica vergonhosa

A reportagem Assembleia dribla norma e multiplica n.º de assessores (1.º/4, A13) mostra um grande disparate. Enquanto pelo projeto de reforma da Previdência o povo vai trabalhar mais tempo para ajudar a reduzir o déficit público, os deputados estaduais paulistas esbanjam o dinheiro do contribuinte para nomear excessivo número de assessores para os seus gabinetes. Essas práticas vergonhosas, apesar de antigas, têm de acabar.

MARCIA REGINA DE MELO COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

EM SÃO PAULO

Revitalização do Centro

O mais recente plano de revitalização do Centro de São Paulo – o chamado triângulo histórico – apresentado pela Prefeitura pode até ser bem-intencionado. E, assim como os anteriores, pode também não sair do papel, ou sair apenas parcialmente, pois, como sabemos, os problemas são inúmeros e complicadíssimos. Mas dentre estes chama a atenção, para quem se propõe a caminhar pelo Centro velho, a quantidade de sujeira, verdadeiros lixões a céu aberto, espalhada por diversas ruas, seguramente acumulada por vários dias. Ora, como pode a Prefeitura propor um plano complexo de revitalização do Centro se não consegue nem manter essas ruas e calçadas minimamente limpas? Antes de pensar em projetos de longo prazo, a Prefeitura precisa corrigir a realidade imediata.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Mais um plano...

O Centro velho de São Paulo não precisa de um novo plano, só precisa de uma zeladoria eficiente, 24 horas por dia, cuidando da segurança, da coleta de lixo, da varrição e lavagem das calçadas e dos calçadões. E de assistência social intensa e eficiente aos moradores de rua, para que a iniciativa privada possa investir com a certeza de que terá proveito de seus investimentos. Assim o poder público também terá retorno, com maior arrecadação de impostos. O Centro velho merece viver!

ARCÂNGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


BOLSONARO EM ISRAEL


A abertura de um escritório comercial do Brasil em Jerusalém é mais do que uma provocação à comunidade internacional. Revela desconhecimento das relações históricas que o Brasil tem com o mundo árabe, desde os tempos do império, quando Dom Pedro II esteve no Oriente Médio, onde visitou a Síria, o Líbano e a Palestina, incluindo Jerusalém. Essa aproximação com os povos do oriente atraiu milhares de imigrantes árabes ao Brasil no final do século 19 e meados do século 20, que, junto com as demais correntes migratórias, foram responsáveis pela construção desta grande nação que somos hoje.


Marcos Abrão  m.abrao@terra.com.br

São Paulo


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NÃO AJUDAM


As recentes viagens do presidente brasileiro mostram posições que em nada contribuem para o nosso conceito como nação importante. A mais recente, a Israel, é feita depois de declaração indicando a mudança de localização de nossa embaixada naquele país, provocando por consequência a reação no mundo árabe. O Brasil deveria incentivar o entendimento, a paz entre israelenses e palestinos, incluindo o reconhecimento do Estado Palestino, conforme indicação da ONU nos idos de 1947. É lamentável a atitude de nosso “desgoverno”.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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PARA ONDE VAMOS?


O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, poderia ter inspirado o rei Salomão, a maior figura da história dos judeus, quando proferiu para a eternidade a frase “nada de novo sob o sol”. Na sua terceira visita a um país estrangeiro, Bolsonaro causa mal-estar não só nas terras que visitou, como também no Brasil. Com sua visita a Israel e o apoio que externou à troca da embaixada brasileira da capital Tel-Aviv para Jerusalém, Bolsonaro irritou os países árabes, maiores compradores de proteína animal do Brasil. Sugerimos ao senhor presidente que a próxima visita do périplo seja feita aos palestinos da Faixa de Gaza, e, ao invés de frangos, oferecesse munição, tendo a Taurus como fornecedora. Com uma semifamília militar se instalando no Planalto, apoio do governo às comemorações do 31 de março de 1964, “quo vadis”, Brasil? Onde vamos parar?


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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GOL CONTRA


A visita do presidente Bolsonaro ao olho do furacão do conflito israelense/palestino só aumenta a conta nos desastres diplomáticos. Decepcionou Israel, irritou os palestinos e fortaleceu Bibi, o que não acrescenta nada ao Brasil. Mais um gol contra do nosso governo.


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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A DESAPROVAÇÃO DO HAMAS


O “Estadão” informa que o movimento Hamas, tratado como grupo terrorista pelos EUA, Israel e outros países democráticos, desaprova a visita do presidente Jair Bolsonaro a Israel. Recentemente, este grupo terrorista fez disparos de mísseis contra Tel-Aviv, fazendo soar o alarme que alerta a população do perigo de caminhar pelas ruas da cidade. O Hamas constitui um grupo que controla com mão de ferro a Faixa de Gaza e frequentemente usa mulheres e crianças como escudos humanos, para evitar retaliações de Israel pelos ataques que faz contra aquele país. Eu ficaria preocupado se o presidente do meu país fizesse algo que o Hamas apoiasse, a exemplo dos governos petistas de Lula e Dilma Rousseff, que priorizaram as relações com essa organização terrorista, deixando Israel, a única democracia da região, de lado, numa região tomada por ditaduras e califados, fato que levou a chancelaria de Israel a chamar o Brasil de “anão diplomático”.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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CARTA APÓCRIFA


Segundo um site de notícias, um grupo de diplomatas brasileiros divulgou uma carta apócrifa com críticas ao presidente brasileiro. Na minha opinião, cartas apócrifas devem ser, após recebidas, incontinentemente rasgadas e jogadas no lixo, pois, além de não merecerem crédito, revelam a personalidade covarde e desprezível de seu(s) emitente(s). Assim, é de causar espanto e tristeza que representantes da diplomacia brasileira tenham chegado a este nível de desfaçatez e covardia. 


Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo


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BRA$IL DE PORTA$ ABERTA$


O Brasil, país abençoado pelo convívio pacífico e harmonioso entre distintas etnias e credos de imigrantes que formaram sua nacionalidade há séculos – única no mundo, porque em outras assemelhadas, como a dos EUA, não houve miscigenação tão intensa –, deve permanecer equidistante em relação aos conflitos comerciais, ideológicos e religiosos que estão em permanente tensão mundo afora. O mote serve para a guerra comercial entre as superpotências EUA x China e para a polêmica em relação à embaixada em Israel. É absolutamente premente e necessária a abertura do País para uma inserção produtiva e rentável no comércio internacional, posto que o Brasil é uma das economias mais fechadas e blindadas do planeta. Portas e portos abertos e votos de bem-vindos a todos, com as devidas exceções já conhecidas.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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PEDIDOS DE BOLSONARO


No sagrado Muro das Lamentações, em Jerusalém, Bolsonaro pediu melhor qualidade de vida para os brasileiros, menos sofreguidão entre ele e a imprensa e que o Palmeiras ganhe o Campeonato Paulista.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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‘APRENDIZ’ DE PRESIDENTE


O artigo da revista “The Economist” intitulado “Jair Bolsonaro, o aprendiz de presidente” não foi feliz, esqueceu-se de que nós tivemos 20 anos de desgoverno, de conchavos, de esquemas, de favorecimentos político, de articulações. Esse foi o espírito dos presidentes, o famoso “toma lá, dá cá”. Bolsonaro está resgatando o que é e como deve se comportar um presidente da República, qual o propósito que deve nortear um chefe da Nação, que nada mais é que não pensar em pessoas de um país, e sim num país de pessoas. A mensagem dele foi clara aos políticos: trabalhem para o País, e não para vocês, pensem Brasil, e não em partido. A “The Economist” se esqueceu de que Bolsonaro está há menos de três meses no governo, e neste período o Judiciário gozava de férias intermináveis, o Legislativo assumia o mandato e também gozava suas férias e o povo era só carnaval.


Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo


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O APRENDIZ


Uma coisa é fato: não se deve falar ou escrever tudo o que se pensa, e esse é o maior erro do presidente e de seus “meninos”. Interessante a revista britânica se preocupar com o “aprendiz de presidente” e a crescente série de problemas enfrentados pelo País em razão da inação do governo. De fato, o Brasil está afundado em problemas que foram se agravando nos últimos 20 anos. Como bem diz o editorial do “Estadão” “O ‘aprendiz de presidente’” (31/3, A3), no seu último parágrafo, não basta a reforma da Previdência. Infraestrutura precária, educação no fundo do poço, saúde em “pandarecos” – e tinha gente que afirmava que estava tão bem que tinha vontade de ficar doente, lembram? – e índices obscenos de violência pedem medidas radicais, além de reforma política, de que ninguém fala. Política que se tornou mais nojenta sob o comando do inominável ex-presidente e de sua cria. O presidente Bolsonaro não se mostra à altura da tarefa de conduzir o País ou os congressistas – salvo raríssimas exceções – estão trabalhando em conjunto para minar qualquer progresso, de forma a voltar a ser a grande esbórnia que predominou nos últimos anos e que os favorecia em grandes negociatas? Outra perguntinha: onde estavam todos, a imprensa estrangeira, inclusive, quando o Brasil estava sendo dilapidado pela esbórnia?


Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul


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APRENDIZADO


Sem dúvida Bolsonaro é um aprendiz de presidente, mas todos estamos sendo aprendizes numa situação em que se pretende eliminar privilégios injustificáveis, disciplinar a gestão fiscal para alcançar o equilíbrio dos orçamentos sem elevação dos impostos e causando a redução dos juros e combater a corrupção endêmica. Muitos membros do Congresso ainda não entenderam ou temem as consequências dessa situação. Muitos servidores públicos também. Parte da imprensa escrita e televisiva está atrasada na defesa dessas metas.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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ROSÁRIO


O Brasil é um rosário de “aprendizes de presidente”, principalmente desde a República. A única Constituição “Constituição” foi a do Império, que durou talvez cinco décadas. O resto são lixos de “acordos de eleições”. Vargas foi um presidente ditador; Juscelino, um presidente sem ideologia política; e o resto foi o resto que conta a História. Mais recentemente, os presidentes da Constituição de 1988 (comuno-coronelista) são estes lixos que vemos aí. Talvez se Bolsonaro não se atolar na lama da corrupção pode ser o “melhor”, claro, se corrigir os erros de auxiliares corruptos, incompetentes, etc. Um presidente se faz pelos seus auxiliares. Até agora Bolsonaro continua patinando. Por incrível que pareça, apesar dos pesares, a ditadura militar foi o período mais desenvolvimentista do País.


Ariovaldo Batista  arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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BOAS INTENÇÕES


Melhor um “aprendiz de presidente” do que um “presidente” supercalejado que, junto com sua camarilha, foi o maior ladrão da história do Brasil. O sr. presidente Jair Bolsonaro tem toda a inteligência de que precisa, honestidade e boas intenções, além de excelentes conselheiros. Com o tempo e suas boas intenções, ele aprenderá a evitar as armadilhas do poder e, se Deus quiser, tornar-se-á o melhor presidente que o Brasil já teve.


Roger Cahen rcahen@uol.com.br

São Paulo


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FORA DA AGENDA


Matéria de Teo Cury (“Acesso exclusivo a ‘homens destemidos’”, “Estado”, 30/3, A4) cita a participação do presidente Jair Bolsonaro em evento “fora da agenda” denominado Escola de Hombridade, além de citar outros eventos como a ida ao cinema com a primeira-dama para assistir a filme religioso e o aniversário de um amigo. Eu pergunto: será que os brasileiros preferem um presidente com esses hábitos ou um que compareça a eventos “fora da agenda” como reuniões na sede de grande construtoras para tratar de propinas ou, ainda, encontro de seus membros de governo com prostitutas em mansões de Brasília?


Rubens Paulo Gonçalves Filho rpfilho69@gmail.com

São Paulo


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NÃO VAI MUDAR


Uma coisa precisa ser dita, Jair Bolsonaro não enganou ninguém nunca. Durante os anos em que foi deputado, bem como durante a campanha eleitoral, mostrou-se exatamente como é. Quem achou que não seria assim enganou-se porque quis!


Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro


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BOLSONARO E PINOCHET


No artigo “Sobre a admiração dos Bolsonaros por Pinochet” (31/3, A2), Sergio Fausto esqueceu-se de narrar as sevícias e torturas perpetradas durante os três anos do governo Allende, principalmente nas populações rurais do Chile, pelas caravanas comunistas que saíram país afora desapropriando áreas rurais. Uma das técnicas era pregar os lábios das mulheres e as orelhas dos homens nos palanques de cerca, para expor para os demais quem estivesse contra a reforma agrária. Esqueceu-se, também, de falar das centenas de agentes dos serviços de inteligência cubano, tcheco e albanês que estavam em território chileno desde sua ascensão ao poder, em 1970 – que inclusive eram os mesmos que estavam nos prédios dos ministérios que cercam o La Moneda, armados com fuzis AK47 e que, atirando de cima para baixo, mataram mais de 20 soldados que chegaram em caminhões do Exército na manhã de 11/9/1973. Esqueceu-se de dizer, também, que, utilizando lança-granadas, abriram fogo contra um tanque nas cercanias do La Moneda e que ele foi consumido por um incêndio, carbonizando seus tripulantes. Foram estes dois últimos episódios, inclusive, que levaram o Brigadeiro José Berdichevsky Scher a sugerir ao general Pinochet que bombardeasse o La Moneda com aeronaves, a fim de preservar a vida dos soldados. Esqueceu-se Sergio Fausto de dizer que o Chile estava com racionamento de comida e itens de primeira necessidade havia quatro meses e que uma paralisação de caminhoneiros durava 23 dias. Esqueceu-se Sergio Fausto de dizer que boa parte dos presos e mortos nos primeiros dias após o 11/9/1973 eram os próprios agentes secretos dos serviços tcheco, cubano e albanês. Estes fatos históricos só são narrados por quem estava lá e viu pessoalmente o que descrevi. Tomara que a imprensa se interesse em pesquisar e publicar esses fatos, uma vez que as testemunhas já estão em idade avançada.


Frederico d’Avila fredericodavila@al.sp.gov.br

São Paulo


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O CRIADOR DE POLÊMICAS


Quieto e esquecido há 55 anos, o golpe militar de 1964 no Brasil voltou ao palco no País (“Planalto distribui vídeo em defesa do golpe”, “Estadão”, 1/4). Não satisfeito com a própria inoperância, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criar problemas, insuflando manifestantes contra e a favor daqueles acontecimentos. Conseguiu que, na Avenida Paulista, em São Paulo, um Judas representado pelo coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra – reconhecido judicialmente como torturador durante a ditadura militar – fosse malhado e queimado, entre outras manifestações em cidades do País. Ora, além de mais uma polêmica gratuita do presidente, ficou claro o porquê das mesmas tendências de seus “filhotes”. Afinal, filhos de peixe peixinhos são.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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31 DE MARÇO DE 1964


O Brasil é, mesmo, um país único. Com sua cara de pau peculiar, a esquerda e boa parte da imprensa brasileiras alardeiam e  esperneiam por terem as Forças Armadas comemorado o 31 de março de 1964, como sempre fez. Incoerentemente, houve no Congresso Nacional, mais especificamente na Câmara dos Deputados, em 2017, sessão solene para comemorar os cem anos da Revolução Russa, uma das mais sombrias e sanguinárias de que se tem notícia na humanidade. Tudo sem alarde do Congresso, sem reclamação da imprensa e sem o pitaco da Justiça. Lembremo-nos de que o Brasil está hoje “sob nova direção” e que só se salvou de um regime similar ao de Moscou por causa da revolução, do golpe, da ditadura, ou seja lá que nome tenha. Então, pergunto: que democracia é esta tão apregoada pela esquerda?


Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília


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COMEMORAÇÕES


A revolução de 1964, se foi golpe, contou com a adesão da sociedade, que saiu às ruas na Marcha da Família com Deus pela Liberdade implorando para as Forças Armadas contivessem os excessos de uma esquerda organizada que planejava tomar o poder. Já os excessos cometidos e a demora para devolver o poder aos civis, infelizmente, são marca da maioria das revoluções, pois o poder inebria e acaba justificando qualquer atrocidade. De qualquer maneira, se não pudermos rememorar essa data, deveríamos parar de comemorar o Quinze de Novembro, por exemplo, a Proclamação da República, esta, sim, um golpe, só que sem a participação popular, e que a duras penas já dura 120 anos.


Ricardo Daunt de Campos Salles dauntsalles@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal


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1.º DE ABRIL


A intervenção militar em 31 de março de 1964, que, vencida sua validade para convocar eleições livres, se transformou em golpe militar, com consequentes posses de três ditadores, se esperasse mais 24 horas, aconteceria no dia correto, o dia da mentira. Se querem comemorar algo referente a essa época, os participantes e apoiadores do regime erraram o alvo, pois a data correta é 13 de outubro de 1978, justamente a data do fim do odioso Ato Institucional n.º 5.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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RANÇO DE 1964


O ranço de 1964 tem impedido o desenvolvimento equilibrado e justo dos valores da nação brasileira. Só um povo consciente de suas deficiências e que trabalha com seriedade para vencê-las consegue avançar. É hora de reconhecer o acerto da intervenção militar em 31/3/1964, que manteve intacta a nossa bandeira verde-amarela, e não vermelha, e permitiu que o espírito pacificador de Caxias inspirasse as famílias e instituições brasileiras. O episódio da exigência de reciprocidade na isenção de visto a visitantes da Austrália, Canadá, EUA e Japão mostra a hipocrisia de muitos brasileiros que ainda se ufanam do seu país de faz-de-conta. Basta saber que as posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos quatro países isentados são, respectivamente, 3.ª, 12.ª, 13.ª e 19.ª, enquanto a posição do Brasil é a 79.ª, entre a Venezuela e o Azerbaijão. Qualquer brasileiro receberia em sua casa um visitante desses quatro países, mas nenhum receberia um seu conterrâneo sem “visto”. Por que os quatro países o receberiam?


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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O TEMPO NÃO PARA


Vamos, mesmo, continuar discutindo 1964, enquanto 2019 apodrece? Que tal resolver o presente com a promessa de voltar ao passado no futuro?


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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AS VELHAS RAPOSAS DANDO AS CARTAS


Na edição de segunda-feira o “Estadão” começou a focar nas verdadeiras causas da paralisação do País. Anteriormente relegada ao final da página 10, a aprovação pela Câmara dos Deputados da anistia aos partidos que desrespeitaram a legislação, finalmente, mereceu o editorial de repúdio (“O descaramento dos partidos”, 1/4, A3). Eis aí a velha política. A lentidão da Câmara em levar adiante as propostas do governo escancara a prática da velha política. Todos reclamam de que Bolsonaro não negocia, não articula, enquanto as velhas raposas armam a chantagem, “articulam” ao pressionar por cargos e verbas, e a imprensa atribui a responsabilidade ao presidente Bolsonaro. O governo está fazendo sua parte, enviou a proposta da Nova Previdência ao Congresso e se propõe a esclarecê-la. O governo mandou o projeto da Segurança Pública, e se propõe a esclarecê-lo. E as velhas raposas o que fazem? Continuam dando as cartas em razão de interesses pouco republicanos. 


Dalton Luiz de Luca Rothen dalton@deckrep.com.br

São Paulo


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E AÍ, CONGRESSO NACIONAL?


As propostas sobre a reforma da Previdência já foram enviadas pelo governo para serem discutidas no Congresso, mas suas excelências ficam dando voltas em círculos. Acham desculpas no presidente – que ora ele respira, ora ele fala isso, aquilo, filhos que se intrometem, etc. –, quando na realidade o Congresso não trabalha. Parecem criancinhas cujos pais não compram o brinquedo preferido e saem fazendo birrinhas. Este Congresso foi eleito justamente porque os eleitores entenderam que sem as reformas o País jamais sairá do buraco econômico em que se encontra. O que querem? É um tal de empurra-empurra e a mídia que adora uma fofoca corre de um lado para o outro alimentando-o. Já estamos terminando o primeiro trimestre de 2019, e até agora nada. Estão esperando o quê, senhores parlamentares? Porque em 2020 V. Ex. não trabalharão, porque é ano de eleições municipais. O Congresso só trabalha ano sim, ano não, portanto parem de fazer fofocas de bar e comecem a trabalhar. Está em jogo o futuro do País, e não nos interessam corporações que se acham acima de tudo e de todos.


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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DE QUE VALEU A RENOVAÇÃO NO CONGRESSO?


Tenho ouvido diariamente a mídia dizer que a reforma da Previdência não será aprovada porque na Câmara quase todos os dias tem um fato novo para justificar a não aprovação. Criticam o presidente da República porque não assume essa votação, porque viaja, criticam o desentendimento entre Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Bolsonaro, torcem para Paulo Guedes ir embora, blindam os deputados e senadores e, pior, alguns jornalistas ficam de “mimimi” dizendo que, se os parlamentares forem contrariados, sabem se vingar com pautas-bomba, como fizeram ao votar o orçamento impositivo na semana passada. É de perguntar, afinal: estes senhores estão lá para votar as reformas que vão destravar o País ou o “toma lá, dá cá” vai continuar? De que valeu a renovação feita nas últimas eleições? Sinceramente, tenho sentido nojo e asco ao ouvir as falas de certos jornalistas e jornais que estão torcendo para o Brasil dar errado. Há aqueles que acham que Bolsonaro não fica seis meses. Como explicar os quase 15 anos de cegueira e torcer para o “quanto pior, melhor”? Difícil este país.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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TRABALHAM POUCO


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, reclamava na semana passada do “deserto de ideias” do governo central, apesar de terem sido apresentados no Congresso o projeto da Previdência e o pacote de Sergio Moro. Os deputados e o próprio Maia reclamaram dizendo que os dois não poderiam ser analisados juntos. É compreensível, pois quem trabalha dois dias na semana não poderia fazer a tal articulação. Não enganam mais o eleitor, os tempos mudaram, só os políticos não notaram.


Wilson C. Gonçalves goncaw@uol.com.br

Rio de Janeiro


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BOBO DA CORTE


Rodrigo Maia não passa de um fantoche, manipulado pelo seu próprio pai e também pelos deputados federais. Maia nunca fez nada de útil nas Casas parlamentares e ainda por cima só sabe usufruir das benesses de ser presidente da Câmara. Mora num palácio e vive como um rei, cercado de súditos, que são pagos com o dinheiro público, para paparicarem o moço, que mais parece um João Bobo. Enquanto isso, os velhos temas não encontram soluções: saúde, educação e segurança, sem falar no desemprego, que não para de crescer. Maia é o bobo da corte, que está cercado de luxos e confortos mil. Haja óleo de peroba!


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Falta articula$$ão?


Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)


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A ERA DA IMPROVISAÇÃO


Fiz uma análise na linha do tempo, desde as manifestações de 2013, passando pelo impeachment e por todos os escândalos, a Lava Jato, a prisão de Lula, a ascendência das medias sociais, etc. Tenho tentado ler nas entrelinhas o não dito, o não escrito para entender o que se passa. Imprensa, Judiciário, políticos, governo... Concluí agora, em 2019, que qualquer um que hoje quiser explicar, sem viés ideológico algum, o que tem acontecido desde então estará apenas chutando. Assim, meu chute é: as coisas aqui estão acontecendo por meio da “improvisação”. Isso porque a tradicional velha política foi abalada e ninguém no Brasil tem experiência concreta de um outro jeito de fazer – o que se tem são boas ideias, cada um é obrigado a “improvisar” à sua maneira. E aquilo que funciona dessa inovação é o que se tornará tradição, e o que não funciona está se tornando celeremente descartável, sejam as ideias ou as pessoas! Vide as nomeações esdrúxulas que duram pouco tempo; vide os Bolso filhos improvisando maneiras de agir, já que não são mais filhos de um deputado do baixo clero; vide os militares improvisando como é que é estar no poder, mas agora legitimamente; vide a Polícia Federal improvisando prisões; vide o próprio Bolsonaro se desdizendo repetidas vezes, etc. e tal. Associo essa situação à dos repentistas: vai ganhar quem “improvisar” melhor. Repentista é o poeta improvisador que, a partir de um mote, debita espontaneamente um poema em forma de repente. E mote é o que não tem faltado por aqui! Todo dia um mote novo fazendo a alegria dos repentistas, sejam da imprensa, da TV, do rádio, da política, da intelectualidade ou do povo, que saem por aí “improvisando”, alguns com muitos talento e outros proferindo barbaridades. Nova dupla de repentistas: M&M, Moro e Maia. Que tenham sucesso! Estamos vivendo no Brasil a “era da improvisação”.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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EMPRESÁRIOS E A PREVIDÊNCIA


Na edição de domingo do jornal “O Estado de S. Paulo”, no caderno de “Economia & Negócios”, foi publicada uma notícia que diz que alguns importantes dirigentes de empresas brasileiras irão promover uma “ajuda” para a reforma previdenciária do Brasil (“Empresários entram no corpo a corpo para fazer pressão pela Previdência”, 31/3, B1). Muito bem, apesar de não concordar com a engenharia financeira e atuarial da proposta, sou compelido a identificar uma das consequências dela, caso seja aprovada, que é a perpetuação da massa dos aposentados que ficam fora grupo dos consumidores de bens e serviços. Isso será efetivamente correto se não forem alteradas também as atuais políticas de salário, educação dos futuros aposentados, etc., cuja informação ainda não foi divulgada. Lamento.


Felicio Buonano Filho feliciobuonanofilho@gmx.com

São Paulo


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FUROS DO BARCO


Além da reforma da Previdência, também considero de extrema urgência a mobilização pela aprovação do pacote anticrime elaborado pelo dr. Sérgio Moro e sua equipe. Felizmente, o mesmo já está sendo tratado com a devida urgência pelo Senado, pois os crimes de corrupção são como “furos no barco”, por onde bilhões são perdidos pelos ladrões dos cofres públicos. Aliás, se o projeto não for aprovado em tempo, condenados em segunda instância poderão ser soltos, em breve. Vamos lá, cidadãos de bem, às ruas pela Lava Jato, no dia 7 de abril, próximo domingo, às 14 horas na Avenida Paulista!


Silvia R. Pereira de Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo


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BREXIT


Sobre o editorial “O ‘dia D’ que não houve”, publicado no “Estadão” em 1/4 (A3), nos próximos dias será observado se o pôquer da Câmara dos Comuns Britânica é um blefe ou não, em relação à União Europeia (UE), pois aparentemente apostam na sua tentativa de enrolar para ver se conseguem superar as exigências, até agora formalizadas, com uma dilatação do prazo fatal (deadline) em que talvez conseguissem negociar melhores condições. Arriscam que os dirigentes da UE percam a paciência e apliquem um Brexit duro, em que todos perderão, mas os “de saída” muito mais, e, depois de algum tempo de esperneio, abram uma porta novamente, para a volta dos pecadores arrependidos. Para a Europa, valeria a frase adaptada de Cícero: “quo usque tandem, Perfida Albion, abutere patientia nostra?” (Até quando, pérfida Albion – nome antigo da Inglaterra –, abusarás de nossa paciência?). Cavalheiros e damas, façam suas apostas, o jogo é emocionante!    


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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CONTORCIONISMO


O atual estágio do Brexit, após as sucessivas rejeições, pelo Parlamento do Reino Unido, dos acordos costurados com a União Europeia (UE) pela primeira-ministra Theresa May, sugere o mais desastroso dos desfechos: a separação sem acordo, com consequências imprevisíveis para os dois lados, em face de um ser reciprocamente o maior parceiro comercial do outro, o que demonstra, para o bem ou para o mal, que o problema é de ambos e que é inútil a União Europeia não querer fazer parte efetiva da solução, numa atitude de “quem começou foi ele”. Há quem opte por um novo plebiscito, na crença de que os que votaram pela saída não avaliaram bem as consequências e de que grande parte deles estaria hoje arrependida. Ficaria, no entanto, a desconfortável impressão de que o voto popular às vezes precisa ser revisto, um contorcionismo da democracia da qual o Reino Unido é um dos campeões. Enfim, o problema se agravou a tal ponto que só um esforço comum das partes poderá convergir para um desenlace conveniente às duas.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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NOVO PLEBISCITO?


É incrível o impasse do Reino Unido na definição do Brexit, que, por óbvio, não levou em conta as dificuldades, quando do plebiscito. Para mim, hoje o resultado seria outro, mas, se não fosse, ainda assim seria útil politicamente. A primeira-ministra, sra. May, não sei se por teimosia ou vaidade, resiste à nova consulta, o que pode ser catastrófico para seu povo.


André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo


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LABIRINTO FORMADO


A Grã-Bretanha aprovou a saída do Brexit, mas se esqueceu de como implementar a medida, e por tal razão a primeira-ministra está com seu mandato comprometido. Os destroços políticos, econômicos e sociais deste processo serão deletérios. Assim, sem ter saída, o labirinto está formado.


Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


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DESORDEM


Há muito não se via tanta desordem nos vários quadrantes do planeta, sobretudo no Ocidente. Entre as grandes nações ocidentais, duas parecem estar de pernas para o ar: Estados Unidos e Inglaterra. No primeiro, um presidente totalmente desparafusado fala das Colinas de Golan, de muro com o México e outras asneiras mais sem nenhum pudor, demonstrando uma irresponsabilidade atroz. Na segunda, Theresa May encontra-se totalmente atarantada diante do impasse do Brexit e não encontra a porta de saída. E, pior, nem a sua. Enquanto isso, no Hemisfério Sul, a tragédia da Venezuela não nos dá qualquer perspectiva de solução, com o suprassumo da desordem, tem dois presidentes. Descendo mais, chegando às nossas plagas, temos um presidente que conseguiu em menos de 90 dias deixar a Nação boquiaberta com suas malucas manifestações. Não bastasse ele, temos ainda os ministros Ricardo Vélez Rodriguez e Ernesto Araújo metendo os pés pelas mãos. O ministro da Educação não tem paralelo. Quase duas dezenas de demissões em cargos-chave de um ministério estratégico para o futuro do País. O outro, Ernesto Araújo, não sente nenhum constrangimento em fazer uma sopa e misturar, ideologicamente, nazismo e fascismo com esquerda marxista. Além dos nossos malucos, ainda temos o até há bem pouco tempo desconhecido filósofo, o senhor Olavo de Carvalho, que, além de usar um jargão próprio de marginais, dizem ser mentor ideológico do presidente e seus dois ministros. Valha-nos, Senhor! Temos, então, a versão ao avesso dos Três Mosqueteiros (que eram quatro), de Alexandre Dumas. Sinceramente, aqui embaixo, onde me situo, não vejo qualquer chance de o senhor Bolsonaro se corrigir, como não vejo uma solução para a Venezuela, uma saída para May e o galhofeiro Trump se corrigir.


Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri


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MINISTÉRIO SEM EDUCAÇÃO


Desde o início do governo Bolsonaro, o Ministério da Educação tem sido um verdadeiro desastre, por culpa de um ministro que tem demonstrado ser simplesmente trapalhão e sem nenhuma autoridade. O ministro, o filósofo Ricardo Vélez Rodríguez, foi indicado pelo também filósofo Olavo de Carvalho, que se tornou um dos gurus do presidente Bolsonaro e seus filhos. Mora nos Estados Unidos, recusa-se a vir ao Brasil, mas indicou ministros para o atual presidente desde o começo do governo. Ocorre que o atual ministro da Educação acumulou confusões e fracassos desde o começo de sua gestão. Já demostrou claramente a incompetência para um cargo por demais importante para o País. Além de todas as confusões já divulgadas pela imprensa, no sábado (30/3) o “Estadão” publicou reportagem revelando mais uma trapalhada no ministério, desta vez envolvendo o uso indevido de verba pública. Segundo a jornalista Isabela Palhares, o ministério custeou gastos de 11 pessoas antes de nomeá-las, “prestando apoio técnico”, o que é escancaradamente ilegal, pois não eram nem servidoras nem haviam sido contratadas, ou por meio de licitação pública ou, ainda, por emergência devidamente justificada. Também cumpre mencionar o editorial de sábado do “Estadão” abordando a ameaça à realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em novembro, por causa das disputas internas no ministério. Na sexta-feira, o presidente Bolsonaro nomeou o tenente brigadeiro Ricardo Machado Vieira, também sem familiaridade com a área da Educação, que vem com a missão de organizar o ministério e combater a influência dos chamados “olavistas”, que a meu ver são a grande praga deste governo. Porém isso não é suficiente, ou o presidente exonera o atual ministro e nomeia alguém realmente competente para o cargo ou o Congresso precisa tomar as providências a respeito. A Educação é a pasta mais importante para o País poder realmente alcançar um desenvolvimento de acordo com a sua grandeza.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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O GURU


Olavo de Carvalho: o Rasputin do século 21.


Francisco Antônio Moschini fa.moschinisalto@hotmail.com

Salto


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A ESCOLA SEM PARTIDO NEM IDEOLOGIA


O governo brasileiro investe no sistema de educação domiciliar. As crianças poderão voltar a ter preceptoras como antigamente. É uma possibilidade de educação neste país onde o ensino nem sempre é o mais adequado. Quem optar por esse meio protegerá seus filhos dos defeitos hoje existentes na escola, especialmente a pública, muitas das quais produzem analfabetos funcionais. Durante os loucos anos em que tudo foi colocado à luz da democracia e se cultivou o direito sem obrigações, um dos setores que mais sofreram foi o educacional. Professores cooptados pelos políticos de esquerda tornaram-se militantes e grevistas quase profissionais. Desde 2004, educadores e pais de alunos empunham a bandeira do movimento Escola Sem Partido. Mas a tese pouco evoluiu porque os ideológicos de esquerda que infestam a escola acusam o movimento de pretender substituir a ideologia esquerdista pela de direita. O ideal é que não haja qualquer das ideologias no meio escolar. Que o sagrado espaço destinado ao aprendizado seja inteiramente tomado pela transmissão de conhecimentos e treinamento dos alunos. Nada impede que seus servidores tenham militância política, mas têm de fazê-lo fora do ambiente de trabalho.                


Dirceu Cardoso Gonçalves  aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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DIA DA MENTIRA


Não poderia ser mais adequada ao dia de ontem (1.º de abril), considerado o Dia da Mentira, a inusitada comemoração do “Estadão” deixando em branco as páginas “A” e “B” do seu primeiro caderno, querendo dizer “aqui não há espaço para a mentira”. Digo eu que há somente espaço para a publicação que foi feita, de dez frases que verdadeiramente qualificam, no caso, o que é a “mentira”. Peço vênia ao “Estadão” para, das dez aludidas frases, destacar as duas últimas: “A mentira tem 1 dia” e “a verdade tem 365”.


Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis


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IMPRESSIONANTE


Impressionantes as duas páginas do “Estadão” de 1.º de abril! A única mentira que pode ser dita é que todas essas verdades não importam!


Antônio Gerassi gerassi@uol.com.br

São Paulo


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CORPORATIVISMO DA MEDICINA


Médico investigado por erros no Ceará opera em São Paulo e paciente morre. O provável erro médico fatal, em sua clínica de São Paulo, de um cirurgião plástico que já era investigado no Ceará por outra morte e sequelas em outros(as) pacientes, é a mais nova evidência de que corporativismo da Medicina brasileira só encontra paralelo no alto funcionalismo público. Aliado à frouxidão de nossas leis e à indolência da nossa Justiça, provoca desgraças em série. 


Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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