Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Destravar a economia

O governo federal prepara-se para lançar medidas que destravem a economia do País e promovam a criação de empregos. Sua implementação deverá estender-se por um ano, com metas como desburocratização, aproximação entre as empresas e os trabalhadores e modernização, além de providências na área digital. Há muito tempo os cidadãos brasileiros são prejudicados pela excessiva burocracia. Em julho de 1979, o então presidente João Figueiredo criou o Programa Nacional de Desburocratização e o Ministério da Desburocratização, entregue ao economista Hélio Beltrão. Tudo isso, no entanto, foi extinto em 1986 por José Sarney, no começo da Nova República. O presidente Jair Bolsonaro precisa aproveitar o clima de mudanças criado com a sua posse para simplificar o Estado e tornar mais fácil sua relação com investidores, produtores e trabalhadores. Sem essa providência, de nada adiantarão a reforma da Previdência, a reforma política e a lei anticrime. É preciso induzir a economia para produzir.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

Lentidão da Receita 

Favor sugerir ao secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, que inclua nas medidas para destravar a economia a devolução instantânea de recolhimento da Previdência Social em duplicidade feita em 10/4/2014 (quase cinco anos!) e que ainda se encontra em análise – valor original de R$ 15.962,75, PER/DCOMPn.º 00610.79765.100414.1.2.16.

EUGENIO COSLOVIC POLATO

epolato@uol.com.br

São Paulo

Marajás 

A reportagem do Estado (3/4, B3) dando conta de salários nababescos nas estatais é de estarrecer. Enquanto grande parte da população sobrevive com salário mínimo, R$ 998, e muitos nem com isso contam, “funcionários” de estatais faturam valores inacreditáveis, de R$ 80 mil a R$ 195 mil/mês. O Tribunal de Contas da União pretende fixar para as empresas estatais teto de uns R$ 39 mil, o que já é muito em comparação com salários pagos pelo mercado. Cerca de 130 empresas estatais assolam o Brasil com milhares de felizardos trabalhando pouco e ganhando muito. Privatização já! 

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br 

São Paulo

‘Gente humilde’

Excelente o artigo Gente humilde, de Ana Carla Abrão (Economia, 2/4). Em meio à zoeira geral, repetitiva e cansativa, das redes sociais, ela faz um diagnóstico preciso e objetivo da melancólica realidade econômica e social em que o Brasil há muito está mergulhado e aponta a solução que pouquíssimos parecem conseguir enxergar: a aprovação urgente das reformas, a única saída disponível para livrar os desempregados e abandonados de um sofrimento que parece não ter fim e resgatar o País do abismo e do caos. Chega de blá-blá-blá! Que Executivo e Congresso trabalhem rápido na aprovação das reformas, que permitirão ao País crescer e oferecer emprego e renda (além de dignidade) a quem mais precisa.

JOSÉ MAURÍCIO MACHADO

JMachado@machadoassociados.com.br

São Paulo

Pueris

Qualquer pessoa com conhecimentos básicos sabe que um País só avança com economia forte, educação e saúde de qualidade. Mas não é só isso (força de expressão), serenidade e seriedade são indispensáveis. É preciso acabar com o tal do “eu não sabia”, “não foi isso que eu quis dizer”, “eu pensei que ele soubesse”, etc. Caramba, é um tal de ministro, vice-presidente e até o presidente apelarem para tais saídas que, para mim, são coisa de moleque. Afinal, eles estão dirigindo um país enorme, e não um botequim último gole.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

Sinergia necessária

Está certo que Jair Bolsonaro tem um comportamento controverso, mas não podemos esquecer que foi eleito democraticamente presidente da República e temos de apoiá-lo para tirar o Brasil desta situação gravíssima. Legado do PT.

LUIZ FRID 

fridluiz@gmail.com

São Paulo

Herança maldita

Enquanto o Supremo Tribunal analisa se a amante tem ou não direito à pensão e outros discutem se o nazismo foi de direita ou esquerda, a tão necessária e urgente reforma previdenciária encontra enorme dificuldade para começar a ser avaliada. Este é o gigante adormecido que continua anestesiado depois da verdadeira herança maldita deixada pelos governos Lula-Dilma.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Servidores públicos

Os grande beneficiários da Previdência querem torpedear a reforma na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pois se julgam ungidos por um “direito adquirido” vitalício quase divino, por apenas terem passado num concurso público, que é somente uma forma de escolha isonômica, quando há mais candidatos que vagas oferecidas para um determinado cargo. Obviamente, esquecem que o Estado, na realidade, não dá nada, só repassa o que os contribuintes de impostos pagam, recebendo em troca um péssimo serviço, que hoje consome cerca de um terço do que se produz no País. 

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Previdência na CCJ

Interessante ouvir os deputados federais da oposição refutando a reforma da Previdência na CCJ, com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes. Eles estão contra a reforma mesmo sabendo que, se não for aprovada, o Brasil quebra! Cabe aqui perguntar: caso a reforma seja aprovada e o País retome seu caminho rumo ao progresso, essas pessoas cujos governos estaduais não apoiam a reforma serão beneficiadas? Discursar contra o governo e contra o País numa tentativa de dizer ao povo que o estão protegendo é uma falácia. A maioria dos Estados está quebrada. Por que nenhum governador é punido? É preciso mostrar competência na gestão. Deixar o Estado no vermelho é sinal de mau gerenciamento. E o que dizer dos governos que mesmo na crise entregam suas contas positivamente? Quem deixa o caixa no vermelho não poderia ser candidato a nada, pois mostra que não sabe gerir as contas sob sua responsabilidade. Quem teria coragem de apresentar uma lei propondo essa mudança? Uma coisa é criticar, outra é largar o osso. 

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O STF E A PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

Porque a maioria da população do Brasil é leiga em assuntos jurídicos, nunca soubemos que a prisão após condenado em segunda instância sempre foi a regra jurídica no Brasil, valendo, inclusive, na maioria dos países democráticos do mundo e tendo vigorado aqui de 1941 até 2009. E por que foi mudada naquele ano? Exatamente com o objetivo de proteger condenados do mensalão do PT, e foi incensada pelo clima de impunidade que o petismo vinha promovendo do Brasil desde a ascensão de Lula ao Planalto, em 2002. Em 2016 houve uma reconsideração desta medida e o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela volta da prisão após condenação em segunda instância, tendo provocado grande mal estar entre partidos de esquerda e, principalmente, entre os advogados de Lula da Silva. No próximo dia 10, o STF vai julgar este tema novamente, visto que o PCdoB e o PEN apresentaram ações nesse sentido. Lula luta bravamente na Corte superior para derrubar a condenação a 12 anos de prisão no processo do triplex do Guarujá. E, pelo que declarou o ministro Luís Roberto Barroso, se no dia 10 o STF votar contra a condenação em segunda instância, esta Corte poderá criar um sério problema, pois, segundo o ministro, “você pode, eventualmente, ser contramajoritário, mas se repetidamente o Supremo não consegue corresponder aos sentimentos da sociedade, vai viver problema de deslegitimação e uma crise institucional”. Isso porque não somente Lula ganharia a liberdade, mas todos os réus que estiverem na mesma situação que ele. Tem o STF o direito de desestabilizar o Brasil em função da preferência ideológico/partidária de alguns de seus membros?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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O MEDO DOS BRASILEIROS

Se a intenção do STF é favorecer Lula e os políticos envolvidos em corrupção, retirando a aprovação à prisão de condenados em segunda instância, que “inventem” outra forma, pois o maior medo dos brasileiros, por extensão, é a liberdade de milhares de presos de alta periculosidade. Não esquecer que é uma lei de 1941, com uma pequena lacuna (2009/2016), por motivos conhecidos. 

Luiz Frid  fridluiz@gmail.com

São Paulo

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STFALINDO

Infelizmente, a Justiça do nosso país esta mais desacreditada que o Saci Pererê. A partir do dia 10 de abril, dependendo da votação do Supremo Tribunal Federal (STF), saberemos se a prisão após condenação em segunda instância tem um destino certo: livrar todos os bandidos e políticos ordinários (entre eles Lula) para continuarem devastando o Brasil. Estamos nos tornando um povo frouxo, covarde e miserável. Já passou do tempo de uma reação, inclusive minha, aos 86 anos de idade, com redução de fator previdenciário de 60%. Cumprimentos às mulheres do STF e a alguns homens de caráter que ainda estejam por lá.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

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A COMPOSIÇÃO DO STF

Se dos 11 “juízes” do STF somente 2 foram juízes e galgaram tal posição através de concurso (“Estado”, 3/4, A2), pergunto: o STF é lugar de competências julgadoras ou porto seguro de apaniguados do poder momentâneo? Como podemos ter neste órgão gente com duas reprovações para acesso ao cargo de juiz? Salve a Justiça prussiana.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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QUEM PLANTA COLHE

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Gilmar Mendes foram insultados e ofendidos por um espectador durante um concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) regido por Marin Alsop. Aos berros, a orquestra foi obrigada a interromper o recital. Apesar de se tratar de uma ação reprovável, fica evidente que o povo está perdendo a cabeça com as fanfarronices destes ministros que se consideram deuses. Ainda bem que, além dos dois ministros, não estavam presentes ali alguns outros, senão a coisa teria sido muito pior. Afinal, quem planta colhe, não é mesmo, senhores ministros?    

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A CHAVE DO COFRE

Constitucionalmente, os Três Poderes devem ser independentes e harmônicos entre si. O STF, guardião da Lei Maior, metendo o bedelho em território alheio, liberou o desconto sindical na sua folha de pagamento sem autorização dos funcionários da Casa, contrariando a oportuna medida provisória do presidente Jair Bolsonaro, ostensivamente aplaudida pela sociedade. Que petulância é esta, para não falar outra coisa? Meu avô sempre disse que na prática só há um Poder em nossa República: aquele que detém a chave do cofre! Vejo extrema contradição da desacreditada Corte Suprema, que, à revelia dos poderes coirmãos, insiste em governar a Nação com o “mandato arroz de festa” de suas capas pretas, embora se curve mensalmente ao Executivo para o repasse do seu duodécimo orçamentário. Espero que não decidam também o local em que os trabalhadores deverão adquirir as suas quentinhas diárias e a pipoca das crianças.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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SUPERANDO DILMA ROUSSEFF

Tivemos recentemente um presidente da República que foi metalúrgico, com pouca ou quase nenhuma cultura; tivemos uma presidente que queria “estocar vento” e dizia outras ignorâncias mais; agora temos um capitão presidente que externa mediocridades – a última, que o nazismo foi um movimento de esquerda, demonstrando total falta de conhecimento da História e falta de respeito pelo País que representa, pois se torna motivo de chacota. Jamais poderia imaginar alguém superar a presidente Dilma Rousseff, mas em menos de cem dias o atual tem conseguido fazê-lo. Vergonha nacional. Culpa, também, de seus assessores e filhos, incompetentes.

Pedro Fortes pec.fortes@uol.com.br

São Paulo

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NAZISMO DE ESQUERDA

Esquerda ou direita tudo tem que ver com o tamanho do Estado. A esquerda quer o Estado máximo. Isso é fascismo socialista! O nazismo não é só o Estado máximo socialista, mas também a nação máxima dominante e, em decorrência, o totalitarismo governamental. E a direita? A ideologia de direita não existe. O Estado mínimo pregado pelos que se declaram de direita é o Estado eficiente: só as funções que um indivíduo não conseguiria realizar, nem juntando sua família e amigos, seriam atribuídos ao Estado, mínimo. Um mal necessário. Portanto, direita não é uma ideologia, é o óbvio que a natureza das necessidades exige e surge naturalmente. E a extrema-direita? Também não é de direita: constrói um Estado grande e forte, portanto a “extrema-direita” é estatizante, e de esquerda. O nazismo é de esquerda! Os militares de 1964 não entenderam esta equação simples: impediram a esquerda fascista, mas se tornaram de esquerda quando criaram centenas de mamutes estatais. Cansaram-se de ser de esquerda e foram embora! QED.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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QUEM VIVEU

Meu avô, ainda vivo, é judeu austríaco e fugido da sua pátria-mãe em agosto de 1938. Ele sempre disse que o nazismo era de esquerda. Se fosse de direita, não apoiaria a estatização de empresas, a expropriação de propriedades, a interferência estatal na economia e o desarmamento da população. Tal fato se corrobora, uma vez que o partido nazista se chamava Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores da Alemanha. Provavelmente quem ainda está contagiado pela crença de que o nazismo é de direita são aqueles judeus que foram libertos dos campos de concentração pelo Exército Vermelho e que, na década de 1950, ajudaram a construir Israel por meio de uma base de viés socialista, que durou até a década de 1970. Nada melhor perguntar para quem vivenciou pessoalmente os fatos da época, tenham essas pessoas a opinião que tiverem. Elas sempre serão mais fiéis do que “especialistas” de ar-condicionado. 

Frederico d’Avila depfredericodavila@gmail.com

São Paulo

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PRÉ-HISTÓRICO

Se a Argentina tem o maior cemitério de dinossauros do mundo,                               o Brasil tem o maior ninho de dinossauros do mundo, em Brasília. Um Parque de Dinossauros vivos, muito vivos e excursionando pelo mundo, difundindo ideias pré-históricas. 

              

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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VÍTIMAS COMUNISTAS

Com um pouquinho de História já dá para saber que os nazistas não eram de esquerda, pois, além de matarem judeus, mataram muitos comunistas na Europa inteira – fora vítimas de outra raças –, inclusive, na França, grande parte da resistência era de esquerda. O presidente precisa tomar um pouco mais de cuidado. 

Francisco Pagano  kikopagano@gmail.com

Ribeirão Preto

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HISTÓRIA

É preciso uma visão mais acurada e objetiva sobre a complicada origem do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP). Logo após o término da 1.ª Guerra Mundial, foi fundado (mais um) Partido dos Trabalhadores da Alemanha (Deutsche Arbeiterpartei), partido nanico cujo sétimo membro chamava-se Adolf Hitler. Foi um partido fundado por operários; um serralheiro, Anton Drexler, o relojoeiro Emil Maurice e alguns ex-combatentes profundamente frustrados com a derrota da Alemanha na guerra que ela, velho hábito, havia iniciado. Entre os últimos figurava o capitão Ernst Röhm. Também contavam com um intelectual, poeta viciado em álcool e morfina, Dietrich Eckart, que apregoava a superioridade da raça ariana. O que diferenciava esse partido operário dos outros existentes naquela época, que eram socialistas ou comunistas? O nacionalismo radical, a cegueira total perante as causas da derrota da Alemanha em 1918, a sede de vingança resultado dela e o antissemitismo furibundo. O que tinham em comum: a plataforma econômica marxista, a procura pelo apoio dos trabalhadores, a hostilidade contra a burguesia, a democracia da frágil República de Weimar e o capitalismo. Em 1 de abril de 1920, e graças ao imenso talento organizatório de Hitler, o minipartido Deutsche Arbeiterpartei transformou-se no NSDAP (National-Sozialistische Deutsche Arbeiterpartei), o poderoso Partido Nazista. Sem delongas, foi organizada a feroz milícia SA (Sturmabteilung), sob o comando do capitão homossexual Ernst Röhm, para suposta autodefesa dos nazistas. A esta altura ainda vingavam os postulados de esquerda no referente às metas econômicas e populistas. No decorrer de poucos anos, porém, o ambicioso Führer conseguiu desfazer-se daqueles primeiros companheiros de luta que teimavam em ser fiéis a “ultrapassados” ideais esquerdistas,  prejudicando-o em sua procura de novos aliados entre os grandes empresários e políticos da vetusta direita, como Hindenburg. Em 1934 foi a vez de Ernst Röhm, o chefão da SA, desaparecer do mapa. Ele foi executado junto com centenas de outros milicianos da SA. Uma das justificativas foi o homossexualismo de Röhm e de integrantes da cúpula da SA, como se esse fato não tivesse sido de conhecimento público... Inventou-se, também, um complô contra Hitler, Göring, etc., para justificar a chacina. No lugar da SA entrou a SS (Schutzstaffel), uma sigla que não precisa de esclarecimentos. Esse foi o início do catastrófico Terceiro Reich.

Irene Gebhardt Freudenheim

São Paulo

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GENOCÍDIOS

Não é produtiva a polêmica em torno do comentário do presidente Jair Bolsonaro dando conta de que o nazismo foi inspirado por ideologia de esquerda, o que, embora controverso, até pode configurar um diagnóstico aceitável. O fundamental é que constituiu uma ditadura genocida que matou em torno de 20 milhões de pessoas. Por uma questão de coerência, no entanto, ela deve ser ranqueada, em termos de vítimas, com outras, qualificadas por boa parte da comunidade dos historiadores como comunistas e que tiveram como alvos seus próprios povos, como a chinesa de Mao Tsé Tung, ostentando a marca de 60 milhões de mortos; a do cambojano Pol Pot, que eliminou cerca de 2 milhões (25% da população da época); a soviética de Joseph Stalin, a recordista, com 50 milhões; e, aqui por perto, a modesta castrista, com quase 20 mil fuzilamentos; entre outras mundo afora. O foco da discussão deve, portanto, ser outro. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PATÉTICO

É patética a discussão sobre direita e esquerda num país de analfabetos e onde os políticos passam o dia inteiro enchendo os bolsos – o direito e o esquerdo – com dinheiro público roubado. O Brasil espera que o governo cumpra suas obrigações e não perca mais tempo com a comissão da nova verdade que Bolsonaro parece disposto a criar. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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TROCANDO AS BOLAS

Se agora o nazismo é de esquerda, então o comunismo seria de direita? Aí fica tudo trocado. Mas isso não anula os crimes perpetrados por ambos, ao longo da História. Incrível como se subestima a inteligência alheia. 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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PESADELO

“Existem situações em que até os idiotas perdem a modéstia.” O grande Nelson Rodrigues continua atualíssimo: primeiro, foram os idiotas da esquerda que perderam a modéstia; agora, são os da direita. Só isso explica a afirmação do ministro Ernesto Araújo, ratificada pelo presidente Bolsonaro, de que o nazismo é uma ideologia de esquerda. E eu me pergunto quando iremos acordar deste pesadelo iniciado em 2003. 

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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DESONESTIDADE INTELECTUAL

As declarações e tuites do presidente Jair Bolsonaro parecem sempre se superar negativamente. Mas tal qual o ex-presidente Lula e o PT tentaram reescrever a História nacional, como se o Brasil tivesse sido fundado em 2003, quando o petista tomou posse, agora Bolsonaro e seu chanceler, Ernesto Araújo, parecem tentar reescrever a História mundial ao afirmarem e reafirmarem que o nazismo era de esquerda. Ora, qualquer estudante do Enem sabe que dizer isso é um absurdo, assim como dizer que o comunismo seria de direita. Trata-se de um despropósito, além de uma flagrante desonestidade intelectual. Em tempo: para justificar que não houve golpe nem ditadura militar no Brasil a partir de 1964, Bolsonaro sempre recorre às palavras do fundador da Rede Globo, Roberto Marinho. A mesma Rede Globo que ele e seus seguidores fanatizados demonizam o tempo todo. Ou seja, as ideias e convicções do atual presidente não se sustentam sob quaisquer aspectos que sejam analisadas.  

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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A ESQUERDA BOLSONARO

A falsa esquerda, ou esquerda grifada, cria girinos na tentativa de produzir um sapo-cururu, o impeachment de Bolsonaro. De esquerdista o PT nem sequer cacoete tem, não se contém ante um cofre público ou empresarial. O PCdoB não resiste a uma tapioquinha paga com cartão corporativo do povo. O PSOL tentou crescer sobre um cadáver de mulher “negra, lésbica e favelada”. O xadrez da Lava Jato hospeda “guerreiros” do bolso, não do povo brasileiro. A falsa esquerda viu na insatisfação financeira dos poderosos grupos de comunicação com o novo governo a parceria oportuna para não submergir do noticiário. Resultado: cresce a sensação de que o Planalto pauta a mídia chique, povoada de psicanalistas políticos, em vez de jornalistas. Cegueira coletiva o noticiário sobre “esquerda nazista”.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

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DISCUSSÕES CANSATIVAS

Não foram poucas as declarações polêmicas ou ininteligíveis do chanceler Ernesto Araújo, desde sua indicação para o Ministério das Relações Exteriores. A mais recente é a equivocada e mirabolante percepção de que o nazismo teria sido um regime de esquerda, repetida aos quatro ventos pelo presidente Bolsonaro como mera estratégia de apoio ao chanceler. A pergunta que precisa ser feita numa situação como esta, e que provavelmente se repetirá, é: qual a importância prática destas questões conceituais para o futuro do Brasil? Resposta óbvia e imediata: absolutamente nenhuma. Importa, sim, é a muito feliz declaração do presidente ao findar sua visita a Israel: “jogar pesado” na reforma da Previdência. Discussões reflexivas tediosas só interessam aos que torcem pelo colapso do governo. A Nação aguarda ansiosamente e assistirá com prazer o “jogo pesado”. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PERDA DE TEMPO

Diante das recorrentes notícias sobre as inconvenientes declarações do nosso presidente, os demais brasileiros verdadeiramente responsáveis pela governança do País, agora, devem parar definitivamente de perder tempo com o despreparo do chefe do governo e  focar seus esforços exclusivamente na solução dos problemas mais sérios e importantes da Nação.

Ailton de Souza Abrão a.abrao@terra.com.br

São Paulo

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ESQUERDA OU DIREITA

Votei em Bolsonaro, mas o que interessa saber ou declarar que Hitler era de esquerda ou de direita? Vamos nos preocupar com os problemas do Brasil, tá o.k., meu presidente?

Nelson Cepeda fazoka@me.com

São Paulo

  

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VERGONHA NACIONAL

A qualidade do ensino público no Brasil é uma vergonha; o atendimento público de saúde, outra vergonha; e, como se não bastassem essas dívidas de negligentes dirigentes públicos com a nossa sociedade, 100 milhões de brasileiros vivem literalmente em torno do esgoto a céu aberto, como publicou o “Estadão” esta semana (“Saneamento só deve chegar a todo o País após 2060”, 1/4, B1). Cerca de 1,5 bilhão de metros cúbicos de esgoto coletado por ano não é tratado. E, para indignar ainda mais: 35 milhões de brasileiros também vivem sem abastecimento de água potável. Como, infelizmente, as promessas dos governos não são cumpridas, a meta do Plano Nacional de Saneamento Básico, de que em 2033 todo cidadão seria servido por serviço de coleta de esgoto, não será alcançada. Neste ritmo de tartaruga, com somente R$ 10 bilhões de investimentos na área por ano, tal meta será cumprida apenas em 2060. Um retrocesso descomunal, já que cada R$ 1,00 investido em saneamento básico traz um retorno de R$ 2,50 ao setor produtivo. Além de proteger a saúde de milhões de brasileiros, o governo também economizaria com a diminuição de internação de pacientes que hoje, infelizmente, vivem em meio ao esgoto.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O CUSTO DO SANEAMENTO

“Área mais carente da infraestrutura, saneamento só cobrirá País após 2060” (“Estadão”, 1/4, B1). O grande problema do saneamento básico é que as tarifas para a coleta e tratamento de esgotos deveria remunerar todos os custos de capital, operacionais e manutenção, mas não o fazem, pois seriam da ordem de 2 a 3 vezes maiores que o custo médio da água potável. Eis a razão de 99,3% dos municípios brasileiros terem seus serviços de esgoto deficitários. Com certeza o problema é cultural, pois muitos acham que tal serviço deveria ser gratuito. Admite-se pagar as taxas de telefone, de água, de eletricidade, a TV a cabo, etc., mas nunca os serviços de esgotos, que infelizmente não são gratuitos. A política até hoje foi de que os custos de capital foram a fundo perdido, outro fato que explica a sua falta geral País afora.                    

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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SABESP

Como a Sabesp e os serviços de saneamento na Grande São Paulo foram citados em três cartas ontem no “Fórum dos Leitores” de “O Estado de S. Paulo”, a companhia solicita a publicação da seguinte explicação: a Sabesp conta hoje com os melhores índices de atendimento na área de saneamento no País e é a quarta maior empresa do mundo no setor em número de clientes. A crise hídrica de 2014/2015 foi provocada por uma seca de proporções até então inéditas e o governo de São Paulo e a Sabesp realizaram prontamente uma série de obras e ações que conseguiram garantir a segurança hídrica. No tocante ao esgoto, a companhia ampliou para 87% o índice de coleta na região metropolitana de São Paulo. Mas é preciso também apoio das prefeituras quanto às áreas irregulares e que a população faça a ligação dos imóveis na rede de esgoto para que este panorama continue evoluindo. Sobre perdas, a Sabesp tem um eficiente programa de redução, sendo que, expurgando do índice total as fraudes, temos cerca de 19%, número compatível com países mais desenvolvidos que o Brasil. A companhia conta com índices de atendimento praticamente universalizados nas cidades onde atua no interior do Estado e caminha para atingir esse nível também na Grande São Paulo e no litoral na próxima década, tudo com planejamento, visão, excelência técnica e dedicação. 

Fabio Toreta, superintendente de Comunicação comunicacao_sabesp@sabesp.com.br

São Paulo

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‘ESTADÃO’ DEBATE CORRUPÇÃO

Cumprimentos ao “Estadão” e ao Centro de Debates de Políticas Públicas (CDPP) pela realização do importante e oportuno painel “Corrupção: Lava Jato e Mãos Limpas”, na segunda-feira. Ao contrário do que ocorreu na Itália, onde após a operação Mani Pulite (Mãos Limpas) a corrupção voltou ainda mais intensa e fortalecida, é preciso que o Brasil siga com pulso firme e forte na condução da higienização e descontaminação da sórdida prática que impera há séculos nos bastidores das transações nebulosas e nos inúmeros e bilionários malfeitos entre empresários e políticos que corrompem seu dia a dia. É preciso passar o País definitivamente a limpo. Lava, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O LUSTRO DA LAVA JATO

Os primeiros cinco anos de existência da Lava Jato, apesar de erros e de alguns abusos, merecem ser comemorados, porque a operação trouxe atuação firme e forte contra a corrupção na coisa pública e contra o livre trânsito do dinheiro público por políticos e administradores públicos. A nossa Manu Pulite conseguiu resultado positivo, também, com relação ao nascimento da confiança da população, sentimento há muito sepultado pela impunidade sempre reinante. Daí que, se dependesse da população deste país, a Lava Jato deveria continuar seu trabalho eficiente, mas sempre pautado pelas normas de garantia de nossa Carta Magna, respeitando sempre os direitos da pessoa humana e as suas possibilidades de defesa.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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OS ETERNOS VOOS DE GALINHA

Segundo a economista Maria Cristina Pinotti, sem o combate à corrupção, “a economia vai continuar tendo voos de galinha até o fim da vida”, jamais irá alçar voos mais altos e continuaremos a enxugar gelo e tentar encher sacos furados, ou seja, jamais decolaremos. Maria Cristina Pinotti participou do debate do “Estado” sobre o impacto negativo da corrupção na economia brasileira, em que todos os participantes defenderam a Lava Jato e foram unânimes em dizer que desvios de recursos públicos prejudicam o País e emperra a economia.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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‘FUROS NO BARCO’

Excelente o editorial de ontem “Lava Jato e Mãos Limpas”, do “Estadão” (3/4, A3). Parabéns! Também considero de extrema urgência a mobilização pela aprovação do pacote anticrime elaborado pelo dr. Sérgio Moro, pois os crimes de corrupção são como “furos no barco”, por onde “bilhões são perdidos pelos ladrões dos cofres públicos”. Aliás, se o pacote não for aprovado em tempo, condenados em segunda instância poderão ser soltos, em breve. Vamos lá, cidadãos de bem, às ruas pela Lava Jato, no dia 7 de abril, na Avenida Paulista!

Silvia R. Pereira de Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

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O IMPEACHMENT DE CRIVELLA

Ninguém está mais aguentando a permanência do sr. Marcelo Crivella como prefeito do Rio de Janeiro. Em pouco mais de dois anos, já foram quatro pedidos de impeachment contra ele. O mais sensato seria este senhor pedir renúncia do cargo imediatamente. Já está mais do que provada sua incompetência como administrador. Errar é humano, mas persistir no erro é desaforo.

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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ATÉ QUANDO, RIO DE JANEIRO?

A Câmara do Rio de Janeiro informa: sai Crivella e entra outro engessado. “Tudo como dantes no quartel de Abrantes.”

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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