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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2019 | 03h00

EDUCAÇÃO

Prioridade máxima

Se na área fiscal a prioridade número um é a reforma da Previdência, na área de desenvolvimento do País a prioridade máxima é a educação. E há três nomes altamente capacitados nessa especialidade: Viviane Senna, Cláudia Costin e Cristovam Buarque. Oxalá o presidente Jair Bolsonaro escolha alguém que faça a diferença. Ainda que não escolha um destes três nomes, ao menos os convide para integrar um “comitê de notáveis” para auxiliar um novo ministro da Educação na criação de um projeto sério de curto, médio e longo prazos focado no salto de qualidade na área educacional. São inúmeros os exemplos no mundo que atestam a melhora da economia do país e da vida das pessoas que advém de tal projeto de governo. Nossas crianças e nossos jovens são a nossa maior riqueza e temos tudo para brilhar no futuro próximo e mais distante – e a chave para isso é a educação.

LENKE PERES

Cotia 

Mudança de rumo

Finalmente o presidente Bolsonaro indica a saída de Ricardo Vélez Rodriguez do MEC. O ministro é um exemplo de que todos os indivíduos podem atingir seu nível de incompetência quando guindados a um posto para o qual não têm preparo e/ou habilidade, apesar de boa vontade e boas intenções. Precisamos, urgentemente, mudar os rumos da educação no País, para podermos reverter a situação – piorada nos últimos anos – que transformou jovens brasileiros em analfabetos funcionais e, pior, em vândalos, que não só destroem o ambiente escolar, mas também agridem os professores. É necessário resgatar a autoridade dos docentes de forma a estimular a profissão.

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

ORÇAMENTO

Jeito para consertar

Simples, fazer no governo o que todo indivíduo é obrigado a fazer: hierarquizar as dívidas e pagar só o possível. Acho que os superministros mais o conjunto de generais que cercam o presidente da República têm condições para isso. O ministro da Economia, Paulo Guedes, pode hierarquizar as saídas de dinheiro. Por exemplo, pode classificar a posição hierárquica das despesas de manter a proteção da ex-presidente (em boa hora defenestrada) abaixo das de um humilde do Nordeste que aguarda há mais de nove anos uma prótese de joelho. Enquanto isso, o ministro Sergio Moro saberá provar que nenhum direito foi atingido, pois não se trata de direito que alguns queriam que fosse preservado, e sim uma sinecura que ninguém pode ser obrigado a respeitar. O singular time da Presidência propriamente dita (time extraordinário, que só tem um jogador e vários generais para impedir que o jogador erre) vai aprovando as medidas necessárias.

TARCISIO DE B. BANDEIRA

tbb@osite.com.br

São Paulo 

GOVERNO BOLSONARO

Armadilha da Constituição

Aparentemente, nossa Constituição de 1988 foi desenhada para regular um governo com desenho parlamentarista. Mas o plebiscito em 1993 ratificou o presidencialismo. Na Constituição foram criadas diversas obrigações sem especificar a origem dos fundos que as suportariam. Sem falar na facilidade para criar partidos – existem 35 e há mais 73 em processo de formação. Entretanto, como vivemos um sistema presidencialista, quem executa o Orçamento, apesar de estar praticamente todo direcionando, é o Executivo. E, atualmente, a margem de manobra diminuiu: a rigidez será de 97%, pelas últimas estimativas depois da nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC). A enorme pressão do Legislativo para a nomeação de cargos existe porque parlamentares querem ter o poder de executar o Orçamento. Se estivéssemos num sistema parlamentarista, os nobres parlamentares precisariam formar uma maioria, criar o governo e nomear os executivos para executar o Orçamento aprovado. Como isso não é viável nem em médio prazo, vivemos esta esquizofrênica tensão entre o Legislativo e o Executivo. Uma relação de amor e ódio. Em minha opinião, a proposta da atual administração de desamarrar o Orçamento é boa, mas não creio que o Parlamento vá querer essa responsabilidade. Outra situação anacrônica é o fato de a Lei de Responsabilidade Fiscal atingir só cargos executivos; deveria ser para toda a administração, o que só conseguiremos com uma outra ação popular. Enquanto não desarmarmos esta armadilha constitucional, não teremos possibilidade de uma administração séria.

JOAQUIM SILVEIRA

joaquimsilveira@gmail.com

São Paulo

Pedras no caminho

Apesar de políticos terem-se proposto a encontrar-se com o presidente Bolsonaro em grupo, na semana passada, para evitar a suspeita da exigirem cargos em troca de apoio, fazendo-se todos de testemunhas uns dos outros, o filho Carlos Bolsonaro soltou mais uma nota no Twitter ofensiva aos parlamentares. Disse que estes políticos só não pediram cargos ao presidente porque Bolsonaro tem “a população a seu lado”, e acrescentou: “Por isso o sistema corrupto insiste tanto em desgastá-lo e transformá-lo em mais um boneco de ventrículo (sic)”. Ora, será que não está na hora – se o pai não o faz – de alguém dizer, pelo bem do Brasil: “Por que não te calas, Carluxo? Chega! Basta!”. Diante disso, chega-se a duvidar do verdadeiro interesse na aprovação da reforma da Previdência pelo clã Bolsonaro, tantas são as pedras que eles põem no caminho!

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas 

CULTURA

Museus literários em risco

Sobre a reportagem acerca do dramático corte de verbas na área cultural (5/4, C3) em São Paulo, faltou mencionar o sério risco à sobrevivência dos museus literários Casa das Rosas, Casa Guilherme de Almeida e Casa Mário de Andrade. Cursos, exposições, ações educativas, manutenção de acervos, tudo estará sujeito a reduções comprometedoras, quando não à própria extinção, precarizando irremediavelmente a continuidade de existência daqueles museus-casas literários. Segundo comunicado público da Associação Brasileira das Organizações Sociais de Cultura, o contingenciamento geral dos recursos do Tesouro estadual é de 3,54%, enquanto na pasta da Cultura o corte corresponde a 22,95% da verba orçamentária prevista. Por outras palavras, a cultura de São Paulo será castigada com contingenciamento 6,4 vezes maior que o porcentual geral de cortes. Fazemos um apelo ao governador João Doria para que essa barbaridade não seja cometida. São Paulo não merece isso.

JOSÉ D’AMICO BAUAB, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

josedb02@gmail.com

São Paulo

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Há pessoas que nasceram para ocupar postos de liderança e outras, para serem eficientes paus-mandados. Quando colocam um evidente pau-mandado para assumir um importante ministério como o da Educação, só pode dar errado, mesmo. O programa do governo é bom, muito bom, mas o ministro Ricardo Vélez Rodriguez é ruim, e meteu os pés pelas mãos logo de início, dando prioridade e visibilidade a iniciativas absolutamente corriqueiras e que apenas serviriam para respaldar todo o programa em si. Foi o caso do Hino Nacional a ser cantado nas escolas – como era, aliás, no meu tempo de criança. Outra lambança foi o fato de Vélez Rodriguez, no intuito de dar incentivo ao ensino técnico – o que é ótimo para o País –, ter dito a frase errada: “A ideia de uma universidade para todos não existe”. Ora, este ministro é um evidente trapalhão incompetente, que tem nas mãos uma missão importante de fazer a defesa e a implantação de pontos fundamentais para a educação. Ele dá apoio ao movimento político Escola sem Partido, importantíssimo para se contrapor à realidade de hoje, em que vemos as escolas todas nas mãos da esquerda, com professores militantes inoculando sua ideologia na cabeça de alunos desde os primeiros anos da escola fundamental, verdadeira revolução gramsciana em andamento. Outro ponto positivo é que ele defende a volta ao currículo do ensino fundamental da disciplina Educação Moral e Cívica. Uma das metas prioritárias deste governo é a criação do programa Alfabetização Acima de Tudo, pois o método construtivista aplicado nas últimas décadas criou gerações de alunos que saem das escolas como analfabetos funcionais, não entendem a leitura de um texto e escrevem mal, muito mal. Portanto, se o programa é bom, mas o ministro é estabanado e incompetente para o cargo, troque-se o ministro, por favor! 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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UM ESTRANGEIRO NO MEC

Colocar como ministro da Educação uma pessoa que nem brasileira é é absurdo. O que sabe este ministro dos problemas da educação no Brasil? Com tanta coisa com que se preocupar, lá vem o ministro estrangeiro, por exemplo, falando em mudar livros didáticos. Total incompetência. Está par a par com a ministra Damares Alves.

Lucilia Costa pirajuense@hotmail.com

São Paulo

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TEIMOSIA

É de estarrecer o mal que o presidente está fazendo para a educação no País, para mim o ministério mais importante, a única maneira de as pessoas serem preparadas para o futuro que as espera. A tola decisão de não trocar este incompetente ministro e de se deixar influenciar por um desqualificado como Olavo de Carvalho é teimosia que pode ter sérias consequências não só para o presidente, mas principalmente para todos os brasileiros. Este ministro realmente não tem brios, caso contrário já teria enfiado a viola no saco...

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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DISTÂNCIA

Este Olavo de Carvalho melhor faria se continuasse a dar seus cursos por correspondência para brasileiros desavisados nos Estados Unidos e deixasse de dar seus pitacos à distância.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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JULGAMENTO DESCABIDO

É totalmente descabido o julgamento negativo do atual governo. Os parcos 67 dias úteis até 7 de abril são insuficientes para compensar os 33 anos de governos incompetentes, desde 1985, com os governos Sarney, Collor, FHC, Lula, Dilma e Temer, e o interregno Itamar, que foi o melhor de todos com seu plano cruzado. O regime pós-64 foi bastante positivo, mas legou-nos grande número de empresas estatais que até hoje nos causam grande atraso e prejuízos. Os que acreditam no governo Bolsonaro não devem surfar a onda de descrédito que maus brasileiros alimentam por todos os meios. O Brasil tem tudo para voltar a ser uma grande nação, que foi quase destruída pela esquerda.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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TRÊS MESES DE GOVERNO

1) Baixou de 39 para 22 o número de ministérios, gerando economia para os cofres públicos. 2) Nenhum de seus ministros foi nomeado por indicação política, mas sim por serem especialistas no cargo. 3) Abriu a caixa preta do BNDES, que terá de devolver ao Tesouro Nacional R$ 316 bilhões roubados pelo PT. 4) Cortou R$ 2,5 bilhões de verbas de patrocínio à Globo e a outras empresas televisivas, e criou um canal oficial do governo no YouTube. 5) Cortou milhares de cargos comissionados. 6) Desbaratou a quadrilha que usava os índios para a criação de criptomoedas. 7) Descobriu que os aviões do SUS estavam sendo utilizados para o transporte de drogas. 8) Cortou a obrigação dos trabalhadores de pagar o Imposto Sindical. 9) Criou a PEC da Previdência, para cortar privilégios de políticos, militares e funcionários públicos. Agora, quem ganha mais paga mais, quem ganha menos paga menos. 10) Gerou saldo positivo nas contas do governo de R$ 30,2 bilhões em três meses. 11) Mudou a Lei Rouanet, que passou a beneficiar apenas artistas não consagrados. 12) Cortou a suntuosa verba do carnaval e outros eventos, passando a responsabilidade a ser dos próprios idealizadores. 13) Mudou a validade da CNH de 5 para 10 anos. 14) Acabou com as lombadas eletrônicas. 15) Desvendou fraudes no Bolsa Família, em que os benefícios iam para pessoas mortas, empresários e funcionários-fantasmas. 16) Exonerou seu próprio ministro e mandou que a Polícia Federal investigasse seu partido. 17) Mostrou ao mundo como a esquerda deixou o Brasil depois de 20 anos, ao postar um vídeo em seu Twitter com cenas imorais de foliões em local público. 18) Fez a maior aliança entre Brasil e Estados Unidos, recebendo em rede televisiva o compromisso do presidente Trump de turbinar economicamente as relações entre os dois países. E tem gente com um neurônio só afirmando que Bolsonaro não fez nada! 

Vera Matarazzo Suplicy vsuplicy@terra.com.br

São Paulo

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DIFICULDADE PARA GOVERNAR

Quem diz que Bolsonaro não tem plano de governo e que está na hora de começar a governar comete erro crasso, acusa por ouvir dizer ou é um dos inconformados com a sua vitória. Bolsonaro tem um plano de governo gigantesco, que consiste em substituir a “velha política”, responsável pelo impeachment de dois presidentes, pela prisão por corrupção e formação de quadrilha de outros dois, por 13 milhões de desempregados e por uma crise econômica crônica. É um plano quase inelutável, porque precisa sanar: BNDES, Bolsa Ditadura/Terrorista, Lei Rouanet, centenas de ONGs, Ibama, Incra, Funai, etc. Tudo isso configura uma tragédia consumada em curto espaço de tempo, mas de tal forma enraizada e poderosa, que dará muita canseira para Bolsonaro reverter. Ele começou a governar quando, ao usar habilidade conceitual, escolheu 22 ministros cujos nomes foram aclamados, com apenas uma ou duas ressalvas. Em conversa reservada, cada convidado foi cientificado da razão de ser do seu ministério e também do viés ideológico que deveria estar afinado com a idiossincrasia do presidente. Empossados, são os ministros que governam. Nas reuniões semanais o presidente cobra resultados, juntos definem metas e ele reitera seu apoio: cada ministro tem autonomia para defender os seus projetos no Congresso Nacional. Habilidade conceitual transforma o presidente em condutor de homens, de conscientizá-los sobre os objetivos do governo, mas sem ter a pretensão de ensinar o padre a celebrar missa, isto é, não questionar o ministro da Ciência e Tecnologia, astronauta, por exemplo, sobre ser correta a temperatura da turbina na hora de o jato decolar, mas pode pedir a sua opinião sobre a fusão da Boeing com a Embraer. O “Estadão” recentemente divulgou: nenhum dos 16 projetos e medidas provisórias enviados ao Congresso foi aprovado em quase cem dias de gestão. Todos tramitam em ritmo lento. Esta morosidade certamente é motivada pela recusa de Bolsonaro em aderir ao “toma lá, dá cá”. Jânio Quadros desabafava: “Carlos, não aguento estes políticos e as exigências que me fazem de antemão e que me fazem antever um governo terrível. Não posso me submeter a esta gente!”. E Lacerda replicava: “Mas a quem você diz isso? Eu tenho por esse ‘toma lá, dá cá’ o mesmo nojo que você. Você terá uma eleição garantida, terá todo apoio popular. Se conseguirmos uma grande massa de votação, você pode governar sem compromisso com ninguém. Seu compromisso será, sem nenhuma figura de retórica, com o povo brasileiro. Pare de prometer tanto aos políticos e prometa ao povo, que é quem votará em você. Passe por cima destes sujeitos, que terão de aderir a você, queiram ou não, terão de apoiá-lo, queiram ou não, porque todos os eleitores deles votarão em você, é só você acabar com estas conversas de gabinete”. Em época anterior, Rigoletto diria colérico: “Cortigiani, vil razza dannata!”, e em passado recente Lula afirmou: “O Congresso é composto por 300 picaretas”. Daí a dificuldade que Bolsonaro terá para governar.

Jaime Manuel da Costa Ferreira jaimeferreira04@gmail.com

São Paulo

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CIRCO DE HORROR

Na sexta-feira uma importante revista brasileira da área econômica publicou a seguinte notícia: “Líderes de partidos políticos irão levar testemunhas e nada pedirão na reunião que terão com Bolsonaro, com medo de que sejam gravados e divulgados nas redes sociais”. A mesma velha política nociva desde sempre, num país que beira o abismo. As mesmas velhas raposas tentando manter o brasileiro refém de uma ditadura parlamentar-partidária, que tudo faz em benefício próprio. É o negócio milionário dos arrecadadores dos partidos, principalmente nas empresas estatais, a maioria delas já em avançado estado falimentar. As mesmas velhas raposas que, juntamente com FHC, Sarney, Lula e Dilma nos fizeram ainda mais reféns do STF, que é quem realmente governa, e seus ministros que lá se perpetuaram. Que país aguenta um Parlamento como este, que negocia de tudo, que sabatina os membros da Corte Suprema do País para proteger seus interesses desde sempre? Deus! São meros e reles políticos que decidem quem vai guardar nossa Carta Magna! Em benefício deles, logicamente. Político algum jamais poderia participar de uma Constituinte, político algum jamais poderia indicar ou sabatinar um membro do STF, porque, logicamente, o apadrinhado irá proteger o padrinho, e essa simbiose tão nociva tem sido o fracasso de uma nação. É este circo de horror que temos visto atirado na cara do brasileiro, sem o mínimo pudor. Triste nação, refém de políticos sem escrúpulo algum.

Armando Favoretto Junior armandofavoretto@gmail.com

São José do Rio Pardo

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FELIZMENTE, TEMOS PAULO GUEDES

O presidente Jair Bolsonaro, sem aptidão de dialogar com o Congresso e escondido atrás da sua “nova política”, que não existe, conta apenas com poucos aliados fiéis e jogou na fogueira da oposição na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara o seu determinado ministro da Economia, Paulo Guedes, na semana passada. Mas, contando com raros defensores de sua robusta e ótima proposta de reforma da Previdência, o guerreiro ministro enfrentou as feras, diga-se, decadentes e umbilicalmente ligadas ao PT. Ofensas não faltaram! Desde o filho do corrupto José Dirceu, deputado Zeca Dirceu, que sem escrúpulo algum chamou o ministro de “tchutchuca” e “tigrão” e levou para casa a resposta de Guedes, que “tchutchuca” era sua mãe ou sua avó... A cena foi vista na TV, em cores. E, provocado, também, pelo indigesto deputado Alessandro Molon (ex-PT e ex-PV, hoje no PSB), respondeu magnificamente: “Nós estamos há 90 dias no poder e vocês, que ficaram 18 anos e não tiveram coragem de mudar”. E acrescento: roubaram e ainda quebraram a Nação.  Repito: felizmente, temos Paulo Guedes, enquanto Bolsonaro se diverte no Twitter, postando vídeo pornográfico, ofendendo a imprensa e preocupado com as bananas do Equador, com os radares nas estradas e com se o nazismo é de esquerda. Literalmente, falta governo... Falta, ainda, um ministro competente na Educação, nas Relações Exteriores. Mas, felizmente, temos Guedes, e uma ótima equipe econômica e ministros militares que fazem de tudo para domar um extravagante e inoperante presidente da República. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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IMPASSE BRASIL

Na CCJ, a demonstração de que são ambidestros. Roubam como esquerda e agridem como direita...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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‘TCHUTCHUCA’ E QUETAIS

O “quanto pior, melhor” sempre fez parte das atitudes da esquerda ativista brasileira. Não seria agora que eles iriam mudar. O comportamento da bancada da Câmara Legislativa na quarta-feira é um exemplo claro de como eles estão se lixando, é esse o termo, mesmo, para o Brasil e para seus problemas. Inacreditável a falta de compostura dos que fazem parte desta bancada, como inacreditável também é o fato de que se constata que eles nunca aprenderão com o que aconteceu. O filho de José Dirceu, deputado federal, não foi só deselegante e desrespeitoso com o ministro da Economia, mas também nos fez lembrar o descaso das periferias para com a família e as mulheres, fato que constrange os cidadãos de bem deste país e que foi intencionalmente desenvolvido durante os governos esquerdistas. A turma que segue a esquerda disfarça apoiando um feminismo inconsequente e novelesco, ao invés de ter atitudes realmente efetivas. O País precisa com urgência de várias reformas, começando pela da Previdência. Com um comportamento deletério como o que vimos na quarta-feira na Câmara não vamos a lugar nenhum. Os bailes das periferias se tornarão muito mais violentos do que já são hoje em dia, se não conseguirmos transformar o Brasil num lugar onde se poderá viver com segurança, com emprego e com desenvolvimento.

Maria Tereza Centola Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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O PAI

O ministro Paulo Guedes errou: “tchutchucas” não são a mãe ou a avó do lamentável deputado Zeca Dirceu. “Tchutchuca” é o pai dele, que sempre se arvorou como defensor dos mais necessitados, mas não hesitou em se associar ao que há de mais podre no empresariado brasileiro para assaltar os cofres públicos. Felizmente, o “tchutchuca” pai foi condenado à prisão por nossa Justiça, por ser corrupto.

Leão Machado Neto lneto@uol.com.br

São Paulo

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FILHO DE PEIXE...

O ex-terrorista e atual condenado liberto José Dirceu ficou extasiado quando viu seu pimpolho Zeca, do PT, destratar de modo deseducado, usando um palavreado chulo, típico dos aloprados e herdado do chefão Lula da Silva, o ministro Paulo Guedes, que compareceu à CCJ da Câmara para expor o projeto da reforma previdenciária. Como diz o dito popular, “filho de peixe peixinho é”.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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FILHO DE PEIXE É TUBARÃO

O arrogante e indelicado deputado federal Zeca Dirceu (PT) não nega sua origem. Ora, filho do condenado José Dirceu, coisa boa não poderia ser. Agressivo e com total falta de urbanidade, resolveu dar a nota, enfrentando e ofendendo o ministro da Economia, Paulo Guedes, na CCJ. Pela sua mediocridade, deveria responder por improbidade administrativa. Quanto aos crimes do seu pai “tigrão”, preferiu calar-se. Afinal, como dizia aquela senhorinha de Taubaté, filho de peixe peixinho é, digo, tubarão.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PATRIMÔNIO MORAL

O que se pode esperar de um deputado com o nome de Zeca Dirceu, cujo único patrimônio moral que possui é ser filho de um criminoso já condenado pela Justiça, que já passou pelo cárcere e continua com penas superiores a 30 anos, mas que só não está atrás das grades graças à decisão monocrática de ministro do STF. O que não se entende é a falta de coordenação política do governo, que não teve ninguém para defender o seu ministro, duramente ofendido pelo deputado petista. Até quando o governo vai continuar omisso? 

Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

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JOGO DE CINTURA

A ausência de uma base governista sólida no Congresso, necessária para aprovar a reforma da Previdência, aliada a um presidente que critica o que chama de “velha política” sem explicar adequadamente o que ele gostaria que fosse uma “nova política”, são fatores realmente preocupantes para quem pensa no futuro do Brasil e, por isso, votou em Bolsonaro e renovou o Parlamento. É em nome desta parcela majoritária da população que tanto o presidente da República quanto os parlamentares deveriam lançar mão de um dos nossos bens folclóricos mais preciosos: o jogo de cintura. Ou seja, se Bolsonaro oferecer mais e os partidos pedirem menos, todos sairão ganhando, inclusive o Brasil.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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AUXÍLIO A PAULO GUEDES

Seria bastante oportuno se os filhos de Jair Bolsonaro tivessem ido à Câmara dos Deputados para ajudar Paulo Guedes. Aí, sim, teriam prestado um grande serviço à Nação.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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CADÊ A BASE ALIADA?

Pior foi ver a defesa tímida do líder do governo, diante de uma oposição agressiva. Cadê a Joice e o filho de Bolsonaro? Cadê a bancada militar? O cara num ninho de cobras sozinho! Vai pedir o boné qualquer hora. Se isso é uma estratégia, é completamente diversa do que teria adotado Bolsonaro se fosse deputado. Adotou-se, num governo cheio de militares, postura diversa do clássico fundamento da guerra. No caso: “o melhor ataque é a defesa”.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador 

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OMISSOS

Perturbadora, vergonhosa e lamentável a omissão dos deputados que se elegeram pegando carona no discurso de Bolsonaro. Foram corajosos porque almejavam o poder e queriam um país melhor, ou covardes quando precisaram mostrar a cara e defender o que pregaram no período eleitoral? O povo acordou, as urnas mostraram que não serão tolerantes com oportunistas e picaretas que não honram seu discurso. Ainda há tempo para consertar o rumo, o Brasil espera e acredita que venceremos essa batalha, mas, por favor, senhores, façam jus aos seus cargos e ao salário que os pagadores de impostos lhes pagam. Respeito e compromisso com nosso país. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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INCREDIBILE

Todos temos acompanhado pela impressa o périplo marginal de um cidadão italiano de nome Cesare Battisti. Esse antigo militante de um grupo terrorista de extrema-esquerda na Itália foi condenado à prisão perpétua por ter cometido quatro assassinatos. Fugiu para a França e para o México antes de se estabelecer no Brasil, onde viveu placidamente por muitos anos, tendo recebido do governo petista o status de refugiado político e teve sua extradição negada pelo ex-presidente brasileiro hoje preso em Curitiba, no último dia de seu mandato. Depois de ter sua deportação determinada novamente pelo TRF de Brasília, fugiu desta vez para a Bolívia, onde acabou capturado e extraditado diretamente para a Itália, tendo confessado os assassinatos pelos quais foi condenado. Estando eu pesquisando no Google Maps locais na Ilha de Capri, qual não foi minha surpresa ao verificar que lá existe uma Piazzeta Cesare Battisti. Curioso, aprofundei minha pesquisa e descobri, pelo Google, pasmem, que na Itália existem inúmeras vias, piazzas e piazzeta em diversas outras cidades com o nome do facínora Cesare Battisti, a saber: Milão, Nápoles, Taranto, Messina, Bari, Veneza, La Spezia, Parma, Rieti, Trento e Voghera. Não é incrível? Estas coisas só acontecem na Itália e, abaixo da linha do Equador, no nosso amado Brasil.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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