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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2019 | 03h00

MEC

Educação em transe

Abraham Weintraub é o novo ministro da Educação do governo Bolsonaro. “Olavista” que atua há 20 anos no mercado financeiro, ainda que professor, ele certamente não tem experiência alguma diante da estrutura educacional brasileira e seus problemas dramáticos. Combaterá eventuais críticos sem preocupação com “premissas racionais”, segundo já declarou – frase que mereceria um prêmio dos epistemólogos do mundo inteiro. O importante é desmontar o opositor ou, simplesmente, um autor de crítica construtiva. Sob este comando pedestre de mais um afilhado do respeitado Rasputin que nos governa depois de um século do que se passou na Rússia czarista, lamentavelmente caminharemos na direção do recrudescimento de nossos já tormentosos problemas educacionais e da estagnação de nossa sociedade.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

GOVERNO BOLSONARO

Os cem primeiros dias

A lua de mel está se dissipando rapidamente e a esperança depositada no novo está indo para o ralo da desconfiança e da impopularidade. A pergunta que não quer calar é: o que temos de novo? O que mudou na vida dos brasileiros, além das polêmicas e firulas protagonizadas pelo presidente, por seus ministros e filhos, que se colocam como porta-vozes da Presidência nas redes sociais? Próximo de completar cem dias de governo, o que há são 13,1 milhões de desempregados e filas quilométricas de pessoas em busca de uma ocupação, dólar batendo a marca dos R$ 4 e o presidente da República a todo momento jogando combustível na fogueira das polêmicas que não resolvem o flagelo de milhões de brasileiros. Em meio a trocas de farpas com o presidente da Câmara, com opositores e com parte da imprensa, as discussões sobre a reforma da Previdência e outras pautas essenciais para o Brasil não avançam. O novo governo prometia combater a “velha política”, mas está tendo de aprender a duras penas que o novo não se constrói sem velhos trâmites. Tivemos, recentemente, a polêmica de “rememorar” o 31 de março de 1964 – data em que teve início a malfadada e violenta ditadura militar no Brasil –, decisão rechaçada pela maioria dos brasileiros (57% dos 2.086 entrevistados pelo Instituto Datafolha). Este clima de instabilidade afeta diretamente a vida dos brasileiros, por isso é tão grave gastar energia com estas discussões que não levam a nada. De maneira objetiva, o governo Bolsonaro precisa entregar resultados e propostas na agenda econômica. Precisa focar em discussões que realmente são importantes, e não se preocupar em fazer fumaça para aquecer as redes sociais. Só assim o Brasil pode avançar e gerar os empregos tão ansiosamente aguardados.

TURÍBIO LIBERATTO

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

Lucro

Vejo nestes cem primeiros dias uma preocupação sem fundamento em avaliar o governo Bolsonaro. Para que pesquisas de aprovação, se quem as faz são os mesmos que tinham certeza de sua derrota? Deveríamos, sim, comemorar os cem dias sem roubalheira, sem PT e seus satélites e o primeiro dos 12 anos em que Lula ficará preso. Estamos no lucro, mesmo não tendo acontecido nada de relevante. Simples assim.

PAULO H. COIMBRA DE OLIVEIRA

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

Situação inusitada

Temos, hoje, um vice-presidente que representa o Brasil melhor que o presidente da República. Temos um governo cheio de militares, mas que não é considerado militar. E, se o governo falhar na sua missão – reforma da Previdência e questões de segurança pública –, o ônus do insucesso será dos militares. Finalmente, o Brasil está sendo governado por uma família cujo patriarca diz que nasceu para ser militar, e não presidente. Tempos estranhos são estes!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Missão

Temos ouvido do presidente Bolsonaro declarações que ferem nossos ouvidos como sons agudos e dissonantes, mas nada foi pior do que isto: “Não nasci para ser presidente, nasci para ser militar”; “Deus, que fiz de errado para merecer isto?”; e “(...) me dei mal (ao ser eleito)”. Então, pergunto: candidatou-se por quê? Foi mera brincadeira? Pois a missão da Presidência não admite brincadeiras – sim, missão, que é tão ou mais árdua que a de ser militar. Agora, o País espera que a cumpra “com todo o seu coração e com todo o seu entendimento”, como diria São Paulo, apóstolo, sem jamais repetir aquelas frases destrutivas. Para esta digna e difícil missão, tem o nosso apoio.

EDMÉA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos

Ainda há tempo

O presidente Bolsonaro, de forma jocosa, reconheceu a realidade: não nasceu para ser presidente. Mas, a partir deste reconhecimento, ainda há tempo para salvar a credibilidade de seu governo, que a cada dia perde um pouco do apoio de seus eleitores. Para isso, é absolutamente necessário que ele (e seus filhos): abandone a sombra de um astrólogo furioso que, armado de possante guilhotina digital, tenta impor sua orientação sobre toda e qualquer decisão governamental; e apoie decididamente o tripé militares, Paulo Guedes e Sergio Moro, que, pelo menos até agora, ainda lhe garante a governabilidade.

LUIZ ANTONIO RIBEIRO PINTO

larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto 

CALENDÁRIO ELEITORAL

Fora de hora

Ontem, ouvi numa rádio sobre a primeira pesquisa de intenção de voto para a disputa da Prefeitura de São Paulo. Ocorre que as eleições serão em outubro de 2020, e estamos em abril de 2019. O governo federal, eleito em 2018, acaba de completar apenas cem dias e o Brasil precisa estar mobilizado em torno das prementes reformas que resgatarão o País do imenso buraco provocado por gestões anteriores. Estamos no meio do furacão. Não é hora de pensar em eleições para prefeito.

RICARDO TANNENBAUM NUNEZ

r.nunez58@hotmail.com

Marília

STF

Improbidade perdoada

Amanhã o Supremo Tribunal Federal (STF) vai nos proporcionar mais uma grande surpresa, para alegria de dois prefeitos: poderá ser cancelado o ressarcimento de R$ 1 bilhão dentro da Lei de Improbidade Administrativa (Coluna do Estadão, 8/4, A4). Afinal, R$ 1 bilhão a mais ou a menos não fará diferença para este país, rico em roubalheira.

ARIOVALDO J. GERAISSATE

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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DE$INDUSTRIALIZAÇÃO

Causa espécie e grande preocupação a informação do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) de que nada menos que 54% dos segmentos industriais do País sofreram retrocesso no passado primeiro bimestre. Para aferir o quadro desolador em tela, basta lembrar que nos anos 80 a indústria de transformação (que exclui a extrativa) alcançava um peso próximo de 30% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto no ano passado respondeu por apenas 11,3%, menos da metade. Como se vê, a desindustrialização do Brasil vai de vento em proa. Até quando?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SEM FÔLEGO

A fragilidade de nossa indústria é espantosa, muitos setores foram beneficiados com incentivos fiscais, porém não mostram fôlego para competir e criar vagas de emprego. O setor industrial crítico não tem capacidade de superar produtos vindos de outros países. A solução é o rearranjo para que a população tenha renda per capita e nossas mercadorias, preços acessíveis, sob pena de daqui a poucos anos voltarmos literalmente a ser um país rural.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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RABO DE CAVALO

Como rabo de cavalo, a indústria brasileira está crescendo para baixo, teve a menor fatia do PIB desde o final dos anos 40. Para analistas, o dado de 11,3% do PIB está longe de sofrer uma reversão, uma vez que os números deste início de ano não deixam dúvidas: a crise que a indústria brasileira há tempos atravessa não dá sinais de melhora, respira por aparelhos. Para quem não sabe, a indústria é o pulmão de qualquer país. Quem não produz não paga conta, quem não paga conta não come e quem não come morre por inanição. Nada diferente do que está acontecendo no nosso amado país. Acorde, Congresso Nacional, pare de palhaçada e aprove a reforma da Previdência, enquanto há tempo.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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A PREVIDÊNCIA ENTUBADA

Dia sim, dia não a reforma da Previdência é manchete em jornais e revistas. O “Estado”, em seus editoriais, vem chamando a atenção, com exemplos e projeções, para a urgência da reforma. Analistas econômicos, comentaristas, colunistas e outros formadores de opinião que comungam do bom senso seguem o mesmo raciocínio. Mas a morosidade para a tramitação no Congresso é assustadora e vergonhosa. Antes das votações em plenário da Câmara e no Senado, em turno e returno, o projeto passa por uma dezena de comissões e, além disso, sindicatos e centrais sindicais também dão seus pitacos, nunca construtivos, ao contrário, fazem de tudo para outras retaliações. Resumo: o projeto chega para a votação “seis meses”, se é que chega, após o envio para análise e totalmente desfigurado. Esta irresponsabilidade, esta protelação só agrava a insolvência da Previdência, pois trabalhadores cada vez mais confusos lotam os guichês do INSS para a contagem de tempo. Assim, as contribuições diminuem, o número de aposentados aumenta, mesmo aqueles com vigor físico e mental para o trabalho se aposentam precocemente. Dessa maneira, o trilhão necessário, hoje, projetado pelo ministro Paulo Guedes para que a Previdência não quebre vai ser “fichinha” diante do rombo que será apresentado daqui a quatro anos ao próximo governo. Quem descascará este “abacaxi”? 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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REFORMA E PROPAGANDA

Propaganda da reforma da Previdência já custou aos cofres públicos R$ 183 milhões desde 2016, e o que é pior: as conversas se foram e ficaram os fatos.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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RECUPERAR O TEMPO PERDIDO

Levantamento do “Estadão” aponta apoio de 198 parlamentares da Câmara para a reforma da Previdência. Destes, 69 sem alteração na proposta do Planalto e 129 condicionam o voto favorável a mudanças no projeto, e outros 95 são contra a reforma. Apesar de ter havido um ligeiro aumento de parlamentares apoiando a reforma, ou seja, de 180 no levantamento anterior para 198, quando na realidade são necessários 308 votos para sua aprovação, este quadro demonstra o mal que fez o desprezo ou o erro primário do presidente Jair Bolsonaro de não dialogar com o Congresso. E somente agora, depois de quase cem dias de gestão – e 60 dias do projeto entregue à Câmara –, mesmo a contragosto, o presidente finalmente recebeu líderes dos partidos no Planalto. Estas críticas à atuação do presidente não vêm apenas dos políticos, formadores de opinião e da imprensa. Quem reconhece esse erro crasso é o próprio vice-presidente, Hamilton Mourão, ao declarar a este mesmo jornal “deveríamos ter procurado os partidos ainda na fase de transição, para começar o mandato com uma base definida”. Isso certamente teria evitado a queda da sua popularidade e a necessidade de correr para recuperar o valioso tempo perdido.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MOURÃO EM HARVARD

O vice-presidente, Hamilton Mourão, diz que “se governo falhar, conta irá para Forças Armadas”. O “se” é desnecessário, o governo já falhou e a conta, sem dúvida, irá não apenas para as Forças Armadas, mas para o mercado financeiro, a imprensa e o Poder Judiciário, principalmente a Lava Jato. Questão apenas de tempo. O Poder Legislativo e o Executivo também têm uma fatura a receber, mas são poderes que podem ser substituídos pelo voto – os demais, não, são vitalícios e privados. Esta crise foi montada por um golpe vergonhoso das elites. O Brasil precisa ser passado a limpo, do contrário, a elite vai repetir as mesmas barbaridades. Usam o Brasil como quintal e o povo escravo.

Antonio Negrão de Sá negraosa1@uol.com.br 

Rio de Janeiro

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O PRIMEIRO PASSO

O vice-presidente, general Hamilton Mourão, demonstra equilíbrio e a maturidade de que Bolsonaro precisa para compensar suas “caneladas”. A formação militar que está no coração do governo é boa porque tem a disciplina, a ordem e a perseverança que faltam em grande parte da população do Brasil. A queda de popularidade do presidente Bolsonaro não afetará suas realizações e as aprovações das reformas. Ele não tem ficha suja. Sua vitória contra a corrupção e o sistema do “toma lá, dá cá” será o primeiro passo para que o País retome o caminho do desenvolvimento. 

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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CRISE NO MEC

“Bolsonaro demite ministro da Educação” (“Estadão”, 8/4). Bolsonaro cometeu seu primeiro grande erro, perante um grande arco de apoiadores, que marcaram uma fissura em não apoiar explicitamente o ministro, deixando-o ser devorado pelo serpentário do Ministério da Educação (MEC), cheio de aparelhados que intrigaram noite e dia contra ele e hoje festejam. Talvez algumas das críticas de seus adversários não sejam assim tão infundadas. Espero que haja mais firmeza na articulação da reforma da Previdência e não hesitações antecipadas.                        

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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TROCAS

O presidente Jair Bolsonaro já trocou tantos servidores do governo que espero não se julgue competente e coloque alguém em seu lugar.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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UFRJ

Espero que Bolsonaro, aproveitando mudanças na Educação, confirme a eleita por seus pares Denise Pires de Carvalho como reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mesmo com as maiores dificuldades de tudo que é jeito, principalmente as financeiras, a UFRJ é um orgulho para o Brasil. Dela resultam primorosas pesquisas com imenso valor, reconhecidas não só aqui, como também em âmbito internacional. Que venha ela a somar forças para deslanchar ainda mais toda esta capacidade endócrina dos nossos tão sacrificados professores.  

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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OS CARAS DE PAU

O ministério do presidente Jair Bolsonaro é líder na rubrica “ministros cara de pau”. Ora, Ricardo Vélez Rodríguez disse que não entregaria o cargo. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, craque em candidaturas “laranja”, é investigado pela Polícia Federal, e Damares Regina Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, coleciona polêmicas – como sobre sexo com animais, mãos “sujas de sangue” contra o aborto, menino veste azul e menina veste rosa, entre outras. São alguns exemplos. Se o presidente não for mais incisivo na tomada de decisões demissionárias, qualquer hora poderá ser vítima de sua própria inércia. Coragem, Bolsonaro!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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‘IMPRENSA DIANTE DE GOVERNOS DISRUPTIVOS’

Carlos Alberto Di Franco, referindo-se aos governos “outsiders”, como o de Jair Bolsonaro, dá uma verdadeira aula magna de jornalismo ao conclamar seus pares (8/4, A2) a depor as armas da militância em prol de um jornalismo de qualidade “sem a distorção dos filtros ideológicos ou partidários”. O “Estadão” tem no senhor Di Franco um exemplo do que o leitor espera do seu jornal: a leitura correta dos acontecimentos com isenção e seriedade.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

  

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POR UMA IMPRENSA RESPONSÁVEL

Di Franco (8/4, A2) faz uma análise correta e profissional do governo atual e da imprensa. Arguto observador dos movimentos da informação, ele, um cruzadista de uma imprensa investigativa e responsável, resume neste artigo tudo o que a imprensa em geral deveria estar fazendo, e a meu ver não o faz. Investigar, comparar e avaliar o que se tem feito, liberto dos vícios de comportamento de anos de jornalismo superficial. É notório que imprensa e povo estão em posições divergentes em relação à política, aos políticos e ao Judiciário. Maior e mais contundente exemplo é a divergência em relação ao Judiciário. O povo não mais suporta os privilégios da Justiça, e no momento focaliza especificamente o Supremo Tribunal Federal (STF). Os privilégios deste órgão afrontam qualquer cidadão, e, quando se comenta com estrangeiros o que existe de privilégios, ninguém acredita. O que a imprensa em geral tem feito sobre tal assunto? Omissão. É triste. Não é possível que sejam mantidos os recursos disponíveis para o STF. Caminhões, bombeiros, auxílio-funeral, etc. A imprensa deveria estar investigando, como defende Di Franco, e divulgando dia após dia o descalabro de tal situação. Nada acontece. O discurso do senador Kajuru elencando os abusos do STF passou ao largo da imprensa, no entanto deveria ser matéria em todos os órgãos. Só o WhatsApp o divulga e dissemina. Notem que a imprensa cava seu túmulo, deixando de lado o que realmente interessa ao povo e que contribuiria de forma fundamental com corte de gastos insensatos. Já com relação aos movimentos do governo federal, só se destacam os pontos negativos, que há. Mas nada se fala dos pontos positivos. Que tal pensarmos nos arrependimentos de Bolsonaro que o fazem voltar atrás no que dá errado? Nunca tivemos um governante com tal comportamento. Ao invés de destacar a humildade da admissão de erro, a notícia sempre é dada de forma a comprometer: “mais uma vez Bolsonaro volta atrás”. Qual o mal em corrigir as coisas? Isso não deveria ser considerado uma virtude?

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas 

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O MAL DO JORNALISMO

Impecável e contundente o artigo de Carlos Alberto Di Franco (“Imprensa diante de governos disruptivos”). Atinge o cerne do mal do jornalismo. A imprensa não é verde, amarela ou vermelha. É marrom. Sua ideologia, muito forte, aliás, é egocentrista e corporativista. Julga-se e quer-se intocável. E, para completar, afirmo: nunca antes neste país o início de um governo foi tão execrado gratuitamente pela imprensa.

José Claudio de Almeida Barros zitobarros2016@gmail.com

Bragança Paulista 

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GOVERNO BOLSONARO

Prezado Carlos Alberto Di Franco (8/4, A2), faço de suas minhas palavras. Excelente reflexão em “Imprensa diante de governos disruptivos”.

Claudio Baptista  clabap45@gmail.com

São Paulo

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BOLA DIVIDIDA

“Hamas rebate Flávio Bolsonaro, a quem define como filho de extremista” (“Estadão”, 6/4). Para questões muito distantes de nossa realidade na América Latina, tão distante do Oriente Médio, não vale a pena entrar em bolas divididas que não são nossas. A história é uma sucessão de injustiças, não cabendo a nós, de um lugar distante, nos envolvermos em possíveis reparações hipotéticas. O silêncio é a melhor resposta, para não entrar em radares indesejados, que poderão ter resultados nada agradáveis para nós e os nossos que trafeguem por lá.                     

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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GOVERNOS BONS

A reconstrução de Ruanda após o terrível massacre da década de 90 nos mostra a importância de um governo que tenha compromisso com a paz e com o desenvolvimento do País. Governos bons são necessários e fazem a diferença, fica a dica.

Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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LULA, UM ANO DE PRISÃO

Após um ano da prisão de Lula, quantas pessoas foram mortas por aquele fato? Ainda não me esqueci da declaração de Gleisi Hoffmann dizendo que, para prender Lula, “vai ter que matar gente”. A despeito das mentiras e seu terrorismo da esquerda, é fato que brasileiro quer é que o garanhuense continue atrás das grades. Estes 365 dias são motivo de comemoração.

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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7 DE ABRIL

Nesta data se celebram a abdicação de Dom Pedro I e o primeiro ano da prisão do ladravaz petista. Tem de manter isso aí, viu!

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo 

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UM ANO

A prisão de Lula da Silva, mantido em cela especial na Polícia Federal, completa um ano. Ela remete à detenção imposta ao nazista Rudolf Hess, apreendido na Inglaterra em 1941, após voo solitário àquele país, a fim de firmar acordo com a oposição ao governo de lá da época. Findo o conflito, foi condenado por crime de guerra à pena de prisão perpétua pelo Tribunal de Nuremberg e enclausurado sozinho na Prisão de Spandau, na Alemanha, onde se manteve incomunicável até a morte, em 1987, embora, durante esse tempo tivessem ocorrido várias tentativas de libertá-lo. Aqui no Brasil, no entanto, nosso prisioneiro análogo difere do nazista pelo fato de que Lula mantém até hoje seu partido refém e, mediante bilhetinhos e cartas vazias, decide, da cadeia, as suas estratégias e impede qualquer tipo de renovação esboçada por suas lideranças postiças, tudo baseado no fascínio que ainda supõe exercer.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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LULA LIVRE

Lula pode sair da cadeia amanhã, basta aderir ao programa de colaboração premiada da Polícia Federal. Seus parceiros no crime já aderiram e estão em liberdade: Joesley Batista, Marcelo Odebrecht, Antonio Palocci, todos livres. Lula poderia desmontar, um por um, os esquemas de desvio de dinheiro público no governo, atirar para baixo e desbaratar todas as quadrilhas criminosas especializadas em roubar dinheiro público. Senadores, deputados, ministros, grandes empresários e banqueiros, Lula pode prestar um enorme serviço ao País denunciando todo mundo. O problema é que Lula não quer apenas sair da cadeia, ele quer voltar à Presidência da República carregado nos braços do povo e ser canonizado em vida. Aí fica difícil. 

Mário Barilá Filho  mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ETERNA CARICATURA

É surpreendente como as lideranças petistas ainda têm a coragem de estimular sua militância a organizar manifestações com o mote “Lula livre”, como se isso fosse de alguma valia. Passado um ano da prisão de Lula, os discursos destes líderes continuam pobres, repetitivos, fortemente ideológicos, ignorando descaradamente os fatos que levaram à condenação do ex-presidente e fazendo uso dos cansativos recursos do coitadismo e da vitimização. Enquanto o PT não se descolar do seu líder maior e praticar a verdadeira oposição, oferecendo e debatendo ideias novas, seguirá sendo uma mera caricatura de si mesmo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PONTES, ESTRADAS, PRÉDIOS E NEGLIGÊNCIA

O acidente do Rio Moju, no Pará, onde uma balsa bateu na pilastra e derrubou a ponte, por onde passavam dois veículos, era algo evitável. Assim como o ocorrido recentemente, no Rio Tietê – interior de São Paulo – onde um veículo que teria sido abalroado por uma máquina agrícola foi projetado para dentro do rio, matando suas duas ocupantes. São centenas os acidentes envolvendo o tráfego dentro e fora das águas, que não teriam acontecido se houvessem defensas juntos às pilastras e na margem das pontes. Mas essa proteção só é instalada depois das tragédias. Há muito tempo deixamos de ser aquele país atrasado, mas a negligência é permanente. Foi preciso, por exemplo, a ponte que dá acesso da Marginal Pinheiros à Rodovia Castello Branco ceder e quase matar gente para o poder público de São Paulo atentar para a necessidade de manutenção e, principalmente, acompanhamento das demais pontes e viadutos em operação. Nunca é demais lembrar que em 2013, depois do incêndio da Bate Kiss, ficou-se sabendo da existência de milhares de prédios públicos que funcionam sem vistoria e alvará do Corpo de Bombeiros. Quando a repercussão da boate – onde morreram 242 e feriram-se 680 pessoas – baixou, ninguém mais falou dos prédios sem vistoria. E hoje, como estão? Aguardam a próxima tragédia?

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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TRAGÉDIA NO PARÁ

A tragédia da queda da ponte no Pará chama a atenção para coisas óbvias, quando um tipo de acidente ocorre pela segunda vez: ausência de defensa e de sinalização na ponte; falta de radar na embarcação; balsa deve seguir carta náutica com redução de velocidade em área de travessia com obstáculo. É inaceitável que uma queda de ponte ocorra duas vezes e não tenha havido nenhuma providência por parte das autoridades públicas.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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