Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2019 | 03h00

ENCHENTES NO RIO

Incúria malsã

Enchentes no Rio de Janeiro não constituem novidade. São registradas desde o século 16, quando o padre José de Anchieta se mostrou surpreso diante de uma delas. Relatos de brilhantes cronistas, como Machado de Assis, Olavo Bilac e Lima Barreto, entre outros, dão conta de grandes enxurradas. São, portanto, fenômenos recorrentes, ao contrário do que afirmou o prefeito Marcelo Crivella, ao classificar a última chuva como “atípica”. Os dramas humanos resultantes vêm se agravando por causa do descaso do poder público, do baixo nível de educação da própria população e da ocupação desordenada, que contou ao longo dos anos com a complacência dos políticos, na busca desesperada por votos. O que preocupa mais hoje, no entanto, é que, com a falência financeira e gerencial demonstrada pela atual administração, não há perspectiva de que as obras de infraestrutura realmente essenciais sejam iniciadas. Corre-se o risco de, mais uma vez, assistirmos a um festival delas, mas apenas cosméticas e de caráter político-demagógico. Só resta, então, aguardar a repetição dos próximos desastres.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Geologia e tragédias

A tragédia causada pelas chuvas no Rio de Janeiro reforça a questão da falta de planejamento estratégico na ocupação dos espaços urbanos. Geomorfólogos sabem que os morros com rocha exposta que ornam a bela paisagem de Pães de Açúcar da Cidade Maravilhosa têm história. Ela nos conta que os deslizamentos de terra que expuseram sua beleza revelam catástrofes naturais trágicas, de um passado por nós desconhecido. Quando aconteceram o Brasil era ainda despovoado, mas causaram perturbações na paisagem muito maiores que as atuais. Construir nesses morros, ou na planície aluvial de rios que recebem as águas que deles correm, é uma tragédia anunciada. Eventos como os causados pelas chuvas desta semana voltarão a acontecer no futuro, e com consequências mais sérias em termos de vidas humanas. Até quando o poder público deixará de ouvir os que, com base técnica, podem orientar uma ocupação e remodelação do espaço urbano de modo a evitar tais catástrofes? Um país preocupado com seu futuro e almejando espaço entre nações desenvolvidas deveria preocupar-se com isso. Devíamos ouvir especialistas como nosso geógrafo Aziz Ab’Saber, que tanto nos alertou sobre tragédias desse tipo!

MIGUEL TREFAUT RODRIGUES

mturodri@usp.br

São Paulo

Mudanças climáticas

A existência de ilhas de calor contribui para formação de bombas d’água que despejam do céu mais de 100 mm de chuva em menos de 24 horas. Um dos efeitos das mudanças climáticas é a diminuição da frequência e o aumento da intensidade das tempestades. A impermeabilização do solo, a falta de dragagem em rios, a ausência de cidadania e de limpeza de bueiros e galerias são fatores que pioram a situação, por causa do descarte de lixo não reciclado. O combate às enchentes passa necessariamente pela adoção do asfalto poroso, permeável à água, como forma de absorção da chuva pelo solo, e pela adoção de áreas verdes com árvores baixas e raízes profundas, evitando as constantes quedas de árvores altas com raízes superficiais. O aquecimento global será tema importante, em grandes cidades nas eleições municipais de 2020.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

VIOLÊNCIA

Músico carioca fuzilado

Foram 80 tiros, uma pessoa morreu, por milagre não mataram a família toda. Depois justificaram-se, dizendo que tinham recebido a notícia de que um carro branco transportava bandidos. Como se só houvesse um carro branco circulando pela cidade. O Exército desde o início já sabia que algo do tipo poderia acontecer, isso já havia sido discutido, agora é saber como sair disso sem macular a Força. Os comandantes conhecem a Lei de Murphy? “Se alguma coisa pode acontecer, acontece.” Os militares do Exército não estão preparados para patrulhamento de ruas, função que cabe à Polícia Militar. Os soldados são treinados para outro tipo de confronto. Ah, foi engano! Isso conforta a família enlutada?

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Rojões em estádios

Durante o jogo Santos x Corinthians, um torcedor perdeu um dedo pela explosão de um rojão. Não é o primeiro acidente e certamente não será o último se providências adequadas não forem tomadas. O mais grave é que esses artefatos são usados não só nas ruas, onde circulam pessoas, mas, como nesse acidente, no interior de um estádio lotado, o que denota total falta de responsabilidade de alguns torcedores e a ausência de fiscalização, uma combinação perigosa. O que precisará acontecer para que esse tipo de manifestação pouco civilizada, agressiva e desnecessária seja enfim proibido?

VERA AUGUSTA BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

EDUCAÇÃO

De mal a pior

Entra governo, sai governo e o MEC e a educação ficam cada vez piores. São nomeados ministros de outras áreas. Sou a favor de escola sem partido e sem doutrina religiosa. Cada ministro que entra parece que sonha, não conhece a realidade de nossa educação, nossos professores, nossas escolas, nossos alunos. Mesmo os especialistas em educação estão fora da realidade. Ficar numa sala bem equipada é uma coisa, gostaria de ver esse pessoal dando uma aula nas escolas de periferia. O MEC tem tantos conselhos e comissões que um atrapalha o outro. Nessa confusão, quem sofre são os alunos, com conteúdos sem atrativos, professores mal preparados, enfim, uma verdadeira Torre de Babel. Até quando?

THEREZINHA STELLA ROMUALDO

there.stella@hotmail.com

Santos

Weintraub

Eu não conhecia Abraham Weintraub, o novo ministro da Educação, um economista sem experiência na área. Mas ao ler sua entrevista (10/4, A4), deparei-me com um educador nato. Ele não pretende caçar comunistas, mas ensinar-lhes, pela lógica, que estão envolvidos numa mentira que para eles é realidade e da qual não conseguem livrar-se. Perguntado, ele responde ensinando que explicação única para fatos complexos é burrice. Ensina que pais são responsáveis por alunos que agridem professores e que cabe ao governo tomar medidas contra a barbárie. Ensina ainda que o Brasil está na rabeira porque não sabe escolher prioridades. E que devemos manter-nos dentro da lei. Ora, ele pode não ter títulos na área, mas entende de educação, sim.

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


A EDUCAÇÃO E O BOLSO


O novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, pretende punir o aluno agressor tirando dele o Bolsa Família (“Estado”, 10/4, A4). Certo? Errado? Quantos já não viram alunos menores de idade vandalizando a escola? Há que fazer algo. “Bate” no bolso. É a pior pancada que tem. Quem sabe os pais não lhe dão aquela educação que tem de vir de casa? Resta saber se os pais têm essa educação para dar.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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RESPEITO EM SALA DE AULA


“Ministro defende punição à família de aluno agressor” (10/4, A4). Penso que o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, está corretíssimo em sua fala. O professor não está na sala de aula para ser alvo de agressões (assim como está em sala de aula para ensinar, e não doutrinar). Estes absurdos devem ser banidos dos muros das instituições de ensino do País. O professor deve ser respeitado como autoridade máxima em sala de aula. Obviamente, como tão bem colocado pelo ministro, a responsabilidade pelo comportamento e pelas ações dos filhos é dos pais, que muitas vezes são omissos e inativos na educação daqueles que colocaram no mundo. O ser humano não se reproduz de forma inconsciente, como no mundo animal. Há inúmeras formas de evitar um filho. Logo, já que foi gerado, assumam os genitores a responsabilidade pelos seus rebentos. Desejo sucesso ao ministro, a lei tem de ser cumprida em todos os setores, e seria muito bem-vindo à Nação que isso começasse pela educação.


Ana Silvia F. P. Pinheiro Machado anasilviappm@gmail.com

São Paulo


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DESAFIOS DA EDUCAÇÃO


Lendo a entrevista do ministro da Educacao, Abraham Weintraub (10/4, A4), pude perceber que os perguntadores estavam mais preocupados com as mudanças implementadas pelo PT, que não só desconstruiu a história do Brasil, como também passou a mão na cabeça dos alunos, mas também o que esta nova gestão pretende fazer. O ministro foi claro: será necessário tomar medidas contra o atraso na formação dos alunos e, digo, dos professores e toda a comunidade escolar. Vale investir em pessoas qualificadas. Pois bem, tive experiência nas diversas escolas, públicas, municipais e particulares. Falo com conhecimento de causa: tive alunos estudiosos, educados, amorosos, agressivos, rebeldes, mal educados, ladrões, assaltantes, etc. Vou citar um caso, mas tenho milhares deles. Certa feita, descobri que uma aluna estava fumando maconha com suas amigas. Chamei-a e disse que precisaria falar com a mãe dela. Ela me respondeu “ah, professora, minha mãe é traficante”. Percebi naquele momento que a conversa seria eu com ela. Eram jovens adolescentes que precisavam de orientação. Na escola, fui professora, mãe, médica e orientadora. Nunca fui agredida. Concordo que é preciso resgatar a disciplina nas escolas. A maioria dos alunos que dão problemas tem famílias desestruturadas. Será preciso um esforço maciço de toda a sociedade para resgatar o que se perdeu nestes anos de lulodilmismo. Minha sugestão ao ministro: coloque um orientador educacional nas escolas. É um trabalho intenso, mas gratificante ver a mudança nos alunos que são ouvidos e também ouvem. Todo aquele que hoje ocupa um cargo, seja ele qual for, passou pelas mãos de um professor. Já é hora de valorizar este profissional que merece todo o respeito da sociedade.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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REVOLUÇÃO


Não precisa o novo ministro, Abrahan Weintraub, renunciar a seus postulados de direita, nem necessita de execrar os esquerdistas do Ministério da Educação (MEC). A missão mais importante é retirar o ranço ideológico das atividades do MEC, impondo as diretrizes necessárias a um ensino despido de conotações políticas, mas voltado para o aprendizado cabal dos alunos, de tal sorte que aprendam Matemática, Português e Ciências, jogando fora a atual quase ausência de conhecimentos, possibilitada pelo mau ensino e pela negligência nas reprovações anuais. Em resumo, a missão do MEC é revolucionar o ensino: tornar competentes os alunos, eficientes os professores e criar ambientes dignos e humanos nas escolas. Discussões paralelas levam ao nada e não dão conhecimento aos alunos.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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A TROCA NO MEC


Depois de mais uma longa novela de autoria do presidente da República, finalmente o ministro da Educação Ricardo Vélez foi exonerado. Foram quase cem dias em que o País ficou sem nenhuma atuação digna de nota num dos ministérios mais importantes. A situação chegou a tal extremo que me pergunto por qual motivo, além da indicação do seu denominado guru, o presidente o escolheu. O novo ministro é o economista Abraham Weintraub, que, embora professor da Unifesp, nunca exerceu nenhum cargo na política educacional. Inscrito como aluno no curso de Olavo de Carvalho, defende a ideia de que é preciso vencer o marxismo cultural das universidades a partir dos ensinamentos do guru do bolsonarismo. Ou seja, o presidente substituiu o ex-ministro, indicado pelo seu guru, por outro que é aluno de Filosofia dele. Nunca tinha sequer ouvido falar do sr. Olavo de Carvalho até antes da posse do atual presidente. Porém, encontrei no site da Globo a reprodução de uma entrevista da filha mais velha dele à revista “Época”, atualizada em 8/4. A serem verdade as suas declarações sobre o seu pai, o hoje guru do nosso presidente teve uma vida atribulada e repleta de mudanças e controvérsias. Segundo ela, em determinada época ele se converteu ao islamismo e teve três esposas muçulmanas ao mesmo tempo, para mais tarde voltar ao catolicismo. Contou que ele é extremamente irascível quando contrariado, o que explicaria a sua ofensa ao nosso vice-presidente, quando o chamou de “idiota”. Ela o acusa de ter negligenciado sua educação e a dos seus irmãos. Tanto que ela só foi alfabetizada pelo Mobral quando foi morar com uma tia. E contou mais passagens sobre o seu pai pelas quais fiquei me perguntando quais seriam os motivos para ele ter hoje tantos seguidores. Espero que com a mudança o presidente não esteja trocando seis por meia dúzia.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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PORTUGUÊS E MATEMÁTICA


O discurso de posse do novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, demonstra, a exemplo de colegas de outras pastas, certo viés ideológico. Até aí, nenhuma surpresa. Entretanto, é imperativo que o ministro entenda que, para que um aluno do ensino médio se torne um cidadão adulto bem formado, este aluno precisa, pelo menos, aprender a ler e escrever português adequadamente e saber fazer as quatro operações matemáticas fundamentais. No Brasil, os altos índices de analfabetismo e semianalfabetismo, assim como os de indivíduos que não sabem fazer contas são alarmantes a olhos vistos. Priorizar a redução destes números acima de qualquer ideologia é questão moral.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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GESTÃO NO MEC


Creio que o principal problema no MEC – e na maior parte do governo – não é a gestão “per se”, mas sim o foco em pautas extravagantes e desnecessárias, como as baseadas em costumes (editorial “O problema é de gestão”, 10/4, A3). Enfatizar o combate a um suposto marxismo universitário ou mesmo defender a predominância de posições religiosas sobre a cultura e a ciência são as evidências mais nefastas de um sério problema de fundamentos no plano de governo (se é que há um), não apenas do como fazer. Como afirma Priscila Cruz (“Cem dias sem MEC, mas a educação não parou”, 10/4, A2), fica-se com a impressão de que não fazer nada é melhor do que propor bobagens como as que até aqui têm sido conduzidas.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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MEC E EDUCAÇÃO


“Cem dias sem MEC, mas a educação não parou”, artigo de Priscila Cruz, presidente executiva do Movimento Todos pela Educação, de 10/4 (A2). Texto relevante por divulgar e acompanhar o que já se faz no País pela educação por diferentes instituições sem a ação direta do MEC, destacando, todavia, a fundamental importância deste ministério para dar “rumo e ritmo às políticas educacionais”, tão necessárias para, entre outras questões, superar o nosso insuportável atraso na aprendizagem das crianças e jovens da educação básica. Já perdemos três meses de discussões estéreis contrapondo equívocos da equipe destituída com equívocos cometidos por governos anteriores, que resultou na piora da posição do Brasil no principal ranking internacional de avaliação e piora também em avaliações nacionais. Educação é elemento-chave para o combate à desigualdade social que tanto nos envergonha e para o desenvolvimento do País.


Sonia Teresinha de Sousa Penin, professora, ex-diretora da Faculdade de Educação e ex-pró-reitora de Graduação da USP soniapenin@gmail.com

São Paulo


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A CASA EM ORDEM


Para os dias nem sempre tranquilos que o País tem vivido, pelas mais variadas razões, é auspicioso ler um artigo como o da professora Priscila Cruz, em boa hora publicado pelo “Estadão” neste 10/4, sob o título “Cem dias sem MEC, mas a educação não parou”. Quanta informação, quanta segurança, razões mais que indispensáveis para tranquilizar aqueles que têm uma genuína preocupação com a educação no Brasil. Coincidentemente, na mesma edição do “Estadão” há uma entrevista com o novo ministro da Educação, senhor Abraham Weintraub, que, afora uma ou outra questão que cabe discussão, mostrou-se seguro e, aparentemente, poderá pôr ordem na casa e levar o ministério a assumir seu papel, até agora inexistente, como bem escreveu a professora Priscila Cruz. Alvíssaras!


Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri


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BAIXARIA NA CCJ


Com que moral os inconformados, derrotados e desordeiros de sempre mais uma vez promoveram atos de baixaria na sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), buscando atrapalhar a leitura do parecer do relator, deputado Marcelo Freitas, pela admissibilidade da Proposta da Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, se são eles e seus partidos políticos os responsáveis pelo maior rombo das contas públicas nos 13 anos de desgovernos petistas? Basta ler o editorial “Ainda a conta do PT”, de 8/4 (página A3), que retrata exatamente o desfalque que deram no País?


José Wilson de ima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo


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OPOSIÇÃO INFANTIL


O comportamento da oposição na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados na discussão da reforma da Previdência provou várias coisas, mas, principalmente, que a oposição está infantilizada. Gritos, xingamentos, falta de argumentos e falta de visão de futuro para o País são atitudes clássicas de crianças, daquelas mimadas. Qualquer adulto sabe que criança mimada filha dos outros a gente trata ignorando. Vamos em frente, Brasil!


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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SABEDORIA


Divirto-me com a sabedoria das redes sociais: “Se o presidente Jair Bolsonaro falar que é contra o suicídio a esquerda histérica começará a se matar”. Deputadas Maria do Rosário e Gleisi Hoffmann, à luz da sabedoria do brilhante pensador Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, cuidado com as suas réguas!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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DECORO


As deputadas federais do PT Gleisi Hoffmann, Maria do Rosário e Kora Kokay se especializaram em escandalizar o plenário com atitudes histéricas a fim de paralisar e retardar o andamento das sessões que não interessam aos seus objetivos políticos. Na recente reunião da Comissão de Justiça para analisar a reforma da Previdência, elas conseguiram seu objetivo quando acusaram um político da situação de estar armado no plenário. A cena, digna de “bas-fond” de zona portuária, indignou o deputado Kim Kataguiri, que prometeu processar Maria do Rosário por falta de decoro.


Athos EIchler Cardoso athosec1934@gmail.com

Brasília


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HISTÉRICOS


Até quando a tropa de choque do PT na Câmara federal vai continuar a prejudicar o Brasil com posturas histéricas?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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LULA, SEGUNDO PAULO GUEDES


Não consegui engolir o que o ministro da Economia tenha dito sobre o ex-presidente Lula, que ele não roubou um tostão. Difícil de acreditar. Estão cometendo com ele a maior injustiça? É isso? Ministro, melhor o senhor rever isso. Caso contrário, vão achar que o filho de Zé Dirceu tinha razão durante o debate da reforma da Previdência na CCJ da Câmara.


Isael Coleone isael.coleone@gmail.com

Indaiatuba


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‘PLEBEUS DO BRASIL INTEIRO, UNI-VOS!’


A pérola da coluna de Fernão Lara Mesquita “Plebeus do Brasil inteiro, uni-vos!” (9/4, A2) vai ao cerne da questão brasileira. Parabéns efusivos à lucidez dele. Difícil de entender como uma linha editorial deixa de seguir os fundamentos apresentados pelo articulista. “Abriu mão do quarto poder”, como ele escreve, lembra a cruzada de Carlos Alberto Di Franco. A imprensa abriu mão do seu poder calcado em investigações profundas e responsáveis. Nunca nos esqueçamos de Watergate, como corolário de tal afirmação, nem da Escola Base, como prova de que o mau uso do quarto poder fere a sociedade. É evidente que os legisladores antigos, aqui excluo os novos eleitos, só querem sua privilegiatura, e neste desiderato contam com a cumplicidade nojenta de um Judiciário arraigado a privilégios. O título de Fernão nos convida a uma introspecção absolutamente responsável, que nos deve levar à conclusão de que ou o povo vai às ruas para exigir seus direitos ou os apaniguados nunca deixarão nosso país evoluir/crescer. Realmente, democracia pré-seculo 19, outra afirmação supimpa de Fernão, é nosso cenário, assim mantido pela Educação que estes mesmos donos do poder insistem em não corrigir. Plebeus, unamo-nos ou estamos liquidando nossos herdeiros.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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REPRESENTAÇÃO


Sou leitor e admirador há mais de 60 anos da linha editorial do jornal “Estadão”, fundado pela família Mesquita. Em cada artigo seu me pergunto onde estão as lideranças empresariais e políticas do nosso país, que nos passam a impressão de nunca terem analisado a vida política do Brasil e nunca terem lido um dos seus artigos na vida. Sinto-me representado nos meus anseios por um país muito diferente do que uma grande parte dos brasileiros vive.


Sérgio Reze, empresário comunica@acso.com.br

Sorocaba


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OS MONSTROS NAS MUDANÇAS


Excelente e oportuno artigo “Plebeus do Brasil inteiro, uni-vos!”, de Fernão Lara Mesquita, publicado no “Espaço Aberto” do “Estadão” em 9/4. Merece ampla reflexão. Qualquer processo de mudança passa por fases. Fase um, os monstros estão em hibernação. Os monstros estão felizes com o “status quo” e não acreditam na necessidade de mudanças. Fase dois, preparação: muitos líderes gostam de pular esta fase; aqui, a meu ver, onde o governo falhou e falha na comunicação. Sabemos que Brasília, mantendo as aparências, está como em “O Leopardo”, de Lampedusa: podem mudar, desde que fique tudo como está. Alinhamento é outro fator decisivo; aqui, a cultura e a falta de comunicação são decisivas. Fase três, aqui os monstros acordam: abalos emocionais, especulações, ansiedade, incertezas, corporativismo, defesas do “status quo”, cinismo e incredulidade. Teatro. Fase quatro, os monstros ficam à espreita nos corredores do Legislativo, torcendo e agindo pelo retrocesso. O teatro está montado. Pobre ministro Paulo Guedes, com sua verdade. Os monstros são sempre os mesmos, defensores do “status quo”. Infelizmente, o Brasil está à mercê dos apaniguados e favorecidos. Falta muito para a verdadeira jornada começar.


Luiz A. Bernardi luizbernardi51@gmail.com

São Paulo


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UM PAÍS POBRE


68 milhões de brasileiros vivem em favelas. 58 milhões de trabalhadores não contribuem para a Previdência, estão no mercado sem registro em carteira. Somos um país pobre. O resto é mimimi. É preciso deixar as ideologias de lado e arregaçar as mangas para tirar o País desse buraco.


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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DRAMA SOCIAL E IRRESPONSABILIDADE GERAL


Temos 12,5 milhões de desempregados no Brasil. De forma indireta, são mais de 30 milhões afetados. Os desempregados continuam pagando impostos nas suas compras de produtos e serviços – impostos estes que sustentam uma estrutura administrativa ineficiente, que não dá nada em troca. Desempregados pagando pelos altos salários de servidores e políticos, com suas mordomias, que são muitas vezes corruptos, inúteis e que estão nos cargos por concursos fraudados. Desempregados que pagam fortunas para juízes e desembargadores manterem bandidos nas ruas. No entanto, a imprensa e jornalistas, no conforto das salas com ar-condicionado e bons restaurantes, preocupados com bobagens, em vez de denunciarem os desvios e as inutilidades públicas como as do Coaf, de Assembleias Legislativas, a podridão do Congresso. A mídia hoje joga contra o País. Criamos nossa própria guerra interna. Brasileiros contra brasileiros. Nosso país é o mais injusto e doente do mundo. Espero que o novo governo faça a revolução administrativa para corrigir isso. Ou a população desvalida e cansada fará sua própria revolução.


André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas


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PLANOS, ATÉ QUANDO?


Até quando vamos esperar pelas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em julgar as ações dos planos econômicos? Quantas pessoas já morreram e quantas ainda irão morrer até que a nossa Suprema Corte faça justiça e devolva aos poupadores o que lhes é de direito? Será que os banqueiros já não ganharam dinheiro suficiente para pagar todas as nossas perdas? Senhores ministros do STF, vocês estão matando o sonho de milhares de brasileiros que esperam, há mais de duas décadas e meia, o ressarcimento de suas perdas nos planos econômicos. Os bancos decidiram como quiseram a restituição dessas perdas, ignorando juros e correção reais e, mesmo assim, continuam judiando destes brasileiros. Chega, STF, é muita crueldade.


Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo


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OS CEM DIAS DO PRESIDENTE


Em grande parte do mundo é praxe conceder os cem primeiros dias a um governo empossado, para só depois tecer elogios ou críticas. Completados os cem dias de governo, vamos a um breve resumo: o presidente da República, Jair Bolsonaro, já entregou ao Congresso a reforma previdenciária, aceitando fazer ajustes após discussão; entregou, também ao Congresso, um plano que endurece as punições para os criminosos que lesam o povo brasileiro de uma forma ou de outra; promoveu a concessão de portos e aeroportos com excelente ágio; extinguiu milhares de cargos comissionados do Executivo federal, com significativa economia para os cofres públicos; salvou o bolso dos trabalhadores espoliados pela contribuição sindical obrigatória; baixou de 39 para 22 o número de ministérios, gerando economia para os cofres públicos. Nenhum de seus ministros foi escolhido por indicação política. O governo ainda desvendou fraudes no Bolsa-Família, em que os benefícios iam para pessoas mortas, empresários e funcionários fantasmas, por exemplo; restabeleceu as relações entre Brasil e Estados Unidos, recebendo ao vivo em rede de TV o compromisso do presidente Donald Trump de turbinar economicamente as relações entre os dois países. Convenhamos, para um presidente que escapou de um atentado contra sua vida, passando quase um mês no leito de um hospital e governando efetivamente há dois meses, até que a situação não está tal mal assim, como muitos pintam afirmando que Bolsonaro não fez nada. Após de 14 anos de desgoverno lulopetista, quando a corrupção reinou absoluta, a urgência na solução de problemas é uma demanda natural. Todavia, há um tempo para tudo.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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A PROEZA DE BOLSONARO


Atrair o inimigo para eventos falsos, diminuindo sua força, é o que ensina a “Arte da Guerra” de Sun Tzu, militar estrategista chinês. Seguindo o ensinamento, é o que tem feito a grande mídia deste país ao publicar só os desacertos e ignorar que nos cem dias de governo Bolsonaro conseguiu redimensionar os cofres públicos com a arrecadação de R$ 19,3 bilhões com os arrendamentos ferroviário e portuário e mais R$ 5 bilhões com o corte de publicidade, como também o corte de 21 mil cargos, que lhe rendeu uma economia de R$ 195 milhões, além de outros feitos com favorecimento econômico. Não consegue a aprovação da nova Previdência porque os servidores públicos que se aposentam com salários em torno de R$ 28 mil obstruem com lobbies no Congresso, para não perderem seus vergonhosos privilégios. E a própria esquerda não colabora, pois, se a Economia der certo, lá se vão suas chances de voltar ao poder. Enquanto isso, a “Time” escolheu Jair Messias Bolsonaro para integrar a Time 100 de 2019, uma lista das cem pessoas mais influentes do mundo no ano. Lula também conseguiu isso, mas em seu último ano de mandato. Nos cem primeiros dias, isso pode ser considerado uma proeza. Pobre imprensa nacional, segue direitinho os passos do atraso. 


Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo


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BOM INÍCIO


Ao contrário das pesquisas, achei muito profícuo o início deste governo. Presidente visita EUA, Israel, com quem muita tecnologia poderemos negociar, além de estreitar relações com quem tem dinheiro e prestígio na América do Sul, o Chile, que tem acordos bilaterais com 86% do PIB mundial e 62% da população do globo. Tem alta tecnologia em agricultura. Não foi visitar Venezuela, Cuba, Nicarágua, Bolívia e países africanos, que não têm nenhuma tecnologia para nós agregarmos e são professores em corrupção, algazarra política e instabilidade administrativa, não agregando lucro nenhum ao País, somente prejuízos até agora. Fez inúmeros leilões com sucesso muito maior que o esperado. Conseguiu pôr pauta no Congresso para a reforma da Previdência, da qual realmente o País precisa, além de ter apresentado programa na Justiça para atualização de nossos arcaicos códigos de lei, que datam das primeiras décadas do século passado. Tem tratado mais duramente e sido respeitado pela mineradora Vale, por exemplo, que no governo passado não pagou nada após o desastre de Mariana, mas em Brumadinho já dispendeu boa quantia e está mudando de procedimento, inclusive com o afastamento do presidente da empresa. Pela primeira vez, os bancos públicos têm seus diretores profissionais do ramo, e não políticos visando a compromissos partidários, etc. Poderia citar mais coisas, mas fico por aqui, pois ninguém dá crédito ao que já foi feito, mas, sim, criticam-no pelo que não foi feito em décadas e os erros iniciais de tomada de posição deste governo.


Ciro Bondesan dos Santos cirobond@hotmail.com

São José dos Campos


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NO LUCRO


Li numa mídia recente uma informação estarrecedora. A notícia estava meio escondida: o presidente licenciado da Vale, assim que for demitido, teve direito a uma indenização de R$ 40 milhões. O que acham? Incompetência e crime neste país são só lucro. Não acredito que o Ministério Público e a Justiça venham a permitir isso. Dever-se-ia não só não pagar, como expropriar seus bens e os de sua família até o terceiro grau para ajudar a pagar as indenizações da tragédia de Brumadinho.


Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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CHUVAS E TRAGÉDIAS


Desmatam e favelizam. Quando chove, a encosta vem abaixo. Aí responsabilizam São Pedro. “Ixpertu” o jeito carioca de ser...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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TRISTE FIM


Lamentável o estado em que se encontra o Rio de Janeiro (Estado e cidade). Gestões corruptas, ineficiência na administração pública e um prefeito fraco culminaram no desastre a que assistimos nos últimos dias. Nem Deus salva mais o Rio.


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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OS 80 TIROS EM GUADALUPE


Eis o quadro banal brasileiro: uma família (negra) vai a um chá de bebê num Ford Ka. Bandidos assaltam e fogem num Honda City. Exército efetua disparos. Mãe levanta bebê dizendo ser carro de família. 80 munições são esvaziadas. Risadas e deboches são entoados. Soldados afiram que foram alvejados e reagiram. Legítima defesa é justificada. Presidente e governador condecoram militares. Fim da história.


Marco Antonio Parmejano marcoparmejano@outlook.com

São José do Rio Preto


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O MOTE DE PAULO MALUF


Reeditando os piores momentos da ditadura que o País viveu 55 anos atrás, o governador João Doria realizou cerimônia de condecoração dos policiais militares envolvidos na matança de 11 criminosos em Guararema, na Grande São Paulo, na semana passada. No elogioso discurso em homenagem à ação dos policiais, disse que “estavam de parabéns por terem enviado os criminosos para o cemitério”, repetindo, sem corar, o condenável e inaceitável mote malufista “bandido bom é bandido morto”. Melhor para seu currículo político teria sido dizer que bandido bom é bandido preso.


Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro


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FALTOU O ACESSO


Fraquinho o prefeito que herdamos do nosso governador. Ambos inauguraram a Estação Campo Belo, da Linha Lilás do Metrô. Estação bonitinha, só que não tem acesso. Faz-se necessário atravessar uma avenida movimentada (Santo Amaro) para chegar à estação ou sair dela. E mais: o Campo Belo continua abandonado. O ministro Almir Pazzianoto (ver “Estadão” em 1/2) já o tinha dito. Levaram quatro dias para consertar um buraco enorme na esquina da Rua Jesuino Maciel com a Avenida Vereador Diniz. Hoje o buraco (enorme) abriu novamente. Resultado: trânsito caótico há dias. E assim continuará.


Sérgio Bruschini bruschini0207@gmail.com

São Paulo


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PONTUAÇÃO NA CNH


Sobre a matéria “Governo quer dobrar o limite de pontos na Carteira Nacional de Habilitação” (“Estado”, 10/4, A16), o que deve ser discutido é o peso que se dá para as infrações de trânsito. Sugiro aumentar os pontos para determinadas infrações gravíssimas, mas não somar pontos, em algumas infrações leves, como, por exemplo, deixar de pagar para estacionar em vias públicas (a chamada Zona Azul). Nestes casos, bastaria a multa pecuniária, evitando, assim, o excesso de punição em infrações leves, tais como pontos, multa pecuniária e muitas vezes o guinchamento, que soma mais despesas, com perda de tempo (castigo) para a retirada do veículo, com mais despesas para o proprietário do veículo, como taxas de guincho e estadia. O cidadão em primeiro lugar, o excesso de punição tem de ficar para um segundo plano. Respeito é bom e todos merecem!


Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo


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MULTA SEM PONTUAÇÃO


Em relação à pontuação na CNH, seria mais eficiente manter os 20 pontos, mas só considerando as multas que põem em risco a segurança, como álcool, velocidade, passar farol vermelho, etc. Nas multas como estacionar em local proibido, rodízio, etc., dever-se-ia aumentar o valor, e não pontuar.


Kim Rosen krosen@uol.com.br

Barueri


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MEDIDA ACERTADA


É evidente que a medida do governo é acertada, este limite de 20 pontos na CNH só serve para domingueiros e para quem tem motoristas particulares. É arrogante esta posição contra quem depende do automóvel para ganhar a vida e roda o dia inteiro, vê seus direitos de ir e vir bloqueados por esta insanidade de autoridades idiotizadas por políticas falsamente corretas.


Ronaldo Rossi ronaldo.rossi1@terra.com.br

São Paulo


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ANISTIA AOS MOTORISTAS


Conforme notícia ontem no “Estadão”, o Ministério da Infraestrutura vai enviar proposta de aumentar os pontos limites na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dos brasileiros. Conforme a mesma matéria, o presidente Bolsonaro disse que é praticamente impossível viajar sem receber uma multa. Claramente, estamos numa situação em que muitos motoristas, por mais que tenham o máximo de cuidado, não conseguem evitar multas em cidades como São Paulo, onde existe o rodízio. Há cidades onde vias preferencias têm velocidade de 40 km/h sem placas que avisam a velocidade máxima, como é o caso de Embu das Artes e Itapecerica da Serra, por exemplo. Penso que aumentar o limite dos pontos a partir de agora não resolve o problema de mais milhares de motoristas que necessitam do automóvel para trabalhar e têm mais de 20 pontos na carteira. Quem tem uma empresa pode registrar seu automóvel nela e, assim, seus pontos passam para a empresa, que, pagando a infração duas vezes, e na segunda multa da mesma infração três vezes, e na quarta, quatro vezes, e assim por diante, desta maneira que tem posse não tem sua carteira em risco. Proponho às autoridades que, por equidade, seja feita anistia aos motoristas para que paguem o mesmo e tenham anistiados seus pontos, resolvendo desta maneira este problema que, acredito eu, milhares de motoristas enfrentam.


Carlos Afonso de Negraes Brisolla carlos.brisolla@terra.com.br

Vargem Grande Paulista

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