Fórum dos Leitores

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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2019 | 03h00

RIO DE TRAGÉDIAS

Prédios desabam 

Ontem cedo, eu tomava o café da manhã e ao ligar a televisão uma emissora mostrava ao vivo um desabamento no Rio de Janeiro, em local de aclive muito acentuado. Dois prédios foram ao chão, com a anunciada probabilidade de essa tragédia aumentar, porque correm risco outros prédios no local conhecido como Condomínio Muzema. Nesta semana o Rio já fora castigado por tempestades violentas. Nesse local, uma série de construções irregulares foi erguida recentemente, sem obedecer ao mínimo de cuidados de engenharia. Daí a pergunta: aquilo tudo foi construído sem fiscalização municipal? A dita Cidade Maravilhosa não é de agora que vem perdendo essa condição. Conheci o Rio há 35 anos e de imediato me chamou a atenção o contraste entre o local do hotel onde me hospedara – Ipanema, praia limpa e segura – e outros onde a conservação de ruas e a sujeira me decepcionaram. Observei os morros ocupados por favelas, que para ali elas existirem foram desmatados, eliminando a vegetação que ajuda a conter a erosão pluvial. Não só o prefeito atual, mas os antecessores não cumpriram o mínimo exigido. A reportagem da TV também informou que, naquele mesmo local, há poucos meses alguns prédios seriam demolidos porque construídos de forma irregular, mas uma juíza impediu... Não se sabe se os dois prédios que desabaram estavam entre eles. O que se sabe é que essa situação não é exclusiva do Rio. Em São Paulo, por exemplo, desde os anos 1970 muitos cobraram da administração municipal fiscalização severa para evitar a ocupação irregular das imediações do reservatório da Guarapiranga, de onde a Sabesp capta água para distribuir à população. E o que aconteceu? Aumentou a ocupação, pela ausência do Estado na fiscalização e no controle. Se antes havia meia dúzia de barracos, agora há quantos? Centenas, milhares? E continuarão aumentando. 

LAÉRCIO ZANINI

spettro@uol.com.br

Garça

Impasse 

Área de manancial. Área de proteção ambiental. E de construções irregulares. A Justiça concedeu liminar de permanência para os “proprietários”. Muito provavelmente os juízes se baseiam na doutrina da “invasão e desmatamento social”...

A. FERNANDES 

standyball@hotmail.com

São Paulo

O poder paralelo

Mais uma tragédia para a triste coleção brasileira, desta feita no Rio de Janeiro. O foco é o mesmo a que assisto há mais de 55 anos, desde que me formei engenheiro civil e aprendi que neste país se constrói o que se quiser, onde se quiser. Fiscalização compra-se, Lei de Zoneamento burla-se, ISS sonega-se. Assim cresceram todas as cidades. São Paulo é um triste festival de favelas – perdão, de comunidades. E eis que “evoluímos”, pois no Rio de Janeiro os prédios que ruíram (e tinham vários andares!) foram construídos pela renomada empresa construtora chamada “poder paralelo”, ou milícias. Então, se o poder público já quase nada fiscaliza, imaginem tentar “embargar” prédios construídos pelo competente “poder paralelo”, que já domina o Rio (e outras cidades certamente). Se for verdade o que me ensinaram no jardim de infância (hoje não se ensina isso nem nas faculdades...), que paralelas são retas que jamais se encontram, então devemos concluir que nenhum Poder jamais cruzará o caminho desse intocável “poder”. 

CELSO C. CRETELLA

cpropano@gmail.com

São Paulo

EM SÃO PAULO

Pulando amarelinha

O prefeito Bruno Covas apresentou novo foco em ações de zeladoria (9/4, A15) que poderá requalificar a cidade se efetivamente aplicado. Entretanto, parece que o prefeito esqueceu o Programa Calçada Nova, com orçamento de R$ 40 milhões do Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano, disponível em 2019, para reconstruir os passeios quebrados de 25 importantes vias da cidade, como o entorno da Praça da Sé, a Rua Líbero Badaró, as Avenidas São João, Ipiranga, São Luís e outras, onde o pedestre é obrigado a pular amarelinha entre os buracos para conseguir se locomover. Até agora não há sinal de utilização dessa verba carimbada para este ano e para esse fim, em benefício da população paulistana.

SUELY MANDELBAUM, urbanista

suely.m@terra.com.br

São Paulo

Metas faraônicas

O prefeito Bruno Covas (PSDB), cujo cargo lhe caiu no colo – e, pelo jeito, gostou da coisa –, a 18 meses da próxima eleição já trabalha para se reeleger. Tanto que, para impressionar os eleitores, aumenta radicalmente os planos de execução anteriormente prometidos, dos quais nada vimos até o presente momento, pois a cidade está em abandono geral, suja, deteriorada, esburacada, sem iluminação, sem sinalização, sem placas nas ruas indicando seu nome, sem segurança, com praças públicas servindo de dormitório e banheiro para os mais desafortunados. Sem falar num centro de comercialização e uso de drogas. Em vez de alterar as 53 metas anteriormente determinadas para nada menos que 71, a serem realizadas até o fim de seu mandato, não seria mais racional, convincente e eficaz o prefeito divulgar as obras prometidas após concluídas, para dessa forma mostrar a eficiência de sua gestão? Vale salientar que promessas faraônicas são fáceis de divulgar, mas a população está saturada de ouvi-las!

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Ciclovias

No seu programa de metas divulgado no início desta semana, o prefeito Bruno Covas incide no mesmo equívoco da administração anterior: em vez de eliminar as ciclovias que não são utilizadas – e que teriam sido feitas por motivos, digamos, inconfessáveis –, ele projeta ampliar tais faixas, para absoluto desespero dos munícipes que dependem de seus veículos para a locomoção diária. Ou seja, o tal programa certamente contribuirá para tornar o trânsito paulistano cada vez mais caótico.

ALVARO AUGUSTO F. DE ARRUDA

alvaro.arruda@uol.com.br

São Paulo

Estação Campo Belo

Fraquinho o prefeito que herdamos do nosso governador. Ambos inauguraram a Estação Campo Belo da Linha Lilás. Estação bonitinha. Só que não tem acesso. Faz-se necessário atravessar uma avenida movimentada, a Santo Amaro, para chegar à estação ou sair dela. E mais: o Campo Belo continua abandonado. Levaram quatro dias para consertar um buraco enorme na esquina da Rua Jesuíno Maciel com Avenida Vereador Diniz. E o buraco abriu novamente! Resultado: trânsito mais caótico.

SÉRGIO BRUSCHINI

bruschini0207@gmail.com

São Paulo 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AMIGO DO AMIGO DO MEU PAI

Recentemente, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, afirmou que afrontar e agredir o Poder Judiciário e seus juízes é “atacar a própria democracia” e que este assassinato de reputações que acontece hoje nas mídias sociais, impulsionado por interesses escusos e financiado sabe-se lá por quem, deve ser apurado com rigor e punido no maior grau possível. Pois bem, notícia não menos surpreendente divulgada pelo “Estadão” ontem informa que o empreiteiro Marcelo Odebrecht entregou à Polícia Federal um documento em que revela a identidade de alguns codinomes citados em e-mails apreendidos em seu computador, entre eles o “amigo do amigo do meu pai”, codinome usado para identificar ninguém menos do que Dias Toffoli, atual presidente do STF, que à época dos fatos exercia o cargo de advogado-geral da União no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Fica a pergunta: é este senhor que quer punir aqueles que tentam manchar a reputação do Judiciário e seus juízes?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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REAÇÃO

Como divulgado por alguns veículos de comunicação, o ministro Dias Toffoli, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), teria codinome nos arquivos de propina da Odebrecht, segundo revelação em delação premiada à Polícia Federal do principal executivo da empresa. O que resta a um país no qual o dirigente do órgão máximo do Poder Judiciário tem seu nome citado no âmbito de uma operação cujo propósito principal é desvendar a teia fétida e abrangente da corrupção que, tal qual a Hidra de Lerna, regenera a cabeça eventualmente cortada, exatamente em virtude da atuação de alguns togados militantes que se reúnem em colegiado sob sua liderança? Aparentemente, a única saída deste cenário de horror consistiria numa reação endógena dinamizada pelos integrantes da Corte que desejam o restabelecimento da sua credibilidade.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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A DELAÇÃO E AS RELAÇÕES

Marcelo Odebrecht delatou o ministro do STF Dias Toffoli como integrante da lista dos que recebiam propina (amigo do chefe).   Como este ministro já foi advogado de Lula, assessor de José Dirceu no governo e se relaciona bem com essas duas figuras, a nosso ver, deverá ser mesmo investigado. Ou não?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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AMIGO DO AMIGO DO AMIGO

Já passou da hora de o Senado da República tomar alguma atitude com relação aos ministros do Supremo que simplesmente não podem ocupar os cargos públicos que ocupam. Mas não. A despeito de todas as denúncias, das provas, dos comportamentos bizarros, suspeitos e antiéticos, o Congresso não foi sequer capaz de abrir uma CPI para investigar os togados. Tem amigo demais nesta parada.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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REPUTAÇÃO

E se trocar o nome de CPI da Lava Toga por CPI da reputação ilibada?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FERIADO ESTICADO NO STF

Sabedor de que era investigado pela Receita Federal por suspeita de movimentações financeiras ilícitas, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, indignado, denunciou tratar-se de “estratégia deliberada de ataque reputacional” que visaria, muito mais do que a ele, a atingir “todo o Poder Judiciário nacional”. O presidente da Corte, Dias Toffoli, por sua vez – solidário ao colega –, mandou instaurar inquérito para apurar a existência de ofensas, “fake News” e ameaças a membros do tribunal, afirmando “suspeitar de um movimento internacional que sustentaria os ataques ao STF nas redes sociais, com o objetivo de desestabilizar o País”. Dias depois, Toffoli declarou “não aceitar críticas ao Supremo”. Pois não é que Gilmar e Toffoli, mesmo com a Nação exposta aos ataques que revelaram, viajarão para Portugal, de 22 a 24 de abril, para participar do VII Fórum Jurídico de Lisboa? Com isso, além de o Supremo permanecer fechado no período de 17 a 21 de abril, em razão da Semana Santa – feriado de notáveis é maior do que o dos comuns –, os dois ministros faltarão ao trabalho durante os dias do evento, que, não por coincidência, tem entre seus organizadores o Instituto de Direito Público (IDP), do qual Gilmar é um dos sócios. Donde, indignados por indignados, nós – os que pagamos salários e que tais para eles – também estamos, e por isso vamos criticá-los. Quem nos garante esse direito – Toffoli ainda não percebeu – é a Constituição federal.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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VERGONHA

Não há país sério, respeitado e democrático possível e com desenvolvimento e bem-estar social ao povo sem uma Suprema Corte igualmente séria, respeitada e, neste caso, honesta! Urge – aliás, já passou da hora, faz tempo – o impeachment de Dias Toffoli, de Ricardo Lewandowski e de Gilmar Mendes, mas não há neste país há tempos um Senado moral e senadores dignos deste nome para tanto. Aliás, ambos, STF e Senado, estão apodrecidos e se merecem em sua vergonha.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Sao Carlos

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DE VOLTA À CADEIA

“Análise de sistema da Odebrecht indica R$ 1,4 mi a campanhas de Rodrigo Maia e seu pai” (“Estadão”, 12/4). Sugiro que Marcelo Odebrecht seja reconduzido à cadeia até que esclareça as supostas acusações contra Rodrigo Maia. O País não pode ficar refém deste diz-que-disse, de palavras cifradas, codinomes. Chega desta palhaçada. Que Marcelo Odebrecht volte para a cadeia até explicar tudo sobre o propinoduto ligando sua empresa e o governo. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PACOTE PERFUMARIA

O pacote anunciado no evento comemorativo dos cem dias de governo Bolsonaro é mais perfumaria que ações concretas. O decreto de extinção de 250 outros decretos é inócuo, além de criar uma jurisprudência interessante, uma vez que dá 30 dias de prazo para entrar em vigor. Ou seja, algo que já não possuía aplicação pode voltar a tê-la! As propostas reais dependem de tramitação no Congresso, que, sabemos, não está sintonizado na mesma frequência que o Executivo. Assim, mais um simulacro de prestação de contas foi feito.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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REVOGAÇO

Puramente demagógica a revogação de garatujas jurídicas, normas nunca interpretadas e efetivadas porquanto completamente desimportantes para os brasileiros e o País; uma simples varredura de nosso arcabouço jurídico impregnado de regras inúteis. Começo de governo? Evidentemente não. A semelhança é com o empregado que finge trabalhar. Produtividade zero. As cizânias na interinidade do governo Bolsonaro entre olavistas e militares é real e a eficiência governamental que muitos esperavam não se vislumbra nem nas montanhas de um horizonte próximo. Nossas dores já são lancinantes. Uma intervenção cirúrgica profunda estaria em reforma política dotada de princípios para imediata aplicação, com a adoção do parlamentarismo e suas complementaridades, incluída eleição geral. Contudo, isso seria “golpe”, tal como outros já classificaram o rígido cumprimento da lei. E não há político algum dotado de coragem e de credibilidade para oferecer ao povo brasileiro essa saída da borrasca unânime. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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TRABALHO EM DEMONSTRAÇÃO

Com a quantidade de trabalho demonstrada pelo Planalto nestes cem dias, a esquerda destrutiva teve a sua felicidade abalada e logo destruída com o 13.º do Bolsa Família, a ser pago este ano.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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13.º PARA O BOLSA FAMÍLIA

Aguarda-se, ansiosamente, que a “Bancada da Chupeta”, em nome de Jesus (sic), e capitaneada por sua chefe, a presidente do Partido da Insensatez, entre imediatamente com uma ação civil pública contra a medida descabida, adotada na quinta-feira pelo presidente da República, que determina o pagamento de 13.º salário aos detentores do benefício Bolsa Família. A dúvida que ficará, certamente, na cabeça destes “gênios” da política (sic) é a seguinte: como pode um presidente praticar tal ato, se não há recursos para pagamento de aposentadorias?

Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Cumprimento o “Estadão” pela publicação do artigo do professor Francisco Ferraz (12/4, A2), que faz jus à velha tradição do jornal. “Sound and fury” desmistifica a manobrinha do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que usa o vocábulo “articulação”, manhosa e torpemente, para não dar o nome aos bois. Bois que, no caso, são o velho e sórdido “toma lá, dá cá”. Como bem diz o professor Ferraz: “Bolsonaro, com a declaração de que fizera sua parte e agora compete à Câmara fazer a dela, mantém-se rigorosamente dentro da lei e deixa para o Legislativo o ônus político de rejeitar o projeto prioritário de seu governo, que tem apoio da opinião pública e foi legitimado na eleição”. O melhor que tem a fazer o chantagista Maia é cumprir com sua obrigação e pautar a matéria para discussão e votação na Câmara. Infelizmente, parece que uma grande maioria de políticos não se deu ainda conta de que o Brasil está a caminho de voltar a ser um país sério. Especialmente muitos congressistas ainda não perceberam os novos tempos. Estão agindo conforme o velho figurino, que as eleições de 2018 sepultaram.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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ARTICULAÇÃO

A propósito do artigo “Sound and fury” (12/4, A2), o problema da fúria do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi a prisão do sogro “Gato Angorá”. Tá difícil entender, Bolsonaro? Esta é a articulação que Maia cobra.

Dalva Regina Pereira drpereira57@gmail.com

São Paulo

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A MENTIRA E O IDEÁRIO MARXISTA

O arrazoado publicado na página A2 da edição de 11/4, de autoria do sr. Eugênio Bucci, é uma pérola de reducionismo ideológico de viés esquerdizante (“A mentira na política e o ideário fascista”). Começa por apresentar-se como não depositário da verdade, para, logo em seguida, despejar verdades que para ele e sua grei uspiana, militante do marxismo cultural, representam a sublime verdade. Na verdade, nada mais que queirozianos e inconsequentes “mantos diáfanos de fantasia”, pobres “verdades” do ideário esquerdo-infantiloide verde-amarelo. O sr. Bucci é candente ao investir contra o movimento de 1964, brindado como “ditadura militar, aquela que torturava adolescentes, matava opositores, censurava as artes e a imprensa (...)”. Esqueceu o sr. Bucci que a deposição do Jango (pode chamar de “gorpi”) contou com o apoio maciço do povo brasileiro. É verdade que o poder militar instalou no País um regime de exceção. Mas negar o apoio do povo à deposição de Jango e interromper o carnaval vermelho e anarquia é, no mínimo, “menas verdade”. Na verdade o Brasil e a América Latina corriam o risco de tornar-se países satélites, tipo leste europeu, ou países marxistas, tipo dos instalados na África com ajuda russa e cubana após a falácia ideológica de “libertação” do domínio colonial. Houve coisas deploráveis? Houve! Mas três centenas de vitimas do lado esquerdista, no decorrer de 21 anos de regime militar, são nada comparadas às dezenas de milhões de mortos sacrificados no altar da ideologia e doutrina que os “amantes da democracia” queriam implantar no País. Sem esquecer que a partir de 1968 vivemos uma realidade de luta armada. E na guerra a crueldade humana ganha dimensões de crueldade absoluta. Assim é desde os primórdios da humanidade. Censura? Prisões arbitrárias? Nada que não existisse em países onde o marxismo foi dominante. Ou é dominante, como na última pérola vermelha existente, Cuba, ou na agonizante Venezuela. O autor aponta o seu dedo míope para o atual governo, acusando-o de ser inimigo da imprensa, desconhecendo que uma parte da imprensa insiste em desmoralizar um presidente eleito por maioria confortável, acusa-o de moralista, fechando os olhos para o esforço da esquerda de minar a moral, a ética e os bons costumes em nome de uma duvidosa liberdade. Bucci perde-se em generalizações sem nexo. Quem critica o Judiciário? Quem critica o Congresso? Quem deplora os políticos? Quem se choca com o tipo de jornalismo praticado por alguns? Para ele, é o Palácio do Planalto. E nisso vê indícios de fascismo. Digo ao autor que, sim, o Palácio pode deplorar o comportamento leniente do Judiciário (ai, ai, STF), do Congresso venal que joga com o futuro do País, da má-fé de boa parte da imprensa. Mas quem mais critica, deplora, esmagadoramente, é a opinião pública, que parece não existir para a grei do politicamente correto, culturalmente marxista. E aí, sr. Bucci, onde está a verdade? Na sua verdade?

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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MENTIRA NA POLÍTICA

Interessante a coluna do sr. Eugênio Bucci (11/4, A2). Fico a pensar onde estava esta mente brilhante quando o PT e sua quadrilha mentiam e roubavam descaradamente. Onde estava este senhor para analisar que tipo de políticos eram aqueles, afinal? Continuo perguntando: onde estava este brilhante professor?

Roberto Castiglioni  rocastiglioni@hotmail.com

Santo André

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DESABAMENTO NO RIO

Os prédios que desmoronaram no Rio de Janeiro estão em território de milícias e, como diz a mídia, são irregulares. Como é possível que edifícios de quatro andares sejam irregulares? As vítimas do desabamento morreram por causa da corrupção da administração pública, que fechou os olhos à atividade das milícias, que são as mesmas que assassinaram Marielle Franco, que pretendia lutar contra esses bandidos. E sabem o que vai acontecer com os culpados? Nada, como sempre neste país corrupto.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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IMPASSE BRASIL

O Rio é o caos. Depois da chuva desta semana, o prefeito decretou o tal “estado de calamidade”. Isso é que é chover no molhado...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PREFEITO OMISSO

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, é omisso há muito tempo. Na crise enfrentada pela cidade no carnaval de 2018, ele da Europa dizia que estava passando “muito frio”, mas que estava atento para qualquer emergência, que vitimou três pessoas, derrubou um trecho da Ciclovia Tim Maia e causou interdições e alagamentos. Agora, a história se repete e, com a maior “cara de pau”, diz ele que a Globo é contra o seu (des)governo. Na verdade, nem ele sabe quais são suas reais funções e as suas responsabilidades. Impeachment é a solução!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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UM CRIME

Numa entrevista do prefeito carioca Marcelo Crivella, fazendo comentários sobre a tragédia carioca, afirmou ele que a Globo está tentando desmoralizar o Rio de Janeiro. Willian Bonner, no “Jornal Nacional”, provou isso quando deu uma notícia pela metade. Quando o prefeito, respondendo a uma pergunta sem nexo de uma repórter da global, falou que a tal emissora aproveitava-se de qualquer coisa corriqueira para tentar desmoralizá-lo, a Globo pôs no ar meia notícia, porque o “corriqueiro” de que ele falou não se referia especialmente à tragédia, e sim a qualquer outro assunto que ocorria na cidade. Jornalismo mentiroso (especialmente num horário nobre) faz com que ladrões sejam eleitos, como todos os dirigentes cariocas que estão hoje na prisão e os que ainda a aguardam. O que a Globo está fazendo é crime contra o povo. 

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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VÍTIMAS DAS CHUVAS

Em carreira solo, agindo como os oportunistas da velha política, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), oposicionista da ordem, apresentou requerimento à Presidência da República para que o governo federal libere, em caráter de urgência, R$ 1,2 bilhão para atender as vítimas das chuvas no Rio de Janeiro e fazer obras para recuperar a cidade. Fazendo a sua parte, como um marrento fominha peladeiro de várzea, nada interessado no placar final da peleja, o parlamentar externou o perverso DNA de seu partido, sabendo que terá os aplausos da esquerdopata plateia de cabresto, com vistas às eleições de 2020. Deputado, conta outra!  Se o seu objetivo é lutar literalmente pelo sofrido povo, há caminhos mais eficazes e honestos, independentemente de camisas e credos, a serem percorridos de mãos dadas pela bancada fluminense, que notoriamente anulam a sua fissura pelo poder municipal, sempre repelida pelos eleitores em razão do conjunto de sua perigosa obra parlamentar.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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PONTOS NA CNH

O governo Bolsonaro pretende ampliar a pontuação por infrações de trânsito e aumentar a validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Eu até acho a atual pontuação uma benesse. O trânsito, pelo menos na cidade do Rio de Janeiro, está perigosíssimo. O motorista desobedece às regras e leis de trânsito ou por desconhecimento ou porque neste país leis são feitas para não serem cumpridas. Eu acho que no trânsito já passou, há muito tempo, a aplicação da tolerância zero. Não pode haver mais condescendência. Esta proposta, se for aprovada, é um prêmio ao infrator. Eu a comparo ao Refis. Conhecem, não? São aquelas dívidas de empresas que não pagaram seus tributos, pedem parcelamento do débito, o Congresso aprova – claro, tem parlamentar envolvido também –, pagam algumas parcelas iniciais e suspendem de novo, até o governo dar-lhes outro Refis. Essa punição proposta a motoristas vai ser a mesma coisa. Ou adotam tolerância zero no trânsito ou vai aumentar mais ainda o número de acidentes. Tem de ser mão de ferro, mesmo.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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PROJETO IRRESPONSÁVEL

Segundo dados de 2017 da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o quarto colocado em número de mortes causadas por acidentes de trânsito nas Américas, tanto nas cidades quanto nas estradas, e 53,7% deles provocados por falhas humanas. Além do registro de cerca de 47 mil (!) óbitos por ano, 400 mil (!) pessoas ficam com algum tipo de sequela, representando um custo ao País de nada menos que R$ 56 bilhões (!), segundo levantamento do Observatório Nacional de Segurança Viária. Diante da grandeza e da gravidade dos números revelados, parece absolutamente absurdo, totalmente irresponsável e fora de propósito o projeto que o governo Bolsonaro vai enviar ao Congresso dobrando de 20 para 40 o limite de pontos de multas que levam à suspensão da carta de habilitação. Em vez de desestimular a direção perigosa, o desrespeito às leis de trânsito e a falta de atenção dos motoristas, reduzindo o teto dos pontos, parece que o governo quer fazer exatamente o contrário. Onde já se viu?!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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RETROCESSO

Aumentar para 40 pontos o limite para cassação da CNH é um grande retrocesso. Sou habilitado desde 1984 e, nestes 35 anos, só recebi três multas de trânsito; todas por minha culpa. Até meu gato de estimação sabe que o brasileiro ignora os limites de velocidade (exceto quando há radar), ultrapassa em faixa contínua, circula manipulando o celular, com lanternas e faróis queimados, pneus gastos e, muitas vezes, após tomar umas e todas. Depois, reclama da indústria da multa.

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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FACILITAR O INFRATOR

Provavelmente o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) não está preocupado com perdas de milhares de vidas humanas que ocorrem todos os dias em acidentes de transito no País. No lugar de sugerir endurecer a legislação, desgraçadamente, Bolsonaro, deseja facilitar o infrator. Como agora, quando sugere alterar o atual limite de 20 pontos para infrações cometidas e consequente perda do direito de dirigir, e como prêmio para o irresponsável motorista, quer dobrar para 40 pontos. Um absurdo! E certamente desprezando os números das tristes estatísticas no País: em 2017 morreram em acidentes de trânsito 41.151 pessoas, e milhares ficaram mutiladas. E, graças ao endurecimento das leis de trânsito nestes últimos anos, com limite de velocidade, introdução de radares, bafômetros para motoristas alcoolizados ou drogados, maior fiscalização, etc., as 60.752 mortes de 2012 foram reduzidas em 2017 para 41.151 mortes. De acidentes de trânsito, que em 2014, atingiu um pico de 763,4 mil, despencou em 2017 para 384 mil. Ou seja, milhares de vidas foram salvas, e outros milhares escaparam da mutilação. Mais, um dado auspicioso, como na capital de São Paulo, o número de multas motivadas por alta velocidade, estacionamento irregular e desrespeito aos semáforos, etc., teve uma queda acentuada de 18,46%, ou seja, de 13,42 milhões de multas aplicadas em 2017, esse número caiu para 10,91 milhões em 2018. Ou seja, a queda de acidentes de transito significa também, dezenas bilhões de reais de redução de custos para o Estado e para as famílias. Na realidade, o presidente precisa pesquisar antes de anunciar medidas, e deixar de ser afoito. Assim como foi um erro crasso do presidente quando suspendeu a instalação de 8,1 mil radares nas estradas federais.  Presidir uma nação não é criar fatos, mas proporcionar soluções beneficiando o bem comum.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BOLSONARO E OS RADARES

“Juíza cobra ‘estudos técnicos’ de Bolsonaro e barra retirada de radares” (“Estadão”, 11/4). Mais uma magistrada que exorbita e abusa de seu poder, imiscuindo-se nos assuntos do Poder Executivo, em flagrante ativismo político, exigindo explicações e impondo ridículas multas, no que o Estado impõe multas a si mesmo, ou como se os poderes da República pudessem se multar mutuamente. Mais uma que quer aparecer e ter seus 15 minutos de fama.  

                      

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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ABSTINÊNCIA NO COMBATE ÀS DROGAS

Em mais um terrível retrocesso, o desgoverno de Jair Bolsonaro (PSL) decidiu abandonar a exitosa política pública de redução de danos e irá adotar a abstinência como forma de combate às drogas, que é algo absolutamente inócuo e ineficaz. Nenhum jovem irá deixar de experimentar ou usar entorpecentes por causa de algum sermão ou propaganda de abstinência com cunho moralista e pseudorreligioso. Dizer que usar drogas faz mal é chover no molhado e pura perda de tempo. A complexa e delicada questão das drogas deveria ser tratada como questão de saúde pública, baseada na redução de danos, e tratada pelos profissionais da área de saúde. Jamais poderia ser abordada como questão policial/criminal como burramente se faz. Os resultados, desastrosos, estão aí para quem quiser ver.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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