Fórum dos Leitores

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Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2019 | 03h00

CONTAS PÚBLICAS

Sem motivo para festa

Lamentável o tamanho da encrenca em que o País se meteu à conta dos mais de 13 anos de irresponsabilidade do PT na gestão pública. Este ano o déficit primário das contas públicas será, novamente, superior a R$ 100 bilhões. No caderno de Economia (B1 e B3) de 12/4 a notícia é de que em 2020 o rombo fiscal será, possivelmente, de R$ 125 bilhões. Na mesma edição, o editorial Dívida, desafio incontornável dá a real: na melhor das hipóteses – caso, por exemplo, passe a reforma da Previdência e seja mantido intocado o teto dos gastos públicos –, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), teremos um pequeníssimo superávit (0,1% do PIB) somente em 2022 (!), o último ano da gestão do presidente Jair Bolsonaro. Até lá os juros vencidos e não pagos serão incorporados ao principal, aumentando o endividamento. Mesmo na hipótese otimista da ausência de problemas externos e da aprovação da reforma da Previdência – que não sabemos se será robusta ou desidratada –, seguiremos por bom tempo amargando gigantescos rombos fiscais. Ainda que por milagre o País desate a crescer, a previsão é de que em 2024, na metade do mandato do próximo presidente, a dívida pública de União, Estados e municípios estará na vizinhança dos 100% do PIB, porcentual muito superior à média dos países emergentes. E isso considerando todos os “contingenciamentos” (cortes) de despesas com a saúde, educação, investimentos, etc. É claro que, caso seja mantido esse ritmo, estima-se a ocorrência, mais à frente, de greves, turbulências e talvez novos downgrades em nossa nota de crédito pelas agências de classificação de risco, entre outros perrengues a serem suportados pelo sucessor de Bolsonaro. Por ora, não há motivo para festa. Definitivamente o Brasil não está para amadores. 

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo 

REFORMA TRIBUTÁRIA

Imposto único

Cuidado, a CPMF vem por aí!

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

CPMF, não!

Mais uma vez, teremos mais impostos. No meu entender, a classe média será novamente a mais prejudicada. Não adianta atenuar nomes, alegando que o imposto sobre meios de pagamento não é a CPMF. É o mesmo que dizer que Benedito não é a mesma pessoa que o Dito.

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

zaffalon@uol.com.br

Bauru

Populismo em alta

Brasileiros de bom senso assistem, decepcionados, à sedimentação do populismo no País. Após 12 anos de populismo de esquerda, estamos encarando o de direita do capitão Bolsonaro & Cia. Não bastasse a má vontade do sr. presidente com a reforma da Previdência, só na semana passada vimos o governo propor a volta de uma CPMF ampliada e a intervenção direta do presidente na política de preços da Petrobrás, ao melhor estilo Dilma. Enquanto isso, o sr. Paulo Guedes finge-se de morto, como se nada tivesse que ver com esses sortilégios econômicos.

MARIA JÚLIA DO CANTO E CASTRO

juliapcastro@gmail.com

São Paulo

PETROBRÁS

Interferência 

Mais uma decepção de um eleitor do presidente Bolsonaro. Sua intervenção na Petrobrás, suspendendo o reajuste do diesel, ocasionou uma perda significativa para a empresa e seus acionistas, com o desabamento (8%) das ações na bolsa. Tal atitude era uma constante na gestão do PT, especialmente na da presidente Dilma Rousseff, que quase levou a empresa à falência. Será que Bolsonaro vai ficar refém dos caminhoneiros, como ficou o presidente Temer? 

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

A Petrobrás queria aumentar o preço do diesel, mas o presidente mandou segurar o preço. A meu ver, baita bola fora de Bolsonaro. A política de controle de preços já foi adotada no governo Dilma e sabemos muito bem como acabou. Não podemos repetir os erros do passado. Espero que essa ação seja por muito curto período de tempo. 

MARCEL FRISENE

marcelfrisene@hotmail.com

Ribeirão Preto 

De prejuízos

Valor de mercado pode ser recuperado em alguns pregões e é problema de uma companhia. Já o prejuízo de uma greve de caminhoneiros, além de vultoso, é para sempre e problema para uma nação inteira. Porém é preciso tomar cuidado para não se tornar refém.

DÉCIO ORTIZ

decio.ortiz@uol.com.br

São Paulo

Todos no mesmo barco

Que é que é isso?! Vamos voltar ao tempo da demagogia do PT, mesmo não sendo, por certo, o que pretende o governo? Infelizmente, porém, é o que demonstra o congelamento do diesel sem considerar o preço internacional do petróleo que importamos. E depois, para consertar o golpe na economia de mercado que isso representa, vamos aumentar desmesuradamente o preço do produto para consertar o erro? Os caminhoneiros estão no mesmo barco que o restante da população. Sofrem e continuam trabalhando. Como todos nós. Antes, procurem saber quem realmente se prejudicou e quem se beneficiou com igual medida anteriormente tomada. Que doeu mais ainda quando se procurou reparar erro igual a esse. Assim como, também, no caso da energia elétrica.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto 

Agências reguladoras

A repercussão da intervenção do governo na política de preços da Petrobrás demonstra com clareza que nenhum país consegue convencer empresários e investidores a depositar suas economias na infraestrutura, com longos prazos de maturação econômica, sem garantir segurança jurídica, condição que só podem oferecer as instituições do país, e não governos ou políticos. Por mais bem-intencionados que sejam. Daí a importância de, juntamente com os programas de privatização, investir no profissionalismo e na independência técnica dessas instituições. As agências reguladoras foram concebidas unicamente para garantir às partes, investidores e consumidores (cativos, pois sob o domínio do monopólio), que a lei setorial aprovada no Congresso fosse cumprida. E cumprida principalmente pelo Poder Executivo, que, ao longo do tempo, teima em descumpri-la, manipulando tarifas e preços, favorecendo até mesmo a corrupção.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CEM DIAS DE GOVERNO

O “governo dos 100 dias” é originário da França. Em 1815, Napoleão voltou, mas não resistiu ao período, sendo expulso e exilado na Ilha Santa Helena, onde morreu anos depois. Nos Estados Unidos, a comemoração dos 100 dias de governo vem desde 1933, quando o presidente Franklin Roosevelt se gabava de, depois da grande depressão, ter conseguido nesse período a aprovação de 15 projetos importantes para o país. No Brasil, nada de especial, apenas o presidente Jair Bolsonaro anunciando medidas e a oposição contestando-as. O centésimo dia de governo é igual aos demais. O que vale é o que nele se anunciou. Independência do Banco Central, ensino domiciliar, décimo-terceiro do Bolsa Família e o “revogaço” dos decretos obsoletos. O povo espera que as medidas surtam efeitos, a economia deslanche, o emprego volte e quem está no programa social possa deixá-lo. Ninguém mais aguenta presenciar o embate entre Bolsonaro, seu governo e os que a eles se opõem. Seria muito bom todos darem um tempo e cada um trabalhar no seu quadrado. Turbulência só serve para atrasar a vida nacional.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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COMEMORAÇÕES

O presidente Jair Bolsonaro comemora os cem dias de governo. Com uma plêiade de medidas amadoras, se vangloria com muito pouco – ensino domiciliar, pontos na CNH, dentre outras. A pergunta que não quer calar é: são cem dias de governo Bolsonaro ou cem dias “sem” o governo Bolsonaro? Com a palavra, o próprio!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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NOSSO PRESIDENTE

Jair Bolsonaro de fato e sem sombra de dúvidas era a única alternativa sensata, lógica e inteligente para a eleição presidencial de 2018. Agora, vale salientar que vez ou outra ele se manifesta de forma no mínimo estranha, como mencionou no evento de comemoração dos cem dias de governo: “Não sei o que fiz para Deus me colocar aqui”. Tal afirmação dúbia permite duas interpretações, ou quando nomeou seu filho chanceler para que pudesse participar da reunião junto a ele com o presidente Donald Trump no salão oval da Casa Branca nos Estados Unidos, ou, ainda, quando mencionou que seu filho deveria ser ministro, o que ainda dá tempo de fazer, etc., etc.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A ACEITAÇÃO DO PRESIDENTE

Institutos de pesquisa mostram resultados que “provam” queda de prestígio do presidente. Pesquisa (não sei se dos mesmos institutos ou de órgão da imprensa) mostram que entre os parlamentares há queda de prestígio do presidente. Os mesmos pesquisadores que mostravam Dilma Rousseff eleita como senadora, Fernando Haddad a caminho da vitória, Antonio Anastasia sendo eleito e baixa renovação no Senado e na Câmara hoje mostram o que dizem ter aferido. Deputados e senadores – não importa quem faça o levantamento de pesquisa – seguramente estarão contra o presidente, pois estão vivendo seca nunca antes aplicada aos parlamentares. Ainda há que ter melhor visão destas pesquisas, pois os resultados mostrados não mostram como as perguntas foram feitas (é sabido que pergunta mal conduzida leva à resposta desejada) e dentro do Legislativo, dado o pequeno universo, deixar de considerar a totalidade dos 91 senadores e 513 deputados, com certeza, distorce o resultado final. Por tudo isso, a imprensa poderia fazer algo melhor, se deixasse de levar em conta pesquisas elaboradas por institutos de pesquisa com desempenhos bastante discutíveis.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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PROMESSAS CRUMPRIDAS

A ideologia empana as ideias. Depois do evento Cem Dias com Bolsonaro, os jornais minimizam o bom encaminhamento de 35 promessas de campanha. Sempre um mas, um porém, um contudo... Bolsonaro, desde a tentativa de assassinato (minimizado por alguns como “esfaqueado”) vem tendo uma atuação cada vez mais regular, tratando com um Congresso pouco renovado, que teima em não perder maus hábitos mais que seculares. Seu desempenho vai melhorando na medida em que os novatos nas Casas Legislativas vão aprendendo os macetes e se dispõem a votar a nova Previdência ou responsabilizar-se pelo caos decorrente da omissão. Os institutos que dão elevado desapoio ao seu governo são os mesmos que apostaram na sua derrota eleitoral, com perda de credibilidade, margem de erro de 2%, para mais ou para menos! Para uns, Bolsonaro é pura teimosia, para outros, pura persistência, como nesta virada da educação que quer dar, meio a Jango e Brizola, na lei ou na marra. A teimosia prescinde de razões, a persistência se embasa no mundo real. Por fim, esta história de que a universidade é para uma elite é totalmente razoável, embora maldosamente distorcida. Não se trata da elite hereditária, dos filhos da elite atual. No ensino fundamental e médio universal e público é que serão destacados os mais talentosos. Estes é que devem ir para as melhores universidades: mostraram-se mais inteligentes, dedicados e capazes. Você tem uma empresa, investiria nos medíocres? Já temos uma imensa quantidade de graduados em subempregos, então, falando francamente, hoje a universidade só garante privilégios relativos à prisão especial. Exceção feita a Lula, claro!

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

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PRIORIDADES

Acredito que o nosso atual presidente não deve ter sido um bom militar e por isso se saiu só capitão, e não general. Precisa aprender o significado da palavra prioridade: a prioridade da ordem do dia são a Previdência Social e o pacote anticorrupção do ministro Sérgio Moro, e não o prazo de validade de carteira de motorista, pontos para a perda dela ou a diretoria da Apex. Será que o povo brasileiro precisa desenhar para que o capitão possa entender? E que coisa ridícula é esta de Olavo de Carvalho, o sujeito que não mora no Brasil e tem o ego do tamanho de uma baleia jubarte? E, para finalizar, como nosso presidente gosta de História e de comemorar o passado, vamos lá: quando o submarino U-507 alemão afundou diversos navios da Marinha mercante brasileira, dois países se fizeram de surdos e mudos, capitão, Chile e Argentina. Não preciso continuar.

Márcio Pascholati marcio.pascholati@gmail.com

São Paulo

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A INVEJA

Caim matou o seu irmão Abel por causa da inveja, conforme citação bíblica. Ela é uma das grandes responsáveis por diversas mazelas, como a violência, o ódio, a hipocrisia, o desmerecimento do adversário e a mentira, entre outras. O PT sempre votou contra as principais realizações brasileiras: a promulgação da Constituição federal de 1988, o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a que combatia o caixa 2. Agora, posiciona-se contra a reforma da Previdência e o Pacote Anticorrupção e Anticrime do juiz Sérgio Moro. Acorde, PT! O Brasil mudou. Deixe-o crescer sob o ponto de vista econômico, social e, principalmente, moral.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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MEC

E dizer que um ministério da importância do da Educação, com um orçamento bilionário de R$ 123 bilhões, 450 mil funcionários e uma rede própria com mais de cem instituições e 1,3 milhão de estudantes esteja sendo comandado à distância pela eminência parda do governo Jair Bolsonaro, o astrólogo Olavo de Carvalho... Francamente!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ENSINO QUEBRA-GALHO

O projeto de lei do Ensino Domiciliar pode até soar bem intencionado, mas seguramente passa longe do ideal de modelo educacional. Pois, além da função informativa, é no ambiente escolar que o aluno, por meio da interação social com colegas e professores, terá a oportunidade de agregar valores morais e éticos e de se desenvolver socialmente e emocionalmente. O enfrentamento de dificuldades não somente é esperado, mas necessário como parte integrante do processo, e a argumentação de que o ensino domiciliar evitaria o bullying ou coisa semelhante é totalmente injustificada. É verdade que não são poucas as escolas ruins, em vários aspectos, tanto na rede pública quanto na privada, e saná-las é tarefa árdua, complexa e custosa. O Ensino Domiciliar é uma proposta “quebra-galho” que não terá impacto algum na educação.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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EDUCAÇÃO DOMICILIAR

Educação domiciliar é o Uber das escolas. Criará muitos empregos.

Ivo de Almeida Prado Xavier Ivoaprado@terra.com.br

São Paulo

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QUEM TE VIU...

A União Nacional dos Estudantes (UNE), de tantas glórias no passado, transformou-se em massa de manobra do PT e dos partidos nanicos de esquerda. O governo, ao aventar a possibilidade de emitir carteira dos estudantes, tira da UNE sua principal fonte de renda. Este é um dos caminhos para dificultar manifestações estudantis e para calar o movimento de libertação de um criminoso condenado a 25 de prisão.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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O LUCRO DOS BANCOS

Duas notícias na primeira página do “Estadão” de sexta-feira (12/4): “Governo prevê rombo fiscal em 2020 acima de 110 bi” e “Lucro dos bancos foi de quase R$ 100 bi em 2018”. A interligação desses fatos demonstra que o lucro dos bancos no Brasil, patrocinado principalmente pelo spread aviltante, é uma verdadeira aberração. Até quando?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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O DESAFIO DA POBREZA

Em seu editorial “O desafio urgente da pobreza” (7/4, A3), o “Estado” nos revela o que já pensávamos, porém em números assustadores, com cerca de 43,9 milhões da população brasileira no grupo da pobreza (US$ 5,50/dia). Já na primeira página da mesma edição o jornal nos mostrava uma foto reveladora da realidade acima descrita e apontava aos governos qualquer que seja a sua obrigação com as políticas sociais. Geração de empregos e dar credibilidade a empresários são passos importantes, a começar pela inadiável aprovação das reformas, a começar pela Previdência.

Claudi Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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MAIS TRAGÉDIAS NO RIO

Entre outras, a cidade do Rio de Janeiro é maravilhosa porque lá não chove! Logo, não precisa manter os poucos bueiros existentes limpos ou construir piscinões para conter as enchentes. Porque o terreno nesta época do ano está seco e, portanto, firme, as autoridades municipais e estaduais não se incomodam com a segurança dos moradores ou as construções irregulares em áreas de risco, de difícil acesso, como aconteceu na sexta-feira nos “prédios” da comunidade de Muzema. Se apenas uma parte do dinheiro roubado pelos políticos daquela cidade fosse aplicado em prevenção de enchentes e fiscalização das construções, as tragédias recentes poderiam ter sido evitadas/amenizadas. Esta situação não é “privilegio” do Rio de Janeiro, mas se repete em menor ou maior escala no Brasil inteiro, como se fosse “Maktub”. É nosso dever continuar a pressão sobre os políticos para que nos sirvam, e não nos roubem!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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SALVE-SE QUEM PUDER

Dia sim, dia não, tragédia no portão da cidade imunda e sem rumo, antigamente maravilhosa. É lamentável vermos a falta de vergonha na cara de todas as autoridades e também da Rede Globo, que adora criticar de cinco em cinco minutos nos seus jornais aqueles que não fazem parte da patota deles – digo políticos – no Rio de Janeiro, os que não se enquadram nas suas necessidades, digo interesses. Além disso, criticam milicianos, mas nada falam da Justiça que libera a obras de construção de apartamentos em terrenos invadidos, onde os construtores, mesmo ilegalmente, conseguem ligação de água, luz e gás. Então, falar o que para quem? No Rio de Janeiro é um salve-se quem puder, mas em geral todos são muito espertos e querem mole sempre. Comprar apartamento com valor bem mais baixo sabendo que é ilegal não é coisa de gente honesta. Ou é? Só por isso desgraças são resultado sempre da Lei de Gerson, aliás, nascida no Rio de Janeiro.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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O EXÉRCITO NÃO MATOU NINGUÉM

A visão popular sobre as pessoas físicas e instituições ou cargos públicos quase sempre é confusa. Por este motivo, o povo nem sempre respeita o cargo de presidente da República, governador do Estado, prefeito e muito menos as instituições como no caso do Exército brasileiro. A plebe só consegue enxergar o indivíduo que momentaneamente ocupa um ou outro cargo público e, assim, agride a instituição ou desonra o cargo no qual esteja uma pessoa física. Jair Bolsonaro está certo ao afirmar que o Exército não matou ninguém, porque, de fato, a instituição não matou ninguém: quem o fez foram um ou dois soldados que estavam no momento atuando na hora dos disparos. Não se pode imputar uma acusação de assassinato à instituição pela morte do músico Evaldo Rosa dos Santos, de 46 anos, na tarde do último domingo (7/4), no Rio de Janeiro, quando o carro da família foi metralhado por 80 tiros disparados por militares. O Exército brasileiro ainda é um dos últimos guardiães da disciplina, ordem e valores cívicos da Nação.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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TIROS DO EXÉRCITO

A ocorrência no Rio de Janeiro, os cerca de 80 tiros disparados por militares do Exército contra um veículo, tem em parte uma causa específica. Essa causa diz respeito ao fato de que no Exército todos os cabos e soldados são conscritos temporários e com remunerações na faixa de R$ 1.500 brutos – nenhum policial no Brasil ganha menos de R$ 4 mil e tem carreira. Uma lei determinou que no Exército ninguém pode estabilizar sem concurso público. Não se pode legar constantemente o policiamento a soldados em tais condições. Guerra é uma coisa e policiamento, outra. Enquanto isso, criticam-se acréscimos remuneratórios ínfimos aos militares, aumentando o tempo de serviço necessário para a aposentadoria para 35 anos.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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DIREITOS HUMANOS E A JUSTIÇA MILITAR

Muitos devem estar se perguntando por que a turma dos direitos humanos não exige levar os militares do Exército que mataram um civil num check point à Justiça comum. Eu lhes digo: a Justiça Militar é mais ágil e mais dura que a Justiça civil. Desafio Marcelo Freixo e Maria do Rosário a pedirem mudança de jurisdição. Vamos lá, manos!

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

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CRIME MILITAR

A Justiça Militar existe para que as Forças Armadas se mantenham incólumes por crimes cometidos contra elas, sejam por civis ou militares. Não julga crime do militar, mas crimes militares considerados militares no Código Penal Militar e na Lei de Segurança Nacional por serem contra as instituições militares, que são permanentes, disciplinadas e hierarquizadas. Civil matar militar em serviço, ou vice-versa, requer a abertura do competente inquérito policial-militar (IPM) na jurisdição militar, para ser encaminhado ao Ministério Público Militar para promover a ação penal a ser julgada na Justiça Militar, a mais antiga do País. Militar que erra em serviço tem agravantes na Justiça Militar que não são considerados na Justiça comum.

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

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DESESTATIZAÇÃO EM SP

A reportagem de “O Estado” de 12/4 (A8) sobre os percalços do governador João Doria em relação à privatização de várias empresas estatais causa grande apreensão. Após tomar posse o primeiro projeto enviado por Doria à Assembleia Legislativa tratava da desestatização de várias empresas estatais, muitas delas deficitárias e abrigos de desbragado empreguismo promovido em grande parte pelos mesmos deputados contrários à desestatização. Uma imitação paulista dos obstáculos à aprovação da reforma da Previdência no âmbito federal. Resta-nos torcer para que Doria continue lutando pelas boas causas.

José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

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NÃO QUERO FAZER PARTE DO ESTADO ESPANHOL

Estou quase a fazer 72 anos. Sou catalão de nascimento e sempre vivi na Catalunha, a trabalhar no duro. Sempre, e quando digo sempre é mesmo sempre, me senti maltratado por quem se sente espanhol. Já nem falo de como o Estado espanhol nos tratou mal. No entanto, pertencer hoje ao Estado espanhol tornou-se insuportável. Ser catalão ou independentista chama perseguição e vingança. Portanto, vendo como este Estado acusador trata os meus camaradas, cheios de bondade e ao serviço do povo, prendendo-os ou obrigando-os ao exílio, nunca mais quero fazer parte deste Estado e tentarei sair do dele como as pulgas fogem do fogo.

Ramon Sangles Moles ramon@claricia.cat

Catalunha (Espanha) 

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