Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Tudo se conserta

Muito ponderado o comentário à imprensa do ministro da Economia, Paulo Guedes, durante estadia a trabalho em Washington: “Uma conversa conserta tudo”. Pessoalmente, tinha críticas à atuação do ministro, que me pareceu desinteressado em relação ao difícil ambiente em que trabalham os pequenos empresários no Brasil, talvez porque ele não esteja totalmente informado a respeito desse problema. A prudência ao emitir um juízo e explicar que tudo se conserta me pareceu muito sábia, num momento em que tudo o que dá errado é culpa do presidente Jair Bolsonaro. O preço do feijão subiu, culpa do Bolsonaro. O Palmeiras foi desclassificado, culpa do Bolsonaro. Caiu uma chuva danada, culpa do presidente. “Uma conversa conserta tudo”, sim. Temos de consertar o Brasil. E tem de ser com esse presidente, com seus defeitos e suas limitações, que pode ser aconselhado e corrigido (o que diríamos dos que o antecederam...?). Muito mais importante é aprovar a reforma da Previdência, acabar com a corrupção, resgatar a economia, reerguer a educação, ressuscitar a saúde. Seria muito importante também desonerar e desburocratizar o universo dos pequenos. Mas uma conversa...

IRENE MARIA DELL’AVANZI

irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

Varejão político

É difícil de entender. Quando o presidente não se comunicava com o Congresso Nacional, era porque o desprezava. Agora que conversa, é porque quer comprá-lo. Durma-se com um barulho desses...

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

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DELEGADO WALDIR

Cartas na manga

Muito preocupante a entrevista do deputado Waldir quando prega a necessidade de carinho do presidente aos parlamentares, pois Bolsonaro teria criminalizado o Congresso, e “candidamente” diz não temer seu afastamento da liderança, explicando: “Eu tenho cartas na manga”. Mais um absurdo: “Seria bom um deputado como eu na oposição”. E o mais grave: um deputado de dentro da Casa, que conhece os segredos da Casa?! Ora, se essa atitude não é criminosa – pois se sabe de segredos deveria denunciar –, o que seria? Lamentável, para dizer o mínimo. 

MARCELO FALSETTI CABRAL

mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

Sinceridade

O Delegado Waldir, líder do PSL na Câmara, é um político que diz o que pensa. E o que pensa e diz está em conformidade com a avaliação que a maioria da população faz dos temas que ele aborda. Não usa de eufemismos para avaliar o potencial de ingerência do filósofo Olavo de Carvalho, nem minimiza a importância de Rodrigo Maia para a aprovação de pautas fundamentais, como a reforma da Previdência. Tampouco oculta diferenças de opinião com relação ao presidente da República, mesmo sendo o líder da bancada do partido a que o presidente está filiado. Logo mais, dependendo da reação do governo, veremos se suas declarações foram bem digeridas ou se, ao contrário, ele cometeu um “sincericídio”. Esperamos que não. Um governo deve aceitar opiniões diversas. Afinal, somos uma democracia. E, como disse Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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REFORMA TRIBUTÁRIA

CPMF nunca mais!

Na marca do pênalti, Bolsonaro chutou várias bolas pra fora, mas nos recusávamos a computá-las, atribuindo-as a um chutador inexperiente no início do campeonato. Até que acendeu o pisca-alerta, o que pode fazer-nos mudar a ótica de nossas análises: o capitão e seu staff estejam cientes de que a volta da CPMF – seja qual for o nome que se lhe atribua – é uma declaração de guerra! E jamais o perdoaremos pela traição.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Fusão de tributos

A ideia é antiga e absolutamente necessária, especialmente para os impostos de consumo e para reduzir a grande quantidade que caracteriza nosso país. Mas duas coisas essenciais não podemos esquecer: 1) o que realmente queremos é a simplificação dos controles e das obrigações acessórias, que demandam um exército para executar e cujos custos são elevados o suficiente para afetar nossa competitividade; e 2) é preciso manter individualizados os tributos utilizados pelo governo para estimular/desestimular a economia.

LUIZ AUGUSTO CASSEB NAHUZ

luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

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PETROBRÁS 

A maldição do petróleo

Se a raiz do problema fossem os caminhoneiros, até que seria mais fácil resolver a questão do preço do diesel nas bombas de combustíveis. Mas a realidade nua e crua é que a raiz do problema é exatamente a reserva de mercado que a Petrobrás detém, bem como o fato de ela não ser totalmente privada e sofrer pressões do governo. Sem concorrência nesse importantíssimo setor econômico, o Brasil está fadado a sofrer, para sempre, a “maldição do petróleo”.

VANDERLEI ZANETTI

zanettiv@gmail.com

Sâo Paulo

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POLARIZAÇÃO POLÍTICA

‘Nós contra eles’

Indubitavelmente, é grave e perigosa a polarização ora vigente na política brasileira (Radicalismo político no Brasil supera média global, 14/4, A4). Todavia é importante identificar causas e responsáveis, para que não haja reincidência. O Judiciário permitiu que um líder político corrupto, mesmo encarcerado, fizesse campanha para presidente com discursos do tipo “nós contra eles”. Tentando se safar da cadeia, o condenado ameaçou: “Eles vão ver quando o Stédile botar o exército dele nas ruas”. E toda a mídia sempre dando palco ao espertalhão. É a tempestade perfeita para aniquilar a tolerância e a compreensão.

CELSO FRANCISCO ÁLVARES LEITE

celso@celsoleite.com.br

Limeira

Blá-blá-blá

A pesquisa apontada na reportagem não deixa de ser realística, pois discutir com a esquerda é inútil. Ela não tem algo fundamental que deveria haver num debate honesto: para os marxistas não existe moral, apenas interesses – além de a mentira ser um ingrediente em distorcidas argumentações. Um interessante aspecto desse comportamento se verifica em muitos Parlamentos europeus, onde se deixa que as esquerdas repitam seu blá-blá-blá cansativo e, sem maiores debates, parte-se logo para as votações.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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“Antes, todos reclamavam dos aumentos do preço do diesel. Agora reclamam que o presidente não deixou aumentar. Povo estranho o nosso...”

HARRY RENTEL / VINHEDO, SOBRE A INTERFERÊNCIA DE BOLSONARO

harry@countryroad.com.br

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“José Maria da Silva Paranhos Júnior, o barão de Rio Branco, deve estar se revirando no túmulo...”

  

MILTON CÓRDOVA JÚNIOR / VICENTE PIRES (DF), SOBRE O ITAMARATY SOB A NOVA DIREÇÃO OLAVISTA

milton.cordova@gmail.com

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CAVALO DE PAU

Depois de um prejuízo de R$ 40 bilhões causado pela intervenção demagoga e populista que impediu reajustes nos preços dos combustíveis na Petrobrás por Lula e Dilma, infelizmente, o presidente Jair Bolsonaro repete o desastre ao não permitir o reajuste de 5,7% do diesel. Assim como não deveria (como não o fez) intervir no reajuste de 4,33% nos medicamentos, autorizado por seu governo, que poderia beneficiar 210 milhões de brasileiros. O presidente desrespeita o livre-mercado e milhares de investidores. Realmente, Bolsonaro não entende nada de economia! E, sem liderança, agora demonstra ter medo de uma nova greve dos caminhoneiros, que uma meia dúzia de pelegos ameaça fazer se o preço do diesel subir. Ora, aquela estúpida greve dos caminhoneiros em maio de 2018 se alastrou porque o governo de Temer demorou a tomar as devidas providências e atacar com a polícia e até o Exército os principais focos de concentração dos baderneiros nas estradas. Estes sindicalistas, agora vendo a fraqueza do presidente, podem complicar ainda mais num futuro próximo os resultados da estatal que a duras penas, depois de quebrada pelo PT, se recuperou na gestão de Temer. Ora, quando se pensa que Bolsonaro, depois destes confusos cem primeiros dias de gestão, regados por inúmeras crises, poderia empreender uma administração adulta e equilibrada, ele dá este cavalo de pau intervindo na Petrobrás. Como consequência, o dólar subiu e as ações da estatal na Bolsa despencaram quase 9%, e houve queda também de mais de R$ 30 bilhões no seu valor de mercado.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PETROBRÁS E CAMINHONEIROS

Bolsonaro é questionado porque, após sua intervenção cancelando o reajuste do preço do diesel, as ações da Petrobrás despencaram 8,5%. Porém ninguém contesta a categoria dos caminhoneiros que descobriu o poder de sua força paralisando a economia do País inteiro no governo de Temer, causando um prejuízo imensurável ao País, e agora, de pronto, quer nos fazer reféns deles novamente? Eu me pergunto o que terá levado Bolsonaro a tomar essa atitude: talvez o fato incontestável de que melhor uma empresa gigantesca sofrer uma queda nas suas ações do que as empresas de todo o País serem paralisadas por uma categoria que não pensa duas vezes para sacrificar toda a população na solução de seus problemas. Não existe nenhum instrumento legal que impossibilite estarmos nas mãos daqueles que buscam soluções extremas para suas questões? E, na verdade, quem está por trás dos caminhoneiros? Na crise anterior, começaram a faltar produtos nos supermercados, e na fila de um caixa escutei uma senhora “discursando”, afirmando que iria faltar alimento na mesa dos ricos, finalmente! Eu apenas lhe respondi: “Os caminhoneiros vão quebrar as empresas que dão emprego à classe trabalhadora e, no fim, faltará também comida na mesa do pobre”. Foi o suficiente para ela calar a boca. E talvez seja esse o motivo que convenceu Bolsonaro a tomar esta atitude.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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MATRIZ DE TRANSPORTE ERRADA

Quando você fala ou adota uma economia liberal, não deve interferir, sob a pena de esta economia liberal ficar arranhada. É o que aconteceu com o recente aumento do óleo diesel anunciado pela Petrobrás. O presidente Bolsonaro pediu explicações do porcentual de aumento e a empresa houve por bem suspender até este esclarecimento. Mas o que há por trás disso? O que há é que a matriz do transporte de cargas no País está toda em cima do transporte rodoviário, que responde por mais de 70% da carga transportada, logo, qualquer aumento no diesel, não compensado no frete, é prejuízo para o caminhoneiro. Deveriam rever esta política. Geralmente um país de dimensões continentais, como o Brasil, prioriza o transporte ferroviário e o de cabotagem. Por que não mudam isso? Ocorre, por outro lado, para piorar o quadro, que o País tem que importar diesel. Espera aí. O País não é autossuficiente em petróleo? Teoricamente. O petróleo existente no Brasil é o pesado, de alto custo de extração dos derivados nobres. Esse petróleo é bom para asfalto e combustível de máquinas. Para piorar mais ainda, as refinarias do País foram projetadas para o petróleo leve. Então o que temos? Petróleo pesado, cujo custo de extração dos derivados nobres é alto. O País vende o petróleo pesado e compra o leve, que tem um valor maior no mercado. Tudo em dólares e tendo de pagar sempre, pois o petróleo pesado tem um valor menor que o leve. E com a atual oscilação do dólar, valorizando-se, ante as incertezas e instabilidades do País, os custos aumentam e, consequentemente, o preço também. Então vejam quanta coisa tem por trás de um aumento dos combustíveis no Brasil. Urge que se mude esta política e a matriz do transporte de cargas. Se não qualquer governo vai ter sempre sobre a sua cabeça a espada de Dâmocles, com os aumentos do diesel. Reativem os ramais ferroviários abandonados e construam novos. Utilizem o litoral que o País tem, os rios navegáveis. Não tem sentido e lógica o transporte de cargas no País ser rodoviário. O transporte rodoviário de carga seria apenas para pequenas distâncias.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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TEMOR DE GREVE

Bolsonaro herdou um país quebrado por décadas de governos socialistas. Entre eles, o problema dos caminhoneiros é apenas um. O da Previdência é outro. Michel Temer, impedido pela esquerda de governar, passou os desafios ao atual governo, que terá de mostrar muita firmeza para vencê-los num país infiltrado pela oposição comunista.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

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A PETROBRÁS PERDE E O POVO GANHA

Não podemos, nós, brasileiros trabalhadores, correr os riscos do gigantesco mercado internacional do petróleo. Somos produtores e refinadores, em reais, e não em dólar. Pouco exportamos, como importamos. Não há lógica para pagar o combustível conforme as cotações das bolsas que envolvem os WTI e o Brent. Essa política alienígena é voltada para os interesses dos acionistas, e não para a estabilidade e o desenvolvimento da economia nacional. Dessa forma, pelo exposto, nasceu a “tabela”, cânfora, mas venenosa, casuística, para acalmar os ânimos dos caminhoneiros, que pararam por justa razão. O governo está preocupado com a reconstrução do País, daí a posição tomada pelo sr. presidente da República. A mídia critica matérias ligadas ao mercado de capitais, onde impera a especulação. Não é objetiva na publicação detalhada do quanto foi roubado via Petrobrás. Mas não aborda efetivamente o papel desse combustível, o diesel, no transporte de todo tipo de mercadoria e o seu papel direto na produção do agronegócio, como sangue oxigenado que flui nas artérias rodoviárias do Brasil. O País, em poucos dias, já ganhou muito com a posição “intervencionista”, tão criticada pelos colarinhos e gravatas do ar-condicionado, que na maioria não conhece nem viu como o Brasil produz. A gestão da matéria tem de ter como escopo a mudança dos critérios de formação de preços dos combustíveis, pela Petrobrás, observando as leis de mercado interno, seus riscos e o andar dos índices econométricos, apoiando o etanol e o biodiesel, genuinamente brasileiros. E sempre consciente de que o usuário vem em primeiro lugar. Que algum dia possamos trabalhar no mercado pelo mercado.

Eduardo Algodoal Zabrockis zabrockis@gmail.com

Ribeirão Preto

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AUMENTO DO DIESEL                

Será fundamental que o sr. Wallace Landim, um dos líderes dos caminhoneiros, participe da reunião amanhã, terça-feira, no Planalto. Com certeza, terá muito a colaborar para que o preço do diesel não sofra aumentos. 

Euclydes Rocco Jr. emteatroteca@gmail.com

São Paulo

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IMPOSTOS EXAGERADOS

Esta discussão sobre preços de produtos brasileiros no mercado interno é sempre redundante. O preço da gasolina sofre acréscimo de impostos de aproximadamente 49%. O problema sempre parte daí!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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DESÂNIMO

Está chegando ao fim o prazo para a prestação de contas do Imposto de Renda (IR) com a Receita Federal. Termina às 23h59 do dia 30/4. E não obedeça a essa data e horário para ver! De cara, R$ 165,74 de multa, ou 20% do valor do imposto devido, mais juros de mora. Há mais de duas décadas a tabela progressiva não sofre alteração, sua defasagem encosta nos 100% (95,46%.), e o governo atual não deu um pio a respeito, ficou na moita. Fala verdade, dá vontade de baixar o programa e prestar contas ao Fisco com este verdadeiro assalto coletivo aos nossos bolsos? Mas não dá, mesmo! A vontade é de não declarar nada, mas aí, meu velho, iremos à bancarrota com os extorsivos encargos cobrados. Portanto, história de que brasileiro deixa tudo para a última hora, principalmente neste caso, não é comodismo, não, é puro desânimo, pois sabe que será esfolado mais uma vez.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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CENSO DEMOGRÁFICO

Tendo em vista o corte de recursos e a importância da realização do censo demográfico de 2020, pergunto se o IBGE não poderia se mirar na Receita Federal, que coleta as declarações anuais de Imposto de Renda pela internet, e realizar parte do censo da mesma forma. Grande parte da população tem acesso à internet. Claro que há comunidades distantes que terão de ser visitadas por agentes para obter as respostas – e outras terão de ser checadas no estilo da “malha fina” –, mas, creio, haveria economia de recursos e de tempo.

Luiz Carlos de Medeiros medeiros0208@gmail.com

São Bernardo do Campo

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MAIS IMPOSTOS?

Então, o sr. Marcos Cintra quer criar a “CMFQ”, ou seja, Confisco sobre Movimentação Financeira Qualquer? Ou o cara citado é um boçal e/ou um tapado mental que precisa ser banido e internado em Franco da Rocha?

Nelson Piffer Jr. pifferjr86@gmail.com

São Paulo

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REFORMA TRIBUTÁRIA

Só espero que a reforma tributária não termine num “bolso caro”.

Pedro Luiz Bicudo plbicudo@gmail.com

Piracicaba

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PONTO DE VISTA

Garrafa meio cheia ou meio vazia depende do ponto de vista de quem vai consumir ou pagar... Governo bom ou ruim, também. Do ponto de vista da imprensa endividada e moribunda, que quer consumir, os cem dias foram péssimos. Já do ponto de vista dos brasileiros que vão pagar, convictos de que o Brasil empacado tem de mudar de rumo – começando exatamente do jeito que o presidente o está conduzindo –, foram ótimos. É meu caso. Na verdade, depende dos interesses de cada um. Para os que os têm escusos, as perspectivas estão péssimas. Amém!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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SERVIÇOS GRÁTIS

Lucro dos bancos em 2018 foi o maior da história (12/4, B14). Assim é fácil, porque, além de obter o maior spread bancário do mundo, os bancos brasileiros não prestam mais quaisquer serviços aos clientes, que passaram a ser prestados pelos clientes aos bancos! De fato, agora os clientes são obrigados a colocar à disposição dos bancos seus valiosos telefones celulares e linhas telefônicas, além de seus computadores, em substituição à antiga prestação de serviços pelos bancos nas agências; e ainda os clientes têm de usar o autoatendimento nos caixas eletrônicos. Com os clientes sendo obrigados a disponibilizar seus dispositivos e a prestar serviços grátis aos bancos horas a fio, possibilitando, assim, a redução do número de agências, e ainda sem qualquer redução do spread e das tarifas, fica fácil aos bancos maximizar os seus lucros.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

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LUCROS BANCÁRIOS

Não é a ideal, muito menos correta, uma das manchetes da capa do “Estadão” de 12/4, que diz “lucro dos bancos foi de quase R$ 100 bilhões em 2018”. O lógico e justo seria dizer que as empresas, o comércio e a população empobreceram em mais R$ 100 bilhões em 2018. Diante do comportamento dos bancos, em conluio com os governos que permitem tal prática e nada fizeram para moralizar a agiotagem praticada livremente, legalizaram-se os juros escorchantes, as taxas absurdas cobradas para qualquer serviço necessário, uma mensalidade para poder manter uma conta aberta com ou sem movimento, pagar para ter uma folha de cheque, etc. É algo de repugnante, vergonhoso. E lamentável para quem dos bancos necessita com a finalidade de resolver um problema financeiro, pois dessa forma antecipam facilmente sua falência, né não? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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POUCO CASO

Ao ler a reportagem deste jornal de que os bancos têm maior lucro desde o início do real, tive asco, pelo pouco caso e a postura adotada pelo sistema bancário ao retardar e, possivelmente, não cumprir o acordo firmado com relação aos pagamentos dos planos econômicos. Antes que muitos herdeiros dos falecidos venham ao infortúnio, sugiro seja feita uma matéria de repercussão nacional a respeito. Afinal, o papel principal da imprensa é a vigilância das ações que impossibilitam a coesão social.

Ruyrillo Pedro de Magalhães ruyrillopedro@gmail.com

São Paulo

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LEI ROUANET

O ex-ministro da Cultura do governo Temer, deputado pelo Rio de Janeiro Marcelo Calero diz que entrará na Justiça caso a Lei Rouanet seja alterada para conceder no máximo R$ 1 milhão como incentivo a produções, no caso das mais caras. Ele diz que isso não pode ser feito. Só não vi até hoje o nobre deputado marqueteiro fazer algo para baratear os ingressos destes mesmos artistas, que em geral no passado levaram muito mais do que isso free e cobraram até metade de um salário mínimo de entrada nos shows.

Zureia Baruch Jr. zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

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LEI INJUSTA

O “Caderno 2”, na sua edição de 12/4/2019, publicou em Política Cultural um texto assinado por Naira Trindade com o seguinte título: “Ex-ministros podem levar Lei Rouanet à Justiça”. Será que quem paga seus impostos religiosamente, descontados na fonte, merece que ex-ministros da Cultura que sempre se locupletaram com esta lei injusta e cruel estejam querendo que essa aberração continue? Uma lei inconstitucional, uma vez que não tem condições de atender a todos os artistas e a todos os projetos de todos os Estados do Brasil. Nossa Carta Magna reza que a lei deve ser igual para todos. Essa lei é injusta e cruel, pois cobra do povo que paga com o dinheiro suado do seu trabalho os impostos altíssimos para financiar um tipo de arte que ele não entende, não aprecia e não consome, e na maioria das vezes ainda ofende sua crença, sua moral e seus costumes. Em nenhum país sério do mundo o empresário tem o dinheiro, o artista o projeto, e o governo paga para funcionários comissionados escolherem quais projetos irão receber o dinheiro público, e este governo é quem determina o que seja arte. Numa democracia isso é inaceitável, apenas nos regimes ditatoriais essa prática é aceita, onde o ditador impõe ao povo o que é ou não arte.

Maria Gilka, artista plástica

São Paulo

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LAVA JATO DAS MILÍCIAS

A Procuradoria e o Judiciário brasileiros empreenderam nos últimos anos uma verdadeira cruzada contra os ditos crimes de colarinho branco, indiciando e prendendo empresários, políticos e administradores públicos. Após as constantes notícias de crimes ligados às milícias, que culminaram com a tragédia de Muzema, no Rio de Janeiro, está mais do que na hora de o poder público começar uma Operação Lava Jato para as milícias. Vai-se descobrir que as metástases dessas organizações se estendem em nível municipal, estadual e federal.

Maria Júlia Pacheco do Canto e Castrojuliapcastro@gmail.com

São Paulo

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FUZILAMENTO NO RIO

Não há como justificar o episódio de Guadalupe, zona norte da cidade do Rio de Janeiro, em que soldados do Exército atiraram contra um veículo e mataram um músico que levava a família a um chá de bebê. Sem dúvida, os soldados componentes do pelotão de fuzilamento do músico são todos de origem humilde, e inexperientes. Entretanto, o que dizer do oficial comandante, provavelmente oriundo da famosa Academia Militar de Agulhas? Certamente jovem também, mas dificilmente da mesma origem que os subordinados. Ou foi doutrinado no estilo em moda “atire primeiro e depois pergunte quem é!” ou foi mal treinado.  Imaginem se nas primeiras décadas do século passado, nos Estados Unidos, se na busca de mafiosos um comandante ordenasse aos subordinados “atirem em qualquer Ford T preto que encontrar!”? Certamente, a população norte-americana seria hoje bem menor.

Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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NA HORA

Entre tantos Estados brasileiros com problemas administrativos, o Rio de Janeiro é o campeão da falência da administração pública. Governadores e parlamentares presos por corrupção, prefeitos também presos e/ou ausentes, dominados por organizações criminosas. As consequências estão aí. É caso similar, em muitos aspectos, à escalada que levou a Venezuela ao que aquele país está vivendo. A população que convive com essa situação deprimente, insegura e amedrontadora em vários aspectos, certamente está farta de ouvir comentários óbvios, diagnósticos especializados sem que se reverta o cotidiano a condição minimamente normal. Ações paliativas não surtiram o efeito desejado. É hora de o governo federal intervir com maior eficácia.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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UMA CIDADE SEM HISTÓRIA E SEM ALMA

Na reportagem do “Estadão” de 12/4, data em que se comemora o 1.020 aniversário da morte do General Glicério, fundador do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, temos mais uma edificação histórica que será demolida em nossa cidade, em nome do “progresso”. Situada na Vila Mariana, na Rua Fabricio Vampré, uma vila dos anos 30, com sobrados em estilo italiano, causou a revolta dos moradores do entorno, que escreveram nos paralelepípedos da rua a frase “Uma cidade sem história é uma cidade sem alma”. Não poderiam escolher melhor a frase de protesto, pois sintetiza de maneira definitiva tudo o que a nossa cidade vem perdendo em nome de um progresso duvidoso. Quem conheceu a cidade como eu, que peguei lambaris no Riacho do Ipiranga na década de 1940 e remei nas décadas de 1950 e 1960 no Rio Tietê, sabe que a nossa cidade foi descaracterizada e vilipendiada de suas belezas. Felizmente, não só a prefeitura voltou atrás, cancelando o alvará ao sentir o protesto da população, como a Justiça impediu a demolição em vista de pedido de tombamento da vila no Patrimônio Histórico há 13 anos aguardando definição. A população de São Paulo, em sua esmagadora maioria, também deveria se manifestar ruidosamente contra o crime que a prefeitura está fazendo com o Estádio Municipal do Pacaembu, entregando-o à administração particular, com a autorização para construir dois espigões em lugar do tobogã. O estádio não só é o símbolo do futebol paulista, como é um projeto do maior arquiteto da nossa história, Ramos de Azevedo, tombado pelos patrimônios históricos do Estado e do Município, que estranhamente autorizaram os espigões. O que a prefeitura deveria fazer ali seria recuperar a concha acústica existente no projeto original, substituída pelo horroroso tobogã pelo ex-prefeito Paulo Maluf. Ele merece ser recuperado, pois é um anfiteatro ao ar livre, que deve ser utilizado não só pelo futebol, como também para espetáculos artísticos, como acontece em várias cidades europeias. Pois São Paulo, desde sua fundação, foi uma cidade de característica europeia. Só nas últimas décadas ela foi descaracterizada pelas decisões mal planejadas de sucessivos prefeitos, incapazes de realizar um planejamento sério, pautando-se nos interesses das construtoras imobiliárias e no transporte sobre ônibus movidos a óleo diesel.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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