Fórum dos Leitores

.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2019 | 03h00

NOTRE-DAME DE PARIS

Patrimônio da humanidade

Um golpe historicamente dramático sobre um símbolo da tradição cristã e o que de melhor representou o romantismo nas letras ocidentais, Victor Hugo e suas criaturas, como Quasímodo e Esmeralda. E em plena Semana Santa para os católicos. Coincidência, num mundo caracterizado pela intolerância de todo tipo e pela disseminação do ódio por todos os quadrantes? O presidente da França, Emmanuel Macron, procura consolar, mas é irreparável a perda de quadros, imagens e afrescos criados por gênios do passado. A tragédia não pode deixar de ser investigada rigorosamente.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Em 1163 começou a construção da Catedral de Notre-Dame em Paris. São 856 anos e parece até que o diabo não suportou mais a existência de monumento tão precioso, que conta grande parte da história da civilização ocidental, do cristianismo e da música sacra. Grandes compositores trabalharam com a expressão musical da época, como Léonin, o primeiro mestre do coro da catedral, e seu sucessor, Pérotin, que trabalhou desde 1180 até cerca de 1225. Desde o século 12 muitos fatos se registraram no famoso templo, mas agora o fogo destruiu um símbolo da Igreja Católica e da música sacra. Essa desgraça aperta o peito de quem é sensível à história e à beleza da arquitetura gótica.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

CENSURA

Liberdade de imprensa

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), censurou a revista Crusoé por causa de matéria sobre depoimento de Marcelo Odebrecht que envolve o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. Absurdo, o STF, que deveria resguardar a Constituição, faz essa afronta à Carta Magna? Vergonha... O que o STF não queria com essa censura está conseguindo: agora a matéria ganhou projeção e uma dinâmica muito maior. Mas o mais importante de tudo isso é que a verdade venha à tona, o que só uma investigação isenta, livre e clara nos pode proporcionar, além de preservar a liberdade de imprensa, pois só assim o povo pode saber o que acontece de fato nos bastidores do poder.

CARLOS SULZER

csulzer@terra.com.br

Santos

Pelo bem do Brasil

O mais importante para um país democrático é a liberdade de imprensa, principalmente a investigativa, que tem a capacidade de identificar as coisas erradas para que sejam tomadas as providências legais. No Brasil a imprensa tem tido um papel primordial na vigilância das coisas que não são corretas. Temos tido em nosso país uma epidemia de malfeitos e talvez se a imprensa não estivesse alerta muitos desses malfeitos não teriam sido punidos. Portanto, vamos todos respeitar a imprensa livre, para o bem do nosso Brasil.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

Rito democrático

Acredito que a revista Crusoé – com todo o respeito, não a conhecia – tenha exercido o seu direito de informar ao público o que se passa no País e é de interesse da Nação – e, caso seja verdade, nos afeta como cidadãos. Essa censura nos deixa com mais dúvidas quanto à veracidade do caso apontado pela revista. Se o ministro Dias Toffoli é inocente e está sendo vítima de fake news, cabe-lhe vir a público, manifestar seu repúdio à matéria e processar quem de direito. Assim se faz numa democracia. Mas, afinal, quem é “o amigo do amigo do meu pai”?

JORGE PEIXOTO FRISENE

jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

Pior a emenda?

Como perguntar não ofende, não teria ficado pior a emenda que o soneto? Há quem até possa ter notável saber jurídico, mas desconfiômetro... Há também quem já tenha dito, esse, sim, com sabedoria, que o povo já não aceita mais o inaceitável. Quem viver verá.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Que país é esse...

... onde um ministro do Supremo Tribunal reinstala a censura a órgãos de comunicação? Depois disso, os juízes do STF ainda se consideram os guardiões da Constituição da República?

JOSÉ PAULO CIPULLO

j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

Contrassenso

Era só o que faltava, o órgão máximo do Poder Judiciário brasileiro, que tem o dever de preservar a Constituição federal, rasgá-la ao restabelecer a censura no País...

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Questão de legitimidade

Essa censura não só atropela a Constituição, como desmoraliza a Justiça brasileira.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

REFORMAS

Blá-blá-blá contínuo

Os intermináveis debates político-ideológicos no Congresso Nacional e nos órgãos da mídia somente dão palanque, vitrine e evidência desmerecidos à esquerda. Sem argumentos e críticas realistas, porém com apelos desonestos e mentiras repetitivas, a esquerda alcança quase que exclusivo destaque. Os países desenvolvidos ocidentais simplesmente a ignoram em suas vociferações. Problemas a serem solucionados não nos faltam, nem impasses que devem ser evitados, como os que ocorrem, por exemplo, com a Petrobrás para que o presidente não seja posto em xeque por demandas sociais. Por um lado, a empresa tem reserva de mercado e define os seus preços; por outro, sendo em parte privatizada, mas com participação do governo, pode receber incursões governamentais em suas decisões. Trabalho e votação é o que se espera do Executivo e do Legislativo. Reformar, combater a corrupção, sanear, gerenciar e desburocratizar, de forma adequada e transparente, educação, saúde, segurança e economia, com as premissas liberais e democráticas do modelo econômico do ministro Paulo Guedes, são programas primordiais. Estão sendo trabalhados, como tem sido esclarecido pelo Executivo, mas sobre eles todos precisamos concentrar-nos e colaborar pelo bem maior do nosso Brasil. Mas a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, insensível, com a PEC do Orçamento atropela a reforma da Previdência.

RENATA MICELI ZOUDINE

zoudine@yahoo.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


QUASÍMODO TOGADO


As trevas não esperaram a quarta-feira da Semana Santa de 2019 para cobrirem o mundo de desassossego e perplexidade. Lançaram o manto sinistro na segunda-feira. Enquanto, em Paris, o fogo devorava a catedral de Notre-Dame e 800 anos de história, em Brasília o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) atribuía a ele próprio o “status” de instituição supostamente difamada e injuriada para lançar a democracia brasileira no ridículo mundial e na escuridão da censura prévia a conteúdos jornalísticos documentados, porém por ele marotamente classificados de “fake news”. Deu-se o STF ao retrocesso no papel de reanimador de dinossauro. Depois de, concomitantemente, travestir o Supremo de investigador de polícia, promotor e julgador, o presidente da Corte ampliou o sarapatel jurídico mandando bloquear o imbloqueável, a velocíssima informação digital. Resultado: a reportagem da revista “Crusoé” intitulada “O amigo do amigo do meu pai” se espalhou como rastilho de pólvora seca pelo Brasil e pelo mundo. Enquanto Notre-Dame ardia, um Quasímodo de toga substituía a estátua da Justiça, de Cheschiatti, em frente ao STF, na Praça dos Três Poderes.


José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém


*

ATAQUE À DEMOCRACIA


Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi estabelecida censura à revista digital “Crusoé” e ao site de notícias O Antagonista. Em seu decreto, Alexandre determinou a ambas que retirassem do ar a matéria intitulada “O amigo do amigo de meu pai” e todas as postagens subsequentes que tratem sobre o assunto, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A reportagem censurada trata de informação prestada pelo empresário Marcelo Odebrecht à Polícia Federal, em que identifica que o personagem que ele cita num e-mail como “amigo do amigo de meu pai” é o ministro Dias Toffoli, presidente da Corte. Toffoli, segundo Alexandre, teria autorizado o decreto repressivo. A decisão causa espanto e temor por partir daqueles que têm como missão precípua a defesa da Constituição, na qual é garantido o direito à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa. Esta última foi objeto de apreciação pelo plenário, em julgamento, em 2009, que reafirmou: “A plena liberdade de imprensa como categoria jurídica proibitiva de qualquer tipo de censura prévia”. O ato do ministro Alexandre de Moraes, respaldado por Dias Toffoli, afronta a legislação e caracteriza-se como atentatório à democracia e sujeita seus autores a responsabilização penal.


Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


*

E A CONSTITUIÇÃO?


Por incrível que possa parecer, foi o STF que desconheceu e sufocou a liberdade de imprensa, quando, por meio do ministro Alexandre de Moraes, determinou a retirada do ar da publicação “Crusoé” e do site O Antagonista que tratava do tema “o amigo do amigo do meu pai”, codinome que constava de e-mail da Odebrecht e que, segundo Marcelo Odebrecht, era relacionado ao ministro Dias Toffoli. Horrível, vergonhoso e injustificável. A Nação precisa defender suas prerrogativas, aplicando a sua condenação diuturna aos autores da façanha e até ao STF, no futuro, se necessário.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


*

DEUSES


Impressão minha ou as excelências – letras minúsculas, mesmo, como demonstram ser minúsculas as pessoas ocupando cargos máximos no STF – estão a praticar censura à imprensa em total afronta à Constituição que juraram defender? Quer dizer que se “acham” deuses, inimputáveis na prática de crimes, delitos, prevaricações?


Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul


*

TEMPOS NEBULOSOS


O Supremo Tribunal Federal acaba de rasgar a Constituição, mais uma vez. Estão brincando de ditadura. Corre o risco de o Exército também querer brincar. Vivemos tempos nebulosos.


Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com

São Paulo


*

CENSURA JAMAIS


Será que o STF sabe o que é fake news? Será que os “nobres” ministros do STF não estão confundindo fake news com a nossa liberdade de expressão, um direito garantido na Constituição federal? Falar o que pensamos e sentimos sobre o STF e as decisões dos “nobres” ministros não pode ser classificado como fake news. Como homens e mulheres públicos, eles estão sujeitos a críticas. Que respondam com trabalho, com ética, com transparência, mas jamais com censura. Não vamos permitir que os guardiões da Constituição a rasguem. Se o povo unido já derrubou dois presidentes da República, com certeza também pode derrubar um ministro do STF que não esteja fazendo jus à sua toga.


Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana


*

BENDITA BURRICE


A notícia já tinha sido devidamente escondida pela imprensa. Repercussão baixíssima. Jornais e revistas consideraram a referência ao presidente do STF na planilha da Odebrecht como coisa trivial. No jornal que leio diariamente há mais de 30 anos, nem sequer uma chamadinha na primeira página, como mereceu a confissão de Cesare Battisti, outro fato banal. Aí vem o colega de tribunal e censura a reportagem. Agora, quem não viu vai querer ver. A burrice, às vezes, é benfazeja.


José Jairo Martins josejairomartins7@gmail.com

São Paulo


*

MORDAÇA SUPREMA


A Justiça, personificada pela deusa Themis, é representada de olhos vendados e com uma balança na mão. Na disléxica e caolha deusa da Corte Suprema, após as recentes ações dos sumos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, praticando covarde e coercitiva censura e mordaça à revista “Crusoé” e ao site O Antagonista, aliados aos supremos esperneios antirrepublicanos dos Mellos, Celso e Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, a referida venda há muito tempo desceu à boca e a balança sumiu, tal qual se escafederam dos autos da Operação Lava Jato os documentos que comprovavam quem é o “amigo do amigo do pai” do denunciante Marcelo Odebrecht. Até quando manda quem pode, STF? Cala-boca já morreu, hein!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


*

CENSURA DO STF


Cala-boca já morreu, não é mesmo, ministra do STF Cármen Lúcia? Entenderam, ministros? A revista “Crusoé” vai ter de publicar poemas ou receitas no lugar dos seus artigos?


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


*

DITADURA PRETO-TOGA


Será que voltaremos a ler versos de “Os Lusíadas” e receitas culinárias no lugar de reportagens? Será que a ditadura verde-oliva renascerá travestida de preto-toga? Abaixo a ditadura! Diretas já para o STF! Não nos calarão!


Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo


*

A DITADURA DO STF


O Supremo Tribunal Federal (Seriam Todos Fakes?) cometeu nesta semana um atentado contra a liberdade de imprensa: censura à informação. A iniciativa partiu de um ministro do STF a mando do seu presidente, que se encontra viajando. Invocando a honorabilidade dos integrantes do Supremo, o ministro pede a supressão da matéria e que os responsáveis sejam interrogados. Nem a ditadura, que também censurou a imprensa no Brasil, conseguiu fazer pior. Num regime democrático, isso não pode ser admitido.


José Roberto de Jesus dejesusjoseroberto1@gmail.com

Capão Bonito


*

QUEM NÃO DEVE NÃO TEME


Três lembretes para um certo “ministro” de um certo “supremo” tribunal: 1) vivemos num Estado Democrático de Direito; 2) censura nunca mais!; E 3) como diz o velho “deitado”, quem não deve não teme...


Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo


*

SUPREMO ESCÂNDALO


Um escândalo que pode desmoronar o Supremo Tribunal Federal (STF): Marcelo Odebrecht entregou à Operação Lava Jato um documento em que confirma que o dono do codinome “amigo do amigo do meu pai” era uma referência ao ministro Dias Toffoli, atual presidente da Corte Suprema. Em 2007, no auge das negociatas envolvendo propinas no governo Lula, Marcelo enviou um e-mail a dois altos executivos da empresa questionando “afinal, vocês fecharam com o amigo do amigo do meu pai?”. Ao que Adriano Maia responde: “Em curso”. Na época, Toffoli era o advogado-geral da União. Cabe a pergunta: providencias da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, estão em curso para afastar este ministro, que há muito demonstra não estar à altura do cargo?


Paul Forest paulforest@uol.com.br

São Paulo


*

O AMIGO DO AMIGO


A propósito do bilionário e opaco imbróglio envolvendo as hidrelétricas do Rio Madeira, Marcelo Odebrecht finalmente revelou em delação premiada que o “amigo do amigo do meu pai”, citado em e-mails apreendidos em seu computador, é ninguém menos que o presidente da Corte Suprema (STF). Como vai se sair desta o ministro Dias Toffoli?


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

CODINOME NO STF


A mais recente notícia-bomba envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal dá conta de que seu presidente, Dias Toffoli, era conhecido, lá atrás, como “amigo do amigo do meu pai”, segundo disse Marcelo Odebrecht quando resolveu explicar os codinomes achados em sua agenda, que agora está em posse da Polícia Federal. Os registros são de 2007, mas, de qualquer forma, trazem à tona a identidade de alguns fanfarrões. Aliás, é o que diz, abertamente, o prefeito de Embu das Artes, em São Paulo, Ney Santos, que em 2017 teve de pagar R$ 2 milhões para que o STF revogasse a sua prisão. Péssimo exemplo destes ministros que se consideram verdadeiros “deuses”. Vergonha nacional!


Júlio Roberto Ayres Brisola robrisola@uol.com.br

São Paulo


*

JUSTIÇA?


Quando o presidente do STF está envolvido em denúncias de corrupção, o que podemos esperar da Justiça?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


*

O POLITICAMENTE CORRETO


Ministro do STF determina à revista “Crusoé” e ao site O Antagonista que retirem do ar reportagem “O amigo do amigo de meu pai”, que faz ligações do ministro do STF Dias Toffoli baseadas em delação de Marcelo Odebrecht em processo da Lava Jato. Clara demonstração de censura e de corporativismo dos togados contra a liberdade de imprensa e de expressão. São intocáveis? São impolutos? Ou são apenas homens que também estão sujeitos ao erro, à prevaricação? E também me surpreende que, diante do bárbaro incêndio sofrido na catedral de Notre-Dame, em Paris, mais do que uma joia da civilização, um ícone de toda a cristandade, a imprensa divulgue que o YouTube tenha vinculado, por erro, este incêndio com o ataque às Torres Gêmeas de Nova York e tenha retirado do ar esta suposição. Por quê? Não se pode mais expressar uma opinião antes que as investigações sejam concluídas? E, conhecendo o poder do politicamente correto, quem nos garante que a verdade verdadeira surgirá? Pode ter sido um curto-circuito, e pode não ter sido, não é? Afinal, a França hoje é o maior ninho de cobras em toda a Europa e a civilização judaico-cristã, a nossa, está em perigo, e de forma consentida por todos os governos da União Europeia, que se recusam a expressar a verdade. Os muçulmanos estão a praticar a Jihad, disseminação da fé islâmica, não mais com luta como durante a Guerra Santa recomendada por Maomé, por meio da qual dominaram a Península Ibérica por 800 anos, mas agora, pacificamente, se refugiando em vários países do mundo e se multiplicando biblicamente, e ocasionalmente praticando terrorismo, mas isso não se pode comentar, porque não é politicamente correto. Pronto, falei!


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


*

INCÊNDIO EM NOTRE-DAME


Símbolo de uma civilização, história de uma nação, monumento de nossa cultura, a catedral de Notre-Dame, em Paris, queimando diante dos olhos do mundo, nos fez refletir sobre quem somos. Nossa identidade cultural. Não é necessário ser francês nem católico para ter naquela catedral uma referência nacional ou religiosa. Ela representa nossa mais sofisticada identidade com o processo cultural. Uma cápsula do tempo na história do mundo que criamos e em que vivemos. Catedral de nossa memória. Monumento de nossa identidade. Precisamos reconstrui-la para continuarmos sabendo quem somos. Nossa grande Dama de Paris.

                

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


*

CATEDRAL INCENDIADA


Não houve vítimas... exceto a humanidade.


Rodolfo de Oliveira Costa rodolfo_o_costa@yahoo.fr

Águas de Lindóia


*

CONSUMIDOS PELO FOGO


Que fatalidade e infelicidade! Com manutenção, incêndio na catedral! Sem manutenção, incêndio no museu do Rio de Janeiro! C’est la vie!

  

Henrique Boneti hboneti@uol.com.br

São Paulo


*

TRAGÉDIAS EM SÉRIE


Após uma sequência de tragédias em nosso país, na segunda-feira o incêndio na igreja de Notre-Dame, na capital francesa, abalou o mundo. É sabido que na história da humanidade sempre existiram tragédias, mas neste ano de 2019 infelizmente as tragédias estão ocorrendo com mais frequência.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


*

SEM COMPARAÇÃO


Espero que não se faça qualquer comparação do incêndio na Notre-Dame com o crime anunciado do Museu Nacional. Assim como espero também que não tenha sido ato terrorista, o que, infelizmente, é uma possibilidade em se tratando de Europa, França e, principalmente, Paris. Pelo menos aqui, no Brasil, terrorista não tem vez; basta a falta de civilidade geral para destruir tudo o que temos: museus queimados por puro desleixo, patrimônio histórico ruindo ou sendo jogado ao chão sob aplausos de todos, enchentes provocadas por lixo e entulho jogado nas ruas, edifícios desmoronando, poder público dando garantias que as represas estão seguras...


Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo


*

DESCASOS E DESCASOS


Enquanto as chamas consumiam a Catedral de Notre-Dame, em Paris, os canais franceses de televisão lamentavam a tragédia e enalteciam a importância da história e da cultura francesas, não só para os franceses, mas para a humanidade. Não houve, pelo menos até o momento, qualquer acusação ou insinuação de descaso do poder público local como causa do sinistro. Em contrapartida, quando do incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, em 2018, a avalanche de acusações de displicência contra o Estado foi intensa e impiedosa desde o início. Não há nada de estranho nesta diferença: enquanto na França negligências podem até acontecer, mas são a exceção, por aqui, infelizmente, o descaso é a regra.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


*

CONCLUSÕES


Em apenas um dia e algumas grandes companhias francesas já anunciaram mais de R$ 2 bilhões em doações para a reconstrução da catedral de Notre-Dame. Duas conclusões já podem, também no primeiro dia após o dramático incêndio, ser especuladas: primeiro, o Vaticano ainda não se prontificou também a ajudar financeiramente na reconstrução da catedral; e, segundo, como é tão mais fácil arrecadar vultosas quantias para reconstruir templos na Europa do que poucas quantias para salvar vidas que diariamente são perdidas às centenas nas antigas colônias europeias da África e da Ásia.


Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


*

NOTRE-DAME E A REPÚBLICA


Para aqueles que costumam usar o termo República e seus derivados, como republicano, para adjetivar positivamente seu discurso, transcrevo um breve destaque deste jornal a respeito do lamentável acidente que enlutou a humanidade, o incêndio da Notre-Dame, de Paris, ocorrido em 15/4. “Uma sobrevivente. Construída entre 1163 e 1345, a Catedral de Notre-Dame resistiu a duas guerras mundiais e à Revolução Francesa, quando foi transformada em depósito e quase derrubada”. O que o jornal não disse foi que o “quase” crime contra a humanidade e à cultura universal teria sido um “feito” dos republicanos franceses. No entanto, foi usada como armazém de depósitos, crime, sem dúvida, menos estúpido, porém republicano.


Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas


*

‘JOIA DA CIVILIZAÇÃO’


“Ab imo pectore” (do fundo do coração), cumprimento o ínclito “Estadão” pela espetacular reportagem de ontem (16/4, A10), uma verdadeira aula sobre a existência de uma das mais formosas catedrais do mundo, a Catedral de Notre-Dame, de Paris, que foi vítima de um incêndio. Vendo, como eu vi, pela TV as altas labaredas destruindo e desabando o grande pináculo da catedral, peço vênia para parafrasear Emmanuel Macron, presidente da França: “Parte de nós queimou junto com a catedral”.


Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis


*

REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Quando vejo que ainda existe um grande número de parlamentares querendo votar contra a reforma da Previdência, provavelmente a única chance que o Brasil tem de retomar seu crescimento, chego à triste conclusão de que esta gente não está nem um pouco preocupada com os destinos do País. São abutres na espreita de se saciar com o que sobrar dos frangalhos de um país que luta pela sua recuperação. Parlamentares que não honram os votos de seus eleitores e que utilizam seu mandato em seu próprio benefício, dando as costas aos sonhos daqueles que sufragaram seu nome na esperança de serem bem representados. O que surpreende a todos nós é como esta gente consegue colocar a cabeça no travesseiro e ter um sono de dignidade. Mas será que politiqueiro sabe o que significa a palavra dignidade?


Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo


*

RESPONSABILIDADE


A reforma da Previdência, essencial para o futuro do País, dará também fôlego para as endividadas unidades federativas. O PT, como sempre, e seus nanicos partidos satélites são frontalmente contrários à reforma. O Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, depois dos gastos absurdos com os Jogos Olímpicos e a roubalheira desenfreada da quadrilha de Sérgio Cabral, está falido, e mesmo assim seus deputados, principalmente Marcelo Freixo e Ivan Valente, lutam fervorosamente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), contra a reforma. Os trabalhadores cariocas e fluminenses que não  são remunerados de acordo com a lei deveriam cobrar de seus representantes no Congresso mais responsabilidade.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


*

TRISTE, MAS FALTA ADJETIVO


Quando votamos numa eleição, é porque temos o desejo de livrarmos o País de um bando de políticos desonestos que roubaram tudo o que puderam. Votamos para que tivéssemos um país melhor, que nossos descendentes tivessem pelo menos o direito de sonhar com uma vida melhor. Porém não é isso o que se vê numa Câmara de usurpadores, que querem apenas mais dinheiro aprovando o tal Orçamento Impositivo, que obriga o governo a jogar fora um caminhão de dinheiro para satisfazê-los. Nossos representantes são tão baixos no mundo da bandidagem que não temos outro adjetivo para qualificá-los. Não sendo a PEC da Previdência aprovada, seria muito bom se se o presidente da República também cortasse os seus salários, os planos de saúde,  seus carros, suas casas, etc. 


Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo


*

CLASSE MÉDIA


Muito oportuno o editorial “Importância da classe média” (14/4, A3), neste momento de “reformas tão necessárias” (na verdade, retrocesso em direitos de cidadania) que atingem, sobretudo, esta classe. Texto que deveria ser de urgente e profunda reflexão para os políticos, partidos e os numerosos palpiteiros “reformistas”.


Tibor Rabóczkay trabocka@iq.usp.br

São Paulo


*

A PAUTA DAS CENTRAIS SINDICAIS


As centrais sindicais são contra a reforma de Previdência porque perderam o direito ao Imposto Sindical obrigatório recolhido todo ano, equivalente a um dia de trabalho de cada trabalhador. Mas é só o governo sinalizar que poderá rever a volta deste maldito imposto que as centrais sindicais apoiarão totalmente a reforma da Previdência. Ou não?


Pedro E. Dal Cortivo vixen.rep@gmail.com

São Paulo


*

ARTICULAÇÃO


A propósito da aprovação da reforma da Previdência, alguém, finalmente, escreveu de forma clara, direta, objetiva, com todas as letras, qual a missão do Poder Executivo (encaminhar proposta) e qual a missão do Poder Legislativo (analisar, aperfeiçoar, se necessário, votar e aprovar). O articulista Francisco Ferraz, no artigo “Sound and fury” (12/4, A2), tem razão: quem tem de “articular” é o Legislativo. Querer o Executivo nessa “articulação” é querer continuar com as velhas práticas da velha política. Basta!


Sergio Vieira sergio.vieira@svdi.com.br

São Paulo


*

‘SOUND AND FURY’


“Sound and fury”, obra-prima de Francisco Ferraz, que demonstrou no artigo o que quase ninguém destacou: o cínico deputado Rodrigo Maia, que em menos de oito horas votou o orçamento impositivo, alegava que não poderia cuidar de reforma da  Previdência e Pacote Anticrime ao mesmo tempo. Haja incoerência. Mas é fácil de entender, ele jamais pensou em país, só pensa nele. A linhagem familiar de Rodrigo, conhecido como genro do genro do genro (Getúlio, Amaral Peixoto, Moreira Franco, Rodrigo), demonstra que nada de bom se pode esperar deste cidadão. Quando se trata de levar dinheiro federal para o Rio de Janeiro, ele é uma fera, quando se trata de resolver o Brasil, ele quer “articulação”. Ele até já foi provocado para explicitar o que ele quer dizer com “articulação”, mas não teve coragem de fazê-lo. Espero que  o “Estado” explore melhor a linha descrita por Francisco Ferraz, buscando tudo o que está por trás das ações deste deputado. Investigação feita e o “Estado” poderá mostrar ao Brasil a face oculta deste cínico deputado.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


*

BAIXO NÍVEL NO CONGRESSO


A entrevista do líder do PSL na Câmara dos Deputados, delegado Waldir (14/4, A8), mostra a indigência política e cultural da maioria de nossos políticos. A menor sandice proferida por Sua Excelência, o sr. líder do PSL, foi chamar o sr. Rodrigo Maia de primeiro-ministro. Ou os partidos políticos selecionam melhor seus membros e candidatos e a legislação eleitoral aprimora o nível de nosso eleitorado ou pouco teremos a comemorar no próximo 15/11, 30.º aniversário de nossa melancólica república, que ainda não merece inicial maiúscula.


Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas


*

EXIBICIONISMO


O exibicionismo do deputado federal delegado Valdir chega ao ponto de ser ridículo (“‘Rodrigo Maia é o primeiro-ministro’, diz líder do PSL”, “Estado”, 14/4, A8). Deveria trabalhar mais em prol dos seus eleitores. Fala muito e faz pouco ou nada. Acorde!


Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

Mirandópolis


*

GOVERNO BOLSONARO


Entendo que a velha política é aquela praticada por dirigentes públicos democráticos em que somente o diálogo deve prevalecer. Mas, para o nosso presidente, Jair Bolsonaro, a velha política, infelizmente, é o mesmo que sinônimo de compra de facilidades ou corrupção. Mas o presidente que canta de galo e se vangloria de ser uma “ilha dos bons costumes” também pratica aquela velha política que ele diz abominar, e dá um péssimo exemplo de mau uso de recursos públicos pelo Planalto. Segundo números da Secretaria Especial de Comunicação da Presidência (Secom), o governo gastou em publicidade neste primeiro trimestre, de janeiro a março, 63% mais que o mesmo período de 2018, da gestão de Michel Temer, ou seja, o gasto passou de R$ 44,5 milhões para R$ 75 milhões. E Bolsonaro deu mais verbas de publicidade para seus bajuladores. Explico: a TV Record, que em 2018 faturou entre janeiro e março R$ 1,21 milhão, viu neste ano seu faturamento crescer 659%, ou seja, subiu para R$ 10,3 milhões. E a TV Globo, que Bolsonaro diz odiar, R$ 7,07 milhões, valor menor que o do SBT, de R$ 7,3 milhões. É bom lembrar que em 2018, neste mesmo período, a TV Globo faturou R$ 6,9 milhões, ou 3% menos. Quando citei que Bolsonaro, neste quesito de liberar verbas de publicidade oficial, não respeita os recursos dos contribuintes, é porque a audiência da TV Globo é infinitamente maior do que a da TV Record. E, neste caso, o presidente desrespeita milhões de brasileiros que deveriam ver estas peças de publicidade oficial, mas ficam órfãos de informação. Pelo jeito, mais interessa ao presidente o jornalismo bajulador, ou a velha política, que diz recusar praticar. E, confirmando sua adoração por bajuladores, o presidente também acaba de conceder ao bispo dono da TV Record, Edir Macedo, e à sua mulher o passaporte diplomático – o mesmo que Lula e Dilma, de forma irresponsável, também concederam. Bolsonaro acha que ninguém percebe que ele canta de galo, mas abandona suas convicções.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


*

OS CEM PRIMEIROS DIAS


Cuidado, muitos estão humilhando Jair Bolsonaro, mas na “Bíblia” consta que “os humilhados serão exaltados”.


Jesus Antonio Ribeiro jesus.ribeiro2005@gmail.com

São Bernardo do Campo


*

PETROBRÁS SEM CONTROLE?


O que mais surpreende na história da interferência do presidente Jair Bolsonaro na fixação dos preços da Petrobrás é a inação da agência reguladora (ANP). Afinal, é a própria empresa, com metade do seu capital na mão de particulares, com base num pseudomercado internacional, que define seus preços? Apesar do monopólio que exerce? Assim, sem concorrência e sem controles, é o melhor negócio do mundo! E o povo que se dane!


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo


*

BOLSONARO E OS CAMINHONEIROS


O editorial “Bolsonaro e os caminhoneiros” (16/4, A3) deveria ter avançado numa análise mais abrangente, em outros pontos que afetam o preço do diesel e uma greve dos caminhoneiros. Salvo melhor juízo, penso que faltaram os seguintes pontos: 1) a Petrobrás detém o monopólio do óleo diesel (“Importação de diesel”, “Estado”, 15/4). 2) O governo não tem no momento uma legislação específica na área de segurança para agir com rigor nos bloqueios das estradas. 3) Para que o aparato policial e militar possa desbloquear as estradas, precisa de uma grande logística de equipamentos e um treinamento especial, para tratar os confrontos inerentes a uma atuação desse tipo.


José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo


*

A PRESSÃO DOS CAMINHONEIROS


Quer dizer, então, que seremos sempre reféns dos caminhoneiros? É esta a nova maneira de fazer política? Passar a mão na cabeça de meninos mimados, que batem o pé e fazem birra se não ganharem o brinquedinho que querem? Foi isso o que vários deles demonstraram quando da última greve, agredindo os próprios colegas de profissão com tal  violência que chegaram a matar um caminhoneiro idoso – ou alguém já se esqueceu de algumas daquelas cenas lamentáveis? Quem não está satisfeito com a profissão que exerce procure outro tipo de ocupação e use a criatividade, como muitos cidadãos fazem! Que o presidente da República use da força que adquiriu com a eleição e diga um sonoro “não” à chantagem!


Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.