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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Paz com a imprensa

Concordo com o editorial Aceno de paz (19/4, A3): é de fato importante o gesto do presidente da República, num evento em São Paulo, de citar a imprensa, dizendo: “Apesar de alguns percalços entre nós, nós precisamos de vocês (profissionais de imprensa) para que a chama da democracia não se apague”. Um compromisso saudável que Jair Bolsonaro assume para definitivamente, como se espera, melhorar sua relação com os meios de comunicação, já que a nossa sociedade não toma conhecimento dos fatos que acontecem no País e no mundo, e principalmente das ações de seu governo, pelo Twitter ou pelas redes sociais, mas por intermédio da incansável imprensa brasileira. Que até aqui tem apoiado os bons projetos do Planalto enviados ao Congresso Nacional, como, por exemplo, o da reforma da Previdência. Todavia não poderia essa mesma imprensa, num país democrático, deixar de repudiar as crises nada republicanas promovidas pelo presidente e seu entorno. Essa manifestação do presidente sobre a imprensa e, finalmente, sua busca de diálogo com o nosso Parlamento são um sopro de esperança para que a harmonia institucional volte a reinar na nossa terra. E as esperadas reformas sejam aprovadas, a fim de alavancar a nossa economia, promover o bem-estar social e a urgente criação de 13 milhões de postos de trabalho para os nossos desempregados. A Nação tem pressa.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

Observação precisa

Impecável o editorial Aceno do paz. Além de preciso em sua análise, fez observar o sentimento da sociedade e de parte substancial do próprio governo. Não se há se duvidar da capacidade do presidente Jair Bolsonaro de entender o País e as suas peculiaridades, para sedimentar uma estrada confortável, visando a conduzir a administração pública federal ao objetivo traçado. Entretanto, é preciso haver colaboração de todos os segmentos da sociedade, para que o Brasil atinja o seu lugar ao sol como uma grande potência econômica que é, sendo relevante constatar que a imprensa, como timoneira permanente, tem papel fundamental nesse caminho. O Estado Democrático de Direito, assentado na premissa elementar do pleno exercício responsável da liberdade de expressão, é também parte indissociável dos órgãos de comunicação, os quais têm como dever precípuo produzir a verdadeira informação, a notícia real. A imprensa nacional tem o dever de colaborar com o povo brasileiro para que este possa pensar livremente e alcançar o discernimento necessário para entender e assimilar, de modo soberano, a notícia que lhe é entregue. Assim sendo, não há possibilidade outra senão entender que o gesto do presidente Bolsonaro, como muito bem observado pelo editorial referido, se destina a pacificar o pensamento comum na busca pela paz e pelo desenvolvimento da Nação. Mais uma vez o jornal O Estado de S. Paulo brilha ao reafirmar sua condição de guardião da democracia e do interesse nacional, especialmente por bem reconhecer esse “aceno de paz” do presidente da República.

CLÁUDIO ABDUL-HAK ANTELO

claudio@ahantelo.com.br

São Paulo

Exasperante

Mercado, mídia e especialistas dentro e fora do País tentam tachar o presidente Bolsonaro com algum tipo de rótulo. Para uns, liberal; para outros, fascista; outros ainda, homofóbico; etc. Na verdade, não se sabe se ele é de fato isso tudo, porém o que dá a entender, no resumo da ópera, é que se trata de uma sopa de inclinações pessoais em que nada combina com nada. Não entende de economia, mas interfere no aumento do diesel. É um liberal, porém seleciona os veículos de comunicação com os quais mantém boas ou más relações. É um ex-militar, mas seus colaboradores imediatos, com honrosas exceções, são indisciplinados e não têm noção dos danos que causam à Nação com demissões e admissões estapafúrdias de auxiliares. Além disso, afora Paulo Guedes e Sergio Moro, nenhum ministro veio a público apresentar o plano de trabalho de sua pasta. Todos parecem neófitos. A inoperância do governo até aqui é exasperante. O próprio presidente, que planos tem ele para a educação, saúde, infraestrutura e para superar uma baciada de entraves que o País enfrenta para atingir um mínimo de desenvolvimento? Não se sabe. Enquanto isso, o caos impera na CCJ que aprecia a reforma da Previdência. E o presidente, nada. Por último, o produto interno bruto (PIB) embicou e nada nos faz crer que essa situação será revertida. Não parece crível, mas o governo já tem aparência cansada, envelhecida.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

Barueri 

STF

Três em um

Não foi bem recebida a tentativa de alguns ministros do STF de tornar a Justiça mais “célere” pela inovação de um juiz poder investigar, acusar e julgar o culpado. Próximo capítulo no STF: julgamento, pela quarta vez, da admissibilidade de prisão após condenação em segundo grau. O resultado da votação é previsto: 6 a 5. Só falta saber de que lado ficará a maioria.

MAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Melhor assim

Com o constrangedor recuo do passo mal dado, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, enfim, reconhecem que não podem tudo.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Defesa da Constituição

Que o STF se ocupe de sua missão precípua, que é zelar pela integridade da Constituição. Lamentavelmente, há quem a viole, como o responsável por conservar direitos políticos da “presidenta” cassada, negando o claríssimo ditame da Carta Magna. 

PAULO EDUARDO GRIMALDI

pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

Que semana!

Esta semana, tão pródiga em lambanças, deveria ser esquecida, tamanhos os danos que causou ao nosso país. Para que não se repita, porém, proponho que seja lembrada como “a semana insana”. Senão, vejamos. A revista Crusoé e o site O Antagonista censurados por canetada insólita de ministro do Supremo Tribunal Federal. Manifestações na própria Suprema Corte contrárias à censura explícita. Verdadeira guerra na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados patrocinada pela oposição, tendo como aliado o Centrão. Ministro volta atrás e suspende a decisão contra a revista e o site. O presidente do Supremo autoriza jornal, a entrevistar um presidiário na cadeia. É, realmente não falta nada para torná-la inesquecível.

JOSÉ PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

Santo André

“É notório que a liberdade de expressão, consagrada no artigo 5.º da Constituição, é relativa quando envolve membros do STF”

  

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE OS ‘MAIS IGUAIS’

fransidoti@gmail.com

“Mordaça para jornalistas, megafone para presidiário. Há um grito parado no ar...”

  

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE O SUPREMO E A VOZ ROUCA DAS RUAS

standyball@hotmail.com

REFORMA PARADA

Segundo Vera Magalhães (“Saída honrosa”, 17/4, A6), os grandes óbices para a tramitação da reforma da Previdência são os partidos PP, PRB e PR, com respectivos presidentes Ciro Nogueira, Marcos Pereira e José Tadeu Candelária (eminência parda de Valdemar Costa Neto). Por intermédio deles, estas siglas clamam por articulações do governo federal para eles facilitarem a tramitação da Nova Previdência. Como esperar negociações lícitas com tais partidos e respectivos presidentes? Os dois presidentes e Valdemar Costa Neto, todos envolvidos na Lava Jato, não podem ensejar nada republicano. E há quem afirme que o Poder Executivo não está se dispondo a articular. Para um novo país temos de exigir que o Executivo jamais “negocie” ou “articule” com este tipo de políticos, que são os mais fiéis representantes da velha e corrompida política.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas 

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ENTENDEU MESMO?

Que o presidente Jair Bolsonaro “entendeu” as explicações do ministro Paulo Guedes sobre o índice de reajuste do preço do diesel e a autonomia da Petrobrás não resta dúvida alguma. Assim como, a esta altura do campeonato, ele sem dúvida também já entendeu que sem a aprovação de uma robusta reforma da Previdência não haverá alavancagem econômica suficiente para tirar o País da mediocridade (“A crise ignorada por Bolsonaro”, “Estado”, 18/4, A3). O que o presidente precisa definitivamente “entender” é que, em vez de falar primeiro e se arrepender depois, é preciso antes de mais nada pensar – na dúvida, perguntar para quem realmente sabe –, para só então falar e agir. O País já não suporta mais verbalizações e ações impulsivas. Parece óbvio ululante, como diria Nelson Rodrigues. Mas, se o óbvio fosse tão ululante assim, o presidente já teria “entendido” tudo isso há tempo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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SACO DE FILÓ

Não é fácil de conviver com políticos inescrupulosos que, pelo fato de não parirem os grandes projetos necessários ao País, se interpõem aos seus autores de modo a não permitirem seu ganho político. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já provou que, além da capacidade profissional, tem a paciência necessária para suportar tais indivíduos. Registre-se aí a diferença de Q.I.. Cumprimento o ministro e, por favor, que ele não nos abandone. Neste momento, Paulo Guedes é a única luz que ainda temos neste túnel.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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A REALIDADE DO PODER E O RUMO CERTO

Segue no rumo certo o artigo “O destino da Nação em nossas mãos”, de Luiz Felipe D’Ávila (16/4, A2), ao mostrar que o poder do povo se exerce mais pelos parlamentares do que pelo Executivo, o que explica a frustração dos que esperaram um raio em céu azul ao votar nas últimas eleições. E também pelos governadores (Federação, cláusula constitucional pétrea), municípios e entidades privadas. Faltou complementar que uma autêntica reforma política implica limitar os mandatos parlamentares a dois subsequentes, o que dizimará a famosa classe política e os projetos de poder, não de governo. Neste terreno limpo poderá florescer um parlamentarismo dinâmico e construtivo, que não é um modelo de ocasião para superar crises políticas, mas um sistema vigente na maioria dos países democráticos cultos e desenvolvidos.

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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‘O DESTINO DA NAÇÃO EM NOSSAS MÃOS’

Excelente o artigo do cientista político Luiz Felipe D’Ávila (16/4, A2). “Nunca foi tão importante para o País ter um Congresso Nacional forte, soberano e em sintonia com a sociedade para aprovar as reformas inadiáveis do Estado brasileiro.” “Chegou a hora de os parlamentares mostrarem que não temem enfrentar cara feia e críticas de gente que defende os privilégios do corporativismo e do patrimonialismo.”

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA PARTICULAR

Parece-me um equívoco indesculpável que o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) atuem não como guardiões, mas como donos da democracia. Uma democracia de interesses, seletiva, partidária, corporativa e corrupta. Por favor, sejamos francos, a realidade grita!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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ESTADO DE DIREITO?

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, brandindo o Regimento Interno da Corte, ignorou dispositivo que determina a realização de sorteio e designou o ministro Alexandre de Moraes para conduzir inquérito contra sete cidadãos que teriam praticado crime de lesa-majestade ao externar opiniões sobre o comportamento daquela Corte. O inquisidor ignorou advertência da procuradora-geral da República sobre a inconstitucionalidade da iniciativa e determinou à Polícia Federal devassa nos endereços dos acusados para a colheita de provas, perseverando na caça às bruxas. Estamos, porventura, vivendo num Estado de Direito?

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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SUPREMA PISADA NA BOLA

Espero não ser interpelado e ter de responder a algum inquérito na Polícia Federal por minha opinião. Mas, se tiver de ser processado, como não tenho foro privilegiado, que o seja na Justiça de primeiro grau, não no STF. A opinião franca que tenho é de que um ministro pisou na bola de maneira olímpica a ponto de não ter sequer coragem de confessar a besteira que perpetrou ao sugerir que alguém estaria ameaçando seriamente a Corte e seus privilegiados membros.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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SUBVERSÃO

Nos bancos das boas faculdades de Direito aprende-se que o dono da ação penal é o Ministério Público. Entretanto, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, entende que não, e assim o ensinamento passa a ser questionado, exceto se houver a renovação da defesa de uma tese: “Na Justiça, cada um no seu lugar”. Ou seja: o promotor acusa, o advogado defende e o juiz julga. Mudar a ordem é subverter a aplicação da Justiça.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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MATOU A PAU

Discorrendo na terça-feira no “Jornal Nacional” acerca do inquérito das “fake news”, cuja instauração foi ordenada pelo presidente do STF, Dias Toffoli, o jurista Carlos Ayres Brito, ex-membro daquela Casa, foi sucinto, mas brilhantemente didático: “Quem investiga não julga; quem julga não investiga”. 

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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TEMPOS DE INQUISIÇÃO

Não é admissível que um tribunal denuncie, investigue e julgue. Ora, a Constituição federal veda essa “tramoia” e veda também a censura que foi imposta à revista “Crusoé” e ao site “O Antagonista”, por publicarem fatos verdadeiros encontrados pela Policia Federal envolvendo o presidente da Corte Suprema, ministro Dias Toffoli. O STF, que deveria ser o maior guardião da lei, é o primeiro a desafiá-la, abrindo fogo contra a Procuradoria-Geral da República (PGR) e causando repulsa ao povo de bem. Ora, “o amigo do amigo do meu pai” nomeou um “amigo” seu do STF para denunciar, investigar e julgar os responsáveis pela divulgação da verdadeira notícia. Se pretendiam omitir o fato, o tiro saiu pela culatra. Cuidado com a “viatura e com o soldado” que poderão aportar no STF de uma hora para outra.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TOFFOLI E ALEXANDRE

Dias Toffoli e Alexandre de Moraes estão me lembrando de um ótimo filme, uma brilhante comédia chamada “Debi e Loide”. Qual será o fim disso?

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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STF & DIREITO DE EXPRESSÃO

O STF se “desmoraesliza” a cada dia que passa...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CENSURA

Se “amigo do amigo do meu pai” for verídico em delação da Lava Jato, então o “amigo do amigo do meu pai” nos autos de censura da revista eletrônica “Crusoé” e do site “O Antagonista” é “fake news”. 

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque 

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NÃO CONFUNDIR STF COM ITF

O Supremo Tribunal Federal (STF) é a Corte daqueles que têm notório saber jurídico, ilibada conduta pessoal e profissional, são garantidores do Estado Democrático de Direito e se constituem em inequívoco alicerce da democracia. O Inferior Tribunal Falido (ITF) é a metáfora do local que abriga os que comprovam não ter adequado saber jurídico, não são reconhecidos pela exemplar conduta pessoal e profissional, contribuem para a impunidade dos agentes públicos corruptos e asseguram a liberdade de acusados da prática contumaz de crimes. O STF se opõe à metáfora divergente por ser a garantia da prevalência da meta primacial do ser humano, que é a busca da paz e harmonia, amparada no instrumento primacial representado pela democracia, que por seu turno se fundamenta na liberdade, na verdade, na coragem e na ética. Os integrantes do STF devem ser reconhecidos por equilíbrio, moderação, imparcialidade, confiabilidade, sabedoria, esperança e otimismo. No âmbito da sociedade, todas as cogitações, atos, decisões, despachos, bem como todas as manifestações da faculdade de ser, saber, pensar e agir devem convergir para a potencialização do valor da Corte Suprema – notadamente os oriundos dela própria. É atribuição individual e coletiva irrenunciável.

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília

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DESCONFIANÇA

As lutas de togados do Judiciário, que nunca acabam, cada um interpretando a Constituição da maneira que lhe convém e alguns mudando a cada pronunciamento, são revoltantes. O Brasil atual tem uma prostituição em que uma lei diz o contrário da outra, e não uma Constituição. Mas não confiamos nos atuais legisladores para escrever uma nova Carta. Poderíamos copiar a de um país desenvolvido em educação, tecnologia, economia e ética.     

  

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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O SUICÍDIO DE ALAN GARCÍA

Alan García, ex-presidente peruano, suicidou-se antes de ser preso por estar envolvido com a sempre presente e corruptora Odebrecht. “Faturou” US$ 100 mil, segundo ele dando palestras. Teria sido orientado por Lula? Merreca, perto do que o similar brasileiro faturou. Agora, gostaria de sugerir aos nossos corruptos que sigam o exemplo de García. É melhor para todo mundo. O Brasil agradece.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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VERGONHA

Em outros países, políticos corruptos estão se suicidando pelo constrangimento; aqui, ficam tripudiando em cima da Justiça.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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AVANTE, BRASIL!

Independentemente da situação que vivemos hoje, com 13 milhões de brasileiros desempregados, hospitais abarrotados de pessoas nos corredores e sarampo e dengue se espalhando por todos os cantos, o que nos interessa, mesmo, é termos um presidente da República que está entre as pessoas mais influentes do mundo. O resto é resto.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DEMISSÃO NO MEC

Sobre a matéria “Militar que foi o número 2 do MEC é demitido pelo novo ministro” (“Estadão”, 18/4), o novo ministro Abraham Weintraub faz muito bem em colocar pessoas de sua confiança nos principais cargos do Ministério da Educação (MEC). O fato de alguns ex-militares se considerarem melhores de que os civis muitas vezes prejudica os trabalhos, criando atritos desnecessários. Desejo ao novo ministro uma feliz gestão neste pior serpentário da República, que com certeza agora terá mais unicidade no comando, pois a área é repleta de funcionários aparelhados que tudo farão para prejudicar a administração Bolsonaro nesta vital área. Para os aparelhados, vale o lema “desconfiar sempre é preciso, confiar não é preciso” (aliás, é também perigoso).      

             

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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O MEC E SUAS DEMISSÕES

Demite daqui, demite dali, torna a demitir, troca o ministro, volta a demitir... e o Ministério da Educação continua ligado a Olavo de Carvalho. Enfim, o Brasil continuará sendo recordista de ignorância. Nenhum país se desenvolve sem investir na educação. Vamos em frente, com nosso complexo de vira-latas e mantendo a nossa republiqueta de bananas. Quem pode cai fora, com passagem só de ida. E viva a direita, não é, defensores de Bolsonaro? Alguém que realmente deseja um futuro melhor para o nosso país deveria lutar por uma educação melhor. Enquanto muitos ficam aí discutindo reforma previdenciária, projeto anticrime, o Brasil continua indo para o brejo com menos educação.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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DESABAMENTO NO RIO

A polícia quer saber quem construiu os prédios que desabaram na comunidade da Muzema, mas é tranquilo: é só ir à Prefeitura do Rio de Janeiro e verificar todos os documentos arquivados, tudo bonitinho, é claro. Ou não? Só exigem isso das pessoas honestas. Milícias não precisam?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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SEGUNDA PARTE

Pelo visto, a investigação dos responsáveis pela queda dos dois prédios na Muzema, Rio de Janeiro, vai ser igual ao caso Marielle. Pelo visto, vamos ter o caso “Marielle II”. Construção totalmente clandestina, irregular, etc. Até as provas serão difíceis de coletar. Não precisa ser gênio para saber o porquê da dificuldade.  

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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MAIS UM CRIME HEDIONDO

A tragédia que ocorreu na Muzema, com o desabamento de dois edifícios, foi mais um crime hediondo, com a colaboração da Prefeitura do Rio de Janeiro, que só intimou as construções, em lugar de embargar e impedir a continuação das obras. Afinal de contas, é por tal motivo, entre outros, que ela tem o poder de polícia. Em consulta a vários sites de jurisprudência, fiquei sabendo que, conforme o artigo 78 do Código Tributário, que dispõe sobre o poder da administração pública, no caso a Prefeitura do Rio de Janeiro, que pode restringir a liberdade individual em nome do interesse público. Portanto, nesta tragédia vários são os criminosos, aqueles que invadiram área pública e construíram edifícios sem a contratação de engenheiros e geólogos e os responsáveis pela prefeitura carioca. Os primeiros, por infringirem a vasta legislação competente, e os segundos, por não tomarem providências para coibi-los, a começar pelo prefeito. A prefeitura não teria necessidade de entrar na Justiça para tanto. Em minha opinião como engenheiro, o que os autores cometeram foi um crime premeditado, pois não é uma questão que tais edifícios poderiam cair. Eles estavam fadados a desmoronar pela maneira tosca com que foram construídos. Não era uma questão de que poderia cair, e sim quando iriam cair, e o mesmo vale, em princípio, para todos os outros construídos nas imediações. Cumpre lembrar, outrossim, que a Prefeitura do Rio de Janeiro procedeu da mesma maneira no alojamento do Flamengo, e deu no que deu.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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RIO FALIDO E CORRUPTO

Como consequência de uma classe política que há décadas é corrupta no Rio de Janeiro, nada mais funciona, infelizmente, na outrora cidade maravilhosa! Se nem bueiros são limpos, menos ainda funciona o serviço de saúde pública, há muito um caos. E, não bastasse todo este rol de picaretagem, a população é literalmente refém da bandidagem, como também das milícias. Nem prédio para em pé, como vimos com os dois prédios construídos irregularmente em área invadida pela milícia na Muzema, região oeste do Rio, que desabaram, deixando feridos, 20 mortos e outros desaparecidos. Uma vergonha! E, pelo jeito, sem perspectivas de melhora...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PONTO DE NÃO RETORNO

As chamadas milícias se desenvolveram no Rio de Janeiro ao longo das últimas décadas e gradualmente se tornaram polos alternativos ao poder público. Seu crescimento se deu em conexão com aspirações políticas de elementos que enchem a Câmara Municipal da capital e de alguns municípios satélites, e de outros que ocupam a constrangedora Assembleia Legislativa, contando até com a participação de agentes da segurança pública. Tais focos de clandestinidade e ilegalidade subjugaram, mediante intimidação, populações de comunidades inteiras, tanto no que se refere à comercialização de bens e serviços essenciais, entre eles gás e internet, como a projetos irregulares de construção civil, além de as colocarem na linha de tiro pela disputa das zonas de atuação. Que o ocorrido recentemente no bairro Muzema, onde desabaram edifícios construídos à margem da fiscalização da prefeitura, com perda de vidas humanas, sirva de alerta aos administradores e políticos de outras cidades que ainda têm condições de travar o crescimento ou impedir o nascimento de tais esquemas criminosos. Aparentemente, aqui, na cidade maravilhosa, o problema chegou a um ponto de não retorno e poucos se atrevem a prever para o que convergirá o caos instalado pela ação destes bandidos, originada muitas vezes pela inércia e até conivência das autoridades.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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MILÍCIAS VERSUS ESTADO

A criminosa concorrência das milícias com o poder oficial aqui, no Rio, começa a provocar tragédias como esta do desabamento de prédios irregulares no bairro de Muzema. Se nada for feito para conter as ações criminosas dessas máfias, corremos o risco de termos uma convulsão social sem precedentes no País, num futuro não muito distante. 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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DOAÇÕES

A diferença de doações comparando o incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, e o da Catedral de Notre-Dame, em Paris, é absurda.  É vergonhoso que os brasileiros tenham doado R$ 157 mil ao museu e alemães e ingleses tenham dado perto de R$ 1 milhão. Deixa-nos perplexos saber que as grandes empresas e, principalmente, bancos, que somente em 2018 ganharam R$ 100 bilhões, não tenham participado das doações. Em 70 horas os franceses doaram R$ 3,5 bilhões, e tenho certeza de que virá ainda muito mais. A diferença de cultura é gritante. 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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