Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Inépcia

O editorial A crise ignorada por Bolsonaro (18/4, A3) diz que “é preciso ser generoso para classificar apenas como medíocre o desempenho econômico do Brasil”. Lembremos que na campanha eleitoral foi propalada a ideia de que bastaria retirar de cena o PT (que já não estava no poder havia mais de dois anos) que a economia se recuperaria como num passe de mágica. Na verdade, o que faltou foi o debate político e a construção de um programa de governo, ausências evidentes agora que se buscam negociações no Parlamento, as quais não prosperam por causa da falta de traquejo do presidente e de sua equipe. A economia é o reflexo direto da inépcia do governo, tanto gerencial como política. Os rumos de uma campanha insípida e seca – forçados ou não – pouco contribuíram para a democracia.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

prodomoarg@gmail.com

Campinas

Em ponto morto

O governo Bolsonaro ainda não fez nada para nos tirar do atoleiro. Precisamos parar de gastar rios de dinheiro nas estatais. Urge privatizá-las. A reforma tributária precisa ser costurada com o Congresso Nacional imediatamente. Faça-se! Não nos interessa o tipo de passaporte do bispo Macedo. Queremos novos investimentos no País para acabar de vez com esse desemprego absurdo. O caos social já está instalado. Basta dar uma olhadinha no que acontece na cidade do Rio de Janeiro. Parece mais uma guerra civil. O governo precisa engatar a primeira marcha, porque o Brasil continua em ponto morto, parado. 

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Meio ambiente

Conforme bem exposto artigo Ministério do Meio Ambiente, de mal a pior (19/4, A2), estamos vivendo uma era de incertezas ambientais neste governo. É mais do que preocupante, é alarmante, pois se vislumbra um retrocesso ambiental no País. Precisamos de entender que as dificuldades encontradas para se obter licenciamento ambiental do Ibama, nos governos anteriores, eram mais que necessárias, destruímos a natureza em troca de interesses do capital. Entregar aos militares as rédeas da política ambiental é ruim porque não é a praia deles. O presidente Bolsonaro está nos decepcionando.

AFRANIO REIS RODRIGUES PRIMO

afranioprimo@gmail.com

Resende (RJ)

Ilha de competência

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, é uma ilha de competência num governo errático. Técnico e gestor qualificado, é uma prova eloquente da necessidade imperiosa de colocar os melhores nos postos mais importantes da República. Problema número um para o nosso desenvolvimento, a infraestrutura brasileira, das estradas aos portos, tudo precisa ser atacado com competência e vontade. Precisaríamos de 22 Tarcísios de Freitas na Esplanada dos Ministérios. 

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com 

Porto Alegre

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PETROBRÁS

Sem concorrência

Rejeitando o pensamento do ministro da Economia, Paulo Guedes, de se usar o gás, mais barato, para os transportes, a Petrobrás demonstra que deseja englobar lucros e atuações. A estatal não permite concorrência, nacional e internacional, deseja manter seu monopólio longe de ameaças. Daí que Paulo Guedes tem toda a razão quando insiste na tese da privatização de empresas públicas. Não ter concorrência é não ter estímulo para realizar, fazer algo novo.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

Fim do monopólio

Realmente, o que a Petrobrás precisa é de muita concorrência. Está mais do que na hora de acabar com todos os monopólios, escancarar o mercado para que as outras petroleiras do mundo todo venham ao Brasil prospectar, furar poços, construir refinarias e distribuir petróleo. Chega da balela da reserva de mercado, o petróleo é um produto como outro qualquer. 

MÁRIO BARILÁ FILHO 

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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REFORMAS

Panaceia

A reforma da Previdência é mencionada há longo tempo como a panaceia para os problemas econômicos do Brasil. Mas bastou ser apresentada à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para os deputados negarem tal entendimento. Prioritário passou a ser o orçamento impositivo, garantidor das emendas deles e dos partidos. Temos aí a aplicação perfeita do adágio popular “farinha pouca, meu pirão primeiro”. E o País...

ANTONIO M. VASQUES GOMES

amavago@gmail.com

Rio de Janeiro

Civilidade

O Congresso, em comissões e em plenário, tem sido campo de intolerância de minorias, contrariando princípios fundamentais da democracia. Tal comportaamento se converte em espetáculos agressivos nos debates e em obstruções, impossibilitando o transcurso normal do trabalho que é dever dos representantes do povo. A tolerância é comportamento básico recíproco nas relações individuais, sociais e institucionais. Deve haver limite para enfrentamentos incivilizados.

RENATA MICELI ZOUDINE

zoudine@yahoo.com.br

São Paulo

Longo caminho

Sugere-se ao eleitor que observe a conduta de seu escolhido no Congresso quanto à vital reforma da Previdência. Se ele se enquadrar entre os que condicionam sua decisão a interesses partidários ou particulares, vinculados a afagos e emendas e distanciados do interesse público, recomenda-se com empenho que seja evitado nas próximas eleições, em conformidade com uma lógica fortalecedora da democracia. Grande parte da nossa massa eleitoral, porém, ainda não entende a lógica democrática e acaba não assumindo a responsabilidade por esse poder de escolha que lhe cabe. Há ainda um longo caminho a percorrer.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com 

Rio de Janeiro

Dois coelhos

Não vejo o porquê de tanta discussão sobre o tema da reforma da Previdência. Basta revogar a norma constitucional do “direito adquirido” e limitar o teto de todas as aposentadorias ao valor dos benefícios da iniciativa privada. Deixemos para logo depois os limites de tempo. Assim mataríamos dois coelhos com uma só cajadada. Teríamos com certeza uma boa economia. E com inegável justiça.

BENEDITO ANTONIO TURSSI

turssi@ecoxim.com.br

Ibaté

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“O problema do presidente não é tanto o vazio atual, mas o que precisa fazer e a Nação espera que faça”

JOSÉ WILSON GAMBIER COSTA / LENÇÓIS PAULISTA, SOBRE A ATUAÇÃO DO GOVERNO DE JAIR BOLSONARO 

jwilsonlencois@hotmail.com

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“Está certo, a decisão acerca do preço dos combustíveis cabe tão somente à Petrobrás. E assumir as consequências também”

PEDRO M. PICCOLI / CURITIBA, SOBRE O DIESEL E AS EVENTUAIS IMPLICAÇÕES POLÍTICAS DOS AUMENTOS, COMO A AMEAÇA DE NOVA GREVE DE CAMINHONEIROS

ppiccoli53@gmail.com

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BRASIL SURREAL

O Brasil atual passa por uma situação surreal, e de onde se esperam serenidade e prudência vê-se exatamente o oposto. Começa com um filho do presidente da República afirmando que “para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) bastam um jipe e um cabo”. Depois, deputados e senadores fazem um jogo de palavras com a Lava Jato no intuito de criar a CPI da Lava Toga, numa clara tentativa de interferência num outro Poder da República. Já os procuradores do Ministério Público, especialmente aqueles que lideram a Operação Lava Jato, se autoproclamam servidores acima do bem e do mal e dão a entender que todos os outros Poderes estão sob seu jugo, ou seja, da República de Curitiba. Agora, um ex-general da reserva prega o fechamento do Supremo, quando deveria estar de pijama ou se candidatando a algum cargo público, de onde poderia propor leis e fazer discursos menos desajuizados. Já Marcelo Odebrecht, que dizia não respeitar delatores, fez delação premiada e nela cita um “amigo do amigo do meu pai”, sugerindo tratar-se do ministro Dias Toffoli, presidente do STF – e isso divulgado por um site e uma revista de um brasileiro que mora em Veneza, na Itália, causa grande rebuliço, porque o juiz do STF Alexandre de Moraes resolveu censurar a notícia. Tudo isso revela que a irresponsabilidade de quem tem a responsabilidade de nos governar ganha contornos dramáticos neste país. E nesta hora aparecem muitos malucos batendo bumbo para doido dançar, pregando o fechamento do STF e do Congresso. Ora, basta de tratarem o Brasil como uma Republiqueta. Faça-se saber que é melhor ter os piores Congresso e Supremo do mundo do que Congresso e Supremo nenhum, afinal, ainda é melhor viver na pior das democracias a viver na melhor das ditaduras. Com 13 milhões de desempregados e mais uma década perdida, será que não há algo mais importante a fazer? Quando este país vai crescer?

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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DILEMA?

Por iniciativa do presidente da Suprema Corte, citado pelo principal executivo da Odebrecht em delação na Polícia Federal como integrante da planilha de propina daquela empresa, foi exarada, no âmbito do STF, uma determinação que caracteriza censura à imprensa livre, a mesma que, em sua desagradável maioria, bate diariamente nas resoluções e atitudes do presidente Jair Bolsonaro e de alguns de seus ministros e auxiliares. Será que a grande mídia, perturbada pelo precedente que ameaça seu bem mais precioso, a liberdade de expressão, atacará com a mesma ferocidade e frequência a decisão inconstitucional – o STF tem por missão guardar e fazer cumprir a Carta Magna –, tendo em vista que o órgão censurado teve papel preponderante na eleição do atual governante e continua a apoiá-lo? Será este um dilema? Tomara que não.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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A CENSURA

A censura imposta pelo ministro do STF Alexandre de Moraes ao site “O Antagonista” e à revista “Crusoé” não é somente inconstitucional, mas surreal em todo o seu esplendor. Nunca é demais lembrar que um dos projetos do PT, durante seus 13 anos de administração, era o de exercer controle sobre a mídia, feito que nunca conseguiu graças aos veementes protestos da imprensa, da opinião pública e de membros do próprio STF. A esta altura da maturidade democrática em que o Brasil se encontra, liberdade de expressão já deveria ser assunto mais que resolvido. É lamentável que um ministro que já tenha demonstrado, em outras ocasiões,  conhecer bem a Constituição, inclusive por livros de sua autoria, se permita encurtamento de visão incompatível com sua formação.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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NO LIMITE

Sobre a matéria “Inquérito do Supremo vai poupar parlamentares” (“Estadão”, 18/4, A4), Dias Toffoli e seu colega Alexandre de Moraes, que está agindo como um verdadeiro Lex Luthor, estão fazendo algo inédito para uma corte constitucional, que é comandar uma investigação criminal dando ordens à Polícia Federal de fazer apreensões e buscas, sem mandado judicial, em casas de pessoas que criticaram a Corte. Acredito que a exorbitância do Supremo chegou ao limite tolerável pela sociedade. Apenas a abertura de alguns processos de impeachment no Senado e a condenação de alguns ministros poderão dar um basta a tal abuso de autoridade, como se a excelsa, augusta, colenda, magnífica, intangível Corte estivesse acima do bem e do mal.                        

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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EM BUSCA DOS HOLOFOTES

Timeco de obscuros senadores, pingentes dos holofotes, quer o impeachment dos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Forte indício da medíocre, patética, medonha e hilária “nova política” que assola e atravanca os passos do Legislativo e do Executivo. O grupelho de exibicionistas faria melhor se deixasse o manual de lorotas, bravatas e sandices em casa e começasse a trabalhar pela coletividade. Para isso foram eleitos. Creio não ser preciso desenhar.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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AÍ TEM!

Provocando um intenso desgaste com seus pares, com a Procuradoria-Geral da República e com o povo de bem, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, demonstrou um total desrespeito à Constituição federal. Tanta celeuma só porque foi dito que ele era o “amigo do amigo do meu pai” na planilha da Odebrecht, sem qualquer outra conotação, deixa claro o excesso praticado. Assim, pode-se concluir que “aí tem”, como diria aquela senhorinha de Taubaté!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FUMAÇA

Um aviso aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, respectivamente ministro e presidente da Suprema Corte: preocupação e medo de ser investigado, para mim, são fortes indícios de culpabilidade. Afinal, como dizem dois velhos ditados populares, quem não deve não teme e onde há fumaça, certamente, há fogo.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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RASTRO DE DESTRUIÇÃO

O rastro de destruição causado pelos esquemas de corrupção da empresa Odebrecht é impressionante. Mestra na arte de corromper governos em troca de contratos bilionários, os subornos pagos pela empreiteira levaram à prisão de dois ex-presidentes, ao suicídio de um e à fuga de outro para os EUA, no caso do Peru. É de surpreender que os políticos brasileiros não tenham sido condenados até agora, considerando que o único que cumpre pena é o ex-presidente Lula.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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NÃO ESTÁ FÁCIL PARA O INJUSTIÇADO

Enrascado em seu país em mais um caso de suborno da Odebrecht, o ex-presidente do Peru Alan García suicidou-se na quarta-feira em Lima, depois de receber ordem de prisão. Essa tragédia, não se duvida, entristeceu o presidiário Lula, não tanto por algum sentimento humanitário que não se há de lhe negar como filho de Deus, mas, sobretudo, pelo enorme rombo que causa em seu cínico e enfadonho discurso de inocência.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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SUICÍDIO, É?

Será que só eu acho que a morte do ex-presidente do Peru foi muito oportuna para ser suicídio? Quantas informações importantes foram enterradas junto com ele, quantas ligações nesta teia criminosa foram simplesmente destruídas? Ah... vão dizer que estou me deixando levar pelas teorias de conspiração. Mas é que já tivemos tantas mortes de arquivos vivos por aqui, e este mundo está tão globalizado inclusive na área da corrupção, que o que acontece no Peru é como se estivesse acontecendo aqui, na esquina, e já vimos esse filme várias vezes. Minha ingenuidade, no momento, é zero e vejo que esta morte caiu como uma luva para muita gente envolvida em processos na Lava Jato, e sabe-se que os braços da criminalidade são longos e eficientes. Aliás, quem financiou toda a ação de Adélio Bispo de Oliveira?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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JEITINHO E DIGNIDADE

Alan García preferiu o suicídio a ser preso. Se a moda pegasse na Terra Brasilis, creio que teríamos no mínimo um sepultamento por dia... Já que não pega, os acusados e seus advogados negam “veementemente” as acusações. Quem sabe um dia o jeitinho dê espaço e vez para a dignidade. Feliz Páscoa!

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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PARA MEDITAR

O ex-presidente do Peru Alan García suicidou-se antes de ser preso por receber propina da Odebrecht. Precisou sentir muita culpa e ter muita coragem para acabar com sua vida. No Brasil, a seção “Falecimentos” do “Estadão” precisaria de uma edição especial para publicar os óbitos caso vereadores, deputados, senadores e elementos ligados à Justiça por terem recebido propinas decidissem seguir o exemplo.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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PREOCUPANTE

Já imaginaram se os nossos dirigentes e políticos envolvidos com corrupção resolverem ter a mesma hombridade e dignidade do ex-presidente do Peru sr. Alan García? Com certeza não teríamos espaço nos nossos cemitérios.

Walter Carvalho walterdc@uol.com.br

Jundiaí

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SUICÍDIO DE ALAN GARCÍA

Se a moda pega no Brasil, vai faltar cemitério.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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MENOS CORRUPÇÃO

Como seria maravilhoso se os corruptos brasileiros imitassem a atitude do ex-presidente do Peru Alan García. A corrupção diminuiria pelo menos 90%.

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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NO BRASIL SERIA DIFERENTE

O suicídio, após receber ordem de prisão, do ex-presidente do Peru Alan García (de l985 a 1990 e de 2006 a 2011) mostra que na América Latina a maioria dos governos sempre esteve às voltas com os tribunais de Justiça. No Brasil, em casos recentes, a Lava Jato tornou-se famosa por ter encarcerado os “barões” da corrupção. Essa prática do suicídio do ex-presidente do Peru deveria ser imitada pelos políticos, quando de sua condenação. Se Alan García fosse brasileiro, ainda estaria vivo, recorrendo a vários tribunais, e na Justiça brasileira já teria sido agraciado com um “habeas corpus” de um togado qualquer.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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BRASIL, ECONOMIA DE MERCADO?

Em novo editorial (“O presidente ‘entendeu’”, 18/4, A3), nosso “Estadão” volta às costumeiras críticas contra o presidente Jair Bolsonaro. Desta feita, à conta do episódio em que S. Exª determinou, há uma semana, a suspensão de um anunciado reajuste de 5,74% no preço do óleo diesel, com temor da eclosão de nova paralisação dos caminhoneiros. Sinto muita severidade no tratamento do jornal à pessoa do presidente. Neste caso em particular, parece – ao menos para mim – muito claro que, fosse quem fosse o presidente, a dificuldade para lidar com esta questão haveria de ser até maior. O próprio editorial admite que os caminhoneiros estão “convencidos de sua força”, que havia, sim, o temor de nova paralisação e que, se tal ocorresse, o País enfrentaria “um problema político e econômico de consideráveis dimensões”. Ora, sendo assim, convenhamos, seria uma irresponsabilidade o presidente ignorar os fatos e dedicar-se a entoar os clássicos do liberalismo econômico para tentar apaziguar as coisas. Ao interferir no reajuste, S. Exª agiu de forma pragmática e realista para evitar o mal maior: a iminente paralisação do País pelos caminhoneiros, como anunciava a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Alegar – como diz o jornal – que Bolsonaro afrontou a “economia de mercado”, com o devido respeito, faz pouco sentido quando temos, como pano de fundo, a classificação 150.ª do Brasil no prestigioso ranking da “The Heritage Foundation”, instituição que diz o grau, maior ou menor, de liberdade econômica nos diversos países. Mais bem classificados que nós estão, por exemplo, Gâmbia, Camarões, Haiti (!), Bangladesh, Tonga, Mali e outros. Só para ter uma ideia, a China (dita comunista) está em 100.º no mesmo ranking e o Vietnã (idem), em 128.º. Ou seja, países ditos comunistas, de economia “planificada” (dirigida, centralizada), estão bem melhor classificados no que tange aos postulados do liberalismo, fato que, por si só, mostra o grau de “amarração” de nossa economia em todos os sentidos. Num contexto assim, em que a Petrobrás atua de forma sabidamente monopolística e no qual os caminhoneiros também exercem o seu próprio “monopólio” – já que o País não tem alternativa ao transporte de carga que não seja pela via rodoviária –, parece pouco realista acusar o presidente de abolir por decreto as chamadas “leis de mercado”. Com o devido respeito, teríamos de, primeiramente, ser, de fato, uma economia livre, dinâmica, “de mercado” para, então, cobrar de Bolsonaro  reverência a seus postulados.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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PETROBRÁ$

“Petrobrás eleva preço do diesel em 4,8%” (“Estado”, 18/4, B3). Diesel no chope de Jair Bolsonaro: o “Posto Ipiranga”, ministro Paulo Guedes, acabou dando razão à Petrobrás no imbróglio dieselgate. Bravo!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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AUMENTO DO DIESEL

Quem controla a energia no planeta é o poder global. A energia é estratégica e, como demonstrou a revolução industrial, ela concorre com o homem. O petróleo é nosso, a Petrobrás foi criada por motivos políticos, pois quem controla a energia controla o mundo. Como o poder global não consegue comprar a Petrobrás e acabar com o monopólio nacional, ele diminui o poder político da empresa e aumenta o poder econômico, dando maior destaque aos acionistas e ao valor da empresa na Bolsa de Valores. A principal missão desta empresa estatal estratégica é fornecer combustível em quantidade à sociedade brasileira. O preço do diesel não deve ser atrelado ao dólar, não deve sofrer controle externo. O preço do diesel não deve subir com a variação cambial e prejudicar o trabalhador brasileiro, em especial a classe dos caminhoneiros.

Francisco Anéas franciscoaneas66@gmail.com

São Paulo

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SEM AXÉ

“Restaurante Cipriani é mais um a recusar evento com presidente” (“Estado”, 18/4, A6). Bolsonaro é “persona non grata”, a menos, claro, na Casa Branca, ou na casa de Olavo de Carvalho. No mais, sem axé!

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

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