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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2019 | 03h00

ELEIÇÃO NA UCRÂNIA

Ficção vira realidade

A Ucrânia é um país geograficamente estratégico, marcado pela tensão com a Rússia. O presidente Petro Poroshenko, que tentava a reeleição, perdeu para Volodymyr Zelensky, um ator cômico de 41 anos sem nenhuma experiência prévia na política. Sua campanha foi centrada na luta contra a corrupção, por causa de seguidos escândalos políticos do atual governo. O eleitorado também está descontente com a situação econômica e angustiado pela guerra no leste do país. A realidade imitou a ficção. Na série de televisão Sluha Narodu, de 2015, o ator interpretou um professor de História que se torna presidente da Ucrânia com discurso anticorrupção. O vento da mudança trocou o chefe de Estado, mas resta saber quem será apontado como chefe de governo ou se haverá eleição parlamentar para eleger um novo primeiro-ministro.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

A Ucrânia elegeu um comediante estreante na política para presidir o país. Espera-se que o ator faça um governo sério. O Brasil está cansado de eleger parlamentares e até presidentes experientes que prometeram uma porção de coisas sérias, mas acabaram por fazer da sua gestão uma grande comédia.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

ORÇAMENTO

Insegurança 

O editorial LDO mostra governo inseguro (21/4, A3) afirma que “o mercado espera sinais do governo para melhorar sua disposição de investir e produzir”. E pergunta: “O governo espera sinais de quem para elevar sua aposta?”. Creio que, se da parte do governo existe certa insegurança para decidir o caminho mais acertado para reerguer a arrecadação, há ao menos uma determinação e boa vontade de fazê-lo. A mesma disposição não se encontra no Legislativo, ao qual também cabe a responsabilidade de sinalização da economia, pois se observam claramente congressistas que não só não se conscientizaram da urgente necessidade de aprovar a reforma da Previdência, como parecem dificultar esse processo, que é prioridade máxima para o País. Muito mal acostumados, eles não se conformam em entregar uma solução sem tirar dividendos pessoais. Falta empenho para estimular a economia em nosso Parlamento, bem como desinteresse pelo bem comum e descaso para com a população.

IRENE MARIA DELL’AVANZI

irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

COMBUSTÍVEIS

Redução do preço

Sugestão ao governo federal para diminuir os preços de derivados de petróleo e biocombustíveis para o consumidor final: permitir aos produtores de álcool a venda direta aos postos de combustíveis; autorizar a importação direta de gasolina e diesel pelas redes distribuidoras; melhorar as informações ao consumidor sobre o comércio de combustíveis, para detectar mais facilmente condutas anticompetitivas; modificar a tributação, que é ad rem (valor fixo por litro) e por isso pesa proporcionalmente mais sobre o litro do combustível mais barato; autorizar a instalação de postos de combustíveis de autosserviço. São medidas simples e eficazes cuja implantação depende exclusivamente do Poder Executivo.

ADRIANO A. F. LUCHIARI

afluchiari@bol.com.br

Americana

MOBILIDADE URBANA

Patinetes elétricos

Boa reportagem no Metrópole de 20/4 (A11) sobre o tema. É importante promover essa discussão. Novas alternativas de mobilidade urbana são muito bem-vindas, mas a velocidade desses empreendimentos está atropelando as autoridades. Há uma proliferação desenfreada desses equipamentos, como também das bikes compartilhadas dockless. É uma infestação desordenada. Como sempre neste país, quando os políticos e técnicos burocratas começarem a se mexer, será tarde demais para pôr ordem no caos. Há muita coisa a ser pensada em prol da segurança, do ordenamento urbano e da convivência harmônica de todos os meios de locomoção na cidade. Sou ciclista experiente e sugiro que se considerem três pontos. 1) Ampla campanha de educação dos usuários, em que as empresas que operam (e lucram com) esse negócio sejam chamadas a contribuir substancialmente. 2) Restringir a circulação nas calçadas. Onde isso tiver de ser permitido, limitar a velocidade para minimizar os riscos para os pedestres. Vale lembrar que patinetes são monitorados por GPS e limites de velocidade poderiam ser programados por esse sistema, automaticamente. 3) No leito das ruas, proibir a circulação na contramão, incluídas as bicicletas. Esse é um princípio fundamental de regra de trânsito. Claro que há muitos outros aspectos a considerar, como áreas de estacionamento, fiscalização e outros. Isso tudo terá de ser analisado pelos especialistas de plantão – oxalá mais cedo do que tarde.

FERNANDO B. NOGUEIRA

fernando@bikeways.com.br

São Paulo

Sem regulamentação

Por óbvias e previsíveis razões encurralamos nossas cidades num trânsito caótico. Para problemas complexos multissetoriais foram apresentadas, aceitas e realizadas soluções mágicas e imediatistas centradas neste ou naquele modo de transporte, o que com o tempo só foi piorando o caos. O automóvel foi a solução e se construíram vias para eles, esquecendo o transporte coletivo. O transporte coletivo passou depois a ser a prioridade, sem saber o que fazer com os carros particulares. Não faz muito tempo a solução mágica para todos os problemas era a bicicleta, logo em seguida os táxis por aplicativo. Agora são os patinetes elétricos. Em todos os casos o discurso foi o bem da população e os ditos benefícios acabaram localizados num setor restrito da população ou com um grupo restrito de empresários. Todo brasileiro quer ter mobilidade eficiente. Isso não quer dizer que qualquer novidade deva ser simplesmente aceita sem questionamento ou ordenamento. Patinetes elétricos poderiam ajudar como mais uma opção de transporte, não fossem tratados e usados com tanta displicência não só pelas autoridades, mas pela própria população. A mobilidade só se concretizará quando se pensar na cidade com todos os cidadãos, no uso inteligente de espaços públicos e dos espaços privados de uso público. Estamos a anos-luz dessa realidade. Enquanto buscamos soluções fáceis e mágicas, e caímos em diversões perigosas como os patinetes, na Europa várias cidades estão fazendo uma revolução extinguindo o que conhecemos como rua. Pode parecer loucura, mas as naked streets, sem calçadas ou asfalto, sem sinalização ou semáforos, sem postes, aumentam a segurança de todos, principalmente dos pedestres. Aqui a mágica de mobilidade do patinete tem acabado para muitos no hospital.

ARTURO CONDOMI ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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O BRASIL NAS ESTRADAS

Li as considerações do ministro Paulo Guedes sobre a malha ferroviária na Europa e concordo com ele sobre não haver lá nenhum problema como aqui, no Brasil, quanto à pressão pelo reajuste do preço de combustíveis, porque lá a malha ferroviária é como se fosse uma teia de aranha, com interligações em todas as direções. Por isso os caminhoneiros na Europa, no Japão e nos EUA não têm como fazer greves, e, caso tentassem fazê-lo, seriam os únicos prejudicados. Infelizmente, aqui, no tempo do presidente Juscelino, ele, para atrair as fábricas de caminhões para o Brasil, disse na época que toda a nossa produção agroindustrial seria transportada em caminhões. Porém se esqueceu de incrementar a ferrovia para atender com eficiência ao nosso país, que tem enorme tamanho territorial, e nos tornamos reféns do sindicato dos caminhoneiros. Com a minha vivência de 50 anos em transportes internacionais, organizando a logística e supervisionando o transporte de grandes conjuntos industriais, refinarias, usinas hidrelétricas, fábricas de papel e celulose, na época do nosso crescimento industrial de 1968 até 1978, tive a oportunidade de utilizar muitas vezes o transporte ferroviário no exterior, e nunca houve uma greve de caminhoneiros. Temos, sim, um grande problema aqui, pois para criar malha ferroviária como as da Europa, dos EUA, do Japão e de outros países, levaria muito tempo e enorme soma de dinheiro, mas, como é um mal necessário, acho que nosso governo poderia convocar a engenharia do Exército para executar essa tarefa.

Reynaldo Pereira da Silva reynaldopsilva@uol.com.br

São Paulo

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CAMINHONEIROS NO ACOSTAMENTO

O ministro-chefe Carlos Alberto Santos Cruz, da Secretaria de Governo, declarou que os caminhoneiros precisam entender que a carga de sacrifícios tem de ser de todos. Só que, no entendimento dos morubixabas do governo, as sacrificadas ovelhas entendidas são apenas os caminhoneiros e o povo que sofre o castigo do desabastecimento se os transportadores deflagrarem nova greve, esvaziando estradas, os mercados e a despensa dos lares. A autonomia exagerada da Petrobrás precisa ser emasculada.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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NOVA AMEAÇA DE GREVE

Lembrando: os caminhoneiros, que ameaçam entrar em greve, não são assalariados, são trabalhadores autônomos que se equiparam a pequenos empresários, sendo seus veículos os “estabelecimentos” em que atuam. O governo não tem o direito nem a obrigação de garanti-los como tais, pois se trata de uma atividade de prestação de serviços da iniciativa privada, sujeita às suas condições ¬– ou teria, também, de fazer o mesmo com todos os que trabalham por conta própria quando não conseguem ganhar o suficiente para manterem-se na sua atividade em face do aumento de seus custos. Se milhares de caminhoneiros, em razão da crise econômica que o País atravessa, não têm mercado para seus serviços e geram um excesso de oferta que deprime os preços dos fretes e os obriga a cumprir horários excessivos, não podemos nos esquecer de que milhões de desempregados estão sem sustento e sem perspectiva de voltarem ao mercado no curto ou no médio prazo. Subsidiar o preço dos combustíveis para diminuir os custos dos caminhoneiros é uma “não opção” diante das condições orçamentárias dos entes federativos, cujo déficit evidencia risco crescente de impossibilidade de cumprir suas obrigações, sejam de custeio da máquina pública, sejam as constitucionais. Por outro lado, tabelar preços de fretes é criar uma distorção na economia que gerará aumento nos custos dos produtos para os consumidores – que não têm mais como suportá-los –, enfraquecendo mais ainda a economia em face da diminuição da demanda. A única solução para eles e para o País é a retomada da economia, que gerará aumento de empregos e do consumo, e ela depende de investimentos que aguardam as prometidas e necessárias reformas previdenciária e fiscal, a serem aprovadas pelo Congresso. Até lá...

Jorge R. S. Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú 

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A REABILITAÇÃO DOS TRILHOS

Um dos problemas brasileiros mais sérios, incrustrado e apresentado diariamente nos jornais, é relacionado com o preço absurdo do combustível, com perigoso reflexo no transporte rodoviário de mercadorias. Quando os órgãos competentes afirmam ser o Brasil autossuficiente na obtenção do petróleo, levanta-se para a maioria dos brasileiros a ideia de que não deveriam pagar um absurdo pelos combustíveis, pois recursos financeiros positivos da Petrobrás certamente foram carreados ao governo federal que deveriam promover o controle desses valores, fato que deveria ser amplamente noticiado se ocorrido normalmente. Se algo não pode ser realizado para melhorar essa visão declarada, há que pensar seriamente na reabilitação total e imediata da velha malha ferroviária nacional existente para a utilização quase exclusiva para transporte de mercadorias, de preferência utilizando eletricidade. O Brasil, na reabilitação da antiga e na necessária nova malha ferroviária nacional, aproveitaria para suprir vagas a desempregados. Não ocorrendo redução do preço do combustível nem transferidos recursos financeiros para a Federação, é desacreditar no declarado sucesso da Petrobrás, cujo caminho apenas fica no investimento que não dá retornos, mas apenas empregos fabulosos e histórias fantásticas.

Antenor Roberto Barbosa antenorbarbosa10@gmail.com

Presidente Prudente

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EFEITO ORLOFF

Vejo muitos surpresos com o congelamento de preços na Argentina, uma medida sabida e cansadamente não só inócua para curar a inflação, como também altamente lesiva à economia. Quando Mauricio Macri, o presidente argentino, no auge do discurso da nova matriz econômica do PT, assumiu o cargo com um discurso liberal e austero, os liberais brasileiros morreram de inveja dos argentinos. Mas Macri não emplacou a reforma da Previdência necessária, a economia desandou e o populismo econômico dentro de Macri foi mais forte do que suas convicções liberais. Soa perigosamente semelhante a um futuro não muito distante no Brasil? Exemplos de desastres econômicos não faltam para que o nosso Congresso possa ser inteligente, aprender com o erro dos outros e aprovar as medidas econômicas sendo apresentadas pelo governo, principalmente a reforma da Previdência. Caso contrário, efeito Orloff no Brasil e aeroporto para os inteligentes.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Às vésperas da decisiva e histórica votação da Câmara dos Deputados da premente e inadiável reforma previdenciária, cabe, por oportuno, perguntar: que futuro se pode esperar de um país que gasta 20 vezes (!) mais com a Previdência do que com a educação básica de seus jovens? Reforma já, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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‘O PERIGO DA DESORGANIZAÇÃO’

Sobre o editorial “O perigo da desorganização” (20/4, A3), o presidente da República mandou a proposta de reforma da Previdência ao Congresso e o ministro Paulo Guedes a explicou diversas vezes. Será que os deputados não sabem ler? A “articulação” seria distribuição de cargos? Ao Congresso cabe aprovar, modificar ou rejeitar a proposta. Basta lê-la. Ou “só leio se ganhar alguma coisa”? Pobre Brasil com esta classe de políticos.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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ISONOMIA OU ABUSO?

Segundo os analistas e a mídia, o País vai quebrar se a reforma previdenciária não for aprovada. Talvez, e por medo de não receber minha aposentadoria, sou a favor da reforma previdenciária. Sou funcionária pública federal desde 1994 e vou me aposentar em 2020 com “salário integral”, pois cumpri todos os requisitos exigidos na legislação vigente: mais de 20 anos no cargo, mais de 30 anos de contribuição e idade mínima de 55 anos. Enfim, mesmo cumprindo a lei, ainda vejo a mídia e o povo dizendo que eu, funcionária pública, sou a responsável pela crise previdenciária. Pode ser, mas não paguei previdência privada porque 11% eram descontados todo mês do meu salário integral, para garantir a minha aposentadoria. Mas será que eu sou responsável pela falência da Previdência e do País? Eu estou contribuindo com 11%, enquanto os militares contribuem com 7,5%. Eu, oficial de Justiça (do sexo feminino), vou me aposentar após 34 anos de contribuição e 55 anos de idade, enquanto professoras se aposentam após 25 anos de contribuição (será que a profissão do professor é tão mais desgastante do que a profissão do oficial de Justiça, para ter o privilégio de se aposentar cinco anos antes? Será que, se o professor trabalhasse pelo mesmo período que as demais profissões, não teria um salário melhor?). Enfim, sou a favor da reforma previdenciária, desde que ela realmente corrija os erros do passado e acabe com as mordomias das classes privilegiadas: militares, professores, parlamentares, etc. Mais um detalhe: no projeto da reforma previdenciária está previsto um aumento na porcentagem de contribuição dos funcionários públicos: de 11% para até mais de 20%, conforme o valor de seus rendimentos. Isso é isonomia ou abuso? Sugiro uma alteração, tanto para os funcionários públicos como para os funcionários da iniciativa privada: para quem ganha um bom salário, ao invés de pagar 27% de Imposto de Renda, que contribua com essa porcentagem para garantir uma aposentadoria mais confortável e que contribua com 11% para o Leão, para programas sociais. Não é justo que uma pessoa que estuda, trabalha, luta e vence tenha de carregar nas costas aqueles que preferem viver com a ajuda do Estado. E, se o Leão ficar descontente com a queda de seus rendimentos obtidos com os recursos obtidos diretamente dos holerites dos assalariados, que vá buscar mais dinheiro naquelas pessoas que ganham mais do que eu: dentistas, médicos, veterinários, advogados, etc. (enfim, trabalhadores autônomos), que, normalmente, quando me atendem, perguntam “com recibo ou sem recibo?”. Fica a dica.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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ENQUANTO ISSO...

O presidente Jair Bolsonaro parece criança brincando no play. Passeios de moto durante o feriado de Páscoa, viagens improdutivas, declarações controversas, entre outras peripécias. Até parece que pretende que tudo se “exploda”, especialmente as idas e vindas dos congressistas, para, aí, tomar uma medida de força e conseguir impor suas promessas de campanha. Ora, já disse que não nasceu para ser presidente, mas sim militar, e seu “filhote” afirmou que “uma viatura e um soldado” são suficientes para fechar o Supremo Tribunal Federal. Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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POR QUE O DESPREZO?

O presidente Bolsonaro preferiu curtir uma balada no Guarujá, passeando de moto e sendo “reconhecido propositalmente” num bar onde fez parada e foi paparicado, a vir a Ouro Preto (MG) receber a Medalha da Inconfidência que lhe foi ofertada. O desprezo teria sido em razão do ataque do maluco imbecil sofrido em Juiz de Fora (MG) ou a medalha de Tiradentes está, mesmo, desprestigiada? A propósito, gostaria de saber se o presidente está habilitado para dirigir motos. Exemplo vem de cima.

Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

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ACENO DE PAZ

No editorial de 19/4, “O Estado” destacou o aceno de paz de Jair Bolsonaro à imprensa. E, realmente, suas palavras e a forma como foram ditas evidenciaram sinceridade. No entanto, o próprio editorial sustenta críticas atuais ao nosso presidente e não faz um “mea culpa” nem reconhece que a imprensa o fustigou diuturnamente, desde a campanha e após sua eleição, se não mentindo ou omitindo, porém mostrando suas falas ou atos sempre de forma contundentemente negativa. Não basta à imprensa restringir-se à verdade. É preciso expor a verdade sem a entonação maliciosa de formação de opinião que, lamentavelmente, a imprensa sabe usar e o faz com maestria quando toma partido ou lhe interessa. Espero que pelo menos “O Estado” aceite com sinceridade o aceno do presidente.

Jose Claudio de Almeida Barros zitobarros2016@gmail.com

Bragança Paulista

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GOVERNO BOLSONARO

A princípio por falta de opção, depois por começar a acreditar no candidato, no segundo turno das eleições presidenciais votei no senhor Jair Bolsonaro. Claro, em três meses e poucos dias de exercício da Presidência é muito cedo para dizer que ele fracassou. Todavia, as notícias que recebemos no dia a dia da gestão Bolsonaro são avassaladoras e preocupantes. Senão vejamos: para ficarmos só na edição de 19/4 do “Estadão”, na página A2, o jornalista João Lara Mesquita traça um diagnóstico do que vem acontecendo no Ministério do Meio Ambiente, um verdadeiro e caótico ambiente; na página A8 da mesma edição, das quatro notícias nela contidas, três falam de demissões e nomeações em ministérios; na página B1 o presidente fala que tem uma “simpatia inicial” pela venda da Petrobrás. Respeitosamente, gostaria de dizer que a impressão que tenho, neste caso, é a de que o presidente não tem noção do que está falando, sem saber sequer as consequências dessa afirmação. Deixem a FUP saber disso para receber um senhor troco e, pergunto, por que provocar, sem qualquer sentido prático e fora de hora, um assunto tão polêmico? No “Caderno 2” não há notícias, exceto se aparecesse em alguma tira de quadrinhos. Bem, não tenho bola de cristal, mas duvido de que nos próximos dias o “Estadão” e outros veículos de divulgação tragam notícias, por exemplo, de um programa para atingir e reduzir os 13 milhões de desempregados existente no País; ou, quem sabe, um projeto de como atender e diminuir as filas dos SUS, que em alguns casos de atendimento pode demorar até seis meses; talvez um dinâmico ministro da Educação venha a público com um programa revolucionário para dinamizar a educação das nossas crianças e jovens; e, para finalizar, mas não sendo de modo algum a última das nossas carências, emerja um gênio que tenha uma capacidade tal que possa dar solução a um dos itens que mais pesam no custo Brasil, que é o pandemônio da nossa infraestrutura. Um projeto, uma fala, uma proposta, uma manifestação, pelo menos isso! Volto a dizer: duvido!

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri

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VIDENTE PETISTA

Uma vidente me contou que toda esta antipatia em relação a Bolsonaro é questão de nome. Se ele se chamasse Jair Bolsonaro Lula da Silva, estava resolvido, disse ela. Ah, bom!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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SUICÍDIO E DIGNIDADE

Tarso Genro disse que Alan García, ex-presidente do Peru, deu exemplo de dignidade com suicídio. Ele está dando a entender que Lula não tem dignidade?

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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TARSO DE NOVO

Ei-lo que ressurge. Ainda com um pé atolado (e o outro também) nos vergonhosos imbróglios da deportação dos pugilistas cubanos e do acoitamento do assassino Cesare Battisti, Tarso Genro sai da penumbra para tuitar que Alan García “deu um exemplo de dignidade com seu suicídio”. Seu camarada de Curitiba deve ter subido nas tamancas e esbravejado: “Arre égua! Quem tem um amigo assim não precisa de inimigos!”.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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INGENUIDADE

Um leitor escreveu que “na campanha foi propalada a ideia de que bastaria retirar de cena o PT...”, e concluiu que o atual governo não está fazendo acontecer o que se deseja. Parece-me ingenuidade do leitor imaginar que o PT foi retirado de cena. Nem nos quatro anos do novo governo se conseguirá extirpar totalmente o PT do poder no Brasil. Aliviar sua influência, sim, com certeza acontecerá, e em parte já foi feito, mas a incrustação dos “companheiros” foi de tal ordem que é ilusão imaginar a predominância da filosofia liberal na sua plenitude. O País ainda sofrerá muito com a calamidade que o PT e sua corja nos impuseram.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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ENTREVISTA COM LULA

Vem aí a temporada de baixarias, impropérios e de vitimização. O cidadão “mais honesto” do País poderá ser entrevistado na prisão. Será um prato cheio para a militância petista ver seu chefão destilar veneno no atual governo e na Justiça – diga-se Sérgio Moro – e, para outros, um martírio sem fim, ouvindo as baboseiras de um condenado a 25 anos de prisão.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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TROCO

Decidir tumultuar o ambiente, permitindo que o preso Lula dê entrevistas, soa como revanchismo!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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OUVIR UM CORRUPTO

O que será que o Brasil tem de ouvir de um corrupto, Lula?

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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PIADA PRONTA

Liberam um presidiário para entrevistas e censuram um cidadão de bem. 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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PRESENTEANDO OS COLEGAS

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, avaliou que o inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar supostas ameaças a ministros da Corte, segue o mesmo “princípio” e “motivações semelhantes” à censura imposta a sites de notícias. Questionado sobre a censura determinada à revista “Crusoé” e ao “Antagonista”, o ministro disse que não se pode “silenciar liberdades”. “Sou a favor total das liberdades do cidadão e sou contra censura. A imprensa precisa ter responsabilidades, assim como qualquer cidadão. Não importa se é A, B ou C. Se tem algo incomodando, tem a Justiça para recorrer. O importante é manter os canais livres para a completa liberdade de imprensa”. Pois bem: como se vê, daqueles de quem muito se esperava, nenhum atentado contra a democracia após a vitória do ex-capitão do Exercito Jair Bolsonaro. Já daqueles de quem menos se desconfiava (STF) partiu uma tentativa de manietar a imprensa, um dos pilares da democracia. Melhor teria feito a ministra Rosa Weber se, ao presentear o então candidato Bolsonaro com um exemplar da Constituição, tivesse reservado duas cópias para seus colegas Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, lembrando-os de seus deveres de oficio. 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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ISOLAMENTO

O isolamento que os demais ministros do STF deram a Alexandre de Moraes e, principalmente, Dias Toffoli, que está presidente da Corte, é porque perceberam que, além de extrapolar seus poderes, são demasiadamente fracos no que diz respeito ao Direito.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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ERVA DANINHA

Deixem este inquérito para apurar ofensas aos ministros do STF ir o quanto aguentar até sua ignição espontânea. Deixem os dois ministros monarcas do STF enfiarem o pé na lama até não poderem mais sair dela. Quanto mais se afundarem, melhor, são um mal para o País e precisam ser impedidos. Eis aí um bom motivo! A erva daninha deve crescer até o ponto em que é possível arrancá-la com raiz e tudo.

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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MURPHY NO STF

O inquérito “fake” e a tenebrosa censura à revista digital “Crusoé” e ao site “O Antagonista” materializaram a aplicação da Lei de Murphy (“Fórum dos Leitores”, 5/4) na presidência de Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal. Teriam de dar erradas, como erradas começaram, a escolha e a investidura no cargo de ministro do STF do advogado petista por explícito capricho do ex-presidente hoje presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, com a cumplicidade do Senado. O candidato à toga top do Judiciário brasileiro não atendia à exigência integral do artigo 101 da Constituição federal. Na Corte Suprema, todos quietos e calados ficaram. Também.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

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INTERVENÇÃO NO CONDEPHAAT

Senhor governador João Doria, a cidade de São Paulo necessita urgentemente de saneamento básico, medida que vem sendo sistematicamente procrastinada pelos sucessivos governantes.  Com tal providência, a grande beneficiada seria a saúde da população. Todavia, a história tem mostrado que os governantes preferem o conforto de seus gabinetes assinando decretos prejudiciais à preservação dos bens culturais, como é o recente caso de intervenção no Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), conceituado órgão voltado à nossa cultura. É o que tinha a expor.

Benedito Lima de Toledo, arquiteto e urbanista bltoledo@uol.com.br

São Paulo

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O ‘NÚCLEO DE AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA’ DA ALESP

Sobre o editorial “Cabide de empregos” (20/4, A3), fica evidente que o Ministério Público Estadual (MPE) é conivente com mais uma bandalheira promovida com dinheiro público. Senão, como se explica o não conhecimento desta roubalheira com o aval da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp)? Os abusos com o dinheiro que deveria ir para a saúde, a educação e a segurança se evidenciam não só na esfera federal, mas em todas as câmaras governamentais. Parabéns ao “Estadão” por mais esta denúncia. Que seja muito bem apurada.

Luiz Antonio Amaro da Silva zulloamaro@hotmail.com

Guarulhos

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A VIDA EM SP

Sobre o editorial “Vida mais longa e melhor” (19/4, A3), a riqueza de São Paulo está sendo bem aproveitada e permite essa recompensa. Sou paulistano, tenho 68 anos, nasci no Brás, e tenho muitos amigos e familiares longevos, igualmente paulistanos, como eu, que somente envelheceram por fora, praticam esportes, fazem bons passeios, participam de bons programas culturais, têm boa alimentação e participação ativa em programas de prevenção, e se utilizam da boa estrutura e boa expansão dos serviços públicos. E, como exemplo mais próximo de um longevo, cito meu sogro, que completou 104 anos, um paulistano da Vila Mariana com impressionante lucidez. Viva São Paulo!

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIAS BRASILEIRAS

A comunidade da Muzema, o STF e as barragens da Vale têm em comum o seguinte: estão desmoronando. Alicerçados em bases podres e sérios problemas morais, é sempre questão de tempo o que de ruim aconteceu e poderá (e vai) acontecer.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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O DESASTRE NA MUZEMA

Fiscalização precária na Prefeitura do Rio de Janeiro tem nome: corrupção.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

  

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VALOR À ENGENHARIA NACIONAL

Até quando o Estado terá de gastar enormes quantidades de dinheiro em retocar o erro de não ouvir os engenheiros? Esquecem-se de que o médico cuida do interior do homem e o engenheiro, do exterior. Assim, enquanto não ouvir a Engenharia, o País sofrerá inúmeras catástrofes anunciadas. Seriíssimos acontecimentos surgem na cara do brasileiro atônito e pedem soluções. Cura-se o efeito, ou seja, após o acidente gasta-se enorme quantidade de recursos em homens e tempo de imediato, e no médio e no longo prazos, em recuperações físicas e no INSS, com pensões. Isso são os efeitos. Nos países industrializados, vai-se à causa, ou seja, dá-se valor à Engenharia. O ensino de Engenharia é visto como assunto estratégico. Assim é a Coreia do Sul, que deu um grande salto econômico depois que resolveu investir maciçamente na formação de engenheiros. Por aqui, há um consenso de que para o Brasil se tornar uma nação plenamente desenvolvida também precisará seguir por este caminho. Mas como formar engenheiros em quantidade e com qualidade para enfrentar os desafios do século 21? Aqui, no Brasil, por exemplo, apenas 6 em cada 1 mil que se formam são engenheiros, um número que reflete a dificuldade de concluir este tipo de curso. No Brasil, uma relação de 4,8 graduados em engenharia por 10 mil habitantes – proporção esta que vai para cerca de 16 em nações como Portugal e Chile; e para mais de 20 em países como Coreia do Sul, Rússia, Finlândia e Áustria. Uma aluna formada disse: senti falta de conteúdos mais voltados à inovação e ao empreendedorismo durante os dez semestres da formação. “Tive poucas disciplinas sobre o tema. Seria muito interessante que as faculdades de Engenharia tivessem mais matérias sobre isso”. Muitas catástrofes e mortes serão vivenciadas pela nossa população até nos conscientizarmos dessa premissa. Assim como o médico dá segurança interna ao ser, o engenheiro é o principal responsável por uma vida civil segura, e, enquanto não acordarmos, milhares morrerão nos morros, incêndios, alagamentos, etc. Vejamos o que ocorre com a engenharia nacional. 513 deputados e 81 senadores têm 29.700 assessores ganhando muito bem, a maioria sem fazer nada; e temos 170 fiscais para 24 mil barragens. As repartições onde esses engenheiros trabalham têm péssima situação de manutenção, enquanto há assessores ganhando mais, escritórios bem equipados, etc. Vejam o estado de penúria de verbas e instalações da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da Agência Nacional de Águas (ANA). Assim, podemos mostrar as razões do atraso do Brasil por não dar importância a engenheiros e empresários: 1) em virtude dos engenheiros e empresários industriais estarem saindo da vida pública e a diminuição de sua influência nas decisões governamentais; pois não existem empregos para engenheiros, e estas catástrofes anunciadas e a complacência eterna nas entranhas dos brasileiros, que não ouvem nem praticam as normas de Engenharia e vão deixando passar os erros contra tudo o que a Engenharia prega – vejam os casos dos viadutos de São Paulo, de Brumadinho e Mariana, do vestiário do Flamengo, do desabamento em Muzema, etc. E tudo graças a esta complacência nas entranhas brasileiras de só tomar (se tomar) conhecimento e providências depois do acontecimento. 2) Em virtude de este pessoal acima citado estar deixando o País, migrando até para outros países, e empresários tocando suas empresas no Brasil e no exterior, onde têm mais segurança, pelas comunicações internéticas. 3) Em virtude de que este pessoal é muito bom no que faz, mas não sabe “vender bem seu peixe” (falta de conhecimento de marketing), pois não consegue nem ser chamado para emitir suas opiniões em impostos, taxas, legislações e em matérias que dizem respeito diretamente a seus negócios, por desconhecimento de como funcionam essas instituições nos altos bastidores. Afastam-se de tudo. Assim, proponho uma nova visão sobre este assunto, por campanha nacional na mídia pelos motivos acima citados e para que possamos preparar o pessoal para no futuro participar das medidas governamentais a serem tomadas e diminuir o custo Brasil.

            

Ciro Bondesan dos Santos cirobond@hotmail.com

São José dos Campos

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AINDA O FUZILAMENTO DE GUADALUPE

Brasil, país de contradições e contrastes. Um fala, outro desmente, outro corrige o que falou, outro desmente o que corrigiu, e assim vai... Um dia 12 militares do Exército fortemente armados atiram contra civis desarmados e assassinam um trabalhador, mostrando despreparo. Dias depois, dois cabos da Polícia Militar salvam da morte um recém-nascido aplicando o treinamento eficaz que receberam. No episódio de Guadalupe, no Rio de Janeiro, os graduados estão sendo poupados sem esclarecimento se deram ou não o comando para o fuzilamento. É importante ficar claro o que ocorreu, pois, se houve o comando, os nove recrutas indiciados são inocentes e o único que não atirou vai ser punido, pois desobedeceu a voz de comando. O patrono Duque de Caxias deve estar se revirando no túmulo.

Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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MASSACRE DE CRISTÃOS NO SRI LANKA

Mais de 200 mortos numa série de ataques a bomba em três cidades do Sri Lanka. Os ataques coordenados atingiram quatro hotéis, três igrejas cristãs e um condomínio em pleno domingo de Páscoa. A divisão étnica e religiosa provoca violência contra grupos minoritários, num país onde há 70% de budistas, 13% de hinduístas, 10% de muçulmanos e 7% de cristãos. Fotos mostram estátuas religiosas manchadas de sangue e o interior das igrejas totalmente destruídas. Templos, mesquitas e igrejas acirram o conflito e o ódio religioso de grupos radicais no Sri Lanka, que passou por uma guerra civil que durou 26 anos, entre 1983 e 2009.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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OXIGENAÇÃO

Volodmir Zelenski foi eleito com segura maioria de votos para presidir a Ucrânia, um dos países mais pobres da Europa. Ator e humorista, sem programa definido, terá dificuldades para governar, pois não deverá contar com maioria no Parlamento.  Estreante nas disputas das urnas, chega ao poder catapultado pelas hoje onipresentes redes sociais. Sua consagração evidencia mais uma vez a vontade, constatada em várias partes do mundo, de as respectivas populações romperem os grilhões que as mantêm presas a modelos políticos tradicionais, muitas vezes viciados e impregnados de corrupção e mentiras, preferindo dar um salto no escuro, tal a desilusão generalizada. Novos tempos e necessidade de oxigenação.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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COLETES CONFUSOS

O grupo se manifestantes franceses conhecido como “coletes amarelos” demonstra grande antipatia e limitação conceitual ao protestar contra a doação de US$ 1 bilhão provenientes de magnatas franceses destinados à reconstrução da Catedral de Notre-Dame, incendiada na semana passada. As questões deste grupo se referem a demandas que nada têm que ver com doações. Doadores são livres para doar o que quiserem a quem quer que seja. Agindo assim, os “coletes amarelos” se parecem muito com um partido de esquerda brasileiro que tem o hábito de, sistematicamente, confundir alhos com bugalhos.  

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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VELOCIDADE MÁXIMA

Cumprimento o prefeito Bruno Covas por criar áreas em São Paulo onde os carros deverão rodar a no máximo 30 km/h. Estamos caminhando firmes e fortes para o século 19! Só falta, agora, para resolver de vez o problema crônico do trânsito, reeditar alguns costumes e práticas da virada do século. O asfalto, de tantos buracos, vai voltar a ser estrada de terra. Tranquilo! Resolvido! Há problemas de velocidade? Vamos determinar velocidade máxima de 5 km/h, ou seja, apenas vamos tornar oficial a velocidade da cidade! Como complemento e reeditando os costumes da virada do século, poremos uma pessoa com uma bandeira vermelha correndo na frente do veículo e gritando “aí vem um carro!”. Pronto! Matamos dois coelhos com uma só paulada: velocidade e desemprego. Vai economizar uma nota! Pode se desfazer da CET, do Detran e de vários outros departamentos, já que estaremos como São Paulo era quando tinha “apenas” 750 mil pessoas. Já estamos como era o esgoto, o serviço público, o trânsito e o policiamento, é só reeditar e tornar oficial. Estamos em 2019? Enganou-se! Estamos mais para 1919! Parabéns, prefeito! Se sobreviver, te vejo no século 21! Abraços!

Hermógenes Catrocchio Filho catrocchiofilho@bol.com.br

São Paulo

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INVERTENDO A SITUAÇÃO

Sou motociclista há 56 anos. Procuro trafegar sempre na Marginal expressa do Pinheiros, por ser mais seguro do que a Marginal local. Agora vem nosso prefeito, leigo no assunto, inverter essa situação proibindo o tráfego de motos na Marginal expressa.

Fausto Wajchenberg faustowaj@gmail.com

São Paulo

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UNICAMP

O belo e equilibrado texto apresentando os méritos da Unicamp nos seus esforços de inclusão social demonstra a superficialidade poética com a qual acadêmicos públicos tratam aqueles que pagam pelas atrocidades orçamentárias na gestão de 9,7% da arrecadação do ICMS do Estado de São Paulo (“Novas cores, novos sons e culturas na Unicamp”, 22/4, A2). A inclusão precisa começar na universalização da qualidade do ensino público, logo, redirecionar os recursos para o ensino básico é fundamental.

Luiz Gustavo de Mattos Abreu lgabreu64@gmail.com

São Paulo

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POR IDEOLOGIA

Lamentável o artigo de Marcelo Knobel e José Alves de Freitas Neto (“Novas cores, novos sons e culturas na Unicamp”, 22/4, A2). Por razões ideológicas, estão acabando com a tradição de excelência do ensino da universidade. Eu, como pai de três filhos que lutaram por vários anos de estudo para conseguir entrar na universidade, fico muito triste. Vão fazer isso em Cuba, na Venezuela e em outras “democracias”!

Carlos Norberto Vetorazzo cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

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UMA SINGULAR LITERATURA                                                             

 

Em “Aliás, História” do domingo de Páscoa e de outras comoções históricas, brindou-nos Sérgio Augusto com uma matéria referente aos sempre perseguidos pelo politicamente correto, os gibis (21/4, E2). Naquela época, valeram ouro, uma literatura popular cativante dos moleques, sempre mal compreendida. Primeiro, os diálogos preservavam absoluta correção da linguagem. Segundo, o herói, policial ou não, sempre vencia os velhacos do crime. Terceiro, as edições resultavam de grandes esforços ilustrativos. Quarto, os segredos eram bem preservados até o final, a prender-nos na leitura. Robin Hood, Tarzan, O Fantasma (veneradíssimo), Flash Gordon, Zorro, Roi Rogers, Flash Gordon, X-9, Jim das Selvas, Charlie Chan e tantos outros. Na periferia, trocávamos gibis numa casa em que formavam uma verdadeira biblioteca. Ao escolhê-los e valorizá-los, fomos os primeiros críticos literários de calças curtas e pés no chão; sabíamos escapar dos castigos dos pais e mestres, que preferiam nos ver lendo “As Memórias de um Sargento de Milícias”, com a devida vênia de Joaquim Manoel de Macedo.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CAMPEONATO PAULISTA DE FUTEBOL

Timão, o tetra tricampeão do Paulistão. E muito mais, o trigésimo (30.º) título conquistado do Paulistão (para outros, “Paulistinha”). E nem houve interferência nenhuma, nem do VAR nem outras... Agora, é só comemorar.

Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

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