Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2019 | 03h00

REFORMAS

Privatizações

Depois que a reforma da Previdência, em trâmite no Congresso, estiver concluída, será a vez da transferência das empresas estatais para a iniciativa privada e da retirada do dinheiro público das empresas de que hoje o governo é sócio. A ideia é que até o final do ano sejam desmobilizados US$ 20 bilhões. Salim Mattar, secretário federal de Desestatização, diz que não há estatal eficiente e até as que assim parecem, se dependerem de monopólio, estariam melhor no setor privado. O plano de privatizações do governo Bolsonaro tem como meta obter R$ 990 bilhões nos quatro anos de seu mandato. Existem no País 440 empresas estatais, 134 são controladas pela União e as demais por Estados e municípios. Elas custam R$ 15 bilhões por ano aos cofres públicos. As estatais só se justificam quando o País necessita de serviços de infraestrutura e não há particulares com capacidade financeira ou disposição para executá-los. Mas no Brasil enveredou-se pelo caminho ideológico e irresponsável durante todos os anos da Nova República. Em vez de focadas em prestar serviços à sociedade, tornaram-se cabides de empregos e moeda de troca política. Esse é um dos componentes do déficit dos governos, mas rendeu votos aos que pretenderam se eternizar no poder. Isso precisa acabar. 

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

Previdência

Mesmo com a péssima notícia de que o País acaba de perder 43,2 mil empregos, ainda e lamentavelmente existem políticos obtusos e totalmente inconsequentes que persistem em ficar contra a reforma da Previdência, a qual, já está comprovado e a maioria da população entendeu, será um passo gigantesco indispensável para iniciar a recuperação econômica do Brasil, de que tanto necessitamos.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

DESEMPREGO

Números assustadores

Surpreendendo os analistas, em março foram fechadas 43 mil vagas de trabalho com carteira assinada. Um balde de água fria na expectativa dos 13 milhões de desempregados. No acumulado do primeiro trimestre deste ano o saldo é positivo, com 179.593 novos postos de trabalho, como divulgou o Caged. Porém menor do que no mesmo período da gestão Temer, 195 mil. Essa decepção na criação de empregos é consequência da perda de confiança do mercado na gestão do presidente Jair Bolsonaro, que foi pródigo em produzir crises. Além do que a arrecadação federal sofre queda, a bolsa de valores vacila e o dólar está próximo dos R$ 4. O presidente precisa governar atendo-se às múltiplas questões clamadas pela sociedade, em vez de perder tempo com coisas como a popularidade do vice Hamilton Mourão.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Vagas no campo

Foi divulgado um aumento expressivo na taxa de desemprego no Brasil no mês de março. Entendo que esse levantamento deveria abranger o meio rural e a produção agropecuária. Moro em área rural e falta mão de obra para cuidar das lavouras, mesmo pagando salários melhores que os dos anos anteriores, com registro em carteira e benefícios. O governo federal deveria propor medidas para atrair a população para o campo e assim diminuir o desemprego, aumentar a produtividade agrícola e a geração de renda. É inconcebível, para mim, que as pessoas prefiram viver em dificuldade nas cidades e não tenham motivação para trabalhar no campo e usufruir melhor qualidade de vida.

DANIEL MARQUES

danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

GOVERNO BOLSONARO

Fim do horário de verão

Em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto oficializando o fim do horário de verão. Quem começa cedo o seu dia, na escola ou no trabalho, agradece. Esse nocivo horário de verão economizava um pouquinho de energia elétrica, porém gastava muito de energia humana.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Desavenças 

É impressionante a capacidade dos filhos do presidente Bolsonaro de criar desavenças internas, prejudicando a avaliação do próprio pai, como se constata pela última pesquisa Ibope. O alvo agora continua sendo o honrado vice-presidente Hamilton Mourão, acusado de participações paralelas e interessado em holofotes. Há que considerar que o vice é um dos poucos membros do governo que quando vêm a público demonstram coerência, bom senso e posições equilibradas. Ao contrário do famigerado guru Olavo de Carvalho, eminência parda do governo, e dos filhos do presidente, que, em vez de cumprirem os mandatos para que foram eleitos, tentam interferir no governo central com suas posições radicais e pouco racionais.

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Olavetes

Carlos e Eduardo Bolsonaro deveriam dedicar-se aos seus mandatos parlamentares se quiserem ser reeleitos. Essa história de serem tietes do pseudofilósofo já está chata. A continuar assim, será a maneira mais rápida de acabar com o presidente. 

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

Carlos Bolsonaro critica Mourão pelo terceiro dia seguido. O que Carlos faz na Câmara do Rio quando não está ao celular?

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

EDUCAÇÃO

Caetano de Campos

São Paulo é o Estado onde a educação recebe maior investimento. Todavia verificamos práticas inconformes com tal investimento. Dizem que construir novas escolas custa muito, que o professor tem de se deslocar para áreas distantes, etc. Ora, há um prédio imenso no centro da cidade de São Paulo, o do icônico colégio Caetano de Campos, antiga Escola Normal, hoje ocupado por uma repartição pública. Um local convergente de qualquer ponto da cidade, com toda a infraestrutura de transporte. Por que a Secretaria da Educação precisa estar nesse local? O centro da cidade tem muitos prédios disponíveis, vazios, que podem muito bem ser ocupados por setores administrativos da pasta. Essa seria uma solução conveniente para todos. E se voltaria a dar a devida ocupação a um prédio concebido para alunos. O pensar em educar aplicado coerentemente.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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OBSESSÃO & IRRESPONSABILIDADE 

Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, quer aparecer a qualquer custo, pelo bem e pelo mal. Foi assim, como “penetra”, no carro utilizado no desfile do dia da posse presidencial – este seria o de menos, afora o ridículo da atitude, do qual não se dá conta. Porém o que provoca temor, pelos efeitos deletérios que já causou e pelos que ainda poderá provocar, é que acrescenta ao exibicionismo o ciúme obsessivo que tem do pai. Como foi no caso de Gustavo Bebianno, a quem tinha como desafeto. Foram tantos os ataques e intrigas promovidos por Carlos que Bolsonaro acabou por demitir Bebianno – um de seus mais próximos e leais auxiliares. No momento, o alvo preferencial de sua perseguição obsessiva é o vice-presidente Hamilton Mourão. Antes mesmo da posse, Carlos insinuara que Mourão tinha interesse na morte do pai. Agora, move uma perseguição implacável a Mourão, ofendendo-o de forma explícita e provocando-o pelas redes sociais. Mourão não retruca ou faz comentários. Jair Bolsonaro, entretanto, dá mostras de total irresponsabilidade e presta apoio irrestrito a Carlos. Foi o que se viu nas declarações do porta-voz da Presidência, general Rêgo Barros: que o presidente “quer pôr um ponto final na desavença pública entre o filho e o vice-presidente” (sic); que Mourão “terá a consideração e o apreço do presidente”. E sobre o filho: “É sangue do meu sangue”, “Carlos foi um dos grandes responsáveis pela vitória nas urnas, contra tudo e contra todos. O presidente enfatiza que estará sempre ao seu lado”. O problema, Bolsonaro, é que ficar ao lado de Carlos é abandonar os mais de 57 milhões – entre eles, eu – que o elegeram. Por favor, renuncie!

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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DAS BERMUDAS À BAHIA

Não bastasse a insegurança jurídica produzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), suas lambanças de índole ditatorial que desnorteiam homens, empresas e negócios no Brasil, instalou-se em Brasília instabilidade emocional, no âmago do Palácio do Planalto, deflagrada pela mimada prole presidencial seguidora de pensador desbocado, contra o vice-presidente da República general infante, jeitão conversador macio. Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho e Hamilton Mourão estão mais para Triângulo das Bermudas e menos para Baía de Todos os Santos. Para arrematar tragicômico cenário, um Congresso que só pensa naquilo: grana.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

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PESADELO

O País está vivendo momentos pavorosos. O que se tem gastado de tinta, tempo e saliva para abordar, tentar explicar e opinar sobre as questiúnculas criadas no governo federal é uma coisa absurda. Não há dúvidas de que o vice-presidente, Hamilton Mourão, é mais bem preparado que o presidente Jair Bolsonaro, até por força de tudo o que teve de estudar para chegar ao generalato. O presidente capitão ficou longe das necessidades do seu vice para atingir suas três estrelas. Essa superioridade intelectual, contudo, não dá ao general Mourão o direito de expor isso, que não o faz acintosamente, diga-se, mas o faz, de forma insinuante, polida e hábil, o que enfurece os Bolsonaros e seu guru, Olavo de Carvalho. E eles, uns mais outros menos, ao perceberem e sentirem isso, reagem às vezes com truculência, outras com declarações incompatíveis e nada lisonjeiras, e uma ou outra mais ou menos equilibrada, como foi a do deputado Eduardo Bolsonaro na entrevista concedida ao “Estadão” de quarta-feira (24/4, A8). Pelo temperamento deles, do tipo que não leva desaforo para casa, acabam apelando e dando por paus e por pedras. E nós, impotentes, ficamos assistindo a este tiroteio num eterno pesadelo. Senhores, vamos trabalhar e cuidar do País, que, além de estar sendo muito maltratado, está num atoleiro e penúria descomunais.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri

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BARCO BRASIL

O vereador Carlos Bolsonaro, um dos três filhos desbocados do presidente Jair Bolsonaro, publicou no Twitter: “Aos que pedem para eu parar, digo que se informar ou não é uma escolha e estamos todos no mesmo barco chamado Brasil, mas nos recuperando”. É verdade que se informar é uma escolha. Assim como publicar fake news ou polemizar inutilidades são também escolhas de quem as publica. Estamos, sim, no mesmo barco, repleto de furos, por sinal, chamado Brasil. Só que a recuperação deste barco só acontecerá se os políticos se ocuparem ativamente do que interessa, como a essencial reforma da Previdência, e deixarem de lado picuinhas invejosas, demagogias rasteiras e baboseiras enfadonhas. É preciso ficar claro para o vereador Carlos que, se o barco Brasil afundar, não sobrará tuite algum para contar a história. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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A GUERRA PARTICULAR DOS BOLSONAROS

Enquanto os Bolsonaros se digladiam atirando nos aliados, o PT conspira livremente contra o governo e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), na 5.ª turma, vai desidratando a condenação do criminoso Lula. E tenham certeza: no julgamento perante o STF a condenação vai desidratar ainda mais! O bandido que destruiu um império chamado Petrobrás e fez o Brasil sangrar até as entranhas estará fora da cadeia quando setembro vier. Aliás, de cadeia não se pode chamar o local onde se encontra o facínora. Esteve, sim, concluindo um estágio para delegado federal na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Enquanto isso, os Bolsonaros atiram nos amigos e 14 milhões de brasileiros estão na rua da amargura, passando privações. Os Bolsonaros, ao invés de trabalharem para acabar com esta vergonhosa progressão da Lei de Execução Penal, mantêm uma guerra aberta contra o vice-presidente da República, instigados por seu oráculo. Aliás, um povo que acredita em previsões astrológicas está fadado a ser governado por sobas, oráculos e presságios. Bolsonaros, astrologia não é Filosofia! Filosofia é a ciência que estuda o porquê final das coisas. Astrologia é crendice, bobagem, presságio.

Abdiel Reis Dourado abdiel@terra.com.br

São Paulo

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SIMPLIFICANDO

Mourão, sim! Olavo de Carvalho, não! Mourão, sim! Filhos de Bolsonaro, não! Bolsonaro e Mourão, sim! Clandestinos no governo, não! Bolsonaro e Mourão foram eleitos! Os clandestinos, não! Bolsonaro e Mourão têm responsabilidade com a Nação! Olavo de Carvalho e filhos de Bolsonaro, não!

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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TITULAR E RESERVA

O vice-presidente Hamilton Mourão é como aquele jogador que, ao sair do banco de reservas, aos 25 minutos do segundo tempo, desenvolve um futebol melhor do que o titular e faz gol. Logo, o titular de salários e chuteiras superiores, se sente ofuscado e constrangido, por jogar mal e ser substituído. Cabe ao titular treinar a pontaria e parar de dar “bola fora”, porque, ao que parece, o reserva é muito melhor. 

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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QUESTÃO DE INTELIGÊNCIA

O vice-presidente Mourão, com sua inteligência, está incomodando. Sua inteligência e integridade deveriam ser valorizadas, e não desprezadas.

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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INGENUIDADE

Será que os filhos do presidente Jair Bolsonaro ainda não perceberam que estão atrapalhando e criando uma péssima imagem do governo perante a sociedade? Alimentar discussão nas redes sociais com o vice-presidente Hamilton Mourão – que está cumprindo lealmente a sua missão quando substitui o presidente na sua ausência –, no momento em que se tenta aprovar a reforma da Previdência, é de uma ingenuidade gritante.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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LEITURA

Espero que os filhos do nosso presidente tenham tomado conhecimento das 10 mensagens dos leitores do “Estadão” de 25/4 na coluna “Fórum dos Leitores”. Não foram publicadas mais por falta de espaço. Eles ajudariam muito trabalhando nos seus respectivos gabinetes e deixando o general Mourão atuar realmente como vice.

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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TRABALHO

Nada contra Bolsonaro e seus filhos. Votei neles. Só o fato da defenestração da esquerda do poder no País já foi um grande passo. Mas temos de convir que nosso Poder Legislativo, além de podre, não cobra dos congressistas trabalho. Os filhos de Bolsonaro não fazem absolutamente nada, a não ser fofocas. Vamos focar no País, garotada.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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RÉDEAS

Capitão Bolsonaro, duas coisas: Olavo de Carvalho e seu filho estão dinamitando seu governo. Tome as rédeas antes que o senhor perca o controle. Não o elegemos para tantas caneladas assim!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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CONSELHOS A VLADIMIR ZELENSKI

Exmo. sr. Vladimir Zelenski, parabéns pela vitória no último pleito presidencial da Ucrânia. Como brasileiro experiente, tomo a liberdade de formular algumas recomendações que julgo importantes. Embora S. Exa. seja um profissional do humor, sugiro que leve o governo a sério, pois aqui, nas Américas, de norte a sul, há presidentes que fazem humor de tudo e nada do que tem de ser feito, e detestam concorrência. Outra coisa importante: não deixe seu Twitter nas mãos da criançada, pois certamente ela fará muita confusão.

Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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A REFORMA NA CCJ

Proposta de reforma da Previdência teve 48 votos a favor e 18 contrários na primeira etapa de tramitação na Câmara dos Deputados, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Eram necessários 34 votos, mas o governo teve aval de 48. Com certeza, o governo deu o primeiro passo para o sucesso e o primeiro sacode na economia. Daqui para a frente, o Brasil começará a receber os louros do capital estrangeiro e do empresariado brasileiro, se Deus quiser – e ele há de querer. A “petralhada” e comunistas enrustidos, daqui para a frente, verão a ascensão da nossa  economia e o desemprego ficando cada dia mais para trás.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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NOSSO DINHEIRO MAL APLICADO

Assistindo ao espetáculo ridículo proporcionado pela tal oposição, com atitudes e palavreado grotescos durante a sessão na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para análise dos requisitos de constitucionalidade da proposta de reforma da Previdência, senti-me ludibriada por pagar, mediante altos impostos, os salários de certos parlamentares que, por ignorância ou refinada má-fé, não se importam mais sequer em disfarçar perante as câmeras quem realmente são, fazendo discursos para iludir boquirrotos e confundindo (?) requisitos de admissibilidade com o mérito da proposta, que deverá ser examinado na respectiva Comissão Especial. O montante pago, a título de salários e benefícios, a estas criaturas, certamente estaria mais bem aplicado em escolas precárias, em atendimento médico deficiente por falta de insumos básicos e em  segurança eficaz aos cidadãos contribuintes que, ao saírem de casa, não têm a garantia de que para ela voltarão. Ninguém merece!

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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PARA NÃO PERDER O DISCURSO

A esquerda perdeu o protagonismo e, portanto, precisa de plateia para fazer seu circo. Na votação da CCJ, os partidos que querem o pior para o Brasil votaram contra a reforma da Previdência. Não vou citar nomes que envergonham nossa nação, mas os 18 oportunistas pertencem ao PT, PSOL, PDT, PSB e Rede. Votar contra a reforma é apostar no caos, pois todos sabem, ou deveriam saber, que Jair Bolsonaro herdou um país quebrado. Não nos esqueçamos de que o Brasil é nosso, e não do Congresso. Por termos deixado o Brasil em mãos irresponsáveis, hoje estamos pagando a dívida deixada por eles. Além do desemprego, ninguém investe num país onde a economia não prospera. Uma vez aprovada a reforma, a oposição perderá o discurso. Não se deixem enganar, aqueles que não querem a aprovação da reforma estão pensando em si, nunca no povo. Acorde, Brasil. Acompanhem como votam seus deputados. Cobrem deles o compromisso assumido na campanha eleitoral. Hora de mostrar a que vieram.  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SIGILO INDEFENSÁVEL

O governo federal decretou sigilo nos documentos que dão embasamento à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 06/2019, que trata da reforma da Previdência Social. É inaceitável que uma emenda constitucional com uma abrangência ímpar e de uma austeridade jamais vista tenha, ainda que momentaneamente, seus documentos sob sigilo. A imprensa, os congressistas e a sociedade brasileira têm o direito de ter acesso amplo, total e irrestrito aos dados, afinal a medida afeta de maneira substancial todo o sistema de seguridade social, bem como abre espaço para a capitalização e põe fim ao abono salarial para aqueles que ganham até dois salários mínimos. Além de outras questões que, se analisarmos friamente, não têm relação com a Previdência. Este governo foi eleito sob o discurso de transparência e combate aos privilégios. Ocorre, entretanto, que, embora a reforma previdenciária seja necessária, a PEC proposta impõe um rigor impensável. É preciso abrir a discussão, tornando-a pública e, portanto, envolvendo todos os setores, incluindo a sociedade civil. Para discutir uma proposta é preciso ter dados. Qual transparência se tem com esse sigilo? Nenhuma!

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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FORÇA NACIONAL EM BRASÍLIA

Sobre a liberação da Força Nacional na Esplanada dos Ministérios pelo ministro Sérgio Moro, que país é este, onde fogo amigo de dentro do próprio sistema Judiciário procura incriminar o próprio ministro da Justiça e da Segurança Nacional, por agir em benefício dos cidadãos, deles próprios e das autoridades legislativas, que possivelmente seriam afetadas por manifestações contrárias às livres decisões do nosso Congresso? Situação típica da banana comendo o macaco, em que nossos representantes eleitos se digladiam entre si, cada um defendendo o “seu”, crianças mimadas metendo o bedelho em ações do governo, líderes evangélicos ditando regras e recebendo benesses dignas de estadistas, fofocas e críticas contra um vice-presidente eleito, juizada libertando traficantes alegando que estavam há muito tempo presos, tribunais superiores com ministros de ideias divergentes e ares ditatoriais, tentando  impingir uma mordaça nas redes sociais, enfim, um amontoado de opiniões, desejos, controversas e um emaranhado de egos em choque, pondo em xeque a administração do nosso presidente. Pode parecer que não, mas o povão já está se enchendo...

Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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PARADEIRO

Onde se encontrava o senhor Alberto Aggio (“Do fantasma de Pinochet ao risco Savonarola?”, “Estadão”, 24/4, A2) durante a  dilapidação do País sistematicamente efetuada durante o período petista? Por acaso alertou a sociedade – como faz agora, no citado texto, em que focaliza as perspectivas pessimistas do governo Bolsonaro – sobre, por exemplo, o lento, contínuo e quase diário processo de falência da maior estatal brasileira e sobre o esvaziamento dos Correios, ente outras instituições, e de vários fundos de pensão, subtraídos durante aqueles 14 anos de domínio da esquerda, em nome de um insólito projeto de poder partidário? Mera curiosidade sobre seu paradeiro. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PETISMO

Sobre o artigo “Do fantasma de Pinochet ao risco Savonarola”, o patrulhamento é pesado e constante, o petismo realmente precisa ser considerado muito impregnado, até historiador e professor da Unesp sucumbe. Dá-lhe PT...

Adilson Pelegrino adilsonpelegrino52@gmail.com

São Paulo

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ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Por que o PT não acaba? Todos os crimes já foram identificados e provados, a cúpula e os caixas de campanha estão ou foram presos, dinheiro do exterior já foi detectado. O que falta para o Brasil ver-se livre desta organização criminosa? Quando o interesse do Brasil honesto vai prevalecer?

Marcos Alvim mvinic@uol.com.br

São Paulo

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LULA NO STJ

Confirmada a condenação em terceiro grau do ex-presidente Lula no caso do triplex do  Guarujá, não resta mais nenhuma dúvida de que Lula, com justiça, é um político preso. A militância petista está comemorando a redução da pena determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na terça-feira e a possibilidade  de progressão para o regime semiaberto, mas a condenação por corrupção e lavagem de dinheiro foi ratificada. A imagem do petista foi maculada para sempre.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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POLÍTICO PRESO

Vai por água abaixo o “preso político” com a confirmação do STJ.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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A GOTA D’ÁGUA

Para quem chegou a Brasília em 2003 de mãos vazias e, em 2011, saiu de lá com 11 (onze) caminhões baús, pouco parou por lá e frequentou hotéis cinco estrelas pelo mundo afora, foi apenas um brinde de um agradecido empresário a cobertura triplex no Guarujá com elevador privativo. Mas foi a gota d’água para a estada no spa em Curitiba do inocente que nos custa R$ 1 mil por dia. Parece mentira, mas é verdade.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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LULA AGUARDA A PRIMAVERA!

Parece que não provocou muito impacto o fato de Lula ter sua pena diminuída pelo Superior Tribunal de Justiça, apesar de que isso resulte no fato de que em pouco mais de cinco meses ele poder gozar de prisão domiciliar. Ocorre que a perseverança dos advogados de Lula, tipo “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, tem dado resultado, provocando a primeira trinca no muro aparentemente inabalável da Justiça. Com certeza foi uma grande vitória para o inominável e demonstrou que é possível, sim, levar este criminoso para fora da prisão. Basta persistir. Agora estamos reféns do julgamento do sítio de Atibaia correr com celeridade, pois setembro está aí, e periga de Lula sair da prisão junto com as primeiras flores da primavera. Que ironia!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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DÚVIDAS

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, disse ter dúvidas seríssimas sobre os crimes pelos quais foi condenado o presidiário Lula no caso do triplex. Isso me faz reportar o ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, que disse que o massacre de 6 milhões de judeus era uma lenda.

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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COMENTÁRIO LEVIANO

Ridículas as suspeições levantadas pelo magistrado Marco Aurélio Mello sobre a condenação imposta a Lula no caso do triplex de Guarujá (SP). Ora, se tem tantas dúvidas, ministro, estude o caso, aprofunde-se, antes de dizer em público que não está se manifestando, quando é evidente que está, e de forma antiética (por ser membro da Suprema Corte) e intencional.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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UNANIMIDADE

Com a confirmação por unanimidade (!) da condenação de Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, a 5.ª turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pôs por terra a célebre máxima de Nelson Rodrigues de que “toda unanimidade é burra”. Antes de a defesa do ex-presidente cantar vitória e os esquerdopatas saírem às ruas em passeatas com o mote “Lula Livre”, é melhor se aterem ao fato de que há contra seu herói-bandido nada menos que outras sete (!) ações penais e a condenação pelo sítio de Atibaia. Por ora, é melhor Lula colocar suas barbas de molho...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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TORCIDA FERRENHA

O povo de bem, de dedos cruzados, torce com fervor para que o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), responsável pela Operação Lava Jato, julgue o mais rapidamente possível o recurso da nova condenação do presidiário Lula da Silva, no caso do sítio de Atibaia. Ora, se também confirmada em segunda instância, o demiurgo não se beneficiará da progressão de pena para ao semiaberto, em setembro – para trabalhar fora e dormir na cadeia. Para a frente, TRF4, pois o povo confia em vocês!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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LONGO PROCESSO

Nunca um reles corrupto, Lula, deu tanto trabalho para a Justiça brasileira. Nunca se gastou tanta coisa boa em coisa ruim.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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DURA PENA

Com a redução da pena de 12 anos e 1 mês para 8 anos e 10 meses, o STJ acabou na prática agravando a pena de Lula. Para ter direito ao benefício de progressão de pena e passar para o regime semiaberto, Lula terá de trabalhar cinco dias por semana. Para quem, nos últimos 40 anos, só fez política sindical e partidária, exigir que aos 73 anos volte a trabalhar efetivamente é uma pena muito dura, mesmo. Cristiano Zanin já cogita de recorrer à ONU para alegar que seu cliente está condenado a trabalho forçado, tipo de pena que o Direito Penal Brasileiro não admite.

Claudio  Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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DESCRÉDITO

É assombroso e preocupante como será recebido e interpretado no mundo o fato de o STJ ter reduzido a pena do ex-presidente Lula, comprovadamente corrupto e chefe de quadrilha que dilapidou o País de forma brutal, escorchante e humilhante para a população brasileira. Sem dúvidas, a Justiça brasileira cai no descrédito e joga na lama sua reputação ilibada. Com mais uma agravante: o ato do STJ caracteriza e confirma a parcialidade da nossa Justiça, com mais um detalhe a acrescer, a multa que ele deveria pagar por dano ao erário, inicialmente estipulada em R$ 29 milhões, foi reduzida para R$ 2,4 milhões. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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IGUALDADE

De todos os momentos atuais, o pior foi mexer com a imprensa – censura –, pois o STF apanhou de todas as formas merecidamente e ainda continua apanhando. Enquanto isso, não há indignação com os demais “poderes”, Câmara, Senado, juízes diversos, que diminuem a pena do presidiário-mor de Curitiba como uma forma de tirá-lo da cadeia logo, logo. É obrigatório ter igualdade de tratamento aos demais. Como ficam os Cunhas, os Cabrais e demais condenados?

Adilson Pelegrino adilsonpelegrino52@gmail.com

São Paulo

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A LAVA JATO E O STF

Para Gilmar Mendes, a Operação Lava Jato virou partido político (“Estado”, 25/4, A8). Se a gente disser, educadamente, o que “virou” o STF,  a excelência suprema vai mandar prender?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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IMPUNIDADE

No país dos feriadões e espertalhões, o habeas corpus concedido a Sérgio Côrtes, ex-secretário de Saúde que desviou milhões de reais da saúde pública do Estado do Rio de Janeiro, na gestão do ex-governador Sérgio Cabral, é uma vergonha nacional. Ele foi preso durante a Operação Lava Jato e na época era um dos principais diretores da Rede D’Or. Imediatamente, afastaram-no do cargo, mas a empresa privada de saúde não para de crescer, e é uma das principais do Brasil. Com a palavra, a Polícia Civil, o Ministério Público e o Poder Judiciário.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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‘CENSURA EPIDÊMICA’

Já que o  nobre articulista Eugênio Bucci (25/4, A2) entra no campo da censura, faltou aprofundar mais. Salvo melhor juízo, creio que pelo sangue ideológico que corre nas suas veias e com medo de relembrar aos leitores a censura na União Soviética no período sangrento de Lenin e agregados, deixa de citar a obra distópica “Nós”, de Ievguêni Zamiátin. Os trabalhos de Zamiátin, cada vez mais críticos ao regime totalitário da URSS, foram banidos e ele foi proibido de publicá-los, em especial depois da publicação de “Nós”. Considera-se que Zamiátin foi o precursor de Aldous Huxley, George Orwell e também Ray Bradbury, que escreveu “Fahrenheit 451”. Finalizando, mesmo a imprensa que é livre, algumas vezes, censura seus jornalistas e articulistas.

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br 

São Paulo

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PARA REPENSAR

Eugênio Bucci, em seu artigo “Censura epidêmica” (25/4, A2), usa duas expressões que nem sequer existem em dicionários: “pitimbada” e “tanática”. Como ele se declara professor da USP e jornalista, nada mais estranho. Deveria o cidadão respeitar regras e imprimir em suas manifestações clareza e fidelidade ao idioma. No teor do artigo ele defende a abertura dos números usados para defender a Nova Previdência pelos elaboradores do projeto. Talvez isso vá ocorrer em seguida. Alguns dos participantes da equipe que elaborou o projeto já manifestaram que na Comissão Especial tais números serão apresentados. A meu ver, independentemente dos números que sustentaram a elaboração do projeto, se alguém se contrapõe ao projeto, nada mais técnico e cabível que tais pessoas elaborem seus próprios números e os apresentem, para com tal ato derrubarem a defesa. Colocar-se contrário e não justificar por que é condenável, pois demonstra ausência de sensatez. Para que sejamos contra algo, temos de apresentar nossos pontos de vista e suportá-los com informações técnicas. Envereda, depois, o articulista a criticar o STF, mas de repente alivia sua crítica, justificando que o faz porque o STF, depois de 3.327 dias, retirou a censura sobre a Operação Boi Barrica. Ora bolas, com tal demora não houve justiça, houve, sim, protelação e procrastinação, propiciando a famigerada prescrição dos fatos. O STF tem sido a prova maior de que vivemos no Estado do Direito, e não no Estado de Direito. Neste, entende-se haver isonomia plena entre todos os elementos da sociedade; naquele prevalece o desejo dos togados e dos causídicos, sem levar em conta o que a sociedade espera do Judiciário. É imperativo que Bucci repense sobre o que escreveu.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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‘A CPI DAS UNIVERSIDADES’

O editorial “A CPI das Universidades” (23/4, A3) tece alguns comentários equivocados a propósito da instalação da comissão pela Assembleia Legislativa de São Paulo. São equivocados porque autonomia se conquista mediante severos esforços para captação de recursos próprios, captados espontaneamente, e sobejam possibilidades gerenciais que são aplicadas com máximo rigor, de acordo com as regras gerais do mercado de trabalho. Não é o caso das universidades públicas, que são mantidas com impostos arrecadados compulsoriamente e cuja autonomia foi conquistada por circunstâncias politicamente favoráveis, as quais têm em seus quadros servidores públicos cujo gerenciamento é difícil, que não se subordinam a critérios mínimos de qualidade, produtividade e eficácia. As melhores universidades públicas brasileiras nem sequer figuram nas melhores posições de rankings internacionais confiáveis, nem jamais produziram um Prêmio Nobel, por exemplo. As estaduais paulistas gastam até mais que 100% do que recebem do erário com o pagamento de servidores. Não são sensíveis à enorme demanda existente na sociedade, mantendo um número muito reduzido de vagas disponíveis para os vestibulares, e nem sequer são capazes de manter os alunos matriculados, exibindo altíssimos índices de evasão. Vale lembrar que, da forma como funcionam, as universidades públicas servem para transferir renda dos pobres para os ricos, pois nelas ingressam em grande parte alunos que são oriundos de escolas caríssimas e de alta renda, sendo estes alunos selecionados em rigorosos vestibulares os garantidores dos resultados acadêmicos – ainda que pífios –, enquanto a maioria  dos mais pobres jamais terá acesso a essas instituições públicas, sendo mesmo necessário rever este modelo nefasto. O custo “per capita” de um(a) aluno(a) de universidade pública é muito maior do que o de um(a) aluno(a) da educação básica. Portanto, há muitos motivos para que seja investigado o que ocorre dentro dessas instituições.

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO ESBURACADA

O marketing da atual Prefeitura de São Paulo é um reflexo da própria administração. Achar que deixar a cidade com tantos buracos como nunca antes faz com que o povo se lembre do prefeito Covas.

Gian Carlo Cilento gianca@globo.com

São Paulo

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QUEDA DE ASSASSINATOS

A queda de 25% no número de assassinatos já nos 100 dias do novo governo é a prova de que bastou o anúncio das duas primeiras mudanças nas leis penais, a saber, a posse de armas e o pacote de Sergio Moro, para que os criminosos se amedrontassem e a dissuasão funcionasse ao contrário dos que acreditam no que escreveu há mais de 250 anos o italiano Beccaria, que achava que o que reduz a criminalidade não é o rigor da pena, mas a certeza da punição.  

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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