Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Cadê o presidente?

Jair Bolsonaro está metendo os pés pelas mãos. Voltar atrás numa ação não é pecado, ao contrário, é sinal de lucidez. Mas ser repetitivo nisso demonstra a fragilidade de convicções. Bolsonaro está também voltando atrás em sua intenção de dar carta branca a seus superministros da Economia e da Justiça. Já declarou que negocia itens do pacote econômico e agora deseja tirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça. Tudo para agradar ao Congresso, para que aprove reformas de interesse do governo. É o retorno do “toma lá dá cá”, que tanto mal fez ao País?! Não há dúvida alguma quanto à motivação dos congressistas para que o Coaf volte às origens. Não bastasse, o presidente da República vem demonstrando ser influenciado por diversas correntes, entre elas as opiniões dos filhos e as de seu guru, o “filósofo” autodidata, astrólogo e professor de cursos online Olavo de Carvalho, que surgiu não se sabe de onde. Realmente, acredito que Bolsonaro, como ele mesmo diz, não tenha nascido para ser presidente. Não tem carisma, não respeita o decoro, comunica-se muito mal e não tem opinião própria. Acredito também que sua missão principal já tenha sido cumprida, ao afastar o candidato do PT da Presidência. Agora é hora de repensar...

HELEO POHLMANN BRAGA

heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

A conta das confusões

O que deixa o presidente Bolsonaro em maus lençóis e com baixa aprovação nas pesquisas de opinião não são os militares nem a oposição. O que pesa é a sua maneira de enfrentar problemas sérios do governo somente pelas redes sociais, os seus queridos filhos, que já falaram muitas asneiras, e dar ouvidos ao “filósofo norte-americano” Olavo de Carvalho e a seus olavetes.

EMERSON LUIZ CURY

emersoncury@gmail.com 

Itu

Eminência parda

Alguém sabe por que o “estrangeiro” Olavo de Carvalho tem esse imenso poder de desestabilizar o governo?

LUIZ FRID 

fridluiz@gmail.com

São Paulo

Devemo-nos ombrear

Era uma indústria cuja produção se processava em linha de montagem. Essencial que a produção de cada fase fosse absolutamente igual às demais, sob pena de estrangulamento, fator indiscutível de prejuízo, desperdício de recursos, atrasos nas entregas, etc. A solução foi implementar um sistema de prêmios por produção que estimulava o aproveitamento. Mas os funcionários não entendiam que as metas só seriam atingidas com um bom aproveitamento do tempo. Foi preciso muito treinamento para entenderem. Finalmente, a maioria recebeu um significativo bônus e entendeu também que cada um dependia substancialmente dos colegas, se um relaxasse, todos perdiam – os funcionários e a empresa. Logo, cada um passou a exigir o empenho dos demais e todos compreenderam o papel do trabalho em equipe. A produtividade cresceu, bem como os salários, sem que os custos aumentassem. Ao contrário, foram reduzidos. O patrão só comandou, o esforço foi geral. É exatamente isso que estamos precisando para o nosso Brasil, em vez de só ficarmos atirando pedras no patrão. Já que elegemos o nosso presidente, inegavelmente melhor do que a alternativa que se apresentava, vamo-nos unir em torno de suas propostas. O que estamos esperando?

LUIZ AUGUSTO CASSEB NAHUZ

luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

País dividido

Ufa! Finalmente um cientista político egresso da USP escapa do dirigismo ideológico e faz um apanhado abrangente da situação confusa, em todos os sentidos, em que se encontra o Brasil (Um país dividido, de Rubens Figueiredo, 26/4, A2). Ressalte-se o inadmissível conflito nas três esferas do poder. À esquerda radical só importa dizer não a qualquer proposta para melhorar o Brasil, mas vem sendo derrotada – primeiro, pela aprovação do Plano Real e mais recentemente pela reforma trabalhista, da CLT. Agora a sua grande esperança é destruir a reforma da Previdência, não importando que leve o Brasil à bancarrota.

JOSÉ LUIZ ABRAÇOS

octopus1@uol.com.br

São Paulo

Que futuro?!

É impossível, diante do que vemos no dia a dia atual, acreditar que venhamos a ter o futuro esperado para o Brasil. Depois que Lula assumiu o segundo mandato de presidente, o País foi afundando a cada ano. Tudo começou com os Correios, que eram exemplo de estatal e hoje estão relegados a situação inadmissível há alguns anos. Era orgulho, hoje é decepção. Além de todos os problemas, Bolsonaro, por melhores que sejam as suas intenções, tem o apoio de poucos políticos. Para piorar, seus filhos falam além do devido e acabam deixando o pai em situação delicada, como no caso do vice-presidente, general Hamilton Mourão. Além de tudo isso, nossa economia está em frangalhos, o desemprego atinge um patamar nunca imaginado. Nossa única esperança está em Deus. Só um verdadeiro milagre para nos tirar deste buraco em que Lula nos enfiou.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

MINISTÉRIO PÚBLICO

Irrealismo paulista

Dada a falta de observação do procurador-geral de Justiça paulista, Gianpaolo Smanio, acerca da eficiência do Ministério Público (MP) estadual (O irrealismo do MP paulista, 26/4, A3), que tal ele averiguar por que o órgão não apresentou resultados, por exemplo, na lambança protagonizada por Paulo Preto? Antes de pedir mais vagas, mesmo já tendo algumas em aberto, sem preenchimento, há que fazer o órgão funcionar realmente, ter credibilidade e trazer resultados para a sociedade, essas são tarefas que precedem qualquer ímpeto de inchaço do órgão. Ademais, justificar inclusão de mais procuradores para enfrentar a informatização da Justiça soa como desligamento completo da realidade. A informatização só faz reduzir o pessoal em qualquer atividade. O MP não faz parte desse cenário? 

ABEL CABRAL

abelcabral@uol.com.br

Campinas 

Proposta de solução

A solução para a “falta” de promotores no Ministério Público paulista, assim como a de promotores e de juízes em outros Estados, não é criar mais vagas para tais cargos. A solução são férias de 30 dias, acabar com os feriados estendidos e os exclusivos dessas áreas, além de eliminar os recessos. 

HERMAN MENDES

hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

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A REFORMA E A UTILIDADE DOS POLÍTICOS

Depois de estimada em até R$ 1,2 trilhão em dez anos a previsão de economia com a reforma da Previdência Social, caiu para R$ 800 milhões, conforme adiantou o presidente Jair Bolsonaro. O projeto já está no Congresso e, agora, cabe aos deputados e senadores encontrar a melhor forma de implantação dos cortes ao projeto. É preciso encontrar o ponto de equilíbrio entre a economia necessária à solvência e o menor sofrimento à clientela previdenciária. Não basta mandar o trabalhador ficar na ativa por mais alguns anos. Há que evitar que não seja dispensado antes de atingir a idade e tempo de contribuição para se aposentar. Os parlamentares terão a excelente oportunidade de demonstrar a utilidade de um deputado ou senador. Pelo tipo de política irresponsável que o País viveu nas últimas décadas, culminada pelos escândalos político-eleitorais, a imagem da classe política restou em frangalhos, o que é muito mal. Ao modular interesses neste projeto, que atinge a todos os brasileiros, os integrantes das Casas Legislativas poderão demonstrar ao povo-patrão a que vieram e o que fazem para o resgate das promessas eleitorais.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PREVIDÊNCIA NA BLACK FRIDAY

Superministro Paulo Guedes anunciou que a Nova Previdência pouparia R$ 1,239 trilhão. Capitão presidente antecipa Black Friday com 33% de desconto. Congresso pode levar tudo por apenas R$ 800 bilhões já! Queima geral de estoque. Não restou nada para negociar...  

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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COMO DANTES...

Suposta oferta de R$ 40 milhões em emendas parlamentares até 2022 para os parlamentares que votarem a favor da reforma da Previdência agita o Congresso Nacional. Este é o mensalão do PSL. Bolsonaro é outro presidente refém dos parlamentares. O “toma lá, dá cá” é o único caminho para a governabilidade. Foi e será sempre assim, infelizmente!

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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A HERANÇA MALDITA DO PT

Votamos em Bolsonaro para não termos um presidente presidiário. Herdamos um presidente que não sabe falar, o rombo fiscal é imenso, mas ele se preocupa mais com os radares das estradas do que com a Nova Previdência; a educação é péssima, mas ele se apoia num astrólogo que vive fora do País há muitos anos para definir seu ministro; o meio ambiente piora a cada dia, mas ele acha que Deus vai resolver isso, não há motivo de preocupação. Os seus três copresidentes também atrapalham bastante, não ajudam nada. Só a comparação com a apocalipse provocada com Dilma Rousseff é que nos faz ver que estamos melhor. Mas, se continuar assim, não sei por quanto tempo...

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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NÃO SUPORTAREMOS

O País se encontra num momento terrível, fruto principalmente dos erros e desmandos no novo presidente, sua equipe e seus familiares. Inflação em alta, apesar da queda do consumo, da redução da renda das pessoas físicas, do alto desemprego, do fechamento de postos de trabalho na indústria, no comércio e nos serviços, e receio dos investidores. Tudo isso acrescido do filho Carlos Bolsonaro, que com certeza tem seríssimos problemas mentais, pois é impossível alguém postar grosserias, mentiras e impropérios todos os dias nas redes sociais, como ele faz, causando conflitos entre os que gerem este governo – culpa do presidente, que nem os filhos controla, não os cala, não os impede de atrapalhar sua gestão. Da forma como estamos indo, a atual governança não emplaca um ano de mandato, porque o povo não vai aguentar, uma vez que os primeiros quatro meses já foram desastrosos em muitos aspectos – políticos, administrativos, econômicos e morais.

Pedro Eduardo Fortes pec.fortes@uol.com.br

São Paulo 

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VEREADOR CARLOS, VÁ TRABALHAR!

Quero meu voto de volta. Estou de pacotinhos cheios. Seguramente como milhares de brasileiros, que têm mais o que fazer de útil na vida do que assistir a Carlos Bolsonaro tuitar contra o vice-presidente Hamilton Mourão. Carlos é vereador no Rio de Janeiro, deveria trabalhar para diminuir as mazelas que afligem a população carioca. O mais grave, melancólico e patético é que o presidente da República incentiva as sandices do filhote. Mourão é oficial respeitado dentro e fora das Forças Armadas. Caso contrário, não teria sido escolhido para a função. Bolsonaro foi eleito, mereceu a confiança dos brasileiros nas urnas, para trabalhar para diminuir as profundas desigualdades sociais e econômicas do Brasil. Ironias juvenis de Carlos Bolsonaro contra Mourão não colaboram com a árdua e patriótica missão que o pai dele tem pela frente. Muito menos colocam mais alimentos na mesa das famílias mais carentes. Ainda é tempo de o vereador assumir, de fato, o mandato.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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BOLSONERO

Carlos Bolso(Nero), o incendiário do Planalto Central, que está se lixando para os seus munícipes, aqueles que queimaram o voto. O seu desejo, mesmo, no duro, é incendiar o governo do próprio papai, por meio das redes antissociais – pai que, após o seu estado de letargia, jogando a sua popularidade no chão, e gritará em alto e bom som: “O espetáculo terminou!”

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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MOURÃO 2020

Se o famigerado guru e ideólogo Olavo de Carvalho e os filhos 01, 02 e 03 de Bolsonaro continuarem com os ataques virulentos dia sim e outro também contra o vice-presidente general Hamilton Mourão, vão acabar por efeito contrário dando um tiro nos seus pés e elegê-lo presidente do Brasil em 2020. Quem sobreviver verá...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PRESERVANDO OS IGNORANTES

Depois de nove cartas publicadas no “Fórum dos Leitores” de quinta-feira (25/4) mostrando a vergonha dos filhos do presidente da República, acredito que os cronistas do “Estadão” farão um favor ao Brasil se vierem a publicar diariamente os desmandos daqueles que foram eleitos para funções públicas e, até agora, só fazem por atacar quem reconhecidamente é um ser maior, nosso vice-presidente, Hamilton Mourão. Bolsonaro não soube educar seus filhos, que só fazem por atacar Mourão e endeusar o lixo do astrólogo Olavo de Carvalho. O presidente, enquanto não reconhecer a ignorância dos seus filhos, só vai cair no conceito do povo esclarecido. Os ignorantes podem continuar com ele.

Aristides Castro Andrade de São Thiago a.cast@uol.com.br

Campinas 

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TIRANDO DO AR

Creio que, ao invés de o presidente Jair Bolsonaro mandar tirar do ar a propaganda do Banco do Brasil (“Estado”, 26/4, A8), ele deveria mandar seus filhos ficarem de boca calada, até porque a sociedade brasileira não aguenta mais ouvir conversas de lavanderia.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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BOBAGEM

Impressionante como o atual presidente perde e desperdiça prestígio com a população em assuntos de pouca ou nenhuma relevância, com o alto cargo que ocupa. Foi o caso da proibição de uma propaganda do Banco do Brasil que abordava como clientes personagens variados. Tal postura deve ser evitada por nosso maior mandatário, para que possa se dedicar com mais afinco a ações que ajudem a construção da grande nação que tanto sonhamos e estamos a necessitar. 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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OS BNNBs SAÚDAM BOLSONARO

Os simpatizantes dos BNNBs (babacas neonazistas do Brasil) agradecem ao presidente Bolsonaro por ter tirado do ar propaganda do Banco do Brasil em que aparecem jovens negros, “escurinhos” e de outras “raças” indefinidas. Como foi uma manifestação da mais alta autoridade do País, de agora em diante a mídia passará a evitar a contratação de pessoas que não representem a nossa diversidade, ou seja, não sejam loiras ou, pelo menos, morenas claras. Como mero telespectador, interessado somente nos programas, não vi qualquer conotação de “diversidade de gêneros” na tal propaganda (mesmo que houvesse, qual o problema?). Mas quem sou eu? Apesar de mais alguns jovens desempregados, haverá, é claro, quem aplauda tal bobagem. Quanto aos demais problemas do País, eles vão ficar sem solução, já que a família Bolsonaro está ocupada, vendo televisão e fazendo fofoca.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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PROPAGANDA DO BB

A que ponto chega o preconceito do presidente da República, que tira do ar uma propaganda que de modo algum era ofensiva? E, pior, faz destituir um diretor de um banco que é de sociedade de economia mista. O céu é o limite para o preconceito, pelo visto.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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O GATILHO NO FRETE

É incrível como este governo de Jair Bolsonaro não tem apreço ou respeito pelas regras de mercado, que são o único sistema no mundo que permite levar confiança aos investidores e incentivar a saudável concorrência que beneficia o consumidor final. Porém, teimoso e inconsequente, Bolsonaro, depois da desastrada intervenção na Petrobrás com a suspensão do reajuste do preço do diesel, agora, com seus estreitos laços de amizade com dirigentes dos caminhoneiros, e também pelo apoio que teve da categoria em sua campanha eleitoral, Bolsonaro comete mais um grave equívoco: prometeu aos caminhoneiros que vai indexar ou autorizar um gatilho que automaticamente aumenta o preço do frete sempre que houver reajuste do diesel. Um retrocesso! Foi com preços indexados, ou sistema de gatilho, que desde os governos da ditadura militar de 1964, Sarney e Collor, que a inflação, de triste memória, explodiu no País! Será que isso é o que queremos novamente? Ou esta é a tal da nova política? O meu avô, que era analfabeto, se estivesse vivo, diria ao presidente “vá plantar batatas”. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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A FERIDA

Em seu editorial “Nova vitória do cartel do frete” (24/4, A3), o “Estadão” abordou bem a questão. Tocou na ferida e alertou para os riscos de novas paralisações. Os caminhoneiros, e mais precisamente o cartel do frete, estão com a faca e o queijo na mão. O governo e a sociedade têm sobre sua cabeça a espada de Dâmocles. Coloca o governo contra a parede, e este nada pode fazer. É culpa do governo Bolsonaro? Não. Ele é refém, vítima, como têm sido todos os governos anteriores, em razão de terem adotado erradamente, 50 anos atrás, incentivo à política de transporte rodoviário, em detrimento do ferroviário. Não dá para mudar isso da noite para o dia, mas se quer fazer algo, comece já. É para ontem. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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CAOS

Enquanto os caminhoneiros articulados recebem afagos do governo para evitar greve, o povo comum sofre. Sofre ao voltar do feriadão para casa às 18 horas na Rodovia dos Bandeirantes. Em plena recessão, um congestionamento monstro de 80 km na rodovia, criada para ser expressa. Um tormento vivido pela falta de investimento na obra de um trem expresso São Paulo-Campinas-Viracopos que, neste momento, se pronta, conforme estimado para a Copa do Mundo, teria ajudado a desafogar este trânsito pavoroso. Trânsito que obriga condutores a desperdiçar combustível por ficarem neste para-anda, desgaste de motor e estresse de humor. Combustível, aliás, majorado na véspera do feriado pelos postos de gasolina. Faturam as operadoras de rodovias em razão do monopólio de pedágio, inevitável e anticonstitucional, pois sem alternativa de pagamento para o ir e vir. Triste. Um procedimento imutável de políticos de costas para os anseios populares. Também o metrô de São Paulo foi obra iniciada só quando o trânsito da cidade beirava o caótico. Vão justificar este caos de domingo ao feriadão. Não, diariamente o condutor enfrenta de 3 km a 4 km de congestionamento ao entrar na cidade em horários de pico. Resumindo: neste país se pratica o ditado italiano “quem chora tem duas camisas, quem não chora tem uma só”.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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A ENTREVISTA DE LULA

Acertada a decisão do ministro Ricardo Lewandowski. O STF autorizou apenas dois veículos de comunicação a realizar uma entrevista com o ex-presidente da República que está preso em Curitiba. A Polícia Federal não pode simplesmente montar uma entrevista coletiva com dezenas de jornalistas, pois isso fugiria do escopo do que foi determinado pela mais alta Corte do País.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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CONVENIENTE PARA LULA

O lulismo conseguiu a entrevista para os jornais “Folha de S.Paulo”  e “El País”, a qual não me interessarei em ler. Já imagino as perguntas preparadas para serem respondidas de acordo com a conveniência do condenado Lula, preso porque é ladrão. Não deveriam permitir condenados falarem publicamente, porque mentirão – e mais ainda Lula, especialista na matéria de se passar por vítima. No Brasil democrático, tudo será possível, se depender do STF e de alguns de seus ministros que têm o rabo preso com o  PT e a esquerda tapuia das vantagens pecuniárias. Pobre país. 

Mario Cobucci Júnior  maritocobucci@gmail.com 

São Paulo

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MANIFESTO PRÓ-STF

O manifesto de apoio ao Supremo Tribunal Federal (STF) assinado por cerca de 500 advogados e alguns expoentes do mundo do Direito tem nítido caráter ideológico, algo que transcende aos aspectos puramente técnicos e jurídicos, pois, quando muitas das decisões do STF primam por uma quase igual divergência entre as suas “duas turmas” distintas, com entendimentos divergentes sobre os significados e alcances das mesmas leis, nota-se que o que motiva as manifestações, chamadas pelo dito manifesto de “populismo autoritário”, são as reiteradas tolerâncias originárias no STF, por conta de hermenêuticas próprias e circunstanciais, com os corruptos do dinheiro público, dinheiro este que sempre está a faltar para que a população brasileira de baixa renda possa contar com serviços essenciais mínimos em saúde, saneamento, segurança e educação. Se o Direito e, assim, toda decisão jurídica são influenciados pelas circunstâncias sociais e históricas de cada sociedade, decerto que o nosso STF foge a essa condição histórica e se aproxima muito das histórias dos grupos de poder que se firmam por si mesmos, em suas vaidades, veleidades e personalismos.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

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A DITADURA NO HORIZONTE

Salvo em Brasília, não encontra similar no mundo civilizado o transtorno ou surto legal que transformou uma democracia em Estado absoluto ou autocracia. Ainda perdura, para perplexidade universal, o inquérito “fake” maquinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), intervenção autoritária marginal a todas as regras do ordenamento jurídico brasileiro, a começar pela presunção de que cada ministro é uma extensão territorial do STF, da portaria ao fundo do prédio. E pela louca lógica de que o Estado pode ser simultaneamente investigador, promotor e julgador. Para além da escatologia jurídica, a toga birrenta fez a exumação da censura à imprensa para espanto dos militares de Bolsonaro, sempre sob desconfiança das mídias grande e chique. Enfim, de onde jamais se poderia esperar, raiou a ditadura no horizonte do Brasil.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

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‘PANELINHA’

Senhores, acho um absurdo o promotor ser processado por ter chamado de “panelinha” os três juízes do STF. Caso ele tivesse ressaltado o papel de Ricardo Lewandowski, em parceria com Renan Calheiros, a desfaçatez que Gilmar Mendes pratica diuturnamente (não ver conflito de interesses com o casal Barata, não parar no Brasil só tratando de seu instituto em Portugal – ou seja, quando trabalha e quem paga suas passagens? –, entre as demais pérolas) e Dias Toffoli, que tem em sua maior credencial ter sido advogado do PT e não ter passado em concurso algum, aí acho que Deltan Dallagnol estaria “desrespeitando” senhores tão nobres!

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

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REFORMA

Moraes, Toffoli, Gilmar Mendes... Isso que dá priorizar indicação política à capacitação técnica. Reforma do Judiciário já!

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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CORTE

Palavra de origem latina, “cohors”, “cohortis”, significava originalmente um cercado qualquer para criação de aves ou porcos. O nome da forma evoluiu para designar uma formação de legionários romanos, aproximadamente um quadrado. Como os palácios e castelos dos reis eram cercados, passou-se a dar o nome de corte (com o fechado) ao ambiente e a quem os ocupava, a corte do rei, a corte palaciana, a corte imperial, nelas incluídos os do seu séquito. Daí derivou para qualquer ambiente, hoje cercado ou não, onde habitam os soberanos, ou se reúnem pessoas para tratar de assuntos relacionados à Justiça. Por exemplo, corte de apelação, um tribunal de recursos, de revisão, corte papal, corte marcial, etc. Estou aqui tratando apenas de etimologia e está nos maiores dicionários gerais, em enciclopédias, nas palestras de Max Muller, no século 19 e até na Wikipedia. Repito, pura etimologia, válida para palavras como cortês, cortesia, que deveriam estar mais presentes nas falas, mentes e ações de todos, até dos cortesãos.

Paulo Mario B. de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro 

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MÉDICOS E O FUTURO

O professor Silvano Raia (“O médico ao longo da História”, 26/4, A2) sempre demonstrou visão privilegiada e futurista da Medicina, inclusive realizando a primeira cirurgia de transplante de fígado, com doador vivo, no mundo. Hoje, milhares destas cirurgias são realizadas todos os anos. Para o médico atual e futuro, o empreendedorismo, criatividade e empatia serão habilidades essenciais, porém, infelizmente, as faculdades não têm treinado seus alunos. Os avanços tecnológicos na Medicina são rápidos e inevitáveis. A formação do médico precisa se adaptar na mesma velocidade.

Rogério Carballo rogerio.carballo.afonso@gmail.com

São Paulo

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OUÇA AS PALAVRAS DA CIÊNCIA

Como muitos, fiquei triste ao saber que Alan Alda tem mal de Parkinson. Eu também fiquei triste porque ele sentiu que era necessário discutir uma questão que muitos podem manter privada porque, como ele disse, “pensei, é provavelmente apenas uma questão de tempo antes que alguém faça uma história sobre isso de um ponto de vista triste, mas isso é não onde eu estou”. Em tempos de doença e de passagem devemos considerar o tema de sua mensagem e nos concentrar nos aspectos positivos da vida. A maioria vai conhecê-lo por sua atuação em M.A.S.H. como um médico brilhante e problemático, embora seu papel na West Wing como um brilhante presidente em potencial mereça ser visto. Seu verdadeiro brilhantismo é, no entanto, como um contador de histórias e suas contribuições para a ciência nesse papel no Centro Alan Alda de Comunicação da Ciência. Há muitos que podem contar uma história bem, mas poucos contam histórias de importância tão bem. A ciência é melhor por causa dele, pois há uma necessidade de comunicação clara num mundo de notícias falsas e ciência falsa – negadores da mudança climática e falsidades antivacinais. Continue dizendo ao mundo sobre ciência como eu e muitos outros continuaremos escutando.

Dennis Fitzgerald dfitzger@melbpc.org.au

Melbourne, Austrália

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