Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2019 | 03h00

PREVIDÊNCIA

Nada será como dantes

A sorte está lançada. A partir deste momento pensemos nos efeitos das várias possibilidades. Nada será como dantes. A proposta do governo é a melhor possível. Se aprovada dentro dos 10% de margem, os efeitos serão espantosos. A vitória da direita se alinhará aos movimentos que estão ocorrendo na Europa, aumentando a confiança no governo brasileiro. Imensas fortunas entrarão no País, movimentando a economia. Todos ganharão. Os que oferecerem um corte significativo nos seus privilégios previdenciários serão os primeiros a ganhar, porque já estão articulados nos mercados financeiros. O desemprego diminuirá havendo uma corrida de investimentos concorrentes. Em dez anos o Brasil subirá vários pontos nos rankings positivos. Mas os riscos são enormes. Não será mais possível voltar atrás, atrasar com obstruções e no fim parir um rato. Se a reforma não passar, será, sim, o caos. E milhões de brasileiros perderão a sobrevivência. O governo sabia perfeitamente que esse resultado seria possível, mas não havia escolha: era a reforma ou a reforma. Cabe a todos os brasileiros conscientes se unirem num clamor patriótico e apoiarem firmemente o melhor resultado, cujos efeitos serão o resgate do País, hoje condenado a um futuro desolador.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Precisa desenhar?

Quem paga a conta da Previdência?, perguntam na mídia. Ora, o aumento da idade para a aposentadoria nada custa. Os privilégios que se cortam decerto não atingem a população em geral e muito menos os pobres, os que não têm privilégios. Por que, então, é tão difícil para os “entendidos” explicar/divulgar uma verdade tão simples?

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Temos hoje, infelizmente, uma geração de parlamentares que parecem viver como se não houvesse amanhã.

LUIZ FRID 

fridluiz@gmail.com

São Paulo

EDUCAÇÃO

Viviane Senna

Bolsonaro, com seu jeito atabalhoado, prega a escola sem ideologia e é contestado duramente pelos que dizem que a escola é o fórum adequado para o debate de ideias. Em tese, ainda que considerando a idade do alunado, estariam certos esses “mestres” se a militância de esquerda não abafasse, pelo patrulhamento ideológico, ideias plurais, próprias da democracia. Leio no Estadão de sábado que Viviane Senna, irmã do nosso Ayrton, que atua diretamente na área educacional com a grana que o nosso herói legou à família, disse que “professor precisa de mais prática e menos ideologia”. Não é pensamento simplista: os títulos acadêmicos dos estudiosos precisam ser provados por tais mestres, em prática própria, na sala de aula. Mas esse assunto não vai repercutir na mídia...

PAULO ROBERTO SANTOS

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

Uma luz no fim do túnel

Sou professora municipal há 33 anos e vejo com alegria um governo que está preocupado com a alfabetização das crianças. Minha filha, hoje com 37 anos, foi alfabetizada pelo método por ele proposto e é uma profissional excelente. Chega de importar métodos para os quais nossos professores não estão preparados. Nossas crianças não estão sendo alfabetizadas há pelo menos 15 anos! Vamos deixar o governo trabalhar

MARCIA ROTTOLI DE O. MASOTTI

marciamasotti@hotmail.com

Mogi-Mirim

Os médicos e o futuro

O professor Silvano Raia (O médico ao longo da História, 26/4, A2) sempre demonstrou visão privilegiada e futurista da medicina. Foi ele que realizou a primeira cirurgia de transplante de fígado com doador vivo no mundo. Hoje milhares dessas cirurgias são realizadas. Para o médico atual e futuro, o empreendedorismo, a criatividade e a empatia serão habilidades essenciais, porém, infelizmente, as faculdades não têm treinado seus alunos para tal. Os avanços tecnológicos na medicina são rápidos e inevitáveis. A formação do médico precisa se adaptar na mesma velocidade.

ROGÉRIO CARBALLO AFONSO

rogerio.carballo.afonso@gmail.com

Barueri

Novas datas de férias

Parabéns ao governador João Doria, o sistema que deseja implementar já existe há muito tempo. Em 1959 no ITA, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, pude me beneficiar desse sistema. O currículo escolar era montado de forma que a cada período de dois meses uma parte do programa do ano se encerrava e o rendimento dos alunos era avaliado. Esse sistema, comprovadamente, resultava em melhor rendimento dos alunos. Aliás, as escolas estrangeiras que atuam no Brasil também utilizam esse mesmo sistema.

MIGUEL GROSS

mgross509@gmail.com

São Paulo 

Escola da praça

Antiga aluna do Instituto de Educação Caetano de Campos, a escola da praça, endosso totalmente a opinião do leitor sr. Sergio Holl Lara (28/4). Nossa querida escola deveria voltar a ser dedicada ao ensino de crianças e formação de adultos e ser valorizada como tal. Preencheria sua vocação no centro da cidade, tão necessitada de escolas. A Secretaria de Educação pode ser realocada em edifícios, mais modernos, que cumpram as especificações administrativas. 

HELGA B. BELL 

helga.rod.bell1903@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Julgamento das urnas

Como esperado, pouco efeito surtiu a entrevista de Lula. O que teria um ex-presidente preso a nos ensinar? Ele e seu partido foram julgados nas urnas e ficou claro o que o povo pensa dele e do PT. Falou um monte de asneiras, como é de seu costume, e mais uma vez pôs a culpa de tudo o que aconteceu nos outros. Lula não conhece a palavra autocrítica. Aliás, não conhece nada além do próprio ego. Criticou o governo atual, acusando-o de todos os problemas, com apenas quase quatro meses de mandato. Temos realmente algumas críticas ao governo atual, como a de que o presidente parece ainda não ter percebido o significado do cargo para o qual foi eleito. Alguém precisa ensinar-lhe, para que ele foque em coisas relevantes e pare de se envolver todo dia em assuntos absolutamente irrisórios. Enfim, temos de torcer para que o novo governo dê certo e que Lula permaneça nos ostracismo, uma vez que o povo está mais que ciente do embuste que foi o seu governo.

OLAVO BRUSCHINI

o.bruschini@terra.com.br

Monte Azul Paulista

 

O TEMIDO SÉRGIO MORO

É impressionante como a cambada de opositores picaretas do Congresso Nacional morre de medo do ministro Sérgio Moro. Foge dele como o diabo foge da cruz. Tanto isso é verdade que querem porque querem tirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) das mãos do ministro da Justiça e Segurança Pública (“Bolsonaro admite tirar Coaf da Justiça contra vontade de Moro”, “Estadão”, 26/4). Um aviso a estes picaretas do Congresso: aguardem, o vosso dia vai chegar. O que é de vocês está guardado, aliás, muito bem guardado. O quebra-cabeça contra vocês está sendo montado peça por peça. Agora, pensem comigo: Lula, que é Lula, está enjaulado, vendo o sol nascer quadrado e tomando café de canequinha. Imaginem vocês, ladrões de galinhas... É bem possível que se eternizem na cadeia?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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DESRESPEITO

Nós até entendemos e admitimos que na política deve haver um jogo de cintura flexível, mas não podemos desconsiderar que se devem respeitar seus devidos limites. Por exemplo, estamos passando por um momento de saia-justa em que, por apoio do Congresso à aprovação de reforma administrativa à Medida Provisória que reduziu de 29 para 22 o número de ministérios, que “caduca” no dia 3 de junho e tem enfrentado resistência e dificuldades para ser aprovada pelos parlamentares, evidente é que há muitos interesses em manter este esquadrão de ministérios ativos, pois isso deixará uma infinidade de portas abertas para preencher os cabides de emprego que geram e que são totalmente desnecessários e inúteis. Diante disso, o presidente da República avalia, agora, tirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) das mãos do ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, para agradar ao Congresso. Não podemos deixar de mencionar que a transferência do órgão, que estava antes da reforma administrativa sob o guarda-chuva do antigo Ministério da Fazenda, foi um dos principais pedidos de Moro para deixar a magistratura de lado e entrar no governo. Portanto, além de considerarmos estranha tal atitude, podemos, sim, classificá-la como desrespeitosa, grotesca e antiética, né não? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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COAF


Sr. presidente Bolsonaro, todo mundo sabe o que acontece com quem muito abaixa.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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AUTONOMIA?

Se Bolsonaro tirar o Coaf da Justiça, o pacote de Sérgio Moro acaba virando um simples embrulho.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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EM RETIRADA

Se tirarem o Coaf do Ministério da Justiça, eu sugiro a Sérgio Moro que peça demissão, tire um ano sabático e se mude para um país decente – há poucos atualmente –, e aconselho nossos jovens a se mudarem, estaremos nos transformando numa futura Venezuela.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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BOLSONARO AVALIADO

Analisar o quadro geral é nossa obrigação. O mesmo Ibope, usado na sustentação do editorial “As confusões cobram a conta” (“Estado”, 26/4, A3) causa espanto a Eliane Cantanhêde (“Um espanto!”, 26/4, A6), em relação ao pensamento popular das áreas do governo com bom desempenho. Parece haver, da parte dela, dúvida sobre os resultados. É evidente que os institutos de pesquisa não podem ser, nem são, portadores de crença completa da sociedade. Quem garante Dilma Rousseff eleita em primeiro lugar como senadora por Minas Gerais não pode desfrutar de confiança. Por outro lado, por mais que a estatística seja exata – e ela não é –, quando se estipula tendência num país de 200 milhões de pessoas levantando opiniões entre 2 mil pessoas, é evidente que não se tem nada próximo da realidade. Nem vou entrar na conversa sobre se Bolsonaro está satisfazendo ou não, o que gostaria de registrar é que levantamento de opinião popular deve ter um pouco mais de cuidado do que os institutos de pesquisa têm mostrado.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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PESQUISA ESCLARECEDORA

Como tudo é pesquisado por empresas especializadas, pergunta-se: por que não se faz uma pesquisa sobre o índice de aprovação do presidente e do vice-presidente da República? Se houver interesse em ir mais longe, é só acrescentar a influência dos “filhotes 01, 02 e 03” e as intromissões do “senil” Olavo de Carvalho no governo. Muitos se surpreenderão. Fica a dica!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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OS ANTIPOLÍTICOS

Um presidente da República, um senador, um deputado federal e um vereador que odeiam a política e os políticos e que as circunstâncias da política brasileira levaram os Bolsonaros para a política. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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HORRORES PALACIANOS

Com sua popularidade em queda, o presidente Jair Bolsonaro, infelizmente, sem refinamento institucional, se distrai no Planalto alimentando crises e, agora também, os ciúmes do seu vice Hamilton Mourão – logicamente, com a prestimosa ajuda de seus irresponsáveis filhos Carlos e Eduardo, que demonstram muita afinidade com fofocas rasteiras. O presidente da República, que deveria se preocupar unicamente com o déficit público, os 13 milhões de desempregados e a economia em marcha lenta, quase parando, chegou até a reclamar com alguns senadores, como divulgou a imprensa, de que Mourão se movimenta como uma espécie de “presidente paralelo”, mais interessado nos holofotes. Lamentável! Ora, Bolsonaro deveria orgulhar-se do seu vice, um intelectual, poliglota e que conhece como ninguém as prioridades deste país. Mourão, com muita desenvoltura, defende e ajuda o governo Bolsonaro, recebendo empresários, diplomatas estrangeiros, etc. Ou seja, não tem nenhuma culpa se é admirado e aplaudido dentro e fora do Brasil.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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O VALOR DO VICE


Por favor, alguém explique aos Bolsonaros que os brasileiros veem no vice-presidente uma fonte de informações concisa e precisa dos objetivos e atividades do governo, sem contaminação por raivismos ideológicos. Por seu poder de comunicação, seus posicionamentos esclarecem e acalmam os que por ele buscam, e isso faz bem ao País, melhorando a aceitação do governo como um todo.  Ou seja, sem ele, cai o apoio ao governo.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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FUTRICAS

Sobre o mar de futricas envolvendo o governo, não há como ser delicado e educado: quanto mais se revolvem os excrementos, mais aumenta o odor que deles exala.

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas


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MUDANÇA DE VOTO

Com todas as trapalhadas dos Bolsonaros, Olavo e quejandos, e a atitude centrada do general vice-presidente, já estou considerando que deveria ter votado no sr. Mourão.


Benedito Antonio Turssi turssi@ecoxim.com.br

Ibaté


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NA PONTA DO CASCO

Mais de 60 milhões de eleitores brasileiros não votaram em Jair Messias Bolsonaro para presidente da República, inclusive eu. Se as eleições fossem hoje, aí é que eu não votaria nele de jeito nenhum, porque, na minha opinião, o governo dele é bem pior do que eu imaginava.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SONHO PETISTA


“Jair Bolsonaro, quando tinha 9 anos, matou dois passarinhos e por causa disso deve sofrer impeachment.” O sonho dos petistas.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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MÍDIA E GOVERNO

A confusão que presenciamos no Brasil não é inédita. Em termos de interesse nacional, seria oportuno que a mídia defendesse, abertamente, as reformas pretendidas pelo governo eleito. Que explicasse os objetivos e as consequências da falta de sucesso das iniciativas de mudança. Esclarecesse os interesses contrários e expusesse os articuladores. Não é bem isso o que ocorre. As críticas ao governo são precipitadas para os só quatro meses de ação. As resistências, pelo menos em parte, denotam má-fé e tentativas e negociação indevidas. O Executivo não é responsável pelo comportamento do Congresso Nacional, como se divulga. É verdade que há alguns comportamentos estranhos e inoportunos do lado do governo, então escandalizados com avidez. Trata-se de um noticiário de boulevard de baixa qualidade. É flagrante o esforço de prejudicar a imagem do presidente Bolsonaro. Não se percebe o empenho de ajudar o País a se desvencilhar das crises e distorções que o governo herdou. A mídia também tem responsabilidades.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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GOVERNO E CONGRESSO

O custo até o fim do governo Bolsonaro com os deputados será de R$ 10 milhões em emendas dos parlamentares. Este, segundo notícias, foi o acordo costurado com os parlamentares em troca de apoio para as reformas do governo, inclusive a da Previdência. É duro, triste a sociedade ver que o “toma lá, dá cá” continua. Esta praga instaurada pelo ex-presidente Sarney. “É dando que se recebe”, lembram-se? E esta praga foi ficando. O que deveria fazer o presidente Bolsonaro? Não atender? Ir para uma cadeia de rádio e televisão denunciar estas chantagens e esperar que o povo vá às ruas protestar no Congresso contra este “status quo”? O povo irá? O parlamentar não tem de invadir a competência do Executivo. O Executivo executa o Orçamento conforme as necessidades da sociedade. Não pode ficar refém dos parlamentares. Se ao menos isso representasse benefícios para a população, ainda vá lá, mas não é o que vemos.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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NOVA POLÍTICA

“Ninguém explicou o que é a nova política ainda.” Assim se manifestou em recente entrevista o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (Democratas-RJ). Nada mais correto, pois a chamada nova política acabou transformando-se num conceito meio abstrato e indefinido. Certamente, porém, o nobre parlamentar, há anos atuando no Legislativo, com reeleições consecutivas, está perfeitamente ciente do conteúdo e da natureza das negociações desenvolvidas na Casa, caracterizadas vagamente pelos axiomas do que se poderia então denominar “velha política”. Seria interessante, portanto, que, em ocasião propícia, a fim de esclarecer o dilema definitivamente, ele acrescentasse se ela, ou uma variante, é a que vigora e, a partir daí, explicá-la nos seus detalhes, tendo em vista que seu mecanismo é igualmente desconhecido do grande público.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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O BRASIL EM QUE VIVEMOS

Senhor Rodrigo Maia e senhor presidente Jair Bolsonaro, a obrigação constitucional de ambos é buscar se entenderem, dando andamento à difícil situação do País, que estamos cansados de aguentar. Não souberam segurar o assalto do governo anterior, e isso apesar dos cargos públicos de que dispunham, e, pior, agora promovem novo assalto com o mau uso de nossas leis. Um novo assalto feito agora às escâncaras? Conversem e entendam-se, ou saiam. As boas escolas desaparecem; os hospitais, idem; segurança só há para gangues, milícias e o tráfico de drogas; a moradia paga dos pobres despenca e mata. Ainda assim, jogam os pagantes na rua? Saiam, e elegeremos cidadãos voltados não para si, mas para o Brasil.

Elza Maria Naclério Homem Baider elzamariabaider@gmail.com

Vinhedo

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LUCRO DO BRADESCO

O maior banco privado do País, o Bradesco, teve um lucro de R$ 2,2 bilhões no trimestre. Os juros na estratosfera; o spread bancário; as taxas exorbitantes cobradas somente dos pobres, porque os que têm aplicações no banco são isentos de taxas, são os responsáveis por este resultado nada elogiável. Na verdade, as taxas deveriam ser cobradas dos que têm como pagá-las, e não dos que precisam de cada real para fechar o mês.

Károly J. Gombert kjgombert@gmail.com

Vinhedo


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O BRASIL PRECISA MUDAR

O Brasil nunca conseguiu agregar valor à sua gigantesca produção agrícola. Faz muito tempo que o País aceita restrições para a exportação de café solúvel. Pacatamente, o País aceita exportar café em grãos e importar café em cápsulas, fazendo a grande fortuna dos países que compram o café brasileiro. O Brasil é incapaz de agregar qualquer valor à sua gigantesca produção de soja, exporto grãos, fazendo a fortuna dos países que compram a soja brasileira, industrializam e vendem os produtos derivados da soja, com lucros fabulosos. Por ser eternamente incapaz de agregar valor à sua produção agrícola, o Brasil enxerga na eterna expansão da fronteira agrícola a única solução para o crescimento. Está na hora de o governo brasileiro rever esses conceitos, exigir seus direitos na comunidade internacional e, finalmente, começar a industrializar sua produção agrícola, e com isso começar a ganhar dinheiro como gente grande, deixando de ser o eterno exportador de bananas.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ESTRADAS, AS MESMAS DE 50 ANOS ATRÁS

Acredite se quiser, prezado leitor, veja que absurdo dos absurdos: há 50 anos o Brasil produzia 2 milhões de toneladas de grãos anualmente; hoje, ele produz mais de 230 milhões de toneladas, e as estradas – pasme, meu amigo – são as mesmas, nada foi feito além de promessas e mais promessas. Todo ano é a mesma coisa, a mesma ladainha, como dizia minha saudosa mãezinha. As notícias são sempre as mesmas, mais ou menos assim: governo busca verba para consertar estradas e asfaltamento. Para resumir, eu digo: obras em estradas não dão votos, por isso não saem do papel. Eles, os pseudopoderosos, sabem que mais de 30% da safra brasileira se perde pelo caminho devido às péssimas condições das estradas brasileiras, mas mesmo assim, como não dói nos bolsos deles, nada fazem, não movem uma palha no sentido de melhorar, nem que seja um pouco, as condições das estradas brasileiras. Uma vergonha.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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DESCASO NA RIO-PETRÓPOLIS

A estrada Rio-Petrópolis continua sendo o abismo que separa as duas cidades. O motorista que tem a coragem de enfrentar a gincana que significa esta viagem enfrenta os perigos da Linha Vermelha, os engarrafamentos da BR-040 e os terríveis buracos que moram na subida da serra. A concessionária Concer já está sob suspeita após as fake news da promessa de uma nova subida da serra. As obras estão paradas há muito tempo e mortes foram registradas na queda do teto do túnel escavado sob a região do bairro Duarte da Silveira, no município de Petrópolis. Os acidentes com carretas são constantes e as cobranças no pedágio não justificam a situação de conservação da via. Até quando os usuários vão suportar o descaso dos responsáveis por uma das estradas mais importantes da Região Sudeste?

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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REVALIDA PARA MÉDICOS

É irresponsável esta campanha para autorizar pessoas desqualificadas para exercerem a Medicina no Brasil sem a prova do Revalida ou com prova mais simples. Esta avaliação já é muito fácil, cobrando um nível básico de conhecimentos, muito mais fácil que a prova da Ordem dos Advogados do Brasil. Quem não passa nela não tem condição alguma de exercer a Medicina, e isso é um movimento de pessoas que querem ser médicos pagando R$ 300 por mês na Bolívia ou no Paraguai. Não faltam médicos no Brasil, já que recentemente se abriram faculdades sem condições em todo canto. Esta gambiarra só vai prejudicar a população pobre, que será atendida por pessoas sem condições.

Raphael Câmara Medeiros Parente raphaelcmparente@hotmail.com

Rio de Janeiro


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PROFESSORES ARMADOS

O Senado da Flórida acabou de aprovar um projeto de lei que permitiria que professores portassem armas nas escolas. Embora os professores sejam escolhidos e treinados, não é a mesma coisa como os policiais, que enfrentam situações de risco quase diariamente. Depois da próxima tragédia numa escola motivada, parcialmente, pela reação (humana) inesperada de um professor, ia descobrir que armas devem ser manuseadas por profissionais e não por amadores bem intencionados. Coisa de americano influenciado por filmes de Hollywood. Por aqui não precisamos pagar para ver!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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