Fórum dos Leitores

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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Trapalhão sem noção

Excelente artigo Bolsonaro, trapalhão com bilhões e xerife sem noção, do jornalista Rolf Kuntz (28/4, A2). Perfeito. O nosso presidente costuma se queixar da imprensa a seu respeito, porém deveria considerar essas críticas construtivas para o bem dele e do Brasil. Jair Bolsonaro teve sete mandatos de deputado federal, não é um principiante na política – de 1991 a 2018 pertenceu ao “baixo clero” da Câmara. Embora tenha sido reeleito consecutivamente e conte com eleitorado cativo, foi um deputado medíocre, poucas vezes subiu à tribuna. Após filtrar os candidatos em 2018, acabei votando em Bolsonaro porque jamais votaria num petista. E apesar de ele não reconhecer, são seus filhos, com suas trapalhadas, que interferem negativamente no seu governo. Veja-se o caso do senador Flávio Bolsonaro, que vai ter de se explicar na Justiça por seu envolvimento com o ex-motorista e assessor parlamentar Fabrício Queiroz – desesperado, chegou a recorrer ao Supremo Tribunal para “engavetar” os imbróglios em que está envolvido.

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

jc.rios@globo.com

São Paulo

Apoio diminui

A impressão é que Bolsonaro tem o mesmo defeito de Lula: não lê. Não dá importância ao que a imprensa publica. Seus comentários abruptos e inoportunos seguidos de retratações inadequadas demonstram desconhecimento dos temas e insegurança, matéria-prima para a queda de apoio dos eleitores. Às vezes é melhor tergiversar do que emitir opinião inoportuna e danosa – e agir como os políticos...

KÁROLY J. GOMBERT

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

Despreparo

Os filhos e o despreparo incomodam os eleitores do presidente? Não me estranha nem um pouco o desempenho de Bolsonaro à frente do governo. No segundo turno votei nele contra o PT, mas nunca tive dúvida quanto ao seu despreparo, que poderia ser mais ou menos compensado pelos ministros escolhidos. Hoje está claro que foi menos compensado, sendo Paulo Guedes e Sergio Moro as mais notáveis exceções. Foi importantíssimo romper com o assalto ao Estado promovido pelo PT, PMDB e aliados, mas quem votou em Bolsonaro pensando que ele seria muito mais do que se apresenta foram os que o chamavam de mito e viam nele um grande líder. Normal num país onde o senso crítico é tão raro quanto bons governantes.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Incertezas

O governo de Jair Bolsonaro, após 120 dias, conseguiu deixar nos brasileiros uma grande dose de incertezas e dúvidas. E os motivos da atual situação claudicante são 1) a interferência constante e desnecessária de seus filhos em assuntos da República; 2) decisões alteradas com constância pelo próprio presidente; 3) ingerência descabida do presidente em falas de ministros, como no caso de Paulo Guedes no tocante à reforma da Previdência; 4) oportunidades perdidas de permanecer calado ante determinados fatos ou situações; 5) o incômodo com o vice-presidente por suas atuações elogiadas; e 6) o uso de terceiros para mandar recados. Em resumo, nosso presidente precisa de uma reciclagem, de melhor preparo para evitar escorregadelas e atuações impróprias, caso contrário poderá tornar-se em breve figura secundária de seu próprio governo.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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Essa promoção velada ocorreu nas eleições de 2018. Quem votou em Jair Bolsonaro ganhou de brinde seus três pimpolhos. E essa trinca está infernizando o mandato do pai. Até quando vamos conviver com tal demonstração de vulnerabilidade do nosso presidente ante a prole?

FLORINDO MIRANDA

florindomiranda@gmail.com

Praia Grande

PANORAMA NACIONAL

Parcas perspectivas

As notícias da semana que passou foram surpreendentes. PIB americano crescendo 3,2% – o brasileiro, 1,1%! Menu do Supremo... Já se aceitam só R$ 800 bilhões de economia na reforma da Previdência. O correto seria aumentar a economia proposta, atacando distorções que ficaram de fora, como é o caso de alguns receberem mais de uma aposentadoria. O Brasil precisa de um Congresso de gente corajosa. E de congressistas, presidente, ministros, governadores e outros poderosos comprometidos com a missão de nos tirar da mediocridade. O maior investimento em segurança é reduzir as diferenças. Eliminar a corrupção é tirar o Estado da economia – bancos, correios, petroleira e daí pra fora. Futuro é educação, temos gente competente para nos levar a outro patamar, veja-se o trabalho de Viviane Senna, a segunda campeã de sua família, que nos dá tanto orgulho. Nós podemos, é só querer e enfrentar. É só copiar o que os países que estão na frente fazem e entender que nossos netos e bisnetos merecem essa chance.

RICARDO FREITAS

r.l.a.freitas@gmail.com

São Paulo

Antídoto para o desalento

Treze anos de desgoverno e corrupção desenfreada, mais quatro meses de inércia e bate-boca, não há quem aguente. É preciso uma estrutura financeira fora do comum da iniciativa privada para suportar o fardo de um país dominado pela incompetência, por interesses individuais e pela ignorância. O desalento está se espalhando pelo Brasil, infiltrando-se nos que procuram (ou procuravam...) emprego e, agora, também nos que proporcionam trabalho, corroendo o pouco que ainda nos resta de credibilidade. O Brasil precisa ser repensado, reestruturado. Já! Não dá mais para viver no País, ou geri-lo, com o que está aí. É inviável. Fico pensando nos pais de família que vivem indexados financeiramente, nos jovens sem futuro, na ausência de um horizonte factível e na frustração da classe empresarial, que precisa lembrar ao governo que o capital é como o vento, só entra onde tem saída. Chego à conclusão de que o maior mal do brasileiro se chama esperança, berço do vírus do desalento. No nosso cenário, quanto mais esperança, mais frustração, mais recolhimento. O antídoto é o progresso, o desenvolvimento, a ação substituindo a palavra, a energia de fazer e proporcionar qualidade de vida real. Vamos parar de brincar, é o povo que está sofrendo as consequências. A esperança foi o que elegeu Lula e Dilma por duas vezes e olhem no que deu. Não que na época houvesse coisa melhor... Enfim, como minha mãe sempre dizia, temos duas orelhas e uma boca para ouvir mais e falar menos. E quando se ouve mais e se fala menos, sobra tempo para a ação, para cumprir as tarefas para as quais as pessoas são eleitas. Com dignidade, firmeza e integridade. É esperar muito?

DAVID FERRETTI

david@dfa.com.br

Amparo

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O GOVERNO E AS CIÊNCIAS HUMANAS

O esperado sempre acontece de maneira inesperada, fato confirmado com o anúncio, feito pelo presidente da República e pelo ministro da Educação, de severos cortes nas verbas destinadas às Ciências Humanas no Brasil. Para ambos, as Ciências Humanas (Filosofia, Antropologia, Sociologia, etc.) no Brasil são apenas criadouro de esquerdistas e são inúteis ao País pois não ensinam os jovens a “aprender um ofício”. Tão lamentável quanto o fato de que, realmente, as Ciências Humanas no Brasil são viveiros de ideologias esquerdistas retrógradas é a inabilidade do presidente da República e do ministro da Educação em reconhecer não somente a utilidade destas Ciências, como sua indiscutível importância no mundo contemporâneo. Todo país precisa de médicos, engenheiros, advogados, mas também precisa de filósofos, sociólogos, antropólogos, historiadores, etc. Uma coisa não exclui a outra, complementam-se para que se forme a alma de uma nação desenvolvida. A mais trágica demonstração de que a falta do ensino destas Ciências envergonha um país e um povo no concerto das nações é a posição adotada pelo presidente da República e pelo ministro da Educação! Deveríamos ouvir o eco das vozes dos profetas hebreus: ai do povo cujos mandatários são crianças!

Luciano de Oliveira e Silva Luciano.os@adv.oabsp.org.br

São Paulo

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TEMPOS SOMBRIOS

Ao reduzir efetivamente a importância dos cursos de Humanas no País, o governo comete erro de difícil reparação com todas as gerações. Além de querer impor a ideologia que lhe convém, desconhece as mudanças que estão ocorrendo no mercado de trabalho. A medida implicará a redução das competências pessoais necessárias ao desenvolvimento humano e profissional como um todo. Como bem disse o renomado Boris Fausto em seu comentário no “Estado” (27/4, A16), trata-se de uma grave e triste notícia.

Maria Lucia Ruhnke mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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HUMANAS, NÃO?

Agora, no Brasil, as Ciências Humanas são proscritas, desmerecidas, desnecessárias e não rendem dinheiro. Ainda bem que já me formei em... Ciências Humanas! Xô, atraso! 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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RIGOR X MISERICÓRDIA

Um conhecido dilema humano é a obtenção do equilíbrio entre o rigor e a misericórdia. Um pai que crie seu filho com excesso de rigor criará um revoltado. Por outro lado, com excesso de misericórdia criará um fraco. O ministro Abraham Weintraub parece querer dizimar as Ciências Humanas. Faz todo o sentido uma instituição cristã como a Ordem Franciscana fazer voto de pobreza ou a Igreja Católica fazer a opção preferencial pelos pobres. Isso está nos seus alicerces, que são os ensinamentos de Cristo. Uma nação fazer voto de pobreza, porém, não faz sentido. Uma nação tem de fazer “voto de riqueza” e assim melhorar a vida de seu povo. O ministro tem razão. Será que o professor Paulo Freire é um facínora perigoso que merece ser escorraçado da universidade? Será o professor Milton Campos um mau exemplo a ser banido da academia? A saudosa memória de ambos serve de resposta. Mas não se trata disso. Trata-se de equilibrar o rigor e a misericórdia dentro da universidade. Assim como o pai não pode prescindir de nenhuma das duas atitudes ao criar seu filho, a universidade não pode prescindir das Ciências Humanas. O problema é a dosagem. Agora vamos ao equilíbrio, à dosagem. Nas décadas de 80 e 90, frequentei as hostes de Capes, CNPq, MCT, em Brasília. Há 30 anos, nós, da academia, já invejávamos o desempenho de nações como o Japão e a Coreia. E, desde lá, notávamos que estes países destinavam 80% de seus recursos materiais e humanos para as áreas de conhecimento que geram riquezas diretamente e 20% para as outras áreas. Estas outras áreas existiam, sim, e é absolutamente necessário que existam, mas com 20% do esforço. Esta discussão é difícil e cruel. Trata-se de cortar prioritariamente recursos de figuras adoráveis como os saudosos professores Paulo e Milton. Trata-se da necessidade de quebrar os ovos para fazer a omelete que sacie as necessidades do povo brasileiro. O Brasil precisa gerar riquezas para serem distribuídas para seu povo. Isso precisa ser feito a partir da universidade pública. Isso é tão prioritário como melhorar o ensino básico. Isso é inegável. Eliminar as atividades de Ciências Humanas de dentro da universidade, porém, é impensável. E isso também é inegável. Esta é a questão: a omelete precisa ser feita, mas governar sem demagogia é difícil. Que ambos os lados desta questão, esquerda rancorosa derrotada e direita governante desvairada, tenham muito juízo. E, acima de tudo, abram mão de suas ideias preconcebidas e pensem mais no povo brasileiro sofrido. As ideias passam e o povo fica.

João Lirani jlirani@yahoo.com.br

São Carlos

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INGLÓRIO

O novo ministro da Educação, tendo assumido a pasta após uma desastrosa gestão do seu antecessor, tomou uma postura curiosa em relação aos cursos das ciências sociais, que chamou a atenção da sociedade pelo desarrazoado da colocação, falando em baixo retorno deles para a sociedade em comparação com cursos outros como Engenharia ou coisa semelhante, e que em função disso aqueles cursos não teriam mais investimentos. Não ficou claro se o ministro propôs a extinção destes cursos nas universidades públicas. Cremos que tal postura do ministro certamente se dá pelo fato de ele ser um economista, da área específica de finanças, e não um educador, como se esperaria para um ministro dessa pasta. Assim, cremos que seria oportuno esclarecer ao novo ministro alguns detalhes que talvez ele desconheça, pois as universidades públicas brasileiras têm se mostrado exitosas nessas áreas de Ciências Sociais, assim como nas Ciências Exatas, e isso é um orgulho para o Brasil. Não ficou claro se o ministro pretende mandar fechar os IFCSs nas ditas universidades, proibir contratações nas áreas ou ainda demitir os professores, ou coisa parecida. Porém cremos que o ministro desconhece que as universidades dispõem de autonomia administrativa e qualquer medida nesse sentido teria de partir das próprias universidades, e ainda que para elas serem universidades elas precisam ter esses cursos, ou será que o ministro não quer que o Brasil não tenha mais universidades públicas, mas apenas algumas faculdades, numa flagrante involução? É difícil de saber, mas temos de ser generosos e aconselhar o ministro de que suas funções são muito importantes, haja vista os desafios da educação como um todo, mas devemos lembrá-lo de que uma universidade pública bem conceituada em todas as áreas do conhecimento é um objetivo a ser alcançado. Tentar seccionar a geração de conhecimento pode ser compreendido como um ato, mesmo que impossível, inglório para a sua a gestão. Temos certeza de que, depois do papelão do ministro anterior, certamente não teremos mais de verificar situações análogas.

Luís Severiano Soares Rodrigues luisseveriano@bol.com.br

Mesquita (RJ)

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QUEM NÃO SABE PENSAR ODEIA OS QUE SABEM

Governos totalitários de direita e de esquerda odeiam os que pensam diferente deles e os que simplesmente pensam, por medo de serem desmascarados, ao serem confrontados com a verdade. Os jovens, na opinião destes sectários, devem aprender a ler, fazer contas e escolher um oficio, deixando as ideias para os gurus de plantão. Totalitarismos ideológicos e fanatismos religiosos foram     responsáveis pela maioria das guerras, massacres e genocídios da história da humanidade.

         

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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RETROCESSO SOCIAL

Será mais um retrocesso social se houver outra discriminação, tão injusta quanto qualquer outra que se faça. Agora, é com relação à vocação profissional dos brasileiros. Primeiro, sobre o ponto de vista religioso e totalmente errôneo, contrariando o que a Ciência explica claramente com relação à identidade de gênero. A natureza humana é algo que ninguém tem o direito de mudar. Como é o caso da identidade de gênero: uma discriminação que só aumenta o preconceito: o grande vilão da paz. Agora, esta novidade em querer discriminar a vocação para as Ciências Humanas e as Artes, em favor das Ciências Exatas. Tanto a identidade de gênero como a vocação são questões intrínsecas a cada pessoa. Não se pode mudar, nem discriminar, favorecendo mais uma do que outra. A natureza de cada um tem de ser respeitada. Isso é o que é a verdadeira democracia. Filosofia, Psicologia e outras ciência ligadas à área humana, assim como as Artes, ajudam as pessoas a refletirem sobre o certo e o errado e criarem uma linha de pensamento própria, respeitando a linha de pensamento do outro. O que se pretende, afinal, para a nação brasileira? Um povo que não saiba pensar? Sem cultura e sem humanismo o Brasil estará condicionado a um pensamento exclusivamente materialista que só valoriza a matéria e não respeita a alma, ou seja, os sentimentos. Em vez da inteligência para resolver os problemas, resolvê-los pela força? Esta é cara do retrocesso e a semente da violência. Ninguém será nada sem evoluir a própria alma, porque não somos carne. Somos, sim, espíritos, eternos. Enquanto o corpo (matéria) se desintegrará, reduzindo-se a pó e mais nada. Precisamos tanto das Ciências Humanas como das Ciências Exatas, cada qual na sua função específica para atender às necessidades dos homens. Além disso, a vocação de cada ser humano precisa ser respeitada. Qualquer profissão que se abrace contrariando a própria vocação (para a qual o indivíduo já nasceu predestinado) redundará no fracasso e num clamor de protesto, retratado pela própria infelicidade.  

Nair Lúcia de Britto lucia.nair@yahoo.com.br

São Paulo 

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A FILOSOFIA BRASILEIRA

Quando penso em filósofos, vêm à minha mente Sócrates, Aristóteles, Platão, Descartes... Aí resolvi consultar o Google e descobrir quem são os principais filósofos brasileiros, e a resposta foi Leandro Karnal, Marilena Chauí, Márcia Tiburi, Olavo de Carvalho e mais alguns nomes. Pensando bem, para que os grandes filósofos não se revirem em seus túmulos, Bolsonaro está corretíssimo em reduzir verbas para os cursos de Sociologia e Filosofia. É melhor deixar estes temas para a Grécia, pois esses assuntos não são para uma republiqueta de bananas com complexo de vira-lata. É melhor investir em artes circenses, pois o Brasil precisa de muitos palhaços, malabaristas, mágicos...

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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NAS SALAS DE AULA

A recente polêmica envolvendo alguns aspectos didáticos e ideológicos na educação dentro das salas de aula, e agora evidenciada pela publicação de um vídeo pelo presidente Bolsonaro – vídeo este comentado por Janaína Paschoal e Manuela D’Ávila, dentre outros –, acentua o despreparo de professores e educadores. O dever dos docentes é informar e engendrar pensamentos autônomos e críticos em seus alunos, a partir de dados e contextos, histórias e culturas, e jamais o de oferecer conclusões pessoais baseadas em julgamentos e condenações, quer sejam políticas, sociais ou mesmo partidárias. Mas no caso de manifestações pessoais é recomendável que anteponham certas expressões como: no meu entender, segundo o que penso, para mim e, nessa direção, ainda outras introduções do gênero. Porém, afirmar categoricamente como verdades absolutas certas preferências pessoais políticas e ideológicas é simplesmente atestar-se o próprio despreparo para ser um professor.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

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MUDANÇAS E CRÍTICAS

Primeira página do “Estadão” de sábado, 27 de abril, com chamadas de notícias e explicações no texto: “Vice tem mais agenda fora que presidente. Agenda criticada até dentro do governo.” “Bolsonaro sugere menos investimentos em Humanas. O plano foi mal recebido na comunidade acadêmica.” “Doria muda datas de férias escolares. Entidades do setor criticaram a mudança.” Hoje em dia está difícil de promover mudanças, as quais fizeram o mundo evoluir. Os “Dez Mandamentos” seriam rechaçados de pronto. Todos querem mudanças, evidentemente para melhor, mas basta alguém propor alguma coisa e lá vem crítica. Ninguém se propõe a debater. Só a criticar.

Eduardo Domingues domingueseduardo@uol.com.br

São Paulo

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NO ESPELHO

Com as práticas escandalosas do o PT e dos velhos caciques fora do jogo, ninguém sabia quais seriam as novas regras. A torcida pensou que seu papel era xingar todos indiscriminadamente. Mas aos poucos o time vai articulando, quase que instintivamente, novos lances. Eu chamaria de “cada macaco no seu galho”. Alegra-me ver a Câmara dos Deputados assumir seu papel e pensar finalmente no que é bom para o Brasil, tendo agenda própria independente do Executivo. Alegra-me ver um presidente que comete muitos equívocos porque realmente trabalha. Alegra-me o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter independência para estipular a pena e ter confirmado a condenação do ex-presidente corrupto. Alegra-me que este diga que dorme com a consciência tranquila, o que prova que consciência é algo que ele jamais teve, e, assim, os juízes acertaram, seu lugar é mesmo na prisão. Alegra-me que a Filosofia retorne às suas origens e rompa com as amarras de estar confinada nas regras da academia: seu vigor está em ser disruptiva, estar em campo, na Ágora, dialogando com o povo e o filósofo arriscando-se a colocar perguntas incômodas e ser condenado a tomar cicuta. Assim que as Forças Armadas encontrarem seu novo lugar neste jogo, a partida seguirá em frente, cheia de defeitos, pois limitado é o ser humano, independentemente de seu posto na partida. Cada um que se olhe no espelho antes de apontar o dedo para o outro.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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A DEMOCRACIA DE MARCO AURÉLIO

Leio no “Estado” de 27/4 (A2) o artigo de Marco Aurélio Nogueira sob o título “O oposicionismo retórico e os democratas”. Em determinado momento, para meu espanto, diz o articulista: “Cabe aos democratas, de centro e de esquerda, liberais e socialistas (!), agir para que se saia dessa agonia. A derrota da democracia em 2018 se deveu ao aguçamento das polarizações e à diluição dos consensos que poderiam direcionar a sociedade. Polos extremados pouco farão para promover as recomposições necessárias e desenhar uma agenda futura sustentável. Quanto mais tempo levarem os democratas (!) para romper a letargia que os tem paralisado, pior ficará”. Confesso que fiquei perplexo com essas palavras estampadas na página A2 do nosso “Estadão”, grande baluarte do liberalismo e da democracia. Primeiro que, malgrado todas as evidências – Cuba e Venezuela na América Latina –, Marco Aurélio parece considerar os socialistas grandes “democratas”. Mais que isso: salvo engano, parece só enxergar democratas ao centro e à esquerda, nunca à direita do espectro ideológico. Salvo engano, foi o que depreendi. Ou terei me enganado? Também não digeri bem a história da “derrota da democracia em 2018”. Teria havido algum golpe em 2018, afastando o povo das decisões políticas em nosso país? Ao que eu saiba, Jair Bolsonaro, mesmo esfaqueado por um militante esquerdista e preso a um leito hospitalar lutando pela vida, foi eleito por 57 milhões de votos num pleito disputado praticamente sem dinheiro, em que teve apenas 7 segundos de TV e com direito a uma oposição sistemática da grande mídia – sabidamente infiltrada de esquerdistas. O que Marco Aurélio Nogueira entende, afinal, por democracia? 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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CARÁTER, COMPETÊNCIA, MERITOCRACIA

Descontados os do bem, brasileiros que comem o pão com o suor do rosto, Brasília exala a podridão humana – “vermis tenebris”: da dupla tiranete da censura à imprensa, do trio, às vezes quarteto, do Supremo Tribunal Federal (STF) condescendente com bandidos milionários à volúpia salarial da toga e do mandato parlamentar federal. Em Brasília, o caráter se decompõe empoado pelas delícias do poder, mordomias, auxílio-moradia e outros ilegítimos de toda desordem a ministros, que não querem ser chamados de juízes nem se julgam servidores públicos, à patota promíscua do Congresso, ao funcionalismo federal perdulário, ineficiente, posudo, condescendente com os 14 anos em que PT e PMDB, abutres insaciáveis, devoraram as vísceras da Pátria. São cúmplices na tragédia dos 13 milhões de desempregados, dos 75% de analfabetos funcionais do País, do pântano que certos jornais, TVs, pitonisas ou psicojornalistas rebarbados querem drenado em quatro meses. Muito além da crise econômica, urge enfrentar a do caráter, notadamente dos homens do Estado. Crise de causa, e não de efeito, solução no longo prazo, da qual as mídias grande e chique silenciam obsequiosamente. A reforma do caráter tem na família e na escola competente, crítica, pensante (com Filosofia e Ciências Humanas afins, sim, senhor presidente da República), dois pilares inegociáveis, impostergáveis. A revolução, que dispensa esquerda e direita – respectivamente bolor marxista estatizante e fungo capitalista selvagem –, centrinhos e centrões, tem de ser vitoriosamente travada se quisermos a Pátria próspera e promotora da meritocracia, livre das alimárias políticas, saneada das sanguessugas administrativas, encarcerados os ladrões do dinheiro do povo.

José Maria Leal Paes  myguep23@gmail.com

Belém

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O CARDÁPIO ACINTOSO DO STF

Mais uma vez o Supremo Tribunal Federal (STF) vira notícia e causa indignação a todos os brasileiros ao lançar, na sexta-feira (26/4), uma licitação para atender os almoços e jantares dos ministros da Casa. O presidente do órgão, Dias Toffoli, disse ao assumir o cargo que faria uma gestão de austeridade para colaborar com o ajuste fiscal, mas faz justamente o contrário, enquanto o País conta com 13 milhões de desempregados, 10 milhões vivendo na linha de miséria e 15 milhões abaixo da linha de pobreza, sem falar nos hospitais públicos todos sucateados pela corrupção e pelo desvio de verbas dos maus governantes. O ministro, que não gosta de receber críticas, terá de engolir esta do cardápio que conta com lagosta, champanhe, vinhos 6 uvas e whisky 18 anos. Este é o Brasil hoje. Vamos aguardar o resultado da licitação e o primeiro jantar. Com tristeza pelos que sofrem e passam fome no Brasil hoje.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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UMA AGRESSÃO

O STF abriu uma licitação no valor de R$ 1,1 milhão para comprar lagostas, caviar, camarões, vinhos finíssimos e premiados, etc. É ou não uma vergonha, uma agressão aos brasileiros, se ainda temos muita gente neste país passando fome? Chega de esbanjar o dinheiro público. Café com bolachas estaria bom. Ruy Barbosa tinha razão...

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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OS VINHOS DAS EXCELÊNCIAS

Segundo publicação da revista “Veja”, e ao que me parece baseada nas notas do “Estadão Conteúdo” de 26 de abril de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) faz “Licitação de R$ 1,1 milhão para compra de lagostas e vinhos”. Acho até desnecessário comentar o absurdo da questão, principalmente quando milhões de brasileiros penam para garantir o pão de cada dia. Contudo, de todos os itens descritos, gostaria de enfatizar as exigências de  “Suas Excelências” com relação à qualidade dos vinhos requeridos. Para poupar papel, nem sequer quero discutir quanto às uvas escolhidas (Tannat, Merlot, Chardonnay e outras), ou quanto ao envelhecimento que exigem em barris de carvalho por no mínimo um ano, ou quanto às datas das safras. Afinal, a uva é um fator importante na elaboração de um bom vinho, mas não o único; muito pelo contrário... Mas, Meu Deus! Exigirem que os vinhos tivessem no mínimo quatro premiações internacionais reina o absurdo dos absurdos! Sabemos o quanto apenas uma premiação valoriza e encarece o vinho. Melhor papel e exemplo de brasilidade, se “Suas Excelências” incluíssem em sua lista vinhos de vinícolas brasileiras; não competem com os “bordeaux”  franceses, mas boas vinícolas nós as temos.

Nereu Jacintho Mello de Souza nereujacinto@gmail.com

São Paulo

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CARDÁPIO CHIQUE

Será que divulgando a compra de “produtos populares” para a alimentação dos ministros do STF corremos o risco de sermos presos?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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REFEIÇÕES DA CORTE

Excelente a reportagem “STF faz licitação de R$ 1, 1 milhão para comprar lagostas e vinhos”, do jornalista André Borges (26/4). A reportagem também indica que os vinhos servidos devem ter ao menos quatro premiações interacionais. E pensar que discuti hoje cedo com meu marido pois pedi a ele que comprasse peito de frango para a nossa refeição institucional de família – ele sabe que eu prefiro desossar o peito e utilizar ossos e peles para preparar um caldo, o que é muito nutritivo, além de ser bem mais econômico, mas ele só encontrou o filé desossado, cujo quilo é mais caro. Não queria briga, mas disse a ele que ele deveria agradecer pelo fato de estar casado com uma mulher que sabe valorizar cada tostão que ele recebe, com muito suor. Acho que os magistrados da Suprema Corte poderiam ter a mesma consideração para com a população brasileira. O jornalista não fez menção, mas gostaria de saber se, além de lagostas, há lula no cardápio.

Irene Maria Dell’Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

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O MENU DO STF

O polêmico STF, cada dia mais desacreditado e menos merecedor do substantivo “supremo”, divulgou edital de R$ 1,134 milhão para a escolha de um serviço de refeições a serem servidas na Corte, incluindo lagostas, vinhos, cachaças e uísques nos cafés da manhã, brunchs, almoços, jantares e coquetéis. Nestes tempos difíceis que o País atravessa, com a economia patinando, a desindustrialização crescente, o comércio e os serviços em baixa e um contingente de mais de 13 milhões (!) de desempregados, seu edital não poderia soar mais inapropriado, incoveniente e desproposital, pois não? Francamente!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SUPREMO ACINTE

Qualquer trabalhador normal de empresa privada se esfalfa para colocar alimento na mesa da família, pagar impostos e outras obrigações, cumprindo a jornada de trabalho, na qual se inclui deslocamento demorado na maior parte por causa do trânsito e transporte caóticos, de forma a ficar pouco tempo em casa!  Refeições, com vale-alimentação, em bandeijão ou na marmita, mesmo. Quando tomamos conhecimento de que as excelências do STF vão gastar nosso suado dinheiro para se banquetearem com bebida$ e iguaria$ fina$ – e carí$$ima$ – em menus que incluem café da manhã, “brunch”, almoço, jantar e coquetel, “inocentemente” alegando que seguem os mesmos padrões do Ministério das Relações Exteriores, é de revoltar qualquer simples mortal! Não venham se sentir ofendidos e queiram processar ou mandar prender quem os contesta! A pergunta: este supremo acinte vai ficar por isso mesmo? Quem pensam que são? Onde imaginam estar: no Olimpo?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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FALTA DE VERGONHA

Em todo o País existem milhões de pessoas, crianças, jovens, mulheres e homens velhos com extrema necessidade de medicamentos, sem falar na falta de hospitais e prontos-socorros, passando necessidades graves e fome. Tudo isso porque o Estado “não tem verba”. Que morram nas filas do SUS estes pobres infelizes, sem nenhum atendimento. Ora, já no pomposo Supremo Tribunal Federal, conforme notícia do “Estadão” de 27/4 (página A6), os senhores ministros daquela Corte despudoradamente lançam edital para a compra, entre outros petiscos e manjares, de lagostas, vinhos (das melhores cepas, claro), cachaça e uísque. Inclui-se também farto café da manhã, olhem só: “brunch”, almoço, jantar e coquetel! Que imoralidade e falta de vergonha! A bela Corte diz que seguiu padrão usado pelo Ministério das Relações Exteriores! Beleza pura! Por que não seguiram o padrão da maioria do povo brasileiro: pão, café e margarina (quando tem)? No Itamaraty até que se justificaria este formidável cardápio, pois que seus altos funcionários e embaixadores costumam receber, quando em viagens internacionais, tratamento VIP, daí a reciprocidade que oferecem aos ilustres visitantes estrangeiros vindos aqui. A verba do STF para aquelas extravagâncias é de R$ 1,134 milhão!

Ubiratan de Oliveira Uboss20@yahoo.com.br

São Paulo 

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CARGA PESADA NO STF

Antes de alguém sair falando mal dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), é bom ficar sabendo a enorme carga que eles têm de suportar em sua nobre missão. Apenas 11 ministros para decidir mais de 40 mil processos. Acha pouco? Pois é pior! O tempo que eles têm para dar conta de seu trabalho é muito menor que o do cidadão comum. São obrigados a carregar um fardo de 60 dias de férias por ano, mais recesso (apelido de férias), feriados e afins. Chega? Nada disso, que a vida não está fácil para eles. Semana Santa na Corte vai da quarta-feira ao domingo de Páscoa. Razão para não fazerem sessões a semana inteira. Dia do Trabalho – este ano numa quarta-feira –, nada de sessão na semana. E tem mais, alguns deles levam ao extremo seu desprendimento: caso de Gilmar Mendes, sócio de um instituto de ensino que promoveu um seminário jurídico, em Portugal, de 22 a 24 de abril. Gilmar não mediu esforços e foi para Lisboa participar do encontro. Solidários, os ministros e investigadores Alexandre de Moraes e Dias Toffoli também foram ao evento do colega. As más línguas vão falar: “Mas ganham salários régios!”. É verdade, mas não é pouco o que vai de dinheiro para enfrentar tanta folga. Por isso, da próxima vez que alguém resolver criticar esses abnegados por miudezas como a recente licitação de R$ 1,1 milhão, para fornecimento de “refeições institucionais”, incluindo lagostas, bacalhau e vinho, é melhor dobrar a língua. Por nada que seja, ao menos para não correr o risco de ser censurado, investigado e, quiçá, preso.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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BARBARIDADE

Mais um ato de indignar a nossa sociedade vem do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), onde recentemente um ministro, Alexandre de Moraes, teve a petulância de afrontar a nossa democracia decidindo calar a revista “Crusoé” por uma matéria baseada na delação de Marcelo Odebrecht ao Ministério Público mencionando o ministro Dias Toffoli. Agora, como divulga o editorial do “Estadão” de domingo (28/4, A3), concede benefício irregular a empresas da Zona Franca de Manaus que pode onerar em R$ 49,7 bilhões o erário em cinco anos! Ou seja, ao decidir por uma inovação esdrúxula, a partir de agora as empresas podem comprar insumos, e produzindo o produto na região, além de não pagar imposto como do IPI, o Supremo exige que a União devolva o valor (que não é recolhido) para as empresas! Entendeu? Ou seja, é o mesmo que você almoçar num restaurante (neste caso, de luxo), não pagar a conta e não somente pedir o troco, como também o valor que consta na nota! Repetindo, o que você não pagou... Isso é literalmente desvio de recursos dos contribuintes, e desgraçadamente validado pelo Supremo Tribunal Federal. Que lobistas “boca de mel” têm essas empresas da Zona Franca de Manaus! Não é estranho?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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O STF E A ZONA FRANCA DE MANAUS

Quem dá ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma autoridade de interferir em questões fiscais, como as que beneficiariam a indústria sediada em Manaus (“STF não ajuda a Zona Franca e deixa Brasil mais pobre, diz Marcos Lisboa”, “Estadão”, 26/4)? Trata-se de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo.  E por que ninguém no governo ou na imprensa acusa a usurpação, o abuso? É um absurdo que tal desordem passe batido.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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FALTA DE COMANDO

Não é a primeira vez que o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, dá a nota. Lá atrás, disse que a temida CPMF voltaria ao País, agora, que seria criado um novo imposto no lugar da contribuição previdenciária que incidiria, também, sobre as movimentações financeiras das igrejas, dentre outras ideias estapafúrdias. Sem comando, o Palácio do Planalto, através do “tuiteiro” Jair Bolsonaro, desautorizou o secretário. Ora, pelo Twitter também se podem demitir todos aqueles que tramam contra o seu governo, não é mesmo, Bolsonaro? Afinal, Twitter que é Twitter serve para essas ocasiões também! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CANSEI

Ainda no sábado (27/4) li três notícias no “Estadão” (páginas A3, B5 e B9) que desanimam qualquer um. A primeira delas está no editorial “Desconto camarada”, que mostra a total incompetência do atual chefe do Poder Executivo para o cargo a que foi eleito. Qualquer vendedor ambulante de esquina sabe que no preço de sua mercadoria deve estar embutida uma margem para conceder desconto depois de muita negociação. Só o presidente da República parece não saber disso. Antes mesmo de os “fregueses” interessados se apresentarem para pechinchar “o preço da reforma da Previdência”, ele já deu um desconto substancial (cerca de R$ 200 bilhões). Um primata em negociação. A segunda está contida na coluna “Por cessão onerosa, o teto vai mudar”, da jornalista Adriana Fernandes, na qual ela informa que o presidente, agora o da Câmara dos Deputados, em sua preocupação regionalista permanente, quer implodir a política fiscal que estabelece o teto dos gastos em módicos R$ 33,6 bilhões. É um primata em matéria de escrúpulos. A terceira é digna de fazer parte do livro “No País da Piada Pronta”, do escritor José Simão. Basta ver a manchete do caderno “Negócios” do jornal, que escreve “Presidente da Petrobrás pode ganhar 13 salários extras por novo sistema de bônus”. O programa de eficiência e meritocracia da estatal (leia-se companhia que deveria pertencer ao “respeitável público”, mas parece que não) é um tratado da mais descarada sem-vergonhice. Fora o escândalo que o teto deste bônus representa, a notícia informa ainda que, “se o centro das metas for atingido (50% do resultado previsto), o bônus deve chegar a dez remunerações extras (ou seja, cai apenas 23%)”. É cômico, se não fosse trágico. Cansei até de “pitacar”.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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ACREDITE SE QUISER

Mais uma pesquisa Ibope sobre a avaliação do governo Bolsonaro foi divulgada recentemente. A amostra abordou o modo de Bolsonaro governar e a confiança e desconfiança depositadas nele. Os números apresentados não foram favoráveis ao presidente. Mas a eterna dúvida persiste: qual método foi utilizado? Mala direta, telefone, redes sociais, de porta em porta ou em redutos somente esquerdistas? Aposto que no questionário os projetos encaminhados e as promessas de campanha cumpridas passaram “batidos”. Bolsonaro constituiu um ministério sem barganhas, como prometeu, observando o mesmo critério no segundo escalão; propostas prioritárias para a infraestrutura já tramitam no Congresso desde fevereiro, como: licenciamento ambiental, desapropriações, licitações, etc. Além disso, três projetos de suma importância estão na Câmara e no Senado para aprovação; segurança pública, reforma trabalhista e a imprescindível reforma da Previdência, que nenhum ex-presidente teve a hombridade de apresentar com tamanha magnitude. Demagogia, populismo e a corrupção, tripé maldito que desgraça um país são coisas do passado nesse governo. Pesquisas à parte, o importante é que segundo a mesma análise 55% dos votos válidos, 58 milhões de eleitores que o levaram ao poder, confiam no presidente. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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PESQUISA IBOPE

A queda de popularidade do presidente Bolsonaro entre os mais pobres significa o quê, por exemplo? 

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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A ENTREVISTA DE LULA

Em entrevista concedida a dois outros jornais, o ex-presidente Lula e agora presidiário na Polícia Federal em Curitiba disse que o Brasil está sendo governado por “um bando de malucos” e que não troca sua “dignidade” pela sua “liberdade”. Ora, senhor Lula, o senhor deve estar com lapso de memória. Os eleitores que votaram no presidente Jair Bolsonaro decidiram nas urnas que é preferível ser governado por “um bando de malucos” a continuarem a ser governados por um bando de corruptos, como foram os quase 14 anos de governo do PT de “Vossa Excelência” e de seu poste Dilma Rousseff. 

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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TIRO NO PÉ

O ministro Dias Toffoli, ao permitir entrevista com o presidiário Luiz Inácio Lula, mais parece revanchismo pueril. Será que ele tem a dimensão do que pode ocorrer se presos da Operação Lava Jato, políticos, traficantes, comandantes do crime organizado famosos, etc. também quiserem dar entrevistas? O ministro não vai conceder a eles também? E o artigo 5.º da Constituição federal de 1988, que diz que todos são iguais perante a lei?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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EL PAÍS DE LAS ENTREVISTAS

Tal como folha caída, no morro da megalomania a empáfia tem como seu único eco a indiferença...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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UMA FALA PARA DENTRO

Não assisti à entrevista do presidiário porque, em primeiro lugar, ele não é melhor do que os outros presos, e, se ele pode, todos os presos podem ser entrevistados. Em segundo lugar, porque o que sai daquela boca é ódio, sede de vingança, sentimentos presentes na alma de quem não faz uma autocrítica e acha que o povo é bobo. Um discurso ultrapassado. Sem contar a sede da cachaça. Ouvi um áudio em que ele diz que o País está sendo governado por “um bando de malucos”. Temos um presidente que já fez diversas mudanças no País, montou os melhores ministérios – desataques para Paulo Guedes, Sérgio Moro e Tarcísio Freitas –, vem cumprindo o que prometeu, porém ainda é cedo para termos uma avaliação do novo quadro. Prefiro este bando de malucos a um bando de ladrões que destruiu nosso país. Causa arrepio ver como a imprensa se comportou em quase duas décadas, mantendo-se calada e nunca ousou contrariar Lula. Nunca se viu uma manchete “Lula roubou o País por quase duas décadas”. Não fosse o trabalho da Lava Jato, isso estaria encoberto. O resultado está aí. Nada como o tempo para mostrar a forma como uma imprensa pode adiar os problemas de um governo quando se beneficia dele. Quem sempre perde é o cidadão, que convive com aqueles que torcem por um Brasil pior. Uma coisa ficou evidente, Lula fala para dentro. Dentro de si e de suas paredes. Pronto, apaguem os holofotes. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CERTEZA

Lula afirma na cadeia que o Brasil é governado por um “bando de malucos”. Quanto a isso não tenho certeza, mas que a gestão petista era uma grande cleptocracia, sobre isso não há dúvidas.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro 

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MALUCOS E CACHACEIROS

O Brasil é governado por “um bando de malucos”, disse Lula na prisão em sua primeira entrevista a dois órgãos da imprensa. A réplica de Bolsonaro foi imediata, chamando Lula de “cachaceiro”. Troca de farpas à parte, a verdade é que a irresponsabilidade, o populismo e a roubalheira desenfreada praticados pelos aloprados fizeram a Presidência cair no colo de Jair Bolsonaro, que ainda titubeia no comando no País.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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SÍNDROME DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Lula parece estar com a síndrome de Alice no País das Maravilhas: imagina que sairá da cadeia, voltará a ser presidente e porá Sérgio Moro na cadeia.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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MARISA LETÍCIA

Na sui-generis entrevista, o ex-presidente presidiário mencionou que “Marisa morreu por conta com o que fizeram com ela”, de desgosto devido à perseguição que fizeram a “elle”, mas se esqueceu de mencionar as viagens com Rosemary e o envolvimento dos filhos em consequência dos “benefícios” recebidos, que certamente foram fatos cruciais para o desenlace.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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QUEM FALA E COMO FALA

Lula da Silva fala bobagens e milhões riem. Bolsonaro fala disparates e os brasileiros se revoltam.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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GREVE NO METRÔ DE SÃO PAULO

Com um pequeno e dissimulado aviso publicado no “Estadão” de sábado (27/4), o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários comunica que a partir de zero hora do dia 30/4/2019 deflagrarão “uma greve por tempo indeterminado”.  Mais uma vez uma categoria, que desfruta de benefícios e salários privilegiados, vem chantagear a população de São Paulo, em razão de o governo do Estado e a Cia. do Metrô “não atenderem às reivindicações dos metroviários”. Trata-se de uma atitude covarde e sem sentido, pois os únicos prejudicados com essa paralisação serão seus usuários, que, com o pagamento de seus impostos e os preços das passagens, proporcionam todas as benesses, desfrutadas por esta classe privilegiada, pois é evidente que o governador, o prefeito e os demais membros destes governos não utilizam aquele meio de transporte. Se, na verdade, trata-se de um sindicato com coragem e preocupado com a população, eles deveriam liberar as catracas, prosseguindo com a operação normal dos trens. Quanto ao governo do Estado, este deveria abrir um recrutamento de novos trabalhadores, que se sujeitassem a trabalhar nestas “terríveis condições” e com estes “salários de fome”.

Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo

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OS PRESÍDIOS NA INICIATIVA PRIVADA

O governo João Dória busca as Parcerias Público-Privadas (PPPs) para o setor de presídios. O secretário da área, coronel Nivaldo Cesar Restivo, ex-comandante geral da Polícia Militar, que conhece experiências do gênero Brasil afora, considera uma boa alternativa e lembra que, com essa parceria, o atendimento às necessidades e direitos do apenado será mais célere e os servidores da Administração Penitenciária, um pessoal especializado, será mais bem aproveitado naquilo que é a sua especialidade: garantir a segurança das unidades, a vigilância e a escolta. Um importante gargalo a resolver é a recuperação do preso, sem o que a criminalidade sempre aumentará. Um apenado por crime de pequena monta, mesmo que vá para uma ala só de indivíduos com esse tipo de crime, terá de, para sua proteção, optar por ser membro de alguma organização pertencente ao crime organizado. A partir daí, lá dentro e, principalmente, quando sair, será obrigado a continuar no mundo do crime, para contribuir financeiramente com os seus protetores. Sem romper esse círculo vicioso não se resolverá o grave problema carcerário e da segurança púbica, que tanto incomoda a sociedade.   

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

         

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REALIDADE BRASILEIRA

O cancelamento da turnê da banda Dead Kennedys mostra a bizarra realidade brasileira. O pôster expõe uma explosão nuclear, ao fundo, com uma formação em cruz abaixo do cogumelo atômico. A cruz, representando o fundamentalismo cristão, está na camisa da seleção brasileira de pessoas com rifles nas mãos e braçadeiras com o símbolo do sigma (retratando o integralismo). Há uma favela em chamas e tanques de guerra com bandeiras, simulando a suástica nazista, passando por cima de um banho de sangue. Do ponto de vista da semiótica, não sei o que tem que ver com um show de música. Entretanto, isso tudo acabou ecoando nas mídias sociais.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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