Fórum dos Leitores

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Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2019 | 03h00

REFORMAS

Força contra a Nação

O líder da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, ensinou-nos que agir contra a própria consciência não é seguro nem honesto. Falando de acordo com sua própria consciência, ele declarou que a tarefa precípua dos partidos que se reúnem no grupo conhecido como Centrão não é aprovar uma reforma previdenciária que beneficie o Brasil, os eleitores que eles representam, nem mesmo os milhões de brasileiros que contarão apenas com o benefício previdenciário quando se aposentarem. Falando de acordo com sua própria consciência, ele declarou que o mais importante é “fazer uma reforma que não garanta a reeleição de Bolsonaro”. Para Paulinho da Força, não importa se as pessoas sofrerão, é irrelevante se as contas públicas serão atingidas, não tem importância alguma se a economia do País fenecerá. O que importa é impedir a reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Não se poderia esperar que Paulinho declarasse amor sem fim ao presidente, cuja queda nos índices de popularidade indica que a maioria dos brasileiros também não penduraria a foto presidencial em sua residência. O que se esperava dele é que tivesse como objetivo uma reforma previdenciária justa e equânime para o povo e os contribuintes que pagam seus salários, não importando se, ao defender os interesses da Nação, Jair Bolsonaro será ou não reeleito. O que esperar de políticos e partidos que, como Paulinho, sacrificam os interesses da Nação no altar dos mesquinhos interesses eleitorais?

LUCIANO DE OLIVEIRA E SILVA

luciano.os@adv.oabsp.org.br

São Paulo

Mundo real x imaginário

O verdadeiro interesse dos congressistas brasileiros é o poder. Os deputados estão de olho nas próximas eleições e a votação da reforma da Previdência será baseada na reação de cada partido diante da posição de cada um. Os membros das Casas parlamentares não têm como prioridade a situação dos trabalhadores da iniciativa privada. É uma fantasia imaginar que senadores e deputados votarão algum ponto que possa prejudicá-los no futuro, principalmente em suas aposentadorias integrais. Mais uma vez a população de baixa renda é que será penalizada. Os parlamentares vivem num mundo ideal, nem imaginam o que acontece no mundo real.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Visão distorcida

Os deputados federais pensam equivocadamente que se votarem a favor da reforma da Previdência estarão apoiando o governo, nem percebem que a reforma é do Brasil. Os deputados federais nunca tomaram a iniciativa de legislar sobre mudanças na Previdência, apesar de serem pagos também para isso. E por essa inércia puseram o País numa situação caótica. Agora querem negociar como dantes. Ora, eles foram eleitos para trabalhar, não para fazer negociatas – já vimos no que elas dão: políticos corruptos presos... Por que querem insistir nessa prática?

ALPOIM DA SILVA BOTELHO

alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

‘Os ativos da União’

Muito interessante o artigo de ontem (A2) do respeitado economista Fabio Giambiagi. Em especial o recado de que, se uma família tem uma receita mensal de R$ 5 mil, não pode ter despesa mensal de R$ 6 mil. Infelizmente, a maioria dos eleitores e de nossos políticos ou desconhece essa verdade ou faz de conta que as coisas não são tão evidentes assim. Ou acreditamos na aritmética ou teremos um futuro mais triste que o presente.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

CORRUPÇÃO

O incorrigível

O excelente editorial Lula, o incorrigível (30/4, A3) mostra que o sistema prisional brasileiro não ressocializa nem corrige ninguém, incluído o ex-presidente que, ao conceder entrevista a dois órgãos da imprensa, teve a petulância de negar crimes provados por três tribunais e oito magistrados. Lula da Silva é dissimulado e mentiroso tão contumaz que acredita piamente em suas lorotas, no que é apoiado pela militância do PT, para permanecer em evidência.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

VENEZUELA

Operação liberdade

Enquanto a ditadura comandada por Nicolás Maduro começa a agonizar, com boa parte dos militares que o apoiavam prestando lealdade a Juan Guaidó, o povo nas ruas paralisa o país ao som de estampidos e do ronco de blindados chavistas acelerando contra os opositores do regime. O caos é geral na terra de Bolívar e parece anunciar o inevitável nascimento de uma nova era, democrática, tão sonhada pelos venezuelanos. A operação liberdade está, ao que tudo indica, anunciando os estertores do nefasto reinado de Maduro – apoiado pela esquerda brasileira e ídolo do presidiário-mor –, abrindo espaço para novos tempos de paz e prosperidade no país vizinho, encerrando o maléfico “socialismo do século 21”, que tanta corrupção, miséria e dor trouxe aos hermanos.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

O açougueiro de Caracas

Nicolás Maduro não está no poder por ser um político hábil, líder carismático ou por ter qualquer importância. Apesar de massacrar o seu povo, continua “presidente” pelos piores motivos possíveis: o apoio dos corruptos altos oficiais do Exército que viraram homens de negócios, controlando tudo na Venezuela, e o suporte dos assessores militares cubanos, especialistas em reprimir protestos populares. Como está acontecendo na Argélia e no Sudão, serão poucos seus dias antes do despacho para o lugar merecido: a lata de lixo da História.

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Que caia logo

A queda de Maduro está parecendo uma daquelas novelas mexicanas: dramalhão interminável que até desanima os espectadores. Lamento pelo povo, que tanto sofre nas mãos dessa ditadura socialista sanguinária.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

Pontes de ouro

Diz um ditado italiano: “Para o inimigo que foge façamos pontes de ouro”. Falta um negociador que abra um caminho para que Maduro e os comandantes militares possam sair da Venezuela para se refugiarem num país neutro e distante. E para que novas lideranças possam resgatar o país das ruínas.

ALDO BERTOLUCCI 

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O PERIGO POPULISTA

A Venezuela grita ao mundo e ao Brasil: “Eu sou o que vocês poderiam ter sido amanhã!” Nada como a estabilidade das instituições sociais, e mesmo se alguns ainda confundem e misturam as instituições com as suas próprias pessoas, transformando-as em escudos e justificativas para os seus atos nada institucionais e nada democráticos. Aprendemos com a Venezuela hoje, também, que o perigo maior do populista é dar-se a ele poderes maiores que aqueles permitidos pelas regras democráticas e constitucionais, pois, após o primeiro passo nessa direção, ninguém ousará deter o já agora todo-poderoso ditador, que, distribuindo benefícios indevidos a alguns, criará uma cisão social que irá inevitavelmente opor os nacionais uns aos outros em nome não se sabe mais do quê nem mesmo por quê.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

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MAIO, DÊ-ME FLORES, NÃO MORTOS!

Posso colher flores desde a primeira manhã de maio se uma linda modelo morre afogada, se nas ruas da Venezuela de belas misses sibilam balas, grassam a fome, a miséria, o medo? Posso imaginar civilizado o século se um ditador – tirano latino-americano – acua, aflige o povo com a ponta das baionetas, com as faces lúgubres de 1.200 generais, estrelas sem luz, brilho e compaixão? Generais existem para morrer pela Pátria, se preciso; protegê-la, nunca desonrá-la, levá-la ao desespero, torná-la pobre mãe infeliz. O povo unido jamais será vencido – refrão da minha juventude –, provam a “Bíblia” e a História. Nenhum bem, depois da vida, é maior que a liberdade. Arriba, Venezuela!

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém 

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LONGO CAMINHO

O emotivismo e a ideologia são os piores componentes da crise venezuelana. O primeiro, próprio de todos os conflitos políticos extremos, embota a razão. Do mesmo modo desarrazoado, a ideologia faz nascer o perfeccionismo irracional, de um e outro lado. Nicolás Maduro e sua revolução “bolivariana” contraposto ao equívoco metodológico de 50 países, que contribuíram ao chafurdamento do conflito no pântano ideológico. Com razão a Espanha, ao propor arranjo institucional fundado na normatividade democrática, produto da contenção política e de negociações, ainda que exaustiva e custosa. O reconhecimento de Juan Guaidó como presidente informal em nada contribuiu para a solução da crise; melhor seria sua qualificação como líder dotado de atributos para conseguir o ajuste de uma nação amputada ao meio, apoiado interna e externamente. E o objetivo comum: o resgate de um regime democrático, de livre iniciativa econômica, de “status” igualitário a todos (igualdade efetiva de oportunidades), acompanhado de políticas emergenciais de superação do fosso econômico e indutoras de paz razoável. O que vemos hoje é um longo caminho de equilíbrio do conflito.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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OS EUA

Parece que não foi desta vez que John Bolton conseguiu garantir para os EUA o petróleo venezuelano.

Tibor Rabóczkay trabocka@iq.usp.br

São Paulo

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ARMADILHA PREPARADA

Em razão das advertências feitas por Rússia e China, os EUA estão precavidos em atuar diretamente em território venezuelano. Caso isso aconteça, não se pode descartar uma provável terceira guerra mundial. Consequentemente, seus meios diplomáticos estão, subliminarmente, insuflando o Brasil para uma intervenção, prometendo apoio irrestrito. Que o governo brasileiro não caia nessa armadilha. Os problemas internos do país vizinho devem ser resolvidos pelo seu povo, e não por nós. Apoiar Guaidó é um fato, mas intervir é outro com implicações desastrosas para a sociedade brasileira. Temos inúmeros problemas internos a resolver e não vamos aumentá-los com uma operação bélica dessa natureza. EUA, Rússia e China possuem forças militares poderosas e com interesses comuns na região. Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

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A CONTA

Consta que nos últimos 12 meses o Brasil gastou R$ 265,2 milhões com a Operação Acolhida, em Roraima. Nesta terça, 30 de abril, o governo federal publicou a Medida Provisória 880/2019, prevendo a liberação de mais R$ 223,8 milhões para “assistência emergencial e acolhimento humanitário de pessoas advindas” da Venezuela. Já são R$ 500 milhões desviados dos cofres brasileiros, em razão da irresponsabilidade criminosa e incomPTente de um governo que já está caindo de maduro. Penso que no momento oportuno o Brasil deve apresentar a fatura à Venezuela, para que seja devidamente ressarcido dos custos decorrentes da acolhida de refugiados venezuelanos em território brasileiro.

Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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SEM TRAUMAS

Os tristes e trágicos acontecimentos na Venezuela, cuja ditadura tanto mal causou e causa ao seu povo, terá de ter um desfecho saneador. Aguardemos que a geopolítica econômica da atualidade esteja dando um destino menos traumático ao nosso vizinho deste continente Sul-Americano, rumo à paz mundial de que tanto estamos precisando neste início de milênio.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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APOIO

Os petistas devem ter vibrado – “viva a Revolução Bolivariana!” – quando os blindados de Nicolás Maduro atropelaram os venezuelanos!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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PERGUNTAS E RESPOSTAS

Uma recorrente pergunta inócua dos repórteres é se o Brasil se envolverá militarmente (ou se permitirá a passagem de tropas americanas por nosso território) na crise venezuelana; uma recorrente resposta, também inócua, de autoridades do Executivo (incluídos os “olavetes”) é de que todas as opções estão na mesa. Não cabe a pergunta e ainda menos a afirmação da resposta. Esta opção não existe, nem hipotética nem literal. Quanto a uma invasão americana, seria bom lembrar aos falcões americanos trumpistas que a Venezuela é bem maior que Granada. Quem derrubará Maduro será o povo da Venezuela, quando Maduro perder o apoio de Gleisi Hoffmann, a única pessoa no mundo que ainda lhe dá “suporte”.

Paulo M. B. de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro 

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ONDE ESTÁ, SUMIDA?

Dona Gleisi, anda sumida?

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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A NOTA DO PT

O mais recente comunicado do PT exaltando a pseudodemocracia da Venezuela em seu portal é mentiroso e cínico. É um tapa na cara dos nossos vizinhos venezuelanos, massacrados, que passam fome e necessidades, e tiveram suas instituições, seu país e sua vida destruídos, só lhes restando agora a esperança de ver pelas costas o quanto antes este grotesco narcoditador. 

  

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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PARTIDÁRIOS BRASILEIROS

Por que o noticiário sobre os conflitos na Venezuela para derrubar o usurpador Nicolás Maduro nada abordou sobre os petistas e psolistas que apoiam o violento déspota venezuelano? Alguém pode informar se a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) embarcou para Caracas a fim de juntar-se aos milicianos paramilitares ainda fiéis ao “cumpanheiro” ditador Maduro? Sei não, hein! Se lá comparecer em algum momento, vai acabar pedindo asilo político à embaixada brasileira. Vade retro!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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NOSSA ESPERANÇA NA UTI

Informa o “Estadão” (1/5), com todo o crédito que o torna o jornal mais acreditado do País, que o desempregado leva, em regra, um ano para conseguir um emprego, seja ele de que condição for, sendo importante que provisione a dispensa do lar. No País são 23,8 milhões, não se admitindo que o governo empossado recentemente se mostrasse como o descobridor da pedra filosofal, o mágico de Oz, um Merlim da corte do Rei Arthur. Bolsonaro e seus soldados não se informaram de que a política no Brasil é um saco de gatos com um cachorro dentro. Aproveitando-se deste caos, o PT reorganiza as suas fileiras de xiitas e apaga o incêndio com gasolina. A reforma da Previdência aparece com a panaceia de todos os problemas, mas da maneira como ela se tornou um garrote vil da classe média e baixa, a aprovação desse texto-guilhotina não tem como ter êxito, estando fadada ao fracasso. Bolsonaro deve estar com a convicção de que o Planalto, a partir das eleições de 2018, transformou-se num semiquartel do Exército. Os tiros na Venezuela ecoam nos ouvidos dos brasileiros. O brasileiro crê que a esperança é a última que morre. A nossa está na UTI.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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DESEMPREGO

O “Estadão” de ontem trouxe matéria sobre o desemprego (“Desempregado leva quase um ano em busca de trabalho na Grande São Paulo”). Trágica herança deixada pelo banditismo petista, pela corrupção, irresponsabilidade e pelo descaso administrativo. E ainda temos servidores públicos querendo cada vez mais benefícios e mordomias, sindicatos preocupados apenas com suas contribuições, políticos cada vez piores e mais mercenários. O que me assusta também é a mídia dar espaço a picuinhas presidenciais e a declarações de processados, criminosos, etc. Que país é este?

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas 

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O GOVERNO E AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS

Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o Ministério da Educação vai cortar recursos de universidades que não apresentarem desempenho acadêmico esperado e, ao mesmo tempo, estiverem promovendo “balbúrdia” em seus campi. Ele deu exemplos do que considera bagunça: “Sem-terra dentro do campus, gente pelada dentro do câmpus”.  Não entendendo direito a definição exata de balbúrdia, socorri-me do dicionário de Antônio Houaiss e encontrei no verbete: “Balbúrdia: 1 – desordem barulhenta; vozearia, algazarra, tumulto. 2 – situação confusa, trapalhada, complicação”. O ministro deu exemplos do que considera “balbúrdia”: sem-terra dentro do câmpus, gente pelada dentro do câmpus. Reduzir verba de uma universidade é coisa muito séria, num país com um nível escolar, em todos os graus, é muito ruim. Não li se o ministro já editou uma portaria a respeito, ou só deu essa declaração, porém os exemplos que deu não abrangem todas as definições oficiais de balbúrdia. Por exemplo, “sem-terra dentro do câmpus” pode ser produto de uma invasão, alheia à vontade da universidade e de seus alunos. Já “gente pelada dentro do câmpus”, embora um absurdo, se estiver quieta e se não houver nenhuma manifestação, mas apenas a condução da mesma à secretaria para se explicar e se vestir, não seria uma balbúrdia. Uma comemoração de fim de ano, da turma de formandos, é comum e até tradicional nas faculdades, sem que se faça balbúrdia. A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu, em 27/10/2018, os atos judiciais que permitiram a censura de manifestações políticas em universidades públicas nos últimos dias. De acordo com ela, se a Corte não agisse, poderia haver uma multiplicação de ações do tipo. E, sem a liberdade de expressão, para ela, não há escolha – situação própria de ditaduras.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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O ‘VELHO’ REPAGINADO

Na declaração de anteontem, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, havia apontado “sem-terra e gente pelada no câmpus” como exemplos de “balbúrdia”. Soube-se também que numa das universidades o corte se deu no dia seguinte a uma palestra de Fernando Haddad. Agora, imaginemos o cenário contrário: como sentiriam aqueles que combateram o PT, como foi meu caso, se um hipotético governo petista estivesse no poder e, de repente, tivesse cortado 30% de verba de uma universidade pública qualquer, em represália ao fato de ter recebido para uma palestra alguém como Bolsonaro ou mesmo Guedes! E, ainda por cima, justificando a decisão com alegação de “balbúrdia”. Seria aceitável tal fato ou classificado como escandalosamente autoritário e antidemocrático? Pois é, mas foi assim mesmo que aconteceu dias atrás no governo atual, que veio para mudar tudo. E parece que está mudando mesmo, mas da seguinte forma: tirando os “deles” para colocar os “seus”. O que mudou, então, foram os sinais, mas não a prática. Ou seja, o “novo” era, na verdade, o “velho” repaginado. Quem diria!

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas 

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HADDAD NA UNB

Cortar verba por conta da presença de Fernando Haddad? Vingança não faz parte da democracia!

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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‘BALBÚRDIA’

A notícia de que o MEC cortará verba de universidades por balbúrdia e mau desempenho vem de encontro ao nosso desejo – pagadores que somos de impostos extorsivos – por estudantes que respeitem o privilégio que têm de estudar nessas instituições e se dediquem às profissões escolhidas. Estamos cansados de sustentar a baderna! Depredação e pichação não são liberdade de expressão, assim como “festinhas” regadas a bebidas, quando não drogas. Está mais do que na hora de dar um basta a tanto vandalismo, patrocinado – com nosso suado dinheiro – pelo política e hipocritamente correto e endossado por governos omissos e/ou coniventes. Alguém discorda?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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NÃO É A PRIMEIRA VEZ

Sobre a matéria publicada neste “Estado” na terça-feira (30/4), intitulada “MEC cortará verba de universidade por ‘balbúrdia’ e já pune UnB, UFF e UFBA”, convém lembrar que não é a primeira vez que ministros da Educação de governos com vocação autoritários atacam a Universidade de Brasília. Foi assim com Flávio Suplicy de Lacerda, Jarbas Passarinho e outros, de triste memória. Contudo, é inédito que os ataques partam de um ministro de tão reduzidas credenciais acadêmicas e administrativas. Se ele está tão preocupado com balbúrdias, deveria preocupar-se com o governo que integra, fecundo em intrigas e discussões tolas.

João Marcelo Marques Cunha joao.marcelo@unb.br

Brasília

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JUSTO E NECESSÁRIO

O ministro Abraham Weintraub diz o que considera bagunça na universidade: “Sem-terra e gente pelada dentro do câmpus”. Acho que podemos ir além. Gente pelada, descabelada, esfarrapada (ser elegante é fora de moda...), desbocada (impressionante como boa parte dos jovens perdeu a noção da diferença entre palavra e palavrão) e, muito pior, às vezes drogada, desinteressada, em franca ingratidão aos pais que se empenham no trabalho cotidiano para dar uma educação superior a seus filhos e, não raro, em agressão aos professores, que merecem um pouco de consideração. Já passou a hora de educar a juventude, não com mão de ferro, mas com a autoridade que provém do bem-querer. O corte de verbas é justo e necessário. Parabéns ao ministro.

Edmea Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

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MICO NA EDUCAÇÃO

Faltaram ao presidente Jair Bolsonaro a mesma sensibilidade e o mesmo zelo que teve na escolha da sua equipe econômica e na maioria dos outros postos-chave para encontrar um renomado nome para o importante Ministério da Educação. Talvez hoje, independentemente de outras trapalhadas suas, estivesse com sua popularidade mais bem avaliada. Errou feio quando cedeu para a bancada evangélica e ao seu guru, o inútil Olavo de Carvalho, indicando o incompetente Ricardo Vélez Rodrigues para este ministério. Demorou a demiti-lo e, quando o fez, infelizmente, parecendo gostar de micos, escolheu outro que não tem nada que ver com a área, Abraham Weintraub. Este, sem projeto e sem senso algum diplomático, preferiu ameaçar cortar 30% das verbas das universidades federais porque alunos fazem algazarras, ficam pelados no câmpus, etc. Tudo o que um bom líder teria resolvido na cozinha do ministério, e teria evitado este estardalhaço que somente deprecia seu governo e a educação no País.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CRESÇA E APAREÇA

Educar é domesticar o pequeno selvagem que somos ao nascer, à mercê dos instintos. Alguns aprendem rápido, outros nunca aprendem. Entre esses extremos há nuances, o que faz com que a tarefa de educar os impulsos seja constante, indo muito além das escolas e da família. Educar é tarefa também do Estado: o atual governo está atuando nesse sentido, limitando instintos ainda não domesticados como balbúrdia em universidades (birra), invasão da propriedade alheia (tomar o brinquedo do amiguinho), uso indevido do dinheiro público para fins ditos culturais (comprar guloseimas com o dinheiro da mamãe), peitando o berreiro dos descontentes ao prestigiar o agronegócio que foi o que nos impediu de afundar na era petista (disputa entre irmãos), o Executivo está trabalhando muito (dinheiro não cai do céu). Educação não se faz em quatro meses! Parem de reclamar do presidente (certas crianças desdenham seu pai e almejam serem filhas do vizinho mais rico), arregacem as mangas e vamos trabalhar dando ensejo a que novos postos de trabalho sejam criados para devolvermos a dignidade a milhões de brasileiros deixados à deriva pelo governo petista. E, senhora imprensa, por favor: que perda de tempo ir entrevistar o ex-presidente presidiário! Criou algum emprego com isso? Beneficiou algum brasileiro? Chega de imprensa infantil. Brasil, cresça e apareça, como merece. 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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MORTE NA UNIVERSIDADE

Mais um aluno encontrado morto no câmpus da Universidade de São Paulo (USP), repetição trágica de uma aberração: universidade não deve existir para propiciar mortes em seus campi. Investiguem-se os salários pagos aos ilustres professores e administradores, não esquecendo uma prática antiga de fazer dois números de matrícula para uma mesma pessoa, de forma a burlar limites salariais. De que prova mais precisamos para o maior controle de verbas destinadas às universidades, ainda mais diante da autonomia que elas desfrutam. Ponto positivo para o novo governo esta medida.

  

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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SOLUÇÕES PARA A VIOLÊNCIA

Duas notícias alvissareiras, a respeito da violência no Brasil, vêm sendo divulgadas, discretamente, pela imprensa. Primeiro, o reconhecimento por organismos internacionais de que somos os maiorais, no mundo todo, no ranking da violência contra professores. O positivo desta informação é que a leniência imposta pelo “politicamente correto” no trato com os estudantes antissociais (que tratam os professores e colegas com total falta de respeito) precisa ser coibida. A ideia de que os pais sejam responsabilizados por não colocarem freios em suas crias é válida, num primeiro momento. Medidas punitivas aos próprios transgressores, num momento seguinte, devem ser estudadas. Penso que o recolhimento a centro de correição de menores, por curtos períodos, pode dar bons resultados. Outro assunto, pouco explorado, é a diminuição da violência nas grandes cidades medida pela redução do número de assaltos, sequestros e roubos de automóveis. Parece-me que os estudiosos, tão prestos em anunciar o problema, omitem-se em apontar as medidas que levaram a este resultado, talvez temendo ter de aceitar a eficácia das ações governamentais “politicamente incorretas”.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador 

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COMPRA DE ARMAS

O governo de São Paulo vai comprar 40 mil armas para a Polícia Militar, em concorrência internacional. Tem dinheiro para tudo, menos para pagar salário digno aos policiais, que têm um dos piores soldos do Brasil. Lamentável.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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ASSASSINOS

O prefeito Bruno Covas talvez não se sinta responsável, mas então quem o será? A tal reformulação do atendimento das ambulâncias do Samu em São Paulo provocou uma inacreditável greve dos funcionários cuja função é salvar vidas prestando atendimento de transporte de emergência a doentes e acidentados graves. O serviço é nacional, mas a administração é municipal. Várias pessoas sem assistência morreram antes de receber qualquer ajuda. Famílias foram infelicitadas. O que isso importa? Nada, nem a imprensa deu grande destaque aos casos. Quem utiliza o Samu na maioria é pobre, sem ninguém a quem reclamar. Estamos em São Paulo, cidade que não deve orgulhar ninguém.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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BETH CARVALHO

Morre Beth Carvalho e, com ela, uma grande parte do samba brasileiro. Logo, o nosso querido samba vai ser lembrado como uma saudosa música, assim como a valsa, o tango e o bolero. Vai, rainha, alegrar o céu, porque o morro hoje ficou triste e o Brasil perdeu mais um patrimônio no samba.

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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HOMENAGEM

Luto na MPB. Um minuto de respeitoso silêncio em homenagem a Beth Carvalho, a soberana bamba do samba. Viva, Beth!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SAUDADE

Gosto de correr ao ar livre. Assim, de forma bem amadora. E como amadora profissional, com três ou quatro quilômetros percorridos, já estou ofegante e satisfeita. Já posso pedir uma garapa e sentar no banquinho, perto da minha árvore. Porém, se Beth Carvalho entra de repente na playlist cantando “Coisinha do pai”, é irresistível: o fôlego volta com tudo, o coração acelera e a quilometragem dobra. Poesia pura, percussão incrível e uma voz inigualável. Para que mais? Certos talentos são como uma assinatura do Criador. Antecipam a sensação de céu e se eternizam em nossas lembranças. Hoje a corrida vai ter suor e saudade.

Ana Paula de Souza Pinto paulasp.adv@gmail.com

Curitiba

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NEYMAR DESEQUILIBRADO

Neymar segue com seu enorme desequilíbrio psicológico. O Paris Saint Germain (PSG) foi eliminado na Liga dos Campeões. O atacante brasileiro atacou os árbitros pelas redes socais e foi punido com suspensão de três jogos pela Uefa. Agora, para piorar sua situação, ele agrediu um torcedor com uma cotovelada no rosto, depois de perder a final da Copa da França. O técnico Tite deveria tirá-lo da Copa América e a imprensa, criticá-lo duramente, mas nada vai acontecer por causa dos interesses comerciais e de audiência. Abafam os escândalos e passam a mão na cabeça de quem dá mau exemplo ao País.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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MANCHANDO A CARREIRA

Para definir o atual momento psicológico do jogador Neymar, só mesmo trazendo de volta a voz tenebrosa de Paulo Maluf: “Desequilibraaado”. Tudo o que ele tem feito no intervalo de seu belo futebol (reclamações, provocações, encenações, cartões amarelos, agressões) é de embrulhar o estômago do torcedor.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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DESTEMPERADO

Um caminhão de dinheiro por Neymar e metas não atingidas. Faltou humildade e sobrou destempero. A Copa América bate às portas, e o que não falta é paparicação para o camisa 10 destemperado, quiçá pipoqueiro. E de saber que Tite não terá escolhas, a não ser o garoto mimado em campo, e a seleção brasileira segue o seu ocaso, acenando para a Nike e para a Rede Globo. Enquanto isso, seja na liga dos campeões da Europa ou mesmo nas seguidas dobradinhas da Fórmula 1, garotos prodígios brilham – e como brilham. 

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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DEIXEM NEYMAR EM PAZ

Patetas arrogantes e pretensiosos que nunca jogaram futebol enchem a boca para demonizar Neymar. Cansado, cabeça quente, chateado com a derrota, o jogador foi insultado, pessoalmente, pelo torcedor e revidou como devia. Neymar agiu em legítima defesa. Torcedor paga ingresso, mas não tem o direito de insultar o jogador. Analistas de meia pataca se fantasiam de psicólogos e paladinos dando lições de moral a Neymar, o jogador mais qualificado e importante da seleção brasileira. O treinador do PSG também falou bobagens sobre o episódio. Francamente, pimenta nos olhos dos outros é refresco. Os vorazes críticos deveriam procurar saber o que o abusado torcedor disse a Neymar. A hipocrisia e a cretinice não podem e não devem vencer todas as batalhas.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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