Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2019 | 03h00

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Os contra de sempre

“Queremos que Lula esteja entre nós lutando pelos direitos neste país”, discursou Fernando Haddad em ato comemorativo do Dia do Trabalhador. “Com muita unidade, nós vamos barrar essa reforma da Previdência”, bradou, por sua vez, Guilherme Boulos. E assim as atuais oposições guardam as mesmas características de sempre: quando estão no poder não fazem o que dizem que deveria ser feito e quando estão fora do governo afirmam que deveria ser feito aquilo que quando puderam fazer não o fizeram. Moral da história: falar é fácil, já fazer... 

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

Novo ‘Plano Real’

A reforma da Previdência “é o Plano Real desta década”, afirmou o presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, conforme publicado no Estadão de ontem. O deputado Marcelo Ramos (PR-AM) captou toda a importância do projeto, que fará o Estado brasileiro recuperar a viabilidade, que foi destruída pela irresponsabilidade das esquerdas, cujos ineficientes governos o fizeram inchar com milhares de aparelhados, gastando mais do que arrecadava, o que levou às imensas dívidas públicas. Sem falar no maior saque aos cofres públicos, roubalheiras campeãs mundiais. 

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Aleluia

Não poderia ser melhor a definição do deputado federal Marcelo Ramos de que a reforma da Previdência é o Plano Real desta década. Ressaltando a importância da aprovação urgente dessa reforma, ponderou que ela é maior que os partidos, as pessoas e as eleições. “Ela é do Brasil e dos brasileiros. E nenhum interesse menor vai nos impedir de servir ao País”, ressaltou. Aleluia! O deputado Ramos ficou indignado com a fala do deputado e sindicalista Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, que num 1.º de Maio esvaziado afirmou que o Centrão vai lutar contra a reforma para evitar a reeleição de Bolsonaro.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Esse Paulinho da Força...

O deputado Paulinho da Força (SD-SP), quando afirmou que o Centrão quer reforma que não reeleja Bolsonaro, será que estava falando sério? Quer dizer que o Brasil vai para o caos, vai quebrar, os brasileiros pobres vão continuar na pobreza, sem emprego e sem futuro, e até os hoje aposentados e pensionistas correrão o risco de ficar sem receber no futuro? Isso tudo porque o Paulinho e alguns outros não querem reeleger um presidente que acabou de entrar?! Congressistas que pensarem assim devem renunciar imediatamente a seus mandatos. Para o bem da maioria da população brasileira.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Imoralidade do ano

Essa declaração do líder da Força Sindical é séria candidata ao prêmio imoralidade do ano. O deputado federal revelou o movimento dentro do chamado Centrão destinado a desidratar a reforma da Previdência com o intuito abominável e rasteiro de impedir a reeleição de Jair Bolsonaro à Presidência! Ou seja, para esses parlamentares do baixo (literalmente) clero, questões eleitorais são mais importantes do que alavancar a economia e criar empregos. Se fosse brincadeira, seria de muito mau gosto. Mas é uma trágica realidade. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Que patriota!

É inacreditável que, ante toda a crise que o País sofre, um político do baixo clero, preparado para dirigir sindicatos, e não mais do que isso, venha a público para desavergonhadamente dizer que a reforma previdenciária seria uma vitória única e exclusivamente do presidente Jair Bolsonaro. É de um descompromisso e de uma falta de patriotismo tremendos, sabedor que é da necessidade absoluta de que seja feita a reforma, sem a qual o Estado não terá a mínima condição de continuar pagando os benefícios às futuras gerações. Pois é, mesmo que Paulinho consiga seu intento, o que duvido, a vitória de seu plano de atrapalhar a ainda longínqua e incerta reeleição de Bolsonaro será uma vitória de Pirro – expressão que ele não deve conhecer.

JOAQUIM ALVES

metaexport@hotmail.com

Santos

PARTIDOS POLÍTICOS

Insaciáveis

Em 2018, nossos impostos foram subtraídos em R$ 2,6 bilhões, repassados aos partidos políticos. Numa bela iniciativa, o Senado Federal, via Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, propôs regras mais rígidas e punições exemplares a que os partidos deveriam submeter-se. Nesse cenário, vemos a notícia que o PT e o MDB agem para barrar tal controle. Nada mais espanta, os “representantes” do povo eleitos por esses partidos se mostram insaciáveis e fazem de tudo para se empanturrar, sem o menor pudor. E Justiça Eleitoral...

ANTONIO M. VASQUES GOMES

amavago@gmail.com

Rio de Janeiro

VENEZUELA

Maduro não cai

Contrariamente ao que esperam os otimistas, tão cedo Nicolás Maduro não deve sair do poder. Para sua permanência ele conta com o eficiente apoio e o know-how das longevas ditaduras de Cuba, China e Rússia, a confiança do comércio internacional de drogas e o suporte de mil generais, além de dispor do serviço ativo de mais de 2 milhões de milicianos bem alimentados, armados e equipados. Todo esse grupo que se beneficia da permanência de Maduro no poder fará todo o possível para que ele fique onde está.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com .br

Cotia

Miséria dilacerante

Milhões de venezuelanos estão vivendo em estado de miséria. Sim, indigência. Mas os líderes políticos que comandam o país em seus gabinetes luxuosos seguem depositando dinheiro em paraísos fiscais. O petróleo é abundante na Venezuela, que seguiu um caminho bem diferente da Malásia, por exemplo. Na Ásia, a população desfruta as riquezas naturais e na América Latina as montanhas de dinheiro ficam nas mãos de muito poucos. A hiperinflação quase anula o poder de compra da maioria da população, que passa fome, entre outras tantas mazelas. Comandantes obcecados por dinheiro estão pouco se importando com isso, sem o menor arrependimento. Até quando o mundo vai conviver passivamente com essa terrível situação?

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CONFISSÃO

A frase do deputado Paulo Pereira da Silva (SD), o Paulinho da Força, “precisamos de uma reforma da Previdência que não garanta a reeleição de Bolsonaro”, nada mais é do que a confissão da oposição brasileira que quer apenas o poder, sem se preocupar com o bem estar da população e com o futuro do Brasil. Trata-se da mesma mentalidade com a qual governaram o País, durante 13 anos, gerando crise idêntica à da Venezuela por Nicolás Maduro. Os deputados do centrão têm o dever e a obrigação de lutar pela aprovação da reforma da Previdência, tão necessária para garantir o pagamento das futuras aposentadorias e pensões.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo 

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A VELHA POLÍTICA

Paulinho da Força admitiu que só é contra a reforma da Previdência porque ela melhoraria a vida dos brasileiros e isso ajudaria Bolsonaro a se reeleger em 2022. Ele diz defender os trabalhadores, mas não se incomoda em mantê-los mais quatro anos sem empregos, com as contas do País no vermelho. O que importa para o sindicalista é trocar a reforma da Previdência pela aprovação de mudanças na reeleição. Ora, se há medo de ele  (Bolsonaro) concorrer à reeleição, forçoso concluir que o governo vai bem. Se ele fosse tão ruim assim, não haveria o que temer. O que importa, mesmo, é criar dificuldades para, depois, vender facilidades. É a velha política que não desapega.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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QUANTO PIOR, MELHOR?

Ao declarar, sem corar e sem vergonha na cara, que “a tarefa precípua dos partidos do centrão é fazer uma reforma previdenciária que não garanta a reeleição de Jair Bolsonaro”, o famigerado líder da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, vulgo “Paulinho da Força”, fez jus mais uma vez ao seu apelido diminutivo. Políticos pequenos e insignificantes como ele, que em lugar de pensar no País só olham para seus próprios interesses e umbigos sujos, merecem ser atirados na lata de lixo da História. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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NEM AÍ

O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o famoso “Paulinho da Força”, declarou no tradicional show sindical do dia 1.º de maio: “Precisamos de uma reforma da Previdência que não garanta reeleição do Bolsonaro”.  Realmente, este dublê político e sindicalista não está nem um pouco preocupado com a economia de R$ 1 trilhão em dez anos, segundo suas próprias palavras, pois o sucesso desta garantiria a reeleição do atual presidente. De fato, trata-se da declaração de um “democrata impoluto” preocupado exclusivamente com o povo brasileiro e o futuro do Brasil.

Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo

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O ANHANGABAÚ NÃO É ABISMO

No Dia do Trabalhador, irmanadas – quem diria! –, sem medo de ser infelizes, as centrais sindicais anunciaram resistência à reforma da Previdência, porque temem o R$ 1 trilhão do ministro Paulo Guedes. No entender do patriota Paulinho da Força Sindical, tanto dinheiro reelegerá Jair Bolsonaro presidente da República em 2022. Felizmente, o Anhangabaú é um vale, não o abismo. A sensibilidade cívico-social desta gente está no bolso: os milhões de reais da absurda contribuição sindical anual extorquida do operário não sindicalizado antes da reforma trabalhista de Michel Temer. Escrever mais é menosprezar a inteligência do leitor.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

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SINDICATOS

No “Dia do Trabalho”, parte de grande massa de desempregados ainda se prestou a ouvir as baboseiras de quem nunca trabalhou...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O LADO NEGRO DA FORÇA

Para Paulinho (do lado negro) da Força, a reforma da Previdência credenciará Bolsonaro para o segundo turno. Eis uma visão distorcida e sem relação com os cem dias de desgoverno. Estava onde Paulinho, dormindo? A reforma da Previdência é uma questão de Estado, transcende o péssimo governo do novo inquilino do Planalto Central. Para o presidente Bolsonaro, resta arregaçar as mangas e trabalhar de verdade, porque, ao que parece, a concorrência será grande. Já o seu sucesso (reeleição) independe da reforma da Previdência, que é  uma questão muito maior que ele e muito maior que a Força Sindical, que já não reúne em volta de si tantos adeptos como antes (parece que o pão e o circo já não colam mais).

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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PAULINHO SEM FORÇA

O cidadão em referência, errônea e usualmente chamado de Paulinho “da” Força, acaba de dar o argumento para que todos os que pensam no Brasil lutem pela aprovação da reforma da Previdência. Ora, se a aprovação da citada reforma, que pode significar mais de R$ 1 trilhão, poderá também significar a reeleição de Jair Bolsonaro, isso quer dizer que a aprovação da proposta será muito boa para o Brasil e para os brasileiros, e, mais do que isso, será a salvação do País, como muito claro está. É o único caminho que tem nosso sofrido país. Se tal cidadão é contra a reforma pela razão exposta, ele só está pensando em 2022, e não no País como, infelizmente, é comum entre os políticos brasileiros. Reforma já, brasileiros, e, como já foi dito em vitórias do passado, sigam-me os que forem brasileiros!

Carlos Eduardo da Silva Braga bragaconsu@sti.com.br

Brotas

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NOUTRA REALIDADE

De fato estamos num país difícil, com pessoas como este Paulinho da Força, com sua proposta de desidratar a reforma da Previdência para derrubar Bolsonaro na próxima eleição. Leia-se: segundo ele, o ideal é passar de 13 milhões para uns 8 milhões de desempregados de maneira a derrubar Bolsonaro.

  

Luis Fernando M. Carvalho meirelles@meirellescarvalho.com.br

São Paulo

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PREVIDÊNCIA

O nobre e impoluto (ironia) deputado Paulo Pereira da Silva (SD), em ato das centrais sindicais pelo Dia do Trabalho, “trabalha” para “desidratar” a reforma da Previdência entre seus pares porque ela ajudaria na reeleição do presidente Bolsonaro. Que medo é este? Seria porque acabaram com a mamata dos sindicatos ou porque o então candidato à Presidência prometeu, em campanha, fazer a tão necessária reforma política, que alijaria do Congresso picaretas de todos os naipes? Ou são inúmeros os motivos para o pavor deste indivíduo que tem uma bela folha corrida? Na mesma página do “Estadão” em que se noticiou o caso (2/5, A6), lemos que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na abertura de sua Assembleia-Geral, em Aparecida (SP), também faz críticas ao projeto de reforma da Previdência, sob a alegação de que seriam prejudicados os mais pobres. Interessante essa postura da Igreja Católica relativa à economia, quando nem conseguem resolver seus problemas internos: a pedofilia entre seus membros e a gradativa perda de devotos para outros credos. Pelo jeito, tem gente – e muita – que perde a chance de manter a boca fechada, não?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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QUANTO ESPÍRITO PÚBLICO!

Mais uma vez me sinto indignado com nosso congresso nacional (com letra minúscula, mesmo). Até o relator da reforma da Previdência, na comissão especial, pede “empenho específico” do presidente da República na defesa da proposta integral, para não ser desidratada. Com este Congresso, apesar de se dizer renovado, ainda fica difícil de sair do “toma lá, dá cá” dos governos anteriores, prática defenestrada nas eleições de outubro passado. Esta era a fórmula da calmaria mostrada para a população brasileira nos governos anteriores. A distribuição de cargos parece ser, agora, a meta principal dos deputados, por nós eleitos com o objetivo de acabar com a corrupção no meio político. Nomeações em “postos-chave”, pagamentos de emendas, mesmo que impositivas, são as “moedas de troca” agora exigidas. Os cargos que pleiteiam são aqueles com poder econômico, para “fortalecer” os partidos e encher seus bolsos. Quanto espírito público demonstrado! Ufa!

João Coelho Vítola jvitola1@gmail.com

Brasília

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INFRAESTRUTURA

Assistindo ao programa “Roda Viva” de 29/4, pude perceber o quanto o ministro Tarcísio Gomes de Freitas é competente. Ele soube aproveitar grande parte da equipe formada no governo Temer e teve a sorte de trabalhar sem os holofotes sobre o seu ministério. Com isso, foi possível privatizar 12 aeroportos em prazo recorde, sem choradeira da oposição e sem aquelas liminares absurdas. Enquanto a preocupação da oposição e da situação vem se concentrando na reforma da Previdência, no Coaf e no pacote de Sergio Moro, ele teve mais sossego para tocar as privatizações da sua pasta. Podemos concluir que quem quer trabalhar trabalha e quem não torce pelo Brasil atrapalha. O ministro da Infraestrutura é a prova.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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BRINCALHÃO OU FANFARRÃO?

Diariamente, o “tuiteiro” Jair Bolsonaro causa o caos na economia do País. Basta lembrar a interferência no preço do diesel e, agora, a interferência nos juros dos bancos que estão sob o guarda-chuva do governo (“Bolsonaro volta a criticar juros de bancos públicos”, “Estado”, 1/5, B6). O resultado já era esperado: quedas vertiginosas das ações da Petrobrás e do Banco do Brasil na Bolsa de Valores. Afinal, o presidente é brincalhão ou fanfarrão?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CRÍTICA AOS JUROS ALTOS

Interessante como são as coisas. José Alencar passou anos na Vice-Presidência criticando os juros altos. Nunca se comentou que isso fosse ruim para o País. Num evento, em tom de brincadeira, Jair Bolsonaro pede ao presidente de banco oficial para ter bom coração e praticar juros menores para o setor agropecuário. O mundo vem abaixo. Notemos que: 1) tem sido o agronegócio o sustentáculo de nossa nação, portanto merece atenção; 2) na Bolsa, cai o valor das ações do banco em referência. Pura manobra das raposas operadoras do mercado de capitais. Depois da realização de lucros, em no máximo dois dias as ações voltam ao mesmo valor, no mínimo. Os “formadores de opinião” deixam de lado essas duas realidades e vociferam contra o presidente. Que sorte teve José Alencar.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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BOLSONARO TAL QUAL DILMA 

A diferença entre a gestão de Jair Bolsonaro e a da ex-presidente Dilma Rousseff é que a filha de Dilma não se metia em assuntos do Planalto, e os três filhos do atual presidente, como fofoqueiros incorrigíveis, vivem diuturnamente criando barraco institucional que inferniza e prejudica o dia a dia do governo. E, demonstrando não priorizar os problemas nacionais, sem liderança, Bolsonaro se nega a dar um “chega pra lá” nos filhos. Pior do que isso, o atual presidente, tal qual Dilma Rousseff, gosta de intervir onde não se deve, demonstrando também total desprezo às regras de mercado, e de quebra desmoraliza dirigentes das estatais. Bolsonaro interveio na Petrobrás, suspendendo o reajuste do preço do diesel, provocando um prejuízo de R$ 32 bilhões à empresa. Mandou suspender uma campanha publicitária do Banco do Brasil que estava sendo veiculada, dirigida aos jovens, e falava sobre diversidade racial e sexual – e que o renomado publicitário Celso Loducca, surpreso, disse que tecnicamente era uma peça perfeita. Por fim, no evento Agrishow, em Ribeirão Preto, o presidente Bolsonaro, como se fosse dono dos recursos públicos, pediu que na canetada o presidente do Banco do Brasil reduzisse os juros para os agricultores. Até no que se refere à reforma da Previdência, assunto para o qual Bolsonaro não demonstra apetite algum, o presidente joga no lixo o esforço de Paulo Guedes de economizar no mínimo, em dez anos, R$ 1 trilhão, já que, como se estivesse num botequim, e não no Planalto, Bolsonaro disse a jornalistas que economia de R$ 800 bilhões está de bom tamanho. É brincadeira? Não é uma Dilma de terno e gravata? Ora, a petista foi duramente criticada quando, de forma demagógica e populista, segurou os preços dos combustíveis, gerando um prejuízo de mais de R$ 70 bilhões para a Petrobrás. Também de forma autoritária, reduziu os juros no Banco do Brasil e da Caixa; e, na canetada, a taxa Selic, de 12% para 7,25%. Além disso, desestruturou o setor elétrico de forma autoritária e irresponsável, reduzindo os preços de energia elétrica para residências e empresas. Como resultado, quebrou o Brasil! Será que Bolsonaro deseja seguir o mesmo caminho destrambelhado e irresponsável do PT e desestruturar o que a gestão de Temer, com muita determinação, fez para tirar esta nação da recessão econômica? Hoje, a ótima equipe do governo, composta também por bons ministros, perde mais tempo apagando incêndios e atuando como psicólogos ou psiquiatras de Bolsonaro do que se debruçando sobre as múltiplas prioridades da Nação. Não é por outra razão que a maioria dos eleitores que votaram no presidente, decepcionada com sua gestão destrambelhada, conforme as pesquisas de opinião divulgadas, desaprova seu governo.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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AS ESTATAIS E A PROPAGANDA

As empresas estatais, principalmente o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal (CEF), promovem uma propaganda até certo ponto exagerada, principalmente na área dos esportes, com especial presença no futebol e no vôlei. Jair Bolsonaro pretende estancar esta torneira de dinheiro para os clubes de futebol e o esporte em geral – torneira aberta para as estatais gastarem à tripa forra, enquanto no mesmo governo o “garrote vil” das reformas só atinge quem mais sofre, que é a “arraia miúda”. Quanto cada clube recebe para servir de “garoto-propaganda” de estatais?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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‘VAI DAR O QUE FALAR’

Ao contrário do que apregoa a jornalista Eliane Cantanhêde (“Estadão”, 30/4, A6), o governo federal não só pode, como deve se meter em todas as estatais federais para corrigir e colocar o trem nos trilhos. É melhor pecar por ação do que por omissão, conforme ocorreu nos governos passados.

Walter Rosa de Oliveira walterrosa@raminelli.com.br

São Paulo

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QUEM SÃO NOSSOS CREDORES?

Peço a Fabio Giambiagi que nos brinde escrevendo um texto tão elucidativo quanto o do dia 1/5 (A2), “Os ativos da União”, esclarecendo-nos sobre quem são os credores de nossa dívida ativa. Gostaria de vê-los enumerados da mesma forma com que ele, brilhantemente, fez a respeito do conjunto de bens da União.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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CORTE DE VERBA EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS

O Ministério da Educação (MEC) anunciou corte linear de 30% nas verbas federais das universidades públicas. As razões elencadas para tal não são claras nem objetivas.        Sabe-se muito bem que essas universidades têm, por lei, autonomia de gestão. Sabe-se, também, que por conta dessa autonomia movimentos ideológicos de esquerda aparelharam essas universidades tendo como objetivo seguir a doutrina gramsciana de domínio socialista pela cultura. Trata-se de um processo lento, mas eficaz. Desfazê-lo também será um processo lento. Sabe-se, também, que o ensino deve ser apartidário. Assim, a guinada deve ser ao centro, e não à direita. Por outro lado, o ambiente universitário não deve ser utilizado para atividades que não sejam acadêmicas. Outro fator importante é que a pouquíssima pesquisa que ainda sobrevive no País provém majoritariamente dessas universidades, e um corte de verba fatalmente irá prejudicá-la. As universidades públicas consomem por ano aproximadamente R$ 10 bilhões. Na conjuntura econômica atual, todo recurso economizado será importante para reverter o rombo deixado por governos anteriores. Então, algumas medidas podem ser implementadas, como o pagamento, pelos alunos que têm renda média e alta, de mensalidade pequena que contribua para limpeza e manutenção das universidades públicas, a exemplo do que ocorre em Portugal. Outro ponto importante – e é ao que os governos federal e estaduais deveriam se ater – é acabar com a autonomia financeira das universidades públicas. A razão para tal é que todo recurso público deve ter o gasto justificado, auditado e os gastos indevidos devem ser punidos. O princípio da transparência é um dos mais importantes num sistema democrático.

Ricardo Tannenbaum Nunez r.nunez58@hotmail.com

Marília 

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EMBATE DESNECESSÁRIO

A entrevista com o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antonio Claudio Lucas da Nóbrega (“Estado”, 2/5, A16), mostra como a educação superior brasileira é discutida como assunto de boteco. As universidades federais e o MEC insistem num embate por verbas, enquanto o ensino superior se deteriora a passos largos, com a má gestão dos recursos e a falta de metas. A busca por recursos não é 100% da fórmula do ensino perfeito. De nada adiantam milhões de reais, quando não se tem um órgão fiscalizador que determine metas.

Pedro Henrique Tacla pedrohtacla2@gmail.com

Florianópolis

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FEDERAIS X BOLSONARO

Cumprimento o presidente Bolsonaro por me dar a certeza de que votei bem na última eleição. É preciso, sim, reduzir as verbas das 63 universidades federais (já falidas por Haddad ministro da Educação, com o primeiro Enem fraudado a um custo de R$ 14 milhões). Dilma presidente indicou reitores do PT e do PCdoB e arrasou com as verbas até da melhor delas (UFRJ), que não tinha dinheiro nem licitação para consertar o teto das salas de aula para iniciar o curso. Explique-se a Raquel Dodge, Cármen Lúcia e, principalmente, Eliane Cantanhêde, formada na Universidade de Brasília, que geralmente uma universidade (vou dar o exemplo da USP, que conheço desde 1959) que se enquadra entre as 300 melhores do mundo tem um custo elevado para manter laboratórios de pesquisa, hospitais humano e de animais. Trabalha-se ali em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP), e não apenas salas de aulas, mas com inúmeros plantões de aulas práticas nas áreas biológicas e médicas. Das 43 unidades (no meu tempo), apenas 3 conturbavam o ambiente com reuniões que saíam dos alojamentos do Conjunto Residencial da USP (Crusp) para emitir ideias socialistas e comunistas aos 3 mil alunos que começavam a ingressar nas faculdades. Professores da época (Marques Paiva, Varela de Carvalho, Zeferino Vaz) comentavam que o bom era que os comunistas se concentravam apenas no Crusp. Já imaginaram se essas faculdades se infiltrassem nos campi do interior, como a Esalq, centro de referência na pesquisa agropecuária; em Bauru, centro de referência em implante dentário; em Pirassununga, centro de referência em câmara climática e transplante de embrião; e na Politécnica e em São Carlos, centros de referência em fibra ótica? Meu Deus! 

Flávio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

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‘BOLSONARO E A FILOSOFIA’

Sobre o artigo “Bolsonaro e a filosofia”, publicado no blog de Fausto Macedo, do “Estadão”, em 30/4/2019, a grita do setor contra o encolhimento de verbas para o segmento de humanas é fruto que de lá faz muitos anos nada de produtivo surgiu, a não ser o pensamento marxista redutor das liberdades acadêmicas. Um bom produto para aquilatar a qualidade dos pensadores são os luminosos exemplos de Marilena Chauí (“odeio a classe média”) ou Márcia Tiburi, que defende os assaltantes, entre outros. A árvore será julgada pelos frutos, e o que o setor produziu até hoje não é digno de nota.        

           

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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NOSSA EDUCAÇÃO

As estatísticas nos mostram que o volume de recursos destinado à educação em nosso país não fica longe do que é destinado por países cujo desempenho é muito melhor que o nosso. Trata-se, nitidamente, de mau uso de recursos e incompetência no controle de resultados, que deveria afastar incompetentes e corruptos. Sabemos, também, que a cidade de Sobral tem um desempenho excelente, muito superior ao resto do País, porque lá as lideranças se interessam pelos resultados. Assim, quando vemos as “discussões ministeriais” entre direita e esquerda, podemos concluir que continuará o imobilismo e não conseguiremos resgatar nosso povo da ignorância e dar-lhe a possibilidade de ter um futuro melhor. Aliás, estranha esquerda é a nossa, que tem um Lula que nunca trabalhou na vida e que, quando foi condenado a depositar R$ 10 milhões por Sergio Moro, tinha R$ 9,7 milhões em investimentos. Gostaria que alguém me comprovasse todas as famosas palestras pagas regiamente pelas empreiteiras de plantão. Que tal parar este blá, blá, blá e arregaçar as mangas para salvar o futuro de nosso país?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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REFORMA DO ENSINO?

Na sociedade atual, cada vez mais complexa, a necessidade de um aprimoramento nas relações pessoais e, mesmo, internacionais exige maior compreensão e implantação efetiva de medidas sócio- humanitárias, em busca da diminuição de desigualdades, respeito às opções pessoais e uma sociedade mais justa. Nessas condições, a desvalorização e a negligência no ensino de matérias Humanas, nas diferentes etapas da formação profissional, poderá, por via de consequência, substituir profissionais competentes, com visão social e humanística, por bitolados robôs.

Josá Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto 

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CONFLITO NA VENEZUELA

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu às Forças Armadas que lutem contra os golpistas, após o fracasso da insurreição militar liderada pelo líder da oposição Juan Guaidó. Assim, a história registra a grande distinção entre personalidades, em que grandes homens como Gandhi e Martin Luther King são reverenciados como humanistas, dignos dos cultores da paz, e outros, como Stalin e Hitler, são tidos como péssimos exemplos de uma humanidade iludida pelo poder das ideologias que não se importam em levar à morte o próprio povo, contanto que obedeçam às cartilhas elaboradas por um Maquiavel. Ideologias à parte, se a inflação de um país chega a mais de 1.000.000% anual e se o PIB cai 25% em apenas um ano, com a população mais pobre arcando com esses desastres econômicos, melhor, então, prevalecer o espírito humanista que o do revolucionário salvador que brada palavras de ordem e que pretende vencer a maldade dos imperialismos, quando representa, ele mesmo, um mal muito maior.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

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INGENUIDADE DA ONU

Diante do que estamos assistindo acontecer com nossos vizinhos venezuelanos, sou levado a refletir sobre se a Organização das Nações (des)Unidas (ONU) já não deixou há algum tempo de cumprir, minimamente, suas responsabilidades e atribuições previstas na Carta assinada pelos seus pioneiros membros em 1945. Ela foi criada após o fracasso da Liga das Nações. Pois bem, de lá para cá, hoje, por exemplo, diante de crises como as da citada Venezuela e mais, Mianmar, Iêmen, Sudão, Síria e Nicarágua, para ficarmos apenas naqueles casos mais conhecidos, o Conselho de Segurança da ONU não se cansa de, por meio de comunicados elegantes e formais, falar das suas preocupações e propor que as partes em hostilidade devem procurar o diálogo. Como fazer dialogar Maduro e Guaidó? Santa ingenuidade! Morrem de fome ou atingidos pela violência das crises políticas e conflitos armados dezenas de milhares de seres humanos de todas as idades, sexo, etnia em todos os quadrantes do planeta, e ela, a ONU, limita-se a dizer que está preocupada. É de perguntar se ela também não está fracassando, como fracassou a organização que ela substituiu. Convenhamos, acho que passamos da hora de alguma coisa efetiva ser feita. Tenho eu a impressão de que os Médicos sem Fronteiras, com parcos recursos e poder político limitadíssimo, têm feito muito mais para o atendimento das pessoas em situação de absoluta penúria e risco do que a poderosa ONU.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri 

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LULA, OS AMERICANOS E O BRASIL

“Americano pensa em americano em primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto lugar. E, se sobrar tempo, pensa em americano.” Poderia ter escolhido qualquer outra frase estúpida de Lula quando de sua entrevista ao “El País” e à “Folha de S.Paulo”. Mas escolhi esta porque a história, tanto a que está sendo escrita neste exato momento quanto a que o foi no século passado, mostra exatamente o contrário. Não que eu seja um cego defensor dos EUA – longe disso –, mas e as centenas de milhares de vidas norte-americanas que sucumbiram nas praças de guerra da Europa e da Ásia, defendendo outros povos das tiranias nazista e comunista, não importam? O Plano Marshall, que permitiu a reconstrução dos países aliados após a segunda grande guerra, também não? Nesta, o Brasil de Vargas apenas decidiu entrar após inúmeros navios mercantes brasileiros serem abatidos pelos alemães, e, mesmo assim, após negociar com Roosevelt investimentos na nossa indústria. Hoje, enquanto vejo até Donald Trump afirmando que todas as cartas estão na mesa em relação à Venezuela, obviamente pressionando a ditadura de Nicolás Maduro a deixar o poder, nossos presidente e vice dizem o contrário, afirmando que tanto são contra uma intervenção direta quanto (pasmem) até mesmo que o território brasileiro seja palco de apoio a tropas americanas. Parece-me que quem só pensa no próprio umbigo somos nós, brasileiros, incapazes de apoio até na retórica americana, imaginem numa guerra. E o pior, não por uma nação longínqua, mas por uma de fronteira, cujo povo sofre as piores mazelas de uma ditadura, a bolivariana, que, se não for derrotada, proporcionará não só o fornecimento de drogas e armas para grupos criminosos do Brasil, se já não as fornece, como influência na estabilidade política brasileira. Por essas e outras que gostaria que nossos militares fossem mais impetuosos e nossos congressistas, mais patriotas, apoiando posições dos EUA que, como vimos, deveria ser a última nação a ser chamada de egocêntrica pelo energúmeno de Garanhuns.

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@hotmail.com

Marília

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GOLPE NO STF PARA SOLTAR LULA

Sobre o artigo “Lula exige ‘coragem de mamar em onça’ do STF” (José Nêumanne, 1/5, A2), mais uma vez o sr. Ricardo Lewandowski pretende ajudar o seu ídolo!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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LAGOSTAS NO SUPREMO

Ao ler a notícia publicada pelo “O Estado de S. Paulo” informando que o Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou, na sexta-feira (26/4), um pregão eletrônico para “serviços de fornecimento de refeições institucionais”, com gasto estimado de R$ 1,134 milhão para a contratação de um fornecedor para as refeições servidas pelo tribunal, fiquei estarrecido com a total falta de sensibilidade social dos dirigentes de nossa mais alta Corte de Justiça. O menu vai do café da manhã, passando pelo “brunch”, almoço, até jantar e coquetel, e dele constam ingredientes para a elaboração de pratos como bobó de camarão, camarão à baiana e “medalhões de lagosta com molho de manteiga queimada”, e exige que sejam colocados à mesa bacalhau à Gomes de Sá, frigideira de siri, moqueca (capixaba e baiana), arroz de pato, bem como vitela assada; codornas assadas; carré de cordeiro, medalhões de filé e “tournedos de filé”, com molho de mostarda, pimenta, castanha de caju com gengibre. Numa concessão ao povão, o edital democraticamente esclarece que a caipirinha deve ser feita com “cachaça de alta qualidade”, leia-se “cachaças envelhecidas em barris de madeira nobre por 1 (um) ou 3 (três) anos”. Outra reportagem, publicada em janeiro pelo “Estadão”, mostrou que o Supremo Tribunal Federal, por determinação do ministro Dias Toffoli, realizou uma reforma no gabinete da presidência que incluiu a substituição de carpete por piso frio, bem como a instalação de um chuveiro, e que tais obras custaram R$ 443.908,43 aos cofres públicos. Como dizia um tio meu, mineiro de boa cepa: “Miséria pouca é bobagem!”.

José Carlos Werneck werneckjosecarlos@gmail.com

São Paulo

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LULA E O BNDES

A cadeia está transformando Lula num comediante: BNDES emprestar dinheiro para Angola e outros países de esquerda gera emprego aqui, no Brasil!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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O SENADO E O AMIANTO

Absurdo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o senador Vanderlan Cardoso (PP-GO), o senador Luiz do Carmo (MDB-GO), Chico Rodrigues (DEM-RR) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, visitarem a mineradora desativada de amianto em Minaçu (GO) e cogitarem de sua reativação, ignorando determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), da Organização Mundial da Saúde (OMS), a opinião da maioria da população brasileira e os demais países que já proibiram este produto comprovadamente cancerígeno. São públicos e notórios os estudos comprovando que o lucro, no curto prazo, da exploração do amianto não compensa as doenças decorrentes de seu uso, principalmente o câncer, que incapacita e gera despesas previdenciárias. Nosso Senado pode e deve se preocupar com melhorar as condições de vida e de trabalho da população, ao invés de regredir em práticas ultrapassadas visando apenas a agradar doadores de campanhas políticas. A sociedade brasileira, instituições públicas e privadas não podem assistir a mais este retrocesso gravíssimo e embasado em argumentos toscos e infundados.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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R.I.P., BETH CARVALHO

Inesquecível, para quem viu, a  interpretação de Beth Carvalho da linda “Andança”, de Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi, no Festival internacional da Canção (FIC) de 1968. A partir daí, constituiu-se ela numa das personalidades mais importantes da música popular brasileira, em especial mediante gravações imortais como “As rosas não falam”, de Cartola, e “Coisinha do pai”, de Jorge Aragão, Almir Guineto e Luís Carlos, que serviu até de alvorada para robot da Nasa, em 1997. Ficou conhecida, também, por seus posicionamentos políticos assertivos, francamente inclinados para a esquerda, e nunca escondeu sua admiração por líderes como Leonel Brizola, Fidel Castro e Hugo Chávez. Sua partida cria uma lacuna de difícil preenchimento no cenário artístico, mas, ao mesmo tempo, desperta um sentimento de perplexidade diante da desnecessária exposição em recente foto sua ao lado do ditador Nicolás Maduro, responsável pela investida de blindados de sua milícia contra venezuelanos desesperados e famintos. R.I.P, querida Beth.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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A BETH POLÍTICA

Ao registrar o passamento da artista Beth Carvalho, que deixa uma marca indelével na cultura brasileira, não se pode olvidar da atividade política desenvolvida por ela. Neste mister, ressalte-se, Beth esteve na contramão da História ao se aliar ao que de mais arcaico existia no Brasil e nas Américas. Cortejar e admirar Castro e Che, Brizola e Lula, cá entre nós, não é lustro para a biografia de ninguém. 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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A MORTE QUE APAIXONA OS BRASILEIROS

Quanto mais impactantes aos mortes, mais os programas emotivos das televisões abertas geram amplas audiências e significativos lucros a seus titulares e apresentadores. A educação é fundamental ao Brasil, e ninguém a procura com seriedade. A liberdade de imprensa é um valor fundamental, porém, “sponte propria”, é dizer, sem intervencionismos, as poderosas redes de mídia deveriam ser as primeiras compromissadas com os requisitos de criação de uma sociedade próspera, sadia e culta, entre os quais não se inclui o culto a Tânates e Hades. Gera repulsa à população medianamente culta ver, ainda que num repente,  estes apresentadores – exploradores do mal em seu favor pessoal – falarem, exemplificativamente, em tom afetado e compulsivo, da morte de Beth Carvalho e da modelo Caroline Bittencourt. Para eles, os dias sem mortes noticiáveis seriam o princípio do fim. 

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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