Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2019 | 03h00

PETROBRÁS

Negócio desastroso

Em 2005 a belga Astra Oil adquiriu 100% da refinaria Pasadena, no Texas (EUA), por US$ 42,5 milhões. Em 2006, Lula da Silva presidente, com Dilma Rousseff no Ministério das Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, adquiriu 50% por US$ 360 milhões e, em seguida, os outros 50%, ao custo para a nossa estatal de US$ 1,2 bilhão. Enfim, a petroleira nacional concluiu que adquirira uma quase sucata por um preço absurdamente alto. Ninguém foi punido. Agora a Petrobrás vendeu a usina de Pasadena à Chevron por apenas US$ 467 milhões. Mais um prejuízo para a Petrobrás causado pela dupla petista. Naquele ano, por algumas reuniões mensais, a Petrobrás pagou US$ 3 milhões de bônus e jetons aos dez conselheiros, cerca de R$ 401 mil para cada um, e até hoje ninguém foi responsabilizado pela desastrosa compra?! 

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Preço dos combustíveis

Diz o governo que o alto preço dos combustíveis se deve à baixa competição na distribuição. Isso está mais para cartel, acerto, pool, etc., agregado ao valor exorbitante dos impostos. Na gasolina atingem de 45% a 50% e no do etanol, de 27% a 30%, que são pagos por nós, pobres e desprotegidos consumidores, que não temos alternativa, pois depender do transporte público é uma aventura impraticável.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Baixa concorrência

É evidente que há algum tipo de cartel de distribuidoras de combustíveis. O número muito reduzido delas propicia um sistema viciado. O consumidor nota isso observando que a simples retirada da bandeira de um posto de gasolina permite preços mais competitivos. Nem se avente “batismo” do combustível como o responsável por isso, pois clientes fiéis do posto perceberiam qualquer perda de qualidade. Isso vale para todos os combustíveis. Onde anda o Cade?

ABEL CABRAL

abelcabral@uol.com.br

Campinas

GOVERNO BOLSONARO

Ordem do Rio Branco

O que os filhos de Bolsonaro fizeram para ser condecorados?

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro deveria ter barrado a condecoração com a Ordem Nacional de Rio Branco de seus filhos Eduardo e Flávio e do seu guru, Olavo de Carvalho, que nada fizeram de excepcional pelo Brasil, muito ao contrário. Flávio é investigado pela Justiça e Olavo não vive no País há mais de 13 anos. Não foi isso que Bolsonaro pregou na sua campanha eleitoral! Será que ele já esqueceu? Dessa forma, vai virar farinha do mesmo saco dos seus antecessores.

DARCI TRABACHIN DE BARROS

darci.trabachin@gmail.com

Limeira 

INVASÕES DE TERRAS

Militarização do campo

O presidente Bolsonaro afirmou que o Congresso deve pautar o chamado excludente de ilicitude para produtores rurais em casos de invasão. Com isso fazendeiros que atirarem contra invasores poderão não ser punidos. Os “cidadãos de bem” precisam da proteção do Estado e de uma Justiça ágil que garanta a retomada da posse e a punição dos invasores. E querem saber quem está por trás de “entidades” como MST, MTST e Via Campesina, todas sem registro oficial num país onde não se pode fazer nada sem CPF ou CNPJ. Em suma, embora paguemos impostos escorchantes, o Estado agora quer eximir-se também da segurança pública?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

BOLIVARIANISMO

Apoio a Maduro

O Estadão de ontem estampou na primeira página foto do ditador Nicolás Maduro liderando militares. A verdade é que não divisamos a identificação da patente desses militares, todos vestem as mesmas gandolas. Não duvido que se trate de mais uma farsa de Maduro para a opinião pública mundial, destinada a esvaziar o discurso de Juan Guaidó e do presidente Donald Trump, dos EUA, de que parte do Exército venezuelano está a favor do restabelecimento da democracia no país. Mas já, já a imprensa descobrirá a verdade.

CARLOS BENEDITO P. DA SILVA

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

Geopolítica

A crise na Venezuela é a ponta do iceberg de uma grande mudança política e econômica global, que já estamos vivenciando. As grandes potências mundiais, Rússia, China e EUA, basicamente, dentro de suas áreas de influência, preparam-se para, como no passado histórico dos grandes colonizadores, dividir o mundo em grupos de nações, sob seu comando. Tais acontecimentos serão no futuro estudados e relatados como uma das mudanças mais importantes da História da humanidade, neste início de milênio. 

JOSÉ DE ANCHIETA DE ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

Nova Cuba?

O chavismo defende mais ajuda militar dos aliados. Será que teremos mais uma Cuba, desta vez no “quintal” do Brasil e nas barbas dos EUA?

VANDERLEI ZANETTI

zanettiv@gmail.com

São Paulo

Maldita guerra!

Assim se referiu o ministro da Fazenda do Império diante da alongada, desgastante e caríssima Guerra da Tríplice Aliança. Quando os americanos vão à guerra, exultam por sua indústria militar. Se o Brasil aceitar fazer guerra à Venezuela, haja dinheiro transferido para o estamento militar americano, já que a nossa indústria bélica foi dizimada pelos governos da Nova República. Mas como dinheiro não há, repita-se o bordão: é a economia, estúpido! Se para acolher os refugiados venezuelanos a conta já está em meio bilhão de reais, imaginem um Exército em operações muito longe dos centros de poder, particularmente econômico e militar. O maior risco será Maduro tomar a iniciativa de lançar-se militarmente contra o Brasil na busca de unir seu povo contra um inimigo comum. Galtieri fez isso na Argentina ao invadir as Malvinas, mas a Inglaterra sempre manteve Forças Armadas capazes de garantir a integridade do seu império. A elite política brasileira impede o fortalecimento das Forças Armadas brasileiras sob a alegação de ausência de inimigos, mas, na verdade, teme uma força militar poderosa.

ROBERTO VIANA MACIEL

rovisa681@gmail.com

Salvador

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METÁSTASE DE RAIZ

Alastram-se, na superfície e nos subterrâneos de Brasília, rumores e evidências de que deputados e senadores agem – ou conspiram? – para fazer voltar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) à órbita do Ministério da Economia. Objetivo tão solar quanto lunar: pôr a salvo a pele da bandidagem parlamentar das garras da equipe do ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança, especialista na investigação dos crimes da grana suja. Pior: com o filho e senador Flávio na malha do Coaf, Jair Bolsonaro se encolhe, cala, embora, por enquanto, não se possa escrever que consente com a mutreta. Butantan sem fins humanitários, Brasília, desde o nascimento, precisa de quimioterapia em dose cavalar, metástase instalada. De raiz.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

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O ÚLTIMO TESTE

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, é o derradeiro teste para o governo Bolsonaro. Ele está ilhado no meio de políticos que torcem para seus projetos serem “desidratados”. Se não tiver a proteção do Planalto, não resistirá. Uma vergonha, a lembrar suas promessas de campanha. Uma traição aos brasileiros voltar à velha política.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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ORDEM DE RIO BRANCO

Pelos “serviços ou méritos excepcionais”, conforme prega a cartilha do Itamaraty, foi concedida por Jair Bolsonaro ao seu guru, o futurólogo e “filosofólogo” Olavo de Carvalho, a Grã-Cruz da Ordem Nacional de Rio Branco, maior honraria dada a personalidades do País. Num grau inferior, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) receberam do pai o grau de Grande Oficial, o segundo mais importante da Ordem. Itamaraty, quem te viu, quem te vê...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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MASOQUISMO

Os pressupostos para que o presidente da República, Jair Bolsonaro, condecore pessoas ilustres são bem restritos, mas parece que não foram levados a sério. Ora, condecorar pessoas que atacam ou comprometem o governo com interesses escusos – leia-se Olavo de Carvalho e os “filhotes” 01, 02 e 03 – não deixa de assustar as pessoas de bem. Até parece que o presidente é um masoquista de primeira, que gosta de apanhar de seus algozes e, ao mesmo tempo, condecorá-los. Minha nossa, tudo muito estranho!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MEDALHAS A GRANEL

Pensei que era falha do “Estadão”, mas não, foi verdade a distribuição de medalhas da Ordem Nacional do Rio Branco que Jair Bolsonaro fez e, sinceramente, creio que as desvalorizou a partir do momento em que deu duas delas a dois filhos seus e – ofensa maior – conferiu uma de grau máximo a seu guru, Olavo de Carvalho. As condecorações são uma premiação em forma de medalhas, que funciona como reconhecimento à atuação da personagem em prol do País. Mas, a partir do momento em que são distribuídas a granel, como agora, perdem sua importância. Sinceramente, fosse eu o vice-presidente Hamilton Mourão, devolveria a dele, de grau máximo, porque Bolsonaro o igualou ao seu guru pirado que vive nos EUA. Também faria o mesmo o ministro Sergio Moro, que recebeu condecoração em grau menor, quando se compara sua atuação como juiz no combate à corrupção, que as recebidas pela prole Bolsonaro e o guru da família, visto nada terem feito que justificasse a honraria.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça 

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CONDECORADOS

Sobre a matéria “Bolsonaro concede a mesma condecoração a Olavo e Mourão” (“Estadão”, 2/5), Olavo de Carvalho por seus méritos intelectuais, em artigos jornalísticos, livros, vídeos, cursos, aulas, palestras, etc., conseguiu mudar o perfil intelectual e político no Brasil, tirando a primazia da esquerda que existia anteriormente. É muito popular entre jovens e pessoas de todas as idades e o grande responsável pela eleição de Bolsonaro. Qual foi o mérito pessoal de Hamilton Mourão na mudança? Nenhum! Aliás, diga-se de passagem, foi uma péssima escolha, pois sem nenhum tato político criou e cria problemas para o presidente, querendo interferir nas aulas de Filosofia que dá o pensador e escritor numa boa para seus alunos, como se tivesse alguma dimensão intelectual para interferir. Quanto a outros agraciados, não os conheço para emitir qualquer juízo.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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BOTEQUIM

No editorial “Conversa de botequim” (2/5, A3), o jornal reclama do presidente Jair Bolsonaro por seus comentários ligeiros e palpites de ocasião, falando de assuntos que não lhe são do conhecimento. Mas o que fazer, se os eleitores gostaram das patacoadas dele e o consagraram nas urnas? Outra coisa: estas 35 condecorações que ele distribuiu, inclusive para os filhos, não lembram os tristes tempos do governador Paulo Salim Maluf?

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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PALAVRA É COMO MOEDA

Sem desmerecer o grande samba “Conversa de botequim”, composto por Noel Rosa em 1935, o excelente e oportuno editorial do “Estadão” com o mesmo título desta consagrada canção explica bem como ao presidente Jair Bolsonaro faltam refinamento institucional e sabedoria para avaliar o peso e os efeitos de suas palavras. Como diz o editorial, “palavra de presidente é como moeda. Emitida sem critério, perde valor”. Desta forma, tal qual numa conversa de botequim, o presidente fala e desfaz das palavras ditas como se nada de ruim pudesse acontecer para o País – dos absurdos de intervir na Petrobrás e acumular R$ 32 bilhões de prejuízo; de mudar as regras para avaliação do desemprego do IBGE, que é o mesmo do padrão internacional; à sua recente solicitação ao presidente do Banco do Brasil para baixar os juros para os agricultores, o que resultou na queda das ações do banco na Bolsa. E por aí vai. Bolsonaro não respeita nem o que de comum acordo decide com seu ministro da Economia, Paulo Guedes. Pensando estar abafando, o presidente mostrou seu traço populista e opinou em público sobre a idade mínima para a aposentadoria das mulheres – o combinado era de 65 anos, mas ele a reduziu, antes que o Congresso analisasse a proposta, para 62 anos. E, para jornalistas no Planalto, disse desastradamente que, apesar do mínimo de economia defendido diuturnamente por Paulo Guedes obtido com a reforma da Previdência, R$ 1 trilhão, estaria de bom tamanho se fossem R$ 800 bilhões. Com essa falta de tino palaciano, a recuperação econômica e a criação de empregos que eram razoáveis até dezembro, hoje os números do IBGE já indicam piora, com 13,4 milhões de desempregados e expectativa de crescimento do PIB de 2,5%, não passando de 1,4%. E até o fim do ano isso pode piorar... Ou seja, Bolsonaro, além de falar sem critério, perde também sua popularidade.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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INAPETÊNCIA

Sobre o editorial “Conversa de botequim” (2/5, A3), fico me perguntando qual o grau de eficiência no comando do seu pelotão o capitão Jair conseguia apresentar. Creio que seus recrutas, cabos e sargentos sofriam um bocado com tamanha inapetência para comandar. Não por isso, mas não à toa, sua carreira no oficialato foi curta e malsucedida. 

José Norberto de Souza jobetao@gmail.com

São Paulo

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ESTUPIDEZ

  

Desnecessário gastar tinta afirmando que Bolsonaro não é um mito, e sim um tolo. Ao dar-lhe meu voto, já sabia disso – melhor lidar com um néscio do que com um time de espertalhões. O que estamos vendo é mais um presidente pavimentando as vias de sua própria queda. Em estupidez e destino, Bolsonaro vai ficando mais e mais parecido com a ex-presidente Dilma.

Carlos Serafim Martinez gymno@uol.com.br

Campinas

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O BRASIL PRECISA LEVANTAR O SARRAFO

O Brasil precisa elevar o padrão de seus políticos, especialmente do presidente da República. Tivemos dois péssimos governos de esquerda, com o semianalfabeto Lula e com a assaltante de bancos Dilma Rousseff, e agora temos um governo que é uma caricatura do pior lado da extrema direita, com o reinado da família Bolsonaro. A Presidência da República não é o lugar para uma pessoa que não sabe nada sobre nenhum assunto, como Bolsonaro. O País precisa passar a exigir algumas qualificações dos postulantes a cargos públicos, como é feito em todas as outras profissões, inclusive exames psicotécnicos. Essa providência simples teria livrado o País dos desastrosos governos de Lula e Dilma e do desastre em andamento no governo Bolsonaro. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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INVESTIDA CONTRA A REFORMA

O corajoso editorial “Coincidência” (3/5, A3) aborda investida do Ministério Público Federal contra o secretário especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, articulador da reforma da Previdência, e explica que uma das mais combativas forças contrárias à reforma é exercida pela “elite” do funcionalismo público. É necessário enfatizar que há juízes, promotores e procuradores que desempenham com heroísmo a própria função, sendo muitas vezes até ameaçados de morte. Outros, infelizmente, não têm o mesmo grau de comprometimento com o próprio cargo nem com o País; é o caso dos que não querem a reforma da Previdência. Talvez fosse oportuno que a imprensa divulgasse um painel com nomes, cargos e endereço eletrônico de todos os funcionários públicos que pertencem ao rol dos que se opõem à reforma, “bastante afeitos aos holofotes”, até para que a sociedade tivesse a oportunidade de ter mais interação com eles, acabando de uma vez com este (também) estranho acanhamento. 

Irene Maria Dell’Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

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BANQUETE DO SUPREMO

Questionado sobre a licitação milionária (R$ 1,3 milhão) para compra de refeições da Corte Suprema, com requintes de banquete de luxo e sofisticação, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou em nota que a licitação prevê que o tribunal pague apena pelos serviços que forem de fato consumidos. Acostumados a fazerem longos pronunciamentos para dizer um simples “sim” ou “não”, os ministros foram econômicos na resposta e ainda deixam aberta a possibilidade de o valor ser maior. Como o pagamento é pelo que consumirem, com a devida vênia, pode-se recorrer a um providencial aditivo.   

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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VERGONHA NA CARA

A matéria sobre a inacreditável licitação de alimentos e bebidas promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos traz à memória antiga sugestão de Capistrano de Abreu para a Constituição do Brasil, que, com ligeira adaptação, poderia vir a ser inserida como novo artigo do regimento interno daquela casa, qual seja: “Todo membro desta Corte fica obrigado a ter vergonha na cara. Revogam-se as disposições em contrário”. Aliás, poder-se-ia aproveitar o ensejo e propor a inserção de algo semelhante em outros órgãos do Legislativo, do Executivo, da magistratura e da procuradoria, de empresas estatais, etc. Não dá mais para tolerar tanta irresponsabilidade, insensatez e falta de bom senso.

Marcos Candau carvalhcandau@gmail.com

São Paulo

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LAGOSTAS E AFINS NO STF

O senador Kajuru compra marmitex de R$ 12,00; Jair Bolsonaro come no bandejão do Alvorada, mas as vossas excrecências do STF e tribunais superiores, além de receberem auxílio alimentação, querem comer lagostas, caviar e beber vinhos nobres. Se o produto da digestão dos senhores fosse transformado em pedras preciosas, para ao menos custear suas mordomias, teria valido a pena. Porém o produto é tão fétido e ruim quanto o de um trabalhador e sua marmita.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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‘CORAGEM DE MAMAR EM ONÇA’

Como sempre na vanguarda do iluminismo e da clareza, José Nêumanne coloca a mão na ferida chamada STF, vergonha nacional (“Lula exige ‘coragem de mamar em onça’ do STF”, 1/5, A2). Ali, tudo se paga na famosa troca com troco, no toma lá, dá cá, e ainda tem gente que diz que o STF é o pavilhão da moral e da liberdade, quando, na verdade, o é da libertinagem que nos envergonha a cada dia. Basta ver quais e quantos políticos envolvidos na Lava Jato foram condenados e estão presos. Que Deus nos proteja, porque a depender do STF, é piada de péssimo gosto, enganação em alto nível.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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A CRISE NA VENEZUELA

A crise na Venezuela pode ser analisada dentro de amplo quadro histórico de problemas do presidencialismo em regiões como América Latina, Oriente Médio e África. Países dependentes do preço internacional de commodities sofrem impacto na balança comercial por fatores externos. Países endividados precisam de novos empréstimos. Políticas muito centralizadoras, em torno de presidentes que permanecem no poder por reeleições ilimitadas, geram inevitáveis crises quando há necessidade de ajuste econômico. As cinco potências com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU estão normalmente numa posição de 3 a 2, como no caso atual. A falta de alternância de poder e a ausência de transparência da governança alimentam a corrupção. Interferência externa e intervenção militar podem tirar o ditador do poder, mas é longo o trabalho de reconstrução das instituições democráticas.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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INTERVENÇÃO MILITAR NA VENEZUELA

O presidente Jair Bolsonaro disse que não nasceu para ser presidente, mas, sim, militar. Desculpe-me, mas no momento ele não é nem uma coisa nem outra. Permita-me sugerir ao presidente que vá de encontro às suas afinidades, seja, então, um militar na Presidência da República. Aproveite a grande oportunidade que está tendo e estacione nosso Exército na fronteira com a Venezuela e dê um aviso ao ditador e assassino Nicolás Maduro. Avise-o de que faça as suas malas, pegue o seu quepe e vá embora para Cuba, caso contrário invadiremos este sofrido país para libertar o seu povo escravizado, faminto, doente e sem mais nenhuma esperança de sobrevivência mínima. Deixe bem claro a ele que seu desgoverno está prejudicando todos os países da América Latina, principalmente o Brasil. O pequeno e pobre Estado de Roraima não tem condições de sustentar sua própria população, e agora tem de receber a invasão dos venezuelanos e está sendo prejudicado na questão da energia elétrica, que é fornecida por este país. A economia brasileira está muito prejudicada, pois não está mais exportando os milhões que antes exportava para a Venezuela. Nosso óleo diesel e gasolina já estão sendo pressionados por novos aumentos de preços, o que já está influenciando no aumento da inflação, etc., etc. Então, senhor Bolsonaro, tome as devidas providências junto do Congresso Nacional, desenferruje nosso Exército, mande-o a campo e, com certeza, com a cobertura dos Estados Unidos através do presidente Donald Trump, ninguém nos deterá. Tomando essa atitude, sr. Bolsonaro, o Brasil ratificará sua liderança junto aos demais países aqui da região, e não terá para mais ninguém.

Devanir Alves Ferreira salguod_af@ig.com.br

São Paulo

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BRASIL FORTE

A crise da Venezuela é uma excelente oportunidade para o Brasil crescer em importância mundial e abandonar o complexo de vira-latas. Maduro está artificialmente escorado atrás de 2 mil generais de araque. Cabe aos nossos generais de fato estrategicamente se posicionarem na fronteira como um sinal de determinação. Bastará isso e Maduro entenderá o recado. A Rússia, a China e o Irã reconhecerão o gesto brasileiro e não interferirão contra o Brasil, já que todos querem manter a nossa Amazônia preservada! É hora de o Brasil vestir calças compridas e abandonar a eterna adolescência. Claro que os bullies do PT estrilarão, mas não merecem atenção nem receios. Tudo, finalmente, pela democracia consciente e um Brasil forte.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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RECIPROCIDADE DIPLOMÁTICA

A Venezuela é uma ditadura e a sua população tem dificuldade de sobrevivência e de subsistência. Mas o Brasil não tem o direito nem a legitimidade de intervir na Venezuela. Se houver a intervenção (militar) por terceiros, o Brasil deve se abster, terminantemente, de participar de uma “guerra”. Talvez a China, a Rússia e os Estados Unidos da América resolvam, diplomaticamente, este grave impasse político com a Venezuela. Houve ditadura no Brasil, mas nenhum país invadiu o Brasil. Portanto, devemos reciprocidade diplomática e, principalmente, de... soberania à Venezuela.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo 

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DESEJO

Sra. Gleisi Hoffmann, sr. Fernando Haddad e o PT desejam ver Lula à frente do Exército brasileiro comandando a “revolução socialista”. Lá, na Venezuela, é a bolivariana que tanto defendem, como mostra a foto do “Estadão” na primeira página de 3/5. Aqui, não...

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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POBRE VENEZUELA

Ó, Venezuela, seu nome me faz lembrar (e comparar) uma região da Itália que todo turista visita para obrigatoriamente navegar em seu canal marítimo, que é uma verdadeira maravilha para nossos olhos, o famoso Canal de Veneza. Ele nos dá umas horas de prazer e tranquilidade, pela beleza da sua trajetória. Infelizmente, como o “Estadão” nos apresentou na quinta-feira (2/5), em sua primeira página, numa grande foto, “Manifestantes contrários ao governo de Nicolás Maduro atacam forças de segurança perto da base militar em Caracas”, acabando, assim, com a comparação acima aludida. Pobre Venezuela, além de estar seu povo abandonando, imigrando a pé, com criança no colo e carregando o que for possível, para outro país, por absoluta falta de trabalho e, consequentemente, passando fome, ainda está submetida a um governo déspota, que abusa da sua autoridade e que, apesar de estar “maduro”, não cai do galho... Que Deus a proteja!

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis 

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DE VEZ

Não há Maduro que, “passado”, não apodreça...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PROMESSA DESCUMPRIDA

Político, segundo o jargão popular, vale tanto quanto uma nota de R$ 3,00. Já para Confúcio, célebre sábio chinês, “político é como pedra de carvão: apagado, suja; aceso, queima. O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, descumpriu a promessa feita em campanha de socorrer-se apenas na rede pública de saúde, quando necessário. Pois, ao passar mal no Palácio das Laranjeiras esta semana, foi para o Samaritano, em Botafogo, hospital da rede privada. Na próxima eleição, lá estarão ele e seus pares a repetir o “canto de sereias” nos ouvidos dos eleitores, que não têm como cobrar as promessas.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ASSALTOS NO RIO

“Ladrão rouba família no Rio e alerta que há mais bandidos na rua: ‘Vocês falam que já foram assaltados’” (Portal G1, 1/5). Quer dizer que, agora, ao cidadão do Rio de Janeiro assaltado em engarrafamento basta dizer que já foi assaltado lá atrás, que é liberado do assalto? É a senha. Obrigado, PT, PSOL.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PLANOS DE SAÚDE

Hoje tive a grata surpresa em receber o boleto de pagamento para maio do meu plano de saúde para duas vidas, que sofreu um reajuste de nada menos que 14,5%. Nada podemos argumentar com a empresa, pois sempre que tentei a alegação foi sempre a mesma: “Nada podemos fazer, o índice de reajuste é este mesmo”. O único culpado e responsável é o governo, que, além de nada oferecer (ou, melhor, absolutamente nada), não controla e nada determina como limite para eles praticarem tais abusivos reajustes – aliás, oferece-lhes cada vez mais força e independência para agir da maneira que lhes for mais conveniente. E, logicamente, temos de nos sujeitar às imposições dos planos, que passaram a ser um mal necessário para não morrermos nas filas do SUS aguardando uma simples consulta, um exame qualquer, quiçá uma cirurgia, que chegam a ser marcados para um ano depois. Agora, o salário mínimo sabe muito bem regular e controlar, pois lhe convém, tanto que em 2018 o aumentou em míseros e vergonhosos R$ 17 (4,34%), e em 2019 serão R$ 44 (4,54%). Os aposentados e pensionistas, em 2018, tiveram reajuste de 3,4% e, em 2019, será de 3,3%. Vergonhoso!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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BURACOS NAS RUAS E ESTRADAS

Tá ruim, né? Pois vai ficar pior! Nenhum governante vai solucionar o problema. Vamos ver por quê. Primeiro, um governo não vai resolver todos os problemas de uma vez. Tem de sobrar para o próximo ganhar um “por fora”, senão não dá continuidade à corrupção, que já dura 500 anos. Segundo, ninguém vai fazer uma obra pequena, porque não dá lucro; uma obra grande dá muito mais dinheiro. Por que vou tapar um buraco de 1 m2, se posso contratar para fazer 200 km? Terceiro, a população é ignorante e não sabe como funciona. Asfalto tem algumas coisas que precisam ser observadas: primeiro, quando você faz a camada inicial, tem de saber qual o peso e a velocidade que vai aguentar; segundo, onde tem tráfego de caminhão ou ônibus o diesel dissolve o asfalto mais rapidamente; terceiro, quando você contrata a empresa, você paga pela espessura do asfalto, por isso, se tiver buraco ou lombada ou conserto mal feito, você pagará por isso; quarto, por que vou fazer um conserto bem feito? Para não voltar? Para não ganhar? Pelo contrário, quanto pior, maior o lucro para a empresa e para o governo. Quanto maior for o número de reparos, maior o lucro; quinto, o reparo clássico requer a regularização do formato e profundidade do buraco, a limpeza de resíduos e aquecimento das camadas adjacentes para a colagem, em seguida a colocação de pedras embebidas de asfalto quente e compactadas camada por camada, até refazer o asfalto original. Todas as etapas requerem asfalto quente passado no maçarico, pois as camadas ao redor têm de estar aquecidas para melhor aderência, além de ser do mesmo tipo do local a ser reparado. A falta de padrão afeta o resultado, bem como o excesso de material prejudica e acelera a deterioração da via. Só o governo (federal, estadual, municipal, que ganham e a corrupção prospera) tem interesse na manutenção do modelo atual. Que tal passarmos a cobrar mais de nossos governos?

Hermógenes Catrocchio Filho catrocchiofilho@bol.com.br

São Paulo

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