Fórum dos Leitores

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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Ignorar é melhor 

O desbocado e cada vez mais inconveniente filósofo/astrólogo Olavo de Carvalho continua – e continuará – a desfilar suas grosserias contra quem quer que seja, na hora que bem entende. Isso é fato. Nem o presidente Jair Bolsonaro conseguirá detê-lo. Aliás, não surpreenderá se um dia o próprio Bolsonaro se tornar objeto de sua ira grotesca. O objetivo do pensador (?) é impor ao governo suas ideias ultraconservadoras, agressivas e pouco pragmáticas, para isso precisa manter o foco sobre si e seus seguidores via provocações de toda natureza. Acerta o vice-presidente, general Hamilton Mourão, ao afirmar: “Se nós ignorarmos, será melhor para todo mundo”. Bolsonaro precisa focar nos reais problemas do País, entre eles a reforma da Previdência, e manter distância desse tal núcleo ideológico, os chamados olavetes e seus filhos, que se fizeram alguma coisa até agora foi somente contribuir para a queda da popularidade do pai e aumentar a desconfiança no seu governo. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Figura bizarra

Sob o ponto de vista científico, o astrólogo Olavo de Carvalho é, no mínimo, uma figura bizarra. Desdenha da Teoria da Relatividade de Einstein, dos buracos negros, de Newton e de Darwin. O mais calamitoso, contudo, é o seu comportamento pessoal, digno de um sociopata. Olavo de Carvalho já atacou gratuita e levianamente os generais Hamilton Mourão e Santos Cruz e agora, pelo Twitter, tratou de forma abjeta o general Eduardo Villas Bôas. Esses três militares são homens dignos e intelectualmente preparados, que procuram dar o melhor de si pelo Brasil. Está mais do que na hora de Jair Bolsonaro cortar as asas desse cidadão esotérico, embusteiro e pernicioso.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Molecagem

Quem diria que viria de um militar de carreira a expressão de bom senso no governo que aí está! O general Villa Bôas, em entrevista ao Estado, põe Olavo de Carvalho em seu lugar e com o devido valor, ou seja, nenhum. Retrocedemos aos períodos mais sombrios da Idade Média, quando governantes se consultavam com astrólogos para tomar decisões. O País precisa de pessoas de brio e inteligentes, não de moleques! 

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

prodomoarg@gmail.com

Campinas

Semeador de cizânia

Em ótima hora o bravíssimo general Eduardo Villas Bôas interveio para tentar mitigar as desavenças provocadas pelo soi-disant pensador, ou filósofo, ou mágico, ou lorpa, sr. Olavo de Carvalho, que só visa a desestabilizar o governo Bolsonaro com suas patacoadas diárias transmitidas diretamente da Virgínia (EUA). Seria convinhável que esse provecto senhor deixasse de meter o bedelho nas bases governamentais, para que os verdadeiros brasileiros, que trabalham de sol a sol e recolhem altíssimos tributos, deixassem de ser reféns de suas elucubrações cerebrinas. Como bem frisou o general Villas Bôas, ele “age para acentuar divergências nacionais”. A meu modo de pensar, seria de bom alvitre que o nosso presidente cuidasse melhor de seus filhos, que têm o condão de embolar o meio de campo. Afinal, apenas quatro meses se passaram desde que assumiu o governo e há tempo de sobejo pela frente. Vai, Brasil!

JOSÉ ROBERTO CERSOSIMO

jrcersosimo@uol.com.br

São Paulo

Governança destrutiva

Como cidadão brasileiro, manifesto minha indignação com o recorrente comportamento do sr. Jair Bolsonaro. Diante do dramático quadro de PIB em queda, economia parada, desemprego alto, falência da União, de Estados e municípios e Congresso travado nas reformas, Bolsonaro se ocupa em dar medalha a um boca-suja que arrota desaforos contra brasileiros honrados, que estão lutando pela sobrevivência do País. São manifestações acovardadas, porque pregadas a distância, e só conseguem repercussão porque difundidas pela família Bolsonaro – aliás, em função pública, recebendo seus salários e outras regalias graças aos impostos que pagamos. Já é hora de o sr. presidente dizer a que veio e começar efetivamente a governar e não, de forma surpreendentemente pueril, tuitar desavenças. Os brasileiros estão cansados de governanças extravagantes e destrutivas. Precisamos começar a acreditar num futuro.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Quem avisa...

Olavo de Carvalho não é um perigo em si mesmo, é um desocupado inútil, seu maior trunfo é mandar na família Bolsonaro. A gravidade é que o Bolsonaro pai é o presidente do Brasil, que é manejado pelos filhos, todos eles com capacidade de compreensão muito limitada. Essa história ainda vai acabar mal...

CECILIA CENTURION 

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

Queda de braço

Jânio Quadros creditou sua saída do governo a “forças ocultas”. Hoje temo que, além delas, as “forças reveladas” façam o mesmo com Bolsonaro.

PAULO CELSO BIASIOLI 

pcbiasioli@yahoo.com.br 

Limeira

Diante da fraqueza de Bolsonaro, creio que a ala militar deveria, em ordem unida, sair e deixar o governo com os olavetes.

VITAL ROMANELI PENHA

vitalromaneli@gmail.com

Jacareí

Basta!

É impressionante a falta de personalidade do nosso presidente, que até agora não deu um basta na interferência de Olavo de Carvalho, que cada vez que se manifesta causa sérios transtornos ao governo e ao País. Já passou da hora de o presidente tomar providências, não esquecendo de puxar a orelha de seus rebentos, que adoram atiçar fogo, batendo palmas para os desmandos do guru. Essa eminência parda deveria ser ignorada, jamais prestigiada. Basta, sr. presidente, chega de contemporizar!

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Por bom tempo considerei Bolsonaro – por suas limitações e seu histórico parlamentar – um mal necessário, pelo potencial que demonstrava de varrer do poder a quadrilha petista e seu mogul endoidecido. Pouco tempo depois de exercício do poder, transformou-se num mal desnecessário. Basta, Bolsonaro!

ALEXANDRE DE MACEDO MARQUES

ammarques@uol.com.br

São Paulo

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FIM DO CAMINHO?

O Brasil chegou a um beco sem saída, para não dizer “a um passo do abismo”, no que se refere a esta crise econômica que se arrasta desde sempre, fruto de destrambelhadas políticas administrativas de nossos digníssimos governantes. E as consequências estão aí: quase 14 milhões de brasileiros estão desempregados e sem nenhuma perspectiva de que esse quadro irá mudar num futuro próximo. Como se não bastasse, a mídia nos informa que há milhares de vagas disponíveis, mas que os empregadores alegam não encontrar mão de obra qualificada para ocupá-las. Ora, nenhuma surpresa. Como se sabe, pouquíssimos privilegiados tiveram condições de arcar com os altíssimos custos de uma boa escola para, em seguida, exercerem a profissão que porventura houvessem escolhido. E agora, José? 

 

Maria Elisa Santos marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo 

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HÁ VAGAS, FALTAM PROFISSIONAIS

Sobre a matéria de primeira página do “Estadão” de domingo (5/5), que diz que “há vagas, faltam profissionais”, era de esperar que tal fato ocorresse. Por estupidez ou falta de conhecimento, eliminou-se a Carteira de Trabalho de Menor, e com ela a possibilidade de menores com 14 anos entrarem no mercado de trabalho, ou como aprendizes ou como iniciantes a uma carreira. O que hoje se observa são inúmeros formandos de faculdades, sem qualquer noção do que seja trabalho. Querem emprego, mas não querem trabalho, já que nem sabem o que é isso. Não sabem preencher um simples “curriculum”, escrevem mal, mas comportam-se como doutores recém-formados, achando-se os suprassumos. Conhecem as leis, mas não conhecem seus deveres e obrigações como empregados. E, pior, não têm uma única profissão ou base para ela.  Até se adaptarem ao que seja mercado de trabalho, leva tempo. E, quando se adaptam, parte do que estudaram não servirá para nada, pois com a mudança de tecnologia, se não se aprimorarem, farão o que muitos hoje fazem: com título de doutor e são motoristas de aplicativos. Ou se muda novamente a lei, permitindo a jovens ingressarem cedo no mercado de trabalho, aprenderem uma profissão, terem experiência em trabalho, ou essa situação continuará. Basta ver também nossos jornais: metade dos jornalistas formados nem sequer sabe o que é uma redação, como se imprime jornal, o que é papel-jornal, o que é linha d’água. Continuam como focas. Simples assim. Querem que traduza?

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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EMPREGO VAI VIRAR PATINETE

As palavras do jagunço Riobaldo Tatarana, do “Grande Sertão”, “viver é muito perigoso”, estão cada vez mais válidas em nossos dias. Iremos nos acostumar a não sermos donos de nossos meios de transporte e, certamente, os carros serão o próximo capítulo dessa mudança. O conceito antigo da carteira assinada, como vai mudar? Já temos escritórios de advogados que utilizam inteligência artificial para escrever recursos em juízo, nossos empregos podem virar patinetes, usados quando necessário. Neste ambiente, o que faz o Ministério da Educação? Segue a orientação do bruxo dos Estados Unidos e trabalha para que as escolas parem de pensar e fiquem “de direita”. Que belo futuro temos!

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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UMA BALBÚRDIA CONTRA A PÁTRIA

A decisão do ministro da Educação de reduzir os orçamentos das universidades brasileiras atingiu em cheio os cursos de mestrado e doutorado. Num país onde a ciência e as novas tecnologias estão defasadas em relação a outras nações, é um absurdo, para dizer o mínimo. Cumpre recordar que a determinação inicial do ministro era para o corte de verbas em universidades que apresentassem queda no aproveitamento do ensino e promovessem “balbúrdia”. Pelo menos para mim ficou a impressão de que, se o aproveitamento do ensino não tivesse sofrido queda, a “balbúrdia” poderia ser relevada. Ademais, cumpre ressaltar que, se em determinada universidade os alunos estão se comportando de maneira indecorosa e perturbando o ambiente, em princípio o erro é do reitor, cabendo no caso a sua substituição, não a perda de verba, que vai punir a todos indistintamente. Diante da péssima repercussão de sua decisão, o ministro a reformulou, estendendo o corte a todas as universidades. Justificou-se, então, o ministro: “Para o custo de cada aluno do ensino superior, eu posso manter dez crianças nas creches”, as quais – cumpre esclarecer – são mantidas pelos municípios, e não pelo governo federal. Posteriormente, ele cortou também a verba do Colégio Pedro II, do ensino médio. Por tais decisões, o ministro criou uma confusão, ou “balbúrdia”, se preferirem, no ensino superior, totalmente desnecessária. Ora, o que estamos vendo no governo Bolsonaro são pessoas nomeadas para o importante cargo de ministro da Educação que não são as mais indicadas para tanto. O presidente Bolsonaro ainda não se apercebeu de que para tal cargo ele tem de indicar um técnico muito bem preparado e com um sólido currículo como educador. Alguém, inclusive, que não tenha nenhum preconceito ideológico e se porte pensando no melhor para o nosso país e os seus jovens, objetivando a sairmos de um atraso que não merecemos.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CORTE NAS UNIVERSIDADES

Como todos sabem, é nas universidades que os estudantes adquirem conhecimento e aprofundam o seu senso crítico para desenvolver trabalhos científicos. Então, já que o governo não pretende manter as condições mínimas para que as universidades federais continuem funcionando e desenvolvendo pesquisas científicas, alegando somente que é por falta de verba, para que precisamos de um Ministério de Ciência e Tecnologia?

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas 

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DISCUSSÃO TOLA

Entrei em universidade pública em 1982 e desde aquela época se falava em redução de verbas. A discussão que vemos hoje sobre o assunto é tola e ridícula. A pesquisa no Brasil sempre conseguiu dinheiro e nas universidades há coisas boas e coisas muito ruins. O que falta, mesmo, não é dinheiro, mas sim ética, compromisso e seriedade. E os estudantes que estão desfilando nus por aí estão, na verdade, mostrando sua fragilidade e seu medo de sair das escolas, onde estão protegidos pelos pais e por dinheiro do contribuinte, e enfrentar o mercado de trabalho e a dura realidade do País, com 13 milhões de desempregados, corrupção dominante e tráfico de drogas. Trágico resultado de anos de irresponsabilidade e descaso dos governos de esquerda.

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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PROTESTOS

Interessante vermos o movimento de protestos de acadêmicos, tanto aqui como no exterior, contra o corte de verbas das universidades. Em 2015, a criatura do inominável (recuso-me a citar os nomes) – a famosa estocadora de vento – cortou verbas da Educação, apesar de esta ter sido considerada prioridade máxima em seu segundo mandato, cujo lema era “Pátria Educadora”. Não me lembro de tanto furdunço, com direito a desfile de peladas(os) e menos ainda protestos no exterior. A questão é que o cobertor está muito curto depois de tanto dinheiro desviado para bolsos e países de governos ideologicamente alinhados, e nós, os pagadores de impostos escorchantes, estamos cansados de ver o dinheiro escoando pelo ralo da leniência/conivência destas universidades, que não preparam os jovens para serem produtivos.  De que adiantou a criação de tantas faculdades, conforme vociferava o inominável, se os estudantes não tiveram preparo adequado na escola de base e hoje em dia estamos carentes de mão de obra qualificada?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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‘A BALBÚRDIA DO MINISTRO’

A propósito da polêmica declaração do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que iria cortar recursos de universidades que, sem apresentar o desempenho acadêmico esperado, estivessem promovendo “balbúrdia” em seus campi, cabe destacar trecho do oportuno editorial “A balbúrdia do ministro” (“Estadão”, 5/5, A3): “Universidade não é local de bagunça. Ministério da Educação não é local de autoritarismo ideológico. Que a lei seja respeitada em todos os espaços públicos, muito especialmente naqueles relacionados diretamente à educação”.   

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO LAPUZ

As melhores universidades e instituições culturais do planeta se dedicam a fundo para imprimir critérios científicos incensuráveis às suas atividades. Ainda assim, conformam-se com os erros e acertos próprios dos esforços das pesquisas. Mas ninguém põe em dúvida a importância do saber, cada vez mais profundo e complexo, para que possamos atravessar uma quadra mundial desafiadora. Não à toa, os problemas mais dolorosos ocorrem entre os povos de pobreza educacional e cultural, que se apresentam num lado da moeda e, do outro, crenças religiosas levianas, soltas ao vento, sem preocupação com fundamentos e convicções – ainda que não comprovadas – de outrora. É tempo do pragmatismo da inteligência humana; consequentemente, entristece-nos, embora não ao ponto do desalento, os bem travejados argumentos do editorial de “O Estado” de domingo (5/5, A3), ao demonstrar nossa atual governança de devaneios. Pode-se até tolerar o véu da ignorância econômica, mas o desconhecimento estrutural da sociedade e do Estado nos vaticina mais anos de sofrência generalizada. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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APELO

Que uma parte, infelizmente grande, do governo é obscurantista e ignorante, disso nós sabemos. Mas o ministro da Economia teve a oportunidade de estudar e lecionar nas melhores instituições de ensino do País e ainda passou vários anos nos Estudos Unidos fazendo doutorado numa das melhores universidades do mundo. Sendo assim, ele não pode deixar de saber que o progresso de um país é inescapavelmente dependente da educação e da pesquisa científica. Senhor ministro, faça alguma coisa para interromper esta destruição que está sendo perpetrada contra esses setores.

Shirley Schreier schreier@iq.usp.br

São Paulo

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ORAÇÃO

Com este quadro de ministros escolhidos por Bolsonaro e os filhos palpiteiros, vamos pedir a Deus que pelo menos as reformas da Previdência, tributária e contra crimes sejam aprovadas. Sem educação este país não tem futuro.

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

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NA FILA DA TESOURA

Sou favorável a que haja cortes na educação, apenas nos salários dos reitores. Feito isso, poderíamos cortar as lagostas e mordomias do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais de Contas da União, dos Estados e dos Municípios, dos Tribunais de Justiça e os altos salários da Petrobrás, do Banco do Brasil e de outras entidades ligadas direta ou indiretamente aos governos de todos os níveis. Na sequência, acabar com todos os cargos em comissão nos governos e, principalmente, no Legislativo. Feito isso, sobraria dinheiro para a educação e ainda seria possível pagar o Bolsa Família dos milhares que seriam demitidos com as propostas citadas.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CIÊNCIAS HUMANAS

Sobre o artigo “As simples armadilhas”, de Fernando Gabeira (3/5, A2), as ideias do presidente sobre não dar prioridade a alunos que procuram estudar ciências humanas, filosofia, sociologia e outras, na atual conjuntura, estão corretas, desde que se olhe o que ocorre com os alunos que procuram estes setores em busca de se desenvolverem profissionalmente, visando a ter condições melhores no mercado de trabalho. É preciso avaliar se, depois de formado em curso universitário, o indivíduo vai poder trabalhar como empregado ou por conta própria. As profissões dirigidas às ciências humanas, não todas, mas a maioria, levam a pessoa a só poder trabalhar e ganhar seu sustento depois de atingir um nível de experiência que o permita trabalhar individualmente, já tendo alto conceito na profissão – que o coloque em condições de atrair como clientes pessoas físicas ou mesmo entidades que precisem dos seus conhecimentos específicos, já comprovadamente geradores de bons resultados. O que se vê comumente são pessoas que a duras penas conseguem terminar um curso, como, por exemplo, Psicologia e, ao chegar ao mercado, percebe que não acha quem o contrate como empregado nem consegue montar seu próprio consultório. É aí que o governo enxerga que dar subsídio e incentivos de modo geral aos cursos destas profissões, de difícil entronização nos mercados, não constitui prioridade no momento atual da economia do País. Quem tiver condições de se formar e continuar os estudos em pós-graduação, especialização, em estágios não remunerados, com seus próprios recursos, pode e deve escolher o caminho para o qual se sente capacitado, mas sem obrigar o governo a investir recursos para dar subsídios e incentivos prioritários aos alunos que façam essas escolhas. O País precisa que haja cientistas capacitados, mas no momento não pode dar prioridade a estas áreas de demorado retorno dos profissionais, tanto para o sustento próprio de cada um como para o proveito social que suas atividades poderão vir a constituir no futuro distante.

Darcílio S. Mendes darciliomendes@hotmail.com

São Paulo 

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ARAUTO DE CARVALHO

A cada dia mais me convenço de que o vetusto fanfarrão Olavo de Carvalho está a merecer interdição judicial, social e moral. Referindo-se desrespeitosamente ao general Eduardo Villas Bôas, o maior líder militar dos últimos tempos, como “um doente preso a uma cadeira de rodas”, ratificou o que todos sabemos: a metástase de suas faculdades mentais e fisiológicas. Em razão do mau cheiro de suas hemorragias verbais, em paridade com o conteúdo de suas fraldas geriátricas, está na hora de o presidente Jair Bolsonaro e filhos reconhecerem a falência intelectual deste moribundo arauto da bosta, inimigo da ordem institucional, outorgando-lhe, por penitência, a comenda “A Voz do Brasil”, aquela que ninguém ouve! Acorde, presidente! O Brasil não merece esta página...

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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COVARDIA E BAIXEZA MORAL

Em entrevista ao “Estado” (“‘Olavo de Carvalho presta enorme desserviço ao País’”, 7/5, A4), o general Villas Bôas, ex-comandante do Exército, atual assessor no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comenta sobre os ataques do guru bolsonarista Olavo de Carvalho aos militares que fazem parte do governo. O general afirma que Olavo “passou do ponto” e está agindo com “total desrespeito aos militares e às Forças Armadas”. Como é sabido, além de agressões disparatadas, Olavo usa palavras de baixo calão para atacar seus eleitos. A entrevista dada por Villas Bôas prima por ser exata, sóbria e elegante. A resposta de Olavo ao general, por intermédio das redes sociais, entretanto, é de uma covardia e de uma baixeza moral poucas vezes vistas: “Há coisas que nunca esperei ver, mas estou vendo. A pior delas foi altos oficiais militares, acossados por afirmações minhas que não conseguem contestar, irem buscar proteção escondendo-se por trás de um doente preso a uma cadeira de rodas. Nem o Lula seria capaz de tamanha baixeza”. E Jair Bolsonaro, o que tem a dizer disso tudo? Também por rede social, Bolsonaro elogia Olavo e diz esperar que “o desentendimento entre Olavo e os militares seja uma página virada”. A complacência de Bolsonaro com seu guru e a referência a um desentendimento que nunca existiu – as agressões de Olavo não encontram eco nos atingidos – fazem inferir que mais de 57 milhões de brasileiros foram vítimas de um estelionato eleitoral em 2018. Triste Brasil!

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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DOENÇAS DO CORPO E DE CARÁTER

É bem menos grave sofrer de esclerose lateral amiotrófica, que paralisa o corpo, como o general Villas Bôas, do que ter doença incurável de carácter, que paralisa a mente, como a do desprezível Olavo de Carvalho.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ESTRANHA LIBERDADE

O autoproclamado filósofo Olavo de Carvalho acha-se no direito de insultar o vice-presidente, o presidente da Câmara dos Deputados, os ministros do STF e várias outas autoridades brasileiras. Para tentar “acalmar brigas no governo”, o presidente Jair Bolsonaro condecora esta pessoa com a Ordem de Rio Branco, destinada aos que “se tenham tornado merecedores do reconhecimento do governo brasileiro”, e convida os que reclamam desta situação toda a fazer “um estágio na Coreia do Norte ou Cuba”. Que concepção bizarra de liberdade é esta?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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O PRESIDENTE DORME?

Parece que Bolsonaro não acordou ainda para o quanto a ingerência de Olavo de Carvalho e de seu filho 01 tem sido prejudicial ao governo. Até os seus auxiliares generais são desrespeitados. Acorde, presidente! Ponha ordem na casa e governe pelas redes oficiais; deixe as sociais de lado.

Minoru Ishibashi ishib@bol.com.br

Presidente Prudente

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RECOMENDAÇÃO

Impossível ficar calado diante das ofensas proferidas por Olavo de Carvalho ao general Eduardo Villas Bôas, um verdadeiro patriota que continua dedicando sua vida ao seu país. Olavo é um pária, raivoso, não é inteligente, muito menos “guru” de quem quer que seja. É um ser, não se sabe se humano, que só sabe vociferar impropérios contra todo mundo. Seria muito bom se ele se limitasse ao seu canto na Virgínia e deixasse de nos aborrecer. Recomendação: viva sua senilidade em paz.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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EMIGRANTE INOPORTUNO

Este Olavo de Carvalho bem que poderia fechar a sua boca mal educada e inoportuna. Deveria continuar a dar seus cursos por correspondência. O Brasil não precisa da sua opinião de emigrante mal educado. Preocupe-se com seu novo país e esqueça sua pátria rejeitada.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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CHEGA DE BATE-BOCA!

Desrespeito, grosseria, descontrole, soberba: em quatro meses Olavo de Carvalho destruiu a justa reputação construída em décadas. Pelo bem do País, é preciso ignorá-lo.

César Garcia cfmgarcia@gmail.com

São Paulo 

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DESESPERANÇA

No artigo de Fernando Henrique Cardoso publicado no “Estadão” de domingo, com título “Assim não dá” (5/5, A2), o ex-presidente manifesta com muita propriedade o sentimento do povo brasileiro, que está cansado de eleger políticos que, com as facilidades do poder, se corrompem e não atendem aos clamores da sociedade. Isso resulta nos PIBs medíocres (incluindo o deste ano, com crescimento talvez abaixo de 1,4%), no alto nível de desemprego, hoje, infelizmente, de 13,4 milhões de pessoas, etc. Como afirma FHC, o momento é de total desalento e desesperança. E, “para o Brasil ter rumo, é preciso ver os que mandam empenhados no bem-estar coletivo”. É logico que este cardápio é o que deveria ser seguido pela nossa classe politica. Mas isso está difícil de se materializar, porque depois de 14 anos de desastrada administração petista, com Lula e Dilma, que quebraram o País e, com a corrupção, enlamearam também a imagem desta nação, agora elegemos Jair Bolsonaro. Este se diz surpreso de ter sido eleito e diz que não nasceu para ser presidente”, o que, infelizmente, é verdade. Bolsonaro vem confirmando sua inoperância no comando do Planalto e, nos seus quase 130 dias no poder da República, pelas crises infantis que criou ao lado de seus filhos incorrigíveis, já fez um grande estrago na confiança anteriormente depositada nas urnas pelos eleitores e também dos investidores. Para vencermos este crônico retrocesso, FHC reitera: “É hora de apresentar e explicar ao País uma agenda para vencer os desafios de crescimento econômico, da redução da pobreza e da injustiça social”. E quem o fará? Bolsonaro? Que mal se comunica e tem como diversão o uso do Twitter para somente falar com seus seguidores bajuladores ou idólatras? Com o povão ele não fala, talvez até por falta de coragem, mas, principalmente, porque odeia o canal universalmente indicado para esse diálogo: a imprensa. E, nesse sentido, FHC tem razão: “Assim não dá...”.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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SERÁ POSSÍVEL?

Com a sua conhecida lucidez, em artigo no “Estadão” (5/5, A2), Fernando Henrique Cardoso teceu argumentos para mostrar que, do jeito que as coisas vão, “assim não dá”. A questão que fica é: será possível mudar este “assim” para, enfim, chegar a dar em alguma coisa?

Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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PROBLEMAS E SOLUÇÕES

É verdade, sr. FHC (5/5, A2), não basta apontar problemas conhecidos. É preciso apontar soluções viáveis. Por favor, mostre alguma que o governo tenha esquecido. Com excursões abstratas não dá.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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PENA

Uma pena que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não tenha sido uma voz crítica atuante na época do governo lulopetista, quando ainda acreditava na plena capacidade do Estado socialdemocrata em satisfazer todas as necessidades do cidadão. Se, hoje, assim não dá, muito é por causa de sua crença em ultrapassadas ideias, de sua inércia crítica e de seu silêncio quanto a velhas e intoleráveis práticas corruptas.

Luís Gustavo Esteves Ferreira luguesf@yahoo.com.br

São Paulo

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‘ASSIM NÃO DÁ’

Quatro meses se passaram desde que Jair Bolsonaro e sua equipe assumiram o governo do Estado brasileiro. Muitas expectativas, positivas, todos os brasileiros – particularmente os que votaram no então candidato que ora nos comanda – tinham com as medidas, projetos de lei, propostas, atos e outras atitudes inerentes aos cargos e funções de todos os que, nos escalões hierárquicos, ocupam cargos públicos, por direito ou legítima nomeação, e vieram para fazer as transformações, as “revoluções”, as inovações de que tanto o Brasil necessita para sair do atoleiro em que se encontra, após desmandos de toda natureza que dominaram e ainda dominam as mentes de quem, estando e tendo poder, legítimo, adquirido ou usurpado, se “acha” dono da verdade e com direitos absolutos, impróprios da democracia e do Estado de Direito. No rol de boas “inovações” políticas que todos esperamos sejam levadas adiante e a bom termo, temos, na administração, as reformas urgentes, da Previdência à tributária; na Economia, a retomada de investimentos, criando expectativas otimistas na geração de trabalho e emprego; na Segurança, a continuidade do combate à corrupção e a conscientização da sociedade de sua responsabilidade como agente atuante no combate à criminalidade, no seu direito de defesa ante a ousadia de marginais e delinquentes; na Educação, a fonte de novos talentos, que criam conhecimentos, aptidões e tecnologia, formatando uma cultura genuína, brasileira e universal; nas obras de infraestrutura, a geração de empregos, congregando dinamismo na economia e promovendo o saneamento e a racionalidade na ocupação do solo, em sintonia com o meio ambiente, do qual somos, seres humanos, parte integrante e atuante, e perseverantes, mas responsáveis por fazê-la “com arte”, com o domínio da razão e das emoções que Deus nos conferiu a nos expulsar do Paraíso, e sem as quais o caos prevalece, como vem acontecendo há milênios, mas que, com fé e esperança, sabemos que evoluímos, paulatinamente, mas com firmeza de caráter. Entretanto, entre tantos desmandos e controvérsias que pululam nas mídias e redes sociais, gerados por minorias insanas que não querem perder privilégios nem se conformam com mudanças de maus hábitos, assistimos a críticas veladas, não autênticas, tampouco democráticas e republicanas, sobre acontecimentos recentes que vêm à tona com as atitudes dos novos mandatários, ingênuos e até irresponsáveis, por atitudes recentemente passadas da nação brasileira. Pergunto eu: como corrigir elementos que foram mal educados? Maus elementos que não se encontram encarcerados por infringirem as leis e serem criminosos, mas arrogantes diante de verbas públicas, das quais a miséria e digna paga a aposentados está numa reforma que não quer sair do papel e faz o Brasil ingovernável, a caminho do caos. Assim não dá!

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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TEMPO DEMAIS

Abrasileirando John Lennon: a vida é o que acontece enquanto você discute a reforma da Previdência. O País que se lasque!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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MP DA DESBUROCRATIZAÇÃO

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Brasil voltará a crescer depois que as reformas, em especial a da Previdência, forem aprovadas. E não ficou só no discurso: com a Medida Provisória (MP) 881, o governo sinalizou um fator muito positivo para a economia, desburocratizando o setor das pequenas empresas. Agora, é o Congresso que tem de sinalizar. É inconcebível que os líderes que se denominam nossos representantes, ao invés de visar ao bem comum, como fez o Executivo com esta MP, estejam preocupados em defender interesses de categorias, entre essas e de forma preferencial a própria. Adiando indevidamente a reforma, arruínam o espírito de cidadania e os princípios democráticos que deveriam norteá-los. 

Irene Maria Dell’Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

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REPERCUSSÃO DISCRETA

A medida provisória assinada na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro desregulamentando a vida dos cidadãos e das empresas para abrir seus negócios e desburocratizando e facilitando o empreendedorismo para todos, parece-me, teve uma repercussão discreta na grande mídia. De fundamental importância inclusive para reduzir o desemprego, deveria ter sido saudada com entusiasmo. Talvez tenha sido o dia ocupado pelos acontecimentos internacionais que tenha obscurecido ato tão relevante. Parabéns à equipe responsável por preparar o pacote.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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O CONGRESSO DE FOLGA

Com a urgência das reformas, o Congresso Nacional tirou 21 dias de folga por causa da Páscoa e do 1.º de Maio. E tem mais: no dia 15 os presidentes das Casas Legislativas irão a Nova York para participar de seminário dito técnico. Isso é turismo.

Antonio Acorsi acorsi.antonio@gmail.com

São Paulo

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DEPUTADA TABATA AMARAL

A jovem Tabata Amaral (PDT-SP) não é apenas um prodígio acadêmico e ativista da educação, mas também um exemplo humano de resiliência diante de absurdas adversidades, que fariam muitos de nós sucumbir. Talvez por entender bem de onde veio e não se permitir deslumbrar-se com o poder, como fazem muitos pseudopolíticos e outros servidores públicos que se refestelam com privilégios descabidos obtidos do erário, que transferem renda dos mais pobres para si próprios, a deputada é a favor de uma reforma da Previdência que solape com todos os privilégios e diferenças, conforme declarou a Roberto D’Ávila, em notável entrevista exibida em 6/5/2019. A nobre deputada parece compreender, com a maturidade de quem nunca foi perdulário e mal acostumado, que é preciso a aplicação assertiva dos recursos públicos, que são bastante finitos. Agora, conforme noticia este jornal, insurge-se contra ela justamente quem deveria apoiá-la: o seu próprio partido, o PDT. Não é de espantar, diante dos caudilhos e políticos nonsense que esta agremiação já produziu. Tabata merece não apenas o nosso apoio, mas o nosso aplauso. Bravo, deputada!

Airton Reis Junior areisjr@uol.com.br

São Paulo

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ENQUANTO ISSO, NO STF...

A falta de sensibilidade da instância maior da nossa Justiça atingiu seu momento de pico. Nossos 11 ministros perderam totalmente o respeito pela nação brasileira e pelos 210 milhões de habitantes que pagam seus salários e mordomias. O recente episódio da compra de lagostas, champanhes e outros alimentos com certificado internacional de premiação para comporem o cardápio daquele tribunal demonstra o quanto a nossa Corte Suprema carece de homens e mulheres de bom senso. Acho que não falta mais nada para comprovar que nosso Supremo Tribunal Federal é uma instância insípida que só causa desperdício, prejuízo e desserviço ao País.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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MONUMENTO AO GROTESCO

O Supremo Tribunal Federal (STF) da era Dias Toffoli é uma corte vocacionada ao vexame. E, como tal, inclinada ao autoritarismo pespontado pelo pavoneio soberbo de alguns ministros performáticos sob holofotes, dispensáveis à consolidação de uma sociedade saudável. Ressuscitador do dinossauro da censura à imprensa, criador do inquérito “fake”, do patológico conceito de ser o corpo de um ministro extensão territorial da Corte, o STF de Dias Toffoli desceu ao desprezível ao lançar licitação para aquisição de vinhos e lagostas, mandados às favas os escrúpulos da moralidade administrativa e, até, do senso prático dos primatas comedores de banana. Tão dirigida quanto ridícula, a exigência de uvas especiais e vinhos com no mínimo quatro premiações internacionais, a licitação do STF é um monumento ao grotesco: nem nos primórdios do Direito os trogloditas ousaram fazer da lei lixo.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém 

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ALGO PODRE

Quando uma juíza de primeira instância de Justiça, com fundamento no princípio administrativo constitucional da moralidade pública, se vê obrigada a sentenciar a suspensão de uma esdrúxula licitação realizada pelo STF que previa a aquisição de acepipes sofisticados e bebidas requintadas, de altos valores, é mesmo porque algo está podre no reino da Dinamarca.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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BEBEDEIRA

A principal afronta no luxuoso cardápio do STF está nas bebidas alcoólicas. Absurdo usar o dinheiro dos contribuintes para a compra de vinhos, uísque e até de cachaça, notadamente com detalhes de safra e riquíssima qualidade. Lei federal deveria proibir órgãos públicos de comprar bebidas alcoólicas com dinheiro do erário. Enquanto isso, cada vez mais, faltam remédios no SUS.

Heitir Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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CESTA BÁSICA X CESTA DE LUXO

A maioria dos cidadãos brasileiros conhece os ingredientes de uma cesta básica dos menos favorecidos, mas poucos conhecem os ingredientes de um regabofe. A lista em que se come e se bebe à farta vai desde lagosta com molho de manteiga queimada, bacalhau, vitela, camarão, além da exigência de que os vinhos devem ser envelhecidos em barril de carvalho francês. Longe de mim proibir alguém de comer o que quer que tenha vontade, mas que o consumidor pague a sua conta. É inadmissível, uma vergonha, que num país em crise, onde mais de 13 milhões sofrem com o desemprego, uns poucos se excedam sem um mínimo de respeito por aqueles que nada têm para comer. Ainda que seja lei este abuso, os guardiões da Constituição deveriam dar o exemplo, que, como sabido, deveria vir de cima. Assim como uma vírgula muda uma frase, uma atitude cortando esses excessos poderia mudar uma história. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O BANQUETE DO STF

Quando vejo as notícias sobre o cardápio do dia a dia do STF, vem-me à mente duas obras primas do cinema cult: “A Comilança”, de Marco Ferreri, que conta a tragédia de quatro profissionais ateus, ricos e bem-sucedidos, que decidem entregar-se aos prazeres da carne numa mansão forrada de iguarias finas, e comer e beber até a morte. Na “Festa de Babete”, a maravilha dinamarquesa do cineasta Gabriel Axel, conta-se a história de Babete, cozinheira da corte francesa que vai viver seus últimos anos de vida numa ilha perdida da Dinamarca, em meio a pescadores e camponeses desconhecidos. Babete passou sua vida em meio ao luxo e à nobreza, mas só sentiu o verdadeiro encantamento da alma humana junto daquelas pessoas rústicas e sofridas com a luta pela sobrevivência. Eis que Babete decide homenageá-los gastando todo o dinheiro que ganhara num prêmio de loteria no preparo de uma única ceia real, com tudo de melhor que conseguiu importar para aquela ilha perdida do Mar do Norte. Nossos ministros têm muito em comum com a saga dessas duas grandes obras, cujo objeto central, na verdade, são a comida e a bebida fina e cara. Mas há uma diferença essencial nesta tragédia da comilança brasileira: o banquete do STF é diário, não tem fim – e é financiado com o dinheiro de um povo desempregado, que passa fome. 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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RANGO

A Nação espera que, no mínimo, Toffoli e os demais engasguem...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O BÁSICO DO SUPREMO

Sabendo o cardápio do Supremo, pergunto: quando pedem canetas, licitam tinteiros de ouro com detalhes em platina e diamantes?

Mario Slikta mario.slikta@rocketmail.com

Santana de Parnaíba

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PAGANDO A PRÓPRIA CONTA

Os ministros do Supremo, que são os funcionários públicos mais bem pagos do País, têm de rasgar o cardápio que ameaça transformar a instituição em templo gastronômico. Se não conseguem viver longe de pratos refinados, que reservem mesas em restaurantes de luxo e usem o cartão de crédito pessoal. 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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O JANTAR EM SÃO PAULO

O jantar de desagravo ao presidente do STF, na sexta-feira (3/5), expõe, sem qualquer constrangimento, a podridão do sistema de justiça brasileiro, em que ministros e partes interessadas nas causas sendo julgadas na mais alta Corte de Justiça do País se confraternizam alegremente à luz de flashes de câmeras de colunistas sociais num dos restaurantes mais caros da capital paulista. Vale lembrar que o presidente do STF, além de incapaz (certificável pelo fato de ter sido reprovado duas vezes em concursos a juiz de primeira instância), não esclarece nem a mesada de R$ 100 mil que recebia de escritório de advocacia, nem a reforma de sua residência por empreiteiras corruptoras, nem a falta de ética ao não se declarar impedido de julgar ações de interesse de amigos, ex-empregadores, e de patrocínio de sua mulher. Podre! Dá para entender por que tem gente querendo chamar um cabo e um soldado.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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CAIXA 2 PARA POLÍTICOS BRASILEIROS

Embora hoje o mundo seja conectado, nem todos os meios de comunicação estrangeiros conhecem a realidade brasileira, e, aproveitando-se disso, muitos representantes dos governos anteriores têm afirmado em entrevistas a esses meios que a corrupção no Brasil é, na verdade, doação para partidos políticos, o que nos Estados Unidos é permitido sem limites. Com isso, induzem os estrangeiros a tirarem conclusões errôneas. Os estrangeiros não sabem que o arrecadado com caixa 2 é gasto sem qualquer comprovação, podendo ocorrer desvios para o enriquecimento pessoal dos membros dos partidos. Ou seja, a imagem do Brasil está sendo afetada no exterior em beneficio de pessoas que podem ter enriquecido de forma ilegal.

Marcos de Luca Rothen marcosrothen@hotmail.com

Goiânia

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A MUDANÇA DO COAF

Da entrevista com Roberto Leonel (1/5, A8), presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), saltam aos olhos os seguintes fatos: 1) Paulo Guedes tem visão estritamente econômica, e de pronto se dispôs a liberar o órgão para outro ministério. Isso mostra o desprendimento de Paulo Guedes, não se preocupando em abrir mão de poder, e mostra também a responsabilidade dele – ele se deu conta de nada ter que ver com o órgão; 2) Sergio Moro aceitou, de pronto, receber o órgão, deu-se conta do forte auxílio que este poderia dar ao Ministério da Justiça no combate aos descaminhos do dinheiro, e com a responsabilidade que lhe é peculiar, de imediato, reforçou a equipe (de 37 pessoas para 56); 3) Roberto Leonel se mostra entusiasmado com o reforço de pessoal, cita o interesse com que Moro vê o órgão e entende que na Justiça o Coaf está mais bem situado para desenvolver seu papel. Ele vê possível retorno ao Ministério da Economia como prejudicial ao órgão. Notemos: três responsáveis envolvidos, três satisfeitos com o que foi feito. Há algo mais próximo do ganha-ganha? Por que, então, vemos gente defendendo a saída do Coaf do Ministério da Justiça? Só pode ser medo da eficiência. Se alguém tem medo desta eficiência, temos o motivo maior para comprovar que a mudança foi saudável e deve ser mantida.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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DEMISSÃO NA APEX

A demissão da ex-diretora Letícia Catelani da Agência de Promoção à Exportação (Apex), destituída pelo novo presidente da agência, disse, em suas redes sociais, que sofreu pressão de dentro do governo de Jair Bolsonaro para manutenção de “contratos espúrios”. Isso é muito grave e precisa ser apurado em todos os seus detalhes.

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

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25 ANOS SEM AYRTON SENNA

Que matéria agradável de ler esta “Senna volta a dominar Interlagos em 2019” (“Jornal do Carro”, 2/5). Cumprimento o “Estadão” pelo destaque. Mesmo depois de 25 anos, a data ainda está viva na lembrança da maioria dos brasileiros e de muitos fãs do automobilismo espalhados pelo mundo. 1.º de maio de 1994, jamais me esquecerei. Domingo de sol, feriado, Fórmula 1 na televisão e futebol. Tinha tudo para ser perfeito. Vinte e cinco anos após sua morte, inesquecível, Ayrton Senna ainda é cultuado como o melhor da história da F1. Uma perda que sangrou o Brasil. Fico com as palavras de Jeremy Clarkson, apresentador da edição britânica do programa “Top Gear”, da BBC, num especial sobre Ayrton Senna do Brasil: “Senna foi brilhante cada vez em que entrou em um carro de corrida”. Assino embaixo! 

José Ribamar Pinheiro Filho pinheirinhosb@gmail.com

Brasília 

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SENNA ESTÁ VIVO

Sob sol ou sob chuva, nosso Ayrton era imbatível. Há 25 anos nos deixou, mas está vivo em nossas lembranças.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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