Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Barbárie

Classifico como horripilante a foto Nova ordem, publicada na capa do Estadão de ontem: um grupo de políticos bem vestidos, ricos, a maioria cidadãos de bem, cristãos, que levam a sério o mandamento “não matarás”, cercando e bajulando o presidente da República, que assina um decreto que na prática libera as armas no Brasil. Cerca de 60 mil pessoas são assassinadas no Brasil anualmente e certamente a liberação de armas tem como objetivo matar mais pessoas. Quando vi a foto de longe, pensei que estavam comemorando a geração de empregos, neste país de desempregados e que tem centenas de outros problemas a serem enfrentados. O lema é liberar geral: libere as armas, o desmatamento, os venenos proibidos no mundo inteiro, o garimpo, a caça, a pesca, enfim, a destruição do meio ambiente. Em contrapartida, fechem-se as escolas. A barbárie nos aguarda.

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

Para refletir

Alguns governos liberam armas e outros, propinas. Quem mata mais ao longo do tempo?

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Imprecisão

O recente decreto sobre armas tem pelo menos um erro de natureza jurídica. Em seu artigo 35, § 2.º, menciona que o porte de arma poderá ser concedido a “militares da reserva não remunerada”, de acordo com normas de cada Força Armada. Acontece que pela Lei do Estatuto dos Militares, na reserva não remunerada o cidadão é civil, não se enquadra em regulamentos militares. Por isso também não se aplica a expressão “militar da reserva não remunerada”.

HEITOR VIANNA P. FILHO

lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

Autofagia

Ainda há gente que atribui este ambiente horrível de discórdia no governo ao tal autoproclamado filósofo. Decerto não querem enxergar que esses impropérios que saem daquela boca suja não deixam de ser os sentimentos que Bolsonaro não pode por ele mesmo expressar. Usa Olavo de Carvalho e seus filhos, em especial o 02, sem o menor pudor. Se assim não fosse, esse sujeito inútil, incensado com a mais alta condecoração do Itamaraty, não encontraria ambiente tão propício para atacar os militares, que só fazem dar sustentação ao presidente, oferecendo o melhor de si à Nação. Sem eles este governo desabaria num sopro, como um castelo de cartas. Nesse sentido, não é exagero dizer que Bolsonaro é autodestrutivo e, assim, um país inteiro é afetado na sua alma e no seu futuro. Só seus fanáticos seguidores não se dão conta desse horror, dessa bruma surreal em que acabamos todos envolvidos.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas

Fogo ‘muy amigo’

Incrível! De fato, um presidente que tem um filho como Carlos Bolsonaro e um amigo como Olavo de Carvalho não precisa de oposição para se destruir.

MIGUEL PELLICCIARI

mptengci@uol.com.br

Jundiaí

O presidente Bolsonaro que se cuide. Seu guru de araque, que está acostumado a xingar e maltratar generais, imagine o que não faria com um capitão...

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

O desastre

A maneira mais rápida de acabar com o governo Bolsonaro é continuar a enaltecer o mal-educado Olavo de Carvalho. O presidente tem de esquecer esse indivíduo se não quiser ir para o buraco onde ele quer colocá-lo.

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

Com palavras levianas esse desmiolado vai acabar desestabilizando o governo. A esquerda só está esperando uma oportunidade para dar o bote.

MARCELO DE LIMA ARAÚJO

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

Retirada previsível

Os militares deixaram-se colocar numa sinuca de bico: acreditaram que seriam os garantes e a maior influência de Bolsonaro, deixaram-se enrolar na Bandeira Nacional e assumiram tantos cargos no governo que agora, ante a postura dúbia do presidente de quase apoio ao lunático Olavo de Carvalho, têm dificuldade de executar uma retirada. Quando esse maluco dirige impropérios e palavrões desmoralizantes aos generais em elevados cargos do governo, está, na verdade, enxovalhando as Forças Armadas. Mas Bolsonaro não o condena, apenas pede que cesse a discussão, como se os militares estivessem a provocar o astrólogo e seus seguidores. Os militares, deixando de lado o viés religioso, acreditam no Brasil acima de tudo, mas acima de todos só o Exército de Caxias. Como sair deste labirinto sem deixar a população ao abandono? 

ROBERTO VIANA SANTOS

rovisa681@gmail.com

Salvador

VINHOS E LAGOSTAS

Nobreza de espírito

Muita gente está injuriada com as notícias sobre a licitação das refeições do Supremo Tribunal. Contudo podemos tirar daí lições importantes. A primeira é que, em pleno terceiro milênio, não podemos conservar leis de tempos colonialistas. A licitação conta com o amparo da lei? Então, a lei tem de mudar. Isso significa que o homem público brasileiro precisa espanar a imagem e adequar-se ao mundo globalizado. Os brasileiros hoje exigem sobriedade e uma administração voltada para o bem comum, sem privilégios de categorias, como em toda boa democracia. A outra lição é que é importante sentirmos na pele como dói a arrogância traduzida na expressão “você sabe com quem está falando?”, que caracteriza tão bem o comportamento do homem público brasileiro e do qual os ministros do STF não escapam, para aprendermos que a verdadeira educação exige de humildade, desejo de ser útil, saber ouvir e pensar nos demais. Um bom exemplo, próximo de nós, é o que cita Mário de Andrade sobre Olívia Guedes Penteado. Rica e de grande prestígio, mecenas dos artistas modernistas, tinha tudo para ser arrogante, mas o escritor refere-se a ela “como aquela que com a mesma graça e imperturbável perfeição sabe pisar salões nobres e sentar-se ao lado do Bloco Aguenta, mas vai” (Crônica de Malazarte – VIII, publicada pela revista América Brasileira). Gostaria que seu exemplo contagiasse os nossos representantes.

IRENE MARIA DELL’AVANZI

irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

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BIODIVERSIDADE EM RISCO

Quais serão as reações dos líderes políticos mundiais, ao tomarem conhecimento de relatório assinado por importante entidade internacional (Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema) financiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) dando conta do declínio preocupante da diversidade da vida na Terra? Constata-se hoje, por exemplo, uma dramática diminuição das espécies de insetos, de cujas consequências o público pouco suspeita, entre elas a morte por fome de pássaros e posteriores desdobramentos. O triste cenário decorre – sem considerar os efeitos do aquecimento global – da ação humana ditada pela necessidade de ocupar áreas cada vez maiores para a produção de alimentos e de explorar de modo quase predatório os oceanos, quebrando seu delicado equilíbrio, sob a pressão da crescente população mundial, que dobrou desde 1970, atingindo hoje cerca de 7,6 bilhões de habitantes, com projeção de chegar a 9 bilhões até 2050. Diante de tais alertas, empreenderão aqueles governantes ações para estancar o iminente desastre ou continuarão esperando que a tecnologia – que tem suas próprias limitações – proponha soluções que lhes permitam prosseguir em suas apocalípticas lutas pelo poder?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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O BRASIL NA CONTRAMÃO

O mundo civilizado parece que acordou para a necessidade de preservar o que resta da natureza. Gigantes como China, Índia e Austrália estão fazendo esforços nunca vistos para reflorestar seus territórios. A China, por exemplo, está usando o Exército para plantar milhões de árvores. O Reino Unido foi o primeiro a declarar estado de emergência ambiental – ainda não está claro o que isso vai representar, mas Londres caminha para se tornar uma cidade-parque, plantando milhares de árvores. O Brasil segue impávido na contramão da história e do mundo, apostando tudo no desmatamento. O Brasil anuncia que vai acabar com as reservas legais, acabar com os índios e seus territórios, acabar com os rios, acabar com as poucas defesas do mar, tudo porque o presidente Jair Bolsonaro não se conforma de ter sido multado pescando numa área de preservação. O Brasil quer acabar com seus maravilhosos biomas para plantar soja envenenada de agrotóxicos banidos no mundo inteiro. O Brasil segue impávido na contramão do bom senso, da razão, da civilização, da natureza, na contramão da ciência, na contramão de tudo. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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A CAVERNA

Para os que conhecem o mito da Caverna, de Platão, sabem que estamos vivendo momentos na Educação do nosso país como se estivéssemos dentro dela. Para os que não o conhecem, basta dizer que dentro dela só há sombras. O Ministério da Educação (MEC) tem parecido ser um lugar onde de tudo se fala, menos de educação. Discute-se ali como os alunos devem cantar, como devem se comportar, como devem se vestir, como devem falar e, ainda, como devem postar vídeos. Quando a fala do ministro se torna inconveniente, troca-se o ministro por outro com as mesmas preocupações desmedidas. O primeiro punia os pais com o corte do salário família se o filho fosse bagunceiro. O segundo vai cortar o repasse para as universidades pelo mesmo motivo. Educação básica, que é o grande problema, fica para depois. Quando resolvem mexer no currículo, lá vêm mais impropriedades. Sociologia nos ensina a conhecer a sociedade em que vivemos e a Filosofia é a grande vilã que sempre pergunta o “porquê” de tudo. É ela que impulsionou e impulsiona todo o saber e todas as áreas do conhecimento humano. Mas o importante é estar na mídia fazendo o quê? Tuitando sem o menor respeito pelos alunos e professores. Estamos, mesmo, na caverna, vendo a festa de senhores escolhidos em meio à escuridão.       

Bete Marun elisabetemarun@hotmail.com

São Paulo

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CORTE DE VERBAS

Após o período polêmico da gestão do ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez, seu sucessor, ministro Abraham Weintraub, anuncia cortes nas verbas destinadas às universidades federais. Em Minas Gerais, já se começam a sentir os efeitos desastrosos da medida. A Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri teve uma redução de R$ 12 milhões no seu orçamento e já anuncia a falta de condições para pagar compromissos até mesmo de energia elétrica e telefones. Em Alfenas, a universidade federal local vai dispensar 60 servidores, provocar a paralisação de obras e a não reposição de equipamentos de laboratórios e de informática. Uma vergonha as alegações do ministro de que o corte ocorreu nas universidades federais que promovem “balbúrdia e eventos ridículos”. É de pasmar! Como o governo federal dá suporte a estes absurdos?

Marcos Tito marcostitoadvogados@gmail.com

Belo Horizonte

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MINISTRO EMBRULHÃO

O novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, formado em Economia, pelo jeito não passa de um embrulhão. Ele demonstra não ter apego a uma administração transparente. Caso contrário, deveria ser explícito quando inicialmente anunciou um corte de 30% nas verbas das universidades federais, tendo como desculpa o fato de que alguns alunos fazem algazarras e até ficam nus em manifestações nos campi. Isso quando, na realidade, as contas públicas estão piorando porque, também e infelizmente, a arrecadação vem caindo e o atual governo abre as gavetas para ver se encontra verbas para pagar o essencial. Ora, se cortou verbas pela dita promiscuidade de alguns poucos alunos, por que cortou também R$ 2,4 bilhões da educação básica? Será que o ministro julga também nossas crianças promíscuas? O corte do MEC foi cavalar, de R$ 7,4 bilhões, e atingiu também cursos de mestrado e doutorado.

Paulo Panossian paulooanossian@hotmail.com

São Paulo

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DEFESA DA UNIVERSIDADE

Perfeito o editorial “Como Bolsonaro vê a educação” (4/5, A3), que demonstra o total desconhecimento do presidente quando o assunto é educação. Desconhecimento grave, se pensarmos nas políticas educacionais que poderão surgir. Enfim, o País não é do presidente e ele não pode realmente fazer o que quiser com a universidade pública. A sociedade tem obrigação de defender o que lhe é caro, a universidade pública, por exemplo.

Maria Ísis M. M. de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro 

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DESPERDÍCIO

As faculdades reclamam do contingenciamento de recursos. Ora, sabemos que a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por exemplo, gastou quase R$ 30 milhões na construção do Memorial da Anistia Política. Ônibus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) são flagrados transportando grupos do MST em manifestações. Dissertações de mestrado e teses de doutorado pouco ortodoxas, especialmente nos cursos de ciências humanas e sociais, são formas de desperdícios. E por que a imprensa não mostra certas manifestações dentro das faculdades (nudismo, drogas, manifestações políticas, pichações, depredações, etc.), com a omissão dos reitores?

Marco Cruz mm.cruz23@gmail.com

São Paulo

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DESAFIOS

Senhor ministro da Educação, sugiro que o senhor proponha dois desafios aos meios acadêmicos brasileiros: uma indicação vitoriosa ao Prêmio Nobel em qualquer área, exceto o da Paz (prêmio de consolação); e que os gestores corram atrás de doações, assumindo responsabilidades que hoje nem pensam em ter por causa do dinheiro “fácil” (carimbado) que sai do cofre da viúva, o bolso do contribuinte. Isso realizado, o senhor passaria a “conversar melhor” sobre verbas suplementares e até premiações de mérito. A realidade de hoje (e sempre) é fazer mais com menos, como todo brasileiro está obrigado a fazer. 

Orlando Luiz Semensato osemensa@terra.com.br

Campinas

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UNIVERSIDADES FEDERAIS

Nos últimos anos investimos muito dinheiro na abertura de universidades federais e abandonamos a educação básica. O resultado é que regredimos no ranking mundial e agravamos a principal causa do abismo social, que é a falta de oportunidade de uma educação de qualidade para todos, além de termos formado militantes partidários e aparelhado as universidades como foi feito nos sindicatos e nas estatais. Assim, sem qualquer viés ideológico, temos de concordar com o atual governo em priorizar o ensino básico e desaparelhar estes centros universitários que nada produzem de útil para a sociedade e custam muito dos nossos impostos. Temos de formar com o dinheiro do povo médicos, professores, enfermeiros, ou seja, profissionais que sirvam a população e que faltam no mercado. Há que fazer uma devassa pela Polícia Federal nos campi, que viraram passarela de drogas, e pela Controladoria-Geral da União e pelo Tribunal de Contas da União na gestão destas universidades, pois autonomia universitária não pode ser confundida com autorização para desvios, corrupções e servidão a partidos políticos. Política partidária e discussões ideológicas, quer de direita ou de esquerda, devem ser feitas no âmbito e no foro corretos. Há, ainda, que jubilar aqueles alunos que ficam anos e anos na universidade e não se formam. Cobrar financeiramente daqueles que ingressam num curso e desistem com dois, três semestres. Isso tem custo. É o suado dinheiro da população! Professores e reitores têm de ter metas e cumpri-las. Disciplina e ordem nas universidades é o que desejamos. Nada disso é censura. Manifestações pacíficas, sem quebrar o patrimônio público, com decoro e sem um festival de drogas, devem ser garantidas por todos. Temos de combater urgentemente a corrupção, inclusive apurando o passado, nas universidades, nas estatais e em seus fundos de pensão, como também nos sindicatos que por anos financiaram partidos políticos. Contamos com a imprensa séria, que luta pelo nosso país, e não por um governo atual ou passado. 

Elenilson Santos de Oliveira ele56@bol.com.br

Brasília

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NO EXTERIOR

Sobre a matéria “Acadêmicos do exterior criam manifestos contra medidas de Bolsonaro” (“Estadão”, 7/5, A15), o comunismo internacional, alimentado pelo PT e seus puxadinhos, obviamente conseguiu protestos lá fora contra medidas financeiramente saneadoras nas universidades federais pelo ministro da Educação, dos mesmos segmentos ideológicos que querem impingir mundo afora uma ditadura do proletariado nos padrões de Gramsci.                 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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PROTESTO

Gostaria que estes acadêmicos que vivem no exterior e se dizem professores nas famosas universidades dos EUA calassem a boca e, de preferência, procurassem outra coisa para fazer, mais útil.

Antônio Sérgio Isnidarsi aiisnidarsi1@hotmail.com

São Paulo

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A LIXEIRA DE R$ 1 MIL

Bem-vindos à pobreza, senhores, a conta chegou! Todos são contra o corte de 30% anunciado pelo MEC, mas, apenas para ficar no mesmo ministério, poucos são os que se lembram do caso da reforma do apartamento funcional do reitor da universidade de Brasília, há coisa de dez, 12 anos, que chegou ao custo absurdo de R$ 400 mil, incluindo uma lixeira de quase R$ 1 mil. Tenho recordação de que não mais de uma centena de alunos exigiu a demissão do reitor – os demais milhares se calaram. Imaginem esse tipo de coisa por anos a fio, em todos os poderes e em todas as esferas. Pois é, o dinheiro acabou, a fonte secou, mas ao menos um terço do Brasil, o Poder Executivo, está se dando conta disso, reduzindo cargos, cortando gastos, apresentando propostas. O problema é que os outros dois terços, feito “Alices”, continuam vivendo no país das maravilhas, onde abundam aumentos, lagostas, cargos, vinhos e convescotes. Com isso eu me lembrei, também, de um personagem de história em quadrinhos chamado Zé do Cinto – tudo bem, Veríssimo? –, que representava o povo sempre prejudicado. Uma vez ele, Zé do Cinto, porque só o povo aperta o cinto, perguntou a um governante: “Por que sempre nós?” Ao que o outro respondeu: “E desperdiçar o seu know-how?” Aí está o resultado.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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AÇÃO ENTRE AMIGOS

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, disse dias atrás que o Supremo deveria ser “defendido”. Como isso é possível, se são eles que têm o poder de defender, principalmente a população que tanto necessita? E como defendê-lo, se são os próprios ministros os responsáveis, por exemplo, por uma licitação absurda e vergonhosa no valor de R$ 1,13 milhão para compra de medalhões de lagosta e vinhos premiados pelo mundo afora, que havia sido barrada por decisão de uma juíza federal, mas foi logo liberada pelo Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1)? Tudo indica tratar-se tal liberação de “ação entre amigos”. Enquanto isso, o povo se priva do básico mínimo para sua alimentação e vive até sem água sequer para beber e sem energia elétrica para sobreviver. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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BRASIL

A licitação para compra de vinhos e lagostas pelo STF parece coisa de filme francês. Acorde, “Suprême”! Estamos no Brasil. 

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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CORTE SUPER SUPREMA

Partindo do princípio de que a História é cíclica e se repete, algo perturba e incomoda profundamente o povo cansado de ser achincalhado pela Corte super Suprema. Parodiando uma frase dos que viviam muito distantes dos que a sustentavam, a nova realeza deve ficar surpresa com os reclames dos maçantes contribuintes, pela certeza do que lhes vai em tão nobres cabeças pensantes: “Se não têm lagostas, que comam sardinhas!”

Gloria Monteiro de Moraes glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

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A SIMPLICIDADE DO STF

Impressiona-me a simplicidade dos membros do STF. Contentam-se com ovas de esturjão, bagaços fermentados de uva e outras quejandas envelhecidas! E, entre questões da República, a conta quem paga é quem não a pagou, mas a recebe de volta: os da “zona”, francamente de mal naus. Portugueses, salvai Lisboa de pedradas!

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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LAGOSTAS E CAMARÕES

Enquanto não acabarmos com as lagostas, camarões e vinhos quadripremiados no STF, o Brasil não vai a lugar nenhum. Enquanto alguns comem lagostas e camarões, 14 milhões mal comem arroz com feijão. Falta vergonha na cara.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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FALTA FEIJÃO

Enquanto alguns servidores públicos comem lagosta e tomam vinho à custa dos pobres contribuintes brasileiros, um número enorme de brasileiros não consegue nem comer feijão e muitas crianças não têm um copo de leite diariamente. Todos os candidatos a servidores públicos, antes de tomar posse em seus cargos, deveriam ser obrigados a fazer um curso de moral e cívica, pois nem tudo o que é legal é moral.

  

Marco Antonio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

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O CAMARÃO DO SUPREMO

Como pode, o governo federal está fazendo um esforço enorme para reduzir gastos e custos, cortando verbas de setores importantes da executiva nacional, e vergonhosamente os senhores do STF, num esforço contrário, gastam nosso dinheiro de forma a causar indignação em boa parte da população, que em sua maioria atravessa dificuldades financeiras de toda ordem? Realmente, a postura desta Suprema Corte é uma vergonha. Será que serei processado por essa opinião? Não importa, já falei.

Eduardo Cavalcante da Silva cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo

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A GUERRA DA LAGOSTA

Os apaniguados do STF conseguiram o que desejavam: a autorização para a licitação destinada à compra de finíssimos ingredientes para seus banquetes. Um verdadeiro absurdo, pois temos por aqui, no Brasil, de tudo para fazer lautas e saborosas refeições, a um custo muito menor. Basta saber preparar. Até vinhos premiados o Brasil produz. Mas os atuais “donos” da Pátria, que se consideram acima de tudo e de todos e que até censura desejam impor, depois de negada a autorização para a licitação por uma juíza imparcial, conseguiram que um desembargador, nomeado por Dilma, revogasse essa decisão. Que triste sina esta dos brasileiros. 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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ENCONTRO DAS ÁGUAS EM BRASÍLIA

País curioso, lobby e lobster em paralelo.

Sérgio Augusto de Moraes Torres sergio.torres47@gmail.com

São Paulo

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JUSTIFICATIVA ABOMINÁVEL

Simplesmente abominável a justificativa apresentada pelo STF para a realização do negócio das lagostas: “A licitação foi realizada observando todas as normas e tendo por base contrato com especificações e características iguais ao firmado pelo Ministério das Relações Exteriores e validado pelo TCU”. Trocando em miúdos, estão institucionalizados a bandalheira e o desprezo pelo Brasil. O STF, mais uma vez, dá ensejo para que seja alvo de pedradas midiáticas.

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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DIREITO À APOSENTADORIA E O STF

O STF decidiu este ano aumentar seus honorários muito acima da inflação, mostrando total desinteresse com a situação fiscal do País; censurou a mídia que divulgava fatos reais que não agradavam a seu presidente; criou uma “gambiarra jurídica” para libertar de ofício José Dirceu, condenado por corrupção em segunda instância a mais de 30 anos de prisão; luta desesperadamente para tirar Lula da prisão; e está realizando uma concorrência para dotar suas refeições de lagostas e vinhos caros. No entanto, quando se tratou do processo conhecido como desaposentação, não deu razão aos aposentados sem justificar cabalmente essa decisão. Pessoas que, como eu, se aposentaram, como previa a lei, com 80% do valor de aposentadoria e continuaram trabalhando e recolhendo por mais de 20 anos as contribuições pelo valor máximo não tiveram direito ao complemento de aposentadoria ao qual teriam feito jus. Chama a atenção, de forma chocante, que quando se trata de beneficiar as corporações tudo é possível. No entanto, quando se trata do restante da população, a cleptocracia que temos só se preocupa com o que é conveniente para alguma área do governo. É interessante, quando o dinheiro não interessa ao STF, sua generosidade desaparece.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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MINISTÉRIOS RECRIADOS

A confirmação de que dois ministérios serão recriados com a finalidade clara de obter votos para a aprovação do projeto de deforma da Previdência Social é um fato lamentável. Na campanha eleitoral, a redução de órgãos públicos foi um tema amplamente divulgado. Por que, então, a mudança de posição? Quais os objetivos reais, pois o objetivo claro é o de atender ao segmento bancário, deixando de lado as questões sociais. A que ponto chegamos.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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CONTRASTE

A edição de terça-feira (7/5) do “Estado” trouxe duas matérias de grande relevância e esclarecedoras para a compreensão do que é a mentalidade das pessoas cuja formação cultural é predominantemente nativa e daquelas que tiveram a felicidade de ter, ao menos, parte de sua formação em países mais civilizados, mais cultos e mais democráticos do que o nosso. À página A3 temos o editorial “A relação com o Congresso” e à página B5 a matéria “De oposição, Tabata defende reforma”. O editorial trata da “dificuldade que tem o governo de Jair Bolsonaro em se relacionar com o Congresso”. A matéria da página B5 trata da posição da deputada Tabata Amaral (PDT-SP) a favor da reforma da Previdência. No primeiro caso, a tônica é o famoso, imoral e incorrigível “toma lá, dá cá”. No segundo, trata-se da formação cultural, cívica e democrática de uma pessoa do Terceiro Mundo que, já adulta e possivelmente com os vícios culturais de seu país de origem, recicla-se e civiliza-se em pouco tempo de contato com uma cultura superior. Meus votos são para que nosso povo aproveite os benefícios do ministério comandado pelo professor Abraham Weintraub e possa ombrear-se com aqueles que há muito abandonaram a incivilidade.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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RACIOCÍNIO TOSCO

Lendo e refletindo sobre o editorial do “Estadão” de terça-feira sob o título “A relação com o Congresso”, ocorreu-me a ideia, sobretudo pela forma tosca como raciocina o governo, de que ele enxergue a relação sugerida pelo jornal como o odioso “toma lá, dá cá”. 

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri

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‘A RELAÇÃO COM O CONGRESSO’

Os Poderes não são independentes? Não têm uma causa comum, que é a gestão responsável das contas públicas a fim de que possa melhorar o bem-estar da sociedade? Não estão os deputados com a tarefa de votar e, se possível, melhorar a PEC da reforma da Previdência? Querem algo em troca para cumprir com as suas obrigações? O que a imprensa chama de “fazer política”? A imprensa está mancomunada com os maus costumes dos políticos? Por que não aplaude os ministros que não recebem deputados para não terem de dizer “não” explicitamente? Será que ainda não se compreendeu que este governo quer estabelecer uma quebra de paradigmas na cultura política?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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JAIR MESSIAS BOLSONARO

O presidente Jair Messias Bolsonaro, que foi deputado federal por 27 anos – de 1991 até 2018 –, deveria ter mais “cancha” como político, mas nem cacoete para governar o País ele tem. Perde-se em picuinhas entre seus apoiadores e oposicionistas. Diariamente, desdiz o que havia dito. Interfere no diesel e nos juros, condecora os que lhe criticam. Até parece brincar de ser “presidente”. Quando precisa dar andamento vigoroso na reforma da Previdência, resolve viajar para países que não querem sua presença. Presidente Bolsonaro, será que até 2022 a sua ficha cai?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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NO FIM DA FILA

Bill de Blasio, prefeito de Nova York, comemorou a decisão de Jair Bolsonaro de não mais ir à cerimônia da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, que o escolheu como personalidade do ano, e disse que valentões normalmente não aguentam um tranco. Será que este prefeito diria o mesmo de qualquer outro presidente de qualquer país europeu, ou mesmo de um presidente de qualquer país dito de Primeiro Mundo? Claro que não! O Brasil continua a integrar o rol dos países considerados do fim da fila do mundo, e os cinemas continuam quase todos, aqui, no Brasil, em explícita dominação econômico-social-cultural a exibir os “Vingadores”, a saga dos heróis norte-americanos que nós ainda tanto amamos.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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O DESCONVITE DE BOLSONARO

Não foram “comunistas” ou gente com “interesses comerciais na Amazônia” que desestimularem o presidente Jair Bolsonaro de viajar para ser homenageado em Nova York como “pessoa do ano”. Foram gente e entidades de renome: Bill de Blasio, o prefeito daquela cidade, os diretores do Museu de História Natural, o Hotel New York Marriott e vários outros patrocinadores daquele jantar. São americanos mais preocupados que nosso presidente com a atitude brasileira perante as questões ambientais, em particular o vergonhoso desmatamento e a exploração predatória da Amazônia. A coisa é feia e é grave!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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RESPOSTA NECESSÁRIA

Sugiro ao sr. presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que responda a desfeita (que ofende, aliás, todo o governo brasileiro eleito) do tal prefeito de Nova York na Justiça local, dos EUA. Lá, além de funcionar sem ver a quem (ao contrário da nossa), as indenizações são de fato reais (e não em reais), além de vultosas, e o processo célere é uma coisa certa: ele abusou do poder do cargo para, ideologicamente usando de sua posição, constranger, interferindo administrativamente para atacar moralmente o chefe de Estado de um país amigo, e isso não pode ficar assim, tendo sido inédito este constrangimento causado na história da diplomacia e das relações entre os EUA e o Brasil.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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DESPREPARO

O Brasil precisa de um presidente equilibrado, ético, com credibilidade, experiente e culto. Não precisa ter nota 10 nesses atributos – nota 7 já estaria ótimo. Na última eleição, escolhemos o presidente da esperança, cujo mérito foi estraçalhar com os PTvarianos. Lamentavelmente, ele e seus filhos mostram despreparo total e a cada dia que passa decepcionam mais.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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RICHELIEU TUPINIQUIM

Parece que o espectro de Dilma Rousseff e Michel Temer vive a atormentar o presidente Jair Bolsonaro. Esse espectro tem voz, presença física e tem nome: Olavo de Carvalho. Ataca afetos e desafetos, com preferência especial aos militares acantonados no governo. Seu poder pode ser comparado ao de Armand Jean du Plessis (1585-1642). Primeiro-ministro do rei Luís XIII, o cardeal de Richelieu tornou-se, pelo poder adquirido na corte, a “eminência parda do governo”. Olavo de Carvalho fala mal de quem gosta e de quem não gosta com o aval dissimulado de Jair Bolsonaro, que só pensa nas reformas, travadas pela oposição no Congresso, no seu périplo ao redor do mundo e até na homenagem que recebeu nos EUA como “pessoa do ano”. Na verdade, o barco Brasil tenta vencer a borrasca política, mas precisa do bom senso do timoneiro e de uma bússola com norte correto. Enquanto isso, o Richelieu tupiniquim vai espalhando as suas maldades protegido pela capa do nosso “Bolsonaro I”. 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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UM DESSERVIÇO AO PAÍS

Em entrevista ao “Estadão”, o ex-comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas, um dos nomes mais respeitados nas Forças Armadas, saiu em defesa dos ministros militares sob ataques do guru do presidente, Olavo de Carvalho. Segundo ele, o denominado guru passou do ponto, agindo com total desrespeito aos militares e às Forças Armadas, prestando enorme desserviço ao País. Para a doutora Liriam Sponholz, da Alpen-Adria University, na Áustria, e o doutor Rogério Christofoletti, da Universidade Federal de Santa Catarina, Olavo de Carvalho é um representante do discurso de ódio no Brasil. De fato, as atuais afirmações e grosserias do escritor demonstram tal ódio. Ora, o ódio nunca foi bom conselheiro de ninguém, muito menos a um presidente da República. Neste contexto, peço licença ao general Villas Bôas para discordar dele. Carvalho não teria a mínima importância, se ele não tivesse uma acolhida inexplicável do presidente da República do Brasil. O cidadão Jair Bolsonaro tem todo o direito de adotar as ideias de seu guru, o presidente do Brasil não. Portanto, quem está prestando um desserviço ao Brasil é o próprio presidente da República, ao dar uma importância ao sr. Olavo que, na realidade, ele não tem. Ainda esta semana o presidente Bolsonaro fez um elogio ao seu guru afirmando que a obra do escritor o ajudou a chegar à Presidência da República. Mas, em minha opinião, engana-se o presidente. Ele chegou à Presidência da República por seus próprios méritos, que muitos entre nós não aprovam. Contudo, ele acabou representando, a seu modo, tudo o que a população repudiou da herança deixada pelos governos petistas, que nos conduziu à atual situação de descalabro. Deve, também, àqueles que se juntaram a ele desde o início e o ajudam agora a governar o País. Não ao sr. Olavo de Carvalho, que inclusive se recusa a voltar ao Brasil e se limita a indicar pessoas despreparadas para ocupar ministérios e a atacar quem ele não gosta.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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QUANDO FISCAL E GENERAL DÃO RIMA

O presidente Jair Bolsonaro disse que nasceu para ser militar, e não presidente da República. Oficial problema do Exército, foi colocado na reserva remunerada ainda capitão. Não se esqueceu disso, como não se esqueceu do fiscal do Ibama que o flagrou pescando em área de proteção ambiental. Agora comandante em chefe, o presidente não se inibe em expor os generais de seu ministério aos ataques de sua base e de seus filhos, da mesma forma como não se inibiu em retaliar o Ibama e o fiscal que o multou.

José Tadeu Gobbi tadgobbi@uol.com.br

São Paulo

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INACREDITÁVEL

É inacreditável que Olavo de Carvalho, um caso clínico de saúde mental, esteja tendo tanto espaço no governo – a ponto de um general dar-se ao trabalho de comentar suas diatribes – e ganhe tanto espaço na imprensa. O País não terá assuntos mais sérios para discutir?

Tibor Rabóczkay trabocka@iq.usp.br

São Paulo

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MELHOR SERIA

No dia 1.º de janeiro, durante a posse do presidente, a estrela foi a primeira-dama Michelle Bolsonaro com seu pronunciamento. Por que não dar mais evidência a ela e abrir mão da companhia de seus três filhos e seu guru?

Reinaldo Cammarosano tatocammarosano@hotmail.com

Santos

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A CNBB E JAIR BOLSONARO

Que “grande” iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que fala em abrir “um canal de diálogo” com Jair Bolsonaro. Incrível! Esse canal foi fechado logo no início, por iniciativa da própria CNBB e até do papa Francisco, que foi incapaz de mandar uma mensagem de felicitação a Bolsonaro pela vitória ou mesmo uma oração pela recuperação de sua saúde após o atentado. E foi fechado por quê, se Bolsonaro é cristão assumido e praticante, defende teses iguais à da Igreja relativas à defesa da vida na questão do aborto, à valorização da família, dos costumes, dos valores, está levando à frente os programas sociais e de uma forma muito mais transparente e sem desvios, tudo o que prega a Igreja? Ah, sim... por causa das “eventuais diferenças ideológicas”, como sugerem bispos da CNBB. Essas diferenças ideológicas não existiam com relação a Lula, que, por outro lado, não dignificava a família sustentando amante, dando maus exemplos aos filhos no tocante à obtenção de privilégios financeiros escusos, metido em crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, pelos quais está preso, e que – falando claro – sabidamente bebia como um gambá. Com esse indivíduo a CNBB se relacionava sem problemas, já que o governo petista regularizava terras para quilombolas (supostos descendentes de...), demarcava terras de subsolo riquíssimo em minerais para indígenas, distribuía cotas nas universidades para negros, índios, mulatos – mas para brancos pobres, jamais, principalmente se fossem loiros de olhos azuis. Pois é, eu sou católica praticante e, graças a Deus, minha fé independe da atuação perniciosa da CNBB.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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NO MATO SEM CACHORRO

Não dá mais para ficarmos alheios aos diversos acontecimentos que atualmente interferem em nossa vida de cidadãos, conscientes das dificuldades por que passa nosso país, em todas as circunstâncias possíveis e imagináveis: das administrações do Executivo, dos meandros do Legislativo e das escorregadas sinistras do Supremo Tribunal Federal (STF). No lado governamental, temos um presidente que procura por todos os meios possíveis, dentro de sua ótica militarista, com uma pequena nódoa de autoritarismo, consertar um país desmantelado pela corrupção sistêmica, dentro dos quatro anos de seu mandato, mas encontra uma oposição ferrenha das esquerdas lulopetistas e dos contumazes sugadores dos ubres oficiais e estatais. No Legislativo encontra-se a maior e mais ferrenha das dificuldades, imposta pelos deputados e senadores, a maioria com seus ideais e interesses mesquinhos e egos superinflados. Quando se fala em tomar decisões, sejam elas quais forem, são autoritários ou ideológicos, simplistas ou “analfabéticos”, levando a uma orquestração de comentários totalmente contra quaisquer decisões ou atos praticados pela Presidência ou por um de seus ministros. O cidadão comum está perdido no meio das contradições geradas pelo Executivo e seus ministros, ficando à mercê dos comentários midiáticos daqueles que se julgam senhores da verdade democrática.

Aloísio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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OS EUA E A CRISE NA VENEZUELA

O mais colossal complexo econômico militar atômico do planeta, com uma riqueza comparável à de vários países de Primeiro Mundo e dono de um poder de destruição capaz de transformar o planeta Terra num cinzeiro atômico em poucas horas, os EUA, “que ainda ostentam a fama de guardiões da democracia no planeta”, prometem ajudar a Venezuela a se reerguer dos escombros em que a ditadura de Nicolás Maduro lançou o país com seu regime brutal, que vem massacrando o povo nas ruas e até dentro de igrejas, se militares que sustentam o regime chavista apoiarem o presidente interino Juan Guaidó. Em pronunciamento, o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, afirmou que os americanos podem ser “mais duros” do que vêm sendo, todavia prometeu reorganizar a Venezuela se houver a transição para um governo democrático, perdoando até sanções anteriormente impostas a militares convertidos que passarem a apoiar Guaidó. Enquanto Rússia, China e Cuba alimentam o conflito no país com material bélico e de inteligência na opressão contra o povo, os EUA enviaram um navio com medicamentos para a região, numa tentativa de amenizar o sofrimento dos venezuelanos. Invejados por muitos e criticados por outros, os EUA ainda são os grandes mediadores de conflito pelo mundo no restabelecimento de democracias.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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A DIFÍCIL RECONSTRUÇÃO

Recentemente, em longa entrevista para a BBC, a opositora venezuelana Maria Corina Machado denunciou a presença na Venezuela das guerrilhas colombianas ELN e Farc, do cartel de drogas Sinaloa (na Serra Perijá) e de acampamentos terroristas do Hamas e do Hezbollah. Além disso, a situação de Nicolás Maduro ficará ainda mais insustentável, nos próximos meses, se for aceita a denúncia de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). A Venezuela não será reconstruída se houver impunidade.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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