Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Ou vai ou racha

Ou o presidente Jair Bolsonaro chuta o balde ou pode tropeçar, cair dentro dele e se afogar. Sinto o presidente inseguro e tímido em seus discursos, ele necessita com urgência deixar de lado o “isso aí” e os “OKs”, palavras que encerram seus pronunciamentos e soam como quem não tem mais argumentos. Para começar, tem de pôr fim a essa troca de farpas entre seu guru, Olavo de Carvalho, que vive nos EUA, “de tanto que adora o Brasil”, e seus homens de confiança, os generais, escolhidos a dedo para serem seus ministros em pontos-chave do governo. Bolsonaro não pode ficar em cima do muro, tem de tomar posição de um lado ou de outro. Ou apoia seu guru, um mal-educado, mestre em xingamentos com palavras de baixo calão, indignas de quem se diz professor, escritor e filósofo, ou dá crédito aos generais, homens honestos, éticos e inteligentes que após a vida militar, já com o dever honestamente cumprido, atenderam a um chamado para novamente servir à Pátria, que anda meio distraída e pode ser tomada de assalto outra vez. Então, qual será a decisão do presidente? Continuará dando corda a quem claramente quer desestabilizar o seu governo? Ou apoiará claramente quem quer estabilizar o País e pôr em marcha a ordem e o progresso? 

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Quem avisa... 

Excelente o editorial Passando dos limites (9/5, A3), mais as colaborações de leitores no Fórum a esse respeito. Qualquer pessoa de bom senso tem de concordar com o que está escrito, são todas elas críticas construtivas. É de esperar que a assessoria do presidente da República leve todas essas críticas ao conhecimento de Jair Bolsonaro, com o propósito de abrir-lhe os olhos. O presidente tem de tomar uma decisão, e não propor simplesmente que se “vire a página”: ou ele prestigia os militares, que continuam apoiá-lo, apesar das humilhações por que têm publicamente passado, ou continua a apoiar esse irresponsável conhecido como Olavo de Carvalho e arcará com as consequências. 

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

jc.rios@globo.com

São Paulo

Patriotas 

A cada dia que passa, a mediocridade do presidente Bolsonaro, sob influência de um desequilibrado, se acentua. Assim, a esperança de dias melhores para o País se transfere para a competência e integridade dos seus ministros Paulo Guedes, Sergio Mouro, Tarcísio de Freitas e para os generais que integram o seu governo, verdadeiros patriotas e heróis a avalizar – ainda – a atual administração.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br 

São Paulo

‘Herói nacional’

Sem liderança, o presidente Bolsonaro assiste de camarote e sem reagir às ofensas que diariamente faz seu guru incendiário aos ministros militares. Pelo menos o sensato ministro da Justiça, Sergio Moro, reconhece como “herói nacional” o ex-comandante do Exército general Villas Bôas, também ofendido pelo ídolo do presidente.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Alheamento

A prole do presidente Bolsonaro também é tão ou até mais eficiente na desestabilização do governo do pai do que a esquerda mais radical. Pior é que o presidente ainda não se conscientizou do desserviço ao Brasil que seus filhos estão promovendo.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Brincando com fogo

A sensação que o presidente Bolsonaro às vezes passa é de que não deseja assumir de verdade o comando do País, preferindo deixá-lo ao sabor de erupções emanadas à distância por seu ideólogo e de ações sem controle de seus filhos. Tal cenário vem gradativamente frustrando as expectativas de grande parte dos 57 milhões de eleitores que lhe deram crédito. A sociedade, ainda traumatizada pela tentativa de sua divisão feita pelo PT durante mais de 14 anos, visando a consolidar seu projeto de poder, assiste, de novo, a outros ensaios de fragmentações e cizânias, desgastantes e corrosivas, que podem desembocar em consequências devastadoras. Já passou da hora de o presidente pegar no leme. Governar não é só emitir decretos específicos, mas assegurar à população sua efetividade como líder democrático.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Sepultura política

Por que o presidente Jair Bolsonaro não ouve, por exemplo, o ministro Sergio Moro, antes de tomar decisões importantes, preferindo acatar os palpites idiotas do seu guru e as ideias estapafúrdias de seus filhos? Todo brasileiro sabe do caráter e da idoneidade do ministro, só nosso presidente não vê isso? Além de estar cavando sua própria sepultura política, ele vai levar o Brasil a um retrocesso muito perigoso, com danos irreparáveis. Lamentável.

MARINA MALUFI 

mmalufi@terra.com.br

Olímpia

REFORMAS

Primeiro o Congresso

“Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho; porque o remendo tira parte do vestido e fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos; de outro modo arrebentam os odres, e derrama-se o vinho, e estragam-se os odres. Mas vinho novo é posto em odres novos, e ambos se conservam” (Evangelho de Mateus, 9: 16 e 17). As reformas essenciais à recuperação econômica e social do País, como a da Previdência, a administrativa e a tributária, somente serão concretizadas se o Parlamento também passar por uma renovação, aprovando-as não em troca de cargos e da reativação de ministérios, mas por espírito público, comprometido com o bem-estar dos brasileiros. E isso está faltando a muitos integrantes do Congresso.

SILVIA REBOUÇAS P. DE ALMEIDA

silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

AUTÓDROMO NO RIO

Prioridades

Acho que, tendo em vista o caos em que se encontra o Rio de Janeiro, anunciar a construção de novo autódromo é um absurdo. Além dos elefantes brancos lá existentes como legado da Copa, da Olimpíada, do Pan, mais o domínio do crime organizado sobre centenas de comunidades, a cidade deve ter outras prioridades. A menos que a obra em questão já esteja comprometida com apaniguados. Afinal de contas, R$ 700 milhões não são para desprezar. 

MARCELO FALSETTI CABRAL

mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

*

PORTE DE ARMAS

Como se não tivesse mais nada com que se preocupar, Jair Bolsonaro decretou a flexibilização do porte de armas a várias categorias, incluindo até mesmo crianças e adolescentes menores de 18 anos – estes para prática de tiro esportivo. E o País segue com quase 14 milhões de desempregados e uma indústria paralisada, além de uma reforma da Previdência por se debruçar com afinco. Era momento para gerar mais uma polêmica? Quanta alienação e desfaçatez! 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

*

SALVE-SE QUEM PUDER

Monteiro Lobato escreveu que “um país se faz com homens e livros”. O governo Bolsonaro escreve que um país se faz com homens e armas. Pátria armada, Brasil. A partir do decreto de Jair Bolsonaro, o País passa a viver o seu BBB, “bang-bang, Brasil”. Salve-se quem puder!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

‘FAROESTE CABOCLO’

A primeira página do “Estadão” do dia 8/5 me faz pensar em “Faroeste Caboclo”, música do nosso saudoso Renato Russo: aquele bando de deputados fazendo aquele sinal ridículo de arma em punho, tão popularizado pelo nosso presidente. Renato Russo tinha uma visão política sempre muito bem delineada em suas entrevistas. Se estivesse vivo, o nosso “mito” e grande líder ficaria furioso, porque era culto, lia jornais e saberia do tamanho da ofensa que fizeram os deputados, num país onde muitos inocentes ainda morrem por armas de fogo. O mais engraçado de toda esta patacoada é que “Faroeste Caboclo” faz parte do disco “Que país é este” (1978/1987), que tem letras como “Mais do Mesmo” e “Tédio”, aquele com o T bem grande para o desgoverno Bolsonaro. Que olhemos para cada rosto nesta imagem bizarra de primeira página e nos lembremos de cada um dos deputados fanfarrões nos próximos pleitos, sobretudo o presidente Bolsonaro, o “mito” que dorme armado, mas tem “pés de barro”. Talvez, no meu imaginário, esta seria a mensagem do nosso Renato Russo, uma das poucas coisas boas que nos vinha de Brasília, seja em 1987, seja em 2019, 32 anos depois. “Faroeste Caboclo” ainda é atual e “Que país é este” ainda é manchete no “Fórum dos Leitores” até hoje.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

*

CALADA A VOZ DO CIDADÃO

O presidente Jair Bolsonaro, ao flexibilizar, via decreto, as regras sobre o armamento, alegou que não se tratava de matéria atinente à segurança pública, mas sim de garantir o direito individual de quem quisesse portar arma. Não sabe ele que nossa Constituição federal foi elaborada e codificada tendo como princípios basilares a dignidade da pessoa humana, a solidariedade social e a igualdade substancial. Sendo assim, nossa Lei Maior impõe que, diante da colisão entre liberdades individuais e o bem-estar social, este último sempre terá prioridade na proteção pelo Estado. Autorizar que 255 mil pessoas andem armadas, beneficiando um pequeno grupo em prejuízo da coletividade, tornando-a ainda mais vulnerável, viola todo eixo constitucional que sustenta nosso ordenamento jurídico. Esvaziar o espírito do Estatuto do Desarmamento no controle de armas, submetido a referendo popular em 2005, sem levar tal discussão ao Congresso Nacional, equivale a calar a voz de cada cidadão. A sociedade, acima de qualquer liberdade individual, tem o supradireito de ser ouvida e consultada sobre os efeitos dessa flexibilização. Usurpar o Legislativo dessa discussão, além de violar normas legais, fere a fundo os princípios democráticos que lutamos tanto para conseguir. 

Sabrina Campos sacdora05@gmail.com

São Paulo 

*

EM POLVOROSA

O recente Decreto 9.785/2019, que finalmente começa a atender a soberana decisão da maioria da população expressada no referendo de 2005, pôs em polvorosa partidos comunistas e os desarmamentistas de sempre, que estão preocupadíssimos com a incolumidade pública dos criminosos. 

José Luiz de Sanctis jldesanctis@uol.com.br

São Paulo

*

GOVERNAR POR DECRETO

Decretos são normas jurídicas gerais, abstratas e impessoais, estabelecidas pelo Poder Executivo da União, Estados e municípios, para desenvolver uma lei (não para modificá-la e, sobretudo, para contrariá-la), minudenciando suas disposições e facilitando sua execução ou aplicação. Um decreto que fere de morte o Estatuto do Desarmamento é uma bizarrice jurídica destinada a vida curta, porquanto as restrições aos poderes que o chefe do Executivo imagina ilimitados são firmemente consagradas em nossos preceitos, garantias e princípios constitucionais, ferramentas da preservação do Estado Democrático de Direito. Vontade e poder, eis o drama dos que ocupam um cargo público como se fossem cuidar de seus jardins. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

FALTOU TRANSPARÊNCIA

A liberação ao acesso de armas de fogo é um procedimento inaceitável. Para alguns especialistas, isso vai trazer mais insegurança, que começa em casa, onde desentendimentos e despreparo para a guarda de armamentos podem provocar dramas e tragédias. E a criminalidade pode se sentir ameaçada e, por consequência, atirar antes, por precaução. Esta questão deveria ser discutida com muita transparência, o que não aconteceu. Um fato preocupante.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

A POLÊMICA DO DECRETO DAS ARMAS

Antes de entrar no mérito do assunto, cabe aqui um destaque a respeito da questão sobre o direito do cidadão e do preceito principal da democracia, que é o governo do povo, pelo povo e para o povo. Na verdade, a maioria do povo brasileiro quer e tem o direito de ter uma arma de fogo, questão resolvida pelo plebiscito que foi vergonhosamente modificado pelo governo do PT. O recente decreto de Jair Bolsonaro, na verdade, não libera indiscriminadamente a posse e o porte de arma, no entanto, a mídia e certos órgãos procuram desvirtuar o entendimento e provocar ações contra tal direito. Diga-se de passagem, um desses órgãos, o Instituto Sou da Paz – que, aliás, nada faz de efetivo, mas apenas se mantém à custa de certas fundações e do governo (veja-se a prestação de contas no ano de  2017, quando sua arrecadação foi de R$ 5.369.884,29, dos quais 63% vieram de fundações e 17%, de órgãos públicos) –, atende a interesses até de órgãos internacionais, procurando afastar do cidadão brasileiro o direito à proteção da vida e de seu patrimônio. O entendimento vesgo de certos órgãos e agentes “públicos” tenta incutir no povo brasileiro que as armas são um perigo. Ora, são um perito na mão do cidadão honesto, mas não são um perigo na mão de bandidos? Desde a promulgação do Estatuto do Desarmamento o índice de crimes aumentou no País. Desde então, o cidadão honesto ficou refém da bandidagem e prisioneiro em sua própria casa. Desde a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente, o número de menores meliantes, marginais, bandidos e traficantes cresceu. A educação foi por água abaixo. O professor, marginalizado, os pais, relegados a segundo plano. No alto de minha idade, lembro-me bem de quando, na década de 1950, as crianças brincavam de “mocinho e bandido” e tinham armas de brinquedo, revólveres de espoleta, e nenhum daqueles meninos, na fase adulta, virou bandido ou marginal. Tinham, porém, educação, respeito, liberdade dentro dos limites, sabiam o que era família, idosos, patrimônio alheio, trabalho. Hoje, com o excesso de leis casuísticas, que, alias, só favorecem uma minoria e especialmente os bandidos, estes mesmos energúmenos que fizeram tais leis percebem, mas não concordam, que foram os causadores do caos em que estamos. Quando um menor podia trabalhar de dia e estudar à noite não tinha meios de, como hoje, virar traficante. Hoje um menor não pode trabalhar honestamente, mas, de forma desonesta, pode furtar, roubar, matar, traficar e outros ar... Então, onde estamos ouvindo a voz do povo? E o pior de tudo é que certos órgãos da imprensa, desvirtuando a verdade, continuam atacando, não se sabe com que interesse, o que a população quer. Ora, vamos deixar de hipocrisia, vamos deixar de “mamar nas tetas do governo”, vamos garantir ao cidadão o seu direito de ir e vir, de proteger seu patrimônio, de ter paz, sim, não ser escravo de uma minoria de falsos defensores do povo. A questão principal não são as armas. A questão principal é a educação, a formação intelectual dos jovens, o respeito à família, a garantia de uma educação não partidária, a formação de cidadãos íntegros.

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

Salto

*

SEM NOVIDADE

O decreto assinado por Jair Bolsonaro sobre a posse e porte de armas de fogo, na realidade, não mudou absolutamente nada. Atiradores esportivos já podiam andar com suas armas municiadas na rua e cidadãos com posse de arma numa fazenda já podiam andar armados por toda a sua propriedade. A única coisa que o decreto fez foi reunir num único documento leis e regulamentações que já existiam. Para que não se faça nenhuma injustiça com a verdade, a única coisa que mudou na legislação foi o aumento no número de munições que cada indivíduo pode legalmente adquirir em um ano, o que permitirá, por exemplo, que cidadãos com posse de armas de fogo mantenham munições seguras (não vencidas) e pratiquem um pouco ao longo do ano, o que era impossível com as antigas limitações. Curioso que nada disso é dito na imprensa, que deveria fazer um pouco mais da lição de casa antes de escrever sobre assuntos que desconhece. Também pouco se fala sobre o fato de que delegados federais, na maioria dos Estados brasileiros, só concedem o porte de armas sob ordem judicial, desrespeitando o direito de cidadãos de bem que desejam e se preparam para terem o porte de armas, assim, inflando o número de “atiradores esportivos” que, como agora se sabe, podem portar armas. Coisas de Brasil...

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

*

MUDANÇAS ATABALHOADAS

Sou a favor do direito de qualquer cidadão – observada sua comprovada capacitação teórica e prática para o uso de armas de fogo, bem como atestados de equilíbrio psicológico e ausência de antecedentes criminais – ter e portar armas, mas esse, na minha opinião, tem de ser um direito individual e universal! À exceção dos membros das forças de segurança, que, por suas funções e independentemente de “estarem de serviço”, exercem uma atividade de proteção permanente à sociedade, o tratamento dado a todos os cidadãos quanto ao uso e porte de armas deve independer da sua categoria profissional: é um direito individual de cada cidadão. Como aceitar a ideia de que um morador de uma zona rural corra maiores riscos de atentados contra seu patrimônio ou vida do que um que resida nos arrabaldes de uma grande cidade ou de um pequeno vilarejo? Que, sem me alongar, os advogados, por sua profissão, possam portar armas, enquanto os gerentes de banco não? Que um motorista de taxi seja considerado como correndo menores riscos do que um caminhoneiro de transporte de carga? Que membros da imprensa que cubram atividades policiais corram maiores riscos do que outros que atuam investigando atividades politicas? O direito de os cidadãos possuírem e portarem armas de fogo não pode em momento algum ser confundido com a desobrigação do Estado de dar segurança a todos os brasileiros, independentemente de suas profissões, pelo que conceder tal direito coletivamente aos membros de algumas é um completo absurdo. No afã de criar factoides, o atual governo (?) procura atender interesses corporativos de grupos que pretende o apoiem politicamente, sem uma visão adequada sobre os princípios que devem nortear uma decisão que envolve a normatização de um direito que deve ser universal, promulgando um decreto, e não submetendo ao Congresso, como deveria, no meu entendimento, a mudança “filosófica” do Estatuto do Desarmamento, que altera enquanto (pretensamente) disciplina. A falta de senso é tão grande que libera o porte de armas a toda uma categoria que recentemente chantageou o governo Temer paralisando rodovias por todo o País e que obrigou a intervenção das forças de segurança para sua liberação...

Jorge R. S. Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú 

*

‘UM PAÍS SE DESFAZ COM MACHÕES E ARMAS’

No artigo escrito pelo jornalista Eugênio Bucci (9/5, A2), ressaltem-se o desligamento que este senhor tem da realidade e o incrível viés dos acadêmicos de ignorar o povo – só eles, os acadêmicos, sabem. Será que ele se esquece de que houve um plebiscito neste país e que o resultado foi pela liberação de armas? Claro que não defendo a liberação indiscriminada, na verdade até votei contra a aprovação, mas um pouco de respeito ao desejo da maioria é sempre bom e Bucci precisa começar a praticar isso. A manifestação dos presentes na foto de primeira página do “Estadão” me parece muito mais regozijo com o final respeito ao desejo do povo confirmado no antigo plesbicito. Depois, ele critica o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, por estar acompanhando incursão da polícia contra bandidos, e ressalta denúncia feita por parlamentares na ONU. Será que ele gosta mais de fotos de ex-presidentes ao lado de membros do MST e organizações subsidiárias? Onde estavam estes mesmos parlamentares ao tempo em que a bandidagem comandava as favelas, como bem se entende? Estavam dando suporte aos governadores que ficavam nos palácios na zona sul do Rio e fechando os olhos para a bandidagem? Depois, o jornalista envereda a criticar o controle de verbas das universidades. Só destaco um ponto, quanto à administração das universidades. Na Unicamp, tivemos uma greve com a ocupação dos prédios por alunos, e estes agrediam os professores quando estes tentavam entrar nas salas para ministrar aulas aos alunos que queriam continuar os estudos, sem “balbúrdia”. Por três vezes a Justiça autorizou a reintegração de posse para a universidade, por três vezes o reitor não solicitou a reintegração de posse e os professores continuavam a ser agredidos. É esta a administração que está sendo defendida por Bucci. Todos os demais pontos mostram o descontentamento do autor com a administração que se desenvolve e que foi votada majoritariamente na última eleição. Existe prova maior de falta de respeito à democracia do que isso? Este senhor se insurge contra o que não é de seu agrado e nem lhe passa pela cabeça respeitar o contrário. Isso, sim, é autoritarismo.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

*

COMO SE FAZ UM PAÍS

Lendo o artigo do jornalista Eugênio Bucci “Um país se desfaz com machões e armas” (9/5, A2), gostaria de lembrar que, talvez com a exceção de Joana D’Arc, os grandes países fizeram-se com destemidos e bravos varões e com heróis em armas. Às feministas que estiverem pensando nas amazonas, lembro que estamos a falar de História, e não de fantasias.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

*

ALFORRIA

O Texas tem mais armas do que pessoas, assim como diversos outros Estados americanos possuem a mesma desproporção entre pessoas e armas. O mais interessante é que todos estes Estados armados são aqueles que ostentam os menores índices criminais dos EUA. Pode espernear à vontade, senhor Eugênio Bucci, chegou a hora da nossa alforria. 

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

*

PELA SOCIEDADE

Muitos parlamentares criticam o governo por causa da flexibilização do porte e uso de armas de fogo, porém os parlamentares não cogitam de mudanças nas leis penais. Muitos parlamentares criticam o governo por causa da manutenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Ministério da Justiça, porém não cogitam, igualmente, de mudanças nas leis penais. Ou seja, aqueles que elegemos para criarem as regras para a nossa sociedade não sabem que precisam deixar a própria sociedade livre para agir em seu benefício e segurança ou, então, precisam agir pela sociedade, com o Estado e com leis penais efetivas. Porém, não fazer nem uma coisa nem outra é dizer, claramente, que os interesses da sociedade e dos parlamentares não são os mesmos e que a impunidade é a regra de um jogo em que só uns perdem.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

*

A PROPÓSITO

Tiraram o Coaf do ministério de Sergio Moro. Vitória dos corruptos, os petistas estão em festa!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

*

POR QUE A INSISTÊNCIA?

Será que um cabo e um soldado resolveriam o problema da Câmara dos Deputados? O caráter zero está explícito naquela Casa. O Coaf trabalha para controlar crimes, portanto deve ficar no Ministério da Justiça. Quais seriam os medos dos senhores deputados para insistirem na volta deste órgão para o Ministério da Economia? Pelo andar da carruagem, a população ainda tem muito a fazer para limpar a casa.  

Eduardo Cavalcante da Silva cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo

*

DESCOMPOSTURA

O “Estadão” passou, intencionalmente ou não, uma educativa mensagem ao estampar na primeira página de ontem (9/5) foto da família real inglesa educadamente encantada com o novo bebê, ao invés de dar destaque ao ringue em que se transformou na quarta-feira, uma vez mais, a Câmara dos Deputados em Brasília. A lei ou regulamento que dá livre palavra aos parlamentares, livrando-os de punição por incontinência verbal, deveria ser revogada/o. Impedida de ofender, a maioria se calaria, pois não seria capaz de articular sequer uma frase inteligente. Em edifício público, mantido com nosso dinheiro, deveriam ser obrigados a manter a compostura. E, se suas manifestações desrespeitosas deixassem de ser veiculadas pela mídia... Bom, aí já estou sonhando, não é?

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

*

ABANDONADO COM OS LEÕES

O ferrenho e incansável ministro da Economia, Paulo Guedes, enfrentou sozinho na Câmara dos Deputados, na quarta-feira, com sólidos argumentos, os fanfarrões contrários à reforma da Previdência, que pretendiam desmoralizá-lo. Como se estivesse numa jaula, Guedes saiu para a briga contra os parlamentares. O que chama a atenção é que o presidente Jair Bolsonaro “acompanhava” toda esta brava luta bem longe da arena. Presidente Bolsonaro, quando menos se espera, pessoas dedicadas podem ser demissionárias de suas funções pela falta de respaldo. Menos Twitter, presidente! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

FESTIVAL DE NESCIDADE

Estão se tornando cansativas as várias e repetidas manifestações de patacoadas do presidente Bolsonaro. A mídia especializada, os políticos independentes, a sociedade atuante, enfim, os mais importantes extratos que compõem o tecido civil e militar do País assistem, já não boquiabertos, ao festival de nescidade do presidente. Enquanto Paulo Guedes, como um verdadeiro Dom Quixote, com seu escudeiro Sancho Pança (no caso, Alexandre Frota), digladiava no Congresso em defesa da nova Previdência, o presidente persiste em continuar dando por paus e por pedras. As duas últimas são, senão, a repetição de outros disparates anteriores, com maior ou menor grau de importância. O que tem ele de se meter na localização da Fórmula 1? O homem não dá uma dentro! E quanto ao “dá lá, toma cá” na divisão do Ministério do Desenvolvimento Regional em Cidades e Integração Nacional? Nada a declarar? O grave é que, se continuarmos nesta toada, teremos ainda pela frente 3 anos, 7 meses e alguns dias para suportarmos tamanha inaptidão.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri

*

DÁ OU DESCE

Finalmente o presidente Bolsonaro entendeu que a aprovação de projetos de interesse do País só será alcançada com contrapartidas aos parlamentares. A recriação de dois ministérios é um claro exemplo dessa prática nociva e indecente. Por outro lado, mais uma vez o ministro Paulo Guedes compareceu à Comissão de Constituição e Justiça para esclarecer dúvidas dos parlamentares a respeito da reforma da Previdência. E foi atacado e destratado por petistas e cúmplices do PSOL e do PCdoB, mas não deixou barato. Que o diga o deputado José Guimarães, aquele pego no flagrante com dólares na cueca e que é líder dos “petralhas”, que seguem a prática do “por que facilitar, se podemos complicar?”.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

*

DEPUTADOS EM FESTA

Anarriê! A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) está em festa! Com a mudança do voto do “libertador” ministro Dias Toffoli em decisão anterior, por maioria, o Supremo Tribunal Federal (STF) estendeu a imunidade de prisão aos deputados estaduais. As Assembleias Legislativas poderão reverter a ordem de prisão preventiva dada pelo Judiciário contra seus parlamentares. Apesar de a decisão não alcançar os cinco ex-deputados presos em decorrência de escandalosos cambalachos antirrepublicanos praticados na legislatura passada, aguardemos a jabuticaba jurídica que o plenário da Alerj parirá para libertar os referidos colegas enricados, ex-dirigentes e líderes daquela Casa de Leis, que têm em suas mãos muitos dos atuais mandatários, igualmente venais em suas posturas e ações, segundo dizem anônimos corredores e banheiros dos gabinetes. Este presidente Toffoli, hein! E o STF, a cada dia uma agonia!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

*

MAIS IMPUNIDADE

O presidente do STF, Dias Toffoli, mudou seu voto de 2017 e decidiu ajudar na impunidade de deputados estaduais. Nem ficou corado...

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

*

SOB NOVA DIREÇÃO

Aos poucos, o STF de Toffoli se interpõe explicitamente entre o combate à corrupção e os criminosos de colarinho branco. O colegiado muda de opinião como quem troca de roupa e já não inspira a menor confiança.  

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

LIBEROU GERAL?

Demorou um pouco, mas depois de muito esforço e perseverança os senhores ministros do STF acabam de realizar o sonho de 9 entre 10 parlamentares, aprovando um dispositivo que diz que, a partir de agora, 1) não poderão ser presos, a menos que sejam em flagrante delito; 2) as Assembleias Legislativas estaduais ganharam o poder de anular prisão e; 3) podem suspender o andamento de ações penais abertas e já tramitando na Justiça. Disso se pode concluir que suas excelências podem delinquir sem medo, posto que dificilmente a lei os alcançará. Desta forma, está institucionalizada a impunidade parlamentar. Alguém tem alguma dúvida?

Maria Elisa Santos marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

*

O STF E A IMUNIDADE PARLAMENTAR

Com esta decisão sobre a reversão da prisão de deputados, podemos concluir que o STF está contra o Brasil, é a favor do político criminoso e tem medo da CPI da Toga. Enfim, o STF é digno de pena!

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

*

O ESCÂNDALO DA LICITAÇÃO DA LAGOSTA

Num país onde a população vem sofrendo com a onda de desemprego, os membros do Poder Judiciário continuam alheios às agruras daqueles que não fazem parte do seu mister. A notícia que nos ofende ainda hoje – pois todos os dias estamos sendo atacados por pelo menos uma – é a do desembargador que cassou a liminar que vetava a vergonhosa compra de bebidas importadas e alimentos pela Corte Suprema, a licitação de R$ 1,13 milhão do Supremo Tribunal Federal (STF) para a compra de medalhões de lagosta e vinhos premiados. O desembargador discordou da juíza Solange Salgado, que havia vetado a licitação, afirmando que “o detalhamento do menu, para além de ser meramente explicativo, foi utilizado como parâmetro adotado pelas empresas licitantes para a composição de preços, expediente que reduziu a margem de subjetividade quanto à qualidade dos produtos licitados”. Eu trabalhei em licitações públicas, tanto na especificação técnica dos produtos requisitados como membro de comissão licitante. Se a matéria publicada pelo “Estadão” reproduziu exatamente a exigência do edital, os licitantes agiram corretamente, pois uma oferta em descordo com a especificação do edital seria desclassificada. Até a exigência de cachaça envelhecida por um ou três anos deve ter levado os licitantes a escolher a de três anos. Sim, pois na hipótese de cachaças que atendiam ao edital, com preços iguais, a comissão de licitação iria escolher a de três anos, por ser de melhor qualidade, do que aquela envelhecida por um ano. Finalmente, cumpre salientar que tal aquisição, na atual situação de penúria do País, com mais de 13 milhões de pessoas desempregadas, é realmente um escândalo e um desaforo para todos nós.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

BRECHT

Licitações de itens gastronômicos de luxo para abastecer uma Corte Suprema e seus 11 togados, um time com o maior custo específico entre todos os dos tribunais superiores mundo afora; políticos que condicionam seu voto em reforma essencial à sobrevivência fiscal a benesses, ou os que a ela se opõem simplesmente para recuperar o poder que perderam por pura incompetência ou populismo demagógico, ou, ainda, a triste manifestação de um deles propondo a desidratação do texto para evitar a reeleição do atual presidente. Estas são algumas das melancólicas marcas qualificadoras da elite de um país que, parafraseando a famosa frase utópica do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, citada em sua peça “A Vida de Galileu”, de 1938 (“infeliz a nação que precisa de heróis”), poderia ser resumidamente descrito da seguinte forma: “Infeliz a nação que precisa de vilões como estes”.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

*

PARA EVITAR A INDIGESTÃO

A cada dia que passa só aumenta nossa decepção com as autoridades brasileiras, senão vejamos: primeiro, foi autorizada a emissão de 404 passaportes diplomáticos para filhos e cônjuges de deputados – não bastam as benesses de que desfrutam, eles querem mais mordomia ainda. Em segundo, aquela licitação das lagostas e vinhos para o STF, que havia sido suspensa, voltou a ser liberada novamente, e, ao ler apenas alguns detalhes desta, aumentaram muito mais minha raiva e indignação, senão vejamos: os vinhos devem ter ao menos quatro premiações internacionais, envelhecidos em tonéis de carvalho de primeiro ou segundo uso, e a colheita das uvas deve ter sido feita manualmente. Depois desta, parei de ler, para não ter indigestão.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

*

PASSAPORTE DIPLOMÁTICO

Desde sua fundação, acho que até hoje, o Instituto Rio Branco forma cidadãos para a carreira diplomática via concurso público. Difícil, em época passada, ingressar na carreira, dadas as exigências das provas, curso e currículo do pretendente, requisitos principalmente em línguas estrangeiras, curso superior, etc. Hoje, virou bagunça, qualquer um vira embaixador, cônsul e outras funções. Basta fazer parte do governo ou, até, pertencer a alguma religião ou ser dono de uma igreja, que um passaporte diplomático lhe é concedido e estendido a familiares e, quem sabe, a amigos dos amigos! Deus lá sabe como!

Eliton Rosa elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro

*

CENÁRIO PARA URUBUS

Dois ex-presidentes da República presos; o Supremo Tribunal Federal ávido por lagostas, vinhos caros e pelo fim da Lava Jato; o Congresso cuíra por emendas parlamentares, isto é, grana grossa por baixo, por cima, pela borda do microfone; o desemprego a galope; a fofoca pautada diariamente pela grande mídia; Huguinho, Zezinho e Luizinho deslumbrados com a fama e desorientados por um pornôlogo; a infantaria ressentida com a artilharia do capitão e, como se tudo fosse pouco ou quase nada, uma praça onde os Três Poderes republicanos se engalfinham. Neste cenário, o urubu de baixo vai beliscar o de cima.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

*

AGRAVADA A CRISE NA VENEZUELA

Gravíssima a forma da prisão do vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, após uma reunião na sede do partido Ação Democrática. A camionete de Edgar Zambrano foi cercada e, depois, guinchada por agentes do Sebin, o serviço de inteligência do ditador Nicolás Maduro. Após ser sequestrado, a cerca de 50 metros do local do encontro político, ele foi transportado de maneira forçada para o Helicoide, centro de tortura de presos políticos em Caracas. A prisão, além de ser arbitrária e ilegal, é um total desrespeito às imunidades parlamentares dos deputados.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

INDULTO

Cada dia mais difícil de entender a lógica da Justiça brasileira. Suzane von Richthofen, mentora do assassinato dos pais, deixa a prisão para desfrutar do beneficio do indulto do Dia das Mães.  Tenho ciência de que a lei determina como condição de saída  que seja fornecido o endereço da família que será visitada pelo preso ou onde ele poderá ser encontrado durante o gozo do benefício. Quer dizer que ela irá visitar a mãe, que ela tramou executar, no cemitério? Vai chorar lágrimas de crocodilo? Isso é vergonhoso! Que ela saia em outras datas nós até admitimos, em função da lei, mas no Dia das Mães, data em que ela, na minha opinião, não tem nada a comemorar, porque também não tem filhos, é inadmissível! Reconheço que os juízes cumpram as leis, mas acho que poderia haver bom senso, principalmente em casos como este. Espero que pelo menos flores ela leve ao túmulo da mãe.

Deborah Farah deborah.farah@gmail.com

Rio de Janeiro

*

INDULTO E PROMESSAS

Sem querer questionar se os apenados têm direito ou não de receber indulto para sair da prisão para comemorar o Dia das Mães, vendo reportagem mostrando dezenas deles a caminho de casa, lembrei-me das promessas de campanha do presidente Jair Messias Bolsonaro, que dizia que, caso eleito, no governo dele tudo seria diferente. Mas, pelo visto, nada mudou. Porém o que me deixa, mesmo, indignado é saber que milhares de desempregados não têm recursos para comprar uma lembrancinha para presentear as mães. Quanto ao indulto, está na lei, e lei se cumpre, não se discute. Agora, fazer propaganda eleitoral para galgar votos? Só rindo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

ESQUERDA REUNIFICADA?

A oposição ao governo Bolsonaro afirma ter encontrado um tema comum capaz de unificar a esquerda após a fragorosa derrota nas eleições presidenciais: os cortes na área da educação. Pode até dar certo, mas é mais provável que o tiro saia pela culatra. Os partidos oposicionistas pretendem mobilizar a sociedade civil para reforçar a greve nacional dos professores das redes públicas marcada para o dia 15. Bem, para começar, não faz sentido algum protestar contra estes cortes sem sugerir alternativas, a não ser que se acredite que dinheiro brota facilmente de árvores. Além disso, o candidato derrotado do PSOL à Presidência e um dos líderes desse movimento, Guilherme Boulos, declarou que “a esquerda brasileira precisa ter a humildade de reconhecer seus erros”. Sim, isso é verdade. Mas não basta apenas “reconhecer”. É preciso dar nome aos erros e aos culpados e pedir desculpas ao País pelo desastre econômico e social provocado pelo lulopetismo. Sem coerência, não há união que se sustente. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

Tudo o que sabemos sobre:
Jair BolsonaroOlavo de Carvalho

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.