Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2019 | 01h00

Governo Bolsonaro

Que sina...

Votei em Jair Bolsonaro nas últimas eleições e nem chance de me arrepender posso alimentar, uma vez que a alternativa era o poste da caterva comandada pelo presidiário de Curitiba - e dessa tropa quero distância, se Deus for justo, pelo resto da vida. Todavia as indecisões do presidente, seus afagos em horas erradas aos filhos, que se comportam como príncipes herdeiros, aliados ao vaivém perigoso de suas decisões, estão me deixando aflita, agoniada, sem esperança. Agora, com essa falta de empenho em manter o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sob o comando de um dos melhores quadros de seu governo, parece-me que as coisas começam a piorar muito. No caso de o ministro Sergio Moro desistir de continuar dando murro em ponta de faca inutilmente, não lhe faltarão oportunidades muito mais profícuas, tanto no Brasil como, quiçá, no exterior. Já quanto ao presidente, “melhor já ir se acostumando” com a possibilidade da desgraça iminente que se avizinha caso se permita perder esse que foi o juiz brasileiro mais notável de que se tem notícia nos últimos tempos. E, para variar, quem perde mesmo somos nós, o povo desalentado deste pobre país. Que sina a nossa, quando acreditamos ter dado um passo à frente, vêm os políticos perversos e nos quebram as pernas.

Doca Ramos Mello

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

Tchau, queridos

Acho que está mesmo na hora de Sergio Moro pegar o boné e dar um tchau para esse governo, que não se entende e está boicotando o seu trabalho. A base governista não se esforçou para que o Coaf ficasse no Ministério da Justiça porque muitos têm medo do que pode acontecer... Mas Sergio Moro é bem maior que isso tudo. 

José Claudio Canato

jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

País derretendo

Parlamentares se vingam de Sergio Moro tentando retirar o Coaf de suas atribuições. Parlamentares gastam descontroladamente, não trabalham como nem quanto deveriam. Parlamentares não votam as reformas e obrigam o Poder Executivo a barganhas espúrias para destravar a pauta no Congresso. Parlamentares favorecem seus próprios Estados (endividados) e seus interesses pessoais. E por aí vai. E a discussão que ganha mais visibilidade é o porte de armas? Francamente!

Marly N. Peres

marly.lexis@gmail.com

São Paulo

Prioridades

A derrota na votação sobre o Coaf pode ser atribuída ao fraco empenho do governo, mas, justiça seja feita, ele está empenhado ao máximo em outras áreas. Senão, vejamos: liberou o porte de armas num país com alto índice de violência; cortou verbas das universidade e bolsas de pesquisa, o que vai prejudicar, ainda mais, nosso modesto desenvolvimento científico e tecnológico; fará revisão em 334 áreas de proteção ambiental no País (leia-se liberá-las para exploração predatória, o que vai abalar nossa imagem ambiental ainda mais); ignora seus aliados políticos no Congresso Nacional, além dos parceiros comerciais mais relevantes ao Brasil; e por aí vai. Ou seja, o problema não é o vigor, mas sim as direções erradas do empenho deste (des)governo.

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Educação

Universidades

No bom artigo Confiança e autonomia das universidades (10/5, A2), de Simon Schwartzman, devemos destacar que numa frase o próprio autor usa o diagnóstico da irresponsabilidade na administração das universidades: “A quase totalidade (dos recursos) se vai em salário e aposentadorias (...)”. Como pode uma administração admitir que se chegue a tal ponto? É inegável que a autonomia das universidades deve ser relativa. Se a tutela governamental é incômoda, que se estabeleça uma comissão de representantes da sociedade, todos sem nenhum vínculo com universidades e seus funcionários, para gerenciar não somente a aplicação de recursos, mas também a produção de trabalhos acadêmicos, com prazos definidos, e cumpridos, para estabelecer contrapartidas. Nada diferente do que as universidades de países do Primeiro Mundo fazem para alcançar e se manter em elevado nível de qualidade. Chega de perder nossos talentos. Quantos filhos de meus amigos se foram e vivem hoje uma realidade diferente, para melhor, em outros países... Temos de quebrar esse ciclo.

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

Campinas 

Corte de verbas

É importante haver parcimônia no corte de verbas de universidades federais. É fato que muitas das pesquisas e muitos de seus eventos são inúteis e movidos por viés ideológico “progressista”, jogando pelo ralo dinheiro público. “Pesquisas” essas que só são feitas para se traduzirem em resultados desejados previamente por quem as faz e para inutilmente fermentarem com artigos irrelevantes a Plataforma Lattes. Por outro lado, há muitos pesquisadores de ponta que serão dragados para o mesmo buraco. É fundamental um debate sério sobre como verbas de fomento público e de custeio devem ser geridas. 

Raphael Câmara M. Parente

raphaelcmparente@hotmail.com

Rio de Janeiro

Vacas magras

É amplamente conhecido no meio universitário que não são poucos os projetos de pesquisa absolutamente inúteis, sem a mínima valia, muitos projetados exclusivamente para justificar o aporte de verbas do Ministério da Educação. Chocolatinhos do ministro à parte, as universidades deveriam aproveitar o momento para rever e racionalizar seus projetos, assim como precisam ser revistos os critérios para concessão de bolsas de estudo pelos órgãos de pesquisa ligados ao governo. A época é de vacas magras e o governo não é mais a galinha dos ovos de ouro.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Estado de Direito

Sob ameaça

A cassação do habeas corpus de Michel Temer é mais um passo na edificação da ditadura do Judiciário. Temer não foi ouvido, não foi condenado, não é fugitivo, tem domicílio certo, teve os bens bloqueados, seu celular, o computador e diversos documentos foram confiscados quando das buscas em seu escritório e em sua residência. O que mais deseja a sanha punitiva? Não se trata de um ex-presidente sendo humilhado e desrespeitado. Trata-se de algo maior: a repetição do desrespeito aos direitos de todos nós, cidadãos, e o desprezo pelo Estado de Direito. 

José Ed. Bandeira de Mello

josedumello@gmail.com

Itu

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A prisão de Michel Temer

Diante de robusta investigação das obras de Angra 3, o ex-presidente Michel Temer voltou a ser preso preventivamente. Por quanto tempo? Mais fácil do que acertar na Mega Sena! Superior Tribunal de Justiça (STJ), nada! Bora trabalhar, Supremo tribunal Federal (STF)! Que ministro concederá nova liminar: Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes ou Alexandre de Moraes? Para ganhar tempo, voto no presidente Dias Toffoli.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Frio

Ex-presidente Temer volta à prisão. Nada a temer. Basta ficar com a boquinha bem fechada. Advogados carérrimos o tirarão de lá num piscar de olhos. E ainda tem Gilmar Mendes, aquele "ministrão" que não gosta de ver nenhum "peixão" atrás das grades. Fica frio, Michel! (com ironia, por favor!)

Maria Elisa Santos

marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo 

Michel Temer

Que o cara é um sacana, disso não se duvida, a questão é a prisão com o cipoal de leis contraditórias no País.

Ariovaldo Batistas

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

'Presodentes'

Hoje, lamentavelmente, dois ex-presidentes brasileiros estão cumprindo prisão. A pergunta que faço é a seguinte: ocorrendo a prisão de um terceiro, deveremos chorar, aplaudir ou pedir música, fúnebre certamente?

Jomar Avena Barbosa

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

Similares

Ministério Público manda prender Temer por comandar quadrilha há 40 anos. Mas e o Sarney? O cara já tem mais de 60 anos nas mesmas atividades!

Luiz Henrique Penchiari

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

Corruptos em festa

Dia de vitória e festas no arraial dos corruptos. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) volta para o Ministério da Economia, longe de Sérgio Moro, e o indulto de Natal de Michel Temer, em 2017, vai beneficiar algumas grandes estrelas da corrupção na Lava Jato, graças aos "garantistas" do Supremo. A cereja do bolo ficou por conta do afastamento de auditores da Receita Federal de muitos processos da Lava Jato. Ironicamente, o presidente do indulto voltou a ser preso... até o próximo habeas corpus. Viva a corrupção! Viva o Brasil da impunidade!

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Coaf na Justiça

O Conselho de Controle da Atividade Financeira (Coaf) é fundamental para o rastreio do fluxo do dinheiro ilegal, que tem secado os cofres públicos e lavado o dinheiro do tráfico de drogas e de outros crimes. Assim, é uma ferramenta importante para o Ministério da Economia, mas que funciona melhor nas mãos de quem sabe realmente usá-la, neste caso, a Justiça e a Segurança Pública. Nesse sentido, é difícil de enxergar alguma motivação que seja lógica e republicana, para que a Câmara dos Deputados, onde o projeto de mudança de endereço precisa ser confirmado, não dê o seu aval.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

Até quando?

As recentes decisões da Câmara dos Deputados na votação das medidas provisórias (Coaf, Funai) e do STF sobre imunidade dos deputados, indulto de Natal de 2017, entre outras, demonstram cabalmente que os seus membros não têm o pensamento voltado para o bem do Brasil e da sua população. Decisões que humilham o governo e nós, pobres mortais, que se sentem impossibilitados de reagir e dar uma resposta à altura. Infelizmente, uma casta que temos de aguentar. Até quando?

Darci Trabachin de Barros

darci.trabachin@gmail.com

Limeira

É preciso pacificar este País

A Nação vive a excitação de ver atrás das grades dois ex-presidentes, ex-governadores, ex-ministros e outrora poderosos parlamentares. Há, no entanto, um verdadeiro cabo-de-guerra sobre questões que, em outras épocas, passavam despercebidas, como o contingenciamento de verbas do Orçamento, a volta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça para o da Economia, e questões pontuais. Uma legião de incautos é levada a pensar que só Jair Bolsonaro cortou verbas para Educação e Saúde, quando isso é atitude rotineira nos governos para o fechamento das contas. Quanto ao Coaf, pouco importa se sob o comando de Sérgio Moro ou Paulo Guedes. É um órgão com funções definidas e controlado pelo Poder Executivo. É preciso acabar com a desinformação e a hipocrisia. Sem isso, será difícil de alcançar as reformas de que necessitamos para recolocar o País nos trilhos. É função do Executivo governar, do Legislativo apreciar, se for o caso, mudar e votar as leis, e do Judiciário, apurar problemas e crimes e aplicar as leis da forma mais justa. O resto é tudo narrativa impatriótica.               

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Livres de Sérgio Moro

Realmente, apesar da renovação do Legislativo nas últimas eleições, este poder brasileiro continua sendo a vergonha do Brasil! Deputados e senadores de uma tal comissão de pilantras estão querendo que o Coaf retorne ao Ministério da Economia, saindo do Ministério da Justiça de Sérgio Moro, com o intuito de seguirem corrompendo, lavando dinheiro, beneficiando a si mesmos, indo contra todas as resoluções internacionais no combate ao crime organizado e ao terrorismo. Vergonha!

Rodrigo A. dos Santos Echeverria

rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

Derrota nossa

Se existisse Nobel de Inteligência, o prêmio teria destino certo. Enquanto o Brasil estava - como dizia minha avó - "de calcinhas de fora" com o que postava em redes sociais um senhorzinho lá no Hemisfério Norte, mais exatamente na Virgínia, o Congresso Nacional tramava para tirar o Coaf do Ministério da Justiça. Não concordo com o que ouço aqui e ali, sobre Sérgio Moro acumular derrotas. Ao contrário, o próprio Congresso atesta que ele é um vitorioso. Quem acumula derrotas é o Brasil.

Marcia Meirelles

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

Vingança corporativa

A comissão do Congresso que analisa a medida provisória da reforma administrativa proposta pelo governo Jair Bolsonaro aprovou a transferência de subordinação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Justiça, para o da Economia, ao contrário do que postulava o ministro Sérgio Moro. Em que pesem os indiscutíveis benefícios para o combate à corrupção decorrentes da proximidade do órgão da área da Justiça, o resultado emergiu de uma mixórdia de votos de partidos da oposição e do chamado centrão, o que levanta a desconfiança de que há um acordo velado entre os parlamentares no sentido de esmerilhar a influência do ministro Moro, uma espécie de vingança corporativa em represália à sua ação no sentido de atingir políticos corruptos enquanto juiz federal. Será verdade? Se for, pouco resta a este país e a queda ao abismo da imoralidade será inevitável.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Comissão tira Coaf de Moro

Sérgio Moro, o marido traído.

  

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

A batalha do Coaf

O primeiro passo para retirar o Coaf do Ministério da Justiça foi dado, uma primeira derrota para o Brasil que prefere as realizações da Justiça que as articulações da política, uma imensa derrota para a esperança de tantos brasileiros que sempre sonharam com a mudança do Brasil e a mudança dos próprios políticos que, nos devaneios dos humanistas e patriotas, pudessem despertar para a grande responsabilidade social que lhes cabe como representantes de uma sociedade injustamente despedaçada pelas más ações criminosas de tantos irresponsáveis.

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

Vitória da impunidade

Lembrete: a derrota na votação da transferência do Coaf para o Ministério da Economia não foi do ministro Sérgio Moro, foi da Justiça brasileira. Dá um desânimo!

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Economia debilitada

Ótima equipe econômica Jair Bolsonaro tem. Mas falta ao presidente consciência de que o sistema produtivo e o apetite do consumidor somente vão funcionar quando a expectativa de mercado for boa e a confiança no governo, idem. Mas essa confiança, em menos de 150 dias de gestão do Planalto, infelizmente, foi para o beleléu. O PIB deste ano, pela projeção até aqui dos especialistas, não deve crescer mais do que 1,4%.  Em comparação com março de 2018, o setor industrial, que emprega muito e paga os melhores salários, teve um tombo no mês de março último de 7,3%. E, se compararmos o primeiro trimestre deste ano com a média de maio de 2011, a queda na atividade industrial foi de 17,6%. Ou seja, a recuperação que vinha ocorrendo na gestão de Michel Temer - em dezembro o PIB estimado para 2019 era de 2,5% -, hoje, é só desolação! O presidente Jair Bolsonaro, mais preocupado em odiar a imprensa, apoiar ditadores e criticar nosso maior parceiro comercial, a China, ainda cria crises tolas e até aqui foi incapaz de focar sua atenção nos graves problemas nacionais e se esforçar para promover o crescimento sustentável da Nação. É de dar inveja que na década de 1950 o crescimento médio anual do PIB, no Brasil, foi de 7,4%. E outra extraordinária media de 8,6% do PIB, na década de 1970. E desolação que, entre 2011 a 2018, lamentavelmente, tivemos uma média anual de medíocres 0,6% de crescimento econômico. Acorde, Jair Bolsonaro.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

'À espera de um milagre'

José Serra inicia seu artigo "À espera de um milagre" ("Estado", 9/5, A2) mostrando algo simples. Na década de 1970 o Brasil cresceu 8,6% ao ano. Quem e como administrava o Brasil neste período? Quem o administrava conseguiu atingir tal índice logo nos primeiros meses de administração ou gastou algum tempo para recolocar o País no rumo certo e, só depois disso, atingir o índice aludido? Que a Previdência é a prioridade maior torna-se indiscutível. Até o governo FHC se preocupava com isso, mas, graças à ajuda de Antonio Kandir, nada conseguiu. 

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

Campinas 

O atoleiro

Gostaria imensamente que nossos congressistas lessem com atenção ao editorial do "Estado" publicado em 1.º de maio, Dia do Trabalho, portanto há poucos dias: "sem reforma, sobra o atoleiro". Quem sabe essa data os lembre de alguma coisa que não se vê no Congresso há muito tempo, o trabalho. O texto mostra com números e porcentagens que, sem a reforma da Previdência, caminhamos céleres para um atoleiro sem fim e de difícil salvamento. Acredito que um número ínfimo de parlamentares saiba como fechou o PIB do Brasil em 2018. Lá vai: R$ 6,8 trilhões (US$ l,8 trilhão), e que a dívida bruta do governo federal passa dos 80% do PIB e já beira 90%. Façam pelo menos a conta e apurem a astronômica dívida. Talvez assim não criem tantos entraves para a reforma previdenciária. Basta da esfarrapada desculpa de que o presidente não lhes dá atenção, que falta diálogo, articulação e negociação com o Congresso. Todos esses adjetivos se resumem no indigesto "toma lá, dá cá", que o presidente jurou em campanha extirpar de seu governo e, para desespero dos mal-acostumados, cumpriu a promessa. Parem com essas dissimulações e trabalhem em favor do Brasil, e não por interesses próprios.  

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Direitos adquiridos

Se na proposta da reforma da Previdência declara-se respeitar direitos adquiridos, na vida real isso não acontece. Milhares de funcionários aposentados de estatais como o Banco do Brasil, idosos e que pagam o plano de saúde há décadas, agora, se veem diante de propostas de aumentar a contribuição, pagar pelo cônjuge, aumento da coparticipação e outras alterações que comprometem os já minguados salários da aposentadoria. O empregador que prometeu a assistência médica em edital do concurso e que garantiu a assistência como cláusula trabalhista e previdenciária, após décadas, não quer mais se responsabilizar por garantir a assistência à saúde de seus ex-empregados, responsáveis por erguer essa grande empresa, orgulho de todos os brasileiros. Isso já vem desde 1998, quando começaram a se retirar direitos e, agora, sob a proteção da Justiça, a alterar o estatuto, sempre com ameaças e terrorismo com quem não tem para onde correr, pois com mais de 60 anos não consegue abrigo em nenhum plano do mercado. Esperamos que o novo governo reveja a situação e que o Ministério Público intervenha a fim de garantir não só direitos, mas a vida e a sobrevivência de milhares de idosos que confiaram nessas empresas e que teriam um final de vida digno e por elas amparado.

Elaine Maria Dias

elainerenatac@bol.com.br

Brasília

Dívida com a Previdência

Nesta questão da reforma da Previdência ainda não ouvi ninguém falar como vai ficar a dívida com a Previdência. As empresas devem quase R$ 500 bilhões. Claro que boa parte dela está perdida, por exemplo, a da Varig, mas a de outras até deveriam dizer por quê, mas a parte que esperam receber, algo em torno de R$ 167 bilhões, não daria um alívio de uns dois anos nas contas da Previdência?

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

Educação e pesquisa

Sobre a matéria "Capes corta bolsas 'ociosas' de USP, Unesp e Unicamp" ("Estado", 9/5, A15), se o melhor exemplo de produção científica brasileira está nas três universidades paulistas, USP, Unesp e Unicamp, realmente, é preciso rever a forma como estão sendo empregados recursos públicos destinados às pesquisa nas universidades públicas. Enquanto os critérios de seleção da graduação beiram o exagero, ao exigir dos candidatos máxima performance apenas no concurso vestibular, que consiste numa prova que desconsidera o percurso escolar e acadêmico; na pós-graduação, os critérios de seleção são obscuros e parciais, além de conduzidos pelos próprios orientadores dos cursos "stricto-sensu", o que, em geral, representa alta dose de subjetividade na seleção dos candidatos ou em algumas vezes cometem o erro de tentar reproduzir o modelo do vestibular da graduação, que, via de regra, seleciona alunos de famílias abastadas dos colégios mais caros de São Paulo. Falta oportunizar acesso real e generalizado à pós-graduação para os professores das redes públicas, a fim de repercutir em melhores resultados na educação básica, mas as universidades públicas brasileiras têm se comportado de maneira cartorial e burocrática, constituindo-se verdadeiros dinossauros que pouco têm contribuído para o desenvolvimento do País ou até mesmo representando um obstáculo para esse desenvolvimento.

Airton Reis Jr.

areisjr@uol.com.br

São Paulo

Corte de bolsas

Em nosso Programa de Pós-Graduação de Excelência (Proex), nota máxima da Capes (7), houve cortes das bolsas de mestrado e doutorado, como em todo o País. Temos uma estudante estrangeira que obteve seu visto de entrada no País mediante a comprovação da concessão da bolsa e ingresso no programa, resultado de dois exames de admissão obrigatórios brilhantemente realizados por ela. A estudante veio ao País na certeza de que haveria uma bolsa de doutorado recentemente liberada por outro aluno do programa que concluiu o doutorado (essa bolsa foi enquadrada como "ociosa", segundo o critério para o recolhimento pela Capes). Para obter o Registro Nacional de Estrangeiro (RNE), requisito para a matrícula, a estudante tenta, desde que chegou ao País, agendar sem sucesso com a Polícia Federal. Por não ter conseguido agendar "a tempo", teve sua bolsa recolhida. Atualmente, vive em condições precárias em São Paulo e talvez tenha de retornar ao seu país. Diante das várias cobranças que temos no desenvolvimento da pesquisa nas universidades, como a da internacionalização, fica a pergunta: o que se pretende com estes cortes?

Renato A. Mortara, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia e Imunologia Escola Paulista de Medicina

ramortara@unifesp.br

São Paulo

'Não podem economizar?'

Sobre a matéria "Ministro faz crítica ao ensino superior. 'Não podem economizar?'" ("Estadão", 7/5), quem assistiu à palestra do ministro da Educação, Abraham Weintraub, na Comissão de Educação, viu uma longa e extenuante exposição, e senadores de esquerda e alguns mais demagógicos, como Kajuru, além de outros, o criticaram ferozmente, como se o País tivesse abundância de recursos, que foram maldosamente cortados pelo implacável ministro. Muitos dos críticos se esqueceram de que nos testes de desempenho de estudantes em todos os níveis, os brasileiros tiveram os piores resultados possíveis - indicando a incompetência até hoje demonstrada pelas administrações passadas na formação da qualidade dos estudantes -, bem como de que não existe caixa suficiente na União, o que ensejou os contingenciamentos. Houve muitos discursos demagógicos dirigidos pelos senadores a seu eleitorado de origem, mas no geral o ministro enfrentou muito bem e com muita firmeza e convicção seus interlocutores, fugindo de provocações maldosas e dando seu recado, mostrando que no MEC, agora, existe comando, mão firme e objetivos bem definidos. Nota 10, apesar dos críticos.                

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Posse na prisão

A decadência moral do Estado do Rio de Janeiro e a bancarrota do Estado são reflexos dos esquemas de corrupção de longa data entre os governos estaduais e deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A cara de pau da Assembleia chegou a ponto de dar posse a deputados na cadeia, presos na Operação Furna da Onça, da Polícia Federal. Felizmente, a Justiça, a pedido do Ministério Público, revogou essa decisão estapafúrdia e teratológica.

Marcos Abrão

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

Patetice

Patética a participação (fazendo caras e bocas) do governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, em operação policial na cidade de Angra dos Reis. Atuação de dar inveja a ator "trash" de Hollywood. Volte para o Palácio Guanabara, governador!

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Lionel Messi

Indiscutivelmente, Messi é um extraordinário jogador de futebol, mas me causa imensa perplexidade sempre que me deparo com declarações de uma legião de admiradores considerando este "lendário" jogador como "o melhor jogador de futebol de todos os tempos". Embora me junte aos aficionados de Messi, eu arrogo contestar essa outorga por entender que se trata de um jogador que brilha intensamente há 14 anos disputando jogos no inexpressivo campeonato espanhol, com algumas boas e memoráveis apresentações em outras competições, mas com imponderáveis "fracassos" na reta final das últimas três edições da Champion League. 1) Na edição de 2017, o Barcelona, após ser derrotado pelo PSG por 4 a 0 em Paris, voltou a enfrentar a agremiação parisiense no dia 8/3/2017 com a obrigação de vencer por 5 gols de diferença (algo considerado impossível por muitos), e conseguiu a espetacular proeza com uma vitória acachapante de 6 a 1. Nesse jogo, quem chamou a responsabilidade foi Neymar, com um gol de pênalti que ele sofreu (duvidoso, por sinal), um gol primoroso de falta e com um lançamento categórico para Sérgio Roberto concluir no lance final da partida, o 6.º gol. E Messi? Cadê Messi? Sumiu, essa é a verdade. O argentino sempre se apresenta para bater pênalti e falta, mas desta feita se escondeu. O Barcelona se classificou sem a contribuição efetiva de Messi. 2) Na edição de 2018, o Barcelona venceu o Roma por 4 a 1 no jogo de ida em Barcelona. Em 10/4/2018, no jogo de volta, em Roma, o clube "romano" venceu por 3 a 0 e eliminou o Barcelona. E o Messi? Cadê o Messi? Sumiu, essa é a verdade. 3) Nesta última edição, o Barcelona venceu o Liverpool por 3 a 0 em Barcelona (e carimbou, segundo consagrados "experts", o "passaporte" para a final da "maior e melhor competição do planeta"). Acontece que no jogo de volta, em Liverpool, no dia 7/5/2019, a agremiação inglesa aplicou contundente derrota à agremiação espanhola por 4 a 0, classificando-se para a sonhada final da Champion League, no dia 1.º de junho em Madri. E Messi? Cadê o Messi? Sumiu, essa é a verdade. Para os apoiadores de Messi, uma verdade que não quer calar: Pelé é insuperável e é imortal. Messi, na seleção principal da Argentina, nunca conquistou um título e totaliza 68 gols. Pelé é tricampeão mundial e fez 95 gols pela seleção brasileira. Messi conquistou cinco Bolas de Ouro (assim como Cristiano Ronaldo), enquanto Pelé, após revisão da revista "France Footbal", que patrocina o prêmio, tem sete Bolas de Ouro. Messi tem de continuar competindo com Cristiano Ronaldo. Os feitos de Pelé são arrebatadores e incomparáveis.

Junios Paes Leme

junios.paesleme@outlook.com

Santos 

Barcelona sem Messi

Como ficará o Barcelona sem Messi? Sem Messi, o Barcelona no futuro será igual ao Real de Madri sem Zidane ontem ou sem Cristiano Ronaldo atualmente. 

Laércio Zanini

spettro@uol.com.br

Garça

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