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Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2019 | 03h00

POLÍTICOS X NAÇÃO

Menosprezo

O Brasil é sui generis. Temos 13,4 milhões de desempregados, 64 milhões de pessoas com o nome sujo, caos na infraestrutura e nos serviços básicos, crescente déficit público, etc., mas torramos R$ 2,6 bilhões em fundos políticos! E os deputados federais relutam quanto ao controle da Previdência, além de fazerem de tudo para deixar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) brando com a corrupção. Até quando os políticos vão menosprezar o Brasil?

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

País inviável

Lamentavelmente, mesmo tendo havido alguma oxigenação com a renovação das Casas do Congresso, percebe-se que na dispersão de mais de 30 partidos sem patriotismo ou ideologia sincera o Brasil fica à mercê de grupelhos que infelicitam e atrasam a Nação, depois da devastação promovida pelo PT e coligados, como PSOL, PCdoB e outras preciosidades dispensáveis. Não permitem que projetos de interesse nacional fluam sem barganhar o máximo em proveito próprio. O lema “quanto pior, melhor” não é mais uma tese, mas uma prática lastimável. Será que esses cavalheiros, tão bem pagos pelos brasileiros pelo pouco que produzem, são incapazes de ter consciência de que o Brasil está se tornando inviável para seus filhos? Oremos!

JOÃO BATISTA PAZINATO NETO

pazinato51@hotmail.com

Barueri

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Na moita

Enquanto a opinião pública discute Lula, Temer e Bolsonaro, corruptos dão prova de vida deferindo medidas protetivas sutis, coordenadas e descaradamente mal-intencionadas.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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Imposto sindical de volta?

É atemorizante, como também causa náusea a todo cidadão de bem, saber que parlamentares estão tentando fazer caducar a medida provisória que acabou com a farra do imposto sindical. Mas não com o propósito de fortalecer os sindicatos. O que estão tentando é chantagear novamente o governo para obterem mais vantagens – em outras palavras, cargos. E nós assistimos, paralisados, a essas manobras sórdidas sem podermos fazer nada. Como bloquear tais tentativas? Com o voto, que vai ser daqui a dois ou quatro anos? Mais uma vez estão usando a democracia para atingir objetivos escusos. E dane-se o Brasil.

ADEMIR ALONSO RODRIGUES

rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

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Check-out 

Depois do Coaf, voltando o imposto sindical, os ministros Paulo Guedes e Sergio Moro podem pegar as malas. E se antes o fornecimento não for cortado por falta de pagamento, o presidente Jair Bolsonaro, ao sair, não se esqueça de apagar a luz.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

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Responsabilidade

Será que ainda há deputados do Centrão contra a aprovação da reforma da Previdência depois que o ministro Paulo Guedes e o secretário Especial de Previdência, Rogério Marinho, na audiência pública da comissão especial, explicaram didaticamente a importância da reforma? Eles foram bem claros quanto à urgência da aprovação para tirar o Brasil do caos econômico em que se encontra e garantir, no futuro, o pagamento de aposentadoria aos trabalhadores. Os eleitores conscientes exigem de seus representantes na Câmara responsabilidade com o País!

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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Insistência de Guedes

Há 40 anos havia a proporção de 14 pessoas em idade ativa (de 15 a 64 anos) para cada idoso (acima de 65 anos), mas no ano que vem será a metade (7). É simples assim de entender. A regra básica da Previdência, em que quem entra contribui para quem sai, torna-a inviável com o natural envelhecimento da população, e isso independente da cobrança do enorme passivo e da eliminação de desvios e maracutaias. É fácil compreender a irritação do ministro Paulo Guedes com aliados e oposição que não entendem ou fingem não entender essa básica conta.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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Conformismo

Aceitamos e até elegemos e reelegemos políticos medíocres, incompetentes, despreparados, mentirosos e corruptos. Aliás, aceitamos a banalização da corrupção, admitindo-a como parte integrante da vida social brasileira. Aceitamos a corrupção com a certeza da impunidade que ela carrega junto. Aceitamos naturalmente gente jogada e morrendo nos corredores dos hospitais públicos. Aceitamos o faroeste diário em nossas cidades exibido em horário nobre na TV, sem conseguirmos identificar quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Aceitamos tudo isso acreditando que, como dizem, Deus é brasileiro e em algum momento dará um jeito. Ou será que também Ele já está aceitando tudo isso...?

MARIO MIGUEL

mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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VIOLÊNCIA

Balbúrdia social

Uma cidadã que vivia de salvar vidas tem sua trajetória precocemente interrompida por um indivíduo que destrói vidas. O assassinato brutal e cruel da médica de 51 anos no bairro do Maracanã, no Rio, revela como é difícil reduzir a violência no País. O Brasil convive há anos com balbúrdia social: elevada corrupção, uma cultura de “querer levar vantagem em tudo”, leis lenientes em relação aos crimes e uma quebra de valores morais jamais vista, com total desrespeito a pais e professores.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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CRACOLÂNDIA

Saúde pública

“A questão social é uma questão de polícia” – epitáfio grafado por Washington Luiz Pereira de Souza no túmulo da oligarquia cafeeira do Brasil, às vésperas do crack da Bolsa de Nova York e da revolução getuliana de 1930. Com os dependentes de drogas se dá o mesmo, é uma questão de polícia no seio repugnante da cracolândia. A diferença está em que os viciados pouco se importam, são indiferentes, no estágio a que chegaram, à vida em todos os aspectos, da qual malsinadamente desistiram, dado o nosso absoluto desprezo pela saúde pública. E tomem-se pancadas, provavelmente também indolores.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo 

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DESEMPREGO EM SÃO PAULO

Noticiário recente, de 8/5, em São Paulo, informou-nos que o desemprego atingiu o alarmante índice de 16,1%. E, depois de quatro meses, este governo, bode expiatório dos esculachos de Olavo de Carvalho, só fala em reformas, com economia de trilhão, recria dois ministérios e decreta o direito de armamento pessoal, transformando o Brasil numa Tombstone do faroeste americano do século 19, sem a presença de xerifes. Senhor presidente Jair Bolsonaro, não nos faça nos arrepender de defenestrar a quadrilha petista do poder.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PORTE DE ARMAS

A partir do momento em que o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro na semana passada amplia o porte de armas para 19 categorias profissionais, gostaríamos de saber por que não ter sido liberado em geral. Ou seja, quem achasse ser necessário portar uma arma, que lhe fosse permitido, desde que se submetesse a todas as exigências mínimas necessárias para habilitá-lo. Até porque a bandidagem ou mesmo os que acham necessário portar uma arma o farão na clandestinidade, como vem ocorrendo atualmente nos quatro cantos do País.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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VELHO OESTE

A advocacia litigiosa é uma das carreiras profissionais mais submetidas a risco, considerada a ideia equivocada da parte adversa que confunde a pessoa de seu opositor a de seu advogado, inteligências rústicas, tal como a dos governos ditatoriais que fazem o mesmo quando a advocacia luta pela democracia, como ocorreu em nosso país. Nem por isso devemos portar armas de fogo. Em quase 50 anos de militância constante, em que pesem algumas e raras ameaças, jamais me senti impulsionado a portar um revólver. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já se posicionou contrariamente à proposta de armamento da classe, que resultou rejeitada. Tudo se resume a saber se desejamos conquistar um novo mundo guiado pela razão, diálogo, justiça, equidade e pelo entendimento social, ou, num processo de metempsicose, o velho oeste de John Waine, etc.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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O DECRETO DAS ARMAS

Foi emblemática a foto publicada na primeira página do “Estadão” de 8/5, do “capitão” Bolsonaro e sua “Tropa de Elite” apontando os dedos como armas!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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SEM EMPREGO, JAIR ARMA O POVO

Se o PT quebrou o País, não parece, infelizmente, que Jair Bolsonaro, por sua inaptidão para dirigir esta nação, vai recuperar a economia, 13,4 milhões de empregos e propiciar distribuição de renda e bem-estar social. Isso porque, além de afagar seus filhos irresponsáveis e seu guru Olavo de Carvalho, que tentam infernizar a nossa República, insensato, assina um decreto que permite que milhões de brasileiros usem armas ou para lazer ou para enfrentar a bandidagem. Até crianças, com anuência dos pais, vão poder fazer curso de tiro. Pode?! Se tivesse a mesma visão de Monteiro Lobato, que escreveu que “um país se faz com homens e livros”, não teria indicado outro inepto nome para o Ministério da Educação, por exemplo, e tampouco assinado este descalabro do decreto de liberação de armas. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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POPULAÇÃO ARMADA

A função da polícia é patrulhar e propiciar garantias ao coletivo, e nunca para servir residências especificamente. Cada cidadão deve ser o guardião de sua residência ou estabelecimento comercial, da mesma forma que o produtor rural deve resguardar e patrulhar a sua propriedade. Mas esses trabalhos devem contar com a possibilidade de que os titulares usem armas para a sua defesa. Uma residência cujos donos possuam armas afugenta a bandidagem, porque sabem os meliantes que a legítima defesa será exercida na plenitude, e não mais com paus e pedras. Por sua vez, os invasores de terra sabem que podem morrer, e, então, devem se socorrer da Justiça para seus intentos, o que não farão, porque MST e outros não têm regularização jurídica nem existem na esfera jurídica. Não é certo, assim, que as armas resolvem também problemas e situações pacificamente e sem usá-las?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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GERAL

Se o porte de armas pode ser dado a ameaçados à vida, então deve ser dado porte aos 208 milhões de brasileiros.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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CARA DE PAU

As hienas que apregoam que o presidente, ao propor que os produtores rurais atirem em invasores de terra, está incentivando a formação de grupos de milícias no campo, esquecem que tais milícias já existem e são conhecidas como MST, que, por onde passam, destroem edificações e plantações e matam gado e outros animais. Que cara de pau sem tamanho!

                    

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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‘UM PAÍS SE DESFAZ’

“Um país se desfaz com machões e armas” foi o artigo escrito pelo destemido jornalista Eugênio Bucci (9/5, A2), de uma eloquência arrasadora ao meter o dedo nas feridas que, se não tratadas logo, se tornarão chagas purulentas a contaminar várias gerações de brasileiros: “Hoje olhamos para os palácios no Brasil e constatamos a escassez do que nos torna humanos, seja no plano das ideias, seja no plano dos sentimentos. Um país se desfaz”.

Silvana Jacques Ibrahim silvanaib10@gmail.com

São Paulo

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A TESOURA DE BOLSONARO

As promessas eleitorais de Jair Bolsonaro já estão se esvaindo. Agora, é a vez da recriação de ministérios para obter apoio na votação das necessárias reformas. Também está passando a “tesoura”, sem dó, nas verbas de vários setores, com a promessa que as verbas serão liberadas tão logo aprovem a reforma da Previdência. Será que ele consegue, ou vai também apelar para a fórmula lulopetista? 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CORTES NA EDUCAÇÃO

Cortar 30% da verba das instituições educacionais é covardia de um governo que reluta em cortar benefícios excessivos de quem não precisa realmente deles e penalizar os mais hipossuficientes e que não podem se defender à altura. Para quem ridicularizava a máxima “Brasil, país do futuro”, aí está: Brasil, nem do futuro será!

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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MALUCOS NO PODER

Lula finalmente tem razão: temos malucos no poder. As prioridades deste governo são as armas, no campo, nas mãos de quem pratica tiro e sabe-se lá de quem e onde mais. Estudar Ciências Humanas, agora, é inútil. Cortar verba da Educação, comparar Bolsonaro a Cristo, um astrólogo xingando generais, bufê caríssimo para o Supremo Tribunal Federal. Lula tem razão: governantes malucos, inspirados por malucos. Deus nos ajude!

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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GOVERNO BOLSONARO

Pelo andar da carruagem, vou acabar concordando com Lula: “O Brasil está sendo governado por um bando de malucos”.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá 

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ESPERANÇA

Pelo andar da carruagem e minha frustração, parece que o único legado importante do governo Bolsonaro vai ser nos ter livrado do PT. É muito, mas é pouco...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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UM PAÍS RICO

Devo morar num país rico. Só se esqueceram de me avisar. Trabalho 14 horas por dia, tentando sobreviver, física e juridicamente, e, ainda assim, não estou conseguindo. Em compensação, nosso STF e outras instituições insistem em vinhos finos, lagosta e outras pequenas coisas mais. É de desanimar.

Benedito Antonio Turssi turssi@ecoxim.com.br

Ibaté

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EMPREGO EM TECNOLOGIA

Sobre a reportagem “Tecnologia fora da crise – Há vagas, faltam profissionais” (“Estado”, 5/5), a colocação “(...) sobram vagas na área de tecnologia (...)” para o mercado de trabalho de Tecnologia da Informação (TI) é renitente e deixa qualquer colocado à margem desse mercado muito irritado. Geralmente é assim que uma empresa recruta um profissional para o cargo de programador: experiência em linguagem X, em tipo de desenvolvimento Z, em ramo de negócio Y, preferencialmente com inglês, faculdade de primeira linha e experiência internacional. Como um jovem recém-formado vai atender a todas essas exigências? Agora, se você atender a todas essas exigências, mas passar dos 40 anos, pode esquecer, porque a exigência passa a ser jovem, podendo ainda ser considerado como superqualificado, situação já abordada por este jornal. Desse jeito, não é de estranhar que tenham vagas demais e candidatos de menos, pois, apesar da defasagem de formação citada na reportagem, não se fala do estoque potencial existente. E ainda chegam ao desplante de colocar a culpa da má formação dos profissionais, nestes mesmos e também em professores e instituições, como se o mercado de trabalho não tivesse a mínima obrigação de dar aos jovens o tempo da necessária experiência prática e cessar a nefasta prática discriminatória aos mais maduros. Nesse sentido, as empresas citadas na referida reportagem podem ser consideradas exceção, pois basta pesquisar um famoso site de empregos de TI, o Apinfo, pesquisando vagas para o cargo acima citado, para ver que as exigências em nada mudaram.

José Nestor Cavalcante Cerqueira nestor.fwb@terra.com.br

São Paulo

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A INDÚSTRIA DOS CONCURSOS

Devemos restringir a chamada “indústria dos concursos públicos”, pois, na situação na qual nos encontramos, com cortes orçamentários em vários órgãos devido ao déficit fiscal, mesmo assim são “vendidas” milhares de vagas, com salários altíssimos. Muitos (a maioria desempregados) se inscrevem pagando taxas exorbitantes, criando expectativas que nunca serão concretizadas, pois os órgãos a que prestaram acabam não efetivando nenhum dos melhores candidatos classificados, sem ao menos dar qualquer explicação.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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PRIORIDADES

Com mais de 13 milhões de desempregados, 61 milhões de inadimplentes com o nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), por falta de pagamento, ferrovias, rodovias e saúde pública em frangalhos, o presidente Jair Messias Bolsonaro assina termo de compromisso para a construção de um autódromo na cidade do Rio de Janeiro...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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INTERLAGOS

Sou um dos cerca de 57 milhões de brasileiros que elegeram, contra o “status quo” anterior, o capitão do Exército Jair Bolsonaro, que, a meu juízo, acaba de cometer ato açodado e incongruente, tirando o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 do Autódromo de Interlagos, justamente denominado de “José Carlos Pace”, grande piloto dos anos 70 – infelizmente falecido em acidente aéreo –, e transferindo-o para circuito a ser construído em Deodoro, no Rio de Janeiro. Talvez o sr. presidente desconheça que Interlagos seja um sacrário, no sentido figurado da palavra, em face de sua tradição vetusta, mas irretocável, em sediar diversas provas de esportes a motor, com foco preferencial no automobilismo de tanta gente. Inaugurado no dia 12 de maio de 1940 – ontem completou 79 anos –, Interlagos constitui-se em enorme orgulho não só dos paulistas, como dos brasileiros, e é conhecido no mundo inteiro. Ícone do automobilismo esportivo, abrigou grandes provas e festejou inesquecíveis vitórias desde Chico Landi, Émerson Fittipaldi, Wilson Fittipaldi Jr., Aírton Senna, José Carlos Pace, Rubens Barrichello e Nélson Piquet, para mencionar somente nossos patrícios, além das conquistas de consagrados pilotos internacionais, como, por exemplo, o argentino Carlos Reutmann, que lá venceu no ano de 1972 o primeiro Grande Prêmio da categoria. Idêntica medida fora adotada, no ano de 1978, quando o GP foi disputado em Jacarepaguá (RJ), tendo retornado a São Paulo em 1979 e 1980. No ano de 1989 o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, sr. Piero Gancia, com apoio da prefeita de São Paulo à época, sra. Luíza Erundina, e seu secretário de Esportes, o competente jornalista Juarez Soares, trouxeram o GP de volta para Interlagos, sua verdadeira e insubstituível casa, onde ocorre até hoje (nota: jamais votei no PT). Ademais, conforme declarações do prefeito Bruno Covas e do governador João Doria Jr., o contrato vigente com a Federação Internacional de Automobilismo termina somente do final de 2020, portanto após a realização do GP da próxima temporada. Egrégio presidente, deixe-me, respeitosamente, lembrar a V. Excia. que contratos em vigor devem ser respeitados e não há como rescindi-los, máxime, por quem não os integra. Presidente Jair Bolsonaro, permita a este seu simples apoiador pedir-lhe, respeitosamente, que reveja esta questão.

José Roberto Cersosimo jrcersosimo@uol.com.br

São Paulo

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CIDADE DAS OBRAS (CARAS E INÚTEIS)

No mundo há cidades que se tornam famosas por algum ramo da atividade humana, quer seja na educação, tecnologia, ciência, artes ou entretenimento e diversão. Para ficarmos nos últimos, teremos que Nova York se destaca nos musicais, Los Angeles no cinema, Paris nas artes, Moscou no balé, Viena na música e por aí vai. Se um marciano por aqui chegasse, acharia que o Rio de Janeiro deve ser a cidade com os maiores esportistas do mundo, já que sediou a Olimpíada, duas finais de Copa do Mundo e os Jogos Pan-americanos, entre outros eventos esportivos menores. Ficaria, contudo, espantado com a grande quantidade de obras para esses eventos. Só o Maracanã, erguido como o maior estádio do mundo em 1950, foi praticamente reconstruído duas vezes. O caríssimo velódromo foi construído para o Pan e, em pouco tempo, destruído, e logo depois uma nova construção veio com madeira da Sibéria para a Olimpíada – parece que já foi desmontado, não sei. Isso sem falar na cobertura do Engenhão e na situação de abandono de diversos equipamentos esportivos do parque olímpico. O pior de tudo é que, mesmo nesse estado de coisas, com ginásios ociosos e se deteriorando, já estão pensando em construir um autódromo novinho para 2020. Pode? Muitos desportistas o Rio de Janeiro pode não ter, mas governadores na prisão tem em boa quantidade. Construções esportivas inúteis, também. Poderia ser chamada de cidade das obras desnecessárias (e caras). Será mais do mesmo com o novo governador e o novo presidente? Mais dinheiro para destruir e construir no Rio de Janeiro? Corrupção não haverá desta vez, tenho certeza. 

José Jairo Martins josejairomartins7@gmail.com

São Paulo 

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