Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2019 | 03h00

REFORMAS

Moro prestigiado

Na verdade, a Câmara prestigiou de modo significativo o ministro da Justiça, Sergio Moro. Cheios de vantagens às vezes escusas, alguns espertos deputados tiram dele o Coaf, órgão que explicita falcatruas. Isso mostra o medo que têm de Moro. Esquecem que o ministro da Economia, Paulo Guedes, está afinado com o combate à corrupção e agora, certamente, mais antenado para os subterfúgios habituais daqueles que, embora eleitos pelos brasileiros, cuidam mais é de encher as próprias burras, decerto achando que burros são os que neles votaram.

GERALDO SIFFERT JUNIOR

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

Ação integrada

Essa retirada do Coaf do Ministério da Justiça e de Sergio Moro em nada afetará administrativamente a agilidade da apuração de crimes financeiros se o Ministério da Economia editar portaria determinando que, constante e permanentemente, haja efetiva integração entre as duas pastas. Mais: que fiquem os servidores à disposição do Ministério da Justiça; que a toda e qualquer notícia de eventuais e prováveis crimes seja, imediatamente, dada ciência à Polícia Federal e outros órgãos para fins de investigação; e ainda que o Coaf fique no mesmo prédio do Ministério da Justiça. Assim o tiro sairá pela culatra.

RUYRILLO P. DE MAGALHÃES

ruyrillopedro@gmail.com

Campinas

Democracia em ação

Pelo voto de 228 deputados, a Câmara decidiu impedir que o Coaf seja transferido para o Ministério da Justiça. Nada mais democrático. Contudo, sabendo que o Coaf é uma arma poderosa contra a corrupção, o crime organizado – financeiro ou não –, a evasão de divisas, a lavagem de dinheiro, as propinas, a improbidade administrativa, o enriquecimento ilícito e outras ilicitudes que lesam a Nação – principalmente o dia a dia da parte majoritária da população brasileira, de forma extremamente cruel –, também será democrático fazer um cruzamento de dados e verificar quantos e quais são, dentre esses 228 deputados, os que, eventualmente, estejam sendo investigados pelo Ministério Público e/ou com ações já tramitando nos tribunais superiores que tenham que ver com a atuação especificamente do Coaf. Dessa forma a democracia estará sendo exercida de forma absolutamente completa e o cidadão brasileiro – o eleitor – poderá tirar as suas conclusões: se alguns desses deputados federais votaram no interesse da Nação ou em interesse próprio.

DAVID NETO

dzneto@uol.com.br

São Paulo

Fugindo da raia

Era previsível que parlamentares procurassem manter o Coaf longe de Sergio Moro. Há uma turma desesperada para escapar da guilhotina da Lava Jato!

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

MEIO AMBIENTE

Desmatamento

Fiquei estarrecido com as cifras da reportagem Desmatamento avança na Amazônia (22/5). Há anos venho acompanhando essas reportagens, mas sinceramente, na minha ignorância, diante de tantos alertas publicados, julgava o problema sob controle. Parece claro para mim, agora, que o nosso país não sabe ou não consegue lidar com o problema. E nem se pode culpar o atual titular do Ministério do Meio Ambiente, que mal acabou de assumir. Mas é preocupante ouvir as declarações do governo ao tratar dos problemas relacionados ao meio ambiente como algo supérfluo e sem muita importância, quanto mais querer salvar as matas da Amazônia. No seu modo de ver, trata-se de coisa de inspiração comunista... 

PETER WULF

lipman@terra.com.br

São Paulo

BARRAGENS 

Gongo Soco

A Vale anunciou que a mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), apresenta intensa movimentação do seu talude, projetando o risco de rompimento até domingo. Gongo Soco, assim como a maioria das minas de ferro das Gerais, teve início como mina de ouro e foi a que mais produziu o nobre metal no mundo, tendo abastecido os Tesouros português e inglês, este último graças às pilhagens de piratas a serviço da coroa. É triste, muito triste, perceber que tais fontes de riqueza (ouro e minério de ferro) se tornaram verdadeiras bombas-relógio passíveis de explodir a qualquer hora. A mineração, que tanto júbilo trouxe a Minas Gerais, hoje, lamentavelmente, é sinônimo de medo e de morte. O que falta para dar um basta nisso?!

JOMAR AVENA BARBOSA

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

O preço de nossas minas

A natureza agraciou-nos com minérios, incluídos os mais preciosos, que foram ornamentar palácios europeus que os ostentam como maravilhas do mundo até hoje. Em Minas Gerais valeram a cabeça de Tiradentes, exibida exemplarmente no Brasil colônia, e as amarguras dos poetas Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa e dos demais inconfidentes. As circunstâncias mudam ao passar do tempo, mas persistem os efeitos nefastos das agressões à natureza, que poderiam ser substituídas por tecnologias avançadas que permitem um diálogo criativo com o homem. Barragens ineptas em Minas Gerais demonstram um dos lados mais abomináveis da nossa História desde o descobrimento. 

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

EM SÃO PAULO

Minhocão como parque

O bom senso aponta: o Minhocão deveria ser eliminado. Para utilizá-lo como parque, os aspectos mais significativos e perigosos são a reforma e a manutenção apropriadas. Só o arcabouço já exige tratamento e proteção estrutural: lajes, vigas, juntas de dilatação, pilares, guarda-corpos. E, depois, as proteções e impermeabilizações. Para uso público, com jardins e drenagens, sanitários e esgotos, iluminação e água para tudo. Haverá tubulações variadas. E, então, as vedações, proteções e impermeabilizações. Se a Prefeitura não cuida de pequenos viadutos, garantiria e manteria essa “enorme exceção”? Exemplo real: a péssima reforma, com impermeabilização, da marquise do Parque do Ibirapuera, com defeitos desde 2015, agora interditada e com risco estrutural. Recomenda-se, para o projeto e a eventual execução do Minhocão Parque, que a Prefeitura conte com um grupo independente de consultoria e fiscalização por especialistas em projetos e obras do Instituto de Engenharia e do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape). 

PEDRO SASSIOTO, engenheiro civil

pssassioto@uol.com.br

São Paulo

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SERGIO MORO PERDE O COAF

O “Estadão” de ontem (23/5, A4) estampou foto de alguns deputados aplaudindo o resultado da votação no plenário que transferiu o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça para o ministro Paulo Guedes, da Economia. Sorrisos felizes (entre eles o de Paulinho da Força) serão de alívio dos que temem ser investigados pelo ministro ilibado Sergio Moro? Não basta a mídia divulgar os partidos que votaram a favor dessa transferência, é importante a divulgação dos nomes dos digníssimos deputados e dos respectivos Estados que representam. 

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

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VITÓRIA DE PIRRO

A aparente derrota do ministro Sergio Moro ao perder o Coaf para o Ministério da Economia, na verdade, está mais para uma vitória de Pirro da Câmara dos Deputados e do Centrão. É muita ingenuidade dos deputados que votaram contra a permanência do Coaf sob a batuta da Justiça imaginarem que, tirando o órgão das mãos de Sergio Moro, as investigações de lavagem de dinheiro e outros ilícitos perderiam força. O maestro é um só, e quem “desafinar” em relação aos objetivos do governo deve ser convidado a ceder o lugar a quem estiver mais afinado com o tom dado pelo regente. Mais um tiro no pé dado pelo Legislativo, que agora cola sobre si mesmo a pecha de tentar enfraquecer o “herói nacional do combate à corrupção”. O que os grandes estrategistas da oposição não imaginaram é que, esteja onde estiver o Coaf, lá estará Jair Bolsonaro.  

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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TAPA NO ROSTO

A respeito do resultado da votação do destaque que devolve o Coaf para o Ministério da Economia, na Medida Provisória (MP) 870, os 228 parlamentares que votaram a favor devem ter dormido tranquilos, sabendo que com essa mudança enfraqueceram o Ministério da Justiça no combate à lavagem de dinheiro, que permite a grande concentração de renda, o aumento da desigualdade e o fortalecimento da contravenção no País. Podemos afirmar que estes 228 parlamentares não estão sozinhos, representam os usurpadores da Nação. A expressão “Moro perde Coaf” é um tapa no rosto dos que pensam num país justo, o que nos remete a Rui Barbosa e à sua famosa frase sobre a “vergonha de ser honesto”. Querer que o governo faça política com uma turma desta é concordar com a politicagem que sempre se fez, e quem perde é a Nação. O sistema agradece, pois sai deste combate vencedor. Ainda temos 210 parlamentares no Congresso, que foram a favor do Ministério da Justiça, mais preocupados com a Nação do que com interesses indiretos e diretos.

Orson Mureb Jacob srassis@femanet.com.br

Assis

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KNOCK-DOWN

Os aplausos frenéticos dos deputados comemorando a votação que transferiu o Coaf do Ministério da Justiça para a pasta da Economia dão bem a medida do esforço empreendido e da satisfação e do alívio da “corporação dos corruptos” da Câmara dos Deputados após esta derrota de Moro. A argumentação desta turma que ganhou apertado é a de que o órgão de inteligência financeira, que em vários países é vinculado ao Ministério da Economia, não poderia ser mantido na Justiça “apenas” pela experiência de Sergio Moro no combate à corrupção. Realmente, esse é um argumento e tanto, que bem esclarece o nível de preocupação em salvar a própria pele de certos políticos e o tamanho da luta que temos de travar contra eles. Isso não é expressão de democracia – aliás, conceito que foi muito relativizado, pois o utilizam para justificar medidas amorais a torto e direito, “ipsis litteris” falando. Meus pêsames ao meu país e a todos os brasileiros por este “big knock-down” que sofremos.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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COMEMORAÇÃO

A foto na página A4 do “Estadão” de ontem, na qual deputados aparecem comemorando vitória pela transferência do Coaf para a pasta da Economia, pode ser aproveitada para em momento oportuno montar os avisos de “Procura-se”.

Odon Ferreira da Costa odonfcosta@uol.com.br

São Paulo

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TROMBADINHAS

No “centrão” da Praça dos Três Poderes, “bateram” a carteira de Sergio Moro...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PÂNICO

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) deixou claro o interesse de tirar o Coaf de Sergio Moro, ao afirmar que, se ele fosse ministro da Educação, o Coaf iria junto? Taí, este é o medo, ou pânico, da maioria dos 228 votantes que mandaram o conselho para a Economia!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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OS VOTOS

PT, PDT, PCdoB, Rede, a nata dos partidos chamados de esquerda, votaram, em sua maioria, pela saída do Coaf da alçada do Ministério da Justiça de Sergio Moro. Seria essa uma opção ideológica que considera os interesses da população ou apenas uma reação de vingança pela atuação do então juiz Sergio Moro na condenação de Lula? Isso porque os argumentos apresentados pelos deputados vencedores, de que na maioria de outros países, mais adiantados, tal controle financeiro se dá pelo Ministério da Economia, não condiz muito com as comparações entre os países, porque, enquanto os outros países não têm como parlamentares uma verdadeira “bancada dos investigados”, aqui, parece, o rabo abana o cachorro.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

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QUEM DEVE TEME

Sergio Moro é a nossa salvação. É a esperança no sério combate à corrupção, mas, sem apoio da Câmara, aos poucos se esvazia. É vital, na caça aos corruptos, o Coaf estar no Ministério da Justiça. Os envolvidos em malfeitos são contra punições exemplares. Corruptos não dão recibos, por mais evidentes que sejam as provas; dizem-se inocentes e, quando punidos, o são simbolicamente, em vez de prisão perpétua e confisco de bens. Quem deve teme o Coaf no Ministério da Justiça. O Coaf fora do Ministério da Justiça será uma confissão de cumplicidade dos deputados/senadores com o crime organizado e, mais uma vez, a corrupção será aliviada. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

  

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TIRO NO PÉ

Sobre a manchete de ontem do “Estadão” (“Câmara aprova MP que reduz ministérios, mas Moro perde Coaf”), uma coisa é certa: o tal do Coaf ganhou notoriedade nacional. E, desta forma, terá de trabalhar conforme a nova realidade, patrocinada até agora pelo ministro Moro: com nova, mais numerosa e competente equipe de investigadores jamais montada para este fim, onde quer que o conselho seja alocado. Os políticos apenas fizeram o favor de abrir os olhos do povo para essa instituição. Ademais, colaram em si mesmos a pecha de tentar enfraquecer o herói nacional do combate à corrupção. Como arremate, vou além: um simples arranjo, via portaria interministerial, pode permitir o funcionamento do Coaf de forma transversal a dois ou até mais ministérios. Isso torna totalmente inócua essa alteração política e pode fortalecer ainda mais o seu poder investigativo. Resumo da ópera: os parlamentares se deram um tremendo tiro no pé. Isso as ruas confirmarão no fim de semana.

Orlando Luiz Semensato osemensa@terra.com.br

Campinas

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CONGRESSO, MEDO E VAIDADE

Só não vê quem não quer: o projeto de governo de Jair Bolsonaro incluía inúmeras reformas necessárias para o Brasil. Durante os últimos 20 anos, nada foi feito pelo Congresso nesse sentido. Então o novo governo inicia o mandato enviando ao Congresso, de imediato, duas reformas fundamentais. O Congresso se dá conta do risco de sucesso e tenta parar os projetos. O risco de segurar os projetos põe o Congresso em posição bastante vulnerável, fazendo a opinião pública dar-se conta do lesa-Pátria sustentado pelo Congresso. Pior: os congressistas se dão conta de que o risco de eles serem responsabilizados pelo descaminho do Brasil. Aí o medo e a vaidade começam a fustigar os congressistas. O medo por causa de perceberem que o Executivo pode passar a ser considerado o batalhador por um Brasil melhor; a vaidade por se darem conta de que, se os projetos/reformas do Executivo funcionarem, o cacife político de Bolsonaro cresce. Rodrigo Maia mantém a pretensão de ser candidato à Presidência da República e percebe que seria o grande prejudicado, porque diminuiriam as suas possibilidades de alcançar a Presidência. Ato final, ele tenta puxar para a Câmara o protagonismo das reformas. Mas o lobo perde o pelo, mas não perde o vício. Na proteção dos interesses dos alvos da Lava Jato no Congresso, inclusive ele, para votar onde colocar o Coaf, ele se esmerou para evitar voto em plenário. Este é o quadro e este é o presidente da Câmara.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas 

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ABSTINÊNCIA

Parece-me que o comportamento da maioria da Câmara federal configura um caso de crise de abstinência a uma droga poderosa:

a corrupção petelulista em voga nos 13 anos de mandarinato do partido. Por que o PT e seus satélites, o PP, parte do DEM e do PSDB, insistem em impedir que sejam aprovadas medidas urgentes que permitam ao País a retomada de um mínimo de seriedade, que leve à recuperação da economia e do emprego? Nostalgia dos tempos da maioria parlamentar dos governos petistas, cevada a forte esbórnia com os recursos da Nação e vil corrupção? Do esquema de compra de não digo consciência, porque não se aliena o que não se tem, mas da mercadoria chamada plenário comandado por sucessivos presidentes da Câmara petistas, escoimados da vida púbica pelo mensalão e pela Lava Jato? Ao atual presidente da Câmara falta a hombridade de assumir, viril e plenamente, uma atitude de dar um basta a tal vilania. Quando o presidente Bolsonaro, canhestra e bisonhamente, em seus arroubos, diz que não quer (ou não tem de) negociar com tais quadrilhas, nos termos em que estão viciadas, é xingado em termos que vão de fascista a inimigo da democracia. Lamentável. E horroroso o fim a que a crise de abstinência do Congresso, viciado e vicioso, pode levar. 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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UM RECUO

A Câmara dos Deputados recuou na intenção de aumentar o número de ministérios, ao votar a MP 870. O fato que antecedeu essa decisão foi o diagnóstico do presidente Jair Bolsonaro, e a sua divulgação, de que este país é ingovernável. Entenda-se: ingovernável sem os condenáveis conchavos. Destaque-se que há meses o Congresso havia aprovado – em atitude de confronto e em tempo recorde – uma pauta-bomba engavetada desde o governo Dilma. Satisfez seus interesses, mostrando seus carcomidos dentes à Nação. Agora, ameaça não aprovar a proposta da Nova Previdência (ou desfigurá-la ou substituí-la), bem como descaracterizar o projeto do ministro Sergio Moro para a segurança pública e para os crimes do colarinho branco. Isso nos obriga a ir às ruas no próximo domingo, para fazer ver aos políticos que apoiamos Bolsonaro porque estas pautas são exigências da maioria do povo brasileiro, encurralado nas dificuldades do dia a dia deste país. Não vejo perigo à liberdade, como sugerem o “Estadão” e a “Folha” nos editoriais de 22/5/2019, até porque continuaremos dispostos a ir às ruas outras vezes. Assim, caso este perigo se materialize, temos a certeza de que nas ruas estaremos, emulados pelas manifestações dos últimos seis anos.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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ENCURRALADA

A Câmara está se percebendo encurralada. Não consegue mais “negociar” cargos, está impopular, teve de aprovar a redução do número de ministérios, não consegue formular um substitutivo crível para a reforma de Previdência e presencia a demissão de aparelhados. Então, começa a aprender a fazer algum dever de casa: tratar da reforma fiscal (“Estadão”, 22/5). Ótimo.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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COLISÃO

Sobre a matéria “Câmara avança com reforma tributária própria” (“Estadão”, 22/5), no Brasil temos um regime de presidencialismo de coalizão, agora vivemos um parlamentarismo de coalizão, porém a realidade é um presidencialismo e parlamentarismo de “colisão”.

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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REFORMA TRIBUTÁRIA

Certíssimos os caminhoneiros, cerquem, mesmo, este malfadado Congresso Nacional. Tiveram 16 anos para promover a continuidade das reformas, esperaram milhares de empresas fecharem, quebrarem e falirem e chegarmos aos milhões de desempregados, subempregados e desalentados, e agora correm com uma reforma tributária a toque de caixa, para mostrar serviço. Se tem todo este poder, por que não o colocou em prática? Revoltante.

Manoel Braga mbraga1951@gmail.com

Matão 

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‘PRENDAM-ME’

De cortar o coração o cartaz ostentado no Centro do Rio de Janeiro por um jovem de 30 anos, de boa formação, desempregado há mais de um ano: “Por favor, ajude-me a ser preso. Meus filhos passam fome”. Indagando sobre o porquê desse ato, com lágrimas nos olhos, o sofrido e desesperado cidadão informou que, sendo um condenado, estava garantido à sua família o auxílio-reclusão, que supera o salário mínimo. Barbaridade! Contidas as minhas emoções, fiz-lhe crer que não há crime que compense a honra e a dignidade de sua família. Que ele perseverasse na sua fé e esperança, etc. Após ajudar o sofrido e desesperado chefe de família com o pouco disponível naquele momento, com lágrimas rolando, segui o meu caminho indignado por saber que os abastados e indiferentes “trabalhadores” mandatários da Praça dos Três Poderes, muitos deles desqualificados em todos os sentidos, com requisitos preenchidos para requerer o referido auxílio-reclusão, comem lagostas na manteiga queimada, bebem vinhos premiados, servem-se de carros blindados e negociam cargos “et caterva” para aprovação de projetos de interesse da sociedade, sempre de olho no que estará por vir em seu benefício pessoal, de seus amigos e partidos. É o Brasil mostrando a sua cara! Parem as máquinas, eu quero descer!

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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VOU CONTRA O CENTRÃO

Se havia indecisão em participar da passeata do dia 26/5, só de ver a foto no “Estadão” (23/5, A4), dos deputados do Centrão comemorando a retirada do Coaf das mãos do ministro Sergio Moro, eu me decidi. Neste Centrão só há figuras carimbadas se escondendo atrás do foro privilegiado, por isso tanta alegria. Devemos ir, sim, à Avenida Paulista para protestar contra grande parte destes parlamentares que nem deveriam mais estar naquele recinto, se não fosse o Supremo Tribunal Federal (STF), que até hoje não julgou nenhum político. Pensar que ainda estamos nas mãos desta gente me move e participarei com gosto do ato de domingo. Podem vir com o discurso de “não ser o momento para esta passeata”, etc. Só de ver esta foto muitos se decidiram. É de dar ânsia!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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HOLOFOTES SUPREMOS

“Manifestação pró-Bolsonaro lembra Collor”, disse com cansativa e nada engraçada ironia o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, sobre as manifestações a favor do governo previstas para o dia 26/5. Sem entrar no mérito dos protestos, indago de sua excelência o número dos autos que lhe dão suporte ético e regimental para se manifestar sobre assunto fora da competência do Supremo Tribunal Federal. Estava demorando, né? Holofotes acesos, o vaidoso supremo conseguiu voltar à mídia! Preparemo-nos para as investidas dos demais vaidosos, aqueles que todos sabemos...

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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NECESSIDADE DE DEFESA

O ministro Marco Aurélio Mello, talvez o mais midiático entre os togados da Corte Suprema, emergiu mais uma vez do nicho de discrição que deveria caracterizar a postura pública de integrante de um tribunal máximo e afirmou ser inusitada uma manifestação para defender o governo. No Brasil, no entanto, há uma profusão de ocorrências estranhas aos padrões esperados. Assim, tal iniciativa é admissível, na medida em que um magistrado de sua importância se comporta nitidamente no sentido de favorecer pleitos de suas preferências políticas, como evidenciado há poucos meses, quando emitiu liminar, no último dia antes do recesso do Judiciário, quase no início do presente mandato, que, se aceita, resultaria na libertação do maior corrupto da história contemporânea do País, Lula da Silva, certamente gerando transtornos de grande amplitude no governo recém-eleito, que, portanto, por esta e outras ações inusitadas, necessita periodicamente ser defendido, sim.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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ATO PRÓ-GOVERNO

Marcadas para o próximo domingo, as manifestações em defesa do presidente Jair Bolsonaro não podem se esquecer de que, quando o ex-presidente Fernando Collor de Mello utilizou esse método, parece que não deu muito certo.   

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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NÃO SE GOVERNA COM DRAGÕES

O inesperado final da fantástica série “Game of Thrones”, que decepcionou grande parte de seus seguidores, foi um claro e corajoso recado ao conturbado ambiente político que hoje desperta insegurança global: é impossível fazer um bom governo enfrentando adversários montado num dragão cujo fogo não distingue os inocentes. Provavelmente desenhado tendo em mira o atual quadro norte-americano, o final se encaixa como uma luva neste nosso Brasil. Parece até que foi inspirado por nós... Preciso ser mais claro? Basta ver os dois mais recentes capítulos.

Luiz Antonio Ribeiro Pinto larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto

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REAÇÃO A UMA AMEAÇA

O governo Bolsonaro é o sopro da liberdade, recebido pelo povo brasileiro após a ameaça da perpetuação esquerdista no País. A ferocidade da oposição comprova essa realidade.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

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GOVERNO BOLSONARO

O editorial “Bolsonaro e o ‘povo’” (23/5, A3) dialoga com o artigo do jornalista Eugênio Bucci (“Será tragédia? Ou será chanchada?”, 23/5, A2) no sentido de expor frustrações a assombramentos advindos do suposto governo instalado em Brasília. Havia uma unanimidade entre os que votaram e os que não votaram em Bolsonaro por saber exatamente o que ia acontecer. Talvez os eleitores se arrependam, agora, ao ver que, extrapolando o que Bucci afirma, transformaram o País numa pornochanchada. Presidente somente pede manifestação em seu favor quando seu governo está definhando – conhecemos bem essa história com Fernando Collor. A fixação por elementos escatológicos e pornográficos em várias decisões políticas revela uma má solução sexual que nos ferra a todos, para não usar outra palavra de baixo calão.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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‘SERÁ TRAGÉDIA? OU SERÁ CHANCHADA?’

A respeito da coluna do jornalista e professor Eugênio Bucci (“Estadão”, 23/5, A2), concluo que a grande tragédia de Creonte começou por perseguir Antígona, que almejava apenas enterrar seu falecido irmão Polinice, porém o ditador de Tebas, Creonte, não o permitiu. Por outro lado, a chanchada, fica claro, parte do senhor Bucci, em dissimular o principal motivo das sandices praticadas pelo presidente Bolsonaro e que o levou a ganhar a eleição: as gestões corruptas e catastróficas do PT. Ou alguém acha que o atual caos político e econômico é resultado das barbeiragens dos últimos cinco meses?

Fábio Alves Paes de Barros fabioapbarros@gmail.com

São Paulo

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OPOSIÇÃO CONSTRUTIVA

Na qualidade de assinante, pergunto-me se o “Estadão” não tem um outro colunista de oposição que seja inteligente, auspicioso e patriótico. Beira o descalabro e parece que é só para cumprir tabela o artigo de Eugênio Bucci. Está subestimando a capacidade crítica de seus leitores. Recomendo que este “professor” ouça as palestras de Paulo Guedes e faça críticas construtivas, se for capaz. Será tragédia? Ou será chanchada? Pergunto eu. 

Tulio Alves tasantosk2@gmail.com

São Paulo

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NOVO DECRETO DAS ARMAS

Após tanta polêmica a respeito da edição do decreto do presidente Jair Bolsonaro a respeito da aquisição e posse de armas, note-se, pelo cidadão de bem, agora, com o novo decreto, vai ser de competência do Exército quem vai definir qual tipo de armamento que as pessoas podem adquirir ou não. Será que referido decreto vai ter abrangência geral (?), os milicianos e os bandidos dos morros do Rio de Janeiro vão entregar suas armas? Ou vão trocá-las por um calibre de menos poder de fogo? Vamos aguardar!

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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FALTOU CORRIGIR

O novo decreto das armas não efetuou todas as correções em relação ao anterior. Persiste a citação antijurídica na menção a “militares da reserva não remunerada”, uma vez que não existe essa categoria de militares. De acordo com a Lei 6.880, de 1980, militar é quem se encontra na ativa, reserva remunerada e situação de reformado. Os chamados R2 são cidadãos civis e, nessa condição, não podem ter registro e porte de armas via Forças Armadas. Pelo exposto no decreto, mesmo quem serviu como soldado poderia obter registro e porte via Forças Armadas.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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MINISTÉRIO DO VOLTA ATRÁS

Os 14 governadores que assinaram o manifesto contra o decreto das armas de Jair Bolsonaro, não por coincidência, todos, sem exceção, são das Regiões Norte e Nordeste, reduto eleitoral da oposição. Também não por coincidência, suas regiões são as que apresentam os maiores índices do País de homicídios por 100 mil habitantes, segundo o Atlas da Violência de 2016, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pergunta que fica é: será que estes governadores estão realmente preocupados com a criminalidade em seus Estados ou apenas com a reeleição de Bolsonaro? Enquanto isso, o Ministério do Volta Atrás vai se configurando como o mais eficiente deste governo.

Marco Antonio Moura de Castro mike.castro@uol.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO EM DEBATE

Depois das declarações do ministro da Educação que causaram balbúrdia sobre contingenciamento de verbas, ocorreram protestos. O professor José Goldemberg, em “Sonhos e realidades do ensino superior no Brasil” (20/5, A2), e o economista Carlos Alberto Paes Barreto, em “Os nós da educação” (22/5, A2), abordaram o tema da educação no “Estadão”. O professor Goldemberg fez um rápido resumo sobre o ensino universitário, mas faltou mostrar a situação das universidades brasileiras no ranking internacional, que a meu ver não é nada admirável, pois, numa avaliação internacional de mil universidades, pela WUR, a USP, a primeira a aparecer, ficou somente na 79.ª posição. Formado pela Faculdade de Engenharia Politécnica em 1966, fiquei muito triste. Já o economista Paes Barreto foi abrangente na sua análise, dando enfoque à educação em nível geral, e conclui que o Brasil gasta muito no ensino superior e pouco na educação básica, e salienta a origem do ranço ideológico existente na educação brasileira. Quanto aos protestos, fica a pergunta sub-reptícia: por que não fizeram o protesto no domingo? Preferiram matar as aulas e os professores faltaram para depois terem as faltas abonadas pelos magníficos reitores.

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo

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COBRAR? SIM 

No artigo “Os nós da educação” (22/5, A2), o economista Carlos Alberto Paes Barreto chama a atenção de modo eficaz para várias questões importantes ao desenvolvimento da educação no Brasil. Defensor, entre outros aspectos, da cobrança de mensalidade dos alunos do ensino superior que reúnam condições de pagar, o autor vê na medida um caminho para a redução das desigualdades, ponto este crucial para sairmos da letargia em que nos encontramos. Com um raciocínio semelhante, o deputado estadual Daniel José (Novo-SP) tem mostrado iniciativas a favor da educação abrangente e de qualidade.

Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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EDUCAÇÃO SEM EDUCAÇÃO

Enquanto nosso ministro da Educação continuar com esta ideia de cortar orçamentos do setor, não conseguiremos avançar. Sem educação não existe avanço. Jovens estão se endividando com o Fies, que é um fiasco para nossos alunos. Temos de valorizar as pesquisas nas universidades para sermos um Brasil de primeira linha, e não um país medíocre, o que somos hoje. Lamentável! 

Alexsandro Gonsales agonsalesadm@gmail.com

São Paulo

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DANO MORAL

A deputada Tabata Amaral (PDT-SP) afirmou que vai processar o ministro da Educação, Abraham Weintraub, por danos morais, por ele ter divulgado seus números de telefone durante um debate na Câmara. O País precisa de mais Tabatas!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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MENTIRA NO CURRÍCULO

Inflar o currículo virou moda no Brasil. Depois de a doutora em Química da cidade de Franca, Joana D’Arc, incluir falsamente um diploma da Universidade Harvard, agora é a vez do governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, a rechear seu currículo com curso na mesma instituição norte-americana. A mentira tem perna curta!

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PESSOAS SEM RESPEITO

Até agora, ninguém chamou pelo nome estas pessoas mentirosas, desonestas e sem escrúpulos que falsificam o currículo para enganar, sobressair à custa de engodos e busca de admiração pelo que não são e nunca serão. O nome adequado é canalhas.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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‘PASSARELA DE ADOÇÃO’

Sobre a matéria “‘Passarela de adoção’ causa polêmica em MT” (“Estado”, 23/5, A20), foi absolutamente infeliz a ideia de um desfile de crianças para adoção, realizado num shopping de Cuiabá. A primeira associação que me veio foi com os leilões de gado. É trágico, ainda, o argumento de que as crianças teriam um dia diferenciado, arrumando-se para o desfile. Adoção envolve sentimentos e compromissos mais sérios que aqueles motivados pela aparência e pela efemeridade de um momento festivo.

Valter Vicente Sales Filho valtersaopaulo@yahoo.com

São Paulo

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FRANQUIA NAS AÉREAS

Li nos jornais a afirmação de que a volta da franquia de malas no setor aéreo desestimulará a vinda das empresas internacionais para operar no mercado (oligopolista) brasileiro. Mentira! Nos seus países existe a franquia; nos EUA, dois volumes por passageiros.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

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