Fórum dos Leitores

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Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2019 | 06h00

MANIFESTAÇÕES

Apoio ao Brasil

Mais uma manifestação, convocada via redes sociais, desta vez para apoiar a reforma da Previdência e outras pautas caras ao governo. O presidente avisou que não comparecerá e aconselhou os ministros a também não irem. E ainda agradeceu a quem pretende apoiá-lo, advertindo, porém, que os pretendentes ao fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, ao confronto entre instituições e seus membros, se comparecerem, estarão em manifestação errada. O direito de manifestação é constitucional, mas cumpre lembrar que insuflar o choque entre Poderes e praticar a desobediência civil é crime. Há liberdade para se manifestar em apoio ao que seja legal, ou pela mudança de leis, jamais para potencializar seu descumprimento. Quem o fizer estará sujeito a ter de prestar contas à Justiça. Por mais imperfeita e problemática que seja, a democracia é o nosso caminho. E não pode ser contaminada pela esquerda (como o foi ao longo das últimas décadas) nem pela direita. Precisamos encontrar o ponto de equilíbrio que devolva ao brasileiro o desenvolvimento, a segurança e a paz social. Atos extremistas merecem repúdio, pouco importando o viés ideológico. A mobilização de hoje só terá valor se for ordeira e, ao final, o Brasil sair fortalecido.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

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GOVERNO BOLSONARO

Parlamentarismo branco

No editorial Presidencialismo esvaziado (24/5, A3), o Estado analisa o que a Nação, perplexa, vem constatando: as medidas erráticas, diariamente anunciadas e posteriormente corrigidas, do capitão presidente. Mais capitão que presidente, Jair “desmentindo” Bolsonaro não tem a mínima noção de como deve agir um estadista. Ainda bem que ele aceita ser desmentido e corrigido pelos auxiliares. Como ele mesmo já admitiu, não nasceu para ser presidente – e, a meu ver, nem mesmo para ser político. Como diz o editorial, estamos sendo governados por um “parlamentarismo branco” para compensar o “voluntarismo destrambelhado” do presidente, que certamente seria mais feliz como capitão do Exército.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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Voluntarismo desorientado

O editorial do Estadão foi profundo ao mostrar que Jair Bolsonaro nada mais é que um “voluntário desorientado”. Falas desencontradas e desconexas deixam cada vez mais os brasileiros sem saber o que realmente ele pretende. Suas promessas, que serão perfeitos “tsunamis”, são mantidas em segredo. Seu jeito omisso, errático e amador é alvo de seus próprios desmentidos. Aliás, entrega ao Congresso e ao povo a resolução dos problemas de sua exclusiva competência – ou será incompetência? –, como se existisse um “parlamentarismo” branco no País. O presidente não deveria dar palpites em áreas – quase todas – que não conhece, mas governar o Brasil sem idas e vindas. É só isso que o povo quer. 

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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Harmonia entre Poderes

O presidente Jair Bolsonaro não pode ser apontado como o único culpado pelas dificuldades na implementação das propostas de reformas tão urgentes de que o País necessita para retomar a trajetória de crescimento e beneficiar o povo, tão sofrido desde que o lulopetismo fez valer sua incompetência no trato da coisa pública. Se hoje percebemos a existência de um “parlamentarismo branco”, temos também prova de que o Legislativo não cumpre uma de suas missões mais importantes, que é a proposição de leis voltadas para a solução dos graves problemas que infelicitam a Nação. Presidencialismo sem harmonia entre Poderes constituídos não funciona.

PAULO EDUARDO GRIMALDI

pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

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LIÇÕES DA HISTÓRIA

Tarefa impossível

Ao ver nossos parlamentares atuando de acordo com seus interesses pessoais e muito pouco pelo País, vou ao passado para lembrar que, no dia em que a princesa Isabel se preparava para assinar a Lei Áurea, o barão de Cotegipe, que era contrário à abolição, mas admirava sua alteza, alertou-a de que ela libertaria uma raça, mas perderia o trono. Sem hesitar, Isabel respondeu com convicção: “Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil”. Um ano depois a República surgiria. E a partir daí se tornou, ao longo de 130 anos, tarefa quase impossível encontrar um agente público tão despojado como a princesa Isabel. 

JOMAR AVENA BARBOSA

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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NOVO MINHA CASA

De bandeja

O novo Minha Casa, Minha Vida deverá ter aluguel, em vez de posse do imóvel, noticia o Estadão. Esse governo parece querer levar uma goleada do PT na próxima eleição. Lamentável!

ROBERTO HUNGRIA

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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Locação social

Tem sido anunciado que nos estudos para o novo programa Minha Casa, Minha Vida – mero nome de fantasia dos programas habitacionais já existentes e apropriados pelo PT em 2009, por meio da Lei 11.977 – os beneficiários mais pobres terão de alugar imóveis do governo por um valor simbólico, em vez de pleitearem financiamento para a aquisição da casa própria. Seria a “locação social”, que, aliás, já fora incluída no programa de governo denominado “Avança Brasil” (página 145), nos idos de 1998. Como alternativa, o governo poderia valer-se do “arrendamento residencial”, instituído nos artigos 1.º e 6.º da Lei 10.188, de 12/2/2001 (conversão da Medida Provisória 1.823, de 29/4/1999). Grosso modo, no arrendamento residencial o beneficiário “arrenda” o imóvel (como se fosse um leasing): realiza os pagamentos, mas não é o proprietário. Todavia tem a opção de compra. 

MILTON CÓRDOVA JÚNIOR

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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Mercado perverso

Enfim o governo federal enxergou que boa parte do programa Minha Casa, Minha Vida era meio de vida de espertos e o prejuízo ficava com o contribuinte, como mostra a reportagem Governo estuda forma de reduzir calotes no MCMV (24/5, B3). Como a casa é obtida mediante sorteio, os espertos achavam ter ganho na loteria e que podiam vendê-la com contrato de gaveta ou alugá-la e faturar algum dinheiro. Não dar a posse e alugar é o que fazem há muito tempo os países adiantados nesses casos. E é o que devemos fazer para acabar com esse mercado perverso.

JOSÉ ELIAS LAIER

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos 

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GASTO INÚTIL DE ENERGIA

Desde os eventos de junho de 2013 o Brasil parece ter entrado numa máquina de lavar ligada no modo “centrifugação”, que o faz dar voltas que só o desidratam, sem que o façam chegar a lugar algum. Logo após a reeleição de Dilma Rousseff (2014), as ruas voltaram aos protestos, que culminaram no impeachment da petista. Afastada Dilma, tudo apontava para uma acomodação, mas as manifestações “Fora Temer”, por assim dizer, não deixaram a peteca cair em meio a um permanente contencioso entre “mortadelas” e “coxinhas”. Veio 2018, deixando ainda mais nítida a polarização política, e o atentado à faca sofrido pelo candidato do PSL Jair Bolsonaro foi o ápice desse processo. Tudo fazia crer que a poeira iria assentar após a maiúscula eleição do “mito”. Ledo engano: agora, são o próprio presidente e os filhos, coadjuvantes, que usam as redes sociais para “causar”, mantendo uma relação de permanente tensão com Parlamento e fazendo os ativos – ações, dólar e também os títulos públicos – darem solavancos que nada deixam a dever aos vividos pelos usuários do transporte público Brasil afora. Fala-se muito em governabilidade, mas tudo da boca para fora. A realidade é que os Poderes Executivo e Legislativo, que deveriam ser francamente cooperativos, “independentes e autônomos”, parecem em pé de guerra, com o Parlamento emasculando os auditores fiscais e retirando o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça, por exemplo, entre outras barbaridades, enquanto Bolsonaro, não sem certa razão, insinua pelas redes sociais que o País é “ingovernável”, talvez próximo de uma ruptura, já que nem mesmo definir o número de ministérios em paz o presidente consegue sem um bom “toma lá, dá cá”.  Neste clima de claro confronto e sob o grito de ordem de que o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) seriam “inimigos do Brasil”, multidões preparam nova rodada de queixas em praça pública, hoje. Desde os eventos de 1964 – que todos sabem como terminou – confesso nunca ter visto tanta balbúrdia. Já que tanto se fala em desarmamento, melhor seria os espíritos se desarmarem e todos se darem as mãos para a tarefa ingente de tirar o Brasil do lodaçal em que se encontra, com o sofrimento de 13 milhões de desempregados, saúde, educação e segurança pública na UTI, contas públicas arruinadas e alto endividamento. O País merece. O resto é gasto inútil de energia.  

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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TERMÔMETRO

São vários os aspectos positivos nas manifestações marcadas para este domingo. Vai dar para saber o tamanho do exército de brasileiros que não engolirão jamais a eterna leniência com que os nossos legisladores encaram os famigerados desvios do dinheiro público de suas devidas finalidades, quer seja por corrupção, inaptidão para os cargos, que uma grande maioria de parlamentares demonstra, ou ainda pela falta de qualquer interesse quanto aos destinos de nosso país e de sua população. Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Sergio Moro não são, como muitos bradam por aí, questões de simples ideologias e demagogias, mas questões de quem tem vergonha na cara e prega um verdadeiro humanismo, pois sem justiça jamais haverá paz social.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

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INÉDITO

Será inédito que um contingente da cidadania demonstre a favor de um governo. E é absolutamente lícito que manifeste críticas, e mesmo indignação, contra forças no Congresso que tentam impedir a execução de reformas necessárias.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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SIM PARA A POLÍTICA

Com este momento Bolsonaro, e referindo-me à nova maneira de fazer política, com correção, integridade e honestidade, talvez já esteja chegando o momento de me decidir a participar destes novos momentos na política, porque talvez esteja chegando o momento em que não será mais feio ser político, e talvez esteja chegando o momento em que não seja mais feio ser político e, também, ser político honesto. Talvez esteja chegando o momento em que todos vamos, juntos, somente pensar no nosso Brasil.

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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PREVISÍVEL

Com a falta de empenho de Jair Bolsonaro pelas reformas que prometeu, é iminente a renúncia do ministro da Economia, Paulo Guedes, e, quem sabe também, a do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Afinal, ninguém consegue enfrentar a politicalha corrupta sem apoio. E, logo mais, alegando “forças ocultas”, será a vez do próprio presidente. É o caos no horizonte! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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RAINHA DA INGLATERRA

O amadorismo, o voluntarismo e o populismo do governo Bolsonaro vão acabar instituindo de fato, não de direito, uma espécie de parlamentarismo branco no País. Enquanto o presidente faz de conta que preside, o Congresso vai se articulando para tomar suas próprias decisões e tocar as reformas adiante. Em plena República, Jair Bolsonaro será a nossa rainha da Inglaterra. God save the president!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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BASTA QUERER

Além da reforma da Previdência, que aciona a roda da economia, garante e nivela as aposentadorias e minimiza o déficit público, o nosso Congresso precisa acabar com os penduricalhos (muito superiores a mais de 50% dos assalariados brasileiros), punir a corrupção confiscando bens e com prisão perpétua – reduz despesas e desestimula a corrupção. A Câmara colocou o Executivo de joelhos para alterar a reforma da Previdência a seu bel prazer; naturalmente, manterá seus penduricalhos e, ao invés de reduzir despesas, contrariando o anseio daqueles que os elegeram, os parlamentares certamente vão aumentar ou criar mais impostos, como se os atuais 35% fossem insuficientes. O Brasil tem jeito, basta querer. O momento é agora!

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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MAIORIA

As reformas necessárias não andam, não há consenso ou maioria. Aliás, maioria, só a dos envolvidos em falcatruas...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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A QUEM INTERESSA?

A quem interessa não curar um doente em fase terminal, evitando a aplicação do remédio correto? Certamente, aos demônios que perambulam pelos hospitais da Nação, torcendo para que este e outros pacientes sucumbam para satisfazer seus nefastos e maquiavélicos desejos. O Congresso Nacional é um circo de horrores, onde os “palhaços” de plantão, eleitos por um povo esperançoso e confiante, atuam no interesse próprio, esquecendo-se completamente de quem paga seus salários e de quem os colocou lá, na esperança de que fizessem a sua parte e aquilo que prometeram durante sua peregrinação em busca do voto: trabalhar para o País e pelo País. As promessas caíram no esquecimento, porque, ao chegarem lá, tudo muda, tudo se transforma e passam a ser mais um a ludibriar seu eleitor. É insano pensar que alguém não quer a melhoria de seu país e de seu cidadão, se isso é possível e está em suas mãos. Mas a velha política do “toma lá, dá cá” continua mais viva do que nunca, engessando as ações de um presidente que chegou lá para acabar com esta prática. 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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AS REFORMAS NO CONGRESSO

Paulinho da Força está articulando “carta à população” negando interesse em cargos públicos. Quem ele pretende enganar? Creio que nem seus familiares.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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DÍVIDA COM A PREVIDÊNCIA

Após atualização, grandes bancos, Vale, Samarco e outras empresas devem para a Previdência R$ 935 bilhões. Deveriam cobrar? Ou não?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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REFORMA TRIBUTÁRIA

Os congressistas perceberam que o País está na pindaíba e que, em breve, faltará até dinheiro para a propina. Então, resolveram tomar a dianteira nas reformas (“Câmara avança com reforma tributária própria”, “Estadão”, 22/5).

Oswaldo Baptista Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas

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FOCO NA PREVIDÊNCIA

A Câmara mais uma vez dá a demonstração de que os Poderes não são harmônicos, contrariando a trilogia de Montesquieu e a própria Constituição federal. No momento em que o País atravessa extenuada crise econômica e moral, a iniciativa de tocar a reforma tributária própria traz a impressão de que certos deputados torcem para nada dar certo. É muita canalhice, ou cínica má-fé, ou crassa ignorância. Quanto pior, melhor! A continuar nessa iniciativa, e não esperar a reforma da Previdência, realmente, os sacripantas estão pouco se importando conosco, outros mortais.

Ruyrillo Pedro de Magalhães ruyrillopedro@gmail.com

Campinas

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CARTADA DISCRETA

Conhecendo nossos deputados: pressionado em entrevista numa rádio pelo possível tumulto que querem causar na tramitação da reforma da Previdência, o deputado Baleia Rossi mentiu em cadeia nacional, e sem nenhuma competência. Ele se justificou dizendo que o projeto de lei desta reforma tributária paralela ao projeto do governo – de autoria dos deputados sob o comando de Rodrigo Maia – é antigo e, por isso, já foi muito debatido, e não irá retirar tempo e foco da discussão da reforma da Previdência, atrapalhando sua discussão. Acredite quem quiser. Ato contínuo, ele desdisse o que disse e lembrou que metade da Câmara foi renovada nestas eleições e que o projeto da reforma tributária é extremamente complexo e terá de ser amplamente discutido. É ou não é um descaramento? Esta “cartada discreta” do Centrão é o mesmo que jogar uma baleia num aquário.

  

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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‘PRESIDENCIALISMO ESVASIADO’

É difícil de entender a mídia: nossa Constituição de 1988 já foi de semipresidencialismo e, quando o Congresso nada fazia e até o Supremo Tribunal Federal (STF) tinha de intervir para legislar por um Congresso adormecido, ela criticava; agora, que o Congresso acordou, critica o presidente – e, aliás, acordou porque o presidente pôs o Congresso para correr. Tenho a impressão de que a mídia esta aí única e exclusivamente para criticar.

  

Luis F. Meirelles Carvalho meirelles@meirellescarvalho.com.br

São Paulo

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PRESIDENTES

Tivemos, como é natural, presidentes da República das mais diversas têmporas. Numa classificação geral, fortes e carismáticos, mas que não se sustentaram: Getúlio, Jânio e Juscelino. Este marcou a linha do fim do mandato, mas não sem torvelinhos, ora mais, ora menos sorrateiros. E os simpáticos, das platitudes, que lograram por ondas mansas atingir a meta cronológica, como Sarney e Itamar. O drama do presidencialismo de coalizão é jogado para baixo do tapete. Porém jamais tivemos um presidente sem liderança, sem capacidade de aglutinar, sem resistência até mesmo no seio da família e, pior do que tudo, sem vontade de governar. Se entendem como boa a reforma que pretendem, façam-na, dirige-se ao Legislativo. Pouco se lhe importa, como pouco, salvo os vencimentos que permitiram a formação do clã familiar, quando vegetou por 27 anos nos recantos do Congresso, lhe importam as reformas, a partir desta previdenciária, já “ad nauseam”. Assim é o contemporâneo Bolsonaro. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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FALSO PRESIDENCIALISMO

A sociedade não entende as atitudes do presidente Bolsonaro porque se acostumou com o famigerado presidencialismo de coalizão. Parece que estamos numa transição caminhando para um parlamentarismo, ou, melhor, para uma monarquia parlamentar disfarçada, em que o monarca é um chefe de Estado e o governo fica por conta do Congresso, com algum primeiro-ministro líder natural dentre os políticos. Bolsonaro atua sem se preocupar com o “toma lá, dá cá”. Ele deixou a responsabilidade das reformas para o Congresso e está se preocupando com os valores morais da sociedade, que ao fim das contas é o que conta na cordialidade entre os cidadãos, no futuro das próximas gerações e, por consequência, no bem-estar da sociedade.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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UMA REUNIÃO ESPANTOSA

Sobre a matéria “Oposição avalia que não é hora para pedir impeachment de Bolsonaro” (“Estadão”, 24/5), os esquerdistas comandados pelo PT, inconformados com a derrota de seu candidato Fernando Haddad, numa recente reunião chegaram à “espantosa” conclusão de que não é hora de pedir um impeachment do seu adversário, pois ele está cumprindo suas promessas de campanha, tentando consertar o estrago que eles fizeram enquanto no poder, bem como não podendo ser acusado de qualquer ato de corrupção – enquanto eles, no poder, foram campeões mundiais de roubalheira. E pasmem: neste domingo, o presidente mostrará que continua a ter apoio popular, o que eles perderam faz tempo. Isso tudo apesar de todas as intrigas assacadas contra Bolsonaro diariamente, pela extrema imprensa inconformada também, por não ter conseguido eleger seu candidato derrotado e por não influenciar mais tanto a opinião pública. 

                   

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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HUMILDADE PARA MUDAR

Theresa May finalmente renunciou, depois do fracasso na condução do Brexit. A naturalidade com que outros países trocam suas lideranças deveria servir de exemplo para o Brasil. Aqui, a troca de um governante é um verdadeiro parto, uma missão quase impossível, só ocorre em casos extremos e com a existência de ações criminais. No Brasil, a troca de um governante por incompetência, falta de capacidade de alcançar um objetivo, como ocorreu com Theresa May, é impossível. O Brasil precisa tirar o status de deuses concedido aos políticos, aqui eles não podem ser cobrados, não têm de dar satisfação alguma a ninguém. Jair Bolsonaro é o exemplo do político que já deveria ter sido banido da vida pública, por seu desinteresse absoluto em lidar com o Parlamento, passou décadas no Poder Legislativo sem apresentar nada de relevante e nada indica que será um bom presidente da República, mas não há nada na Constituição brasileira capaz de tirar-lhe o cargo. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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RENÚNCIA

Ei, Bolsonaro! Se for por falta de um exemplo atual, você não tem mais desculpa. Theresa May, primeira-ministra britânica, anunciou sua renúncia. Milhões de brasileiros ajuizados, atônitos com seu péssimo, caótico e vexatório governo (que enlameou até a boa imagem que os militares tinham perante a sociedade), aguardam sua renúncia também. Faça valer seu bordão eleitoral (“Brasil acima de tudo”) e caia fora, sem demora. Nosso combalido país precisa de um governante estadista, não de um estorvo.

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte 

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