Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e informações, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Desvarios da direita

Um ditado aconselha que traficante não deve consumir a própria droga, sob pena de prejuízo e desastre. Não é o que acontece, nos morros e biqueiras, ou em Brasília, onde se trafica para sustentar a própria dependência. Mas é na alucinação resultante nas massas que se vê o pior efeito: o final da Supercoluna de Wilson Tosta Direita acredita na sua própria propaganda e briga consigo mesma para apoiar Bolsonaro aponta, discretamente, os efeitos alucinatórios num sonho de certa massa para uma “marcha sobre Brasília”, para um “vitória, salve!” final. É preciso explicitar, porque esses consumidores de WhatsApp e fake news detestam História e desconhecem sutilezas. Marcha sobre Roma foi a mobilização dos fascistas italianos e a entronização de Mussolini, com o esvaziamento do Parlamento e o advento da ditadura. “Vitória, salve!” era o lema triunfal dos nazistas alemães após a nomeação de Hitler como chanceler, a tradução do gesto Sieg Heil. Foram movimentos de extrema direita com respaldo mais amplo, dada a crise institucional, social e econômica da circunstância histórica. Mesmo que revisionistas estúpidos os classifiquem como “de esquerda”. Sonhem, alucinem em sua fé e vontade. Que insistem em fazer triunfar, quer dizer, impor. Mas a sociedade está alerta, muitas forças se opõem e condenam tais desvarios. A ressaca e a abstinência serão bem dolorosas, como sabem os dependentes quando acaba a droga. Talvez daí o desespero de alguns.

ROBERTO YOKOTA

rkyokota@gmail.com

São Paulo

Caminho da paz

Eleito presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, afirmou que o caminho da paz não será construído pela força das armas e reprovou o decreto do presidente Jair Bolsonaro que flexibilizou a posse e o porte de armas. Poderia também o digno religioso relembrar que a paz só se dará pela força das leis penais reformuladas, tornando-as mais condizentes com a nossa realidade. Porque apenas com boa vontade e boa-fé nada mudará, nem com todas as bênçãos. Tampouco, penso eu, desarmando mansos e pacíficos.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

HISTÓRIA

Reconstrução de Bonifácio 

A propósito da matéria de sábado no Caderno2 em que o sr. Ubiratan Brasil escreve sobre o livro da historiadora Mary Del Priore, e a título de esclarecimento e constante aprendizado, recordo-me de há anos ter lido em livro do historiador José Honório Rodrigues que um dos maiores feitos do Patriarca foi, discursando no Congresso em 8/9/1822, ter enfatizado que enquanto o Brasil mantivesse o regime de escravidão não haveria de se falar em independência real. Só para relembrar, apenas quase 60 anos depois tivemos a Lei Áurea. Esse fato teria sido forjado? Esse mesmo livro registra que o Brasil foi o penúltimo país da América a proclamar a libertação dos escravos, somente perdendo para Cuba.

MARCELO FALSETTI CABRAL

mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

EM SÃO PAULO

Cartel dos trens e metrôs 

Será que essa novela realmente vai acabar? Que as empresas sejam punidas, pois ao se unirem para formar um cartel se apropriaram de dinheiro público indevidamente. Mas que a Justiça também condene funcionários públicos e políticos que se beneficiaram desse cartel. Precisamos acabar com a cultura de impunidade, só assim vamos combater o câncer da corrupção, que mata o povo brasileiro. 

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Qual é a diferença entre os metrôs da megalópole Xangai, na China, e da megalópole de São Paulo? Xangai constrói a cada ano 40 km de metrô e São Paulo, 2 km. Ah, e em Xangai existe pena de morte para corruptos.

MICHAEL PEUSER

mpeuser@hotmail.com

São Paulo

Minhocão

A construção desse mostrengo construído no tempo da ditadura, há quase 50 anos, sem consulta popular, pelo então prefeito Paulo Salim Maluf, foi muito criticada na época. Porém o prefeito disse que estava prevendo o crescimento da cidade e maior volume de trânsito. O futuro chegou e o problemão está aí. Que o prefeito Bruno Covas esqueça a ideia de transformar o Minhocão nos jardins suspensos da Babilônia (uma das sete maravilhas do mundo antigo), porque embaixo vai ser abrigo para moradores de rua e usuários de drogas, o inferno de Dante. O mostrengo tem de ser posto abaixo, sua sustentação em alguns pontos está com as ferragens expostas, mostrando ferrugem, e se continuar em pé vai exigir constante e cara manutenção. A solução é demolir. Para reduzir ao máximo o tempo da retirada do entulho e da imediata construção das novas pistas de rolamento basta consultar empresas japonesas que fazem isso constantemente com grande rpidez, lá no Japão, por causa dos abalos sísmicos e tsunamis. Vai sair mais barato do que manter o Minhocão em pé, não se sabe por quanto tempo. 

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

jc.rios@globo.com

São Paulo

Ponte de safena

As avenidas radiais, entre elas a ligação leste-oeste, propiciaram o avassalador crescimento da cidade. Agora que ela se encontra adoentada, em especial por problemas de circulação, querem tirar a ponte de safena? Como vai ficar o trânsito? Sou contra transformar o Minhocão em parque até que a cidade tenha pelo menos o dobro de linhas de metrô, para facilitar os deslocamentos. Lembrando: a Linha 6-Laranja, que serviria à zona oeste, está parada há quase dois anos!

FRANCISCO EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Nó no trânsito

Quando o Minhocão fecha para carros em fins de semana e feriados é possível ter uma ideia de como ficará o trânsito na região. Costumo desviar obrigatoriamente pela Amaral Gurgel nos domingos de manhã e mesmo com o número de carros reduzido ao mínimo a via está sempre congestionada. Esse plano do parque me faz lembrar os anos 1960, quando foi trazido a São Paulo para resolver o problema de trânsito o coronel Fontenelle, que com alguns “brilhantes” assessores redesenhou o sistema com base em mapas. O grande centro travou e quem viveu essa experiência lembra-se dos milhares de paulistanos que todo dia vinham de ônibus até que, a quilômetros do centro, tinham de seguir a pé, pois o congestionamento era total. 

ROBERTO CROITOR

roberto.croitor@gmail.com

São Paulo


PRIORIDADE DO MOMENTO É OUTRA

 Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Depois de lançar um decreto para facilitar o comércio e o porte de armas de fogo no País, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) teve de voltar atrás pelo menos em algumas das regras mais exageradas do texto. Foi uma chiadeira geral vinda de todos os lados. Houve reclamação no Congresso, no Judiciário, de governadores, da Procuradoria-Geral da República e de gente que estuda segurança pública. Foi questionado se é possível mexer em regras tão polêmicas por meio de decreto presidencial, que não passa pela votação da Câmara dos Deputados e do Senado. Diante da possibilidade de ver a medida derrubada na Justiça, Bolsonaro recuou sabiamente. A principal mudança foi reconsiderar a autorização absurda para que pessoas pudessem portar espingardas, carabinas e fuzis. Ainda assim, a permissão continua valendo para proprietários rurais. Para que eles precisam de fuzis, para guerrear no campo com invasores? Também houve alteração em outras regras sem pé nem cabeça, como a liberação da prática de tiro por menores de 18 anos. Não chegou a ser derrubada, mas ficaram estabelecidas a idade mínima de 14 anos (também muito questionável, é bom dizer) e a exigência de autorização do pai e da mãe. Em entrevista concedida à Rádio Bandeirantes, o ministro Sergio Moro afirmou que a revisão atende às críticas sofridas ao decreto e “restringe um pouco” a ampliação do poder de armas. Ao que tudo indica, o ministro não foi consultado pelo chefe a respeito da confecção do primeiro decreto. Esta ideia de facilitar a circulação de armas, não se pode esquecer, foi uma promessa de campanha do presidente a seus eleitores, e, como vemos agora, é bastante perigosa em se tratando de armamento letal. Seria melhor revogar o decreto inteiro e deixar que o Congresso discuta o assunto – que, aliás, não tem nada de urgente. Com certeza, temos outras prioridades, que são urgentes urgentíssimas.

 TURÍBIO LIBERATTO 

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

ALGUMA SEMELHANÇA

 A notícia publicada à página A18 do “Estado” de 23/5, com o título “Decreto restringe fuzil, mas governo diz que arma pode ser usada no campo”, nos leva a pensar que Adolf Hitler e Benito Mussolini, ao iniciar as atividades pelas quais ficaram conhecidos, também tomaram o cuidado de armar seus correligionários (ver Richard J. Evans in “A chegada do Terceiro Reich”).

 MAURO LACERDA ÁVILA

lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo

 

TANTO CONTRA COMO A FAVOR

 Sobre a matéria “Senado volta a ver ilegalidade em decreto de armas” (“Estadão”, 24/5), quando se fala que o “Senado”, genericamente considerado – no caso, a consultoria legislativa do Senado –, afirmou que, mesmo atualizado, o decreto fere preceitos legais, sempre se deve considerar quem encomendou o estudo, pois sempre sobre um mesmo assunto se pode tanto fazer um laudo a favor como um contra, porque o Direito não é uma ciência exata.                       

 

ULF HERMANN MONDL 

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC) 

PRESIDENTE SEM CRÉDITO

 O editorial do “Estadão” com título “Presidencialismo esvaziado” (24/5, A3) merece nosso aplauso. Para decepção da maioria dos eleitores de Bolsonaro, o texto coloca o presidente no seu devido lugar. Destaco a precisão deste comentário: “Bolsonaro começa a se tornar um presidente cuja palavra não é levada em conta, já que não é possível ter certeza se ele mesmo sabe do que está falando”.  Além de ser pródigo em promover crises tolas e não se preocupar, como ressalta o editorial, em formar uma base sólida no Congresso, “raros são os projetos e decretos do governo que não precisam ser refeitos, em razão de muitos erros, omissões ou ilegalidades, tudo fruto do amadorismo e açodamento”. Não é por outra razão que a nossa economia, que até dezembro mantinha um ritmo de recuperação razoável, deixando boa a expectativa do mercado para 2019 (de crescimento do PIB de 2,5%), hoje, em razão do literal amadorismo do atual presidente, a expectativa retrocede e não deve passar de 1% de crescimento econômico. Uma pena!

 PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

POR QUE NÃO SE CALAM?

 Cientistas políticos criticam com razão o governo Bolsonaro, entre outras coisas, pela comunicação deficiente de vários de seus membros. Ao que parece, não é por falta de declarações, contestações, discursos, brigas e confusões que a comunicação realmente deixe a desejar. Diria que é pelo excesso de protagonismo, uma necessidade crucial de aparecer, de ditar para que outros obrigatoriamente os obedeçam, com ou sem razão. A última foi a desastrada e prematura ameaça de renúncia ao cargo do ministro da Economia, Paulo Guedes, desde o começo o garante de Bolsonaro. É cedo, caro ministro. O senhor está se excedendo e deixando de controlar o ego. Se ficar calado, pode talvez contribuir para o avanço da reforma da Previdência. Se não, pode enterrá-la. E nem todos podem fugir para o exterior, como o senhor.

 ADEMIR VALEZI

valezi@uol.com.br

São Paulo 

 

TROFÉU BOBAGEM

Dentro do governo, Bolsonaro perdeu a primazia de dizer bobagens. Foi superado por um Paulo Guedes ameaçador e onipotente: “Se aprovarem reforminha, deixo o ministério”. Valha-me Deus. Se é por falta de adeus, já vai tarde.

 VICENTE LIMONGI

limonginetto@hotmail.com

Brasília

SINCERIDADE

O mundo da política é tão cheio de falsidades que, quando aparece um ministro com a sinceridade de um Paulo Guedes, causa o maior tumulto.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

REGISTRO

Paulo Guedes, ministro da Economia e pai da reforma da Previdência, declarou enfaticamente que o Brasil é a favor da reforma da Previdência e que Brasília, com suas corporações de funcionários públicos que se aposentam ganhando até 28 vezes mais que os demais trabalhadores do Brasil, é quem faz oposição organizada junto aos congressistas. Esclarecimento registrado.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

QUEDA DE BRAÇO

Pelo visto, Bolsonaro pagou para ver e ganhou. Refiro-me à queda de braço com o Centrão. Infelizmente, esse grupo de deputados tem em mente interesses bem particulares e pouco republicanos. Mesmo divergindo do presidente em muitas de suas abordagens e atitudes esquisitas, temos de concordar que ele, neste caso, por decisão pessoal ou por sugestão de assessores, agiu com acerto: peitou e ganhou. Quanto ao Coaf, estar com Sergio Moro ou Paulo Guedes, dois homens muito sérios, nada muda, sobretudo porque o órgão tem vida própria e com um ou outro ministro continuará fazendo seu trabalho. Certamente, subsidiará o Ministério da Justiça sempre que Moro necessitar.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

Barueri

 

O QUE TEMOS PARA HOJE

 Jair Bolsonaro é fortemente atacado e criticado por suas supostas deficiências, mas é o que temos para hoje e pelos próximos anos. Ele foi democraticamente eleito por nós e, afinal, era a menos pior das opções colocadas. A segunda alternativa era um fantoche desqualificado, representante do grupo responsável pelo naufrágio moral e econômico do País. No primeiro turno das eleições, em terceiro, vinha um sujeito desequilibrado e desbocado, com ideias estapafúrdias que nos isolariam mais ainda do mundo civilizado. Bem longe, em quarto, aparecia um político certinho e insosso, mas que não teria coragem nem cacife para propor as reformas necessárias – vide o naipe dos políticos a quem se associara. Assim, é preocupante vermos grande parte do Congresso manobrando e atuando para sabotar o funcionamento do Poder Executivo, colocando interesses menores, escusos e corporativos acima dos interesses nacionais. Parem com essa brincadeira. Vocês, deputados, ao não exercerem com dignidade seus mandatos, estão colocando em xeque o presente e o futuro deste sofrido Brasil.

SERGIO ARAKI YASSUDA

sergio-araki@uol.com.br

São Paulo

 

REVIRANDO O LIXO

Em razão do mau governo de Jair Bolsonaro, muitos já andam por aí revirando lixo, remexendo em seus esgotos e a fedentina do lulopetismo invadindo o ambiente. É sempre bom lembrar: “Lula está preso, babaca!”.

LEANDRO FERREIRA

ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

 

A QUALQUER MOMENTO

A socióloga Rosângela Silva, antiga seguidora dos petistas, assumiu o papel de Cupido ao atingir sua “flecha” no calcanhar libido do ex-presidente Lula, que, vida que segue, já prestou as devidas homenagens a dona Marisa Letícia, sua ex-mulher. Esmiuçando as entranhas dessa notícia, chegamos à conclusão de que o chefe da maior quadrilha já instalada no País está certo de que será libertado a qualquer momento, tendo a seu favor o manicômio em que está internado o governo Bolsonaro. Para a esquerda, a derrota nas últimas eleições foi, para Bolsonaro, uma vitória de Pirro. Quanto à soltura de Lula, a confiança dele se sustenta na existência dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) cuja verborragia se dirige somente à proteção de sua toga. 

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

A CONFERIR

Retornei há poucos dias de Curitiba, onde, durante minha permanência, precisei utilizar táxis e veículos de aplicativos. Sempre conversava com os condutores sobre a afluência de curiosos, turistas ou não, à Superintendência Regional da Polícia Federal na qual Lula se encontra preso. Confirmaram os muitos pedidos para lá e, via de regra, acrescentavam que também existia um acampamento do PT nas proximidades, como forma de vigília e solidariedade. Foram unânimes, no entanto, ao afirmarem que todo o pessoal ali concentrado era, na sua quase totalidade, remunerado, recebendo, cada um, a quantia diária de R$ 50,00, além de vale-refeição. Não tive a oportunidade de verificar pessoalmente tais informações. Se verdadeiras, no entanto, caberia inevitavelmente a indagação: de onde estariam vindo os recursos para patrocinar o show? A conferir.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

FESTIVAL DO ABSURDO

A cidade de São Paulo sediará, no próximo dia 2 de junho, o festival Lula livre, organizado por esquerdopatas com a participação de vários artistas e intelectuais confirmada. Isso só pode ser caso de lavagem cerebral.

JOSÉ A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

ESQUEÇAM-NO

Chico Buarque, ao levantar o 31.º Prêmio Camões pela cultura, concedido por Brasil-Portugal, recebeu uma série de homenagens, inclusive a do presidiário Burla, ops!, Lula, que lhe escreveu elogiando-o e aproveitando para espinafrar a Rede Globo com o papo furado de que a emissora carioca finalmente se viu obrigada a noticiar seu nome graças à premiação. A Globo lhe respondeu na lata, citando as inúmeras vezes em que lhe deu espaço. O presidiário – porque ele é apenas isso – ainda existe porque a mídia diz ou publica qualquer idiotice vomitada por ele, e sei não, mas haverá o dia em que noticiarão quantos puns ele solta diariamente. Basta ele avisar. Esqueçam este traste!

LAÉRCIO ZANNINI

spettro@uol.com.br

São Paulo

 

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

É inaceitável, e até mesmo incompreensível, que cidadãos considerados inteligentes e muito bem informados, como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil – só para citar três expoentes da cultura brasileira –, possam sair por este mundo afora apregoando a inocência e, consequentemente, a soltura do condenado Luiz Inácio Lula da Silva. Só para dizer o mínimo!

LUÍS FERNANDO

luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

 

AMOR VERDADEIRO

Chico Buarque gosta tanto de Lula, dos pobres e do Brasil que mora em Paris!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

 

EDUCAÇÃO E POLÍTICA

Luciano Huck relembrou aos bem informados leitores do “Estadão”, no artigo “Ouvindo o outro lado” (24/5, A2), sobre a vitória da Coreia do Sul sobre a ignorância e, consequentemente, sobre a miséria física e mental de seu povo. Esqueceu-se, no entanto, de mencionar o fator político que originou essa vitória, que inclui os dois outros tigres asiáticos, Cingapura e Taiwan, qual seja: os três tiveram regimes ditatoriais ferozes durante 30 anos, que derrotaram intelectuais, líderes estudantis e outros adversários dos regimes. Para ter uma ideia do nível de intervenção e disciplinamento, basta citar que o ditador de Cingapura começou exigindo que o cidadão falasse mais baixo, não cuspisse no chão e desse descarga depois de ocupar o vaso sanitário. É o que vai acontecer com o Brasil, se o Congresso não aprovar a “reforma dos privilégios”, quebrando o País. Teremos uma ditadura, que não será pior do que o que temos hoje. Mas tenho certeza de que os parlamentares a aprovarão, pois não querem matar a galinha dos ovos de ouro de onde vem a sua principal e querida atividade: “a roubança”.

SIVANO ANTONIO ROXO

silvanoroxo@terra.com.br

Santana de Parnaíba

CORPORATIVISMO

Lamentável a opção do Superior Tribunal Militar (STM), que, em vez de defender o nome das Forças Armadas, preferiu libertar vários combatentes presos pelo assassinato do músico Evaldo Rosa dos Santos e do catador Luciano Macedo, como noticiado pelo “Estadão” de sexta-feira (24/5, A16). A ação terminou depois de desferidos 80 tiros contra o carro das vítimas. Esta deplorável ocorrência é mais um resultado do corporativismo que assola este país.

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

SANEAMENTO, MP E PARTICIPAÇÃO POPULAR

Os movimentos contra a Medida Provisória 868/2018 (MP do Saneamento) e a falta de consenso no curto prazo entre representantes do setor demonstram que políticas de saneamento devem ser plurais e participativas. O segundo recado da população a esta MP, que deve “caducar” em breve, mostra que soluções unilaterais do Poder Executivo não vêm convencendo profissionais e especialistas deste e de outros assuntos que também se tornaram MPs e virão juntos com o esperado “tsunami”. Mudanças no Marco Legal do Saneamento são cruciais, assim como a participação popular, inclusive daqueles ainda sem serviços de água e/ou esgoto. Que cada linha a ser escrita no projeto de lei pré-anunciado por Rodrigo Maia permita que o saneamento básico avance, com maior integração entre população e classe política, capital público e privado, promovendo tecnologias inovadoras e maior acesso a investimentos. Que as expectativas sejam realistas com as capacidades e interesses dos municípios, Estados e governo federal, sempre equilibrando as forças com os respectivos  desafios.

THOMAS RIBEIRO DE AQUINO FICARELLI, geógrafo, doutor em Saúde

Globalthomriafi@hotmail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.