Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2019 | 03h00

MANIFESTAÇÕES

Consulta popular

Em março de 1964 a esquerda convocou manifestações a favor das chamadas reformas de base e a direita, contra tais propostas. Em maio de 2019, a direita convocou manifestações a favor de reformas e a esquerda, contra tais propostas. O impasse político no Congresso Nacional provoca a mobilização das ruas diante da perspectiva de falta de quórum qualificado para aprovar reformas, seja na Constituição de 1946 ou, agora, na Constituição de 1988. O antagonismo político provocado pelo personalismo no presidencialismo move as paixões políticas tanto a favor como contra o presidente. O presidencialismo foi vitorioso tanto no referendo de 1963 como no plebiscito de 1993. O País parece ter uma predileção por viver à beira do abismo político, com suicídio (1954), renúncia (1961), golpe (1964) e impeachment (1992 e 2016), além da atual crise política. A ligação direta do presidente da República com as massas provoca confrontos polarizados e radicalizados, que deixam de ser intermediados pelas instituições políticas. Uma saída seria convocar uma terceira consulta popular para mudar o sistema de governo a partir de 2023.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Na direção contrária

O grande problema das manifestações de rua promovidas pelos defensores de quem está no governo, atualmente a direita, é a completa falta de entendimento da situação real do país que julgam defender, a qual leva as massas a fazerem enorme força na direção contrária à desejada. No Rio de Janeiro, nas manifestações deste domingo, a prova disso foram as vaias que recebeu a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) quando tentou explicar a importância do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e que ir contra o Congresso, neste especial momento em que se votam fundamentais reformas, enfraquece o governo de Jair Bolsonaro.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

Apoio e responsabilidade

Ciente das manifestações em 26 Estados e 157 cidades, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro precisa sentir e resguardar esse apoio e, ainda, modular as declarações públicas, evitando que suas palavras voem com o vento e sejam objeto de pouca credibilidade. Falar demais é sempre perigoso e, como dizem os sábios, às vezes o silêncio é muito mais importante que a manifestação e a fala. De outro lado, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal agora puderam avaliar seu prestígio perante o povo, o que lhes servirá para remodelar e adequar procedimentos, com visões para o bem do Brasil e da verdadeira justiça. As manifestações, por terem sido expressivas, merecem amealhar resultados satisfatórios para a política nacional.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

Sentido de nação

A duras penas, por meio de manifestações presenciais e virtuais, os brasileiros vão tentando construir um sentido de nação para além do futebol, da música, da praia, do carnaval e da cordialidade. Processo necessariamente lento e doloroso, pois o sentimento de união, intrínseco a uma nação, demanda que possamos colmatar as profundas cisões que existem em todos os níveis da sociedade brasileira. Mas não se faz isso no grito, na ofensa e na hostilidade. É necessário um sentimento sereno e humilde de mea-culpa; é preciso saber recuar e admitir erros. Só assim teremos um Brasil soberano e altivo. 

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

BARRAGENS

O drama de Minas

O seriíssimo problema por que passa o Estado de Minas Gerais com o rompimento das barragens resultantes da exploração de minério de ferro pela empresa Vale S.A. revela três aspectos importantes. 1) A irresponsabilidade da mineradora Vale de não considerar o risco de rompimento. Em Brumadinho, o primeiro ponto a ser atingido e ficar fora de operação foi a sirene de alarme. O refeitório da empresa foi construído na rota da lama em caso de rompimento. O risco de um desastre nunca foi levado em consideração. 2) A fiscalização pelo Estado de Minas Gerais nunca existiu. As autoridades estaduais também não deram importância ao risco. 3) E, por fim, a Justiça até agora não se manifestou sobre a matança de quase 300 pessoas e o maior dano ambiental que o País já sofreu. Até agora não existe um responsável respondendo a processo. Uma tragédia provocada pela mineradora, com a inoperância do Estado. Desastre total.

CELSO BATTESINI RAMALHO

leticialivros@hotmail.com

São Paulo

Destruindo cidades

Desde 15/11/2015, quando a barragem do Fundão, de sua subsidiária Samarco, se rompeu, em Mariana, a Vale vem destruindo cidades em Minas com seus rejeitos da mineração (lixo). Primeiro destruiu Mariana e todo o Rio Doce, continuando a destruição pelo Oceano Atlântico, além de causar a morte de 19 pessoas. Em 25/1/19 foi a vez de Brumadinho, com grande dano ambiental, porém muito mais trágica, com a morte de quase 300 pessoas. Agora corre risco a cidade de Barão de Cocais, e de maneira perversa. Desde o início do ano os moradores da cidade vivem apavorados, sujeitos a um rio de lama que poderá mudar para sempre a sua vida, ou mesmo ceifá-la. Em fevereiro os moradores das regiões mais próximas da barragem foram retirados de casa, esperando se haverá ou não seu rompimento, provocado pelo desmoronamento do paredão da escavação do minério. Se a barragem ruir, um mar de lama de sete metros de altura passará pelo centro de Barão de Cocais, com as consequências que, infelizmente, já conhecemos. Portanto, o que a Vale está fazendo é jogar seu lixo no quintal dos outros, sem se importar com as consequências. E age assim contando com a nossa leniente Justiça e com autoridades omissas. Seus engenheiros e geólogos parecem desconhecer seu Código de Ética, estabelecido pela Resolução n.º 1.002, de 26/12/2002, que reza, no artigo 8.º, sobre a intervenção profissional: “VI – A profissão é exercida com base nos preceitos do desenvolvimento sustentável na intervenção sobre os ambientes natural e construído e da incolumidade das pessoas, de seus bens e de seus valores”. Pois bem, se os engenheiros das mineradoras tivessem obedecido ao Código de Ética da nossa profissão, certamente não estaríamos lamentando tantas mortes e tantas destruições. E não encontrei nas diversas reportagens sobre esse assunto nenhuma manifestação do Crea de Minas Gerais, muito menos qualquer providência da entidade para punir os infratores.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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MANIFESTAÇÕES DE DOMINGO

Quem esteve na Avenida Paulista durante as manifestações de domingo em favor do governo Bolsonaro garante que, se não havia ali 1 milhão de pessoas, chegou bem perto disso. Mas não é o montante de todas as pessoas do Brasil inteiro que foram às ruas nem o comportamento pacífico e ordeiro de seus integrantes que os críticos de todos os matizes estão avaliando. Desde o “viés autoritário” de Vera Magalhães (27/5) e o “apontar inimigos” de Rodrigo Prando, ao lado de vários editoriais, o que se tem buscado sempre ressaltar são as falhas do governo e de quem o apoia. Esqueceram-se da autenticidade do capitão e até da facada que ele levou de um militante da esquerda, mas o importante não é o que ele está fazendo, apesar das mãos atadas por um Congresso que continua, sim, na prática da velha política do “toma lá, dá cá”, mas o que ele anda dizendo nas redes sociais. Esquecem-se de que acompanhamos tudo e todos e conseguimos avaliar os comportamentos? Somos muito mais patriotas do que a classe política – notadamente o Centrão –, bem como o pessoal do Supremo Tribunal Federal (STF). Dessa forma, é preocupante ler que o “Congresso minimiza efeitos de manifestações pró-Bolsonaro”, demonstrando que este pessoal não raciocina, só age em proveito próprio. Será que precisaremos desenhar?

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

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POVO ARTICULADO

Com cinco meses de governo jamais houve manifestações a favor de pautas! O povo brasileiro está politizado e articulado.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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BOLSONARISMO

Permitam-me estranhar as recentes manifestações espontâneas ou organizadas em prol do nosso presidente, como se ele fosse vítima, e não corresponsável pelo Estado patrimonialista que vem governando nosso país desde a época da escravatura. Deputado federal por muitos anos, Jair Bolsonaro nunca atacou, em suas campanhas eleitorais, a essência de nossa estrutura política corrupta e a resiliência do Poder Judiciário. Chegado à Presidência, seus primeiros projetos de lei foram a facilitação da posse de armas – como se fosse possível acabar com a violência usando violência – e o corte nas verbas de universidades que ensinam disciplinas humanísticas. Filosofia e Sociologia deveriam ser consideradas matérias suspeitas e de menor importância, como se para o progresso das ciências, da tecnologia e da economia de um país não fosse preciso pensar, ter ideias. Infelizmente, é a ignorância popular que cria ídolos. Mal saímos do lulopetismo e já estamos caindo no bolsonarismo. Será que mais de 200 milhões de cidadãos brasileiros têm de viver na dependência de apenas um ser humano, sujeito a doenças físicas ou mentais? Bastaria refletir no sentido etimológico da palavra “democracia”, que significa governo do povo, para rejeitarmos qualquer político que, embora eleito por una maioria, não atenta às necessidades gerais da Nação. Ou será que pode se considerar representante do povo um dirigente conivente com corrupção, injustiça social, imunidades, foros privilegiados, ocupação de cargos públicos sem concurso, candidaturas de laranjas? Bolsonaro responderia culpando o Congresso Nacional, pois é lá que se fazem as leis. Por que não promover, então, uma reforma política, adotando o parlamentarismo com apenas dois partidos, cabendo ao vencedor nomear um primeiro-ministro que teria maioria absoluta, como acontece na maioria dos países mais desenvolvidos? Não podemos perder a esperança de um dia chegar lá. Talvez a solução estaria na convocação de um plebiscito popular.

            

Salvatore D’ Onofrio salvatore3445@gmail.com

São Paulo

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HARMONIA ENTRE PODERES

Se o barulho das ruas veio de uma seita, de uma “bandeira”, logo ela é incapaz de adaptação e flexibilidade. Se a relação com o Congresso está péssima, por que este desejo mórbido em piorá-lo? Em péssima hora nos vem uma manifestação chapa-branca, de fanáticos pró-Bolsonaro, chamados para socorrer um presidente que despreza o diálogo e o bom senso. Como engrossar tais fileiras, como deixar os nossos familiares em casa e aderir a este corpo, a um espírito de porco? O Legislativo, o Judiciário e a imprensa são fundamentais para a saúde democrática, mas o nosso presidente despreza a harmonia entre os Poderes e acredita que governar é enfiar as suas ideias goela abaixo e criticar constantemente a imprensa.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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A POLÍTICA E OS POMBOS

Parcela significativa do povo brasileiro interrompeu, no domingo (26/5), o justo descanso dominical para voltar às ruas, insatisfeita com a política, neste caso sinônimo do bolso patriota dos canalhas observados por Samuel Johnson. Que renovação a pororoca eleitoral de 2018 operou no Congresso Nacional, se tudo continua como antes, sempre e depois? Nenhum Parlamento como o brasileiro talvez reflita, nas águas turvas do espelho do Congresso, a inclinação para a patifaria explícita, o casuísmo ladrão dos conchavos fisiológicos à guisa de emendas, a decomposição orgânica que incendeia os santelmos na tribuna, discursos gosmentos, “jabutis” alados da fauna humana cinicamente rapace. A honestidade talvez se esconda entre o côncavo e o convexo das cúpulas emborcadas ou desemborcadas conforme a Casa e o caso. Se virtudes há, escondem-se no vizinho pombal de Niemeyer, de onde se vê, também, o suposto guardião da Constituição. Lá, porém, aqueles senhores e senhoras de capa preta preferem vinhos caros e lagostas raras ao rigor da lei para todos. 

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém 

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O SIGNIFICADO DAS MANIFESTAÇÕES

  

As manifestações do último domingo encontram melhores explicações no plano psicológico que no terreno político. Bolsonaristas frustrados – conduzir a polis brasileira não é nenhuma brincadeira – expuseram autofraturas expostas do movimento de vitória em 2018 e, para os que insistiram em desfilar comodamente com suas camisas canarinho, nada lembrava um movimento tipicamente político, mas um exorcismo pela introspecção intuitiva no microcosmo da alma. Lavagens severas terão de higienizar nossas instituições, com reformas políticas profundas, para que possamos encontrar a pista de decolagem. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DIVERGÊNCIAS

As manifestações de domingo, menor do que a que foi promovida em defesa da educação, mostraram agrupamentos que de certa forma têm divergências. Foram feitas críticas ao Judiciário e ao Congresso Nacional e elogios ao presidente da República, que aproveitou a oportunidade para usar uma expressão inadequada. Disse ele que os protestos deram um recado a velhas práticas. Será que ele se inclui nestas, pelo fato de ter sido parlamentar por 28 anos?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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POR QUE FOMOS ÀS RUAS

Estive na Avenida Paulista no domingo, para apoiar o movimento a favor do Brasil numa das maiores manifestações populares aqui ocorridas. Destacaram-se o verde-amarelo, as camisetas com a inscrição “Meu partido é o Brasil” e a nossa bandeira. Lamento a omissão do MBL, do Vem Para a Rua e a posição contrária da deputada Janaína Paschoal, por exemplo, como a do governador João Dória e de alguns proeminentes jornalistas. Não impediram a magnitude da manifestação. Será receio de “não sair bem na foto” caso fosse menor que o ato do dia 15, o do “trazerá”, do “Lula livre” e das bandeiras vermelhas? Discordar do apoio ao presidente? Claro que foi um apoio a ele, pois foi quem encarnou os anseios dos brasileiros, nomeou os ministros Paulo Guedes e Sergio Moro, responsáveis pelos competentes projetos de lei para o País, e esteve presente na entrega ao Congresso Nacional dessas propostas, enviando seus ministros para pertinentes explicações aos congressistas. Fez a sua parte evitando sujeitar-se a conchavos espúrios. Os tais ao jeito do Centrão, criticado nas manifestações, bem como o foi Rodrigo Maia, o “desengavetador” de pautas bombas. Mas que fique bem claro: às ruas voltaremos, se preciso for, para defender a democracia e as instituições brasileiras.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

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NA PAUTA

As pessoas saíram nas passeatas porque estão preocupados com a economia, a segurança pública, a educação e a saúde. Embora o governo tenha explicado “ad nauseam” a urgência e importância da aprovação da (eterna) reforma da Previdência, alguns picaretas no Congresso Nacional ainda precisam pensar no assunto para verificar, quem sabe, se não há “uma boquinha” a ser aproveitada, ou para se projetar como defensores dos aposentados que, em prazo previsível, podem não receber suas aposentadorias. Não há exemplo mais dramático da precariedade da segurança pública que a rebelião ocorrida em presídio de Manaus, com o triste saldo de 15 mortos. Ou seja, o Estado não consegue garantir a segurança nem para as pessoas confinadas sob sua custódia. A manifestação anterior, do dia 15 de maio, mostrou que todos sabem que não haverá progresso e prosperidade sem bom sistema educacional. Ou seja, o povo está farto de promessas e discursos para a plateia, está disposto a fazer sua parte, faltam os nobres congressistas fazerem a sua. Afinal, estão nos custando R$ 1,102 bilhão ao ano.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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FICOU CLARO

Nas pacificas manifestações de 26 de maio ficou claro a vontade popular de apoio a Sergio Moro para maior rigor e agilidade no combate à corrupção e que a reforma da Previdência é fundamental para a retomada do crescimento, do desemprego e ajuste das contas públicas. Também ficou claro o apoio a Jair Bolsonaro e o anseio de que a Justiça e o Congresso priorizem o Brasil, em vez dos seus interesses pessoais. Com o Brasil unido conseguiremos avançar.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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RETIRO

Socialistas, saudosos petistas e demais oposicionistas a regimes de direita estão em retiro espiritual para elucubrar as próximas críticas a um presidente apoiado pelo povo nas passeatas em pleno domingo.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito 

 

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COMPARAÇÃO

Nem idiotas nem inocentes. Tratando-se da falida educação brasileira, o mais correto seria dizer que os participantes dos protestos de 15 de maio foram os “ignorantes úteis”. A educação é fundamental, mas não qualquer educação. A Educação de que o Brasil necessita é a de Matemática, Física, Biologia, História, Linguagens, matérias que desenvolvem o raciocínio, dosadas, é claro, com a idade mental dos alunos. Não Filosofia e Sociologia, matérias que muitos de nós só pudemos compreender com a experiência da vida real e na terceira idade... Não é possível comparar as manifestações de 15 e de 26 de maio por diversas razões, as mais importantes as que correspondem à conscientização dos participantes. Perguntem a quem participou de cada ato os motivos que os levaram a participar e comparem os resultados. Aposto que 80% dos de 15 de maio não darão respostas consistentes, enquanto 80% dos de 26 saberão responder e explicar.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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EXEMPLO

O que realmente diferencia as passeatas em verde-e-amarelo do dia 26 das outras, do dia 15, não é a quantidade, mas o conteúdo: o desejo franco de um Brasil melhor, apartidário, democrata, civilizado e cidadão. O resto é balela.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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DEMOCRACIA

A grande qualidade da democracia – o pior regime inventado, exceto todos os demais, conforme disse Churchill – é a possibilidade de todos poderem se manifestar livremente sobre suas opiniões políticas. É o que vimos agora nestas recentes duas últimas manifestações, mesmo que muitos desses manifestantes não creiam muito no sistema que lhes permite sair às ruas para tais manifestações.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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NOSSO APOIO

Estive nas manifestações a favor do governo Bolsonaro que ocorreram na Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro. Fiquei emocionado, não só pela expressiva quantidade dos participantes – certamente bem maior do que os arautos da imprensa previamente anunciaram –, mas principalmente pelo tipo de manifestantes. A grande maioria constituída por gente ordeira e trabalhadora, com suas famílias, velhos e jovens, que foram ali defender não somente o governo, mas principalmente o voto que deram, majoritariamente, a favor de uma mudança radical na maneira de governar e exercer a Presidência. Uma clara condenação aos métodos de governo adotados no Brasil nos últimos 40 anos de vigência da tão citada e pouco obedecida Constituição de 1988, que permitiu que aqui fosse estabelecida uma casta de bem aquinhoados e privilegiados senadores, deputados, ministros do STF, donos de partidos, funcionários públicos, etc., que, apesar de sempre defendida por uma imprensa financiada pelo dinheiro público, levou o País à bancarrota e que, derrotada, apesar de toda campanha insidiosa, detratora e mentirosa feita contra o presidente Bolsonaro, quer derrubá-lo com menos de cinco meses de governo, sob a liderança aclamada do insignificante deputado presidente da Câmara e líder do Centrão, com um golpe parlamentar, alegando que ele não tem o perfil de presidente, por ser diferente dos seus antecessores. Fiquem todos sabendo que não vai dar certo. Não adianta insistir, pois não se livrarão do julgamento do povo, que no domingo deu o seu recado. O verdadeiro povo, ordeiro e trabalhador, não vai mudar com pesquisas fajutas e encomendadas, se o presidente continuar ao nosso lado sendo diferente do perfil que eles tanto elogiam.

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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A NAÇÃO

Manifestações são um pigarreio limpa garganta e, se preciso, a Nação gritará...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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QUEM TEM MEDO DAS MANIFESTAÇÕES?

Afinal, por que alguns órgãos da imprensa se preocuparam tanto com as manifestações ocorridas no domingo em apoio ao governo de Jair Bolsonaro? Muitos se empenharam em esvaziá-las, outros enfatizaram o fato de que, com o despreparo evidenciado até agora pelo presidente, sobre o qual, em alguns casos, não restam dúvidas, e as idas e vindas de decisões típicas do mandatário de um país que procura redescobrir o rumo após a corrupção e o populismo corrosivo que arruinaram a sua economia ao longo dos 14 anos de governos da esquerda furiosa, de pouco adiantam demonstrações de apoio. Houve até aqueles que compararam o movimento a outro semelhante verificado no período Collor, estimulado num tempo em que não havia ainda internet e redes sociais. Será que tais vigilantes plantados nas redações prefeririam uma repaginação do desastre petista?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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MITO

Nas manifestações pró-Bolsonaro as ruas viraram palanques e os discursos se multiplicaram, e foram proferidas defesas do País e da Nação, da moralidade pública e da mística do salvador da Pátria. Mas, na realidade, não existem heróis e mitos, nós é que os criamos, e se assim o fazemos é apenas porque existem lacunas a serem preenchidas e que são criadas pelas necessidades nacionais não correspondidas, não supridas, pelos atores que nos governam e pelos políticos que nos assediam somente em tempos de eleição. O mito, na verdade, é o da República que ainda não temos, o da Justiça que ainda não nos dão e o do povo feliz que ainda não permitem. O mito é o que reverenciamos, sim, mas não porque seja de esquerda ou de direita, mas porque é pela honestidade e correção. E quem quiser, democraticamente, se candidatar a mito, por favor, aja com retidão e prime pelo humanismo fraternal, e deixe o povo dizer se é ou não um mito a ser saudado nas ruas e avenidas, e com seu devido registro pela história.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

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A RUA DE TODOS E DE NINGUÉM

A rua não é de ninguém, a rua já foi do PT, já foi contra Dilma, já foi indefinida, como em 2013. E domingo foi de Bolsonaro. Governa bem quem mantém a rua quieta e satisfeita. A rua é de todos e de ninguém.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

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‘NINGUÉM GOVERNA SOZINHO’

Sobre a matéria “‘Ninguém governa sozinho’, diz líder do DEM sobre manifestações pró-Bolsonaro”, publicada no “Estadão” em 27/5, o deputado baiano do DEM falou uma das obviedades mais óbvias que já se leu até hoje: que “ninguém governa sozinho”. O parlamentar não gostou de críticas ao Congresso e ao STF, como se estas duas entidades nos últimos anos tivessem um comportamento impoluto. Também ele mostrou que não gosta de críticas, principalmente as justas, que vieram dos eleitores de Jair Bolsonaro. Todas as figuras públicas têm direito às suas manifestações livres, mas, todavia, na democracia ninguém está livre de críticas seja de quem for.                     

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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UM ERRO

O apressado come cru e mal. Tem dor de barriga e, quem sabe, congestão e tiro no próprio pé.  Bolsonaro solta foguete antes do tempo. Colossal bobagem tentar demonizar a classe política. A advertência também serve para o ministro Sergio Moro. Aprenda, de uma vez por todas, que não vai ganhar nada no grito e na soberba. Mais uma vez Bolsonaro erra feio. Logo ele, ex-deputado por mais de 27 anos e que tem três filhos políticos. Bolsonaro enche a boca para alardear que as manifestações de domingo repudiam as “velhas práticas”. Dentro da própria casa o presidente sabe bem do que se trata. Será que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também prima por velhas práticas? O Legislativo tem consciência de seus deveres e compromissos com o Brasil. Não vai se comover, se abater nem se intimidar com gritos, ameaças e faixas das manifestações. Afinal, deputados e senadores foram eleitos pelos brasileiros cheios de civismo e patriotismo que encheram as ruas. O placar do jogo político permanece inalterado. Com banca de puro, salvador da Pátria e jogando o Congresso contra o povo, Bolsonaro vai fracassar. A lua de mel tem prazo de validade. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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RECADO AO PRESIDENTE

Discursar para as massas e governar para os poderosos é demagogia que faz o populista impopular.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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OS RESULTADOS DAS PASSEATAS

Sem dúvida que os resultados das passeatas nas diversas cidades brasileiras são positivos, demonstrando que os brasileiros desejam que este governo vá em frente e consiga a aprovação das reformas que mudarão a cara do País, saindo de uma recessão de cinco anos para um novo regime econômico, com progresso e criação de empregos. As bandeiras vermelhas, mais uma vez, foram vencidas, a demonstrar que o País deseja uma ideologia que transmita segurança e progresso, desprezando as políticas de compadrio socialista e de conchavos entre países do planeta. Os brasileiros querem um governo que pense neles e se esqueça das maquinações ideológicas prejudiciais ao País.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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IMPREVISÍVEL

São imprevisíveis a extensão e o impacto das manifestações de domingo (26/5). Chamamentos oficiais deste tipo já foram vistos à época de Fernando Collor e o resultado bem o sabemos. Antes disso, os que marcharam pela Família, Tradição e Propriedade amarguraram décadas de sombras e chumbo. Uma carta anônima denunciando forças ocultas e a presença do vice-presidente na China, quando o governo sofre um espasmo agonizante, são outras coincidências de triste lembrança. De qualquer forma, é bom deixarem preparados as receitas de bolo e os versos de Camões.

   

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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CASUÍSMO

As manifestações de domingo surtiram algum efeito? Perguntem ao Centrão se terão coragem de propor o “recall” do presidente.  

Marcos de Sousa Campos marcosscampos@hotmail.com

Peruíbe 

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MUDANÇA DE VERDADE

Alguém precisa avisar ao presidente Jair Bolsonaro que as mudanças que ele espera do Congresso não virão com as regras que existem hoje. As bancadas e os partidos de sempre estão acostumados aos esquemas de sempre, de compra de apoio através da aprovação de emendas parlamentares e a nomeação de elementos em cargos com alto potencial de desviar dinheiro público, como ministérios e diretorias de estatais. Para acabar de vez com estes esquemas de roubo generalizado do dinheiro público Jair Bolsonaro deveria mudar as regras do jogo, acabar de vez com o mecanismo das emendas parlamentares e acabar com as nomeações políticas para cargos técnicos. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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‘RECALL’ RISÍVEL

Se fosse piada de botequim, até que provocaria algumas risadas. Mas infelizmente não é. O estapafúrdio e surreal projeto de “recall” para mandato de presidente está pronto para ser votado no plenário do Senado e conta com a simpatia de vários senadores e do presidente da Casa! Proposta complexa e trabalhosa que teria o intuito de abreviar o mandato de presidente da República sem a necessidade de impeachment. Ora, o que o País precisa é de uma reforma política visando à instituição do parlamentarismo – sistema de governo antigo, eficaz e com regras muito claras, adotado pelos países democráticos de Primeiro Mundo na Europa, Japão, Israel, entre outros. Acabaria de vez com o famigerado presidencialismo de coalizão e primeiros-ministros poderiam ser destituídos – se é esta a preocupação dos senadores – de acordo com alianças partidárias. Mas parlamentarismo não é para qualquer um. É preciso maturidade e responsabilidade para propor, discutir e implementar este sistema, qualidades estas que passam longe dos nossos parlamentares, haja vista este projeto tupiniquim risível do “recall”. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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SURREAL

O sr. Antonio Anastasia, do PSDB, relatará uma PEC para “recall” presidencial. É surreal um senhor investigado pela Polícia em vários momentos ainda tentar legislar.

Wilson C. Gonçalves goncaw@uol.com.br

Rio de Janeiro

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REFORMA POLÍTICA

Quase perfeita a análise do editorial “Profissão de fé política” (25/5, A3). Gostei. Só faltou dizer o que fazer e como fazer. “O que fazer” tem sido incansavelmente dito e repetido pelo grande Fernão Lara Mesquita: sistema distrital puro. O resto é chover no molhado. “Como fazer” somente será possível com a união de toda a imprensa livre e com princípios morais elevados para, incansavelmente, dar força ao que aquele jornalista tem pregado em todas as oportunidades que tem em seu espaço no “Estadão”. O resto é chover no molhado.

Paulo Armando Araujo pauar@uol.com.br

São Carlos

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PURO EGOÍSMO

Qualquer macaco medianamente treinado não tem dificuldade para entender que o Congresso Nacional, que durante décadas pôde movimentar e engrandecer o País, só não o fez por interesse próprio e particular. No momento em que há novas propostas de destravar a Nação e colocá-la na linha do engrandecimento, vira-se fervorosamente contra buscando picuinhas para minimizar esse sucesso, temendo não serem os parlamentares os protagonistas desse resultado. Pobre povo, pobre Brasil.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão 

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PREVIDÊNCIA

Presidente Bolsonaro, as ruas pediram a reforma da Previdência. Mãos à obra!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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REDES SOCIAIS

A Universidade Presbiteriana Mackenzie cancelou um evento marcado para a quarta-feira (22/5) em que o ex-candidato à Presidência Guilherme Boulos debateria com a professora Zélia Piérdona sobre a reforma da Previdência. Segundo as redes sociais, que muito me divertem, “Boulos nunca trabalhou e não vai se aposentar. Debater o quê?” Bem feito! Como conseguimos viver tanto tempo sem esta ferramenta democrática digital?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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JOVENS FORA DA ESCOLA

O Brasil perde R$ 151 bilhões por ano com jovens fora da escola. Isso é sério e grave. Está explicada a posição no ranking mundial do ensino. Qual a razão desta situação? A principal foi a política implantada no ensino no governo petista. Ensino fraco. Tão fraco que o professor passa de ano com o aluno. Basta ver a qualidade do ensino. E este “status quo” interessa, pois é mais fácil manipular um analfabeto ou semianalfabeto. Há outras razões, mas essa é a mais forte. Por exemplo, os cortes ou contingenciamentos na Educação nos governos Lula e Dilma explicam este quadro também. Não interessa aos governos socialistas um povo instruído. Para eles basta saber assinar o nome.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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WEINTRAUB X PAULO FREIRE

Docentes, num encontro de professores premiados, exibem o livro de Paulo Freire a Abraham Weintraub, atual ministro da Educação. Weintraub cobra, então, o péssimo índice de educação no Brasil sob Paulo Freire. 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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UMA RAPOSA NO GALINHEIRO

Na série de reportagens que o “Estadão” vem apresentando sobre o meio ambiente no governo Bolsonaro, podemos entender o seu despropósito sobre a sua conservação e a colaboração do Brasil para estancar o aquecimento global. O panorama que nós divisamos é desolador, desde a escolha do ministro para a área. A de sábado (25/5) foi de um disparate homérico. Agora, o governo quer utilizar o dinheiro do Fundo Amazônia para indenizar desapropriações. Este fundo recebe dinheiro doado pela Alemanha e pela Noruega, que hoje chega a R$ 3,4 bilhões, para evitar o desmatamento na Amazônia. Não pode ser utilizado para tal fim, esclarece a reportagem. A alegação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é prosaica: “Podemos usar parte do dinheiro do Fundo Amazônia para fazer regularização fundiária. Tem de ter uma certa criatividade e ousadia para resolver”. Ora, o ministro já utilizou “tais qualidades” e foi condenado em primeira instância por improbidade administrativa, entre outras penalidades. Por todo o Brasil milhares de cidadãos têm seus imóveis desapropriados e ficam anos a fio esperando o recebimento do que é seu de direito. Salles só chegou a ministro por ter recorrido à segunda instância e servir aos interesses discutíveis do presidente na área ambiental. O ministro também alegou ter encontrado “fragilidades” na condução dos projetos do fundo e o BNDES afastou a chefe do Departamento do Meio Ambiente. Tal procedimento provocou diversas reações contra o ato, inclusive da embaixada da Noruega. Esta reagiu afirmando que a gestão do fundo era uma das melhores práticas globais na conservação e uso das florestas e vinha sendo muito bem conduzido. Ainda esta semana assisti a uma entrevista do dr. Dráuzio Varella, que há 20 anos coordena pesquisas na floresta do Rio Negro, estudando as espécies da mesma para fins medicinais e resumiu a sua experiência afirmando que a Floresta Amazônica, pela sua diversidade, é o nosso maior tesouro. E é esse tesouro que um ministro que não entende nada do assunto quer desmatar. Ora, tais práticas já se configuram como crime de lesa pátria, pelo risco da destruição de nossa maior riqueza.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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RESTRIÇÃO AO USO DE PLÁSTICOS

  

A respeito da matéria sobre ampliar a restrição ao uso de plásticos (“Estadão”, 27/5, A14), a guerra parece perdida. Todas as embalagens de utilidades na cozinha, como óleo, vinagre, sucos e águas, são de plástico. A mesma coisa na área de limpeza, como detergentes, águas sanitárias, limpadores, etc. Hoje não se pode falar mais em vidro de remédio. Quase todos deixaram de ser embalados em vidro. Até rolhas de espumantes deixaram de ser de cortiça. As recentes vilãs, as sacolas de supermercados, continuam aí, só que agora pagas. Pensar que vão resolver este grave assunto com a proibição de canudinhos parece ser uma gota d’água no oceano, aliás, o maior prejudicado ao fim dessa insensata cadeia da era do plástico.

Eduardo Domingues domingueseduardo@uol.com.br

São Paulo

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SUSTENTABILIDADE

Personagens muito úteis nos centros urbanos são os catadores de papéis (geralmente moradores de rua). As prefeituras poderiam criar incentivo financeiro para os catadores recolherem também garrafas pet, plásticos, etc., que já recolhem latinhas para posterior reciclagem.

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

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FÓRUM

Ontem o “Fórum dos Leitores” estava uma delícia. Amei de paixão as cartas dos dois leitores que, por uma coincidência feliz, se chamam Marcelo, um comentando sobre uma moça escrever um livro denegrindo a figura do nosso patriarca e o outro Marcelo comentando as declarações do presidente da CNBB. Gostei também da carta do leitor sr. José Carlos de Castro Rios, que veio confirmar minha suspeita sobre a gana de José Serra em derrubar o viaduto, e agora de Bruno Covas em transformá-lo em parque. Eles não respeitam o povo nem uma obra muito bem construída por um bom engenheiro, dr. Paulo Salim Maluf, que terminou seu governo como prefeito de São Paulo com 78% de aprovação popular. 

Maria Gilka mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo

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