Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2019 | 03h00

PACTO NACIONAL

Temas empoeirados

Voltou à moda falar em “pacto nacional” como panaceia para soerguimento das instituições republicanas. À parte essa intencional e recorrente camuflagem dispersiva, distancia-se o necessário conteúdo desse pacto: a conquista de nossa efetiva representatividade nas decisões essenciais para o País, pela autêntica escolha de representantes em processo eleitoral realmente participativo, sem a obrigação de financiarmos indistintamente candidatos que nem sequer conhecemos. E também termos a garantia constitucional de afastarmos os eleitos antes do fim do mandato, na hipótese de não atenderem aos nossos anseios e necessidades, até mesmo fiscalizando e afastando o recorrente comportamento perdulário, de forma que esses injustos desperdícios sejam efetivamente aplicados nos serviços públicos. Significa também reformar o nosso sistema de serviços públicos, em todos os níveis, funcionalmente aplicando o esquecido Estatuto do Servidor Público, em suas garantias e exigências funcionais, remunerando seus integrantes em valores condizentes com a realidade brasileira, incluídas as respectivas aposentadorias. Aqueles que tiverem a coragem de propor essas três iniciativas realmente estarão colaborando para mudar este país. Esses repetidos discursos de “velha política”, “frente suprapartidária” ou “pacto federativo” são temas empoeirados que sempre são retirados das prateleiras e espanados pelos mandatários de plantão que se recusam a promover as necessárias mudanças, e se prestam unicamente a enganar a população buscando preservá-las nos respectivos currais eleitorais, onde dantes a continuidade desse cruel sistema era arrancada diante de ameaças aos direitos básicos, e nos últimos 18 anos massificadas por propagadas ideologias que visam a confundir a nossa ainda incipiente noção de representatividade e exercício de uma verdadeira cidadania.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

EDUCAÇÃO

Urgência urgentíssima

Todo dia vemos notícias sobre os milhões de desempregados no Brasil. Por outro lado, a imprensa frequentemente noticia que há grande número de vagas disponíveis na área de tecnologia, as quais não são preenchidas por falta de mão de obra qualificada. Portanto, o Ministério da Educação deveria aproveitar esta oportunidade e atribuir prioridade urgente urgentíssima à elaboração de um plano de cursos técnicos na área de tecnologia/TI e sua imediata implementação nas escolas técnicas e Fatecs para o rápido preenchimento dessas vagas. Tal medida melhorará a vida de milhares de jovens e cidadãos de outras faixas etárias – e de suas respectivas famílias. E, por tabela, ajudará enormemente a economia do nosso país.

LENKE PERES

Cotia

SISTEMA PRISIONAL

Sem garantia de vida

O Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, vem de ser palco de mais um massacre de presos. Diante disso, dizer que no Brasil não existe pena de morte parece pura balela. Desta vez, nesse e em mais três presídios da cidade, 55 presos foram assassinados numa disputa interna de uma facção criminosa. É sabido que em praticamente todos os presídios no Brasil há entrada franca de drogas, celulares e armas, sem que haja uma autoridade que consiga estancar esse arsenal da violência. Qual o critério de nomeação de um diretor de presídio? E dos guardas penitenciários? Na verdade, hoje em dia quem dirige as prisões são os presos.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

BARRAGENS

Fazer cimento

A propósito da matéria Como esvaziar barragens e fazer cimento (26/5), é difícil concordar que isso seja economicamente viável. Em primeiro lugar, para esvaziar uma barragem há custos e a necessidade de colocar o material em outro lugar. Segundo se fala, a barragem de Barão de Cocais conta com 6 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro. Para uma cimenteira montar uma fábrica para produzir pozolana próxima a minas de minério de ferro, há custos e isso demanda tempo. Transportar o material para uma fábrica de cimento depende da distância da mina até a fábrica, mais o custo de transporte e de local para armazenamento. A fábrica precisa estar a uma distância razoável da mina. Transportar, por exemplo, areia por mais de cem quilômetros eleva muito o custo final, caso do transporte de areia do Vale do Paraíba para a Grande São Paulo. Há o fato também de que a fábrica não consome 6 milhões de metros cúbicos de uma só vez. Imagine-se multiplicar isso para outras barragens da Vale e demais mineradoras. O mesmo pode ser dito para lajotas cerâmicas. Para uso como agregado de construção civil, no caso, areia, as cidades citadas – Janaúba, Jaíba e Monte Azul – ficam a mais de 600 km por rodovia de Itabira ou de Barão de Cocais ou de outras minas da Vale do Quadrilátero Ferrífero. Com certeza há rochas que podem ser britadas e areia que pode ser retirada a menos de 100 km dessas cidades sem a necessidade de deslocar rejeito de mineração, e com custos muitos menores, para esses municípios do norte de Minas.

MILTON AKIRA KIYOTANI

miltonak@gmail.com

São Paulo

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Esclarecimento

Em sua coluna de 28/5 (B5), sob o título Lista do MP ameaça reformas, Pedro Nery me cita negativamente como tendo posições contrárias à reforma da Previdência e ataca a própria lista tríplice como forma de escolha dos procuradores-gerais da República. Nada mais equivocado. Exerci por quatro anos a presidência da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), coordenei a Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas) por um período e fui, de fato, um dos principais negociadores na reforma do presidente Michel Temer, bem como na atual. E assim o fui exatamente por ser reconhecido pelo então relator, Arthur Maia, pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, por líderes e ministros como um técnico competente e interlocutor racional e confiável, e tenho orgulho de assim o ser. Na atual fase de reforma já estive com o relator, deputado Samuel Moreira, e ali fui para ajudar. Nunca fui contra a reforma. O que sempre questionei foi o porquê de se demonizar o servidor e a quem serve isso. Concorro agora ao cargo de procurador-geral da República e este próprio debate agora demonstra as vantagens da transparência de oferecer nomes ao presidente pela lista. Estamos debatendo à luz do dia, com compromissos com o País e espírito republicano. Defenderemos a ordem jurídica e a Constituição e queremos o melhor para o País.

JOSÉ ROBALINHO CAVALCANTI, procurador regional da República

jrobalinho@mpf.mp.br

Brasília

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


PACTO


Maia, Alcolumbre e Bolsonaro.

O Trio Ternura está de volta. Será?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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SEM DESCULPAS


Não sei porque as manifestações de domingo causaram mal estar com “Legislativo  e Judiciário” levando o presidente Bolsonaro a se unir com Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e Dias Toffoli, como se precisasse se desculpar. Nem por um momento vi na manifestação comentário de que a passeata estava a mando do presidente. A maioria que lá esteve não aguenta mais ver o legislativo agindo como criancinha, tendo pela frente votações importantes, fundamentais para o País voltar a crescer. Já estamos no final do quinto mês do atual governo e até agora só presenciamos picuinhas entre Executivo e Legislativo e o País indo ladeira abaixo. Sugiro aos parlamentares visita a um supermercado. De uma reles compra de R$49,14 que fiz, 57,75% foi imposto, isso é R$28,38. Entenderam porque a opinião pública os desaprova? Se nem na reforma da Previdência conseguem chegar a um consenso, imagina em uma reforma tributária? O Brasil urge por reformas totais e irrestritas, enquanto os três poderes brigam como criancinhas manhosas. Chega, e que façam jus às mordomias que pagamos!  


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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CLAMOR POR INTEGRIDADE


Movimento e clamor das ruas alertam o Congresso Nacional a se haver como poder harmônico da República, jamais como confraria representante do brasileiro que vê na esperteza, inteligência; no jeitinho, virtude; na propina, solução de vida e tem como princípio fundamental levar vantagem em tudo, enunciado por  jogador de futebol anunciante de cigarro. Depois da de 1980, caminhamos para nova década perdida para a modernidade, indiferentes ao fato de ser o tempo o único fator econômico irrecuperável. Nas ruas, a voz das urnas: a maioria do povo - 57, 8 milhões de votos - quer reformas, prosperidade, emprego, integridade dos homens do Estado, Justiça célere, implacável, fim dos privilégios de manjados senhores mais filhos da pátria que ninguém.


José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém


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PRÓ-EXECUTIVO


As manifestações atuais diferem das anteriores, de 15 de maio, em aspectos importantes. Primeiro que não foram organizadas por movimentos populares. Partiram de apoiadores do executivo. Segundo, porque a força do movimento advém da perda da confiança dos demais poderes: congressistas em clara dissonância às reivindicações populares e um Judiciário que vem perdendo credibilidade perante a população por condutas duvidosas aos seus olhos. A névoa da existência de uma corrupção endêmica permeia esse cenário aumentando a desconfiança e insatisfação populares. Manifestações pró-Executivo ocorrem por pautas que acreditam válidas, porém sem sentir firmeza na defesa pelo Congresso. Nesse protesto sobressai a figura de seu líder: Rodrigo Maia. A solução para este imbróglio é simples: basta que esses poderes se atenham a seu papel precípuo, ou seja, representem o povo e julguem como guardiães da Constituição que são. E o exerçam com competência.


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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PRIMEIRA CHANCE


Sobre o editorial (“Estado”, 27/5, A3), em que é dito que Bolsonaro deveria aproveitar essa segunda chance para governar, eu diria que é a primeira, porque até então ele estava de mãos amarradas com o Congresso e Judiciário. O povo, consciente e conhecedor dos problemas que estamos vivendo, foi às ruas para dar seu recado aos políticos que não o deixavam trabalhar ao dificultar a aprovação das medidas provisórias e projetos, para tirar o País do buraco em que o PT deixou. Esperamos que essa mensagem seja bem recebida por eles, caso contrário, irão às ruas novamente. A questão não é só a capacidade política de governar, mas a necessidade de quebrar esse sistema político, do toma lá dá cá utilizado pelos governos anteriores.


Vilson M Soares vilsonsoares@globo.com

São Paulo


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CHANCE PRECIOSA


Não é somente o presidente Jair Bolsonaro quem deve aproveitar a preciosa chance que as manifestações do último domingo proporcionaram ao apoiar a reforma da Previdência. Os parlamentares seguramente também perceberam o papel que lhes é exigido pela sociedade na aprovação urgente dessa reforma. Ou seja, se o presidente precisa entender que sem política não há negociação, é imperativo que o Congresso igualmente entenda que política não é fisiologismo.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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BASTA DE PALANQUE


Após o domingo de manifestações nas ruas País afora, cabe a Jair Bolsonaro assumir de vez o cargo e passar a dar expediente de presidente da República. Basta de palanque! Governar é preciso, tuitar, não.


J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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JABUTICABA


Só no Brasil mesmo. Em todos os países que recentemente tiveram reforma da Previdência, a população foi às ruas protestar contra. Aqui a maioria é a favor. Mais uma jabuticaba.


Sylvio Ferreira sylvioferreira@hotmail.com

São Paulo


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COMPROVAÇÃO


Há um ano pairava uma dúvida sobre qual seria o comportamento dos eleitores nas eleições gerais, principalmente para presidente da República. Graças a uma campanha natural, sem marqueteiros e com a sociedade civil e uma mídia esclarecedora, cujo objetivo era abrir os olhos do eleitor para saber distinguir o "candidato enganador", felizmente, além do presidente Jair Bolsonaro, o Congresso foi contemplado com políticos de melhor qualidade. A comprovação da grande manifestação no domingo passado demonstrou que o cidadão brasileiro já sabe lutar por um Brasil melhor.


José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo


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CONTRA AS VELHAS RAPOSAS


Um balanço resumido das manifestações de domingo pode ser colocado assim: a imensa maioria do Brasil que presta mostrou que não quer ser tutelada por uma minoria que representa, em qualquer um dos três poderes, o Brasil que não presta. Se formos conferir, veremos que no Congresso os que votam contra as reformas tão necessárias ao País são os mesmos parlamentares que votaram contra o fim do foro privilegiado, por exemplo. Enfim, os inimigos da evolução do País são as velhas raposas do passado e do presente que criaram e mantêm a vergonhosa cultura política ainda vigente. É contra esta cultura política que os brasileiros decentes e melhor informados estão procurando se manifestar.


Manoel Loyola e Silva magusfe@onda.com.br

Curitiba


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PASSEATAS INÚTEIS


O articulista Rolf Kuntz (“Estado”, 26/5, A3) define bem os resultados das manifestações deste domingo. Efetivamente passeatas inúteis, diante de um quadro político complexo, em que o presidente da República não apresenta propostas objetivas, há divergências entre integrantes de sua equipe e falta de entendimento transparente entre os seus aliados no Congresso. É uma situação por demais preocupante.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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O BEM CONTRA O MAL


O cenário político brasileiro está muito claro. De um lado, os heróis, representados por patriotas, cidadãos civilizados e pessoas de bem, torcendo por um país melhor para si e para seus filhos e netos. De outro, vilões apostando na anarquia, na impunidade e no "liberou geral", para que possam apoiar e defender malfeitos e malfeitores contumazes, habituados a sangrar o erário público com acordos espúrios e atividades criminosas. E o parlamento, que não foge à regra, é o retrato disso tudo, muitos dos quais, querendo escapar das garras do nosso herói maior, Sérgio Moro. É o bem contra o mal. Quem irá vencer? Certamente, o Brasil decente torce pela equipe do "Capitão", que chegou para limpar a casa e colocar o país nos eixos. Mas é preciso muita luta, muita paciência, porque a sujeira está impregnada em todos os cantos e instâncias desta nação e resistirá com todo seu poder e barganha a esse saneamento perpetrado heroicamente para salvar nosso querido Brasil.


Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo


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DIREITO INALIENÁVEL


Eu manifesto meu direito inalienável de não me manifestar por enquanto!


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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‘RECALL’ PARA PRESIDENTE


A proposta de “recall” para presidente da República é totalmente esdrúxula. A Venezuela demonstrou a total inviabilidade política de tal medida quando impediu a realização de consulta popular na metade do mandato de Nicolás Maduro, em 2016. Conseguir 10% de assinaturas de eleitores, que compareceram à eleição presidencial, seria uma tarefa descomunal de conferir quase 12 milhões de assinaturas, no caso brasileiro, para validar a convocação de referendo para discutir a revogação ou não do mandato do presidente. Impugnar as assinaturas e dificultar ao máximo o trabalho da oposição apenas polarizaria ainda mais as tensões políticas contra o presidente, como ocorreu na Venezuela. Se aprovada a proposta de “recall”, atingida a meta de assinaturas e convocado o referendo revocatório para 2020, junto com as eleições municipais, isso apenas incendiaria ainda mais o ambiente político polarizado e radicalizado no país.


Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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PARA TODOS


Enquanto os políticos não entenderem que o exercício de seus mandatos deve atender os interesses daqueles que os elegeram, não teremos um sistema efetivamente representativo em termos democrático e republicano. E um dos instrumentos mais contundentes para lembrá-los de que suas ações como representantes da população devem atender às aspirações dos que os colocaram em seus cargos, seja no Executivo, seja no Legislativo, é o poder dos eleitores, para, assim como lhes concederam, lhes retirarem os mandatos, caso eles não atendam às expectativas ou tenham o desempenho esperado! Dentro dessa perspectiva não há como não ver com bons olhos a iniciativa do Congresso quando aventa uma alteração da Constituição para instituir o “recall” do mandato do presidente, mediante consulta popular a respeito, se ele, na opinião de parcela significativa do eleitorado, se mostrar incapaz de governar adequadamente o País. Mas, no meu entender, tal procedimento não deve ser instituído apenas para o presidente da República, mas sim para todos os eleitos, abrangendo, portanto, os ocupantes do Executivo e do Legislativo, tanto no Governo Federal como nos estaduais e municipais, já que o desempenho dos “representantes” da população vem deixando a desejar de forma geral, uma vez que, após eleitos, consideram-se donos dos cargos, como empregados sem patrão…


Jorge R. S. Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú


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GOLPE


Esse, sim, é um golpe em marcha, e ninguém grita golpe! “Recall” para presidente (“Estado”, 26/05, A8). O jurista senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), aliado e cria de Aécio Neves, já tem em mãos para encaminhar PEC que possibilita depor o presidente da República. E só o presidente! Antes disso, por que não fazer recall de todos que assomarem a política através do voto popular? Muito seletivo e com endereço certo para engessar e submeter o presidente aos diversos centrões se não dançar a música deles. E ainda com a possibilidade de posterior revogação após depor somente o presidente desejado. E por que não submeter a plebiscito, após campanha de esclarecimento, com defensores e opositores, a instituição do voto distrital com “recall”? Ah, esse mete medo! Por quê? É que é o povo pode decapitar quem o trair e usar seu poder de veto contra esse condomínio de aproveitadores do poder.

Sugestão ao jornal: encampar, sob coordenação de Fernão Mesquita, a campanha pelo voto distrital puro.


Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo


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ANOS DE LITÍGIO


Bom seria se ao mesmo tempo em que litigava com tudo e com todos Bolsonaro também trabalhasse! Cinco meses depois, o que temos? Medidas provisórias caducando e empenho em armar a população! Positivo é que o Congresso resolveu fazer as reformas apesar de Bolsonaro. Será duro 4 anos de litígios! É triste ver que bolsonarismo também é seita como o Lulismo.


Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo


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VELHA POLÍTICA


O que acirra o combate entre Executivo e Congresso é o deplorável comportamento em benefício próprio da maioria dos seus componentes, a chamada "velha política". Os congressistas e a mídia deveriam finalmente reconhecer esse fato.


Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito


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MÁ VONTADE


A renitente má vontade com o presidente da República, eleito democraticamente, condena o País ao atraso enquanto atrai corruptos e corruptores à mesa do poder.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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SUMIDOURO


O Brasil deveria exigir a prestação de contas sobre as emendas parlamentares. Em poucos minutos ficaria claro que as emendas parlamentares são o maior sumidouro de dinheiro público do planeta. Os bilhões de reais destinados às emendas parlamentares não trazem qualquer resultado para a população, as obras não saem do papel, quando saem são superfaturadas. Uma roubalheira generalizada que tem que acabar. Acabar com as emendas parlamentares é o primeiro passo para o Brasil deixar de ser o eterno idiota útil.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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FUNDO DO POÇO


O país está no fundo do poço. E o que vemos é o Legislativo, Judiciário e grande parte do Executivo querendo cavar o poço mais fundo. Só pensam nos seus interesses pessoais, suas vaidades, seus egoísmos e tudo aquilo que desqualifica um ser humano. Não representam nem 0,001% da população e querem decidir o destino de todos. O povo está ficando revoltado e podemos ter aqui em breve repetições do que aconteceu na Grécia e em outros países. Acordem enquanto é tempo, pois sofrerão também as graves consequências de uma série crise.


Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro


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TOMA LÁ DÁ CÁ


Está mais que claro e esclarecido como o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que integra a "turma do centrão", conseguiu o feito para se reeleger presidente da Câmara dos Deputados de uma forma esmagadora perante os outros concorrentes, com 334 votos dos 512 possíveis, sem que ele tenha feito algo de relevante ou pujante em benefício da população que pudesse ser destacado. Como é de nosso velho conhecimento, todos, com raras exceções, se empenham em projetos que, de uma maneira ou outra, possa beneficiá-los, o "famoso toma lá e dá cá". E ele não é diferente de seus companheiros que o reelegeram.      


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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COAF


Mesmo com espírito de brasilidade, a renovação da Câmara em 47,5% (247 deputados) foi insuficiente para o implacável combate à corrupção, pois 228 votos contra 210 retiraram o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de Sérgio Moro, do Ministério da Justiça. A turma com rabo preso, embora em minoria, foi eficiente no convencimento e em obter maioria. É aquela velha estória de botar as barbas de molho. Hoje sou eu e amanhã poderá ser você...


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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FAÇA O QUE EU DIGO


O Estado ("O STF e o Executivo", 27/5, A3) comenta recentes declarações do presidente do STF, Dias Toffoli, que seriam um recado dirigido ao Executivo. Segundo o jornal, Toffoli deixou claro que, se a Constituição e as regras do processo legislativo não forem devidamente observadas na votação de Propostas de Emenda Constitucional, o STF não hesitará em declarar sua inconstitucionalidade. Toffoli também manifestou desconforto em ver magistrados que querem “fazer justiça em caso concreto, em vez de aplicar a lei. A função dos tribunais é aplicar a Constituição e as leis", e recomendou enfaticamente aos juízes que deixem de lado, em seus julgamentos, a “ponderação de princípios”, e levem em conta o que a lei diz. Sábias e sensatas palavras, dignas dos maiores encômios. Tomara que o próprio Dias Toffoli as siga, uma vez que, rotineiramente, ele escolhe trafegar na contramão delas. Para ficar num só, porém expressivo exemplo: ao ter conhecimento de que os sites de notícias Crusoé e O Antagonista haviam publicado que o empresário Marcelo Odebrecht identificara seu nome como o "amigo do amigo do meu pai", citado em sua delação, Toffoli ignorou a Constituição e aprovou a decretação de censura prévia às duas publicações. "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço."


Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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MASSACRE


A carnificina de 55 detentos numa prisão em Manaus (AM) não ocorreu numa prisão com qualidades de ressocialização do apenado. Mais se parece com os campos de concentração nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial, onde foram assassinados mais de 6 milhões de judeus e outras etnias contrárias à ideologia hitlerista. É sabido que em todas as prisões brasileiras predomina o comando das milícias, que de dentro da prisão controlam o contrabando de armas, drogas e assaltos de toda sorte. As prisões no Brasil nos fazem lembrar o escritor italiano Dante Alighieri, na sua obra, “Inferno, Purgatório e Paraíso”. Dante acompanhado do poeta Virgílio, encontrou na porta do Inferno, a inscrição: "Vós que entrais, deixai lá fora toda a esperança. Como são indicados os Diretores, e a guarda dos internos, quem é o responsável pela entrada maciça de armas, drogas e celulares? Numa fase de reformas, por que não falar na reforma do sistema penitenciário brasileiro?


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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GENOCÍDIO


Submeter um grupo humano a condições intoleráveis de vida é genocídio (Houaiss). Tarda no Brasil um paradigma de Nuremberg. Sua pauta já estaria bem preenchida: minas mortais, desde Mariana, e dezenas de vítimas em presídios de Manaus, inobstante advertência do Escritório de Direitos Humanos da ONU em janeiro de 2017. Se o Estado aprisiona, responsabiliza-se. É difícil ver onde há maior torpeza: se no desapreço ao aviso prévio de um órgão da respeitabilidade da ONU, ou se na tragédia em si. Uma minoria de nossos homens públicos sem caráter está punida.


Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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CANCUN BRASILEIRA


Há cinquenta anos, conheci Angra dos Reis totalmente diversa do inferno que o tráfico de drogas trouxe para seu dia a dia. Uma violência que tem feito muitas famílias fecharem suas casas e partirem em busca de um lugar para viver em paz. O crescimento do tráfico trouxe, em consequência, o aumento de outros tipos de delitos. Há poucos dias, o presidente Bolsonaro manifestou desejo de ver a região transformada em uma “Cancun brasileira”. Se assim é, urge que medidas sejam tomadas para que este quadro desolador tenha fim. Se nada for feito, ficará apenas no desejo.


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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EIKE BATISTA


A CVM multou Eike Batista em 536 milhões de reais, ao descobrir que ele mentiu aos acionistas! Essa multa chega atrasada em mais de 20 anos. Não era preciso ser um expert no mercado de ações para se dar conta que o império de Eike Batista não passava  de uma montanha de "papéis pintados", como ações frias são chamadas na Bolsa de Valores. Mais uma encenação no mundo do capitalismo de fachada.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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CAPITALIZAÇÃO


Alertou a Organização Internacional do Trabalho que 60% dos países que adotaram a previdência por capitalização viram-se obrigados a recuar. Pior: entre os territorialmente maiores, Rússia e México. Leva-se em conta que temos de ter um aparato administrativo continental? Na capitalização o custeio é só do empregado ou trabalhador. O ideal, segundo aquela organização internacional, está em receber o aposentado pelo menos 40% do que recebia na ativa após 30 anos de atividade. Esse custeio não permitirá que se passe de 20% no Brasil, talvez menos. Exemplo: quem ganha R$ 2 mil, receberá R$ 400 de aposentadoria. É algo positivo, salvo tirar o Estado desse imbróglio? A insegurança tem levado às tardanças. Ao invés de um teatro tragicômico, seria melhor acabar de vez com a Previdência. Revolucionar, e não reformar. Privatizar, nossos bancos são muito poderosos para não dar garantias ao sistema. Não haverá teatro que não exibirá em poucos anos seus fantasmas e poderemos partir para tantas outras reformas que já deveriam ter ocorrido no Brasil. Coragem é o que falta em nossa suposta representação democrática.


Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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FALTA DE CONCENTRAÇÃO


Há alguns meses, a câmara municipal do Rio de Janeiro está focada exclusivamente no impeachment do prefeito Marcelo Crivella. Em que pese sua visível incompetência para governar um município recheado de problemas, como as falências da assistência médica sob sua responsabilidade e do sistema de transporte público, além da má conservação e falta de manutenção generalizada de suas ruas e avenidas, muitas com iluminação deficiente, o que contribui para baixar o nível de segurança, sem falar na instabilidade das encostas que resultam em perda de vidas, é triste verificar que os vereadores aparentam viver em outra cidade, sem demandas urgentes, o que lhes permite dedicar quase todo o tempo ao prosseguimento de um imbróglio puramente político. É óbvio que atos irregulares precisam ser apurados. Por outro lado, que tal permitir que as investigações sigam trâmite normal, de modo a não tirar a concentração dos edis no sentido de minorar o sofrimento dos cidadãos que os elegeram?


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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WILSON WITZEL


Em “sinais  particulares” (“Estado”, 28/5, A4), o Estadão nos apresenta o ilustre governador Wilson Witzel (PSC-RJ), com uma fisionomia com olhar de quem está indignado com

algum fato político que o desgostou profundamente. É, senhor governador, quem está metido na política, tem que ter s ... de filó, tem de ter tolerância!


Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis


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PARLAMENTO EUROPEU


O Brasil, fiel à sua posição de 'periferia do planeta', apequenando-se como sempre, não deu muita bola para o resultado das eleições europeias. Mas é fato que o maior perdedor desta eleição junto com as esquerdas locais foi aquela imensa ONG chamada Igreja Católica e seu diretor-presidente, o senhor Bergoglio. Com o fim previsível da aliança França-Alemanha que mantém a famigerada União Européia em pé, se o Brasil e este atual governo souberem trabalhar bem seus acordos bilaterais, teremos muito a ganhar.


Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos


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AUDITORIA DE DIPLOMA FALSO


Com o rumoroso caso de uma cientista brasileira que falsificou diploma de universidade norte-americana, é o caso do Ministério da Educação aproveitar o momento e fazer uma auditoria rigorosa nas universidades públicas para saber se há outros casos vergonhosos como esse, e apurar também fraudes na contratação de professores e servidores, desvios de verbas, desvios de bolsas de estudo destinadas a estudantes etc. Acredito que ficaríamos indignados com o que poderia ser encontrado.


André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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