Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2019 | 03h00

‘PACTO PELO BRASIL’

É plágio

Em reunião realizada no Palácio da Alvorada na terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro e os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), decidiram firmar um compromisso de governabilidade. Segundo afirmou o ministro Dias Toffoli, esse acordo é fundamental para o atendimento das demandas da população e marcará “um novo tempo” no relacionamento entre os Poderes. Para isso será assinado um documento, batizado como Pacto pelo Brasil, que num de seus trechos diz: “Medidas em defesa da vida e da dignidade humana, respeito às liberdades individuais e à propriedade privada, estímulos ao desenvolvimento econômico em um mercado livre de amarras, burocracias e morosidade e respeito máximo ao Estado Democrático de Direito e às instituições republicanas são as luzes deste nosso farol”. Como se percebe, propósitos nobres de autoridades imbuídas de elevado espírito cívico, mas um tanto ou quanto distraídas, para dizer o mínimo. Pacto com o mesmo ideário já foi celebrado em 1988 – e permanece em vigor – pela Assembleia Nacional Constituinte, e atende pelo nome de Constituição da República Federativa do Brasil. A leitura de seu preâmbulo terá, por certo, ainda que talvez não conscientemente, inspirado o autor do esboço do texto desse Pacto pelo Brasil. É plágio!

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Carros alegóricos

A reativação de um pacto entre os três Poderes da República, proposto desde o fim do ano passado, mas sem eco na época, pelo presidente do STF, Dias Toffoli, tem tudo para constituir mais um paliativo ostentatório, sem efeitos práticos, como já aconteceu com iniciativas semelhantes em outras ocasiões de crise, no passado. Tudo indica que se trata de uma tentativa de trégua entre os pilares da sustentação institucional, como fórmula de encaminhamento de soluções para os graves problemas que atormentam a sociedade brasileira, principalmente nas áreas fiscal e de emprego. Tal sentido de apaziguamento em meio a uma aparente batalha constitui cenário incompatível com um regime verdadeiramente democrático, no qual os subsistemas estruturais devem ser independentes, sem necessidade alguma de um documento assinado para que funcionem como guardiães da saúde do sistema principal. O resto é desfile de carros alegóricos.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Mal na foto

Sou das antigas, da época em que muito poucos brasileiros sabiam o nome dos ministros do STF, pois lá eles se preocupavam apenas em ser guardiães de nossa Constituição. Diante da situação conturbada que estamos vivendo, a reunião promovida pela Presidência da República com os presidentes do Senado e da Câmara para aparar as arestas que estão impedindo o Brasil de viver com tranquilidade é, a meu ver, superpositiva e oportuna. Mas daí eu pergunto: o que o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, estava fazendo lá? O STF participa agora ativamente da política brasileira?

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

Será que os Poderes precisam mesmo de um “pacto” para defenderem o Brasil? A que ponto chegaram!

JUSTINO DI LULLO

justinodilullo@uol.com.br

São Paulo

Bola fora

Mais uma vez Dias Toffoli prova que não tem competência para exercer o cargo de ministro do STF. Querendo “ajudar” o Brasil, trocou alhos por bugalhos, pôs mais lenha na fogueira e foi criticado até pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe). Infelizmente, os atuais representantes máximos dos três Poderes parecem desconhecer a nossa Constituição, que declara que os Poderes são independentes e harmônicos. Até quando vamos ser mal representados? Acho que dificilmente sairemos desta situação calamitosa. Quem pode está deixando o Brasil...

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Entre a corda e o pescoço

O pacto proposto pelos presidentes dos três Poderes da República é mais uma extravagância de um Estado disfuncional que só se mostra eficaz para proteger direitos e privilégios do estamento estatal. É bom lembrar que sempre existiu um pacto entre eles para se protegerem mutuamente e garantirem seus privilégios. Basta ver os salários, gratificações, abonos, mordomias e aposentadorias privilegiadas autoconcedidos por esses mesmos Poderes. Acreditem, nesse pacto a sociedade somente participa pagando a conta.

JOSÉ TADEU GOBBI

tadgobbi@uol.com.br

São Paulo

Se o Legislativo estivesse de fato preocupado com o povo, que o elegeu, com certeza as reformas já estariam aprovadas, não importando quem as editou.

JAIME E. SANCHES

jaime@carboroil.com.br

São Paulo

EM SÃO PAULO

Aeroclube será fechado

O Aeroclube de São Paulo, que se estabeleceu no Campo de Marte por estratégia do governo federal de desenvolvimento e formação de pilotos e incentivo à aviação brasileira, há mais de 80 anos, em função da 2.ª Guerra Mundial, responde agora a processo proposto pela Infraero. Gostaria de chamar a atenção das autoridades envolvidas para o fato de que, por motivos meramente comerciais e de exploração imobiliária, toda a área do Campo de Marte deve ser descontinuada, com exceção das instalações administrativas da FAB, do Hospital da Força Aérea e da área onde deverão ser instalados um colégio militar e um eventual Museu da Aeronáutica. Portanto, diante do fato triste de desmonte de um enorme polo de geração de empregos, as autoridades deveriam facilitar a transferência de todas as atividades aeronáuticas, os hangares, a aviação executiva e as escolas de pilotagem ali existentes, fornecendo ou indicando um local apropriado para novas instalações.

CARLOS CLAUS JANEBA

ejaneba@terra.com.br

São Paulo

Ação entre amigos

A Prefeitura está recapeando a rua onde fica a residência do governador João Doria e todas as circunvizinhas, demolindo e reconstruindo guias e sarjetas, sem que nenhuma delas apresente buracos ou deterioração, enquanto milhares de vias da cidade clamam por esse serviço.

STANKO SVARCIC

ssvarcic@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PAZ E TRABALHO

O “Pacto pelo Brasil”, que os presidentes da República, do Supremo Tribunal Federal, do Senado e da Câmara dos Deputados devem assinar no próximo dia 10, precisa ter o condão de fortalecer as instituições, para evitar que continuem atacadas, manchadas e enfraquecidas pela intolerância, ideologização, desobediência civil e outros maus hábitos do momento. Tem de impedir o clima eleitoral extemporâneo e o confronto, que levam ao questionamento e escandalização das medidas do Executivo, do Legislativo e até do Judiciário. É preciso mais decência e compromisso com a pátria. O Brasil, como qualquer país, necessita de paz e trabalho para o governo e o Congresso cumprirem suas agendas e o Judiciário exercer sua extensa e importante tarefa de modular as contendas. Bolsonaro, Toffoli, Alcolumbre e Maia devem exercer suas tarefas com empenho e vigor. Não permitir que seus pares e os subordinados potencializem o desentendimento ou tenham atuação temerária. O comandante tem de manter seus comandados longe de ações equivocadas. Nas relações Executivo-Legislativo, sempre que não concordar com o que foi aprovado na Câmara e no Senado, o presidente da República pode vetar, e os congressistas têm o direito de aprovar ou rejeitar o veto. No Judiciário, as decisões são passíveis de recursos. Tentar resolver as divergências pela pressão das manifestações e protestos não serve à democracia e nem à governabilidade. Fica o alerta aos dirigentes e membros das instituições. Como se diz do motorista e seu carro no trânsito, “não faça de sua atuação uma arma, porque a vítima poderá ser você”.  

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PAS DE TROIS REPUBLICANO

Maktub. Em junho, representantes dos Três Poderes assinarão um pacto pelas reformas. Por segurança, excelências, não esqueçam de combinar com os russos, hein. Com efeito, estornados os custos com as lagostas e vinhos premiados, estancadas as liminares monocráticas dos amigos do amigo e, ao lixo, o desbocado "toma lá, dá cá", na carona do Soneto de Fidelidade do poetinha Vinicius De Moraes, a sociedade espera que esse "pas de trois" republicano "seja infinito enquanto dure". Amém!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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CANETA DO PRESIDENTE

É verdade, a caneta do presidente da República pode ser mais poderosa do que a do presidente da Câmara dos Deputados. Só que esta afirmação francamente desafiadora, proferida pelo presidente - sem tato -, Jair Bolsonaro, passa bem longe da vontade, também expressa por ele, de querer estabelecer um pacto de reformas e de crescimento. Se Jair Bolsonaro fizesse uso deste mesmo pressuposto assertivo - da poderosa caneta - para se empenhar pela aprovação da reforma da Previdência e de outras que virão, não haveria necessidade de pacto algum, se é que esse pacto vai acontecer.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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GOVERNO COM DRAGÕES

“Não se governa com dragões”. O inesperado final da aplaudida série “Game of Thrones” (que decepcionou grande parte de seus seguidores) foi um claro recado ao conturbado ambiente político que hoje desperta uma insegurança global: é impossível fazer um bom governo enfrentando adversários montado num dragão, cujo fogo não distingue inocentes. Provavelmente desenhado tendo em mira o atual quadro americano, se encaixa como uma luva neste nosso Brasil. Parece até que foi inspirado por nós....

Luiz Antonio Ribeiro Pinto larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto

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VAIDADES

Os dirigentes dos três poderes da República precisam despir-se de suas vaidades até infantis e mirarem, com muito respeito e consideração, o Brasil necessitado.

José Carlos de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro

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OPORTUNIDADES PERDIDAS

Pelo andar da carruagem, o presidente Jair Bolsonaro vai perder a segunda oportunidade de ouro que o povo brasileiro concedeu. A primeira, nas últimas eleições, quando o País foi visto com otimismo pelos investidores internacionais, mas que não vingou. Agora, as manifestações públicas que deram aval ao presidente e cobraram da politicalha a reforma da Previdência, alcançando também o presidente da Câmara e o Supremo Tribunal Federal, pelo desserviço prestado. Mesmo assim, ele continua tuitando e aparecendo em cerimônias sociais de pouca relevância e nada mais. Bolsonaro, acorde e comece a trabalhar pelo bem da nossa pátria, pois, certamente, não haverá outra oportunidade de ouro!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PAUTA COMUM

Às vésperas da decisiva e histórica votação no Congresso da inadiável reforma previdenciária, a mãe de todas as reformas de que o País precisa urgentemente para emergir à superfície, cabe, por oportuno, destacar o que bem disse a articulista do Estadão nosso de cada dia, Eliane Cantanhêde, no artigo "O bolsonarismo existe" (28/5, A8): "A ironia nessa história é que Centrão e bolsonarismo estão unidos em torno de pelo menos uma bandeira: a reforma da Previdência. Nunca se viu manifestação a favor da reforma, só contra. Pois, agora, os bolsonaristas nas ruas e o Centrão no Congresso é que vão aprovar a reforma e garantir não apenas a aposentadoria das novas gerações, mas também as chances de recuperação econômica do País. Tudo o que Bolsonaro precisa fazer é não atrapalhar. Ou parar de atrapalhar." Está claro, capitão?

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


CRÍTICAS

Escrever sobre a atuação de Presidentes da República, além de saudável ato democrático, é quase um esporte nacional em países onde existe liberdade de expressão e imprensa livre. Falava-se mal de Getúlio Vargas ditador e do Gen. Gaspar Dutra. Novamente do Getúlio. Criticamos Juscelino Kubitschek e sua Brasília, Jânio Quadros, João Goulart e todos os Generais, apesar da censura da ditadura; Tancredo Neves e José Sarney. Pedimos o impeachment de Fernando Collor. Debochávamos do mau humor de Itamar Franco. Criticamos muito Fernando Henrique Cardoso e passamos oito anos falando mal do Lula e seis anos espinafrando a Dilma. Desconstruirmos O Michel Temer. Agora, se alguém criticar o Bolsonaro é tachado de comunista!                   

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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EDITORIAL

Brilhante o editorial escrito na Página A3 de 28/05/2019 sob o título "É hora de governar". O Estadão tem escrito editoriais de qualidade e bom senso irretorquíveis, o que promove o debate e amplia a lucidez dos leitores. Faço votos, entretanto, que o presidente o leia e adote a sugestão.

Luiz Cláudio Lopes Rodrigues luizclaudiolopes@outlook.com

São Paulo

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COMPROMISSO

Excelente o editorial do Estadão "É hora de governar" (28/5, A3), pois acredito refletir bem o "espírito das manifestações nas ruas" deste último domingo, dia 26 de maio. A população, não somente os bolsonaristas, foi às ruas em apoio ao governo, em defesa das pautas essenciais à recuperação econômica e social do País, como a reforma da Previdência do ministro Paulo Guedes (e não a paralela que estava sendo maquinada pelo Congresso), a administrativa e tributária, o pacote anti crime do ministro Sérgio Moro, a volta do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) ao Ministério da Justiça e a rejeição às velhas formas de se fazer política do "toma lá da cá", que aliás, custaram muitíssimo caro aos cofres públicos, provocando enorme "inchaço da máquina pública", que nenhum governo anterior teve a coragem e sensatez de "cortar na própria carne". O apoio ao governo não é incondicional, mas parte do princípio de que ele deverá cumprir a sua parte, de articulador político das reformas, e líder nesse processo decisório, buscando a coesão entre os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

Acredito que Bolsonaro deverá se empenhar bem mais e focar os seus esforços na aprovação das reformas, principalmente e com urgência a da Previdência, sem a qual, os investimentos minguarão e fugirão do País, levando-o ao mesmo "ponto obscuro" da venezuelização a que o lulopetismo estava nos conduzindo. Essa oportunidade está sendo concedida ao presidente Jair Bolsonaro, e espera-se que ele faça jus a ela.

Silvia Rebouças Pereira de Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

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DIÁLOGO, NÃO GRITOS

A Constituição brasileira garante uma república democrática, na compreensão de que temos um ideário positivista criado na França por Auguste Comte enquanto corrente de pensamento que nos direciona, juntamente com muitas características da Constituição dos Estados Unidos, que é considerado, há tempos, uma das maiores democracias do mundo. Neste aspecto, são três poderes totalmente independentes (Legislativo/Executivo/Judiciário). A figura de um presidente é primordial para que o diálogo aconteça entre eles. A nossa democracia é representativa e tudo que o governo queira consentir enquanto proposta democrática é necessário que o congresso (Legislativo) e o Judiciário avaliem de forma significativa com ampla discussão com toda a população brasileira.

É preciso que haja amplo diálogo, um plebiscito permanente. A convocação do atual do presidente nos últimos dias solicitando manifestações contra os poderes constitutivos de um país demonstra total falta de maturidade política. Se tempo é dinheiro, o Brasil está perdendo muito com toda essa bagunça. Um pouco mais de alguns milhares de pessoas com gritos, cartazes e vaias que não vão trazer avanços e fortalecimento à cidadania. Essa estratégia além de rasa evidencia uma competição entre os poderes que não reflete a palavra democracia. É um verdadeiro jogo de “ganhar no grito”. Em tempos de crise política, o que o brasileiro quer em sua maioria é o reconhecimento dos direitos constitucionais, nada, além disso.

Thales Aguiar thalesbento@hotmail.com

São Paulo

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E OS ESTUDANTES E PROFESSORES?

Os movimentos recentes que levaram alguns milhares de brasileiros às ruas mostram que é da maior importância a busca do entendimento para implementar propostas e projetos que tenham importância para nosso desenvolvimento. O presidente Bolsonaro levou em consideração o pretenso apoio das manifestações do último domingo. E mais do que depressa busca uma forma de relacionamento com o Congresso e o Poder Judiciário, atacados pelos bolsonaristas. Cabe então a indagação, será que o movimento dos estudantes e professores serão recebidos também? Afinal, a educação é da maior importância em todas as situações.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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NEM SIM NEM NÃO

A passeata domingueira pró Bolsonaro foi do tipo nem sim nem não e muito pelo contrário. Se o governo queria um movimento avassalador saiu chateado, pois foi um bom, mas não espetacular comparecimento e, para a oposição, igual decepção, porque esperava avenidas com meia dúzia de gatos pingados, mas sentiu que, apesar dos pesares, muitos ainda acreditam no presidente. Depois da passeata o que fazer é a pergunta cabível, pois esperam que Bolsonaro fale menos e busque entender como governar, proibir a prole de palpitar no governo e esquecer definitivamente do seu guru cuja função era apenas descarregar  “m....” diária na política brasileira. Um pito final: nunca deveria ter jogado Moro aos lobos antecipando que o indicará para o STF.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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MUITO PELO CONTRÁRIO

Dentre os contra e a favor, muitos não estão nem aí e os demais querem que se dane todo o resto. Enfim, nem lá nem cá, muito pelo contrário, não resta a menor dúvida. Quanto ao cidadão, quando muito, é somenos...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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RECALL SÓ GERAL

Pretender recall somente para o cargo de presidente da República é uma jogada deslavada, que demonstra a índole oportunista daqueles que propõem esse recurso, pois visa engessar o chefe do Executivo e submetê-lo aos caprichos do Legislativo ou quiçá do Judiciário. O recall somente será bem recebido e considerado uma medida a favor da governabilidade inteligente do País se for geral, podendo ser adotado contra os chefes dos Poderes Executivos federal, estadual e municipais, bem como contra os parlamentares dos Poderes Legislativos. Acabamos de presenciar, por exemplo, o comportamento lamentável dos integrantes da Câmara dos Deputados naquilo que diz respeito à reforma administrativa, votando a matéria e enviando a respectiva medida provisória para a apreciação e votação do Senado já no limite da perda de sua validade, obrigando o senhor presidente da República e os senhores ministros Paulo Guedes e Sérgio Moro a concordarem com a retirada do Coaf do Ministério da Justiça, como previa a medida original. A insistência da permanência do Coaf no citado ministério corria o grave risco de fazer cair a medida provisória, por decurso de prazo, porque seria necessária nova apreciação pela Câmara dos Deputados, que já havia demonstrado, à saciedade, sua indiferença pelo bem do País. Melhor teria sido o chefe do Poder Executivo ter usado sua prerrogativa de definir por decreto a situação do Coaf, correndo, porém, o inevitável risco de ser tachado pelos demagogos de plantão como autoritário, adepto de medidas de cunho ditatorial. Outrossim, se fazem necessárias medidas que transformem o Poder Judiciário em objeto da credibilidade dos cidadãos contribuintes, o que não acontece na atualidade, infelizmente, pois um tribunal que não se envergonha de publicar um edital para compra de lagostas e vinhos premiados, ciente da existência de milhões de cidadãos desempregados, não pode merecer respeito, uma vez que respeito é uma conquista e não uma imposição. Portanto, recall só geral!

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br  

Itanhaém

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CARTA DO PAPA

Por que o papa nunca enviou cartinha para os presos pobres, doentes e desconhecidos? Fiquei muito desiludida. Ele pede a Lula para rezar por ele. Que valor terá a oração de alguém que roubou e nunca devolveu?

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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DURAS PROVAS

Papa Francisco envia carta ao ex-presidente Lula da Silva lamentando suas"duras provas". O papa argentino acertou na mosca, pois as provas de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência são tão contundentes que o guru do PT vai levar uma dura penalidade. Lula da Silva vai precisar de muita oração para se livrar do xilindró.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DEFESA AO PRESIDENTE

Em sua carta publicada em 29/5 no Fórum dos Leitores do Estadão, o procurador regional José Robalinho Cavalcanti, procura se defender - segundo ele - da maledicência contida na matéria do jornalista Pedro Nery, publicada ontem, sugerindo que Robalinho - candidato à lista tríplice para o cargo de procurador-geral da República - seria contra a reforma da Previdência. Evidentemente a demonstração de indignação de Robalinho é dirigida ao público externo, em particular ao presidente da República, responsável pela indicação do nome do futuro procurador, visto que seu comportamento, enquanto dirigente classista, demonstra ser ele defensor intransigente do status quo. A seu ver a reforma - quando mexe com privilégios dos procuradores e dos servidores públicos em geral - apresenta vícios que a inquinam de inconstitucionalidade. Então, natural que em sua carta tente "dourar a pílula" e nos convencer que não combate a reforma da Previdência, apenas não concorda com a demonização do servidor público - aleluia, os procuradores (de repente) desceram do pedestal e se tornaram servidores - sugerindo que teriam direitos adquiridos violados. Por fim, aproveita a ocasião para ressaltar suas qualidades como candidato a procurador-geral da República. Evidente que não o será, basta de sindicalistas em postos de realce em nossa República.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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CONGRESSO REAL

O Congresso renovado parece ser de outro Brasil, não do Brasil real. Deve ser um Brasil abastado, sem problemas, que permite a seus membros gastarem o tempo, sem pressa, deixando as decisões para depois, gastando dias em discussões, exigindo mudanças, sem se preocupar com os custos e o tempo. Esse Brasil não existe. O Brasil real necessita de soluções urgentes, especialmente na área da economia. Estamos à procura do Congresso do Brasil real, dedicado a atender as urgências do País, um que vote rapidamente o projeto desenvolvido na área econômica pela equipe do ministro de reconhecida competência, e outros que venham a ser desenvolvidos para colocar o nosso país na linha do desenvolvimento. Onde está o Congresso do Brasil real? Consulto se não cabe à população ativa que tirou a presidente Dilma despertar o Congresso renovado para atuar.

Fábio Ribeiro da Silva fabio.r.silva@uol.com.br

São Paulo

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PAUTAS LATERAIS

Os assuntos estruturais do Brasil não figuram nas pautas. Os assuntos laterais e seus interesses subjetivos predominam na pauta política brasileira, visto suas finalidades últimas. Nada de estrutural no fato de o Coaf estar ou não na pasta de Moro. Prevalecem interesses puramente individuais, porquanto supõe-se que, em uma das pastas, as movimentações financeiras questionáveis estarão mais ou menos sujeitas a investigações pessoais. Em suma, a atividade legiferante sempre leva em conta o impulso da autodefesa, em vista dos abusos e dos ataques ao erário desencadeados nos últimos anos por políticos de todas as facções e ideologias. Enquanto isso, assuntos fundamentais ao País estão fora de pauta. Cuida-se de autorrepresentação e não de democracia republicana e representativa.

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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NASCEDOURO

O nascedouro das dificuldades criadas pelo Congresso é a Constituição: Ela não foi gerada por uma Assembleia Constituinte específica, mas por políticos eleitos. Estes se garantiram proteções e vantagens. Os atuais políticos eleitos não abrirão mão de proteções e vantagens descabidas. Comportam-se como nobres antes da Revolução Francesa. Esta é base do problema da aprovação da reforma da Previdência.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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CENTRÃO

Nas próximas eleições, lembrem-se dos políticos do Centrão, sejam conscientes e não votem neles. Eles demonstraram claramente que estão contra o Brasil neste momento tão delicado.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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‘NÃO QUER’

As fotos estampadas na página A8 no caderno de Política do último domingo no Estadão destacam oito políticos e um ministro do STF conhecidos como a "turma do Centrão", que se enquadram no grupo que 'não deixa Bolsonaro governar'. Essa classificação não é bem correta, pois deveriam ser enquadrados como turma do Centrão que 'não quer que Bolsonaro governe'. Por um simples fato: todos eles tem o rabo preso em alguma sujeira, maracutaia, por terem burlado algo em benefício e vantagem próprias. E por estarem com receio de serem descobertos e enquadrados nas novas determinações, bloqueiam tudo que os possa desmascarar. Ou seja, para eles, a melhor defesa é o atraque, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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INDICAÇÃO ANTECIPADA

Por que o Bolsonaro sacrifica Moro? Sei não, mas o ministro Moro deveria largar a política e tentar novamente ser juiz, porque num meio onde a politicalha manda, ele não tem, não terá vez e será engolido pela corja que desde sempre controla os indicados para ministérios e cargos governamentais de federais a municipais. Para piorar sua situação, o presidente Bolsonaro com sua boca de caçapa antecipou (depois recuou) que indicará ele para ministro do STF na primeira vaga que houver. Até soaria alvissareiro para melhorar o quadro do órgão máximo de justiça do País que anda com a moral mais baixa que barriga de cobra. Não sabemos porque Bolsonaro antecipou sua intenção que serviu para jogar Moro aos lobos e  nos deixa desconfiados se daí não há certeza de propósito com medo de um futuro no qual Moro poderia desejar concorrer à presidência do país ou no STF julgar problemas futuros seus e prole respectiva.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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RESPEITO À CONSTITUIÇÃO

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, ao falar sobre o papel do Judiciário e suas relações com o Executivo, esqueceu-se de seu próprio órgão, cuja função precípua é ser o guardião da Constituição. Deixou de respeitá-la, por exemplo, quando o então presidente do STF, Ricardo Lewandowski, na época do julgamento do impeachment da "presidenta" Dilma Rousseff, não cassou seus direitos políticos, conforme manda a lei maior. Também, pelos mesmos motivos partidários, deu liberdade a José Dirceu, desrespeitando jurisprudência por eles mesmos acordada. Em governos anteriores, o uso de MPs, decretos e contingenciamento de parte das despesas discricionárias das verbas do orçamento da Educação foi utilizado de maneira habitual e, nem por isso, questionados por membros do STF. Nos julgamentos do STF as regras não são "devidamente observadas" por eles próprios. Essa é a razão da revolta do povo contra essa instituição, cujos ministros julgam-se acima de tudo.

José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

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‘CONJE’

Ridículas são as pessoas que se apegam em um tropeço verbal do Sérgio Moro quando eventualmente ele teria pronunciado “conje” ao invés de cônjuge para zombarem de nosso ministro da Justiça. Sabem que é evidente que ele conhece a palavra correta, mas se assim o fazem, é por não terem encontrado nele nenhum defeito que pudesse denegrir sua imagem proba e respeitada pela maioria esmagadora da população brasileira.

Fabio Porchat fabioporchat@gmail.com

São Paulo

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ESCRITÓRIO POLÍTICO

Sob o olhar passivo do STF, Lula, condenado, ocupa a suíte principal da Polícia Federal em Curitiba e montou lá um escritório político, objetivando reeleição em 2022. Apesar de seus caros advogados, está mal informado, ainda não sabe que, durante certo tempo, condenado não pode ser candidato. No Artigo 5º da Constituição consta que “todos são iguais perante a lei”, mas Elle está longe da Papuda.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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FIÉIS ‘CUMPANHEIROS’

O casal João Santana e Mônica Moura depositou 77 milhões à União, dando início aos acertos de suas pendências pecuniárias com o Estado. Se os milionários marqueteiros amealharam extensa fortuna prestando imundos serviços ao PT, qual foi o quantum que o corrupto maior Lula da Silva, aquele que nada sabe e quem sabia era a sua finada "galega", agregou à sua burra? Por que o mentiroso presidiário está convicto que Deus foi criado à sua semelhança, e há inúteis cúmplices que acreditam, será que a morosa Justiça está a esperar a interdição judicial do aluado paciente, para confiscar de seu curador o que nos foi surrupiado? Enquanto isso, os bens estão sendo pulverizados pelo patrimônio de fiéis "cumpanheiros" laranjas, disse um culto flanelinha desempregado de minha rua!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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JULGAMENTO

Em um país onde a justiça é séria e suas decisões respeitadas, o envolvimento de parlamentares em esquemas de corrupção milionários, como o do senador Fernando Bezerra (MDB) e deputado Aécio Neves (PSDB), já teriam sido julgados e seus autores condenados, com devolução do dinheiro aos cofres públicos.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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PESO MORTO

Os ministros da Suprema Corte podem viabilizar ou não a venda das empresas estatais. O governo pode arrematar até R$ 1 trilhão com a venda de dezenas de empresas, que serviram durante muitas décadas como cabides de empregos e centros de negociações ilícitas. É necessário estancar essa hemorragia, pois o Brasil está muito endividado e precisa se livrar do peso morto. Existem empresas privadas especializadas em gerenciar o fornecimento de combustíveis, da energia elétrica, o saneamento básico e tantos outros serviços que não deveriam estar sob o comando do Palácio do Planalto. Bolsonaro e seus ministros devem ocupar o seu tempo com a educação, a saúde, a segurança, a economia e a geração de novos empregos.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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APOSENTADORIA PRIVADA

Quem aplica num fundo para receber aposentadoria deveria ter o direito de aplicar num  banco privado, e não no INSS ou nos governos. Se isso fosse permitido, os aposentados teriam duas opções: continuar recebendo mensalmente as aposentadorias ou sacar as centenas de milhões que são deles e não dos governos. E que fosse feita uma auditoria para saber quais espertalhões roubaram o dinheiro da Previdência, causando o déficit.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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IMPOSTO E DISTRIBUIÇÃO

Muito oportuna e elogiável a intervenção do presidente Bolsonaro quanto à intenção do senhor Marcos Cintra, secretário especial da Receita Federal, de criar impostos. E quanto ao imposto sobre movimentação financeira que, acredito, os banqueiros gostam, é um dos mais injustos, pois penaliza mais os mais fracos econômica e financeiramente, ou seja, pequenas e médias empresas e pessoas físicas que geralmente estão “dependuradas” nos bancos, que cobram juros altíssimos e igualmente têm lucros imorais. Imposto tem que ser cobrado sobre renda tributável e patrimônio no caso de pessoa física e lucro no caso de pessoa jurídica, de modo que o mais forte contribua mais fortemente para o desenvolvimento do País porém, sem torná-lo fraco. Uma mais possível e justa distribuição de renda é fator de extrema importância para o aumento do consumo e consequentemente aumento de vagas de trabalho. Taxar fortemente produtos importados tais como: supérfluos, de luxo como jóias, veículos terrestres, marítimos, aéreos e etc, bem como todos os produtos que tenham similares fabricados no País, resultando em geração de empregos, como fazem os países desenvolvidos. Quanto ao Banco do Brasil e Caixa Econômica, devem receber forte injeção de recursos do tesouro pois são instrumentos valiosíssimos para forçar a baixa dos juros. Instituições financeiras estatais, necessárias em países subdesenvolvidos, não devem perseguir grandes lucros, pelo contrário, pois têm como prioridade a sua função social.

Estas são medidas de resultado rápido, enquanto o fim dos privilégios e corporativismo nas necessárias reformas, como a da Previdência para que as normas sejam iguais para funcionários públicos, autarquia e de sociedades de economia mista, aos funcionários da iniciativa privada, levam tempo.

José Franzini Netto financeiro@gaivota-fiat.com

Araras

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COBRANÇA DE BAGAGEM

No ano passado, algum “iluminado” inventou a cobrança de bagagens nos voos prometendo a redução de seus preços, sabe-se lá por que motivo. Não houve a redução prometida, mas se criou um aumento de custos operacionais com as cobranças e discussões. Agora, o presidente nos diz triunfante que as companhias estão proibidas de cobrar pelas bagagens. Porém, há as companhias low cost, que pretendem operar no Brasil com a abertura do mercado, e sua política é cobrar barato, mas compensam em parte pela cobrança de bagagens. Alguém pode me explicar por que motivo temos que legislar a respeito de cobrança de bagagem? Não podemos deixar em paz nossas empresas deixando-as definirem o que fazer com as bagagens? Em breve outro iluminado vai obrigar a servir pé de moleque nos voos?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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BRASIL EM CANNES

Três filmes brasileiros foram premiados em Cannes. A cultura de um país tem sempre de ser enaltecida. Os profissionais que a fazem devem ser apoiados e não combatidos. E ela sempre sobreviverá "apesar de você." E de outros 'vocês' que virão.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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FALTA ESTUDO

Comentário ao artigo “Em Barão de Cocais, moradores já duvidam de queda de barragem“ (“Estado”, 28/5, A14). Nas rupturas das barragens em Mariana e Brumadinho, de Rejeitos de Mineração do Beneficiamento de Hematita, foi observada a mudança súbita de estado físico de materiais granulares para lamas estáveis, fenômeno provocado por abalos mecânicos não determinados. Numa filmagem em Brumadinho, pôde-se observar esta transformação súbita, quando repentinamente o material retido se liquefez em lamas, que se abateram sobre as instalações da Vale, matando dramaticamente centenas de pessoas. A única explicação possível da tragédia foi o fenômeno da "tixotropia" que explicaria a súbita liquefação para qual a barragem não foi projetada. Examinando-se este fenômeno, observa-se que ele mal aparece nos compêndios de engenharia, bem como em mecânica dos solos, que deveria explicar o acontecido. Pesquisando-se papers sobre a matéria na literatura universal, existem alguns que explicam a transformação que acrescentam à pressão neutra da mecânica dos solos, as características químicas dos materiais granulares encharcados. Nunca foram feitas pesquisas tecnológicas dos materiais retidos nas barragens de rejeitos colapsadas, pois o fenômeno também não está previstos nas Normas Técnicas da ABNT sobre a matéria. Enquanto não se fizerem estudos sobre a "tixotropia" dos materiais originários do beneficiamento dos minérios de hematita, não existe a possibilidade da real avaliação da segurança deste tipo de barragem por meios técnicos. Tal conhecimento seria fundamental para a continuação da indústria da mineração de hematita.

Barão de Cocais vive agora este drama, pois o "se cai ou não cai" da Barragem de Rejeitos em Vila do Gongo, nos mostra que a engenharia atual não tem parâmetros técnicos confiáveis para uma avaliação técnica da segurança sobre se a barragem de rejeitos colapsará ou não, caso haja ruptura dos vizinhos taludes de mineração, em movimento de instabilidade.

Este desconhecimento mostra o drama da situação daquela cidade, onde paira sobre sua cabeça uma "Espada de Dâmocles", que poderá cair qualquer hora.  A única coisa a se fazer teoricamente seria se tentar drenar a água, dentro do maciço de material de rejeitos, mas não existe nenhuma informação sobre isto ou sua possibilidade atual. O buraco é bem mais fundo do que se imagina, pois nenhum engenheiro baseado nas normas técnicas oficiais existentes, se atreveria em fazer qualquer estudo de segurança, depois do que aconteceu a seus infelizes colegas de Brumadinho, que foram tratados pelo Judiciário e MP como os piores bandidos.

Até hoje não se fez uma comissão de alto nível independente e com recursos para estudar as verdadeiras causas das rupturas das barragens colapsadas, como se faz com acidentes aéreos, que visam descobrir verdadeiras causas e não os culpados. A Comissão de Inquérito do Senado então é ridícula, pois quer ver sangue e não as causas, tendo quase um caráter inquisitorial. Ainda bem que não está andando e que pare.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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ADÉLIO BISPO

Só aceita que Adélio Bispo é inimputável quem acredita que ele agiu sozinho e é burro. Fez curso de tiro, criaram álibi de presença na Câmara dos Deputados para ele, além de tantas mortes que aconteceram na pensão de Juiz de Fora. Tem que continuar investigando!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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INIMPUTÁVEL

O esfaqueador e desempregado pagou as diárias do hotel, viajou de avião, possuía quatro celulares, um notebook, planejou um assassinato, mesmo sob forte esquema de segurança no local, mas é inimputável por transtorno mental.

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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OBRAS INTERROMPIDAS

Não há retrato mais expressivo da corrupção brasileira do que o impressionante número de obras interrompidas País afora. Igualmente representativas de vergonhosos desvios são também as que, notadamente na área da saúde pública, embora estruturalmente concluídas, não são postas em funcionamento por falta de pessoal qualificado, tanto na assistência médica como no setor técnico responsável pelos equipamentos, em face de alegada falta de recursos que, apesar de previstos para atender tais demandas, evaporaram ou simplesmente foram subtraídos para atender outros fins. São situações cuja correção implica despesas adicionais consideráveis, com graves prejuízos à população. Afinal, são a fonte dos recursos desperdiçados por atos ilícitos, visando benefícios particulares de riqueza e poder, praticados por maus administradores e políticos desonestos."E la nave va..."

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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RIO DE JANEIRO

Confira as atrações do Rio de Janeiro para o mês de maio: dengue, mayaro, zika, chikungunya, febre amarela, cracudos, traficantes, arrastões, balas perdidas, enxurrada, deslizamento de terra, queda de ciclovia, desabamento de túnel, evasão de investimentos, Alerj, Witzel e Crivella.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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MAIRIPORÃ

A cidade de Mairiporã é uma das mais bonitas e agradáveis do Estado de São Paulo. Com grandes áreas verdes ainda preservadas e mata atlântica intacta, sua beleza e proximidade com a capital fazem com que o município receba um grande número de turistas e frequentadores nos finais de semana e feriados. E assim aconteceu comigo. Estive no último mês de abril, especificamente visitando o bairro Mato Dentro com amigos e parentes e fiquei impressionado com o descaso da prefeitura com aquele local. Na conhecida Estrada do Mato Dentro existem enormes buracos que causam avarias nos veículos e que também trazem um grande risco de acidentes aos motoristas que por ali circulam. Além disso, muitas ruas não têm placas de identificação, e isso é feito de forma improvisada, o que dificulta o acesso daqueles que não conhecem o bairro. Sem contar que grande parte das ruas do bairro é de terra e quando chove, fica praticamente impossível chegar nas chácaras. Uma vergonha. Acredito que uma pequena quantidade de pedras, cascalho, em alguns pontos específicos, resolveria o problema, sem muitos esforços políticos ou aportes financeiros

O pior é que conversando com alguns moradores e proprietários, ouvi que muitos já reclamaram diversas vezes, sem que houvesse um atendimento favorável às suas reivindicações. Lamentável como um lugar tão bonito e agradável esteja numa situação tão degradada e praticamente de abandono.

Espero que o prefeito, vereadores e as autoridades de Mairiporã, tomem providências e dêem a devida atenção ao bairro de Mato Dentro, e aos seus moradores. Afinal de contas, com a cidade em ordem, o local recebe mais turistas e frequentadores, gerando emprego, renda, recursos de impostos para a Prefeitura, e assim se forma um círculo virtuoso para quem vive e frequenta a tão querida Mairiporã.

Rogério Luiz de Souza pinharogerio@hotmail.com

São Paulo

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