Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2019 | 03h00

ECONOMIA 

Liberação do FGTS

O governo estuda medidas para liberar contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a ideia é aquecer a economia. Eu penso ser um grande equívoco, comparável a matar a galinha dos ovos de ouro: morta a galinha, acabaram-se os ovos – e novas galinhas. Entretanto, há anos defendo o estudo da possibilidade de os trabalhadores usarem o seu FGTS para pagamento das prestações mensais de imóveis residenciais em construção, mediante a liberação de parcelas de acordo com o cronograma físico-financeiro da obra. Muitas vezes as famílias não adquirem um imóvel na planta porque estão com a sua renda mensal comprometida com o aluguel, o que impede a realização do sonho da casa própria, uma vez que não podem arcar com a despesa extra – as parcelas mensais do imóvel em construção –, embora possuam recursos parados em contas vinculadas do FGTS. Essa medida poderá destravar e aquecer a construção civil, setor que lidera formidável cadeia produtiva, gerando empregos, renda e riqueza. Vale lembrar que a construção civil ainda enfrenta crise, está em relativa estagnação, com milhares de imóveis estocados e desemprego expressivo. A implementação dessa medida seria virtuosa, eis que não haveria desvio de finalidade no uso desses recursos, de vez que seriam investidos na construção de imóveis, em benefício dos trabalhadores e do País.

MILTON CÓRDOVA JÚNIOR

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Tempo é dinheiro

A economia está parada. Enquanto não aprovarem a reforma da Previdência nada acontecerá, é o que dizem os economistas e operadores da bolsa. Nós, pobres mortais, não precisamos de técnicos e especialistas para sentirmos na pele a falta de trabalho/emprego, de negócios imobiliários, de oportunidades no cotidiano. O que vemos é o despreparo e o egoísmo dos políticos. Para eles o tempo não vale nada. Mal comparando, é o oposto da sociedade americana, cujo mote é time is money.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Clamor das ruas

Estão errados os congressistas que acham que o clamor das ruas não deve ser levado em conta. As ruas clamam pelos mais de 13 milhões de desempregados, enquanto os congressistas estão muito bem, obrigado. Eles que aprovem logo a reforma da Previdência, elaborada por um dos melhores economistas do Brasil, com reputação mundial. Esqueçam as vaidades, esqueçam os interesses particulares e, principalmente, esqueçam o “toma lá dá cá”. Vamos fazer o Brasil retomar o crescimento e o emprego, urgente!

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

Fundos de pensão

Estamos esperando a devassa nos fundos de pensão das estatais, tão desejada e prometida pelo novo governo. É um crime o que fizeram com Postalis, Previ, Centrus, etc. As aplicações na Sete Brasil ainda estão sem esclarecimento e apuração. Por que aplicaram nessa empresa? Quem mandou? Quem vai responder por isso? Alguns fundos com déficit pagam bônus milionários a seus dirigentes e conselheiros. E a Previc o que faz? Outro segmento ainda não alcançado pelo TCU é o das entidades sindicais e confederações de trabalhadores. Dirigentes estão ricos e ocupam imóveis que faziam parte do patrimônio delas. Contag, CUT, Contraf e tantas outras devem ser fiscalizadas. Os recursos repassados são nossos. É dinheiro público, sim! Há que rever também os salários milionários nas estatais que estão acima do mercado. Não dá para continuar pagando salários de R$ 60 mil a assessores e mordomias como cursos de línguas para dependentes. Há que moralizar esses excessos, foi para isso que elegemos este governo.

ERICA MARIA SANTOS

elainerenatac@bol.com.br

Brasilia 

Exportações em alta

As exportações brasileiras para países árabes cresceram 20% de janeiro a abril deste ano, em comparação a igual período de 2018, e somaram US$ 4,13 bilhões, segundo divulgado ontem pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. Talvez os analistas que previram acentuado decréscimo nos negócios com os países árabes estejam agora aborrecidos com essa informação. Trabalhar com bola de cristal não é lá muito seguro...

OTTFRIED KELBERT

okelbert@outlook.com

Capão Bonito

SISTEMA PENITENCIÁRIO

Papel do Judiciário

Sabemos que, dos cerca de 750 mil presidiários no Brasil, há pelo menos 45% que ainda não foram julgados sequer em primeira instância, ou seja, quase 340 mil nem sabem se serão condenados. Além disso, basta que façam parte dos três pês – pretos, pobres e prostitutas – e estejam em poder de um cigarro de maconha para serem abandonados em cadeias fétidas e esquecidos pelas autoridades e pelo Judiciário. E a nossa Suprema Corte dormiu por cinco anos sobre um processo que discute se é devida a prisão de usuários portadores de pequenas quantidades de droga. É interessante, quando se trata de sua remuneração, a velocidade de ação do Judiciário é bem diferente de quando se trata do bem dos outros...

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

EM SÃO PAULO

Confisco de patinetes

Quais seriam os critérios de governabilidade do atual prefeito e dos órgãos sob a sua gestão? O confisco das patinetes elétricas é algo abusivo, que tira do cidadão paulistano o direito a uma opção saudável de transporte, perante o péssimo serviço dos coletivos do transporte público urbano. Há um ano tento fazer a Prefeitura realizar a remoção de um veículo abandonado em rua paralela à da casa do governador João Doria, sem sucesso. Mas, curiosamente, as patinetes, da noite para o dia, simplesmente sumiram, sem explicação alguma. Aliás, como é mesmo o nome do prefeito? Talvez por um lapso de memória, simplesmente esqueci. Mas pode ter certeza que não será esquecido em pleitos futuros.

EDUARDO FOZ DE MACEDO

efozmacedo@gmail.com

São Paulo

Polêmica sobre duas rodas

Empresas fornecedoras de patinetes e bicicletas, sem pagar pelo espaço, estão ocupando as calçadas e jogando os transeuntes nas vias públicas. Se esses veículos se transformaram em meios de transporte, precisam ser regulamentados como tal, respeitando as leis de trânsito e com seguro obrigatório contra terceiros, acidentes pessoais e morte.

PAULO TARSO J. SANTOS

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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MANIFESTAÇÕES

Protestos contra cortes na educação voltaram a acontecer, e com toda razão. As palavras proferidas pela paquistanesa Malala Yousafzai, "um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo" mostram a vital importância da educação para o desenvolvimento de uma nação. Mas, quando os estudantes marcham pedindo "Lula livre", tenho que concordar com o presidente Bolsonaro, que os chamou de idiotas úteis.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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CAMPEONATO DE TESTOSTERONA

Existe a necessidade urgente de pacificação dos espíritos neste Brasil tão conturbado dos últimos tempos, onde muitas vezes se discute sobre coisas sem nenhuma importância e que não levam a lugar nenhum. Há um campeonato de testosterona no País. Disputa-se pelo amor à emulação, à discórdia, para mostrar quem é o mais forte, quem tem mais razão, quem tem a verdade verdadeira, quem é o mais isso e aquilo. Dificilmente o clima de animosidade levará a algum lugar. Até para discordar tem de ter nível, boa educação, calma. Temo pela evolução deste estado de permanente confronto entre governistas e opositores. A sociedade está cansada. Não suporta mais as injustiças e mazelas decorrentes da corrupção. As necessárias mudanças precisam ser feitas com exemplos de conduta, de retidão, de oposição ao extremismo, com luta pacífica em busca de justiça e solidariedade social. O ressentimento e a beligerância não conduzirão a uma realidade melhor do que esta que estamos vivendo. Acredito na disposição mental para o entendimento, para receber críticas, para dar o passo adiante, para querer o bem comum, para não querer destruir quem pensa diferente. As mentes lúcidas não podem aceitar a violência moral ou física como forma de resolução de conflitos e de afirmação política. O limite de qualquer manifestação deve ser o respeito ao outro. Que a serenidade nos inspire e proteja.

Jorge Finatto jorgedeveneza@hotmail.com

Porto Alegre

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APOIO

O Sr, Rodrigo Maia declarou que as manifestações do dia 26 foram fracas e nada mudaram. Queira Deus que tais palavras não tenham sido decorrentes de uma alucinação megalomaníaca. Senhor Rodrigo Maia, as pessoas que Vossa Excelência viu, mas não quis enxergar, foram às ruas para confirmar apoio às mudanças prometidas pelo presidente e que, sabe-se lá o porquê, veem o senhor agir como se estivesse fazendo favor. Ao pacto que está sendo celebrado entre os chefes dos Poderes, não deixe de honrar. O povo está atento e em 2022 prolatará sentença através das urnas. Atenção na estrada.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro  

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PACTO DOS TRÊS PODERES

Num gesto conciliador, para promover a reaproximação entre os chefes dos Poderes Legislativo e Judiciário, convidando-os para um o café da manhã no Palácio do Planalto para propor um “pacto pelo Brasil” a favor das reformas da Previdência e tributária, o presidente Jair Bolsonaro poderia ter convidado também os ilustres parlamentares do Centrão para o evento, entre eles deputados e senadores, para dizerem exatamente o que lhes falta para aprovar as reformas, diante das câmeras e dos microfones. Seria uma boa oportunidade para essa entidade formada por mais de duas centenas de políticos e líderes de partidos esclarecerem porque relutam tanto para aprovar as reformas de grande interesse do País.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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RISCOS

A propósito do “pacto pelas reformas” proposto pelo presidente da República aos presidentes da Câmara, Senado e Supremo Tribunal Federal (STF), é preciso destacar que a aprovação das reformas não depende somente da vontade dos outros chefes de Poderes, mas sim dos votos de 513 deputados e 81 senadores que foram eleitos pelo mesmo povo que elegeu o presidente na última eleição, entre os quais os deputados do Centrão, demonizados por ele. A esse respeito, cabe lembrar o Pacto de Munique, celebrado em setembro de 1938, entre Neville Chamberlain, Adolf Hitler e Édouard Daladier, respectivos chefes de Estado da Grã-Bretanha, Alemanha e França, no intuito de selar a paz na Europa. Ainda na Inglaterra, Winston Churchill previu o que aconteceria logo em seguida: “Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra e terão a guerra”. Analogamente, que fiquem os presidentes dos Poderes Legislativo e Judiciário do Brasil cientes dos riscos envolvidos neste pacto proposto pelo beligerante e incontrolável presidente da República Jair Bolsonaro. Em tempo: apesar de o presidente superestimar a manifestação a favor do seu governo no último domingo como “histórica”, vale destacar que o ato dos seus apoiadores na Avenida Paulista reuniu menos público que a Parada Gay no mesmo local. Portanto, menos, presidente, bem menos.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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INDEPENDÊNCIA DE PODERES

Até alunos de classe primária sabem que foi Montesquieu que analisou os Poderes de uma República, impondo a regra da independência e harmonia entre esses Poderes. Harmonia e independência excluem a submissão, porquanto um poder independente, embora aja com harmonia, não pode ser submisso, porque tem ele suas tarefas e missões e precisa realizá-las. Assim, o pacto entre os Poderes de Bolsonaro cairá toda vez que resvalar na independência dos Poderes Legislativo e Judiciário, quando então terá que negociar, retrocedendo ou adiantando. Então, o pacto merece ser objeto de interrogação, porque pode resolver ou não os problemas das reformas de base.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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JURAS DE AMOR E DIVERGÊNCIAS

Esse é o enésimo pacto sobre as metas governamentais para desenrolar a apática economia do País. Na verdade o presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, fizeram "juras de amor" e uma explícita "DR" (discussão de relação),  e foram unânimes: "Brasil acima de tudo". Mas, mal terminou a cerimônia, já iniciaram as divergências e todos com "cara de paisagem". Me engana que eu gosto.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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É PRECISO?

Em que país estamos? Para se governar é preciso que Executivo, Legislativo e Judiciário façam um 'pacto'? Não seria melhor rasgar a Constituição e começar tudo de novo? Há estadistas para isso, ou ficamos nas mãos de politiqueiros como estamos agora?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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ATO DESPROPOSITADO

Toffoli, Alcolumbre e Maia fizeram igual aos cachorros. Marcaram território no poste para definir seus espaços. Alcolumbre e Maia, donos de votações inexpressivas, inferiores a de vereadores bem votados e Toffoli, galgado ao poder por padrinho forte, fizeram um pacto que só pode ser para manterem seus privilégios. Parodiando o ministro do STF Barroso, "fazem tudo menos legislar e justiça, exceto em causa própria". Poderiam ter poupado o povo brasileiro de mais um ato inútil, vergonhoso e despropositado.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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TENTATIVA FALSA

Aquilo que deveria ser uma união proativa entre os Três Poderes da República não passa de tentativa falsa de cooperação efetiva para sanar os tantos problemas a que a nação está submetida gravemente. Toffoli, claramente alguém procurando notabilidade e uma reversão de sua imagem de homem ligado a fatídica esquerda nacional. Maia, um melindroso ressentido ligado ao Centrão, dúbio e volúvel para condução de vários temas do Legislativo que afetam o Executivo. E Bolsonaro, que mesmo conhecendo o ambiente corrosivo da Câmara dos Deputados por 28 anos, não consegue transmitir ou mesmo negociar com alguma habilidade o encaminhamento das reformas que, se não realizadas já, nos levarão ao desastre definitivo. Fora os militares, que neste momento dão ótimo suporte ao presidente, não encontramos um mínimo de patriotismo, sinceridade e o verdadeiro desejo de tirar a nação desse atoleiro “presenteado”  por Lula e Dilma com a real herança maldita. Pobre país aquele em que seus dirigentes cuidam apenas de seus próprios e inconfessáveis interesses.

João Batista Pazinato Neto pazinato51@hotmail.com

Barueri 

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SEGUNDA OPORTUNIDADE

Jair Bolsonaro venceu a eleição de 2018 democraticamente para chegar ao Planalto. E, legitimando seu mandato, recebeu uma segunda oportunidade a partir do momento em que milhares de brasileiros – um número razoável – foram às ruas no domingo manifestar seu apoio ao presidente e, de forma inédita, também às reformas propostas, como a inadiável da Previdência. Mas agora, como bem definiu o título do editorial do “Estadão” de 28/5, “é hora de governar”! Basta destes cinco meses de crises e intrigas palacianas, como a irresponsável incitação, pelas redes sociais, para que seus seguidores afrontassem STF e Congresso Nacional nesta manifestação popular – o que Bolsonaro tentou, mas não conseguiu, disfarçar com seu arrependimento. Este apoio ao governo que veio das ruas, porém, não pode significar uma espécie de carta branca para governar. Bolsonaro não pode continuar destratando o Congresso, já que, como lembra o jornal, os 81 senadores e 513 deputados federais têm a mesma legitimidade institucional que o presidente, já que foram também democraticamente eleitos nas urnas. E não podem ser vistos – como parece achar o comandante do Planalto – como seus submissos. O caminho é o diálogo, a articulação política! Como cita o editorial, “poucas vezes a política foi tão necessária na história recente do País” e Bolsonaro, urgentemente, “precisa estar à altura deste desafio” e parar de vez de “estimular a hostilidade contra os que dele discordam, como faziam os petistas”. Será que ele aprende?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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QUEM TEM MAIS PODER

Em reunião dos representantes dos Poderes da República, o presidente Bolsonaro diz que tem a caneta na mão e, pois, mais poderes. A discussão continuou, porque Rodrigo Maia tem a lei. Entretanto, parece que não é hora e nem tempo de se discutir a validade da lei e do decreto e nem o dono da maior parcela de poder. A hora é de todos os que detêm o poder nas mãos, outorgado pelo povo, olharem e atuarem em favor do Brasil. Aliás, as ruas demonstraram isso também.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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‘NINGUÉM GOVERNA SOZINHO’

Tem razão o deputado Elmar Nascimento (BA), líder do DEM, ao declarar que “ninguém governa sozinho”. Nem chega à Câmara, ao Senado e à Presidência da República sozinho. Pelo contrario: estão todos ali graças ao voto, pingado, uma a um, de cada eleitor. Milhões de eleitores, somados, são o pilar da democracia. Estes, sim, mandam na Câmara, no Senado e na Presidência. E a novidade: estão tomando consciência disso. Eunício e Renan, com suas glórias por décadas, estão em casa, e quem os mandou para lá? Excelências, os senhores estão aí porque foram votados. É bom lembrar: ganhem tenência!

Solange Campos solamenca@gmail.com

São Paulo

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DE COSTAS

A foto da primeira página do Estadão (29/5, A1), as sombras do poder, é emblemática,  ilustrativa. É virados de costas para a nação que eles tratam dos problemas do Brasil.

Paulo Boin boinpaulo@gmail.com

São Paulo

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GOSTO AMARGO

Presidente Jair Bolsonaro, por que o senhor nāo dá nome aos bois? Quem são eles, os que nāo o querem na cadeira do executivo? Agora, se o senhor nāo o diz, me sinto no direito de dizê-lo. Os 13 milhões de desempregados famintos, que até agora estão vendo o senhor chover no molhado e nada desse índice vergonhoso cair em quase um semestre. Já que és um admirador de Donald Trump, observe que na terra do tio Sam o índice de desempregados é menor que 4%. O bufão de lá preza o pleno emprego, o cidadāo americano agradece. Já o bufão daqui culpa a herança do Lulopetismo, e o cidadāo brasileiro entristece. O gosto amargo de um possível ano perdido, que desgraça.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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ENTENDIMENTO

Os Três Poderes da República foram alvo das manifestações do último domingo (26/5), que mostraram um descompasso e não ficaram baseadas em apoio ao atual presidente. Mas, pelo menos, os atos incentivaram a busca do entendimento, como a negociação de uma pauta a ser assinada no dia 10 de junho. Fica, porém, em aberto uma questão: este entendimento tem de levar em consideração, também, o caso das verbas para a Educação, por exemplo. O momento é agora.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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NEM COM O DIABO

Com efeito, depois do avassalador tsunami provocado pelos sórdidos e incompetentes desgovernos cleptolulopetistas, que atiraram o País no fundo de um poço que parece não ter fundo, talvez nem um pacto com o diabo consiga dar jeito na causa. Oremos aos Três Poderes...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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REFORMAS JÁ

Ao cabo dos primeiros cinco meses de mandato do errático, autoritário e amadorístico governo Bolsonaro, cabe, por oportuno, citar trechos do editorial "É hora de governar" (“Estado”, 28/5, A3):"Poucas vezes a política foi tão necessária na história recente do País. Nunca é demais lembrar que a reforma da Previdência, malgrado sua urgência, deve ser apenas o início de um amplo processo de mudanças com vista a ensejar uma retomada do crescimento que, finalmente, comece a tirar o Brasil da sua persistente mediocridade. Nada disso será alcançado sem contrariar as corporações que capturaram o Estado para a satisfação de seus interesses, e para isso será preciso arregimentar democraticamente as forças dispostas à articulação de um consenso mínimo.Bolsonaro precisa estar à altura desse desafio. O presidente não pode se contentar apenas em passar à história como aquele que derrotou o PT; essa condição era necessária para o saneamento da economia e a moralização da política, mas está longe de ser suficiente. Se Bolsonaro está realmente tão interessado em defender o interesse público e modernizar o País, deve ajudar a restituir à política a relevância que os anos de malfeitos e demagogia lulopetistas tiraram.Para começar, deve parar de dividir o País entre “nós” e “eles” – isto é, deve parar de estimular a hostilidade contra os que dele discordam, como faziam os petistas. A essência da política é alcançar consensos em favor do interesse público, e isso implica fazer concessões e aceitar as divergências. Acima de tudo, porém, fazer política significa trabalhar duro, concentrar energias na negociação com o Congresso e juntar forças para formar uma boa base governista, capaz de aprovar as reformas – pois a multidão pode até impressionar, mas só em ocasiões revolucionárias aprova ou rejeita projetos em curso no Congresso." Com efeito, não poderia soar mais apropriado nesta quadra grave e crucial da história do País. Reformas já, sem mais delongas!

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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JULIO DE MESQUITA E A EDUCAÇÃO

Quinta feira, dia 30 de maio de 2019, acordamos todos com a notícia mais do que esperada: retração do PIB no primeiro trimestre. À parte isso, neste mesmo dia, o leitor do Estadāo recebe em suas mãos, na página A2, algo para guardar no coração: "Julio de Mesquita Filho e a educação", bravo! O espaço aberto para o maravilhoso texto de José Alfredo Vidigal Pontes, em tempos de mentes fechadas com ganas de instrumentalizar o MEC (laico). "Há 50 anos o Brasil perdia Julio de Mesquita Filho", mas não o seu legado. Sempre é bom lembrar para aqueles que ferem de morte a educação quem foram os seus fiéis guerreiros (preso 18 vezes). Uma vida dedicada a outrem. Certamente nos orgulhamos dessa história e fazemos parte dela. Um artigo de luxo, que nos faz ler, não uma vez, mas duas ou três (emocionados). Obrigado.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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CORTE NA EDUCAÇÃO

Estudantes e professores de todo o Brasil concordam sobre a necessidade de um corte urgente na Educação: o ministro, pupilo do feiticeiro da tribo governamental. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre 

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Fiquem sabendo os doutos jornalistas, editorialistas, cientistas políticos e outros quejandos que o presidente Bolsonaro não articula, não negocia e não pratica o toma lá, dá cá com politiqueiros homiziados à sombra do Congresso Nacional. O projeto da Nova Previdência já está posto à mesa para que deputados e senadores o analisem, o colimem e dirimam suas dúvidas por meio de reuniões com o ministro Paulo Guedes e seus técnicos, para poder votá-lo. O que passar disso é negaça e canalhice.

Dalton Presotto daltonpresotto@gmail.com

São Paulo

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INSS NO EXTERIOR

Gostaria de alertar sobre a lei criada no governo Dilma Rousseff e revisada no governo Temer referente ao desconto de 25% da aposentadoria do INSS de brasileiros residentes no exterior, amplamente inconstitucional. Não sendo suficiente o arrocho sobre esses minguados valores, o órgão da Previdência vem continuamente errando nos cálculos referentes ao desconto, muitas vezes cobrando-o duplamente, havendo a necessidade de ir ao Posto de Benefício para solicitar correção, o que é extremamente difícil a residentes no exterior. Vale alertar esse grupo de aposentados, e os senhores do Supremo, que precisam avaliar essa questão do desconto com rigor.

Marta Walsh Siefer martasiefer2@hotmail.com

São Paulo

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MASSACRE EM MANAUS

Pois então, prezados e amigos leitores, vocês querem saber a verdade sobre o assassinato de 55 prisioneiros no Amazonas no fim de semana? Então, anotem aí: pura covardia de nossas autoridades. Há mais de 50 anos assisto às mesmas coisas: armas e celulares nas cadeias, por exemplo. Como é possível uma barbaridade dessa? Se não for covardia, então é interesse financeiro. No caso dos celulares, já que não se consegue impedir a entrada dos aparelhos nas celas, por que não acabar com as tomadas? A propósito, já que retiraram o Coaf da alçada do ministro Sergio Moro, que tal passar a administração dos presídios para ele? No máximo em dois meses ele acaba com esta farra de celulares e armas nas prisões. O Brasil está carente de homens com o perfil e o caráter de Sergio Moro. Ou será que não?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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ATO BANAL

A geração que a curto ou médio prazo se tornará passada, na qual muitos se preocupam em registrar um epígono para filhos, netos e descendentes, jamais imaginou, ainda nas jornadas heróicas e românticas de 1968, que nos tornaríamos um país tétrico, um dos piores para se viver. Se os horizontes não eram aprazíveis, até mesmo os mais radicais das movimentações estudantis não imaginavam uma realidade caracterizada por esses adjetivos. O surreal das infâmias, quando se toma conhecimento que, dos quarenta presidiários de Manaus, só um corpo foi entregue à família para sua despedida. E pensar que o mundo culto de outrora já contava em seu acervo das músicas clássicas com os réquiens, o adeus a quem superou o momento da vida mais importante que o nascimento - a morte. No Brasil, um ato extremamente banal. Para constatar, basta sintonizar por alguns minutos certas emissoras abertas.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SISTEMA PENITENCIÁRIO

Guerra entre facções pelo controle do tráfico de drogas nos presídios faz parte do sistema penitenciário brasileiro? Só gostaria de entender...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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GESTÃO DE CADEIAS

Sobre o artigo “Governo do Amazonas vai mudar gestão de cadeias”, publicado no Estadão em 29/5. As guerras entre facções rivais nas prisões não terminarão tão cedo, pois até se chegar a níveis de prisões “Super Max” levará muito tempo. Não é mudar a gestão e colocar uma nova empresa para administrar as atuais prisões que incutirá muita diferença.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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MAIS MÉDICOS

É temerosa a proposta do Ministério da Saúde de tratar de forma diferenciada os médicos cubanos que permaneceram no Brasil, dispensando-os da apresentação do diploma e do exame de revalidação. A condição de refugiados ou exilados não pode ser usada como justificativa para prescindir da prova técnica de avaliação de conhecimento na área. É equivocada a colocação do ministro Luiz Henrique Mandetta de que “é muito difícil para uma pessoa de 50 anos você cobrar o conhecimento de quem saiu da faculdade ontem”. Em países de primeiro mundo, todos os médicos estrangeiros são obrigados a se submeter a exame de revalidação, independentemente da idade. Ademais, a exigência da prova obriga o profissional a estudar e se atualizar, o que é seguro e benéfico para o médico e para os pacientes de que ele virá a cuidar. A proposta de flexibilização da revalidação do diploma não pode ultrapassar limites mínimos de segurança.  

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA PARA TODOS 

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber autorizou o ex-deputado federal Paulo Feijó, do PR-RJ, a cumprir pena de 12 anos de prisão em casa, pelo fato de o ex-parlamentar ter um câncer e precisar de tratamento. Assim como no caso da ex-presidiária Adriana Ancelmo, fica a impressão de que o chamado efeito vinculante da Justiça brasileira só acontece quando há nítido interesse pessoal de alguma personalidade VIP (very important person). Mas por que não se estendem os direitos concedidos à prisão na própria residência aos demais apenados, doentes graves, porém sem maiores destaques sociais? Será porque não têm residência com o conforto necessário a uma prisão mais humana e digna?

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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DESPRESTÍGIO

Se alguém se iludiu a espera de uma decisão diferente, enganou-se redondamente. Pois os senadores aprovaram quarta feira (29/5) a retirada do Coaf - órgão que investiga transações financeiras - das mãos da Justiça comandada pelo ministro Sérgio Moro, e passaram para Paulo Guedes (Economia). A curiosidade é que a votação ocorreu após apelo do presidente Jair Bolsonaro para que a Medida Provisória da reforma administrativa, que reduz o número de ministérios de 29 para 22, fosse aprovada como veio da Câmara. O texto base da MP foi aceito por uma esmagadora votação, ou seja com 70 votos a favor e 4 contra. Detalhe, o resultado é considerado uma vitória para o governo, não teria sido mais uma "barganha de interesses". Com uma ressalva, foi prometido que o Coaf ficaria sob comando da Justiça com o ministro Sérgio Moro. Pode até ser interpretado como um desprestígio, né não?  

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PAÍS DO NUNCA

O Brasil está parecendo o País do Nunca, onde acontecem coisas do arco da velha e também do velho. O governo, acertadamente, planeja vender subsidiárias da Petrobrás, que podem render aos quase vazios cofres públicos a quantia de US$ 32,3 bilhões. E, como o “Fantasma da Ópera”, chega o receio de que o STF pode afetar essa venda. Creio que a decisão de a Petrobras vender ou não subsidiárias caberia ao Congresso. Ao STF cabe julgar a constitucionalidade dos atos do Congresso neste caso, e não interferir numa ação do governo que não lhe cabe. A Justiça também precisa de uma reforma e o STF, de uma “Operação Lava Toga”.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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VENDA DE ESTATAIS

O plenário do Supremo Tribunal Federal vai julgar as liminares de Ricardo Lewandowski e Edson Fachin que suspenderam as vendas das estatais. Só na Petrobras, que foi afetada pela decisão de Fachin de impedir a venda da subsidiária TAG, o rombo pode ser de 32 bilhões de dólares, sem contar, claro, com as perdas indiretas, provocadas pela fuga dos investidores estrangeiros e pela insegurança jurídica que a decisão produz. Como se não bastassem as dificuldades que o Centrão e o Congresso vêm criando para aprovar as reformas imprescindíveis ao País, agora os ministros no STF querem impedir o governo de vender suas estatais, um tradicional cabide de empregos de corruptos para fazer caixa e gerar mais divisas para amenizar a situação de penúria em que nos lançou o PT. A ordem é inviabilizar financeiramente o atual governo. Para isso vale tudo. Até precipitar o País no caos. Cada vez mais me convenço de que o presidencialismo de coalizão é apenas um nome bonito para manter uma oligarquia cleptocrática sempre com os dentes cravados nas carótidas dos cidadãos de bem.

Paulo R Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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PEDIDO DE VISTA

O STF está retomando agora um processo interrompido em 2015 a respeito de usuários de drogas por um pedido de vista. Sabemos que há disposição do tribunal de que os magistrados que pediram vista devem retomar o assunto com prazo de 60 dias, mas que frequentemente não é respeitado. Neste mês de maio, o STF iniciou o julgamento por corrupção de vários políticos do PP, PMDB e DEM, mas adiou o julgamento porque “não haveria prazo de concluí-lo naquele dia”. Pelo que tem mostrado, podemos imaginar que voltem ao assunto nos próximos cinco anos, talvez para que mais alguém peça vista. Recentemente, um processo do STF foi arquivado depois de 20 anos, por falta de provas. É esta a proteção que podemos esperar dessa entidade que é chamada injustamente de “supremo”?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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VELHAS PRÁTICAS

O procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo discorreu sobre modernização do MPSP (Ministério Público de São Paulo), mas nem uma palavra acerca das velhas práticas dos 60 dias de férias, feriadões e longos recessos. Modernização seria dar fim a esses e outros tantos privilégios de que desfrutam promotores, juízes e defensores públicos.

Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

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OS MILHÕES DE AÉCIO

A Justiça Federal bloqueou R$ 128 milhões de Aécio Neves. Aécio tem 59 anos de idade e acumulou esse dinheiro todo sendo funcionário público desde que começou a sua carreira profissional. Ele recebeu muito dinheiro de herança ou ganhou na loteria? É praticamente impossível juntar essa quantia com o salário de deputado federal, senador e governador.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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ENGANADORES

Os dois maiores enganadores da história política recente do Brasil foram Lula e Aécio Neves. Quanto ao presidiário Lula da Silva, dispensam-se comentários, tendo em vista sua condenação por oito juízes em três diferentes tribunais de Justiça. Já o ex-senador, quase presidente da República e atual deputado federal Aécio Neves foi pego com a mão na botija mendigando alguns poucos milhões dos irmãos Batista, e agora a Justiça Federal de São Paulo determina bloqueio de R$ 128 milhões do neto do saudoso Tancredo Neves, que deve estar se revirando no túmulo.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DEPUTADOS MILIONÁRIOS

A sociedade está tão anestesiada que não se revolta ao ver a Justiça bloqueando milhões em contas de parlamentares (R$ 258 milhões do senador Fernando Bezerra e R$ 128 milhões do deputado federal Aécio Neves). Conta-se nos dedos o número de brasileiros que construíram honestamente um patrimônio de tantos milhões.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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GOVERNO EM ISRAEL

Benjamin Netanyahu, primeiro ministro de Israel, antecipou eleições e saiu vitorioso mais uma vez. Só que não conseguiu formar maioria para governar e teve que dissolver o Parlamento. Nova eleição está marcada para 17 de setembro, mas sua carreira política corre perigo, pois o Procurador Geral terá tempo suficiente para denunciá-lo por crimes de suborno e fraude.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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KIPÁ

Na qualidade de rabino, judeu e ser humano, fico indignado com o fato de ser perigoso para alguém usar kipá na Alemanha, berço dos horrendos crimes do Holocausto. Tanto o risco como a solicitação são repugnantes e representam um comportamento altamente vexatório para o povo alemão, em particular, e para toda a Europa em geral.

Estou, no momento, na Espanha, onde visito, com meus alunos, lugares da expulsão dos judeus na época da Inquisição. É uma tristeza saber que a história se repete. Em vez de a humanidade evoluir, retrocede. O uso da kipá representa a humildade e o respeito perante a Deus, lembrando-nos, a todo instante, que ele está acima de todos nós e controla tudo. Protesto contra a insensatez e a irracionalidade.

Sany Sonnenreich

São Paulo

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BALÕES

Começou novamente nosso martírio por causa de alguns irresponsáveis que soltam balões nesta época do ano. Até quando? Prisão das bravas para este pessoal.

José Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo

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