Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2019 | 03h00

NO CONGRESSO NACIONAL

CPMF nunca mais

Inaceitável a tentativa de partido do centrão (em minúsculas) de apresentar alternativa à reforma da Previdência com uma verdadeira bomba: a famigerada CPMF, já rejeitada, a meu ver, em caráter definitivo pelo Congresso. Nós, trabalhadores e pessoas de bem, não aceitamos mais que sequer se pronuncie essa sigla, tal o seu poder de destruição de riqueza, associado a seu caráter regressivo e, por isso, perverso, que subtrai mais dinheiro dos mais pobres. Vamos trabalhar pela reforma do Executivo, a mais adequada e necessária para a nossa realidade.

ORLANDO LUIZ SEMENSATO

osemensa@terra.com.br

Campinas

O ideal e o real

“Votos no Congresso para aprovar reformas não brotam por abiogênese. São fruto de um trabalho de convencimento e do reconhecimento de opiniões divergentes” (Harmonia não é submissão, 30/5, A3). Belas palavras. Assim deveria funcionar um Parlamento num país civilizado e com parlamentares honestos. Infelizmente, aqui, no Brasil, não é assim. Aqui a palavra “articulação” continua sendo sinônimo de “toma lá dá cá”. A forma como trabalha o atual Congresso demonstra isso claramente.

ARISTE MAURER

aristemaurer@uol.com.br

Barueri

Golpe à vista?

Proposta de emenda constitucional de iniciativa do PT pretende impedir o vice-presidente de assumir a Presidência da República na hipótese de afastamento do titular. O objetivo em mente é impedir que Hamilton Mourão ocupe a cadeira do presidente como sucessor. Algumas implicações: tal disposição no nível federal provavelmente acarretaria a mesma solução em âmbito estadual (vice-governadores) e municipal (vice-prefeitos). Seria uma loucura. Outro ponto: não se muda regra depois do jogo começado. Mourão foi eleito para ser eventual sucessor de Bolsonaro, em qualquer circunstância, para o presente mandato. Portanto, a aprovação dessa pretensão somente teria validade para futuros mandatos.

MARIO HELVIO MIOTTO

mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

EDUCAÇÃO

Manifestações

Fiquei sensibilizado ao ver que a CUT, o PSTU, os Sindicatos dos Bancários, dos Servidores Públicos e outros estão tão preocupados com o contingenciamento dos gastos das universidades. Me engana que eu gosto.

GILBERTO FARINA

farinagf24@gmail.com

Itatiba

Para confundir o povo

O que se pôde observar na manifestação contra o contingenciamento de verbas para a educação na quinta-feira, em São Paulo, é que o movimento perdeu o foco, confundindo o público, com bandeiras de partidos políticos, rejeição à reforma da Previdência e gritando pela liberdade de Lula. A presença dessas pautas e as agitações deslegitimaram a manifestação.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Massa de manobra

Faixas de “Lula Livre”, “Fora Bolsonaro” e outras tantas baboseiras de uma massa que não tem o que fazer e atrapalha os que trabalham. O que tem tudo isso que ver com educação? Até quando teremos de aguentar essa massa que não quer o bem deste país?

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Retaliação

Os presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer fizeram cortes nas verbas da educação. Para que se tenha uma ideia, em 2015 o corte foi de R$ 9,4 bilhões. Por isso não há sinceridade nas manifestações pelo contingenciamento feito pelo governo Bolsonaro. Trata-se, portanto, de retaliação pelo cancelamento da farra com dinheiro público, principalmente das verbas que eram repassadas à UNE.

ERALDO B. C. REBOUÇAS

real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)

Mistério

Por que as manifestações sobre a educação não são feitas aos domingos? Qual é o mistério?

VANDERLEI ZANETTI

zanettiv@gmail.com

São Paulo

Atos claramente políticos

Essas manifestações são claramente políticas. E em dia útil para fazer volume com o pessoal saindo do serviço. Recordando: em 2015 a presidente Dilma Rousseff, em seu quinto ano de governo, bloqueou R$ 9,4 bilhões e não houve nenhuma manifestação. Agora Jair Bolsonaro, em seu quinto mês de governo, contingenciou R$ 5,8 bilhões e os manifestantes foram para as ruas protestar... Outro detalhe: manifestação em dia útil, no mínimo, prejudica o ir e vir de quem trabalha, quando 13,4 milhões estão desempregados.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Recursos mal distribuídos

Ao mesmo tempo que o governo federal e o Congresso discutem as reformas da Previdência e tributária, grupos da área da educação protestam contra o contingenciamento de verbas e incluem em suas jornadas o “Lula livre” e a contestação ao presidente da República. O corte de verbas é rotineiro, mas ninguém protestou quando o PT governava e também contingenciou. O problema da educação não está na falta de recursos, mas na má distribuição. O Brasil investe na área 6% do produto interno bruto (PIB), mais que EUA (5,4%), México e Argentina (5,3%), Chile (4,8%) e Colômbia (4,7%). Mesmo assim, ocupa o vergonhoso 119.º lugar no Ranking de Qualidade na Educação de 2018, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. Gasta mais de dois terços dos recursos no ensino superior e o resto na educação básica. É preciso rever essa distribuição. Nem tanto para a universidade nem tão pouco para a educação básica. O aluno do básico tem de sair da escola habilitado a ingressar na universidade e, também, entrar no mercado de trabalho. É preciso eliminar salários acima do limite legal e outros vícios que levam o sistema à inviabilidade. Educação é coisa séria e, maltratada, compromete o futuro do País.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Reforma já

A educação e o ensino precisam ser reformados. Já! O que se viu nos protestos mais do que demonstra essa urgência.

A.FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ENTENDIMENTO COM A EDUCAÇÃO

As manifestações promovidas pelos estudantes em todo o Brasil na quinta-feira (30/5) mostram o inconformismo de um setor que sofre as consequências do corte das verbas necessárias para as pesquisas, planejamentos e com muitos reflexos para o nosso desenvolvimento. Se o governo está buscando o entendimento com o Judiciário e o Legislativo, por que não fazer o mesmo em relação ao sistema educacional?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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MANIFESTAÇÃO

É possível sentir algum interesse escuso em nova manifestação sobre o corte de verbas do Ministério da Educação. Bolsonaro pegou um Brasil falido pela corrupção vermelha, todos sabem disso. Os cortes foram em todas as atividades e todos os ministérios. Além disso, não foi um corte total e irrestrito, apenas um contingenciamento parcial, aguardando o crescimento do País. Qual a participação deles na melhoria dos investimentos em nossa economia? Ademais em uma quinta-feira, enquanto todo o País trabalha para crescer sua produção, empregos, renda, dentre outros, o que estas entidades esperam do movimento? Quais os interesses sobre esta apresentação? Resposta às manifestações de apoio deste domingo? Ajudar o País? Ganharemos algo em nossa soberania?

João Coelho Vítola jvitola1@gmail.com

Brasília

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ALGO VAI MAL

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) participa de pacto político e de uma reunião do presidente Bolsonaro com a bancada feminina do Congresso Nacional. Ao invés de mostrar sua versão dos fatos, o ministro da Educação usa guarda-chuva para se proteger das fake news. Em face da preocupação mundial com a esdrúxula mudança da postura brasileira diante as questões ambientais, o presidente reduz o número de conselheiros da Conama de 100 para 23, a maioria são do próprio governo. O presidente voltou a defender que a Estação Ecológica de Tamoios, na região de Angra dos Reis, seja transformada em "uma nova Cancún", apesar do fato que ele não pode sozinho usar sua caneta “Bic” para fazer isto. Em resposta ao desempenho fraco do PIB, o ministro Guedes estuda a ativação da economia pelo velho truque de liberação de recursos do PIS-Pasep e FGTS. Parafraseando Shakespeare «algo vai mal no reino brasiliense».

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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PACTO DOS PODERES

Com freios na lona e contrapesos adulterados, materializa-se o pacto. Mas segurança de um pacto a três, só matando dois...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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GUARDA-CHUVA

A aparição do ministro da Educação Abraham Weintraub portando e utilizando um guarda-chuva frente às câmaras para afirmar que está chovendo fake news sobre ele, foto estampada pelo Estadão de sexta feira 31/05/2019, é simplesmente ridícula e absurda. Para ministro até o momento nada fez, para comediante então nem pensar.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FORA DE PAUTA

Florestas e meio ambiente brasileiro em geral agradecem ao presidente do Senado David Alcolumbre, por tirar da pauta a absurda Medida Provisória, aprovada na Câmara dos Deputados, que premia os desmatadores brasileiros, representados pela grande bancada ruralista, cujo lobby domina o Congresso e os comerciais da TV. Eles voltarão à carga com suas motosserras.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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VIOLAÇÃO

Desmatamento, violação de princípios e risco à humanidade. Cinco milhões de hectares (um Portugal) desmatados em ações perdoadas e placitadas pela Câmara, no aguardo de mais do que previsível referendo do Senado, além de mais quatro milhões sob risco. Matéria de interesse internacional, pouco importante ao governo Bolsonaro. Suas consequências podem ser submetidas à Corte Constitucional Internacional e ao nosso STF, que julgará a lei inconstitucional por agressão a princípio - da razoabilidade e da proporcionalidade - em vista do gravame à subsistência da humanidade. Mais uma vez, estimulada e financiada por ruralistas, parte truculenta e irresponsável do povo poderá ir às ruas, a esgrimir a esquálida razão de que o STF aplica o direito constitucional por princípios, portanto deve ser extinto. Obviamente inscientes da lição magistral de Celso Antônio Bandeira de Mello: no direito constitucional, é mais grave a violação de um princípio do que a de um preceito escrito.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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BIOMAS EM RISCO

Nunca se viu tanta vontade de destruir o meio ambiente como no governo Bolsonaro. A mineração vem causando estragos gigantescos e irrecuperáveis sem sofrer qualquer punição, pelo contrário. O governo pretende liberar a atividade mesmo em reservas e áreas de proteção ambiental. A bancada ruralista não vai parar de destruir todos os maravilhosos biomas do País para plantar cada vez mais soja, um grão barato que serve só para alimentar os porcos na China. Logo mais o governo vai se livrar do Fundo da Amazônia, iniciativa de preservação da floresta, bancada pela Noruega e pela Alemanha, com isso vai fazer o que bem entender na Amazônia: acabar com as reservas indígenas, desmatar até o último arbusto e liberar a mineração para poluir os maiores rios e lençóis freáticos do planeta. O Brasil nunca teve um inimigo tão cruel e tão burro quanto o governo Bolsonaro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA

A privatização da previdência e da água são temas espinhosos que certamente importarão para os futuros candidatos nas eleições municipais de 2020, em que os eleitores escolherão dentro de seus municípios um prefeito, vice-prefeito e vereadores que integrarão as Câmaras Legislativas Municipais. Dessa forma, os temas quentes da pauta política, como o saneamento, já começam a movimentar as grandes e pequenas cidades. Em especial o embate atual sobre a MP 868, ou a proposição futura de um Projeto de Lei que deverá influenciar a atuação das empresas públicas de água, coleta e tratamento de esgoto sanitário nos municípios brasileiros. Nesse sentido, por ser o saneamento uma concessão municipal, a atuação e o posicionamento político de cada deputado, a nível federal e estadual acaba por refletir no seu eleitorado nos municípios. De um lado estão as mudanças climáticas e a crescente escassez de água potável no mundo, o que torna este líquido precioso e motivo de conflitos entre as nações. Do outro lado está o avanço de grupos empresariais privados que enxergam na privatização da água uma oportunidade rara e única de obter lucros estratosféricos. No meio desta contenda está a população e os governos. Estes estão a buscar dinheiro para fazer caixa e não possuem uma política pública eficaz, de envergadura e consistente para enfrentar definitivamente e resolver os graves e sérios problemas do saneamento pelo qual passa e sofre a população. Por exemplo, ainda é um sonho e desafio hercúleo a universalização do saneamento com acesso à água tratada e coleta de esgoto em todo País. Entretanto, não é desestruturando as empresas públicas que esse problema será resolvido e solucionado. Pelo contrário, os pequenos municípios são a parte vulnerável, que será a mais prejudicada nesse embate, principalmente devido à possível extinção do sistema de investimento cruzado - em que municípios pequenos e deficitários recebem investimentos através de lucros que vêm de outras cidades. Detalhe: os grandes investimentos privados são focados em cidades de médio e grande porte - onde o retorno é garantido. Já os investimentos em pequenas cidades, onde o lucro é pouco provável, não acontecem se não forem implementados pelo governo através das empresas públicas. Dessa forma, discursos demagógicos e mal intencionados que pregam e procuram reduzir na simples privatização - da previdência e da água - a solução para os graves conflitos apresentados no texto soam como mais um engodo ou no mínimo, embuste e envolto em pura ingenuidade, falta de clareza e seriedade no trato com a coisa pública de um bem de Estado, de um líquido imprescindível para a sobrevivência da espécie humana sobre a face da Terra e vital para a saúde pública. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde/OMS - "Para cada real investido em saneamento, economiza-se nove reais em saúde pública". A água privatizada certamente poderá gerar incertezas e causar prejuízos sociais e financeiros incalculáveis para toda população e, além disso, não vai contribuir em absolutamente nada para a preservação do meio ambiente, pois é o lucro o que realmente importante para os investimentos privados - vide os casos notórios e recentes das cidades de Mariana, Brumadinho e outros municípios brasileiros que certamente voltarão a acontecer - matando trabalhadores, detonando com toda a flora e fauna do entorno e prejudicando indelével o fornecimento de água para a população nas regiões atingidas pelo desmoronamento de barragens de resíduos de mineração. Os futuros candidatos às eleições de 2020 possuem batatas quentinhas nas mãos e não podem defender e legislar agora contra os interesses da população vulnerável, tornando-se cúmplices e omissos ao aumento das consequências, mazelas sociais e ambientais que aí estão.

Antonio Sergio Neves de Azevedo antonio22yy@hotmail.com

Curitiba

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CUSTO BRASIL

Enquanto o governo da República não atacar de frente o custo Brasil, o desemprego tende a aumentar. Não se pode contratar com um custo de contratação de 109%. Não se pode contratar com os demais custos de um pacto laboral, mesmo frente às modificações sofridas na CLT. Não se pode contratar, ainda, porque as incertezas quanto ao desempenho de nossa economia são enormes. Não se pode contratar, ademais, porque a produção vai encalhar em decorrência do baixo poder aquisitivo do povo e da falta de injeção no mercado de salários de empregados, pelo medo, também, do desemprego. Em resumo: temos uma reação em cadeia ao contrário, ou seja, um processo circular de causação regressiva, que dominará o País até quando ?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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ARRECADAÇÃO DE R$ 1 TRILHÃO

A ser verdadeira a novidade que renderia uma arrecadação tributária de um trilhão de reais - que Bolsonaro ainda esconde, mas que a coluna de Celso Ming já revelou - isso seria realmente um furo n’água. A reavaliação de patrimônio sem que se realize a venda e o correspondente embolso do valor reavaliado, é o que se chama em contabilidade de “lucro não realizado” não passível de tributação. Ou seja, o fisco não poderia tributar esse ganho enquanto o proprietário não alienasse o bem objeto da reavaliação pelo valor de mercado. É o que se pode chamar de óbvio ululante, caro presidente.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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POLÍTICA DE BIOCOMBUSTÍVEIS

Corte no orçamento de “Políticas Públicas”. É espantoso o que acontece neste país. 140 políticas públicas das quais não são conhecidos os objetivos, procedimentos e resultados esperados e cumpridos. Seria de dar risada não fosse o valor de tão somente 867,6 milhões de reais para a corrente ano: “Apoio à Política de Biocombustíveis”. O mercado já está suficientemente abastecido com o álcool etílico. A gasolina, com 22% desse mesmo álcool e o biodiesel já desenvolvido e pronto para ser utilizado. Se já não bastasse, aí estão os carros elétricos e híbridos, que praticamente não consomem combustíveis, nas concessionárias prontos para serem comprados e utilizados.

Flavio Bassi flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

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IMPUNIDADE E COLLOR

O senador Fernando Collor de Mello foi afastado da Presidência da República em 1992, por desvio de dinheiro público, através de um impeachment. Agora, quase 27 anos depois, Collor é denunciado pela procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, basicamente pelo mesmo crime, o que faz do ex-presidente e agora senador um típico exemplo de consequência da impunidade, que se perpetua por décadas em nosso país.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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DENÚNCIA

Este Collor, hein! Acusado de usar influência para firmar contratos irregulares de R$240 milhões para o empresário João Lyra, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o senador Fernando Collor de Mello (Pros/AL) pelo crime de peculato praticado em 2010, época em que as partes eram filiadas ao PDT. Por inanição e tendenciosa inoperância do STF, sem solução de continuidade na vida pública do senador, é óbvio que os restos desses autos ficarão depositados no exclusivo columbário da Casa Suprema, em companhia dos restos de notórios corruptos abrigados pelo foro especial, amigos do síndico e de membros do Conselho daquele condomínio.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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VIÇO E VERGONHA

Não perdeu o viço. O ex-presidente Fernando Collor de Mello, que lá atrás renunciou ao cargo por motivos de corrupção e que foi pego com carrões de luxo sem recolher IPVA, dentre outros ilícitos, agora foi denunciado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, por crime de peculato – desvio de dinheiro público. Essa é a 10ª denúncia ligada à operação Lava Jato, que junta ao seu currículo. Ora, está claro que, além de não perder o viço, tão pouco perdeu a vergonha na sua cara de pau!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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À CASA TORNA

A Justiça do Paraná autorizou a transferência para o Rio de Janeiro de Eduardo Cunha. Cariocas, acautelem-se, pois teremos em nossas terras o famigerado PCC: Pezão, Cabral e Cunha. O mau filho à casa torna.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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ORDEM DE RIO BRANCO

Depois da polêmica condecoração do guru, astrólogo e futurólogo Olavo de Carvalho, com a Ordem de Rio Branco - a maior em importância do País - pelo presidente Jair Bolsonaro, agora é a vez do governador paulista João Doria de recebê-la das mãos do chanceler Ernesto Araújo por relevantes serviços prestados ao País. Alguém poderia fazer a gentileza de explicar o porquê de tamanha aberração? Itamaraty, quem te viu, quem te vê.

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

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MASSACRE EM MANAUS

Sobre o artigo “O massacre da hora”, publicado no Estadão em 30/05/2019. O combate que hoje ocorre entre as principais facções pelo domínio do espaço chega às prisões de tempos em tempos com suas numerosas vítimas. Normalmente são festivais de selvageria, onde afloram os mais bestiais instintos da criatura humana. Enquanto se lucrar muito com a distribuição de tóxicos, haverá esta luta entre o crime organizado. Na época do Capo Lula, os direitos humanos dos piores bandidos foram consequência da evolução que facilitou o crescimento, nos governos petistas, das principais facções criminosas de hoje. Estamos já anestesiados com a alta taxa de homicídios, mas ainda não nos acostumamos aos massacres, que ocorrem de tempos em tempos, dentro das prisões, também dominadas pelas facções.                     

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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PATINETES

É muito mais fácil confiscar do que indicar caminhos. Também é muito mais fácil multar do que delinear. Isso porque o nosso querido prefeito Bruno Covas é jovem, 'aberto à uberizaçāo'. Se os patinetes nāo deram certo em Paris, se é proibido em Londres, isso não quer dizer que aqui não funcione, senhor prefeito, haja vista que o Governo do Estado (tucano) nos prometeu uma linha laranja (linha das universidades) há mais de 10 anos e, até agora, nada, fumaça. Temos que buscar caminhos alternativos para esse trânsito infernal. Promessas vazias, a juventude dos novos tempos transcende o sonho de um carro "popular" de alto custo ($45 mil) e altamente poluente. Os jovens sabem de tudo, Covas, atento!

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

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ADÉLIO BISPO

Adélio Bispo de Oliveira, o delirante e persistente esfaqueador, disse que tentou assassinar Jair Bolsonaro porque, se eleito, ele entregaria nossas riquezas ao FMI, aos maçons e à máfia italiana. E se tornou inimputável! Com efeito, ficou claro que não há folclore na expressão "bater palmas pra maluco dançar". Sempre haverá alguém a aplaudi-los, com ou sem canetas e togas. O saudoso Raul Seixas, que deu luz ao maluco beleza raiz, deve estar se revirando no túmulo, em razão da avaliação psiquiátrica desse ideológico e bem-articulado maluco, que prometeu cumprir sua missão quando sair da prisão. Abrolhos, presidente.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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ANÁLISE DE TEXTO

Em nossas aulas de português, analisamos as características do trabalho jornalístico em seu texto intitulado “Bolsa sobe 1,8% na semana com melhora de percepção sobre a Previdência”, do dia 5 de abril de 2019, publicado no Estado de S. Paulo. Em primeiro lugar, é essencial que saibam que, apesar do tema possuir muitas vertentes complexas, foi tratado de maneira relativamente simples e direta. Isso torna notória a adequação da linguagem necessária para uma maior compreensão de um assunto essencial da política brasileira. Além disso, as relações de causa e consequência são bem explícitas (como exemplo o trecho que aborda maiores movimentações políticas sobre a Previdência, diretamente ligadas a maiores movimentações no mercado). Por fim, o texto de fato apresenta linguagem objetiva e impessoal e organiza as ideias de maneira decrescente - do mais importante ao menos - facilitando o entendimento da maior parte do público brasileiro. De fato, um assunto que deve ser abordado frequentemente por todos. Nossos agradecimentos por essa matéria, organização e compreensão.

Bruno Marcílio e Ana Júlia Cunha  Bezerra, alunos do Externato Rio Branco

São Bernardo do Campo

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