Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2019 | 03h00

REFORMA DA PREVIDÊNCIA 

Estados e municípios fora?

Quando a Grécia faliu, metade da população era de funcionários públicos e o ônus das aposentadorias era insustentável. Só que o país contou com uma riquíssima União Europeia, que acudiu, fez empréstimos bilionários; em contrapartida, a Grécia foi obrigada a entrar numa cruel recessão, que atingiu toda a população. O Brasil já tem sete Estados quebrados por causa da Previdência. Então, se Estados e municípios ficarem fora da reforma, haverá uma quebradeira geral. Não existe matemática que anule isso. Só que, ao contrário da União Europeia, o governo federal também está quebrado. Deputados e senadores estão se mostrando de uma irresponsabilidade sem limites. Porque, com a reforma deixando de fora os seus redutos eleitorais, quando vier a quebradeira, quem vai assumir mais esse erro? Não é justo que todo o País pague por decisões movidas por interesses escusos de alguns.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Raciocínio torto

Leio no Estadão que suas excelências não querem que Estados e municípios sejam incluídos na reforma da Previdência e me custa a entender o raciocínio de que não querem assumir sozinhos o ônus de votar medidas impopulares. Ou seja, vão deixar que os seus Estados quebrem e acham que as suas digitais não estarão lá? Que raciocínio mais distorcido.

JOAQUIM SILVEIRA

joaquimsilveira@gmail.com

São Paulo

Manobras

A cada dia vemos manobras de exclusão de itens na reforma da Previdência. O Congresso exigiu a inclusão do projeto dos militares para dar andamento à reforma dos civis e agora quer excluir o BPC, aposentadorias rurais, professores, Estados e municípios?! Para quem sobraria a reforma senão para vinculados ao INSS, servidores federais e militares das Forças Armadas? Dificilmente Executivos e Legislativos estaduais e municipais aprovariam a reforma, afinal, quando em alto déficit correm para o caixa do Tesouro federal.

HEITOR VIANNA P. FILHO

lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

Círculo vicioso

Em relação ao Congresso o governo está assim: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. E nós pagamos a conta.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

ECONOMIA

Desemprego

À parte a imensa perda de qualidade social, o grande número de desempregados representa duas enormes perdas econômicas: ausência da produção que eles poderiam estar realizando, que sem dúvida influenciaria o produto interno bruto (PIB); e os altos custos que acarretam para o governo e a população em geral. Na verdade, perda tripla: uma para os próprios desempregados e duas para o governo (que somos nós todos), pela baixa da coleta de impostos e pelo aumento nos custos sociais. É o maior problema econômico do País depois da Previdência. Para resolvê-lo Executivo e demais instituições de governo deveriam, principalmente, transmitir confiança no que fazem e evitar o vai não vai o tempo todo.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

NINHO TUCANO

Outra foto

Foto no Estadão de sábado mostra a incoerência da atual política brasileira: um sorridente governador João Doria enverga camiseta amarela com o slogan “Novo PSDB” ao lado de Rodrigo Maia (DEM) e Romero Jucá (MDB), símbolos da política que ainda infelicita o Brasil. 

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

MANIFESTAÇÕES

Insistência da oposição

De novo, na quinta-feira, professores e alunos, com o apoio de artistas e outros, se acharam no direito de lotar ruas e avenidas do País gritando por mais verbas para a educação, infernizando assim o dia a dia dos que por elas transitam. E o que pretendem, afinal? Não sabem eles que o contingenciamento adotado pela equipe do governo Bolsonaro se deve à desconstrução da economia produzida pela esquerda durante o governo petista e que hoje todos os brasileiros, de todas os estratos sociais, sofrem as consequências desse assalto aos cofres públicos? Basta estar atento aos noticiários sérios, que vêm divulgando os milhões, e mesmo bilhões, desviados por esses políticos para enriquecimento próprio e/ou fortalecimento dessa perversa ideologia, até mesmo com dinheiro do BNDES, ou seja, dinheiro do nosso povo, para países como Cuba, Venezuela e outros do tipo. Esses professores desconhecem esses fatos? Ou fingirão desconhecer, por mero fanatismo ideológico? É algo que me intriga porque são professores, como eu! Então, vamos deixar o atual governo trabalhar, implantando uma nova gestão por meio de reformas, contenção de gastos e de uma distribuição mais equânime dos patrocínios de projetos culturais, por exemplo, para atender todos os brasileiros, e não apenas os “mais iguais”. E, acima de tudo, colocar o ensino brasileiro em seu devido lugar, isto é, o professor tem o dever de ensinar e o aluno, o direito de aprender, mas conteúdos básicos, essenciais, seguindo o modelo dos países desenvolvidos. Isso lhe proporcionará integrar a categoria de cidadão apto a pensar livremente e a enfrentar os desafios do futuro, que não serão poucos.

NEIVA PITTA KADOTA

npkadota@terra.com.br

São Paulo

Reconfiguração do ensino

O governo está desaparelhando um sistema de educação que produz analfabetos funcionais com 15 anos de idade, imensa evasão escolar no nível básico e profissionais incapazes nas universidades. Trata-se, claramente, de um sistema incompetente. Este governo não é contra a educação, como se tem dito, mas procura uma reconfiguração absolutamente necessária.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

LIBERDADE DE IMPRENSA

Compromisso 

Pela data em que se celebra o Dia da Imprensa, 1.º de junho, o Semesp felicita o jornal O Estado de S. Paulo, que tem lutado para manter a diversidade do debate e a transparência da informação aos seus leitores. Reafirmamos o compromisso do setor do ensino superior privado com a liberdade de imprensa como princípio fundamental do Estado de Direito e garantia da coexistência de opiniões plurais na sociedade democrática.

HERMES FERREIRA FIGUEIREDO, presidente do Semesp

presidente@semesp.org.br

São Paulo

SEM VITIMIZAÇÃO

O presidente Jair Bolsonaro, depois de todo apoio que recebeu dos brasileiros nas eleições de outubro e nas manifestações de 26/5, resolveu dizer que “muita gente não tem interesse de ele estar sentado naquela cadeira”. Afinal, o que mais quer o presidente? Se há ameaças ao seu governo, enfrente-as. Se há descontentes, enfrente-os. Aliás, é só começar a governar, conforme suas promessas, que tudo entrará nos eixos, mas é preciso dar o “start”, que até agora não vingou.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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É A VIDA

Parece que o presidente Jair Bolsonaro gosta de governar em alerta permanente. Agora, avisa que seu mandato está em risco. Precisam avisá-lo de que essa situação é inerente a quem está no primeiro lugar. Todos visam a chegar ao cume, onde ele está. Caberá a ele, só a ele, manter-se neste patamar, assim como fazem cotidianamente presidentes e CEOs de empresas líderes de seus segmentos. No caso empresarial, sabem que quanto mais lucrarem, mais diferenciarem suas empresas, mais produtos inéditos lançarem, melhores serão as perspectivas de permanência no cargo. Tal qual o presidente da República, são sujeitos ao acaso, como foi com o presidente da Vale ao subestimar riscos ou com o presidente da Renault ao superestimar seu poder. Enfim, c’est la vie.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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DESCOMPASSO ENTRE OS PODERES

Os dirigentes maiores dos Três Poderes da República fizeram na última semana uma reunião no Palácio do Planalto e decidiram implementar, por meio de um documento, a base para um entendimento. Mas, pelo visto, não vão ser fáceis os encaminhamentos disso. Algumas entidades representativas dos Poderes citados já vieram a público questionando este procedimento. Até quando vamos conviver com este descompasso, que tem muitos reflexos na economia e na área social?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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COMO ACREDITAR?

Se o presidente Jair Bolsonaro não tem sido capaz de lembrar que na sua campanha eleitoral fez um pacto com o País, de que, vencendo o pleito, lutaria pelo desenvolvimento da Nação – já que até aqui somente criou intrigas –, como acreditar que, com este “pacto para reformas” (que não seja cosmético...) acordado no Palácio da Alvorada com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli; o do Senado, Davi Alcolumbre; e o da Câmara, Rodrigo Maia, vai mudar seu comportamento de constante e improdutivo enfrentamento principalmente com o Congresso Nacional? O País não aguenta mais retrocesso econômico e o aumento do desemprego, nem as eternas desculpas de Bolsonaro por suas inúmeras e infantis grosserias. É lógico que é importante a declaração de Dias Toffoli, de que o “pacto marcará novo tempo entre os Poderes”. Mas Rodrigo Maia, mais escolado, ou ressabiado como os retrocessos do presidente, afirmou que “só assina esse pacto após aval dos partidos”. Ou seja, jogou a responsabilidade para aprovação das reformas, já em andamento, também nas costas do presidente da República, que mal tem se aproximado dos partidos... Afinal, se o presidente tem para controlar ou estimular 22 ministros, o presidente da Câmara tem uma tarefa difícil para convencer 513 deputados, distribuídos por mais de 30 partidos! E Bolsonaro, com 28 anos de mandato no Congresso, parece não ter aprendido nada sobre como é complexo domar o Parlamento.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmnail.com

São Carlos

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UM SACO IMENSO

Segundo alguns parlamentares, o governo federal está oferecendo verbas em troca de apoio à reforma da Previdência, prometendo entregar R$ 10 milhões por semestre, até o final de 2020, a cada parlamentar que se posicionar favoravelmente ao projeto. Agora, vão acusar Bolsonaro de corrupto e de ser “farinha do mesmo saco”. Porém, alguns irão também, e corretamente, acusar o sistema democrático brasileiro, pois, se a oferta resultar em acerto sobre a Previdência, é porque a questão jamais fora ideológica ou principiológica, mas apenas uma questão de interesses próprios, e, sendo assim, realmente terão acertado na referência à farinha do mesmo saco, saco imenso, mesmo, o nosso, em aturar as mesmas negociatas de sempre.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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BRASIL ALTERNATIVO

De acordo com o “Estadão”, o Centrão tem uma alternativa para a proposta da reforma da Previdência que já tem 180 deputados apoiadores. É o Brasil alternativo! “Lula livre” também é alternativa. Educação com ideologia de gêneros e sem Matemática, também. Foro privilegiado, também. Povo desarmado e à mercê dos assassinos, também. Adulto analfabeto que só assiste a novelas, também. Voto de cabresto e obrigatório, também. Corrupção nas estatais e mensalão, também. STF legislando e soltando, também. A alternativa do Centrão não resolve o déficit fiscal reduzindo o ganho para investimentos necessários para melhorar o Brasil, de R$ 1,3 trilhão, à metade, porque é disso que se trata. Mas o PT, PSOL e PCdoB podem apoiar também, só para derrubar Bolsonaro. Basta não fazer nada e deixar o Centrão dominar. É o Brasil alternativo! A manifestação de 26/5 mostrou um Brasil novo e melhor: verde-amarelo, espontâneo, limpo, pacífico, saudável e mais rico, enquanto as manifestações alternativas de 15/5 e 30/5 mostraram o Brasil atual e com risco de piorar: vermelho, pobre, agressivo, sujo, ignorante e coagido pelos comunistas. Sim, é possível adotar a alternativa de deixar o Brasil como está. Ou ainda pior. Com a palavra, o Congresso de Maia e Alcolumbre...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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TRILHÃO EMBLEMÁTICO

Este valor que Paulo Guedes propõe com a reforma da Previdência me soa emblemático. Para mim, significa repor o que foi roubado nos últimos 30 anos pelos políticos e empresários. Temos de considerar, também, que nos últimos 20 anos os salários do funcionalismo tiveram uma reposição superior a 100% da inflação, que significa também mais R$ 1 trilhão. Seria de bom alvitre que estes salários ficassem congelados enquanto durar o governo Bolsonaro. Isso feito, o País terá um crescimento econômico do nível de Índia e China.

Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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COMBATE

Num Brasil de endêmica corrupção (talvez o pior dos males à face da Terra, causadora de mortes e inviabilizadora de investimentos), nossas lideranças não levam a sério o seu combate. Os malfeitores, legislando em causa própria, impedem que os corruptos sejam tratados com rigor, daí serem contrários ao aparelhamento dos meios legais para maior eficiência e severidade. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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FUTURO

Qual o futuro de um país onde o Judiciário decide pela cara do freguês e o Legislativo só decide se barganhar?

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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IRRESPONSABILIDADE

Diante da Câmara federal poderia haver uma placa com os dizeres “As ações de parte dos integrantes da Câmara denominados do Centrão não têm comprovação cientifica. Advêm de vaidades, interesses pessoais e o sempre presente toma lá dá cá. Portanto não os levem a sério”. O que será necessário para mostrar que o País está em dificuldades? Se a atual situação não basta, devemos recorrer ao que ou a quem? Estamos nos tornando cada dia mais medíocres diante da comunidade internacional. Será falta de juízo coletivo de muitos políticos eleitos para cuidarem do País? Pobres de nós.

Mario Cobucci Júnior  maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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PRESIDÊNCIA CONTRAPRODUCENTE

Ambos os presidentes têm em comum a prática de medidas contraproducentes e, não raras vezes, são obrigados a recuar. Aqui, o contingenciamento de verbas nas universidades públicas tem gerado muitos protestos e poucos resultados práticos. Nos EUA, Donald Trump anuncia que vai tarifar os produtos importados do México para reprimir a marcha ilegal de imigrantes. Um verdadeiro tiro no pé, pois a economia está globalizada e são os americanos que vão pagar mais caro por automóveis e computadores de empresas americanas que produzem no país vizinho.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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A VERDADE NO MUNDO

Shakespeare poderia ser o patrono dos políticos, não fora sua exponencial e exclusiva relevância no mundo ficcional. Mas tudo é encenação, desde a mais humilde Câmara de Vereadores até as poderosas organizações internacionais encarregadas das relações mundiais.  É preciso ver o âmago e a tarefa é quase impossível. O conflito EUA-China deprimirá o preço dos produtos dos países mais débeis, o que os compelirá a negociar em condições mais vantajosas para os grandes gigantes, em contratos bilaterais. A maior preciosidade da vida ainda não foi descoberta em muitos pontos, especialmente na política: os fatos verdadeiros.

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DONALD TRUMP

Há muitos anos assisti a um filme que se passava na Europa durante a época da ascensão de Hitler, a espalhar o terror e a desgraça pelo continente. Não me lembro de mais nada, nome, atores, diretor, procedência, etc., senão de uma cena em que uma mulher judia, diante da ameaça à sobrevivência de todos e da civilização que o ditador homicida representava, berra aos prantos: “Ninguém faz nada para deter este homem?” Pois bem, a leitura quotidiana dos jornais me traz à lembrança o grito de desespero desta mulher: cada nova edição estampa uma investida de Donald Trump contra algo, país, organização internacional, acordo de que os EUA participem, o quer que seja ele precisa destruir, dando a impressão de que tudo o que foi feito antes dele é errado e precisa ser desfeito ou, na melhor das hipóteses, reparado, porque ele é o portador da verdade. A bola da vez, agora, é o Irã, e em segundo plano a China, que não vou comentar aqui. As sanções que ele está aplicando contra o país dos aiatolás não merecem outro qualificativo senão o de que são criminosas em nome do Direito e da Ética – quer levar à miséria e morte uma nação de 30 milhões de habitantes, impedindo o Irã de exportar petróleo e os minérios, que são a única fonte de riqueza que gera as divisas necessárias para a sua sobrevivência econômica. Para lograr este fim, ameaça os países que, desafiando as sanções americanas, continuarem comprando petróleo e minérios iranianos, fazendo tábula rasa do Direito Internacional. Onde estão os EUA defensores da liberdade, da democracia e do direito que aprendemos a admirar? Para terminar, cabe a pergunta: “Será que as tão decantadas instituições americanas não fazem nada para deter este homem?”

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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O SISTEMA

Na Inglaterra, a primeira-ministra Theresa May anunciou sua renúncia por ter falhado na questão do Brexit. Em Israel, o Knesset, Parlamento, foi dissolvido pelo fato de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não ter conseguido um governo de coalizão. Simples, não? Falharam e pagam o preço. O sistema de governo desses países facilita isso. Aqui, no Brasil, para você afastar um presidente leva no mínimo um ano, e o País sangra com a situação. O pior é que os eleitos não cumprem as promessas, falham e ainda são premiados com reeleição. Este sistema presidencialista brasileiro tem de mudar, e urgente.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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OS ÚLTIMOS DIAS DE THERESA MAY

Sobre a matéria “Theresa May anuncia renúncia após fracassar no Brexit”, publicada no “Estadão” em 25/5, nem o melhor roteirista de novelas poderia criar um melhor enredo para o Brexit, cheio de surpresas com a agora saída de Theresa May do páreo. Nos próximos capítulos virá o grande suspense, tanto quanto a quem será o novo primeiro-ministro como se novamente haverá ou não um novo referendo sobre a matéria, um verdadeiro nó górdio a ser desatado pelo sucessor de May, além de outros imprevistos. A ministra foi sábia o suficiente para estabelecer um prazo maior para organizar sua mudança da Downing Street n.º 10, 7 de junho.              

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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O QUE ESTÁ POR VIR

A tardia renúncia da primeira-ministra britânica Theresa May não será capaz de evitar a desunião europeia e o que está por vir: as eleições na comunidade econômica. Assim, os britânicos estão no impasse da saída, mas ao mesmo tempo usufruem os direitos de permanecer. Uma situação no mínimo distante do que o Parlamento pretende deliberar.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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REINO (DES)UNIDO

Com efeito, a discussão interminável sobre o Brexit é prova cabal de quão desunido está o Reino Unido. “God save the UK!”

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CONSEQUÊNCIAS

Para ouvidos desacostumados ao inglês, parece não haver muita diferença entre as expressões “brexit” e “black shit”. Na verdade, os ingleses, ao decidirem deixar a União Europeia, estão cometendo uma das maiores “c...” da história moderna. A revoada do “money” para outras plagas mais promissoras já começou, e a situação só tende a piorar, quando começarem a pagar impostos sobre tudo o que importam do resto da Europa. O “shit” dessa decisão é que foi tomada principalmente devido aos preconceitos da população contra as influências estrangeiras.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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DROGAS E A DESCRIMINALIZAÇÃO

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse não confiar nas pesquisas da Fiocruz sobre drogas. É preciso saber se todos os pesquisadores responsáveis pela pesquisa são favoráveis à descriminalização das drogas. Se forem, eu também não confio. O risco de viés ideológico existiria. É fundamental que este caso inicie um debate sobre como diminuir o viés ideológico em pesquisas de temas sensíveis como drogas e aborto, em que sabidamente grande parte dos pesquisadores é de linha progressista e que os resultados dos estudos geralmente vão a favor da linha de pensamento deles. Se a Fiocruz diz que 3 milhões e meio de pessoas fazendo uso de drogas ilícitas não é uma epidemia, e com isso pesquisadores progressistas acham que se deve descriminalizar as drogas, por que este mesmo perfil de especialistas diz que 300 mil internações por abortos (sendo a maioria de aborto espontâneo) por ano é uma epidemia gravíssima e por isso se deve legalizar o aborto? O detalhe é que as drogas matam milhares e o aborto, cerca de 50 por ano.

Raphael Câmara M. Parente raphaelcmparente@hotmail.com

Rio de Janeiro 

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