Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2019 | 03h00

BARRAGENS

Gongo Soco

E o paredão de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), começa a vir abaixo. Lentamente vai sendo tragado pela cava monstruosa da mina abandonada. Nas semanas anteriores, na expectativa da descida repentina do paredão para dentro do reservatório criado pela retirada do minério, e do consequente colapso catastrófico da barragem de rejeitos sul superior, logo abaixo, assistimos ao sofrimento da população desalojada e apavorada ante a possibilidade de repetição das tragédias de Mariana e Brumadinho, não longe dali. Não dá para entender como a Vale deixou, com a tolerância do poder público, que as estruturas de suas atividades minerárias chegassem a esse grau de risco de colapso iminente, e com ele a possível perda irreparável de vidas humanas e a destruição do meio ambiente. O aspecto pavoroso do paredão de Gongo Soco expõe o desleixo e abandono a que foi submetido ao longo dos anos e o pouco-caso com a manutenção e segurança de suas estruturas - dá para imaginar o pouco cuidado que a Vale teve com a manutenção dos drenos de fundo da barragem de Brumadinho, cujo mau funcionamento pode ter sido a causa primária de seu colapso. A Vale continua adiando indenizações, recorrendo sistematicamente das irrisórias multas ambientais e agindo de forma truculenta nas tais obras emergenciais que diz realizar em Barão de Cocais para conter o resultado de seu desleixo. Cabe ao até então ausente poder público punir exemplarmente os responsáveis e exigir reparação integral dos danos ambientais e das tragédias humanas provocadas pela “joia empresarial brasileira”, nas palavras de seu ex-presidente, Brasil afora.

RENZO GALUPPO

renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos 

EXECUTIVO X LEGISLATIVO

‘A reação do Congresso’

Muito pertinente o texto de João Domingos no sábado (A10). O Congresso Nacional deve mesmo deixar de ser um puxadinho do Executivo, não há nada errado nisso. A independência dos Poderes não é conceito novo, portanto, o presidente Jair Bolsonaro não está errado em manter distância regulamentar do Legislativo - deveria, sim, falar menos, pois o peixe morre pela boca... Assim, o Congresso, que sempre deveria ter apreciado as propostas do governo de forma isenta, além de ter pauta própria representando os interesses da população e do Brasil, não os seus próprios (Do Espírito das Leis, Montesquieu, 1748), ajoelhou-se diante do Executivo desde a criação do governo de coalizão por Fernando Henrique Cardoso, mais tarde operacionalizado no mensalão do PT. Resta saber se a chamada “nova política”, plataforma de campanha de Bolsonaro, se consolida com apenas um mandato ou se tudo voltará a ser como dantes, afinal, a velha política brasileira, de costas para o povo, existe desde o império. Mudar tão rapidamente pode ser uma ilusão.

MARCO ANTONIO CAFFÉ

marco_caffe@hotmail.com

Brasília

Cota de sacrifício

O governo terá de pedir crédito emergencial via endividamento de R$ 250 bilhões para pagamentos de despesas. Como a sociedade tem dado a sua cota de sacrifício com desemprego e fechamento de empresas, enquanto os holerites do Estado estão em dia, tenho uma sugestão. Criar um depósito compulsório de 30% do valor excedente do teto da Previdência nos proventos dos deputados, senadores, juízes, promotores e outros servidores públicos. Se cortar no bolso, quem sabe se dê celeridade às reformas...

REINALDO SOMAGGIO

reisomaggio@terra.com.br

São Paulo

Irresponsabilidade

“Duvido que algum país tenha um número de irresponsáveis por metro quadrado comparável ao nosso”, assim começa a brilhante e deliciosa concepção delineada por Bolívar Lamounier sobre o Brasil (2/6, A2). Poderia até ser incluída nos currículos escolares. Parabéns.

ADRIANO JULIO DE AZEVEDO

adrianojbv@uol.com.br

São Paulo

O Brasil necessita de homens responsáveis que pensem na governabilidade do nosso país.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

EDUCAÇÃO

Vergonha nacional

O editorial Uma vergonha nacional (2/6, A3) chama a atenção para o descalabro da educação. A universalização do ensino médio é condição sine qua non para o aumento da empregabilidade, da produtividade e da renda. As diretrizes nacionais para a educação são parâmetros necessários para melhorar a eficiência do sistema educacional. As redes estaduais e municipais de ensino precisam passar por um choque de gestão e aumento de salário para os professores, assim como incorporar métodos modernos de aprendizagem e garantir boa infraestrutura.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Desemprego

Desalentadora a manchete Desempregado sem formação não consegue nem trabalhos básicos (2/6, A1). Lamentável que nos mutirões de emprego grande quantidade de vagas não possa ser preenchida por causa da dificuldade dos candidatos de se expressar e de fazer contas, em razão dos poucos anos de estudo. Dado o avanço da tecnologia, faltam também conhecimentos básicos de informática e noções de inglês. Esse é o resultado da progressão continuada e do estímulo à falta de leitura de um ex-presidente, ao dizer que ler dá tanta preguiça quanto usar uma esteira... Sem falar no patrulhamento ideológico.

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

IMPRENSA LIVRE

Pluralidade e democracia

Em nome do Sindi Clube e de sua diretoria, e em meu nome pessoal, quero felicitar o Estado pela comemoração do Dia da Imprensa (1.º/6) e enaltecer seu compromisso com a liberdade da informação e o respeito à pluralidade de opiniões e à democracia por meio dos conteúdos que são oferecidos à sociedade brasileira em suas páginas. 

PAULO MOVIZZO, presidente do Sindi Clube

sindiclube@sindiclubesp.com.br

São Paulo

A Covac Sociedade de Advogados cumprimenta o jornal O Estado de S. Paulo pelo Dia da Imprensa e reconhece seu empenho em manter o compromisso fundamental da imprensa numa sociedade democrática, que é a oferta de informações com liberdade, transparência, responsabilidade, com a verdade e respeito ao contraditório e à diversidade de opiniões.

JOSÉ ROBERTO COVAC

daniele.martins@advcovac.com.br

São Paulo

RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS

A Caixa Econômica Federal (CEF) anuncia que fará um programa de renegociação de dívidas, cuja medida beneficiaria até 600 mil mutuários da casa própria, já havendo 60 mil imóveis retomados por falta de pagamento, sem falar numa provisão de R$5 bi para perdas com calotes. Essa inadimplência é, em grande parte, produto do desemprego apavorante que atemoriza até mesmo os que estão empregados. Enquanto isso, o governo, com suas reformas, só fala em trilhões na economia, em prazos a perder de vista, aplicando um garrote vil na sociedade e banqueteando a casta dos Brâmanes brasileiros, em detrimento dos Xátrias e Sudras. Sem o pleno emprego a economia estará sempre em retrocesso. Senhores governistas, menos verborragia e mais ação positiva. Até agora, afora nos livrarmos da quadrilha petista, "nada de novo sob o Sol".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CAPITALIZAÇÃO DA PREVIDÊNCIA

A capitalização da Previdência Social seria uma boa se todos, sem exceção, estiverem em um "Sistema Único Capitalizado de Previdência Social" e que realmente houvesse um... "sistema de previdência social". Seria viável se o déficit atuarial de todas as Previdências não equivalesse a 2,5 PIBs do Brasil. Também seria bom se a capitalização fosse garantida e as taxas capitalizadas de retorno das contribuições fossem suficientes para se formar um patrimônio previdenciário capaz de oferecer a devida retribuição previdenciária aos brasileiros.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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DE QUE ADIANTA

Bela roba, como diziam meus avós italianos. De que adianta as vendas de imóveis crescerem 10% se, fatalmente, a inadimplência crescerá mais 10%? Sabem leitores e pequenos empresários como eu, o que o governo está nos fazendo? Está nos dando  uma faca e uma corda, quer que escolhamos nossa morte. Enquanto nossos governantes do alto escalão não pararem com tudo e todos se voltarem para o pleno emprego, nada mudará no Brasil. A cada dia nos aproximamos mais e mais do brejo. Vejam como está a situação no meu caso, que sou dono de uma pequena imobiliária aqui na Aclimação: cinco ou seis anos atrás, quando surgia a oportunidade de um apartamento barato, cujo valor girava em torno de R$ 500 mil, mas o proprietário vendia por R$450 mil, choviam clientes. Hoje, se o imóvel vale R$500 mil, mas o proprietário vende por R$300 mil, não aparece nenhum interessado. É mole ou quer mais?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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AGIR

PIB do País cai 0,2% é a manchete do Estadão. PIB indica "quase recessão" é a do Valor. "Estagnação Secular", especula Mônica de Bolle em artigo de ontem no Estadão. Não é possível ficar o governo inerte diante desse quadro de desolação que se difunde pelo Brasil, batalhando apenas, e atabalhoadamente, pela reforma da previdência que, embora necessária, é medida de longo prazo, incapaz de resolver e mesmo minorar as agruras de curto prazo que o Brasil está vivendo hoje - mais de 12 milhões de desempregados, lojas que cerram as portas, indústrias que vão embora, jovens que buscam no exterior o futuro que não vislumbram aqui. Para tanto, é necessário agir de forma decidida e corajosa como fez Roosevelt para combater a Grande Depressão dos anos 30 do século passado, enfrentando a oposição dos republicanos e inventando obras somente para ocupar mão de obra, exemplificadas pelo seu dito de "abrir buracos nem que seja para fechá-los depois". Se não há dinheiro no orçamento para financiar obras que se sabe necessárias, que tome empréstimos ou então emita moeda para pôr a máquina econômica em funcionamento, como André Lara Resende vem recomendando, a despeito da provável saraivada de críticas dos "puristas" da economia. Melhor do que o governo assistir inerte ao Brasil ser sacrificado no altar da ortodoxia econômica, não foi para isso que foi eleito.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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POUPANÇA

Plano Bresser, Verão, Collor II, o pagamento dos expurgos da poupança deveria ser para todos os poupadores (não apenas aos autores de processos na Justiça). Isto traria ânimo para o consumo e redução do endividamento das famílias.

Marlis Schultze brasciro@yahoo.com.br

São Paulo

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IMPORTÂNCIA DAS REFORMAS

Diante do anúncio da já esperada retração do PIB (0,2% no primeiro trimestre, segundo o IBGE), a afirmação do ministro Paulo Guedes não poderia ter sido mais objetiva, direta e exata: a economia está parada, à espera das reformas. Enquanto isso milhares de estudantes e professores foram novamente às ruas em protesto contra os cortes na educação e contra a reforma da previdência. A esta altura do campeonato, ou estes manifestantes ainda não entenderam a importância das reformas estruturais (estranho acreditar que estudantes e professores ainda estejam mal informados sobre este assunto) ou existe clara intenção ideológica e deplorável de torcer contra o governo. É preciso ficar claro também que se o governo recuar destes cortes, fatalmente terá que contingenciar outras áreas vitais, como saúde e segurança. Além disso, utilizar o fundo de reserva, como advogam alguns, é mero paliativo temporário. Manifestações pacíficas de rua fazem parte da democracia, mas sem a devida coerência perdem a credibilidade e o respeito perante a sociedade. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo 

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STF E RELIGIÃO

Os ministros podem ser evangélicos, católicos, budistas, judeus, muçulmanos, umbandistas ou de qualquer outra religião, não faz diferença, desde que a Constituição esteja acima de suas preferências religiosas. Mais uma vez Bolsonaro perdeu ao não ficar de boca fechada, porque se for para ter um ministro que vá julgar de acordo com sua religião deixaremos de ser um estado laico, e isso é muito preocupante, pois já basta a bancada de religiosos com mente tacanha que temos no Congresso. Religião e política não devem se misturar

Alberto Souza Daneu 

Osasco

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TECNOLOGIA E RASTREAMENTO DE CRIMES

A enorme tensão que hoje envolve parte de líderes integrantes da gestão política nacional, é o lento e mais inexorável avanço das operações judiciais que apuram a corrupção endêmica que há muito tempo é praticada entre nós. Com o surgimento da tecnologia virtualizada global da contabilidade bancária dessas duas últimas décadas, tais registros não são mais apagáveis. Essa realidade está permitindo que o fluxo financeiro de tais crimes econômicos de grande magnitude, possam ser rastreados e apurados pelas autoridades fiscais e judiciais, que estão possibilitando que ditos delitos possam ser punidos pela Lei Penal, fato inédito em nossa história.

José de Anchieta Nobre de Almeida

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CANETA PODEROSA

Perguntaram-me que caneta eu gostaria de ganhar como presente. Respondi que poderia ser qualquer uma desde que tivesse o poder de dar vazão a todo tipo de coisa, tal como: conceder quilos de "habeas corpus" a corruptos, autorizar licitação abrangendo toda sorte de iguarias e, até mesmo, formalizar tentativa autoritária, tirana e inconstitucional de silenciar meus críticos. Caneta poderosa, onde posso encontrar tal coisa?

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

São Paulo

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IMPORTA O BOLSO?

Tem que ter bolso? Diploma e coisa e tal para ingressar no partido Novo? E as periferias e suas lideranças? Por acaso a saudosa Marielle n?o teria vez, Amoedo? O problema disso tudo é que as pessoas moram em seus municípios, e muito engravatado cheio das notas, nunca pisou em uma periferia. Ser liberal e selecionar bacana para coordenar bairros pobres me parece uma utopia. Além do mais, talentos estão em todos os lugares, seja ganhando R$18 mil, seja ganhando R$3 mil. Preconceito e acepção de pessoas, pois é:"O Novo já nasce velho". Aqui, por exemplo, a periferia tem sua voz, assim como um procurador de Justiça também tem a sua voz, e o bolso, ou mesmo se tem assinatura, pouco importa, entende o valor democrático dado às pessoas? Democracia com D maiúsculo vai muito além de um cromo alemão apertado e um diploma de Harvard, que muitas vezes é fake. Tudo se aprende, tudo tem sua técnica, seja em jornalismo, seja em "prefeitar". Agora, julgar de antemão é extremamente ridículo e temerário. Quanto ao setor privado, são outros quinhentos, afinal estamos falando de gerência pública, "sacou"?

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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MÉDICOS CUBANOS

Não tem cabimento a edição de uma MP para colocar "médicos cubanos" para atendimento à população sem provas ou revalidação de supostos diplomas. Por questões humanitárias, poderiam atuar como auxiliares de saúde e não como médicos, o que poderia expor a população a mais riscos. Mesmo assim, esses cubanos teriam melhores condições de vida, comparado ao país de origem.

José G Camargo josedoc1@gmail.com

Campinas 

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LEVANTAMENTO MAIS SIMPLES

Como espectadores num jogo de xadrez, as vezes nós, menos informados, percebemos o que os envolvidos diretamente em procedimentos administrativos não percebem. Sobre o censo, dias atrás um neto foi apresentar-se para o Serviço Militar Obrigatório. Todos os jovens do sexo masculino devem fazê-lo aos dezoito anos, sendo a maioria dispensada do serviço propriamente dito. Os que não se apresentam não podem tirar passaporte, matricular-se em universidades ou empregar-se no serviço público. A inscrição inicial é feita pela internet, fácil. Então, vejam bem, podemos, neste momento, colher dados de todos os rapazes nesta faixa etária, anualmente, e repassá-los ao IBGE. Podemos ainda levar o processo até as moças. Simples e barato. Fica a sugestão.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador 

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CANUDOS DE PLÁSTICO

Sobre matéria da página A14 da edição de 27/5, sobre a restrição do uso de plástico determinada pelo Prefeito Covas. Certamente há avaliação das consequências da proibição de uso de canudos plásticos e outros componentes, derivados de plásticos. Esta medida, porém, traz de imediato desemprego nas indústrias fabricantes e outras correlatas. Melhor seria a orientação aos usuários da prática da reciclagem. Os canudos de plásticos reciclados produzem outro produtos e, consequentemente, mantém o ciclo de evolução econômica. O prefeito e os ilustres vereadores precisam saber que, quando utilizam uma pia para lavar as mãos ou abrem um chuveiro para seus banhos, a água chega até a eles por um cano de plástico. Portanto, o melhor e mais conveniente será uma campanha de prática da reciclagem nas escolas municipais e por outros meios de divulgação.

Manoel de Oliveira Maia maia@guararapes-rnc.com.br

São Paulo

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DESABAMENTO NO PAIÇANDU

Tenho um estacionamento no Largo do Paiçandu e pago um seguro contra a falta de faturamento na seguradora Porto Seguro. Com o desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida ocorrido no dia 1° de maio de 2018 no referido Largo, o local ficou interditado por mais de 60 dias, e parcialmente interditado por mais 30 dias. Prestadas todas as informações e feitas várias perícias continuo a não receber a indenização correspondente apesar de transcorridos 13 meses.

Marius Arantes Rathsam mariusrathsam@hotmail.com

São Paulo

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LIMPEZA

Por que não usar drones, helicóptero e câmeras para limpar a cidade de São Paulo?

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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TRENS E CONECTIVIDADE

Essa linha de luxo, no sentido de pouca utilidade, deixa muito a desejar. Não concorre com os confortáveis ônibus específicos para GRU, tanto de São Paulo, como do interior (Campinas), que desembarcam os passageiros diretamente nas portas de entrada dos terminais, sem nenhum tipo de traslado. Deveria ser apenas mais uma linha comum, com destino final no centro de Guarulhos. A passagem pelo aeroporto seria apenas uma parada como outra qualquer. Aí sim, poderia servir muito melhor à população de Guarulhos e adjacências. E por que não, também aos trabalhadores do aeroporto?

E bem lembrado, precisamos da linha para Varginha, prometida há décadas e até agora nada. E a linha 6, hein? Quando esse elefante branco vai se tornar útil? Está na hora de tomar vergonha e concluir essa obra também. E o ferroanel? Quando vamos finalmente tirá-lo do papel? A concorrência dos cargueiros com os trens de passageiros passando pela Luz causa um transtorno absolutamente injusto para os usuários. É coisa de 4.º mundo mesmo. Não é coisa digna do meu Estado de São Paulo.

Também tenho insistido, já há muitos anos, em correspondências à STM no sentido de se fazer uma pequena obra, mas de resultado muito relevante para os usuários. Essa obra é um simples túnel para interligação/integração da estação Júlio Prestes à Estação da Luz da CPTM, nos moldes do fantástico túnel que liga Luz/CPTM com Luz/Metrô e integra também a Linha 4. Por que somente a Júlio Prestes ficou isolada, terminando "no nada", sem estar integrada às demais, que estão ali mesmo ao lado? Isso daria um destino mais útil a esta estação, pois os usuários, principalmente das linhas 8 e 9, poderiam optar por desembarcar na Barra Funda, única opção hoje para poder acessar as linhas do Metrô, ou agora, na Júlio Prestes. Isso desafogaria a Barra Funda nos horários de pico certamente, ajudando a melhorar a distribuição do fluxo de passageiros. Fica a dica.

Orlando Luiz Semensato osemensa@terra.com.br

Campinas

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OBRAS INVISÍVEIS

O grande problema para as obras de saneamento básico, principalmente de redes de esgoto, para grande parte dos prefeitos, é que são obras invisíveis (subterrâneas) e não são "mostráveis" aos eleitores.

Makoto Kayano

São Paulo

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MONOTRILHO

Parabéns ao governador pelo monotrilho, mas dois anos para a construção de dois km? Os chineses constroem um trem bala de 20 km nesse prazo. Ainda assim, parabéns.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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BANHEIROS PÚBLICOS

A Lei estadual 8388/19 proíbe no Rio de Janeiro a cobrança da utilização de banheiros em shopping centers, centros comerciais, galerias, supermercados e quaisquer outros estabelecimentos coletivos voltados para o comércio. Ficam obrigados também a mantê-los limpos e seguros para sua utilização. Lamentavelmente, muitos não observam o regramento e, como na expressão popular, estão "andando e andando". Fiscalização, mãos à obra. Não pode ficar assim. Que aperto! 

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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SEQUESTRO DE PATINETES

O Prefeito, Exímio Sr. Bruno Covas, encontrou o meio mais fácil de disciplinar o uso dos novos meios de transporte individual, sequestrá-los. O surgimento de meios alternativos de transporte individual é um fenômeno internacional. Bicicletas, patinetes, patins, skates, triciclos, motos, monociclos estão tomando o espaço restante das vias públicas e calçadas de nossa cidade.

Reconhecemos que disciplinar o tráfego deste conjunto de equipamentos com o objetivo de garantir a segurança do usuário e do pedestre é uma tarefa bastante difícil, mas não impossível. Calçadas detonadas, calçamento da via pública irregular e todo esburacado, semáforos escondidos no meio de frondosas folhagens mostram a incapacidade da Prefeitura de administrar nossa cidade neste quesito. Exigir disciplina, exigir o uso de equipamentos de proteção, determinar e fiscalizar a velocidade destes equipamentos, não se esquecendo das motos, é , certamente, uma tarefa difícil, mas não impossível. Sequestrar os patinetes e outros meios alternativos de locomoção é uma forma radical e simplista de postergar um problema que hoje já é internacional. 

Miguel Gross mgross509@gmail.com

São Paulo

 

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