Fórum dos Leitores

.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2019 | 03h00

PREVIDÊNCIA

Boas notícias

O relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), pretende antecipar a apresentação de seu relatório para esta quinta-feira ou, no máximo, segunda-feira, dia 10. Isso pode acelerar a votação da reforma na Comissão Especial e no plenário da Câmara. Bom para o País. Outra ótima notícia é a de que governadores tucanos pediram a Moreira que os Estados sejam mantidos na reforma, e o relator afirmou que não há melhor alternativa do que esta, ao contrário do que, infelizmente, alguns governadores e deputados desejam. Se a reforma não incluir os Estados, que já carregam um rombo nos regimes de aposentadoria e pensões dos servidores de R$ 100 bilhões, diz um estudo feito pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão do Senado, que este déficit pode subir 300% até 2060. Para cobrir esse rombo, a alíquota cobrada do servidor sobre o salário teria de ir a 54%. Inviável. Portanto, ou os Estados entram na reforma da Previdência ou o Brasil quebra.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Mobilização

Sem reforma, déficit previdenciário dos Estados deve subir 300% até 2060, diz órgão do Senado. Agora, a pergunta que não cala: o que os governadores de todas as Unidades da Federação estão fazendo de braços cruzados que não mobilizam deputados e senadores eleitos pelo seu Estado a votarem e aprovarem com a máxima urgência a reforma? Esqueçam partidos e ideologias, todos devemos, neste momento, pensar apenas no Brasil.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

O ônus político

Há uma lógica perniciosa na avaliação de alguns de nossos nobres congressistas quanto ao ônus da inclusão dos Estados na reforma da Previdência, lógica esta em total sintonia com a idiossincrasia de um deputado que avaliou reduzir a economia da PEC para não mais de R$ 500 bilhões como estratégia eleitoral. O País, de joelhos, implora por atitudes altruístas de seus representantes, enquanto estes se dedicam à avaliação mesquinha de seus próprios interesses.

ELIE BARRAK

egbarrak@gmail.com

São Paulo

Nada mudou

José Sarney, ao assumir a Presidência em 1985, deparou-se com uma inflação de 242,24% ao ano e passou o cargo ao sucessor, Fernando Collor, em 1990, com a incrível taxa de 1.972,91%. Nas várias vezes em que foi questionado por não tomar as medidas necessárias para domar o dragão inflacionário, o cacique maranhense sempre afirmou que, se as adotasse, pagaria um alto preço político. É o mesmo argumento de alguns parlamentares de hoje, ao desejarem passar a responsabilidade das reformas das previdências estaduais e municipais aos respectivos governos, intenção que mandatários repudiam, de olho nas eleições para prefeitos que se aproximam. Como se vê, nada mudou e a sociedade, como sempre, é a grande prejudicada.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Estados em apuros

Não faz nenhum sentido uma reforma da Previdência excluindo os Estados e municípios. A maioria dos Estados e quase todos os municípios têm hoje rombos no seu sistema previdenciário. A proporção de trabalhadores empregados versus aposentados está num nível crítico. Enquanto nos idos de 1980 e 1990 a proporção era de cinco a seis empregados para cada aposentado, ou seja, seis empregados trabalhando para pagar um aposentado, estava tudo bem. Só que essa relação vem caindo a cada ano. A recessão econômica, que eleva o desemprego, é uma das explicações. Haverá menos trabalhadores para pagar os aposentados. Por outro lado, o valor das aposentadorias cresceu exponencialmente. Isso leva à falência do sistema e pode levar o Brasil a adotar medidas como as impostas pela União Europeia a países como a Grécia, taxando as aposentadorias. É bom que no Brasil se pense bem neste assunto, para não termos de tomar o remédio amargo.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

MP do pente-fino

O Senado aprovou na segunda-feira a medida provisória (MP) que, entre outras medidas, determina um pente-fino nos benefícios do INSS. Não basta passar pente-fino nos pagamentos indevidos, é importantíssimo que os fraudadores devolvam aos cofres públicos todo o dinheiro recebido, com juros, correção monetária e multa.

WILSON LINO

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

Atirando para acertar

Finalmente, o novo Congresso parece ter encontrado o caminho certo, concentrando-se no combate a fraudadores da Previdência, sonegadores de impostos e dilapidadores do erário.

MARCOS ABRÃO

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

MONITOR BOLSONARO

E o Congresso?

O Estadão criou o Monitor Bolsonaro para acompanhar a tramitação dos projetos do governo no Congresso. Achei a ideia interessante, pois podemos verificar o cumprimento das promessas eleitorais do governo e de outras pautas que não foram citadas. A propósito, não vi no monitor a MP que tratava do saneamento básico nem outras, como a da desburocratização da economia. Acredito que isso se deva às dificuldades do jornal de seguir tudo o que está sendo proposto e, com isso, ele tenha elencado apenas algumas prioridades. Mas, para ser mais honesto com o leitor, gostaria de sugerir que o Estado também fizesse um Monitor Congresso. Seria importante que nós também pudéssemos verificar o andamento destes projetos nas duas Casas congressuais. Infelizmente, temos a impressão de que o governo é que está devagar. Mas, depois da loucura de segunda-feira para a votação de MPs que venciam naquele dia, fica uma dúvida: por que demoram tanto a tramitar as MPs dentro das Casas? Acho que um Monitor Congresso ajudaria.

SOLANGE ANDRADE

srmandrade@hotmail.com

São Paulo

BIOECONOMIA

Visão de futuro

Excelente o artigo de Paulo Hartung sobre a chance que o Brasil tem de ser uma liderança mundial em bioeconomia (Bioeconomia: oportunidade para o Brasil, 4/6, A2). Suas colocações são um alerta sobre as trevas que ameaçam nos levar para o triste passado de repetir o que não deu certo, de buscar o imediatismo, em vez de plantar o futuro.

LUIZ CARLOS DE MEDEIROS

medeiros0208@gmail.com

São Bernardo do Campo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

OPOSIÇÃO PELA OPOSIÇÃO

A MP que autoriza o governo a combater fraudes em benefícios indevidamente concedidos pelo INSS foi finalmente aprovada no Senado por 55 votos a 13. Postergada ao máximo pela oposição através de manobras indecentes de obstrução, só foi sacramentada minutos antes de caducar, o que, caso ocorresse, redundaria em prejuízo considerável para o País. Chama mais atenção, porém, não a ampla diferença de votos, indicativa de saudável posicionamento consciente da maioria dos senadores, mas a constatação de que treze deles praticam irresponsável oposição pela oposição e, desta forma, explicitam atitude visivelmente conspiratória, em benefício próprio, contra qualquer medida -  reforma da Previdência incluída - que vise a aliviar a angustiante crise fiscal que o Brasil vive. São atitudes como esta que contribuem para o descrédito da população na classe política, atingindo injustamente sua totalidade, por obra do que se pode denominar a parte podre do conjunto.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

*

PASSANDO A LIMPO

Felizmente, no último dia de sua validade, o Senado impediu que a Medida Provisória antifraude caducasse. Por 55 votos a favor e 12 contra foi aprovada esta MP do governo, que permite um pente fino nos benefícios do INSS, modifica regras para aposentadoria rural e principalmente, dá um fim à liberdade dos sindicatos de cadastrar trabalhador do campo, o que permitirá evitar fraudes. Este pente fino é de suma importância para alicerçar a reforma da Previdência. E a economia prevista com esta MP é de até R$ 10 bilhões em 12 meses. É bom lembrar que na gestão de Michel Temer foram economizados outros R$ 15 bilhões com a revisão do auxílio-doença e pensão por mortes e invalidez. É este Brasil que se espera, sendo passado a limpo.  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

OPINIÕES DIVIDIDAS

A decisão de socorro financeiro aos Estados e municípios em crise enviada ao Congresso divide opiniões de economistas entre nós. Espera-se que as cabeças pensantes das lideranças nacionais, cheguem o mais rapidamente a um consenso, rumo à solução deste e de tantos outros problemas que estão engessando a recuperação de nosso desenvolvimento para a construção da grande nação tão sonhada que temos condições de ser.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

*

REFORMA EM BOA HORA

A notícia de que a maioria dos Estados e cidades querem aderir e fazer parte da reforma da Previdência que está em discussão no Congresso é sinal de que a reforma veio em boa hora e é necessária para o Brasil. Como acredito que não há possibilidade de fazer parte do processo em andamento, os governadores e prefeitos deveriam fazer campanha para a aprovação da reforma e, posteriormente, se esforçar para implantar um projeto semelhante nos Estados e municípios. Isto é fazer boa política usando inteligência.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

*

ESTADOS E MUNICÍPIOS NA REFORMA

Estados e municípios compõem a União. É sem sentido excluí-los da reforma da Previdência. Estes entes federados são justamente os que compõem a União e têm regimes previdenciários próprios, deficitários. Por ocasião de modificações feitas anteriormente no regime dos servidores federais, muitos Estados e municípios não se adaptaram. Difícil imaginar que governadores, prefeitos e parlamentares das regiões façam reformas a nível da reforma federal. Quando da entrega da PEC da reforma, congressistas condicionaram sua tramitação a apresentação da dos militares da União, afirmando que reforma é para todos; entretanto, agora querem várias exclusões, como do Benefício de Prestação Continuada (BPC), área rural, professores, PMs, Estados e municípios. Sobraria uma reforma apenas para vinculados ao INSS, servidores federais e militares das Forças Armadas.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

*

DESESPERANÇA

A esperança de que a reforma da Previdência será o começo da solução de muitos dos problemas brasileiros, aos poucos, está virando desesperança. A oposição, alheia à crise, se manifesta nas ruas contra a reforma, o exagero dos deputados com 277 emendas, classes influentes não aceitam ajustes em suas categorias e o Centrão propõe substituir a reforma proposta pelo governo. Com tantas descaracterizações da proposta original abrangendo os três níveis de governo (federal, estadual e municipal), tende, a exemplo das inócuas reformas de FHC e Lula, ser mais um placebo que nada solucionará. Objetivando colocar o Brasil nos trilhos, nós eleitores fizemos a nossa parte, renovamos a Câmara em 47,5% (247 deputados) e o Senado 85% (46 senadores), mas nem todos os eleitos estão correspondendo à nossa expectativa.

Humberto Schuwartz Soares

Vila Velha (ES) 

*

TRILHÃO DA REFORMA

Este valor que Guedes propõe com a reforma da Previdência me soa emblemático. Para mim significa repor o que foi roubado nestes últimos 30 anos pelos políticos e empresários. Temos que considerar também que nos últimos 20 anos os salários do funcionalismo tiveram reposição superiores à inflação. Seria de bom alvitre que esses salários ficassem congelados enquanto durar o governo Bolsonaro. Isto feito, o País terá um crescimento econômico do nível de Índia e China.

Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

DISTRIBUIÇÃO INCONFORMANTE

Dizer que o problema brasileiro não é dinheiro pode parecer loucura aos olhos de quem acompanha a falta de recursos generalizada da qual reclamam nossos governantes. Entretanto, para aqueles indignados cidadãos que não se conformam com tanto desperdício do dinheiro público, a lei é a grande responsável por manter nossos ricos impostos subsidiando aberrações únicas e um país que não respeita seu povo e faz mau uso de suas receitas, que deveriam ser utilizadas para melhorar a vida de seus habitantes. Não passa pela cabeça de nenhum legislador de países considerados civilizados, manter leis que beneficiem determinadas classes em detrimento de outras. É inaceitável que um cidadão que mal consegue pagar sua contas básicas seja obrigado a pagar salários e aposentadorias milionárias a pessoas que legislam em causa própria. É inconformante que alguém, de maneira impositiva, tenha que bancar filhos solteiros de parlamentares e militares, se ele mal consegue pagar a educação de seus filhos, que enfrentam um ensino público notadamente de má qualidade. O culpado pela "falta de dinheiro" neste País não é o aposentado que mal consegue comprar alimentos e remédios, mas uma minoria de cidadãos perversos, gananciosos e egoístas, que não querem perder seus privilégios e insistem em viver às custas de um povo sofrido e desalentado. Esperamos que esta nova equipe de governo mantenha seu foco e não se curve às pressões dos inimigos da nação e que a verdadeira Justiça brasileira cumpra seu papel de fazer justiça.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

*

CICLO VIRTUOSO

Felizmente (ou infelizmente, não sei), hoje os dirigentes da nação já começam a entender a verdadeira situação ao afirmarem que o Brasil chegou ao fundo do poço, e que estamos nos abeirando do caos social. E isto não é apenas retórica, mas a constatação de fato irrefutável. Pode-se chegar mesmo à conclusão de que apenas a reforma da Previdência, embora imprescindível, se vier a terminar com os privilégios ali existentes, é insuficiente para resolver sozinha a situação em que fomos colocados, (impossível não nos lembrarmos da cifra da corrupção apurada apenas na Lava Jato, oito trilhões de reais). Já se fala que são necessárias novas reformas, o que é verdade inconteste, como a reforma tributária, mas veja-se, está se falando apenas de reformas em cima da massa salarial, massa falida, ou seja, pela rama, sem se chegar à raiz. Como a família brasileira pode arcar com o custo da retirada do Brasil do fundo do poço, do caos social, da curva do não retorno, a qual comparo com a situação de um avião em que a proa, (se preferirem, bico), entrou num ângulo de inclinação em direção ao solo de tal forma que se torne quase impossível aos tripulantes evitarem a catástrofe, se há muito ela deixou de ter couro para a correia, de ser a galinha de ovos de ouro em virtude da técnica do empobrecimento, ou seja, do aumento do valor dos salários pela inflação passada, que não cobre os aumentos exagerados na inflação futura? Por isso, pergunto aos Srs. presidente, ministro da Economia, presidente do Senado, presidente da Câmara, deputados e senadores, se se pode pagar um almoço que custe R$ 50, tendo-se apenas R$30? É de se louvar o esforço e a compreensão da nova equipe administrativa da nação, mas se não se mirar urgentemente o alvo principal que é o alavancamento do poder aquisitivo da massa salarial, preservando-o, juntamente com o aumento dos empregos, é quase certo estar-se lutando por voos de galinha. Por isso repito, é só alavancando a indústria que visa principalmente à criação de empregos e não apenas à sua robotização, com financiamentos sem a cobrança de juros, e garantindo o poder aquisitivo dos salários através da lei que vincule todos os reajustes à inflação anualizada, que se consegue chegar a um ciclo virtuoso.

Senhores dirigentes, este é o alvo, não há outro, e por isso corram, pois se o avião embicar de vez, não há retorno possível, mas dor coletiva.

José Carlos Piçarra jcpicarra@hotmail.com

São Paulo

*

BEM E MAL

Chegou a hora de se usar o esquema da esquerda pragmática. São do bem todos que forem a favor das reformas de base. São do mal aqueles que forem contra e lutarem para derrubá-las ou dificultá-las. E o inferno para os do mal está nas ruas e nos manifestantes.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

*

OS DECRETOS PRESIDENCIAIS

O presidente da República pode impor através de decretos os mecanismos que na sua opinião atenda a interesses dos mais variados, mas por certo, ao adotar a medida, abre a possibilidade de contestações legislativas ou judiciais. E, no momento, não contando  com uma bancada congressual suficiente, muitas decisões podem ser reformadas. Este é um tema que precisa incentivar o entendimento, a negociação transparente, pois as discordância entre os Poderes causa sério problemas.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

GOVERNANDO

O governo já editou 157 decretos desde a posse, porque não têm uma base consolidada no Congresso. Ainda bem que não tem. Se tivesse, com certeza teria um mensalão junto. É o governo governando, sem gastar dinheiro público com corrupção. 

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

*

SERIA INGOVERNÁVEL

Sobre a quantidade de decretos que Bolsonaro assinou nestes cinco meses de governo, gostaria de frisar que teve que fazer porque não teve o Mensalão, que chamam de "base do congresso". É só pra lembrar como é difícil governar sem um sistema de toma lá dá cá. Por isso a necessidade desses decretos, senão o País seria ingovernável. 

Vilson M Soares vilsonsoares@globo.com

São Paulo

*

COLECIONADOR DE POLÊMICAS

Espírito de imitação. Como se já não bastasse, o presidente Donald Trump, considerado "colecionador de polêmicas", tem influenciado em gênero, número e grau o presidente Jair Bolsonaro. Ora, com um exacerbado espírito de imitação, Bolsonaro não quer ficar atrás de Trump, e disputa o título, "polêmica a polêmica". Vamos ver quem fica com o troféu de maior "colecionador de polêmicas". Quem viver verá.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

INCONFORMISMO

Sobre o artigo "O sistema político ficou falido, não serve mais" publicado no Estadão em 4/6. Segundo Tasso Jereissati, que o atual sistema político está falido não há maiores dúvidas, todavia, sua alegação de que o atual governo não tem aptidão, já deve ser atribuída ao inconformismo do PSDB, de nem ter chegado no segundo turno nas últimas eleições, com 5% de votos, com o inigualável "picolé de chuchu" como candidato presidencial. Imagina-se que, até a votação das principais reformas, os tucanos acompanharão o governo, pois lhes interessa, mas depois serão os mais fiéis aliados da "resistência petista", contra a administração Bolsonaro. O que faltou o senador tucano dizer é que seu partido também faz parte do sistema político falido, tendendo a encolher cada vez mais, como o PT e puxadinhos. Quem votou em Bolsonaro dificilmente votará nos tucanos novamente.            

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

*

ANSEIOS DO POVO REAL

Sr. Jereissati, é a democracia no (decadente) Ocidente que não responde mais aos anseios do povo real, aquele de carne e osso, não vivente na doce e idílica bolha nababesca da casta política, dos banqueiros, dos artistas e intelectuais de academia e espertalhões em geral, e isto já faz tempo que está a acontecer.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

*

POLARIZAÇÃO

"A quem interessa a polarização?" A polarização ideológica dos extremos, corajosamente analisada em histórico editorial pelo "Estado", em 1/6, interessa unicamente aos pontos cardeais da direita e da esquerda, que se retroalimentam, numa

paródia tupiniquim de guerra fria requentada. Esta polarização é tudo o que o Brasil deveria repudiar como nação em desenvolvimento econômico errático, com saltos quânticos sem gerar energia e desperdiçando gerações em desvarios de políticas anacrônicas. Democracia plena, com justiça social e desenvolvimento sustentável,

administrados com sabedoria e bom senso. É tudo o que merecem os brasileiros que carregam o País em suas costas.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

AMEAÇAS ANÔNIMAS

É absolutamente estarrecedora e preocupante a notícia das ameaças de morte recebidas por parlamentares de diferentes partidos, entre os quais a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), Talíria Petrone (PSOL-RJ), Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Joice Hasselmann (PSL-SP). É absolutamente fundamental que sejam investigadas com o devido rigor e profundidade, a fim de que sejam reveladas as suas origens. No Estado Democrático de Direito em que o País vive, a tão duras penas reconquistado após os anos de chumbo grosso do regime de exceção da ditadura militar, de lamentável memória, não se pode tolerar que posições políticas de qualquer coloração sofram ameaças anônimas.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

GESTO OUSADO

FHC, a política da lousa. O Brasil é um país cuja maioria dos 200 milhões de habitantes deve viver em liberdade e com justiça social. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso governou sem atacar em profundeza os problemas de nossa grande população. E continua, a observar seu artigo no "Estado", a tangenciar tudo; como sociólogo, parece preferir descrever as crises, como um médico que faz seus diagnósticos, mas sem restaurar a saúde do paciente. De seu longo artigo só se extrai uma proposta: o voto distrital misto, com o qual concordamos. Porém, um pingo d'água no oceano nas próximas eleições, em que vereadores não ameaçam, porque nada poderíamos fazer face aos interesses próprios e mesquinhos dos demais segmentos parlamentares. É muito pouco, professor. Por que razão satirizar alguém que se declara parlamentarista, o parlamentarismo? Sem gestos ousados e corajosos a cantilena continuará e o povo (não se deve falar em classes sociais, estamentos etc, gelatinas em nossa sociedade), terminará por rebelar-se. Nesses momentos é que um documento jurídico básico evita o terremoto; uma nova Constituição, cujo cumprimento fiel e integral poderá ser exigido nas ruas, se eventualmente arrostada por minorias desbussoladas.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

ANÁLISE DO SISTEMA POLÍTICO

Na edição de domingo (2/6) do "Estado", dois tópicos são relevantes. FHC e Affonso Celso Pastore comentam com extremo detalhamento os erros atuais de nosso sistema político econômico. Como estes dois senhores tiveram participação em governos anteriores, viveram por dentro as peculiaridades da política e nos entregaram um país bem organizado, temos que dar ouvidos aos grandes colaboradores.

Abel Cabral

Campinas

*

DESCAMINHOS

Eliane Cantanhede aponta os descaminhos do governo Bolsonaro, em "Muita fala, pouco rumo" (2/6, A10). Mas há um rumo, sim; poucos se atrevem a dizê-lo. Estes são as Cassandras e Laocoontes da Ilíada ou o moleque do "A roupa nova do Rei" de Andersen. Literatura sempre ajuda, erudita ou popular. Embora seja desprezada pelos mais convictos, do alto do Planalto à turba entusiasmada da planície, que tem leitura por demais seletiva. Narrativas, certo?

Roberto Yokota rkyokota@gmail.com

São Paulo

*

A GRANDE DÍVIDA

Caos da educação. Há muito que o Brasil está nas últimas colocações no quesito produtividade. Várias são as razões deste retrocesso, que trava o nível de investimento, como da elevada carga tributária, burocratização, infraestrutura caótica, ausência de reformas constitucionais como da política, tributária, previdenciária etc. Mas a grande dívida desta nação, que dificulta, infelizmente, o desenvolvimento econômico e social, se encontra na baixa qualidade do ensino público e a consequente evasão escolar. O editorial do Estadão toca nessa ferida corretamente, quando em seu título trata a questão como "Uma vergonha nacional" (2/6, A3). De acordo com os números de 2017, dos 10,3 milhões de jovens entre 15 a 17 anos, 1,5 milhão não haviam se matriculado no Ensino Médio. Dos 8,8 milhões que se matricularam, 700 mil abandonaram os estudos antes do final do ano letivo. Apenas 59%, ou 6,1 milhões destes estudantes concluíram o Ensino Médio na idade correspondente. Entre jovens negros residentes nas áreas rurais do Nordeste, que têm mãe analfabeta, apenas 8% concluíram o curso. O professor Ricardo Paes de Barros, tomando por base um estudo elaborado pelo Califórnia Dropout Research Project, que avalia o custo social da evasão escolar, indica que cada jovem que não conclui o Ensino Médio custa anualmente para o País, R$ 95 mil. Com os 1,5 milhão de jovens que não fizeram o Ensino Médio em 2017, esse prejuízo para a nação chega a R$ 142,5 bilhões. E, pelo jeito, a perspectiva não é de melhora, já que o atual governo tem um péssimo ministro na área da Educação.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

*

DIFERENCIAL

No último sábado, a televisão, num programa de entretenimento, mostrou vários aspectos que demonstram que a Coreia do Sul, segmento desmembrado da Coreia, se diferencia da Coreia do Norte por uma simples, mas importante palavra: educação. Enquanto a Coreia do Norte desenvolveu uma política bélica, a do Sul dedicou-se a construir uma nação dedicada com esmero ao ensino, caminho aberto para outras ciências que a tornam modelo de ensino e da educação em todo o mundo. Tamanho não é documento, se não for utilizado com inteligência. Uma população gigantesca, sem educação, precisa de uma economia em que os recursos naturais são bem explorados, e a política e a Justiça deixem de rastejar diante das nações em desenvolvimento. A Coreia do Sul é um exemplo de que a educação é a solução. "200 milhões em ação, Brasil da política na contramão". 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

EMPRÉSTIMOS

Essa é grande jogada dos banqueiros, salvar o endividado com mais empréstimos, e o banco ganha juros de todos os lados. É para isso que políticos são colocados no poder pelos próprios banqueiros, para trabalharem para eles. Fazem dívidas, que se pagam com outras dívidas que rendem juros aos banqueiros do dois lados, e quando o banco não recebe, o próprio governo que é seu devedor, tem que salvar o banco da quebradeira porque o impacto social seria pior. Foi isso que gerou a crise de 2008 nos EUA, que o PT repetiu nos empréstimos podres da Caixa.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

*

POR QUE EXTINGUIR OS CORREIOS?

Os Correios [ECT] são onerosos para o governo? Não. São úteis aos brasileiros? Sim. O SEDEX é muito utilizado e é muito lucrativo. Os Correios são eficientes? Sim. Os Correios brasileiros são um dos cinco melhores do mundo, mais do que o norte-americano, ambos estatais. Então por que extingui-los? Se o rebanho está com praga de carrapatos, a solução não é vendê-lo para o matadouro. Basta aspergir um carrapaticida na boiada. Se houve falhas na gerência dos Correios, a correção é administrativa. Privatizá-lo não é solução.  

Roldão Simas Filho rsimasfilho@outlook.com

Brasília

*

PONTOS NA CARTEIRA

Não são segredo os serviços oferecidos por despachantes aos condutores de veículos que estão prestes a atingir o limite de 20 pontos na CNH, ou mesmo que já ultrapassaram este limite, visando evitar a suspensão da carteira. Em São Paulo, os anúncios dessas empresas são acintosamente veiculados por emissoras de rádio e por banners espalhados pela cidade. Por isso, chega a ser hipócrita a argumentação dos que se opõem à proposta do presidente Jair Bolsonaro de elevar o limite de 20 para 40 pontos, de que tal modificação aumentaria o número de acidentes, como se a marca dos 20 pontos estivesse produzindo um efeito preventivo eficaz e contundente. O trânsito no Brasil como um todo é um dos mais complexos e indisciplinados do mundo. Punições são sim necessárias, mas não são suficientes. É preciso também de campanha educativa por parte do governo - tão acintosa quanto a propaganda destas empresas - em todas as esferas, com objetivo de melhorar a qualidade do trânsito através da atitude consciente dos condutores. Tarefa difícil, árdua e de longo prazo, que exige perseverança e paciência. Enquanto isso, o "jeitinho brasileiro", ao menos nessa área, navega livre e desimpedido. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

'VIRADA DE MESA'

Vale o que está escrito. Um senhor com trajes antigos discursa para algumas pessoas, apresentando-se como o Barão de Drummond que criou o "jogo do bicho" que, pela sua simplicidade e a credibilidade, tornou-se por demais popular. Passou a conviver intimamente com o Carnaval, já que seus "gestores" eram incentivadores das chamadas escolas de samba. Com pesar, viu o Barão ser maculado na chamada LIESA (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), por três vezes, o mandamento basilar de sua loteria: "Vale o que está escrito". Ele não se conformou com isso e antes de dizer adeus, jurou que preferia morrer de novo a ter que passar por isso mais uma vez.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

*

CONCHAVO NO CARNAVAL

Não é à toa que o prefeito Crivella caiu fora da vergonha chamada Carnaval no Rio de Janeiro, cidade sem rumo algum. E pior, é uma vergonha escolas de samba patrocinadas por bicheiros que nada pagam de impostos e lavam dinheiro no Carnaval falarem de corrupção. Agora, mais um arranjo, digo, um conchavo, para a escola Imperatriz Leopoldinense voltar para o grupo especial após ter sido rebaixada pelo parâmetro da competência. É mole ou quer mais? No Rio de Janeiro até as escolas de samba deitam e rolam, digo, sambam na corrupção. Viva a contravenção. Essa é a cidade maravilhosa, digo, desastrosa, vergonhosa.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

*

MICROCOSMO DA POLÍTICA

O Carnaval é um microcosmo da política nacional, tem de tudo e mais um pouco...  

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

ALIMENTAR PESSOAS

O Brasil deveria interpelar a bancada ruralista, não é possível seguir desmatando o País inteiro para alimentar os porcos na China. O volume estratosférico de soja que o Brasil já planta parece não ser suficiente para aplacar a fome dos suínos chineses e dos ruralistas brasileiros, eles sempre querem mais. O País deveria diversificar sua produção agrícola, acabar com essa dependência absurda da soja, um grão barato que precisa de áreas gigantescas de plantio em para dar algum lucro. A agricultura brasileira deveria se preocupar em alimentar as pessoas antes dos porcos. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

NATUREZA PEDE SOCORRO

Pouco ou nada podemos comemorar no seu dia. A natureza pede socorro, o ser humano insensato insiste na sua degradação. Em muitos países da África e Ásia, os rios já secaram, tudo em nome do suposto progresso e das commodities agrícolas que são usadas para alimentar frangos, suínos e bovinos na China e na Índia.

Por aqui entre nós, os Tupiniquins, o governo nada tem feito para reverter esse quadro a não ser reduzir as fiscalizações no desmatamento da Amazônia, que segundo especialistas, pode virar uma savana em menos de 30 anos se nada for feito, e facilitar as pequenas hidrelétricas que matam nossos rios, que também pedem socorro.

No meio de 7,5 bilhões de pessoas no mundo, podemos citar poucas que estão lutando com as armas da Educação para tentar reverter essa tragédia contra a natureza e a vida, entre elas, duas.

O grande Cacique Caiapó Raoni, que nos seus 87 anos continua em defesa do seu povo e do Parque Nacional do Xingu e está na Europa em busca de recursos para construir um muro verde de bambu que evite a entrada de madeireiros, caçadores e moradores em busca de ouro. E a jovem Sueca, Greta Thumberg, que luta na Europa para mostrar aos governantes a importância da preservação do meio ambiente, contra as mudanças climáticas. Poucos ouvem, mas ela vai em frente e segue lutando com crianças e jovens nas escolas, seguindo a máxima do Comandante Jacques Cousteau, que disse um dia que a maior luta do Século XXI ocorreria entre os muitos que querem a devastação da natureza, contra os poucos que querem sua preservação.

Esse é um pequeno resumo do mundo hoje, no dia Mundial do Meio Ambiente.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com 

Curitiba

*

FLORES PARA A CIDADE

Se pudesse, daria flores para toda a cidade de São Paulo no Dia Mundial do Meio Ambiente, para cada um. E ainda convidaria os garis, que cuidam da cidade e querem vê-la mais bonita, a presentearem com flores estátuas do Centro. A população  precisa aprender mais sobre a importância cultural de nossos monumentos e preservar  melhor nossas praças e jardins.  

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

*

PATINETES SEM CAPACETES

O Tribunal de Justiça de São Paulo liberou o uso de patinetes sem capacetes. Agora só está faltando esse mesmo tribunal criar lei que obrigue que as despesas hospitalares de todos que sofrerem acidente enquanto usam patinetes recaiam sobre os proprietários das empresas que locam os patinetes, até porque os brasileiros que pagam tributos não iriam suportar pagar a conta.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

À ESPERA DE PROVA

Deus ainda é brasileiro? Centrão insaciável; reformas essenciais que não conseguem decolar em virtude da multidimensionalidade das demandas políticas; presidente falastrão que emite conceitos sem vinculação com as nobres atribuições do cargo; investimentos raquíticos; desemprego em índices assustadores; segurança pública que afasta turismo e míngua o comércio; saúde pública inanimada nos corredores dos hospitais que servem como emergências, sem macas; educação vergonhosamente qualificada em padrões internacionais, impedindo  o acesso a vagas básicas de trabalho; corrupção em vários níveis, que ainda insiste em movimentar acordos e acertos. O Brasil se encontra na UTI, sem monitoramentos, e ninguém sabe como sairá dela, um morto vivo ou um organismo em decomposição. A população espera uma prova definitiva de que Deus ainda é brasileiro.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

*

DIA DA IMPRENSA

Livre e sem mordaça, com vozes dissonantes e divergentes. O dia primeiro de junho foi o dia da imprensa, que através de um jornal é capaz de educar o povo pelo valor plural e democrático do ponto de vista e opinião. Um brinde ao jornal mais democrático da praça. Aliás, se o dia é da imprensa, nada mais justo do que saudar o jornal. Um bom editorial é aquele que é um contraponto, sempre pronto para pôr o dedo na ferida, sem rabo preso. Vão ler um jornal, esse é o grito, a boa nova. É na leitura de um jornal que melhoramos a nossa comunicação, é na leitura de um jornal que aumentamos o nosso repertório para a relação com o outro, não somos uma ilha. Aos que trabalham no comércio, o jornal o ajuda a vender mais. Aos que procuram um emprego, o sucesso de obter a vaga em uma dinâmica de grupo. O jornal pode estar na mesa do café da manhã do senhor Abilio Diniz, mas também pode estar na mesa do café da manhã de um operador de caixa de mercado: todos ganham com a sua leitura, todos ganham com a informação. No País onde a educação está em xeque e redes sociais deseducam, nada melhor do que o exercício diário da leitura. O jornal é "a janela do mundo", como diria Jorge Caldeiras, e eu diria também: entretenimento. Muito além do que rasgar a seda, e sim, gratidão.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

*

VACINAS E DESINFORMAÇÃO

Em 1998, o médico Andrew Wakefield apresentou uma pesquisa preliminar na conceituada revista Lancet, descrevendo 12 crianças que desenvolveram comportamentos autistas. Em comum, elas tinham vestígios do vírus do sarampo no corpo. A controvérsia de ligação entre vacina e autismo decorre do fato de haver timerosal na composição. Assim, a presença de mercúrio e o tempo de sua meia-vida no corpo levantou a hipótese de terem afetado os rins e provocado os sintomas da doença. Estudos posteriores refutaram a hipótese de ligação, embora tenha sido recomendada a substituição do timerosal da maioria das vacinas para evitar qualquer possibilidade de efeito cumulativo. As redes sociais reproduzem a controvérsia há duas décadas. Agora, para piorar a situação, o médico Chris Exley divulgou pesquisa com cinco crianças levantando a hipótese de ligação entre alumínio e autismo. A campanha de desinformação está se disseminando nas redes sociais, afetando as campanhas de vacinação e contribuindo para prejudicar o combate ao sarampo. A humanidade caminha para uma epidemia mundial diante de outra controvérsia científica, embora a hipótese deva ser investigada de acordo com os protocolos científicos e os resultados amplamente divulgados em nome da transparência e da informação para toda a sociedade.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

ESPORTISTAS E FORTUNAS

Boleiros deslumbrados. Difícil passar um mês sem que a mídia mostre alguma matéria sobre como esportistas deslumbrados torram milhões de dólares, principalmente boleiros como os brasileiros famosos Ronaldinho Gaúcho e Neymar, para ficar nos mais recentes. Eles amealham fortunas calculadas em milhões de dólares graças à sua profissão. Tal condição os permite gastos espetaculares com festas cinematográficas, comprar Ferraris e Lamborghinis que custam milhões de dólares, mansões e outros bens, como o "Batcóptero" de 50 milhões de reais do Neymar, que ele exibe como "brinquedo" na concentração da seleção. Ninguém tem algo a ver com isso, apenas a invejar, gastam como quiserem seus milhões honestos (diga-se) advindos da profissão. Mas, como não sabem mais o que fazer para aparecer, uma sugestão: invistam parte de sua fortuna em pesquisas feitas por astrônomos carentes de verbas. Teriam contribuição e glória mais duradoura.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça  

*

MOMENTO ETERNIZADO

Um homem desarmado diante de uma coluna de tanques do Exército da China Comunista é a mais impactante imagem do Massacre da Praça da Paz Celestial, ocorrido há 30 anos. Um momento fugaz eternizado na memória coletiva. Não podemos ignorar o passado sob pena de repeti-lo no futuro.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

SORRISO DE DORIA

O "estado"de 4/6 nos apresenta em "Sinais Particulares", o governador João Dória (PSDB), com um sorriso largo de felicidade por ter sido eleito para governar nosso Estado. Espero que esta alegria realmente o acompanhe até ao fim do seu mandato, para que sua administração governamental traga para os paulistas e também para o nosso querido Brasil uma tranquilidade político-administrativa de que tanto o País precisa. "Ita speratur" - assim se espera.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo

*

TAPA BURACOS

Quando João Doria estava à frente da prefeitura de São Paulo, depois de décadas de "tapa buracos na cidade de forma totalmente equivocadas", pudemos observar que estavam tapando como deveria ser feito. Abriam um quadrado em volta do buraco refazendo o asfalto no mesmo nível da rua. No entanto, deixando a prefeitura para Bruno Covas, não só nos transformamos numa cratera lunar, como voltaram à prática antiga com os poucos buracos que estão sendo tapados. Jogam o asfalto em cima, para depois, mal e porcamente passarem uma máquina, formando os ditos calombos. Incrível ver Doria já querendo articular reeleição de Covas em 2020. Buracos nas ruas não passam do que deve estar acontecendo dentro da administração da cidade. Caos total. Ao tentar apoiar a reeleição de Covas, Doria pode estar se queimando caso queira a presidência em 2022.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo 

*

TRANSPORTE AÉREO

Melhoramos a infraestrutura dos aeroportos e em parte a logística da mobilidade, porém a concentração de companhias aéreas não favorece o transporte, que é muito caro. E agora há a discussão inócua sobre a cobrança de bagagem. Enquanto no primeiro mundo tudo se resolve pela concorrência e menor preço, aqui nada se soluciona e o gargalo é cada dia maior provocado pelas despesas correntes, tributos e equipamentos sucateados bastante antigos.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

*

SALA SÃO PAULO

No dia 26 de maio passado, uma amiga e eu nos dirigimos à Sala São Paulo, a fim de assistirmos ao concerto matinal dos domingos. Trata-se de local de excelente qualidade, que atrai amantes da boa música não apenas da capital do Estado, mas também dos demais municípios brasileiros, bem como do exterior. Todavia, é deplorável, vergonhoso e irresponsável o abandono das calçadas no entorno dessa  importante sala de espetáculos, uma vez que todas estão mal conservadas e com verdadeiras crateras, não apenas meros buracos, além do cheiro insuportável de urina, obrigando passantes e moradores dos imóveis da região a tolerar essa afronta, a "pisar em ovos" para que possam ser garantidos os direitos de desocupados em detrimento dos direitos de terceiros. Houve um prefeito que dizia, antes de se eleger, que não tinha ambições políticas e queria apenas "prefeitar", prometendo fazer de São Paulo uma "cidade linda". Depois de jogar para a platéia, vestido de gari, o tal prefeito esqueceu-se de suas promessas e deixou o mandato pela metade, disputando o governo do Estado e, como no mundo existem crédulos para tudo, foi eleito. O atual prefeito, possivelmente mais interessado nas próximas eleições, também demonstra não saber da existência da Sala São Paulo, bem como de outros locais interessantes para lazer e cultura. Realmente, com governantes desse naipe o cidadão contribuinte não precisa de inimigos.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

*

POSTURA

Nestes tempos de comunicação instantânea digital, onde tudo é gravado e filmado, a intimidade de muitas pessoas, principalmente das celebridades, vira assunto do cotidiano das mídias de todos os tipos. Sabermos manter um equilíbrio emocional e de nosso próprio comportamento individual, é tarefa de salutar postura, que alguns não conseguem vivenciar.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

*

PERIGO IMINENTE

Nove dos doze andares da UERJ não tem mangueira de incêndio. Pois é. Depois é o CT do Flamengo, ou de outros clubes que é interditado. Não que não devesse. Deveria mesmo ser interditado, mas e a UERJ? Já verificaram os demais órgãos do governo estadual e municipal? Não escapa um da interdição. O que estão fazendo o MPE e a Defensoria Pública? Ah, não são órgãos fiscalizadores. Sei. Então os que são estão fazendo o quê? Vendo pessoas morrerem.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.