Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2019 | 03h00

PREVIDÊNCIA

O colapso e a reforma

Contra fatos não há argumentos e, como se temia, desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu a Presidência a economia só andou para trás. O PIB do primeiro trimestre encolheu 0,2% na comparação com o período outubro-dezembro de 2018. Esse resultado não seria dos mais preocupantes se não tivéssemos mais de 13 milhões de brasileiros desempregados e 28,4 milhões subutilizados, que não trabalham ou trabalham menos do que gostariam. Isso equivale a 24,9% dos brasileiros em idade para trabalhar, um recorde histórico. O fato é que não são só doenças como dengue, chikungunya, zika, febres amarela, do Mayaro, maculosa e outras tantas o que vem preocupando os brasileiros. O País passou por uma recessão profunda de 2014 a 2016 e, em vez de se recuperar, está marcando passo. Para ter uma ideia, o PIB nacional ainda é 5,3% menor que o de cinco anos atrás – e olhem que a população cresceu consideravelmente neste período. Há algumas explicações para o mau desempenho do início deste ano, como a crise na Argentina e a catástrofe do rompimento da barragem em Brumadinho. Mas o que está afundando, mesmo, a economia desde o início da crise é a queda dos investimentos, do governo e do setor privado. No caso do governo, por falta de grana. No caso do setor privado, por falta de confiança no futuro. A esperança é de que o mais rápido possível seja aprovada a reforma da Previdência. Daqui para a frente, o governo precisa se organizar, deixar as picuinhas de lado e mostrar serviço. Senão, vai ter de responder à sociedade pelo nefasto empobrecimento do País e do seu povo num futuro próximo.

TURÍBIO LIBERATTO

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

Sobra pouco

PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no Brasil em um ano. Em 2018, isso representou próximo de R$ 6,8 trilhões. Temos cerca de 60 impostos em vigor, que consomem 33,6% do PIB. Este dinheiro todo vai para os governos federal, estaduais e municipais. No fim, sobra pouco para o cidadão comum, que trabalhou e produziu riqueza. Por isso as reformas da Previdência, tributária e administrativa são tão importantes. Seriedade e responsabilidade, também. Isso inclui Congresso, Suprema Corte, servidores públicos, todos.

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Está pago!

Felizmente, junho chegou! Desde o dia 2 deste mês não trabalhamos mais para arcar com nossos impostos. O brasileiro, além de suportar uma das maiores cargas tributárias do mundo, é obrigado a desempenhar a maior parte das tarefas de gestão e fiscalização tributárias, fazendo o trabalho do governo na forma de obrigações tributárias acessórias positivas, como a emissão de notas fiscais, escrituração de livros e outras mais. Acrescentem-se a isso os excessos, abusos e arbitrariedades cometidos em investigações fiscais. Há países no mundo onde a carga tributária é equivalente e até mesmo maior que a nossa. A diferença está na devolução do valor pago sob a forma de serviços públicos de qualidade.

JOMAR AVENA BARBOSA

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

Reforma ampla

Somos 209 milhões de brasileiros, distribuídos em 26 Estados, Distrito Federal e 5.570 municípios, todos estes entes na iminência de falência porque severamente afetados por uma crise financeira e fiscal resultante de seguidas gestões públicas perdulárias e irresponsáveis. Agravam ainda mais a situação os generosos privilégios concedidos a uma parcela dos servidores públicos que também é agraciada com uma irreal e diminuta contribuição previdenciária. O desastroso resultado é o compulsório e sistemático confisco na prestação de serviços públicos básicos à população, porque a arrecadação dos impostos é prioritariamente destinada a pagar salários e aposentadorias. Mesmo diante dessa dramática situação, muitos dos 513 deputados federais, em nome da própria preservação política, sugerem não incluir Estados e municípios na reforma da Previdência em tramitação no Congresso, ameaçando votar contra a proposta. Não podemos ficar à mercê deste grupelho. É hora de sairmos às ruas. Reforma previdenciária ampla, geral e irrestrita, já!

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

TRÂNSITO

Pontuação na CNH

No Estado de São Paulo, 6,3% dos motoristas têm mais de 20 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mostrou reportagem do Estadão de ontem (6/6, A20). Logo, trata-se de 1,5 milhão dos 24 milhões de condutores habilitados do Estado. Se formos aprofundar estes números, gostaria de saber por onde circulam estes 6,3%. Imagino que seja pelas rodovias cheias de radares ou em grandes cidades como São Paulo, Ribeirão Preto e Campinas, por exemplo, que estão repletas de radares caça-níqueis.

MARCEL FRISENE

marcelfrisene@hotmail.com

Ribeirão Preto

São muitos mais

É lógico que são só 6,3% dos motoristas com mais de 20 pontos na CNH. A maioria de quem estoura a pontuação paga e dá um jeitinho de continuar habilitada, alimentando uma grande máfia.

LILIAN R. C. NIGRI

linigri@me.com

São Paulo

Cuca fresca

Um cidadão consciente dos perigos que o trânsito oferece deveria não se preocupar se são 20 ou 40 pontos que podem cassar a CNH, mas, sim, com não cometer nenhuma infração. Só não pode ter pegadinha nem péssimas sinalização de trânsito e conservação de ruas e estradas, que podem fazer do cidadão um inocente infrator.

MANOEL EDILBERTO F. MODESTO

manoefa@gmail.com

São Paulo

Populismo

Quem trafega pelas estradas do País sabe dos perigos que elas oferecem. Flexibilizar as normas atuais ou até eliminá-las, como propõe o governo, revela visão estreita da realidade, desrespeito pela vida e populismo barato. Que o Congresso seja responsável e rejeite tal descalabro.

ELISABETH MIGLIAVACCA

São Paulo

RODOANEL NORTE

Mal fiscalizado

Pede a verdade que sejamos informados se o consórcio que recebeu R$ 19,3 milhões e disse que foi orientado pela própria Dersa a não fiscalizar o Rodoanel Norte vai devolver ao erário o valor recebido ou se será mais um “ralo” que teremos.

FERNANDO DE O. GERIBELLO

fernandogeribello@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


PIB E PROFESSORES

Recente ranking sobre qualidade de educação apresentou o Brasil na 119ª colocação, atrás de Zimbábue, Etiópia e Namíbia. Alegam muitos que as reduzidas remunerações dos professores são a principal causa de tão pífio desempenho. Não é verdade, apesar de certamente colaborar para tal. Nossos professores recebem vencimentos muito inferiores do que os de seus pares nos países ricos, porque nosso PIB é muito inferior do que o daqueles países. Um professor é um prestador de serviços e só conseguirá um salário melhor quando o PIB per capita crescer. Nos países ricos, a produtividade é alta e a oferta de profissionais é pequena. Isso permite que os empregadores possam contratar os serviços pagando mais. Não há solução mágica. É preciso aumentar o PIB. O jeito é torcer e, principalmente, colaborar para que isso aconteça.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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APRENDER PARA A VIDA

Rumos da educação. Ensinou Sêneca: non scholae sed vitae discimus, ou seja: não aprendemos para a escola, mas para a vida. Assim, é de se entender que muitas coisas em nosso sistema educacional precisam ser alteradas de sorte que os alunos encontrem melhor adaptação quando em contato com a vida em sociedade. Para que isso ocorra, as grades curriculares precisam perseguir um rumo certo e adequado, sem viés ideológico e com pragmatismo claro e sensível. No momento atual, as intenções são boas, porque estão a corrigir desvios de rota, especialmente no ensinamento insistente da ideologia, mas, de outro lado, deixam a desejar quanto à globalização do ensino, no sentido de termos um conteúdo que interessa aos que vão viver e praticar ensinamentos em sociedade. É de salientar que se tem visto incompetências e incompatibilidades pelos alunos que desejam militar nas diversas profissões praticadas em sociedade. Com rumos certos, teremos melhor aproveitamento dos alunos.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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EXCESSO DE PRIVILÉGIOS

Sem conhecer a complexidade que envolve a Previdência Social e, com base no que leio e ouço, sou favorável à sua reforma. Entretanto, opino que outras reformas deveriam anteceder a tão debatida reforma que envolve toda sociedade brasileira. Falo de acabar com o excesso de privilégios que envolve toda máquina pública brasileira, privilégios esses que alcançam, da mais humilde função de um funcionário público, até a enormidade de benesses do alto escalão dos Três Poderes. Coisas absurdas, como estabilidade para todos, licenças das mais variadas, férias extensas e daí os penduricalhos imorais, culminando no absurdo foro privilegiado. Reforme-se a Previdência para o bem da nação, mas acabe-se com todos os privilégios, que no fundo são tão desonestos que poderiam muito bem serem classificados como criminosos.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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REFORMA DAS REFORMAS

Às vésperas da premente e inadiável votação da reforma previdenciária no Congresso, é importante que se diga que não se deve dela esperar a solução milagrosa e definitiva de tantos problemas graves que afligem o País. Mesmo que seja aprovada in totum, 100% do planejado por Paulo Guedes, o que evidentemente não ocorrerá, não será uma bala de prata redentora a trazer a salvação da lavoura, mas tão somente uma das reformas estruturais absolutamente necessárias e urgentes para que o País possa sonhar em emergir do buraco sem fundo em que está metido há tempos. Que nesta quadra severa e grave de nossa história, o Congresso cumpra seu papel e aprove o quanto antes esta que é a reforma das reformas, para que as outras possam ser igualmente votadas em seguida enquanto ainda é tempo. Reformas já, Brasil.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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RESISTÊNCIA

Parece que alguns deputados, principalmente aqueles do chamado "centro" (além dos oposicionistas) resistem em incluir os Estados e municípios na reforma da Previdência que tramita na Câmara Federal. Quase todos os Estados e municípios estão em estado de penúria, quebrando, alguns deles já quebrados. Querem que o Brasil e os brasileiros sérios afundem juntos para encobrir as poucas vergonhas de más administrações de alguns governadores e prefeitos? A reforma tem de ser aprovada da maneira proposta pelo governo, sem nenhum benefício particular e, obrigatoriamente, atingir todo o Brasil e entes federativos.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

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SEM NOVIDADE

Um clássico, lembram do CD? Racionais MC's, 1997. A introdução é inesquecível: Primo Preto, irmão de Branco Melo. O tema de 22 anos atrás era: "A cada 4 pessoas mortas pela polícia, 3 são negras",(Capítulo 4, versículo 3). Um retrato das periferias do Brasil, há exatos 22 anos, daí eu pergunto: o que mudou? A manchete, apenas: "Três em cada quatro vítimas de homicídios no País são negras”. Pois é, em 22 anos, a manchete do “Estado” do dia 6/6, p. A22, do caderno Metrópole é diferente um pouco da introdução de Primo Preto, porém o retrato continua o mesmo: "A carne negra, a carne mais barata do mercado". Não precisa portar uma bituca de maconha, nāo precisa portar cinco gramas de cocaína, ser negro já vale o enquadro. Temos negros na USP, é verdade, temos negros parlamentares, outra verdade, mas por que será que essa triste realidade nāo muda nas ruas, em 22 anos? O Atlas da violência (Ipea) é quem nos apresenta o descalabro, sem novidade.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

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PORTE DE ARMAS

Enorme alarde nos jornais: aumenta o número de assassinatos no Brasil devido a guerra entre facções criminosas. Daí a concluir que mais armas em mãos de cidadãos de bem irão aumentar o número de crimes de sangue, só se for por morte de mais bandidos. Não deixar que a população ordeira tenha determinado tipo de arma - que aliás atrairia a cobiça da bandidagem - é uma coisa, deixá-la impotente, exceto os ricos, que poderão manter sistemas próprios de segurança e algumas autoridades públicas, é outra bem diferente. Enquanto as polícias não estiverem aptas e mostrarem-se mais fortes que as facções criminosas, quero ter o direito de decidir pela posse e porte de arma de fogo para a minha legítima defesa.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

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PELO AVESSO

Proteção pelo avesso. É impressionante a afoiteza do presidente Jair Bolsonaro, quando apresenta projetos inconsequentes por pura demagogia, que podem inclusive aumentar mortes violentas no País. Neste mesmo Brasil, que está entre os cinco países com mais assassinatos e mortes no trânsito. Nesse sentido, e, em meio à discussão da complexa reforma da Previdência, o presidente, como se estivesse abafando vai ao Congresso para entregar um projeto que altera diversos pontos do Código de Trânsito Brasileiro. Porém, entre outras alterações, se acerta quando sugere de 5 para 10 anos para renovação do CNH, para pessoas até 55 anos de idade. Peca o Planalto, quando decide incluir nesse projeto de lei, aumento de 20 para 40 pontos, para o motorista que infringir as leis de trânsito ter suspensa sua a Carteira de Habilitação (CNH). Esta alteração é perniciosa, já que, desde que fora implantado o máximo de 20 pontos aos motoristas infratores, as mortes no trânsito foram reduzidas. De 43.870 em 2014, as mortes caíram para 37.345 em 2016. Ou seja, redução de 14,8%. Para que o leitor tenha uma ideia, no Canadá o motorista tem sua carteira suspensa com 15 pontos, na Austrália com 12, na Alemanha com 8, e na Dinamarca com 3 pontos. E o presidente Bolsonaro, talvez não preocupado com a vida humana, insensato, suspendeu também a instalação de 8 mil radares nas estradas. Isso sem falar que deseja armar a população brasileira mesmo quando vivemos no País o angustiante flagelo de mais de 50 mil assassinatos por ano.  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CONTROVERSO

O Presidente Bolsonaro vai à Câmara para entregar um projeto sobre questões relativas ao trânsito. A atitude causou controvérsia, pois aumentar o limite de pontos para quem comete infrações, a liberação do uso de equipamentos de segurança para o transporte de crianças e a eliminação da obrigação do exame toxicológico são medidas inaceitáveis. Como se pode constatar, os problemas entre o Poder Executivo e o Legislativo, e também com a opinião pública se repetem. E o mais importante, fica sem definição um plano de governo para evitar a ampliação de problemas na economia e na área social.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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EXCESSO

É importante a cadeirinha? Antes de mais uma lei, orientem, divulguem e convençam. Deixem o cidadão livre decidir sua vida. O Brasil já sofre com o excesso de leis, regras e obrigações contraproducentes.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

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FISCALIZAR, NÃO AFROUXAR

Espero que alguém influente do governo (de preferência, o próprio presidente) leia a matéria “Uso de cadeirinha no carro reduz as mortes em 60%, afirma OMS” (“Estado”, 6/6, A20). Em minha cidade, Pouso Alegre (MG), qualquer um que observar por alguns minutos o trânsito irá ver carros com crianças sem cadeirinha, sem cinto de segurança, no banco da frente e, não raro, com a cabeça para fora da janela. Ao invés de afrouxar a lei, seria melhor intensificar a fiscalização.

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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LIMITES E SINALIZAÇÕES

Não obstante a grita de alguns contra as mudanças nas regras de trânsito propostas pelo presidente Bolsonaro, é preciso dizer o seguinte no que se refere a limites de velocidade em vias urbanas, aqui relativos à cidade de São Paulo: os limites são variáveis (40 km, 50 km, 60 km), e muitas vezes não há placas indicativas visíveis para os motoristas dos limites estabelecidos em determinadas vias ou trechos dessas vias; em vias com limite de velocidade de 40 km, é preciso ficar freando o veículo o tempo todo e ficar continuamente olhando o painel para se certificar de que se está transitando abaixo de 40 km – essa atenção contínua no velocímetro chega a ser pior do que falar no celular em termos de desvio de concentração da direção, como eu mesma posso testemunhar ter sentido quando estava guiando no bairro do Morumbi, a caminho do Pronto Atendimento do Hospital Albert Einstein.

Carros modernos, como milhares ou até milhões de motoristas do País podem atestar, aceitam mais ‘naturalmente’ a velocidade de 60 km, na qual é possível guiar normalmente em baixa velocidade sem precisar ficar freando o tempo todo. Acho que seria necessário determinar uma regra clara e única para trafegar em todo ou todos os perímetros urbanos: 60 km/hora de velocidade máxima. Já nas estradas e Rodoanel, os limites de velocidade poderiam variar entre 100 e 120 km, sendo claramente sinalizados nos pontos de entrada nessas rodovias e ao longo de todo o seu percurso.

A esmagadora maioria dos motoristas procura seguir as regras de trânsito – para sua própria segurança e para não incorrer em multas. Só uma pequeníssima minoria insiste em transgredir as regras, seja na cidade ou na estrada; então, que somente os motoristas integrantes dessa renitente minoria – que sempre existiu e há de existir – respondam devidamente por suas transgressões e paguem suas altas multas. Não é justo que motoristas conscientes e cumpridores das leis sejam punidos por excessos das regras e pela negligência das autoridades de trânsito na devida sinalização nas vias urbanas.

Lenke Peres

Cotia

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ONDE ESTÁ A INDÚSTRIA DA MULTA?

Em referência ao e-mail enviado pelo leitor Fernando Thadeu, "Bolsonaro e as multas", gostaria de lembrar que, de acordo com levantamento feito em 2017, dos 8,5 milhões de veículos que compõem a frota da cidade de São Paulo, 5,5% receberam 60,3% das multas aplicadas até outubro do mesmo ano. A mesma pesquisa apontou que as 6,5 milhões de multas registradas na capital paulista foram cometidas por apenas 25% da frota da cidade. Portanto, a grande maioria respeita as leis de trânsito. Sempre é bom lembrar: somos o 4° país com maior número de mortes no trânsito em termos absolutos no mundo. Onde está a indústria da multa?

José  Fernando de Assis Moura zicoa.moura@gmail.com

São Bernardo do Campo

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REQUEREM ATUALIZAÇÃO

O Sr. Jack Szimansky, presidente da Associação Internacional de Medicina de Tráfego, em carta publicada neste espaço, argumentou que a proposta de dez anos para renovação da CNH seria um período muito longo que permitiria deficientes visuais e portadores de outras doenças orgânicas de continuarem dirigindo sem a devida reavaliação médica. Tenho carta há mais de 40 anos, portanto já passei por inúmeros exames médicos e sei que, com raras exceções, estes exames passam bem longe do rigor técnico descrito pelo Sr. Jack. Sou míope e uso lentes de contato. Não foram poucas as ocasiões em que tive que alertar o examinador sobre este fato, pois ele não perguntou, tampouco examinou meus olhos. A proposta do presidente Jair Bolsonaro é polêmica em vários aspectos. Porém, as regras atuais de trânsito, assim como as que regem a renovação da CNH, têm inúmeros pontos igualmente polêmicos, que requerem discussão e atualização.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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INDICADOR DE CIVILIDADE

Trânsito é o sistema legal mais básico e simples de ser compreendido. Sinal verde, segue, sinal vermelho, para. Está escrito “pare”, você para. Placa redonda com um “50” grande no meio indica o limite de velocidade, e assim por diante. É simples assim. Entender e respeitar estas regras básicas é passo essencial para construir uma sociedade justa e pacífica, desejo de todos. Trânsito é reconhecido como um dos melhores indicadores de cidadania e civilidade. Segurança no trânsito se transformou em prioridade mundial, não só pelas perdas de vidas e sequelas em acidentados, mas principalmente para o equilíbrio de contas públicas. Enquanto países altamente civilizados, sonho de consumo de todo brasileiro, falam em "acidente zero", Bolsonaro toma medidas de um populismo irresponsável de fazer inveja em Lula e Dilma que facilitarão a vida de infratores, aqueles que provocam acidentes, incluindo homicídios culposos ou dolosos. Bolsonaro diz que quer fazer o Brasil crescer, mas como, se não resta a menor dúvida que violência no trânsito é fator altíssimo de custo Brasil? Deixo aqui o convite para uma visita a qualquer Pronto Atendimento Infantil para ver as inocentes vítimas de trânsito, algo que normalmente clareia ideias.

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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É PELA MULTA

Fiquei chocado ao ler no Fórum as considerações sobre as medidas no nosso presidente. Parece que ele liberou geral o trânsito. As pessoas não perceberam que ele não retirou nenhuma multa? Os cidadãos brasileiros continuarão a ser multados da mesma maneira, sem direito a defesa, como quem já recorreu às "Jaris" sabe - as defesas são sumariamente indeferidas. Ele apenas propõe que se casse a CNH aos 40 pontos. Pessoas até ligadas ao setor dizer que todos vão sair por aí cometendo infrações. Ninguém comete infração de propósito. Multas de rodízio acontecem por esquecimento, por necessidade ou mesmo por culpa do trânsito que impede a obediência em alguns casos. Eu mesmo já fui multado por estacionamento, quando parei para uma pessoa descer do carro. E tive multa de velocidade na estrada, sem ter viajado no dia. Recorri e perdi, anexei documentos comprovando que estava em casa, mas não fui atendido.

E as cadeirinhas continuam a ser obrigatórias, protegendo a vida, apenas não se multará o condutor. Não conheço ninguém que ache desnecessário seu uso. Qual pai ou mãe deseja o mal de seu filho? As pessoas começaram a usar as cadeirinhas antes que se começassem as multas. E a lógica do presidente é perfeita. Se eu pegar um táxi não preciso de cadeirinha? Não é pela segurança, é pela multa! Ou no ônibus? E multar por não ligar farol durante o dia, em pista dupla?

Rubens Sousa Pinto rubanfilho@hotmail.com

São Paulo

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FIM ARRECADATÓRIO

Sabido que as multas são aplicadas com fim arrecadatório, e não educativo, nada mais justo do que elevar o limite de pontuação da CNH, conforme projeto apresentado à Câmara dos Deputados. Com a pontuação atual, o proprietário do veículo, que nem sempre é o infrator, é o maior prejudicado, porquanto frequentemente o mesmo veículo é dirigido pelos demais membros da família.

Alvaro Augusto Fonseca de Arruda alvaro.arruda@uol.com.br

São Paulo

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PRISÃO ESPECIAL

Me causa perplexidade os motivos pelos quais ora se silencia, ora se omite, Sérgio Moro quando o assunto é a prisão de Lula. A prisão especial só dura até o tempo da finalização do processo, ou seja, até a sentença. Sendo assim, Lula há muito tempo já deveria ter sido mandado para uma prisão federal como manda a lei (estabelecimento penal adequado), posto que xadrez de delegacia, que no caso é a cela da PF em Curitiba, contraria a norma, não sendo estabelecimento penal adequado. Aliás, um mantra da própria esquerda e seus juristas de bolso. Ou a lei vale para todos ou é lei de faz-de-conta, a depender do preso.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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TORNOZELEIRA

Não me impressionei com a declaração do presidiário Lula da Silva, em vias de ser julgado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para cumprir o resto de sua pena em regime domiciliar. "Não aceitarei usar tornozeleira eletrônica", disse o ilusionista, duplamente condenado pela Lava Jato. É fato que tal dispositivo de monitoramento perdeu a eficácia. Qualquer ladrão de galinhas iniciante no ofício sabe burlá-lo. Alguns reiniciam a vida no crime portando-o ostensivamente, sem o mínimo constrangimento. Lula, saia da bolha, não se avexe. Com tornozeleira ou sem, a sociedade sabe que você é o chefe da maior organização criminosa do País e por isso foi e está sendo condenado.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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CRÍTICA À JUSTIÇA

Se a Justiça foi parcial ou julgou com imparcialidade o ex-presidente Lula é uma indagação muito séria. Perante à opinião pública, é estranho que o juiz que condenou Lula tenha sido elevado ao cargo de Ministro da Justiça. Um salto monumental. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado em primeira instância, foi absolvido na instância superior porque as provas contra ele foram consideradas insuficientes. A Justiça julga os cidadãos, mas os cidadãos também julgam a Justiça. O povo tem consciência desse direito – exalta o juiz probo, imparcial. Condena o juiz parcial, o juiz partidário, o juiz que protege este e persegue aquele. O pensamento do povo sobre os juízes, especialmente o juízo condenatório, é discreto porque o cidadão pode sofrer represália se aponta o dedo condenatório em direção ao magistrado que mancha a toga. Os juízes julgam com base nos autos. O julgamento do povo é intuitivo, mas muito profundo. Lula, quando exercia a Presidência da República, criticou com veemência o Poder Judiciário numa entrevista divulgada amplamente no País e no exterior. Se esse entreveros com Lula deixou marcas ou foi sepultado é uma incógnita. No caso de ter deixado rancor, os julgamentos do ex-presidente Lula podem não ter sido imparciais até agora e podem ser manchados pela parcialidade os julgamentos futuros. O espírito de corpo é muito forte na magistratura. O posicionamento de Lula foi rechaçado com veemência pela cúpula do Poder Judiciário. Por ocasião do pronunciamento de Lula, escrevi em A Gazeta, de Vitória, um artigo, do qual extraio pequeno trecho a seguir.

“Não me parecem inoportunas e impróprias as críticas feitas pelo presidente Lula ao Poder Judiciário. Nem vejo nada de estranho em sua manifestação favorável ao controle externo da magistratura. Lula foi eleito diretamente pelo povo. Carrega as esperanças do eleitorado que lhe conferiu o mandato. O povo tem reservas gravíssimas ao Poder Judiciário. Lula não fez senão expressar os sentimentos da população. Observe-se que a crítica foi feita ao Poder Judiciário como instituição, como engrenagem. Não se referiu Lula a pessoas de magistrados, nem em conjunto, nem em caráter individual. Não é novo o desapontamento do povo relativamente à Justiça. Nova é a prática diuturna da democracia. A partir da queda da ditadura, no Brasil, o povo assumiu seu direito à palavra e à expressão de suas insatisfações. As declarações de Lula, naquela oportunidade, constituíram, a meu ver, um serviço à cidadania, e não um desserviço, como afirmaram presidentes de tribunais”.

João Baptista Herkenhoff jbpherkenhoff@gmail.com

São Paulo

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TROFÉU PICARETA

Lula, Cabral e Eduardo Cunha estão disputando o Troféu Picareta que será conferido ao mais processado.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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PRIORIDADE DO PRESIDENTE

Nova prioridade. Segundo consta, o próximo passo de prioridades do presidente Jair Bolsonaro é enviar para a Câmara dos Deputados um projeto dedicado à "cura gay". Apoiador da ideia desde sua campanha eleitoral, pretende acabar com os gays através de lei. Ora, pelo andar da carruagem, o próximo passo será aprovar o projeto de sua antecessora, impedida de exercer a presidência, para "ensacar o vento". Quem viver verá.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ATMOSFERA CAÓTICA

A maioria dos executivos e dos gestores de pessoas se esforçam no sentido de monitorar métodos e procedimentos, de modo a cumprir uma estratégia de planejamento previamente estabelecida, na esperança de, ao assim proceder, obter os melhores resultados para a empresa ou instituição. Mas há também, embora em menor número, os que operam no sentido contrário, provocando sutilmente uma atmosfera caótica, a partir da qual esperam ver emergir da desordem introduzida, uma organização produtiva, às vezes conseguindo bons resultados, normalmente, porém, às custas de ter que funcionar dentro de limites mais críticos, sem muita margem a erros, de modo a não permitir que a aparente aleatoriedade vá além de determinados limites. Este último cenário pode ser associado a eventuais atitudes de nosso presidente? Se afirmativo, espera-se que ele saiba até onde pode ir e mantenha pleno controle do processo.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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CPI DAS FAKE NEWS

Sobre o artigo “CPI deixa apreensiva ‘bancada da selfie’”, publicado no “Estado”, em 6/6. Eis mais uma CPI que será outro voo de galinha de curto alcance na Câmara, para apuração de "fake news" que ocorreram na última campanha eleitoral. Claro que os derrotados querem de algum modo diminuir o mérito de Bolsonaro, sem tempo na TV e espaço na imprensa, só baseado nas redes sociais ter logrado a vitória. As expectativas do PT eram tão grandes e a derrota os deixou tão aturdidos, que logo anunciada a vitória do adversário, partiram para a guerra total, que perdura até hoje. Para eles democracia só existe quando se vota neles, mas como o povo não quis, se estão mordendo até hoje. Como não conseguiram assassinar ele fisicamente, agora partem para o assassinato de sua reputação.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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ROUPA SUJA

Ver a lavagem de roupa suja do senador Major Olímpio e da deputada federal Joice Hasselmann é uma decepção. São os chamados líderes de partido. A palavra líder perdeu importância e relevância na forma como vem sendo exibida. Não seria a hora de rever essa liderança, que mais atrapalha do que ajuda? Muitos eleitos pelo PSL são oportunistas, usaram o partido de aluguel para chegarem ao Congresso e de lá produzirem seus lamentáveis barracos. Na hora de defender o governo essa gente se esconde, perde tempo e até muda de lado. Não agem com sincronismo, dão pauta à oposição e são protagonistas de diversas gozações na internet. Para discutir é preciso ter ideias. O Congresso é justamente onde há um déficit de boas ideias, casa que é desprezada pelo cidadão, pois seus componentes buscam seus interesses e a próxima eleição. É de se perguntar: esse País tem jeito?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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RADAR DO CONGRESSO

Ao comentar sobre o acompanhamento que o Estadão faz do andamento das promessas de campanha do governo Bolsonaro, a leitora deu uma ideia bastante interessante: por que não acompanhar as providências que o Congresso Nacional realiza para dar andamento naquilo que lhe cabe como obrigação funcional? Aliás, o projeto de lei da reestruturação da carreira dos militares das Forças Armadas parece-me que não foi listado na relação das providências tomadas.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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NAÇÃO ABANDONADA

Nação maior abandonada, Brasil procura nação adulta que a adote, em caráter emergencial. Viciada em corrupção, vida miliciana e crack político, se tornou ingovernável. Seus 208 milhões de filhos abandonados agradecem.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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CONHECER MELHOR A REALIDADE

Somente quem não se limita a usar as bolhas das redes sociais virtuais para se informar pode dizer que conhece um pouco melhor a nossa atual realidade complexa. Acompanhar lendo as mídias tradicionais impressas que abordam e analisam nosso cotidiano, sem esquecer também as virtuais, é a melhor forma de ficarmos em condições de participar da luta de construção da grande nação que tanto sonhamos e temos condições de ser.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

São Paulo

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GUERRA ENTRE POTÊNCIAS

Em uma palestra ministrada em novembro passado a convite do TED Talks, o professor da Escola de Governo John F. Kennedy da Universidade de Harvard, Graham Allison, alerta para o risco de uma guerra entre a potência dominante, Estados Unidos, e a potência emergente, China. Segundo Allison, em 2004 a economia chinesa correspondia a metade da americana. No ano de 2014, já era do mesmo tamanho e em 2024 será 40% maior. Também segundo Allison, o presidente da China, Xi Jinping, estabeleceu três visões de futuro para o país. Em 2025 serão a potência dominante em 10 tecnologias de ponta, entre elas carros autônomos, robôs, inteligência artificial e computação quântica. Em 2035 serão líderes em inovação em todas as tecnologias avançadas. Em 2049, ano do centésimo aniversário de fundação da República Popular da China, serão "inequivocamente a potência número 1", e com um detalhe: detentores de uma força militar pronta para “lutar e vencer guerras”. O professor finaliza sua palestra chamando atenção para o seguinte fato: nos últimos 500 anos, dos 16 casos em que a potência emergente ameaçou a potência dominante, 12 terminaram em guerra, incluindo os dois conflitos mundiais do século passado. Allison me fez concluir que a China não é o único país cada vez mais distante da Paz Celestial.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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IMPRENSA

Que "o jornalismo que ajuda o Brasil é o jornalismo que desafina as narrativas governamentais", como afirma Eugênio Bucci (“Estado”, 6/6, A2), ou é um erro de interpretação da função da imprensa ou um sofisma proposital. A imprensa foi instituída na democracia americana como instrumento para informar o cidadão ocupado como os seus afazeres sobre o desempenho dos representantes que elegeu. As informações tanto podem ser de elogiosas como repreensivas. Por outro lado a imprensa não é por definição virtuosa. Ela pode - tem a liberdade de - ser partidária. Pode omitir o que lhe convém e escandalizar o que lhe convém; convém aos interesses a que estiver associada. Cabe ao cidadão consciente discernir. Então não noticiar os acertos do governo é um péssimo serviço prestado à sociedade.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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PÁTRIA  DE  MACUNAÍMA

O "menino" Neymar, de 27 anos, foi ovacionado por 30 mil torcedores no estádio de Brasília e recebeu também o apoio do presidente Bolsonaro. Envolto no turbilhão em que está imerso, por conta de acusação de prática de estupro, teria sido sensato seu afastamento da seleção, pelo fato evidente de não dispor de condições psicológicas para jogar. No entanto, o técnico Tite o escalou, com a mesma inteligência com que mandou o centroavante Gabriel Jesus marcar o lateral adversário, na Copa do Mundo do ano passado. O Brasil é a pátria indiscutível de Macunaíma, o herói sem nenhum caráter.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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DECADÊNCIA

De novo o “menino” Neymar volta à primeira página do Estadão. E não são notícias positivas: ele não vai participar da Copa América por lesão no tornozelo, muito oportuna depois do novo escândalo do qual parece ser vítima, já que “importou” para farra em Paris uma senhorita de profissão duvidosa. Que decadência e vergonha de um esportista que tinha tudo para brilhar e, no entanto, não teve maturidade para lidar com fama e dinheiro.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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FORO PARA JOGADOR

Tem que avisar a CBF que todos são iguais perante a lei. Jogador não tem foro privilegiado.

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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LEI SECA

Não existem estudos científicos em nenhum lugar do mundo que assegurem que a dosagem de álcool fixada pela tal Lei Seca (Seca de Inteligência) comprove o estado de embriaguez. Repita-se à exaustão: o indivíduo não pode ser compelido a se auto incriminar, não pode ser obrigado a efetuar o teste do bafômetro, competindo à autoridade fiscalizadora provar a embriaguez a fim de aplicar as sanções previstas. Existe jurisprudência do STF que, para fins criminais, decidiu que não se pode admitir decisão desfavorável ao réu com fundamento somente na informação da autoridade no sentido de que houve recusa de se submeter ao teste do bafômetro. Quem se recusa ao teste do bafômetro (direito garantido pela constituição) não pode sofrer nenhum tipo de sanção. Pelo contrário, é abuso de autoridade. Destarte, se não sou obrigado a fazer o teste do bafômetro (um direito constitucional) por que quando me recuso a fazê-lo, tenho o carro arbitrariamente rebocado pelos tais agentes da lei seca, sou obrigado a pagar uma multa elevadíssima para o Estado e ainda perco 10 pontos na carteira?

Dirigir comprovadamente bêbado, jamais. Porém, dirigir não é crime. Por que os agentes burocratas do Detran/RJ (órgão diversas vezes envolvido em denúncias de corrupção), não armam suas ridículas barracas de acampamento em locais de alto grau de periculosidade e assaltos? O Rio é uma cidade sem lei, onde assaltos nos sinais, tiroteios, roubos de carros, arrastões a qualquer hora do dia fazem parte da rotina de quem mora e vive na cidade. Por que ao invés de perseguir motoristas, que estão dirigindo sem causar qualquer dano à sociedade, os agentes do Detran/RJ não fazem as blitzes caça níqueis da lei seca em regiões e ruas dominadas pela bandidagem e com altíssimo índice de assaltos, violência e roubo de carros?

Fernando Thadeu fernandothadeu10@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESTADO EM SUZANO

Ponto positivo do governo do Estado de São Paulo. Em pouco tempo após a tragédia em Suzano, na Escola Estadual Raul Brasil, firmou acordos de indenização com as famílias dos estudantes e das duas funcionárias que faleceram, além da daqueles que sofreram lesões, que serão atendidos por psicólogos até final de junho. O Estado cumpriu com a sua obrigação para reparar os danos causados pelo atentado com eficiência.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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CÃES NA SÉ

Com o aumento da pobreza dos humanos explode o abandono de cães na capital paulista. Muitos, da Praça da Sé, são agressivos e revoltados. Pensemos nas pessoas e nos animais no Junho Verde.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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