Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2019 | 03h00

CORRUPÇÃO

Lula réu novamente

A imprensa informa que Lula e o PT receberam R$ 64 milhões da Odebrecht em propina para liberar US$ 1 bilhão de financiamento do BNDES para Angola. Ninguém informa, porém, se Angola está pagando o empréstimo. Ou seja, o rombo pode ser a soma dos dois valores. Mais um roubo do “prisioneiro político” de Curitiba.

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

Tornozeleira não

Lula da Silva, próximo de progredir para o regime semiaberto, declarou que não aceitará usar tornozeleira eletrônica. Para ele, “tornozeleira é para bandido ou pombo”. O inocente presidiário, com sua costumeira arrogância, quer impor à Justiça condições para responder a seus inúmeros processos longe da cadeia. Era só o que faltava.

JOSÉ A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Economia

Leitura e tornozeleira eletrônica devem dar gastura em Lula, porque ele prefere a prisão ao regime semiaberto com tornozeleira eletrônica. Não sei por que a juíza Carolina Lebbos, da 12.ª Vara Federal, responsável pela custódia do ex-presidente em Curitiba, não aproveita o ensejo e o transfere para a Papuda, no Distrito Federal, ou para Pedrinhas, no Maranhão. No Brasil em crise, isso reduziria R$ 280 mil em despesas mensais com o ex-presidente (dos R$ 300 mil/mês em Curitiba para R$ 2 mil/mês nos outros presídios).

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Igualdade à brasileira

No Brasil do faz de conta, todos somos iguais perante a lei, à exceção de Lula da Silva. Se os Ministérios Públicos estaduais seguirem o exemplo da subprocuradora do Ministério Público Federal, que contou o tempo e recomendou que o corrupto e lavador de dinheiro Luiz Inácio Lula da Silva seja posto no regime semiaberto, os 750 mil presidiários, maciçamente pobres inominados, com 1/6 da pena cumprido serão enormemente reduzidos. O mundo civilizado não convive com a mentira constitucional à brasileira de que todos somos iguais perante a lei.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

myguep23@gmail.com

Belém

Defesa e falta

Parlamentares do PT, incluindo o senador Humberto Costa, voltaram a afirmar que o processo de condenação do ex-presidente Lula não passou de uma conspiração entre o governo e o ex-juiz Sergio Moro. Talvez essa insistência sobre tal teoria da conspiração seja, mesmo, o que de melhor a defesa de Lula possa apresentar, uma vez que sua condenação foi confirmada por outros três desembargadores, cinco ministros do Superior Tribunal de Justiça e, ainda, por outro ministro do Supremo Tribunal Federal. Ou seja, a culpa é do juiz, sempre do juiz. Só faltou xingarem a mãe dele e dizerem que a falta foi fora da área.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

GOVERNO BOLSONARO

A viagem do vice

O vice-presidente Hamilton Mourão, se pretendia nos aproximar da China, teve à sua disposição um jatinho da Força Aérea Brasileira com autonomia de voo de cinco horas: Brasília-Recife, Recife-Cabo Verde, Cabo-Verde-Marrocos, Marrocos-Líbano, Líbano-Cazaquistão, Cazaquistão-Pequim. Se queres conquistar o Oeste, enfrente as aventuras das diligências, dos selvagens e dos salteadores. Não obstante, a missão foi cumprida com o primeiro brilho de conhecimentos políticos e econômicos que se viu neste governo. O fato nos dá a exata medida da guerra intestina, da frigideira em que põem o vice-presidente. Nada que o mundo não conheça quando triunfam as nulidades, parafraseando Rui Barbosa.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

A mesma fórmula

Bolsonaro vai à Argentina e ninguém sabe por que razão e com que objetivo, assim como no caso de outras viagens que tem feito até agora. Mourão volta da China num Legacy da Embraer que exigiu seis escalas até Brasília, prepara a visita de Bolsonaro em outubro, faz um relatório e declara que o Brasil rejeitará o bloqueio à empresa gigante Huawei imposto por Donald Trump. A diferença de importância entre as duas viagens é gritante. Já tivemos Sarney, Itamar e Temer, estamos acostumados a eleger um presidente e terminar o mandato com o vice. Vamos repetir a fórmula agora?

PAULO A. DE SAMPAIO AMARAL

drpaulo@uol.com.br

São Paulo

Governo envelhecido

Diante do descalabro administrativo do governo em praticamente todas as áreas, pode-se afirmar que em cinco meses o presidente conseguiu superar o caos gerencial do governo Dilma. Não por acaso, Lula é contra o impeachment de Bolsonaro, pois quanto mais este governo troca os pés pelas mãos mais a esquerda se reorganiza e se fortalece. Infelizmente, a credibilidade das Forças Armadas tende a sair disso chamuscada, por chancelar o “capitão” cuja conduta já era bem conhecida no meio militar. Este governo envelheceu em tempo recorde.

SANDRO FERREIRA

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

PREVIDÊNCIA

Obstáculo

Quem diria, o presidente Jair Bolsonaro é o primeiro a atrapalhar a reforma da Previdência – aquela de que ele tanto fala há quase seis meses. Ora, com sua esdrúxula interferência no Código de Trânsito Brasileiro, aumentando o limite de pontos para a perda da CNH, sugerindo a não obrigatoriedade das cadeirinhas, etc., o caos do trânsito certamente aumentará, trazendo consigo maiores gastos com internações, aposentadorias e pensões aos acidentados, sob a responsabilidade do próprio governo. Ora, como já dizia aquela senhorinha de Taubaté, “muito ajuda quem não atrapalha”.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

VACINA DA GRIPE

SP está seguro?

No Estado de São Paulo, a meta de vacinação contra a gripe este ano era de 90% do grupo de maior risco. A meta não foi atingida e alcançou 75% deste grupo. Então, a vacina foi liberada para toda a população, e acabou. Nessa situação, foram atingidos porcentuais seguros, seja no grupo de risco ou fora dele, para evitar problemas graves com a disseminação da doença?

VALTER VICENTE SALES FILHO

valtersaopaulo@yahoo.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


SOCORRO AOS ESTADOS

Governadores com suas contas debilitadas e até sem pagar em dia salários dos servidores, com a velha bandeja na mão, pediram socorro financeiro ao Planalto. E, nesta terça-feira, o governo federal finalmente enviou, como havia prometido, um projeto de lei que institui uma nova ajuda aos Estados e o DF, chamado Plano de Promoção do Equilíbrio fiscal (PEF), ou Plano Mansueto, como o nome de seu autor, o Secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. 12 Estados, mais o DF, que vivem em total penúria fiscal, podem se beneficiar deste plano. Porém, somente vão receber verbas vultosas da União, se houver compromisso com duro ajuste fiscal, como a implantação de teto para gastos, privatização de empresas do setor financeiro, de energia, de saneamento, ou de gás etc. Atendendo a estas exigências, como prega o plano, terão até R$ 10 bilhões ao ano para equalizar a situação fiscal. Também, a partir de 2021, municípios podem aderir ao Plano Mansueto. Se vai dar certo só Deus, sabe. Um bom exemplo, ocorreu na gestão de FHC, entre 1997 a 1999, em que seu governo, dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal, assumiu a dívida dos Estados, na época de R$ 427 bilhões, financiando esse débito por 30 anos. Foi de grande alívio para contas dos Estados e recuperação dos investimentos em infraestrutura. Porém, como estamos num País de políticos relapsos e até corruptos, somando os sequentes quase 14 anos de governo petista, como de Lula e Dilma, que praticamente quebraram o Brasil, todo o esforço de FHC, com objetivo de equalizar as contas públicas nesses últimos anos foi jogado no lixo. Espero que o governo Bolsonaro, numa ação de “uma mão lava a outra”, somente conceda esse apoio financeiro de socorro aos Estados se os governadores também se engajarem apoiando a reforma da Previdência. Quiçá ao lado do governo federal, também os Estados e municípios, criem vergonha e administrem com dignidade os recursos dos contribuintes, melhorando o nível dos serviços públicos, há muito, um caos.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ESTATAIS

O STF não foi bonzinho ao liberar a “venda de subsidiária de estatal sem aval do Congresso”, pois no País existem 134 estatais, a grande maioria deficitárias. Mas como o saneamento das contas da Petrobrás é imprescindível, porque a estatal foi roubada, vilipendiada, servindo de moeda de troca entre empreiteiras e o lulodilmismo, deixaram que, pelo menos, as subsidiárias fossem vendidas. Mas no fundo, o STF continua amigo da turma socialista que vê nas estatais um meio para deixar o governo “obeso e muito forte”, mesmo que deficitárias, sustentadas pelo resto do País, miserável. Ainda precisaremos conviver muito com essa realidade, porque para vender uma estatal, por lei, é necessário até um plebiscito, mas para abrir uma qualquer político eleito pode.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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INDEPENDÊNCIA PRETERIDA

A independência dos poderes contida na obra do barão de Montesquieu, "O Espírito das Leis", uma das bases das democracias organizadas, passou a ser letra morta para o Supremo Tribunal Federal (STF) quando o Tribunal autorizou a venda de subsidiárias de estatais sem aprovação do Congresso. O fato torna-se sui-generis, porque o Judiciário, composto de 11 ministros togados, afasta 594 parlamentares, dando ao governo uma vantagem política, por ser ele o responsável pela composição do time de togados. A privatização de estatais, assim como suas subsidiárias é uma necessidade do governo, mas que seja discutida e autorizada pelo Congresso. O Judiciário dá as mãos aos Executivo para aplicar um garrote vil no Parlamento. A decisão do STF, esconde debaixo de suas togas o odor de uma miniatura ditatorial.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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OS PRESÍDIOS DO BRASIL

Quarto-cela. É público e notório o estado precário dos presídios brasileiros decorrente da falta de vagas e da superpopulação. Essa dificuldade contribui para inviabilizar a recuperação do condenado que, segundo os juristas, em tese, é o objetivo das prisões. Os presídios atualmente podem ser considerados prosseguimentos das senzalas, já que somente o pobre e miserável permanece preso. Entretanto, nesse mar revolto que é o sistema prisional, encontramos algumas “ilhas da fantasia”. A mais notável está localizada em Curitiba. Trata-se de um quarto-cela com banheiro, esteira ergométrica, aparelho de TV e frigobar. Uma regalia de fazer inveja a muita gente de bem. Que beleza não é companheiro Luiz Inácio!

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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SOCIEDADE ESPERANÇOSA

O Brasil está numa situação caótica deixada pelos desgovernos petistas durante treze anos. Governadores e brasileiros conscientes devem pressionar os parlamentares, mesmo os opositores do governo, para aprovar, com urgência, as reformas que estão em pauta, dando prioridade à da Previdência, indispensáveis para resolver a situação de 13 milhões de desempregados, do déficit da Previdência, dos Estados e municípios que estão na miséria, de milhares de empresas que estão fechando. Também para acabar com o tráfico de drogas e armas, para melhorar a saúde, educação, segurança, saneamento básico, dentre outras condições desfavoráveis que exigem soluções rápidas. A sociedade está esperançosa.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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REORGANIZAÇÃO

Depois de tantos anos de irresponsáveis experimentações que enfraqueceram os poderes do Estado e da sociedade, o Brasil e suas instituições voltam-se para a reorganização. Começou pela montagem do Ministério sem a barganha e, agora, a Câmara dos Deputados aprovou a divisão prazo de 120 dias de validade das medidas provisórias para que elas sejam discutidas e votadas a tempo do Senado poder também tramitar e votar sem o risco de cair em decurso de prazo. O Senado, por seu turno, vai votar o fim da decisão monocrática dos ministros do STF sobre atos do Executivo e do Legislativo, que só poderão ser barrados pelo plenário da corte. Também há o caso dos decretos que só podem ser revogados por leis, o que contraria a hierarquia jurídica e trava o País. Além das grandes reformas estruturais, é preciso recolocar o País nos eixos eliminando as pegadinhas e as facilitações indevidas que os espertos intrujaram na estrutura oficial ao longo dos anos. A política que aparelhou e enfraqueceu o poder do Estado nos conduziu às crises econômica e social. Precisamos ter agilidade para operar no mundo globalizado, atrair investimentos e com isso gerar empregos, melhorar a segurança pública e outros itens de primeira necessidade ao País. É fundamental o encontro do equilíbrio e a harmonia entre os poderes para que cada um, na sua área de atribuições e sem invadir terreno alheio, dê a sua contribuição para o progresso, o bem-estar da nação e a manutenção da democracia.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br     

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CAUTELA

Não só Affonso Celso Pastore, como outros economistas da estirpe de Delfim Neto estão acordes em propugnar paciência para o momento atual e muito trabalho para desmontar a construção ideológica ocorrida nos últimos lustros, o que não se fará de forma açodada e nem com os olhos no retrovisor. Com efeito, os brasileiros precisam mirar o novo momento econômico e nele realizar o seu trabalho e as suas aplicações. Só sairemos deste caos político e econômico com cautela, paciência e disciplina. Não se chega às alturas voando sempre baixo.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro               

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MOEDA BRASIL-ARGENTINA

A filosofia (se não estamos a agredir um nome tão representativo) política do governo consiste em incluir-nos e excluir os outros, ainda que estes sejam a maioria. Daí porque, ao invés de buscar-se a restauração do Mercosul, cujo ideal é sólido, assim como o era o Mercado Comum Europeu, que viveu obstáculos do mesmo tamanho que o dos enfrentados pelos americanos, e resultou na UE, fala-se em uma moeda única Brasil-Argentina. O restante do continente é acessório, são os "outros". O final disso será pífio ou catastrófico, como todas as políticas de exclusão. E o ministro Paulo Guedes agasalha e flerta com a ideia de sermos a Alemanha do cone Sul. Raramente este governo nos traz verdades aceitáveis, como as expostas pelo vice-presidente Hamilton Mourão ao retornar da China, depois de um périplo de aventuras num jatinho da FAB.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MANIFESTAÇÃO IRRESPONSÁVEL

Sobre o artigo “Procuradoria diz que reforma da Previdência de Bolsonaro é inconstitucional“ publicado no “Estado” em 5/6. Eis uma manifestação irresponsável do Ministério Público Federal, alegando que a reforma é inconstitucional, por meio de um parecer de dialética duvidosa, em que esquecem que, se não houver a reforma, o estado brasileiro vai falir então "constitucionalmente". Ora ora, o direito não é uma ciência exata, podendo-se sobre qualquer tema, produzir-se tanto pareceres a favor como contra, baseados na mesma Constituição, dependendo apenas dos interesses políticos dos autores.                        

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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GABINETES DO STF

Leio que os gabinetes dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderão dobrar de tamanho nos próximos anos. "Eu já mandei fazer uma beliche", brincou o ministro Ricardo Lewandowski. Tem a ver com as abordagens de sofridos trabalhadores às ruas, indignados com a desvendada (in)justiça praticada no STF, que tem como símbolo uma viciada balança pendendo para o lado de condenados amigos endinheirados? Data venia, ministro, mantido esse oblíquo modus operandi, a mudança de toda a família para o STF será imperativa e aconselhável. Em vez de uma beliche, que tal uma cama king size, uma academia e uma piscina de borda infinita na cobertura? Por cautela, sei lá, reserve um espaço na garagem para a viatura do cabo e do soldado. A propósito, ministro Dias Toffoli, em que bolha vive o perdulário STF, alheio ao déficit orçamentário da União, dos Estados e municípios e à reforma da Previdência? Pelo jeito, os vultosos custos dos carros blindados, das lagostas e vinhos premiados servidos à mesa do colegiado são fichinhas, diante das despesas com o mobiliário e acessórios dos novos ambientes. STF, acima de tudo e de todos. É isso, presidente?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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PIB

Segundo ranking global da respeitada Austin Rating sobre taxa de crescimento do PIB no primeiro trimestre deste ano, o Brasil ficou em 45º lugar entre 47 países analisados, caindo 5 posições desde o último balanço de 2018. Como se vê, a economia segue de vento em proa e o pibinho, ó. Até quando o País suportará?

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PONTOS NA CNH

Sou a favor da extinção do sistema de pontos na CNH, pois não comprovou-se redução de acidentes durante sua vigência. É apenas uma restrição a mais à liberdade do cidadão de bem. Assim como a obrigatoriedade do farol aceso em vias de mão única.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

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CICLO VICIOSO

A informação divulgada pelo “Estado” (7/6, A7) de que, segundo pesquisa feita em campo à beira das estradas de São Paulo, 7,8% dos caminhoneiros usam drogas é mais uma demonstração de que medidas punitivas somente - multas e pontos na CNH - não resolvem e não resolverão a complexidade do tráfego, pois este índice se mantém constante há anos. Se as autoridades e especialistas na área ainda não têm a solução mágica para melhorar o trânsito complexo e indisciplinado que se observa Brasil afora, é preciso ao menos reconhecer que repressão somente não resolve. Pelo contrário, o excesso de punição só pereniza este estado de coisas, num ciclo vicioso interminável.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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INTERNAÇÃO INVOLUNTÁRIA

Só quem já foi abordado por pessoas completamente descontroladas sabe o quão importante é este decreto sancionado pelo presidente.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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FALTOU PODER PÚBLICO, SOBRARAM CACHIMBOS

Para o viciado entrar no combate contra o vício (doença), antes de mais nada, precisa nascer dos escombros o desejo. Não respeitar o desejo de um passo de cada vez é não respeitar o outro, vide Narcóticos Anônimos (NA). Internação involuntária é, antes de tudo, um paliativo. Não se obtém a cura da doença em 90 dias, tampouco em cultos de fé. Porém, após 90 dias, muito provavelmente, a volta será triunfante e com doses cavalares. Ou alguém subestima os poderes da cocaína? Se o País é um dos que mais consome cocaína no mundo o que nāo faltam são exemplos de ex-viciados, que em algum momento viram ali nascer o desejo. Tratar viciados como infantes, incapazes, é começar errado. Não podemos generalizar o tratamento. Cada caso de dependência química vem carregado de singularidades, peculiaridades. Negar isso é retrocesso, é cegueira. Na luta contra o vício nāo se impõe, mas sim dispõe.

Quanto ao "menino que nāo consegui conversar, está vendendo o corpo por pedra de crack", como afirmou o ministro Osmar Terra, eu diria que pensar em um “menino” assim é pensar, antes de tudo, em uma criança longe das escolas. Onde faltou o poder público, sobraram cachimbos. Aliás, difícil nāo incluir no debate o lugar onde muitos jovens experimentam maconha pela primeira vez: nas esquinas de muitas escolas públicas. Impossível resolver o problema da drogadiçāo se o mesmo corpo governamental fere o único remédio para estancar a sangria: uma boa educação, ou alguém já viu por aí um "menino", carregando em uma das mãos Monteiro Lobato e na outra um cachimbo de crack?

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

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DIA D

75 anos do Dia D. Nunca devemos nos esquecer. Nunca.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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DINHEIRO DE TEMER

Fiquei penalizada com a situação da família de Michel Temer, passando "verdadeiro padecimento por inanição". Recebe de aposentadoria é somente R$ 22.415, mais dois títulos de aposentadoria e aluguel, mas tem gasto mensal de R$96.766 com o sustento da sua família. Imaginem como vivem a maioria dos "pobres mortais brasileiros”, ganhando salário mínimo.

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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FEITOS DE DILMA

Impressionante a blindagem em torno da ex-presidente Dilma Rousseff. Em 2006 quando ministra da Casa Civil de Lula permitiu a aquisição superfaturada da Refinaria de Pasadena; nos anos de 2010 e 2014 recebeu propinas para a sua campanha eleitoral de várias empreiteiras, além do desvio de dinheiro da Petrobrás; mentiu também sobre a construção do Porto de Mariel em Cuba, ao afirmar que recebeu garantias do governo caribenho e por fim, "emprestou" R$33 bilhões para alguns países aliados ideologicamente. Quanto dinheiro que poderia ter sido gerado em empregos aqui no País. E a impunidade continua.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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PLANOS DE SAÚDE

A cada ano os planos de saúde coletivos produzem aumentos abusivos com a complacência da ANS. Vamos aos números recentes:

Inflação 2017 – IPCA 2,95 % ; Variação Cambial Anual 1,99 %; aumento do plano de saúde 2018  – 15,50 %. Inflação 2018 – IPCA 3,75 % ; Variação Cambial Anual 16,94 %; aumento do plano de saúde – 15,74 %. O aumento médio dos 2 últimos anos foi acima de 15 %. Hoje, a cadeia dos planos tem três etapas: operadora, seguradora, hospitais/médicos e laboratórios, todos aumentando os preços. As seguradoras sempre alegam na tradicional carta explicando os aumentos: inflação, variação cambial, novos equipamentos e aumento da idade das pessoas. Nunca vi aumento da eficiência operacional ou da produtividade, para que os reduzissem os custos e tivessem ajustes próximos da inflação.

Hoje pago R$ 3.726 para duas pessoas e, nessa escalada, pagarei R$ 16.951 daqui a dez anos e R$ 70.040 daqui a 20 anos considerando a média de 15% de aumento que tem sido aplicado nos últimos anos. Com a palavra, a ANS.

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

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DESPOLUIÇÃO DO RIO

Admiro o excesso de otimismo de João Doria. Garis disseram que o papo do governador de despoluir o Pinheiros em dois anos e meio é conversa de pescador. Eu também não acredito nessa mágica. Se isso ocorrer - como diria o nosso professor Marco Antonio Villa: eu atravesso o rio Tietê andando ou nadando de costas.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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