Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2019 | 03h00

BRASIL-ARGENTINA

Moeda única

Presidente Jair Bolsonaro, apostamos todas as nossas fichas em sua cartada com a certeza absoluta de que faria tudo pelo Brasil. Não estou criticando, muito menos desaprovando seu desempenho - até porque estou consciente de todas as inúmeras dificuldades a serem enfrentadas e barreiras a serem superadas. Porém, até o presente momento, ainda não vi ocorrer nada de relevante para que eu pudesse me entusiasmar e me encher de esperanças. Em sua viagem à Argentina, quando se encontrou com o presidente Mauricio Macri, falaram da possibilidade de unificar a moeda no Mercosul ou até do Brasil com a Argentina, sugerindo até um nome para ela: peso real. Sinceramente, com o universo de problemas que nosso país enfrenta, teria sido este um bom momento para falar nisso? Até porque, se tal moeda vier a ser criada, na situação em que se encontra a Argentina, o dólar e os juros dobrariam de valor no Brasil. Seria catastrófico, não?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Peso real

Esta ideia de aproximar a economia da Argentina da do Brasil por meio de uma moeda única, efetivamente, é um peso real.

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

Fraqueza

Não se cria moeda única quando as economias estão fracas e a crise fiscal é forte. A União Europeia, que congrega mais de 20 países, passou por várias crises e, agora, enfrenta seu maior desafio: o Brexit. Enquanto a América Latina não for organizada e autossustentada pelas diversidades do campo, nenhum encontro será possível, sob pena de criar insolvência generalizada.

CARLOS HENRIQUE ABRAO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Na ponta do lápis

Se esta ideia evoluir, estaremos adicionando um peso ao real. Se já não vamos bem, calculem arrastando a crise financeira e política dos hermanos. Nesta hora, somar é subtrair.

CLAUDIO JUCHEM 

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Bom para os outros

A cada viagem de Estado, o presidente Bolsonaro se presta a atuar como alegre fantoche para as campanhas eleitorais dos “amigos”, endossando suas políticas. Foi assim com Donald Trump, nos EUA, quando ofendeu imigrantes brasileiros e latinos; com Benjamin Netanyahu, em Israel, quando prestigiou os ortodoxos do Terceiro Templo, da ultradireita anti-islâmica; e, agora, com Mauricio Macri, na Argentina, cujo modelo liberal se afoga e se agarra ao salva-vidas inexperiente, com o lastro do “peso real”. Que o cidadão Bolsonaro os apoie e pose como alegre clown, problema pessoal. Mas não como chefe de Estado, porque o Brasil não sustenta estes valores e delírios e tem problemas gravíssimos que nem foram cogitados pelo visionário sonhador de opereta, um Candide agora sem Pangloss. A cada dia, a cada viagem, prova que prefere o sonho insensato que embota a razão, alienando-o da realidade. Este país ainda não virou a nau dos insensatos, como o famoso quadro de Bosch. Ainda não.

ROBERTO YOKOTA

rkyokota@gmail.com

São Paulo 

GOVERNO BOLSONARO

Desgaste desnecessário

Semanas atrás, Eliane Cantanhêde escreveu que as opiniões ou sugestões do presidente Bolsonaro, sem passar pelo filtro de assessores, estavam causando alvoroço no mercado financeiro e acirravam as brigas com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A Bolsa despencava, o dólar subia e Maia criava caso para prosseguir com as reformas enviadas àquela Casa. Agora, vêm as mudanças no Código de Trânsito propostas pelo governo. No projeto enviado ao Congresso, alguns pontos já causam polêmicas: o fim da multa para quem deixar de usar a cadeirinha para o transporte de crianças; aumento de pontos na CNH de 20 para 40; e o fim do exame toxicológico para renovação da carteira de motoristas profissionais. São polêmicas que poderiam ser evitadas, pois estatísticas comprovam que essas medidas em vigor reduziram o número de acidentes em porcentagens consideráveis. Rodrigo Maia já se manifestou contrário às mudanças, o que significa mais uma derrota do governo na Câmara. Desgaste desnecessário. Em entrevista ao Estado (8/6, A12), o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), afirmou que o governo tem de se preocupar com coisas mais importantes e que não deve se envolver em questões de menor relevância. Sigo o raciocínio do governador. Bolsonaro tem de lutar - como tem feito, isso é inegável - pelas reformas enviadas ao Congresso e por estreitar relacionamentos internacionais (as negociações Mercosul-União Europeia são um bom começo) e domésticos. Manter diálogos inteligentes entre os Três Poderes é imprescindível para sair da primeira marcha, que só faz patinar no atoleiro.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Seriedade, por favor

Faço coro com a deputada Christiane Yared (PL-PR), cuja entrevista foi publicada no sábado (‘Eu não sei o valor de uma cadeirinha. Sei de caixão’, 8/6, A21). Acrescento: o presidente brinca na Presidência, lançando ideias absolutamente estapafúrdias. Flexibilizar as regras do trânsito? É claro que nunca perdeu um filho em acidente de trânsito. Minha esposa e eu, por exemplo, nunca mais pudemos abraçar nosso filho, ver seu crescimento. Na minha opinião, é preciso endurecer as regras no trânsito. A proibição de dirigir embriagado é uma delas, e deveria ser punida com a perda definitiva da habilitação. Sr. presidente, não brinque de ser presidente e aja apenas em questões sérias. Caso não saiba o que é ser sério, pergunte, observe e aprenda com muitos que estão ao seu lado e são sérios, competentes e responsáveis. Há muito por fazer para recuperar o País, gerar empregos e reativar a economia. Quase meio ano perdido na Presidência, que desperdício! Mas ainda há tempo de fazer uma grande reforma no País. 

LUÍS ALBERTO ORSI SAVAZONI

luissavazoni@gmail.com

Mairiporã

FUTEBOL FEMININO

Copa do Mundo

Após assistir ao vitorioso jogo de estreia da seleção feminina de futebol ontem, deparei-me com as dificuldades relatadas pela equipe na matéria Seleção feminina depende da ajuda do Bolsa Atleta (9/6, A25). Se não fosse o Estado, com o apoio e as bolsas, elas não estariam lá. Baixos salários e dificuldades de todos os níveis tornam esta equipe vitoriosa independentemente da classificação no mundial.

MARIA ÍSIS M. M. DE BARROS

misismb@hotmail.com 

Santa Rita do Passa Quatro

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


ACORDO COMERCIAL

O ministro Paulo Guedes dá uma ótima notícia de que dentro de quatro a cinco semanas será finalmente assinado um acordo comercial com a União Europeia. Acordo este que Fernando Henrique Cardoso, na sua gestão, deixou engatilhado para Lula fechar, mas, desgraçadamente retrógrado que é, assim como seu PT, se negou a fazer. Em boa hora Michel Temer retomou as conversações deixando as negociações avançadas. Se o atual governo confirmar a façanha com os nossos parceiros do Mercosul, certamente, com o potencial de mais de 450 milhões de habitantes e uma economia desenvolvida como a da Zona do Euro, o Brasil vai finalmente poder alavancar sua relação comercial com esse promissor mercado, aumentar as exportações e gerar empregos de qualidade. Em meio a este retrocesso econômico que vivemos, perturbações políticas, e um presidente, como Jair Bolsonaro, que ainda não encontrou seu prumo para governar, a confirmação de um acordo comercial com a UE, é para se comemorar.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ANISTIA PARA IMÓVEIS IRREGULARES

Cerca de 150 mil imóveis irregulares na cidade de São Paulo serão beneficiados com a nova Lei de Anistia, encaminhada pelo prefeito Bruno Covas à Câmara dos Vereadores. Edificações residenciais de até 150m² de área construída, bem como empreendimentos com área total de até 500m² para uso residencial estão entre os imóveis que serão contemplados.

O Projeto de Lei foi elaborado com base nas diretrizes fixadas pelo Plano Diretor Estratégico, em consonância com o Estatuto da Cidade e o Código Civil. O documento estabelece que a regularização deve ser efetuada desde que a edificação atenda condições de higiene, segurança de uso, acessibilidade e estabilidade. Imóveis que não respeitem áreas de preservação, galerias pluviais e também os em apreciação pela Justiça não terão direito à anistia. A aprovação permitirá que esses imóveis passem a pagar IPTU, aumentando a receita do município.

Sergio Schilis

São Paulo

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PREFEITOS

A pequenez dos alcaides. São Paulo, a 10ª maior cidade do planeta. Não é pouca coisa. Fundada em 25 de janeiro de 1554, pelos jesuítas Manoel da Nóbrega e José de Anchieta, teve diversas administrações. No tempo do império, ainda teve como primeiro prefeito Luiz Antônio de Sousa Barros, que dá nome à famosa rua do Tatuapé. Na primeira República, de 1899 a 1930, teve seis administradores. De 1930 a 1953, na era Vargas, teve 20 prefeitos nomeados. Da fase democrática de 1953 até 1969 e últimas eleições do período militar, São Paulo teve sete prefeitos. Durante o período militar, teve nove prefeitos, chamados “biônicos”. Após a redemocratização do País, de 1986 até os dias de hoje, São Paulo teve dez prefeitos, contando com o atual ocupante do cargo.

Em todos esses períodos, por se tratar de uma cidade cheia de contrastes e um polo aglutinador de raças e origens diferentes, em que o povo busca uma ascensão em todos os aspectos, tornou-se uma cidade peculiar, que apresenta um grande desafio para os seus administradores. Por aqui passaram figuras que se destacaram no cargo, podemos citar Prestes Maia, que administrou a cidade por dois períodos, 1938 até 1945 e posteriormente de 1961 a 1965. Faria Lima, outro prefeito notável que São Paulo teve, de 1965 até 1969, que apesar de carioca, administrou nossa cidade com carinho como se fosse nativo. Desse rol de prefeitos que por aqui passaram tivemos ainda bons prefeitos.

Concentremos agora, no período de 1986 até os dias de hoje. Salta aos olhos, a pequenez e mediocridade dos prefeitos que administraram nossa cidade, ou muitas vezes, apenas fingiram que administraram, durante esse período. A maioria utilizou o cargo para tentar saltos maiores. Esquecem-se de que uma administração impecável aqui é passaporte garantido para alçar maiores vôos políticos. Porém, a vaidade sobrepuja qualquer resquício de inteligência que possam possuir. Falta-lhes uma auto análise, para conhecer a própria dimensão política. Ao contrário, não importando o período que por aqui passam, desejam deixar uma marca. Marca esta que costuma ser uma cicatriz dolorosa.

Sem entrar na seara sobre a administração de recursos do município, podemos citar desinteligências somadas a absurdos: os túneis sobre o Rio Pinheiros que foram escavados, cheios e reescavados. Poderiam ser de emboque único, na transversal a que foram erigidos. Teriam sido mais baratos e muito mais bonitos. Talvez o objetivo tenha sido ficar mais caro mesmo. Mas o prefeito da ocasião deixou a sua marca. As invasões das áreas de mananciais e beiras de represas, incentivadas por prefeitos populistas, à guisa de assentar populações carentes também deixaram uma marca. Houve um, que sem planejamento algum, travou vias da cidade, gastando alguns bilhões para implantar faixas de bicicleta em ruas cuja declividade impedem o uso deste veículo. Há faixas que têm meia dúzia de usuários por dia. Mas foi deixada mais uma marca. O atual alcaide, para deixar a sua marca, pretende transformar o Minhocão em um parque, contudo, sem apresentar um estudo acurado para resolver o caos que a cidade enfrentará. Simplesmente não há alternativa. Porém, também deixará a sua marca, ou cicatriz.

A cidade de São Paulo, polo pujante do Brasil, tem sofrido exacerbadamente com a pequenez e a mediocridade de nossos atuais alcaides. Oxalá, tenha sido apenas uma fase e doravante, pessoas de competência e sobretudo honestas, apresentem-se para administrar a nossa São Paulo.

Luiz Felipe de Camargo Kastrup lfckastrup@gmail.com

São Paulo

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DESEMPREGO ESTRUTURAL

Estagnação do desemprego. O brasileiro começou o ano de 2019 esperançoso, como ocorre no País há muito tempo, ao iniciar um novo governo federal. Passados cinco meses, a esperança está se dissipando e a realidade econômica bate à porta novamente. O País não teve a retomada do crescimento que já ocorreu em outras oportunidades pós-crise. A insegurança jurídica provocada por cortes superiores destrói a vontade de investir. Os congressistas estão passando por crise de abstinência em razão do corte de cargos e verbas de que eram dependentes, aliás, há 519 anos de existência, desse País patrimonialista. A economia encontra-se estagnada. Com todos esses fatores trabalhando harmoniosamente para levar o País para o fundo do poço, para jogar a “pá de cal” derradeira, adiciona-se o desemprego estrutural, ou seja, aquele que é gerado pela falta de capacitação do empregado para exercer até funções básicas, e que não permite que o índice de desemprego baixe independentemente das medidas tomadas para que isso ocorra. É resultado de décadas de descaso causado por uma ação premeditada, realizada com método, para gerar o caos pela implantação da filosofia gramsciana no País. É preciso que todos tenham paciência, porque o desaparelhamento do Estado pode levar muito mais tempo do que o despendido para o seu aparelhamento.

Ricardo Tannenbaum Nunez r.nunez58@hotmail.com

Marília

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VISÃO ESTRATÉGICA

Somos um país que se tornou prisioneiro de corporações que sugam seus recursos e precisa de um líder que tenha visão estratégica. O que temos é uma pessoa despreparada que só consegue pensar pequeno e não tem a estatura necessária. Esperemos que seus (poucos) ministros válidos consigam fazer o que ele nem entende direito.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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VONTADE DE ACERTAR/ESPERANÇA

Bolsonaro não é perfeito, mas transpira honestidade, patriotismo e vontade de acertar. Interrompeu a sequência negativa de 14 anos de desestruturação do País, a família, atropelamento de leis, sem limites de gastos e mordomias. Bolsonaro deu esperança ao Brasil, nos salvou do precipício e de venezuelarmos. Graças a ele nos livramos do ar poluído que contaminava o Brasil.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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OBRIGAÇÃO DE TODOS

Por mais pessimista que estejamos face à nossa atual realidade socioeconômica, pensadores abalizados de nossas potencialidades continuam afirmando que temos condições de sairmos desse momento complicado de nossa história. Contribuir com essa possibilidade é tarefa de todos nós, obrigação individual e coletiva, para que essa realidade se concretize o mais rápido possível.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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'BRAXIT'

Já vai alto 2019, e até aqui vivemos o "Braxit", o Brexit brasileiro, com o País discutindo se aceita um governo que quer fazer parte do "Trumpismo" e sua forma truculenta de ser.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Senhor presidente, um país só se constrói com escolas. Como pode querer tirar verba da educação? Será que povo instruído é ameaça ao senhor e à democracia? Independente disso, os países com boa educação sempre têm bons resultados na economia, saúde, social, segurança, emprego etc. Competir para ver quem leva mais pessoas à rua é atraso. Os estudantes são sensíveis e ninguém os coagiria para protestar, eles lutam por um país melhor, sem retaliações e preconceitos. Educação, cultura, arte não são obrigações e sim direito adquirido de um povo.

Nelson Scatena yagomscatena@gmail.com

São José dos Campos

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CÓDIGO DE TRÂNSITO

Num país em que acidentes de trânsito nas ruas e estradas matam nada menos que cerca de 35 mil pessoas por ano, as irresponsáveis e despropositadas alterações no Código de Trânsito propostas pelo presidente Bolsonaro vão acabar com a indústria das multas e criar a indústria das mortes. Um absurdo que precisa ser vetado antes que seja tarde.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PONTUAÇÃO NA CNH

Eu sou do tempo em que motoristas não eram pontuados, eram fiscalizados e multados. Exigia-se mais respeito às regras do trânsito. Havia mais fiscalização nas ruas, o que mudou com a pontuação? Nada mudou. Apenas aumentou o excesso de punição, a multa pecuniária, a pontuação e a consequente suspensão do direito de dirigir. Ou seja, quem precisa do seu automóvel para trabalhar, produzir, ir e vir, fica impossibilitado de dirigir, então, por estar suspenso do direito de dirigir, o motorista fica seis meses sem trabalhar, sem produzir e sem ir e vir. Ora, para que serve isso? Para nada. A educação do trânsito tinha que começar nas escolas de primeiro e segundo grau. É muita punição para um povo que está desempregado, não tem direito a saúde, educação, mas tem a pontuação na carta de motorista, um problema pequeno, mas de grande poder de destruição. Quanto é o prejuízo para o cidadão suspenso do direito de dirigir e quanto custa para o País um cidadão produtivo com seu automóvel, parado por estar suspenso do seu direito de ir e vir com seu instrumento de trabalho? Muitos automóveis, utilitários, caminhões, ônibus, motos, não são para passeio e sim para produção. Sugiro aumentar o valor das multas gravíssimas, aumentar a fiscalização, mas também melhorar e organizar as condições do nosso caótico trânsito e multar os infratores. Mas antes o poder público tem que oferecer condições e colocar um fim na pontuação, que antigamente não existia e hoje não ajuda em nada, é só mais um fato complicador.

Arcângelo Sforcin arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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SEGURANÇA VEICULAR

Messias ou Herodes? Meus amigos sabem que não discuto política, futebol e religião. O que eu não sabia era o senhor presidente da República é especialista em segurança veicular e segurança de trânsito. Neste momento, o mais adequado é convidá-lo para proferir palestra nos dois cursos que lecionarei no próximo semestre na Unicamp, um para os alunos de graduação e outro para os alunos de pós-graduação, ambos sobre segurança veicular.

Celso Arruda celso@fem.unicamp.br

São Paulo

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AVIÃO A HIDROGÊNIO

Sobre o artigo “Novidade no mercado: avião movido a hidrogênio“ publicado no "Estado", em 2/6. Que o hidrogênio pode ser utilizado em turbinas de propulsão de aeronaves já é conhecido faz muito tempo, como aliás também em motores de veículos terrestres e outros. O grande problema seriam os vazamentos que podem acontecer. Quando o combustível se mistura com o ar, forma-se uma mistura altamente explosiva. Também em acidentes, ao haver grandes impactos, com grandes e súbitos vazamentos, existe também a possibilidade de grandes explosões. A energia é limpa, mas muito perigosa.                         

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

Conforme notícia publicada em vários meios de comunicação, Guedes diz que funcionários públicos têm parte de culpa por "roubalheira". Essa afirmação foi extremamente infeliz. Não vejo o Ministro Guedes criticar com a mesma empolgação que defende a reforma da Previdência, o número excessivo de cargos comissionados, verbas de gabinetes, auxílios diversos, mordomias, cartões corporativos, gastos com correio (quem manda correspondência nos dias de hoje?), gastos com passagens aéreas etc. Creio que a grande maioria de presos por desvio de dinheiro público não são servidores públicos, mas sim ocupantes de cargos públicos e outras categorias. Finalizando, ele ainda ofendeu um grande número de servidores públicos honestos e dedicados, que trabalham todos os dias com muita presteza e dedicação atendendo a população brasileira

Alexandre de Mattos Rios amrios40@outlook.com

São Paulo

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REDUÇÃO DE PARLAMENTARES

Tramita no Congresso uma PEC prevendo a redução do número de deputados federais de 513 para 405. O presidente Bolsonaro afirmou que desistiria de uma reeleição se o Congresso aprovasse uma reforma promovendo a redução de parlamentares. Propostas como essa certamente terão baixíssima receptividade. O eleitor dar-se-ia por satisfeito se as excelências, tal como todo assalariado, observassem uma semana de efetivo trabalho de 2ª a 6ª feira. Que tal?

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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DESIGUALDADE REGIONAL

Um dos fatores preponderantes da migração e da falta de mão de obra qualificada é a desigualdade regional do Brasil. Uma fusão dos Estados do norte e nordeste reduziria as despesas de pessoal e melhoraria a infraestrutura. Outra alternativa seria atrair empresas estrangeiras livres de encargos mas que permanecessem no mínimo uma década na região do pólo industrial.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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TIRAR DA RESERVA

Não é segredo para ninguém que o Brasil vive um momento de forte turbulência política e financeira, projetando um déficit de R$159 bilhões. Contrastando com esse quadro, o País tem um saldo de US$ 380 bilhões em reservas internacionais, o que lhe confere a sexta posição no ranking entre todos os países. Todos nós sabemos que as reservas internacionais são de suma importância e representam a garantia de que o país honrará seus compromissos com credores nacionais e estrangeiros em momentos de vulnerabilidade. Também é do conhecimento de todos que a saúde, educação e segurança, tripé de total responsabilidade do governo e fundamental ao bem estar da população, encontra-se em situação de risco. A reserva internacional nada mais é do que uma poupança, e o governo, com autorização do Congresso, deveria usar 50%, aproximadamente US$ 190 bilhões, para ajudar a colocar o País nos trilhos e, o que é mais importante, gerar empregos em todas as áreas. Ainda deixaria a reserva com a respeitável soma de US$ 190 bilhões. Se um cidadão comum, em caso de necessidade, se socorre desse expediente, por que o governo não pode fazer o mesmo? Ressaltamos que US$ 190 bi é uma enorme quantia para a reserva cambial. Salvem o nosso Brasil. Em tempo: Essa grana não seria para pagar dívidas e sim para aplicar no País, com a geração de empregos, melhoria da saúde, educação, saneamento, dentre tantas outras situações.

Oswaldo Ruas oswaldoruas@gmail.com

Santos

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DESAPROPRIAÇÃO

Alguma medida precisa ser tomada para coibir abusos. Parabenizo o senador Flávio Bolsonaro por esta iniciativa. Em 2002, a fazenda de cacau da nossa família foi desapropriada em decreto assinado pelo criminoso Lula, sob a alegação de ser uma área improdutiva. Em 1989, ocorreu o crime ambiental da introdução da praga conhecida como “Vassoura de Bruxa”, que atingiu toda a região produtora de cacau do sul da Bahia e teve como envolvidos, de acordo com investigação da Polícia Federal, membros desta organização criminosa intitulada PT. A praga reduz até hoje a produção de cacau da Bahia para menos de 40% em relação à década de 1980. Fazendas de cacau da região com mais de 300 hectares (módulo mínimo na região), continuam sujeitas a desapropriação, sob o argumento singelo de “improdutivas”.

Sergio Luz slkelp@uol.com.br

São Paulo

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ABANDONO EM SANTOS

Ficamos tristes em ver o abandono do turismo em Santos. Nos oito armazéns do porto  próximos ao Valongo, construído para ser como um Porto Madeiro nada foi feito, nem restaurantes, nem marinas, nem lojas. Devem ser feitas Parcerias Público-Privadas para o local. As praias, quase sempre com a água imprópria para banho. O emissário submarino se deteriorando. Os prédios do centro da cidade com suas fachadas caindo em cima das pessoas e dos veículos. Algo precisa ser feito com urgência, incentivos fiscais, financiamento e melhorias no centro histórico, no mercado municipal e demais pontos turísticos de Santos.

ONG dos amigos de Santos ongamigosdesantos@hotmail.com

Santos

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COBRANÇA DE BAGAGEM

Para que servem as agências reguladoras? Elas estão sempre contra o consumidor, com raríssimas exceções. Por que a Anac não fez nada com as companhias aéreas, que passaram a cobrar pelas bagagens, mas não diminuíram os valores das passagens? Agora vêm querer intimidar o governo dizendo que aéreas estrangeiras não viriam se não puderem taxar as bagagens. Somos mesmo uns bananas.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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CHECK-IN ONLINE

Informado de que o check-in online para os voos da Azul abre 72 horas antes da partida, começo a fazê-lo no início desse prazo. Logo o sistema me pede para escolher um assento, porém todos são pagos (R$ 20 ou mais) e não é possível pular a etapa. Entro no chat, em que o atendente explica que a escolha do assento só passa a ser gratuita 48 horas antes do voo. Essa informação não podia estar pelo menos na tela de reserva de assento? A impressão que fica é que é omitida intencionalmente, para tentar pegar os R$20 de quem imagina não ter alternativa. Qual é a confiança que se pode ter numa empresa disposta a dar uma de finório por R$20? Vale tudo hoje na aviação para depenar o passageiro?

Tommaso Besozzi tommaso_besozzi@yahoo.com.br

São Paulo

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