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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

‘O teste do estádio’

Até agora não entendi muito bem o que pensa e o que traz em seu íntimo o nosso presidente. O Estadão estampou na primeira página da edição de ontem (13/6) uma foto de Jair Bolsonaro todo sorridente, ao lado de Sergio Moro, nem tão risonho, ambos com a camisa do Flamengo, num momento de descontração no Estádio Mané Garrincha – que, afinal, ninguém é de ferro. Enquanto isso, na mesma página se liam notícias nada alvissareiras para um governo de apenas seis meses, vindas do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF), que dão uma ideia de que as coisas no Planalto parecem estar ao sabor dos ventos. Como não sabemos o que se passa na cabeça do presidente, eu pergunto: será que ele está exercendo efetivamente seu mandato ou seu desejo é que o circo pegue fogo para ele poder apontar responsáveis pelo caos que eventualmente se instale? Presidente, preste atenção para onde o transatlântico está navegando. Já se fala na possibilidade de Lula voltar a se candidatar, diante do vazamento das conversas de Moro e Deltan Dallagnol, que, dizem alguns, poderia habilitá-lo a concorrer em futuras eleições. E, ainda que ele não possa, temos a experiência de que Lula solto já elegeu alguns postes de triste memória. Só de pensar nisso sinto urticárias. Num debate público entre Lula e Bolsonaro, tenho eu a impressão de que não sobraria pedra sobre pedra, por mais honesto que seja o presidente.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

Barueri 

‘Dos heróis e das leis’

Houve no Brasil a elevação de um simples juiz à categoria de herói, mesmo com todos os equívocos de procedimentos apontados desde o momento em que seus julgamentos se tornaram midiáticos. Mas o objetivo maior era a condenação de Lula, custasse o que custasse. O Estadão, no editorial Dos heróis e das leis (12/6, A3), faz bem o contraponto: ambos, heróis e leis, podem ser efêmeros e equivocados, mas também devem ser plasmados como uma construção social, e não pela explosão de sentimentos ou o calor do momento.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

prodomoarg@gmail.com

Campinas

No editorial Dos heróis e das leis (12/6, A3), este jornal, a par da correção e competência técnica na análise, comete, a meu ver, um deslize: analisa a questão como se a Justiça aqui fosse perfeita, e não carregada de julgamentos e análises contaminados por uma visão política que beneficia muitas vezes réus que já poderiam estar cumprindo pena. O resto são tecnicalidades que, se utilizadas com excesso de rigor, podem acabar beneficiando infratores.

LUIZ O. C. CALEJON

luizcalejon@hotmail.com

Catanduva

PREVIDÊNCIA

Estados de fora

Tanto fizeram alguns deputados e governadores que, finalmente, conseguiram deixar Estados e municípios fora da reforma da Previdência que tramita no Congresso. O.k., já foi, agora vamos ao que interessa: o que representa isso para os Estados? Representa que a maioria já hoje não tem como pagar funcionários públicos e aposentados. E proponho ao governo federal que no dia em que estes Estados pedirem ajuda para pagar as contas, essa ajuda lhes seja negada. Quando esses Estados quebrarem, talvez suas excelências aprendam o que significam responsabilidade e decência.

JORGE EDUARDO GONELLA

jorgegonella@hotmail.com

São Paulo

PLANOS DE SAÚDE

Inflação médica

A entrevista ‘Demências vão pôr em xeque sistema de saúde’ (2/6, A20) e a matéria Aumento em planos de saúde chegou a 382% em 18 anos (13/6, A21) revelam um cenário dramático, cujos efeitos econômicos e sociais poderão superar os problemas gerados pela questão previdenciária. Até relativamente pouco tempo atrás, o sistema de saúde se equilibrava de maneira razoável e refletia, mal ou bem, o perfil econômico da sociedade brasileira. A população menos favorecida recorria ao SUS e as classes médias, aos planos privados de saúde, aliviando o sistema público, para cuja manutenção colaboram com o pagamento de tributos. As deduções no Imposto de Renda permitiam um pequeno retorno do investimento e a melhoria das condições econômicas da população favoreceria o aperfeiçoamento do sistema. Esse equilíbrio sofreu drástica reviravolta quando, em governos recentes e de triste memória, foi criado um vácuo regulatório que permitiu o ingresso de intermediários gananciosos, as administradoras de planos de saúde, excluiu os planos coletivos e empresariais do controle da frágil e aparentemente venal Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e exterminou os planos individuais. Somente a partir deste momento é que surgiu a tal “inflação médica”, com índices de reajuste insustentáveis para os planos excluídos do controle legal. Essa modalidade exótica de inflação é uma criação de base ficta e unilateral, que nunca foi sustentada numericamente. O resultado disso é tétrico: criou-se um virtual imposto confiscatório das rendas das classes médias, reduzindo o consumo e contribuindo para a retração econômica. Os que não podem mais pagar pelo plano, contados aos milhões, migrarão para o sistema público e causarão expressiva pressão fiscal, com mais retração. O favorecimento regulatório às intrujonas administradoras, ávidas pelas vidas que engordam seus contratos, merece séria investigação jornalística.

CELSO A. COCCARO FILHO

ccoccar@gmail.com

São Paulo

Aumentos abusivos

A cada ano os planos de saúde coletivos produzem aumentos abusivos e com a complacência da ANS. Vamos aos números recentes: inflação de 2017 (IPCA), 2,95%; variação cambial anual, 1,99%; aumento do plano de saúde, 15,50%. Inflação de 2018 (IPCA), 3,75%; variação cambial anual, 16,94%; aumento do plano de saúde, 15,74%. Ou seja, o aumento médio dos dois últimos anos foi acima de 15%. Hoje, a cadeia dos planos tem operadora e seguradora, hospitais e médicos e laboratórios, todos aumentando os preços e três etapas ganhando dinheiro. As seguradoras sempre alegam, na tradicional carta explicando os aumentos: inflação, variação cambial, novos equipamentos e aumento da idade das pessoas. Nunca li nada sobre aumento da eficiência operacional ou aumento da produtividade para que os planos reduzissem os custos e tivessem aumentos próximos da inflação. Hoje, por exemplo, pago R$ 3.726 para duas pessoas, e nesta escalada vou pagar R$ 16.951 daqui a dez anos e R$ 70.040, daqui a 20 anos, considerando a média de 15% de aumento aplicada nos últimos anos. Com a palavra, a ANS.

MANUEL PIRES MONTEIRO

manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

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ESTÁGIO CIVILIZATÓRIO

Duas derrotas de Bolsonaro: as armas e o pluralismo. Enquanto a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, forrada de razões, rejeitava o armamentismo irresponsável, o Supremo Tribunal Federal (STF) recompunha o pluralismo político proclamado em nossa Constituição, ambas decisões barrando iniciativas do presidente Bolsonaro. Aos poucos este se conscientiza de que pode muito, mas não pode tudo num sistema estatal de freios e contrapesos, muito embora as manifestações populares creiam em poderosos ilimitados e salvadores da pátria. Armas são óbvio retrocesso e também a extinção, por decreto, de importantes entidades populares, como os conselhos de tutela dos deficientes. Demonstra que o absolutismo armado não faz parte de nosso atual estágio civilizatório constitucionalizado pela vontade do povo em 1988.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CONIVENTES

Se o Congresso derrubar o decreto de Bolsonaro que permite ao cidadão de bem portar uma arma, então, nesse contexto, deputados e senadores estão coniventes com os bandidos que portam armas sem autorização, assaltam, estupram, matam e aterrorizam toda população. Acordem políticos.

Walter Rosa de Oliveira walterrosaoliveira@gmail.com

São Paulo 

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COLABORAÇÃO

O decreto presidencial que amplia a posse de armas poderá ser mudado pelo Congresso. A matéria agita os bastidores políticos. Portar armas deixou de ser opção pessoal para tornar-se bandeira de disputa política. É correto pensar que com menos armas podem ocorrer menos crimes, mas o Brasil só conseguiu desarmar o cidadão de bem e não o fez com os bandidos, cada dia mais ousados, armados e ofensivos. Tanto que temos mais de 60 mil homicídios por ano, 70% deles consumados com arma de fogo. Mais do que tirar a arma das mãos do povo, é preciso buscar as verdadeiras causas da mortandade. Deputados e senadores não fazem mais do que suas obrigações ao questionar e opinar sobre o problema. Pior seria se continuassem omissos como os do tempo em que o governo barganhava cargos, ministérios e estatais por votos legislativos. A ausência do Legislativo naquele tempo ensejou a corrupção e a maior recessão que o País já viveu. Que os atuais parlamentares cumpram com seu dever de representação e isso não deve ser encarado como ofensa ao Executivo, mas como colaboração para o aperfeiçoamento da sociedade.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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INTERVENÇÃO

A determinação do atual presidente da República para o encerramento de atividades de organizações sociais como comitês, conselhos e comissões que atuam em defesa de interesses comunitários, buscando o entendimento com as organizações públicas foi invalidada pelo STF. É mais uma ação impositiva, não levado em consideração o diálogo que é fundamental para a solução, não para criar problemas. Por que mais uma vez o Judiciário é chamado a intervir em questões sociais?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ESTAMOS LONGE

Em editorial “Dos Heróis e das leis” (12/6, A3) o Estadão abordou um dos desafios mais complexos das modernas democracias: como dar o salto dos governos de heróis messiânicos para os governos das leis, num estado de direito, em países onde grande parte da população não teve acesso à mínima instrução, como no Brasil dos 53 milhões de pobres e 13 milhões de desempregados. E onde privilegiados, que concluíram um curso universitário, receberam instrução, mas não verdadeira educação e cultura humanística. Estamos muito longe de um mundo de pessoas sábias e aptas a viver numa democracia plena. Infelizmente a mediocridade reina absoluta, num mundo sem valores éticos e culturais.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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FAROESTE TROPICAL

O presidente Bolsonaro, quando não está em viagem ao exterior para apresentar-se como o novo presidente eleito no Brasil, dedica-se a aumentar as estatísticas de morte no trânsito brasileiro, com medidas fora de propósito na economia que deveriam ser substituídas por outras que atacassem o desemprego, fator de desequilíbrio da economia e desordem na sociedade; quer transformar o Brasil num faroeste tropical, onde todo cidadão poderá transitar livremente com as mãos nos coldres, prontos para reagir à bala qualquer ofensa. Redução de multas e extensão nos prazos de validade das carteiras de motoristas. Cadeirinhas para crianças nos automóveis, uso de capacetes nas motos, arrefecimento nas multas de trânsito. “Bão balalão, Senhor Capitão, espada na cinta, caneta na mão”.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MOEDA DE TROCA

O Congresso Nacional trabalha ano sim, ano não, por causa das eleições. Como em 2019 a população resolveu mudar o domínio de dezesseis anos de certa “casta”, ocorre uma guerra. O Centrão, composto com o que existe de mais medíocre na representatividade do País, exige modificações no texto original da reforma da Previdência, entre eles a retirada de Estados e municípios. Tudo porque em 2020 teremos eleições municipais e eles precisam “agradar” seus redutos eleitorais contrários a ela. Já que existe moeda de troca, nós contribuintes exigimos que conste no texto aprovado que, depois da quebradeira geral dos Estados e municípios, a União não se responsabilizará em cobrir rombos. Exigimos ainda que conste na lei, nome, assinatura e reduto eleitoral dos políticos que votaram a favor, para que a população saiba no futuro quem foram os responsáveis pela desgraça que com certeza virá. O País não merece carregar para sempre erros inconsequentes. O Brasil não vai e não quer pagar essa conta.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo 

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PENSANDO NAS ELEIÇÕES

A reforma previdenciária é unanimidade entre os economistas. Para o Brasil voltar a crescer e atrair investimentos, o primeiro passo é realizar reforma no sistema previdenciário, é o que se ouve diariamente. A oposição, pensando nas eleições do próximo ano e, principalmente na de 2022, é frontalmente contra. Paulinho da Força (Solidariedade-SP) chegou a declarar que essa reforma reelegeria Bolsonaro. Então está mais do que claro que até a oposição acha necessário promover mudanças no sistema de aposentadoria, mas como vai beneficiar o novo governo, é contra. O partido acima de tudo e de todos e o Brasil que se dane.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PRODUÇÃO X EMPREGO

O progresso econômico está sempre atrelado a uma maior produção com o mesmo trabalho. A produção é o “fim” e o emprego, o “meio”. Não é possível a completa produção sem o pleno emprego. Entretanto, muito facilmente encontramos pleno emprego sem produção. Tribos primitivas vivem mal alimentadas,  mas não sofrem o desemprego. É muito fácil conseguir o pleno emprego dissociado da plena produção. A guerra gerou pleno emprego nos países envolvidos. Prisioneiros acorrentados têm pleno emprego. A coerção proporciona pleno emprego. Insistimos em construir aquilo que é o “meio” para um “fim” desejado e que é esquecido. O padrão de vida só haverá de melhorar com o aumento da produção e, assim, poderemos resolver com facilidade o problema da distribuição. É preciso dar ênfase a políticas de “maximização da produção”.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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CRÉDITO EXTRA

Anos de desgovernos, omissões, irresponsabilidades, e sobretudo corrupção e desvios levaram o Brasil a esta situação. E agora, operando no vermelho, o governo pede dinheiro para pagar as contas básicas. Uma coisa é certa, isso não é culpa do atual presidente.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

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DE ONDE VIRÁ?

Referente à necessidade de financiamento de R$ 248,9 bilhões do governo federal, se os indivíduos e as famílias estão endividados e inadimplentes, as empresas são devedoras do governo, os empresários não têm recursos para o seus investimentos, os bancos privados não têm dinheiro para financiar a produção e os bancos públicos/estatais são devedores do Tesouro Nacional, quem emprestará R$ 248,9 bilhões ao governo federal? Os plutocratas? O crime? Os “banqueiros”? Os fundos de pensão das estatais? O FGTS e o PIS/Pasep? Quem? A China? Ah, a China!

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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REAJUSTE DE PLANOS DE SAÚDE

Segundo revelou levantamento do respeitado Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os reajustes dos planos individuais de saúde chegaram a nada menos que 382% entre 2000 e 2018, mais do que o dobro da inflação no período (108%). Diante do exposto, não causa estranheza alguma que, com o agravamento da crise econômica do País, o crescente desemprego e a queda generalizada de renda, nada menos que 3 milhões de pessoas deixaram de ter planos de assistência médica. Como contra números não cabem argumentos, restou à Agência Nacional de Saúde (ANS) o descabido e batido blablablá de que considera inadequada as comparações feitas entre o índice de reajuste dos planos e o de preços ao consumidor, sejam eles gerais, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ou outros. É hora de dar um fim a esta farra que deixa sem amparo, ao deus dará, milhões de vidas sem cobertura e assistência médica. Basta de abuso.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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INVIÁVEL

Se há muito o atendimento dos planos de saúde no País vem deixando a desejar, o que dizer então sobre os preços que foram reajustados em 382% nos últimos 18 anos, contra uma inflação de apenas 108%? Pelo desemprego e principalmente queda de renda ficou inviável nestes últimos 4 anos, para 3 milhões de pessoas, sustentar o elevado custo destes planos. Não por outra razão, os postos de saúde e hospitais públicos estão ainda mais sobrecarregados. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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GASTO COM SAÚDE

Matéria publicada na edição de 13/6 do jornal “O Estado de São Paulo” destaca a impropriedade nos reajustes de planos de saúde, apontando que, entre 2000 e 2018, as mensalidades individuais subiram 382%, mais que o dobro da inflação no mesmo período, que atingiu 108%. Tenho protestado com veemência contra os reajustes mencionados junto à própria Unimed, ao Sindicato dos Administradores de São Paulo, à ANS e por meio do Facebook. Mas como diz um velho ditado, “uma andorinha só não faz verão”. Além de tudo destaco que, com alterações sucessivas, foram promovidos rebaixamento na qualidade do atendimento, inclusive com a exclusão de hospitais inicialmente contratados. Agrava o fato de que grande parte dos médicos participantes do programa de atendimento se descredenciaram e, por consequência, hoje não consulto nenhum médico vinculado ao Plano de Saúde Unimed. Consequência maior é que o meu gasto com saúde dobrou em relação ao que pago mensalmente à entidade. Dos fatos apontados resultou que muitos segurados migraram para provedoras mais acessíveis ou simplesmente cancelaram seus planos de saúde por não reunir condições de bancar seus custos. E tudo isso acontece especialmente quando o segurado alcança a velhice e mais precisa de atendimento. Pergunto: onde está a Justiça? 

Carlos Alberto Felizola Freire cafelizola@outlook.com

São Paulo

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GREVE

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários, em mais um tentativa absurda, informa que deflagrarão uma greve, hoje (14/6). Mais uma vez uma categoria que desfruta de benefícios e salários privilegiados vem chantagear a população de São Paulo com uma paralisação, numa sexta-feira, contra a reforma da Previdência (que ainda encontra-se em discussão no Congresso). Trata-se de uma atitude covarde e sem sentido, pois os únicos prejudicados com essa paralisação, serão seus usuários que, com o pagamento de seus impostos e os preços das passagens, proporcionam todas as benesses, desfrutadas por essa classe privilegiada; pois é evidente que o governador, o prefeito e os demais membros desses governos não utilizam aquele meio de transporte. Se, na verdade, tratasse-se de um sindicato com coragem e preocupado com a população, deveriam liberar as catracas, prosseguindo com a operação normal dos trens. Quanto ao governo do Estado, este deveria abrir um recrutamento de novos trabalhadores, que se sujeitassem a trabalhar nestas “terríveis condições” e com esses “salários de fome”.

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo 

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CLIMA TENSO

Sergio Moro faz pouco caso, “nada demais”. Janaína Paschoal desdenha, “só espuma”. O governo blinda Moro com a camisa do Flamengo. Não é nada, não é nada, não é nada mesmo. Aliados de Bolsonaro fazem juras de amor à Lava Jato. Moro terá que mostrar fortes argumentos e ter couro duro, nas explicações aos senadores. Caso repita o samba da nota só, “nada demais”, sentirá na pele o que é adversário com sangue nos olhos. Nenhum cartão vermelho impedirá o clima tenso. Fechará o tempo. De todo jeito a memorável e eficiente Lava Jato chamuscou-se. E a “espuma” exaltada pela falante Janaína, poderá virar lama. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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MENOS DO QUE SE PENSA

Dificilmente a Lava Jato será desmoralizada perante a opinião pública por ser alvo de invasão de hackers. William Waack, em seu texto, “Princípios às favas” (“Estado”, 13/6, A8), foi feliz em se expressar: “provavelmente a Lava Jato e seus expoentes serão menos desmoralizados do que se pensa”. Graças ao esforço da Lava Jato os bandidos que dilapidaram os cofres públicos do País estão presos para cumprirem o mal que fizeram à economia, saúde, educação, segurança e 13 milhões de desempregados.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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PERDA DE PRIVACIDADE

A realidade atual da tecnologia de comunicação eletrônica global, tem como consequência a perda de privacidade absoluta de tal forma de interação entre as pessoas. A divulgação agora dos diálogos entre autoridades nacionais que hackers promoveram comprova essa assertiva que veio para ficar definitivamente em nossos costumes, com consequências que estudiosos do comportamento humano ainda não conseguem aferir.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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TESTE DE POPULARIDADE

Em contraposição aos ex-presidentes Dilma Roussef e Michel Temer, que não frequentavam estádios de futebol pela certeza de serem vaiados, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sergio Moro compareceram quarta-feira ao estádio Mané Garrincha para assistir ao jogo CSA X Flamengo e, não somente não receberam vaias, como, ao contrário, foram ovacionados e ainda ganharam camisetas do time carioca. É evidente que não foi por amor ao futebol que os dois apareceram publicamente num estádio, em plena crise envolvendo o vazamento de diálogos entre o ministro e integrantes do Ministério Público Federal (MPF). Foi um claro teste de mensuração de popularidade. Se Moro cometeu abusos de ordem legal ou moral na condução da Lava Jato, isto precisa ser apurado e reparado. Mas que a opinião pública o tem - e continuará tendo - em alta estima pelo seu corajoso combate à corrupção é fato inegável. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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INTANGÍVEIS

“Aqui é o hacker”, diz mensagem no grupo do Conselho Nacional do Ministério Público, de acordo com matéria publicada no Estadão em 13/6. Hackers como no caso dos já descobertos normalmente são pessoas com grandes conhecimentos de tecnologia da informação (TI), acrescidos de imensos egos, que se julgam muito acima dos mortais comuns, além de inimputáveis. Mais cedo ou tarde, como criminosos, são pegos por outros hackers que trabalham na polícia, pois ninguém é perfeito, e acaba, uma hora, fazendo erros que denunciam. As bravatas junto ao Conselho Nacional do Ministério Público, são uma boa amostragem que existem alguns que se julgam intangíveis.                         

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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CONGRESSISTA E MINISTRO

Inspirada na Constituição americana, a brasileira de 1891 decretava a perda do mandato de congressista que aceitasse ser ministro. A Constituição de 1988 desprezou a história e decidiu preservar o mandato de congressista investido em cargo ministerial, inclusive para retornar à Casa de origem, votar assuntos de governo e reassumir suas funções no Executivo. É chegada a hora de o presidente encaminhar à Câmara proposta de emenda que vede a investidura de parlamentares em cargos de ministro e bloqueie o toma lá dá cá tão abominado em seu programa de governo.

Derly Barreto e Silva Filho derlybarreto@terra.com.br

São Paulo

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BARGANHA

Sobre Lincoln, conhecemos algumas máximas, sabemos que à custa de sangue manteve os Estados Unidos “unido” e, sobretudo, pôs fim à escravidão no seu país. Passou a história como um homem de uma integridade única. Sobre Bolsonaro, cumprida a adolescência representativa na Câmara, está na reta final da construção da sua biografia. Só para lembrar, nem Lincoln foi um santo, humano que era. Em filme biográfico recente, vimos o grande presidente atormentado para acabar com a escravidão e tendo que, à hora mesmo da votação no Congresso americano, rompendo com todos os seus pudores (“As favas os escrúpulos” como verbalizou Passarinho), aceitando desprezar seus princípios e barganhar votos em troca de favores. Se Bolsonaro fizer o mesmo para passar leis tão necessárias ao falido Estado brasileiro, que o faça. Será absolvido, no futuro, e lustrará a sua biografia. Os vendidos terão manchadas as suas memórias.

Roberto Viana Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador

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TORCIDA REVERSA

Desalentador perceber que existe um Brasil torcendo para dar errado, em nome de dezenas de milhares de corruptos.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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CABIDE DE EMPREGOS

Cada dia ficamos sabendo das “aprontadas” por Lula. Na última, ficamos sabendo do seu cabide de empregos na abertura de 67 embaixadas em países tão insignificantes que sequer comportavam uma embaixada. O resultado desse absurdo é mais um desvio de verbas e cabide de empregos que o PT “criou”, entre muitos outros. Imaginem o total que Lula desviou. 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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INTERESSE

A notícia informando que a multinacional Pfizer não contou que a terapia para a artrite reumatoide parecia reduzir o risco da doença sobre Alzheimer em mais de 60% dos casos, não deixa de ser lastimável. Em nota, a Pfizer disse que os dados eram “inconclusivos” e resolveu não investigar e muito menos divulgar os dados. A pergunta que não quer calar: o interesse em não divulgar só visava acabar com o estoque dos remédios à venda? Com a palavra a Pfizer, ou vai continuar “escondendo o leite”?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MÚLTIPLOS CORPOS

Se a lei da física afirma que dois objetos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo, como colocar nas vias públicas: ônibus, automóveis, caminhões, motos, patinetes, bicicletas, pedestres? Só pode levar ao caos e acidentes. Falta bom senso.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PASSAGENS AÉREAS

Anac e as aéreas. No Brasil, País do faz de conta, o preço das passagens aéreas, com a anuência da Anac, seria reduzido com extinção da gratuidade das bagagens. Em vez de reduzir, aumentou e a Anac fingiu de morta. Agora, na possibilidade do retorno da gratuidade das bagagens, as empresas aéreas estão esperneando com o apoio da Anac, além da pressão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que Bolsonaro vete a gratuidade. O lobby das aéreas é poderoso e o passageiro é órfão. Já sabemos do resultado: “a corda sempre arrebenta do lado mais fraco”.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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INTERESSE DO CONSUMIDOR

Seria muito bom para o consumidor que as linhas da combalida Avianca fossem vendidas para uma nova empresa no mercado. Não se pode mais permitir a cartelização e concentração do setor. GOL e Latam têm as mesmas tarifas e as mesmas práticas indecorosas. Até as cobranças imorais de assentos e malas são praticamente iguais. Isso tudo se deve à inércia e falta de compromisso da agência reguladora com os consumidores e na busca da concorrência. Além de liberar a cobrança das bagagens sem a necessária, como esperado, redução no preço das passagens, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) assiste passivamente à cobrança pela marcação de assentos e emite normas que agridem as leis e prejudicam o consumidor. O Código de Defesa do Consumidor concede sete dias do direito de desistência da compra de um produto ou serviço, em especial os realizados por telefone e pela internet, aos consumidores brasileiros. A Anac, no entanto, emitiu vergonhoso normativo que dá prazo de apenas 24 horas. Além de imoral, a norma não poderia contrariar uma lei federal. E mais uma vez: o que faz o Ministério Público em defesa do consumidor brasileiro? A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autoriza e normatiza a cobrança da tarifa mínima de luz, ou seja, cobra-se ao consumidor o que não foi consumido. A Anatel é totalmente complacente com as empresas de telefonia e TV a cabo. E o Executivo, que indica e nomeia, com aprovação do Parlamento, os membros das agência reguladoras? Quando vão realmente atuar com base na lei e defender os interesses do País e dos brasileiros?

Elio Silva Santos ele56@bol.com.br

Brasília 

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POLÍTICA DE PREÇOS

O que se precisa de fato é ter transparência. A conversa de preços externos não passa de demagogia para boi dormir. O que a empresa precisaria é informar aos seus usuários (como estatal), como de fato são calculados os preços, que deveriam ser suficientes para cobrir os custos (não vão me dizer que os custos no Brasil são os mesmos nos EUA ou França), e gerar o lucro que garante a necessidade de desenvolvimento. Isso é transparência, o resto é conversa fiada de CEOs para boi dormir. Nem sequer garante que o método da empresa será garantido ao consumidor, como a piada dos juros da Selic. 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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ESCOLA PÚBLICA

Tenho vários amigos que estudaram na Caetano de Campos e me dizem que a qualidade do ensino era excelente. Sabemos de muitas figuras públicas que fizeram todos os seus estudos em escolas públicas de qualidade. Por que toda essa decadência que temos agora? Os professores deixaram de ser respeitados pela comunidade, os jovens terminam seu curso sem aprender a ler, as escolas estão destruídas com banheiros quebrados e sujas. Sabemos que o volume de recursos destinados às escolas é muito alto. Como se justifica essa destruição em todos os sentidos? A consequência foi onerar a classe média obrigando-a a optar pelas escolas privadas e provocando uma grande redução da natalidade, pois sua renda não permite manter vários filhos nas escolas pagas. Os administradores públicos dos últimos 30 anos nos devem uma explicação por toda essa decadência.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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ONDE ESTÁ A SEGURANÇA

Confesso que muitas vezes fico indignado com determinados fatos que vêm ocorrendo em nosso Brasil. Exemplo: em um país com tantas dificuldades, saber que ontem, enquanto o jogador de futebol Neymar Junior estava a caminho da delegacia para depor, foi escoltado por dezenas de policiais fortemente armados e saber que esses mesmos policiais poderiam ser realocados para as rodovias, onde assaltam caminhões para saquear cargas. Sem falar nos assaltos nas ruas, um em cada esquina, que na maioria das vezes só ocorrem por falta de segurança pública.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CAMISA DE TIME

Por que o presidente e o ministro só colocaram a camisa do Flamengo no jogo contra o CSA? Por que não também a do CSA?

Carlos Avino carlosavino.jaks@hotmail.com

São Paulo

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PRENDE E SOLTA

O ex-presidente Michel Temer (MDB) foi preso duas vezes este ano. E atualmente está livre, em casa com sua linda esposa. Temer é acusado em vários processos na justiça, contudo, ainda não foi condenado. E a lei é clara, todo acusado/réu tem direito ao contraditório e a ampla defesa. Se é lei, por que juízes mandam prender antes das condenações? As duas prisões do Temer envolveram diversos policiais federais, muitos veículos, avião, combustíveis etc. tudo isso somado custou quanto aos cofres públicos? Pois é. Enfim, cumprindo a lei, se evita desperdícios do dinheiro público com quem supostamente lesou a pátria. Reflexão: esse prende e solta tem que acabar.

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré 

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PROCESSOS

Me deparo com processos e mais processos de políticos. Qual é o custo para eles? Pois o cidadão comum, o trabalhador, é impedido de mover qualquer ação na Justiça pelo alto custo que demanda. Se perder a causa, não tem como pagar. Há um seleção e o cidadão comum foi excluído. É necessário que seja revisto. Afinal de contas a Justiça é mantida com os impostos pagos.

Antonio Carlos Nogueira anogueira56@yahoo.com

São Paulo

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PISO NOVO

Mais uma vez o prefeito de São Paulo não sabe como gastar o dinheiro do contribuinte e resolveu trocar todo o mosaico português do centro para colocar um piso novo. Antes de mais nada, o atual mosaico é atemporal. Sempre há pedras para repor quebras, o problema é que a prefeitura contrata e não supervisiona a obra, vide comparação com o belo exemplo de Copacabana e Leblon, onde os reparos são excelentes. Ao decidir por um piso que não é atemporal, fica a pergunta ao prefeito: como fazer reparos daqui alguns anos, quando o piso proposto deixará de existir?

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

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