Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

A demissão de Levy

Anunciou-se ontem o pedido de demissão de Joaquim Levy da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Levy é tão cego quanto Bartimeu, filho de Timeu, relatado em Lucas 18:35-43. Tão logo Bolsonaro anunciou que a cabeça de Levy estava a prêmio, no sábado, este deveria ter se demitido. Com pouco mais de cinco meses de governo, Bolsonaro já demitiu 17 membros de sua equipe. Talvez todos ali devam saber que na Presidência está um Nero cristão, que, desobedecido na sua vontade, pode até tocar fogo em Brasília e acusar a oposição do feito. E pensar que diante de PT, Lula & asseclas Bolsonaro seria a opção para sanar a mediocridade que nos levaria à derrocada.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Está demitido!

Bolsonaro não se aguenta e demite seus colaboradores, ministros e presidentes de estatais, por meio da mídia. Que se cuidem seus concorrentes das atrações de TV protagonizadas por Donald Trump e Roberto Justus.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Selo nas costas

Todos se recordam de Bolsonaro dizer que comporia seu governo com especialistas preparados, independentemente de posições ideológicas. Joaquim Levy serviu a governos de diversas índoles, materializando seus conhecimentos liberais hauridos na pós-graduação de Chicago, experiência também de Paulo Guedes. O advogado Marcos Barbosa Pinto, por sua vez, segue as pegadas do liberalismo americano ao estilo dos democratas de Barack Obama, o que causa engulhos ao conservador e xenófobo Donald Trump, que apadrinhou, do alto de sua altivez vitupérica, nosso presidente. Tratar todos os que não falam a mesma linguagem de comunistas e inimigos da Pátria é simples como grudar um selo nas costas de quem passa. E o pior: ministro se demite olho no olho, formalmente, convertendo-se, em geral, a exoneração num pedido de demissão. O modo foi canhestro. Resta saber até onde caminhará Guedes neste governo.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Intolerância política

A competência de um subordinado sem a devida lealdade não serve de nada para um chefe, pois nunca saberá se as suas ordens serão cumpridas como determinado.

PAULO MARCOS GOMES LUSTOZA

pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

PREVIDÊNCIA

De saída?

A reação do ministro da Economia ao relatório da Previdência apresentado na semana passada parece ter sido mais um ato de preparação de sua saída do governo Bolsonaro. A conferir.

ADEMIR VALEZI

adevale@gmail.com

São Paulo

A balança da reforma

O relator da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentou seu parecer na semana passada. Foram retirados pontos polêmicos, embora o texto ainda precise de ajustes, como no âmbito do abono salarial, que nada tem que ver com o INSS, porque pago pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador. O sistema de capitalização foi retirado do texto, o que desagradou ao ministro Paulo Guedes – apesar de ele próprio ter usado como referência o sistema chileno, que fracassou. Outras nações que adotaram a capitalização também viram seus efeitos práticos não serem tão positivos. Precisamos, sim, combater privilégios. Não se tem de beneficiar as castas já privilegiadas do funcionalismo público de União, Estados e municípios, mas deve-se reduzir ao máximo o sacrifício da parcela mais pobre da população. Não há nem nunca haverá unanimidade quanto à reforma da Previdência, mas é possível gerar algo praticável e minimamente justo. Espero que Estados e municípios entrem na reforma, mas que ela se atenha aos assuntos diretamente ligados à Previdência e garanta dignidade aos brasileiros ao término de sua vida laboral.

WILLIAN MARTINS

martins.willian@globo.com

Guararema

Fundo de capitalização

Fazendo um exercício sobre a possível criação do sistema de capitalização na Previdência, considerando inflação zero, teríamos o seguinte: suponhamos um empregado com salário mensal fixo de R$ 10 mil e que recolhesse 10% de seu salário (R$ 1 mil) mensalmente. Em um ano, ele teria R$ 12 mil e em 40 anos, R$ 480 mil, quando poderia se aposentar. Se retirasse R$ 10 mil por mês de seu fundo, ele se esgotaria em quatro anos. Se retirasse R$ 5 mil por mês, seu fundo se esgotaria em oito anos. Supondo que ele tivesse começado a trabalhar aos 25 anos, trabalhado por 40 anos e se aposentado aos 65 anos, quando ele tivesse 69 anos, na primeira hipótese, ou 73, na segunda hipótese, seu fundo se esvairia e ele não teria mais saldo para sua manutenção. Caso se considere alguma inflação, o raciocínio nos leva à mesma situação, pois o salário seria corrigido (nem sempre acompanhando a inflação), haveria algum ganho de salário com a experiência, seu fundo seria corrigido com a inflação e, ao fim de carreira, teria um fundo formado por um saldo corrigido com valores diferentes por causa de suas promoções, mas sua aposentadoria certamente seria bem inferior ao que ganhava na ativa. A formação deste fundo, portanto, deve ser acrescida de aportes do empregador, mesmo porque 10% é uma taxa alta para retirar do empregado (imaginem tirar 10% de quem ganha R$ 1 mil/mês), e deve haver uma garantia do governo caso o indivíduo sobreviva além do término do fundo. Isso nos mostra que sempre o governo terá de fazer o aporte, pois quem falecer antes da aposentadoria provavelmente terá seu montante acumulado resgatado pela família. Isso vale, também, para os fundos individuais, a menos que os gestores apliquem bem o montante em sistemas que gerem ganhos acima da inflação, o que na área governamental é mais difícil, em face de possíveis fraudes e de corrupções que possam haver ao longo de todo o tempo de contribuição.

JOSÉ R. DE ALMEIDA PRADO

joralpra@uol.com.br

Jundiaí 

SÃO PAULO

Álcool nos estádios

Estádio de futebol é lugar de alegria e entretenimento, não para consumo de bebida alcoólica. É muita irresponsabilidade da Assembleia Legislativa de São Paulo ter aprovado o projeto de lei que libera a venda de bebida alcoólica em eventos esportivos nos estádios do Estado, um incentivo à desordem nestes lugares. O governador João Doria está certo vetando este absurdo, como disse que fará.

ARCÂNGELO SFORCIN FILHO 

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

“Afinal, a adoção do regime de capitalização para a Previdência é ou não é decisiva para garantir os benefícios no futuro?”

  

AILTON DE SOUZA ABRÃO / SÃO PAULO, SOBRE A REFORMA PREVIDENCIÁRIA

a.abrao@terra.com.br

“Os anos passam e não consigo mudar esta frase de efeito que segue, lamentavelmente, atual e pertinente: a economia do País vai de vento em proa. Até quando?”

  

J.S. DECOL / SÃO PAULO, SOBRE O EDITORIAL ‘ECONOMIA LADEIRA ABAIXO’ (‘ESTADO’, 15/6, A3)

decoljs@gmail.com

REFORMA IRRESTRITA

A imprensa tem noticiado com frequência o lobby que o funcionalismo público insiste em fazer visando não perder seus privilégios na reforma da Previdência. Será que o excelente ministro Paulo Guedes, o presidente Bolsonaro e a população brasileira vão aceitar isso, afrontando, assim, as demais classes de trabalhadores que entrarão no "sacrifício" para o bem do País? Não é possível que uma reforma que pretenda atingir a todos deixe de fora esses mal acostumados cidadãos que durante todas as gestões anteriores procuraram se locupletar do dinheiro público, com benesses, mordomias e salários milionários. Ministro, uma reforma que não inclua todos, sem exceções, não é uma reforma séria. Acredito no seu bom senso e na sua posição firme de não ceder a estes lobbies, porque o Brasil precisa de uma reforma ampla, geral e irrestrita.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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CORROSIVOS

É no mínimo suspeito que o projeto oficial não fale em acabar certas vantagens que    fragilizam qualquer Previdência, como a atual isenção de contribuição previdenciária sobre honorários advocatícios de determinados cargos jurídicos federais, estaduais e municipais, sobre os jetons de conselhos de estatais, os auxílios moradia e em mimos outros ofertados a certos abençoados. Nenhuma crítica de sindicatos ou de qualquer congressista, seja ele governista ou de oposição. Para estes pouco importa que essa farra seja paga pelos futuros aposentados (se chegarem até lá), e pelos servidores públicos inativos e pensionistas, que absurdamente sofrem descontos previdenciários, pagando pelos que se nutrem da renúncia fiscal. Como, pelo visto, esses privilégios seletivos continuarão corroendo as contas oficiais, dentro de pouco tempo estará em exibição mais uma nova reforma da Previdência. É só esperar.

Lafayette Pondé Filho lpf41@hotmail.com

Salvador

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PRIVILÉGIOS

A lei da Magistratura permite que magistrados e promotores sejam aposentados

com salário integral, mesmo em caso de condenação por corrupção. Juízes e desem-

bargadores e até um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) perderam os cargos entre 2008 e 2018 por venda de sentença, desvio de recurso, trafico de influência, conduta negligente e outras faltas disciplinares. Entre novembro de 20l8 e abril deste ano, magistrados aposentados compulsoriamente chegaram a ter rendimentos brutos acima de R$100 mil. E para completar, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça, um juiz se torna vitalício após dois anos no cargo. Quem conseguirá acabar com esses privilégios absurdos, imorais, inaceitáveis e que são uma afronta a todo o povo brasileiro? E ainda tem gente que acredita que o crime não compensa.

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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FALTA DE RECONHECIMENTO

Injusta crítica de Guedes. Não bastasse a falta de refinamento político do presidente Jair Bolsonaro, agora é o seu ministro da Economia Paulo Guedes que perde a estribeira quando faz uma injusta crítica ao texto do relatório da reforma da Previdência apresentado na Câmara pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP) e abre um confronto desnecessário com os deputados. Ainda recebe reprimenda dura do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que, defendendo o texto, disse que “o governo é uma usina de crises”, rebatendo a fala de Guedes de que o “relator cedeu a lobby de servidores privilegiados” e que “eles (deputados) mostraram que o compromisso com os servidores públicos foi maior do que com as novas gerações”. O ministro pode até ter razão achando que com essas concessões a economia com a reforma será menor. O mínimo esperado por Guedes de R$ 1 trilhão, cairá, pelas estimativas, para R$ 913,4 bilhões. Porém, não reconhecer que houve um grande esforço do relator e do presidente da Câmara para aglutinar apoio ao relatório em meio a 30 partidos existentes e oposição estridente na Casa, é pura falta de cintura política. E despreza também Guedes, que durante a votação final no plenário, se houver um bom diálogo do Planalto (hoje insuficiente) com o Parlamento, parte destas concessões podem até ser recuperadas. E convenhamos; se na reforma de Temer a projeção era de uma economia de R$ 500 bilhões, nesta em curso no Congresso tudo leva crer que será de R$ 913,4 bilhões. Está de bom tamanho. E não será no grito que o resultado será melhor.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MENOS DE 10%

A declaração do deputado Rodrigo Maia, que afirma "o governo é uma usina de crises" merece uma análise mais acurada, pois é um tanto imprecisa. Como sabem as pessoas mais ou menos alfabetizadas, o governo compõe-se de Três Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, independentes e harmônicos entre si. Muita gente liga o conceito ao francês Montesquieu. Os mais cultos até conseguem pronunciar o nome do pensador em bom ou razoável francês. Não estou seguro se Sua Excelência o Sr. Maia referiu-se ao Executivo ou aos Três Poderes. Se foi aos Três Poderes, como seria de esperar-se de um ocupante de importante cargo político, não estou de acordo. Neste caso excluiria o Executivo e aplicaria a crítica aos outros dois poderes, o Legislativo, que legisla mal e ao Judiciário, na figura do Supremo Tribunal Federal (STF), que legisla indevida e criminosamente, pois faltam-lhe os votos do eleitorado que só os legisladores recebem. Não obstante a legitimidade dos senhores deputados e senadores, suas condutas quanto à reforma da Previdência são simplesmente torpes e inaceitáveis. A declaração do Sr. Maia de que sob a articulação congressual haverá 350 votos ao invés de apenas 50 é o maior atestado da ingovernabilidade desta malfadada republiqueta de Pindorama. Que Deus tenha piedade dos infelizes habitantes deste deserto de políticos comprometidos com a nação em que só tem 50 justos entre os 513 ou 594 congressistas. Menos de 10%.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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DEPUTADOS ESTADUAIS

São 94 deputados estaduais debatendo centenas de projetos inócuos. Pela Constituição Federal, os deputados estaduais têm competência para legislar sobre pouca coisa, apresentam projetos sem efeito prático, que consomem tempos inúteis em comissões, promulgam leis sem nenhuma utilidade. Enfim, "não podem legislar sobre nada", (como disse o deputado Barros Munhoz). Pergunto: por que cada deputado estadual pode ter até 32 assessores?

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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SECRETARIA DO GOVERNO

O general Santos Cruz, da elite do exército, considerado herói de guerra em missões conflituosas, foi demitido esta semana. O "mito" preferiu as intrigas do filhão e do guru da Virgínia. O general, que defendeu outros generais de ataques, só tem a ganhar em se desvincular desse governo.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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TROCA DE GENERAIS

Na semana em que um dos “superministros” do governo Bolsonaro, Sergio Moro, caiu em desgraça devido a atos que falam por si, o presidente decidiu demitir outro, o general Santos Cruz, que estava entre os poucos da Esplanada dos Ministérios que vinha fazendo seu trabalho de forma discreta e digna de nota. No seu lugar o presidente nomeou outro general, Luis Eduardo Ramos, este, porém, da ativa e comandante de tropas do Sudeste. Isso prova que Bolsonaro pretende seguir o caminho que Hugo Chaves trilhou na Venezuela, e deu no que deu. Não custa lembrar que o filho do presidente já falou que para fechar o STF, “basta um jipe, um cabo e um soldado”.

A cada dia que passa o presidente vai se esforçando para levar o País ao caos e se perpetuar no poder, como um ditadorzinho de republiqueta de quinto mundo, coisa que combina muito com o pensamento reacionário daqueles que o apoiam frenética e fanaticamente, mas que não encontra respaldo no restante da sociedade, que deseja ver o País finalmente colocar os dois pés no século XXI.

Em tempo: diante da reação tresloucada do general Heleno à provocação de Lula, ao questionar a veracidade da facada que Bolsonaro sofreu, fica a pergunta: Por que o general não respondeu com a mesma eloquência, as agressões verbais de baixíssimo calão proferidas contra toda a cúpula das Forças Armadas, pelo astrólogo guru de Bolsonaro, Olavo de Carvalho?

Sandro Ferreira Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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INSULTO

Oportuno e firme o repúdio do ministro Augusto Heleno diante das torpes, infelizes e patéticas declarações do presidiário Lula, duvidando da veracidade do atentado sofrido pelo então candidato Bolsonaro. Só mesmo as doces leis brasileiras permitem que um condenado e preso apenado há 12 anos de reclusão fale sandices pelos cotovelos e dê entrevistas a hora que bem entende a jornalistas nacionais e estrangeiros. As inacreditáveis acusações de Lula insultam não apenas Bolsonaro, vítima da facada, mas também os médicos e os milhões de brasileiros que votaram nele.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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EMPRÉSTIMOS AO EXTERIOR

Lula se diz inocente nos processos contra ele, mesmo já condenado em um. Não é inocente, mas mesmo que fosse, o mal que causou o Brasil, hoje com mais de 13 milhões de desempregados, pode ser atribuído a ele por priorizar empréstimos via BNDES ao exterior, em vez de ao Brasil. Veja os países maiores beneficiados: Angola (R$ 14 bilhões), Venezuela (R$ 11 bilhões), Argentina (R$ 8 bilhões) República Dominicana (R$ 8 bilhões) e Cuba (R$ 3 bilhões); foram empréstimos subsidiados que dificilmente serão recuperados – só por isso Lula merece prisão perpétua.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

GREVE

Se a greve geral da última sexta-feira conseguiu produzir algum resultado concreto além de atrapalhar a vida do cidadão comum que depende do transporte público para trabalhar ou estudar, foi o de reforçar a já profunda antipatia da opinião pública pelas centrais sindicais responsáveis por mais uma paralisação antipática e inoportuna.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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DIREÇÃO DO PAÍS

Francamente, se Jair Bolsonaro continuar cometendo tantas barbeiragens na maneira como dirige o País, em muito pouco tempo atingirá os 40 pontos de multa do novo CNH. Daí, então.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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FREIO

Um fortíssimo cheiro de embreagem queimada se sente neste País, enquanto o Executivo federal resolve acelerar acentuadamente para arrancar adiante para um futuro melhor, um parlamento vendido ao lobby entre outros, não solta nem a pau o freio de estacionamento.

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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FALANDO SOZINHO

O presidente Jair Bolsonaro, sempre omisso, deixou claro que não apoia seus colaboradores. Ora, logo, logo, Paulo Guedes, Sergio Moro, Joice Hasselmann, os presidentes da Câmara e do Senado, o controverso Alexandre Frota, entre outros do próprio PSL, vão deixar o governo falando sozinho. Bolsonaro, comer o filé é bom, mas tem que roer também o osso.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DESAPREÇO

Da maneira que quer armar a população, aumentar os pontos para a perda da CNH, acabar com a cadeirinha para as crianças nos veículos, as declarações e "ideias" do presidente Jair Bolsonaro só trarão mais a mortandade em massa dos brasileiros, que já é muito alta. Tudo potencializado pela drástica redução dos recursos e desapreço à educação dos jovens, optando por investir no analfabetismo. Será que ele esqueceu de que foi eleito com mais de 57 milhões de votos?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TREVAS

Parabéns ao jornalista Marcelo Rubens Paiva por seu artigo “Libera Tudo”  ("Estado", 15/6, C7). Mostrou as trevas em que estamos, governados por inexperientes em todas as matérias para as quais foram eleitos ou escolhidos, orientados por um astrólogo que nem mesmo conhece a mencionada atividade, defendendo uma orientação econômica que morreu em 1929, com a quebra da Bolsa de Nova York. Pobre povo brasileiro.

Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA CRISTÃ

Depois de décadas, o dilema contemporâneo. Sergio Fausto, em "Meu comunista favorito" ("Estado", 15/6, A2), recorda a importância política de Enrico Berlinguer, Secretário-Geral do Partido Comunista Italiano (PCI), o mais importante protagonista do "eurocomunismo". A nova corrente adotava a "democracia como valor universal", o regime das liberdades e do rodízio no poder, antípoda da ditadura do proletariado do marxismo-leninismo. Morto, Berlinguer, há 35 anos anos, poucos se recordam dessa encruzilhada da guerra-fria e da política mundial. Aproximou-se o PCI da Democracia Cristã e coligados conduziram a Itália à condição de 6a. economia mundial. A ideia repercutiu fortemente no PCB (Partido Comunista Brasileiro) e o cindiu. Para os comunistas dogmáticos de Prestes, capitulação e traição à "causa operária". Para os radicais da democracia-cristã italiana um concubinato. Aqui se tripudiam, ainda hoje, direita e esquerda, comunismo e nazifascismo. E, com tantos partidos, em nosso País a Democracia-Cristã revelou-se uma gramínea insignificante.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SANTAS CASAS DE MISERICÓRDIA

A nobreza das Santas Casas. Quem já foi ou ainda o é provedor ou dirigente de Santa Casa de Misericórdia sabe quantas dificuldades são enfrentadas para levar avante a nobre missão propugnada pela Irmandade. O SUS cobre simplesmente pouco mais da metade do custo de uma internação, levando, pois, o nosocômio para o próximo mês o déficit do mês em curso. De outro lado, há que se observar que as Santas Casas suprem a falha governamental de possuir poucos hospitais e, por isso mesmo, deveriam ser mais prestigiadas. Centenas de Santas Casas suprem o governo federal em regiões de grande densidade demográfica, prestando atendimentos de qualidade, mas sempre sem o devido reconhecimento. As Santas Casas, na verdade, precisam menos de elogios e mais de verbas e auxílios financeiros.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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CIÊNCIA, EDUCAÇÃO E CULTURA

Sem cientistas, professores e artistas... são as trevas. Pobreza, doenças, violência.

Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo

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CORREIOS

Os Correios do Brasil, durante mais de 150 anos, foram orgulho nacional e internacional. Em 1843 fomos o segundo país que teve selos postais, logo após a Inglaterra (1840). Durante décadas os presidentes dos Correios do Brasil também foram eleitos presidentes da UPU (União Postal Universal). Em 1930 uma carta do Brasil para Alemanha levava 5 dias para chegar, sendo transportada por dirigível Zeppelin. Na minha coleção tenho cartas com os carimbos da saída do Brasil e da chegada na Alemanha. Porém, nos últimos dois anos com aviões a jato, estas cartas demoram meses. Minhas cartas postadas do bairro de Santo Amaro (São Paulo) levam de 2 a 3 meses para chegar ao aeroporto de Cumbica, de onde serão despachadas nos aviões. Ou seja, em dezembro temos de escrever as cartas de feliz Páscoa e não de feliz Natal.

A filatelia, outro orgulho do Brasil, com selos muito bonitos, como os famosos "Olhos de boi" (1843), hoje é tão mal administrada, que colecionadores não recebem mais os selos emitidos e suas coleções ficam incompletas, o que faz muitas pessoas perderem o interesse de colecionar selos brasileiro. Nos selos autocolantes, ainda, falta uma camada intermediária de cola solúvel em água como em todos outros países, para que os colecionadores possam separar os selos dos envelopes. Torço para que com o novo presidente dos correios consiga-se levar os correios para uma nova gloria.

Michael Peuser mpeuser@hotmail.com

São Paulo

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SEGURANÇA NO RIO

A divulgação do aumento de roubos a pedestres no Rio é emblemática. Mostra a fragilidade da segurança pública na Cidade Maravilhosa, que está provocando uma espécie de “síndrome coletiva de pânico” na população e afugenta o turismo, principal atividade econômica da bela capital de nosso Estado.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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