Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2019 | 03h00

BNDES

A degola

Não faz o menor sentido um presidente da República dizer, pela imprensa, que a cabeça de um importante nomeado seu “está a prêmio”, como foi feito com Joaquim Levy, do BNDES, no fim de semana. E foi este mesmo valente capitão, admirador de um astrólogo e de Donald Trump, que reconheceu não ter nascido para ser presidente da República...

LUIZ ANTÔNIO RIBEIRO PINTO

larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto

Temperamento

É preciso alguém avisar ao presidente Jair Bolsonaro que ele deve ir devagar com o andor, porque o santo é de barro.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

‘Caixa-preta’

Mais um presidente do BNDES deixa o cargo, desta vez Joaquim Levy, sem revelar os obscuros negócios da chamada “caixa-preta” do banco. Michel Temer, em seu curto mandato, teve três presidentes no comando do BNDES: a capaz Maria Silvia Bastos Marques, Paulo Rabello de Castro e, finalmente, Dyogo Oliveira, que entregou a batata quente a Joaquim Levy, decapitado em praça pública pelo nervoso Jair Bolsonaro no sábado. E a “caixa-preta” continua fechada a sete chaves – aliás, deveria ser tratada como a caixa de Pandora, pois o que deve haver ali de malfeitos escondidos é de outro mundo. Alguns nomes já estão sendo cogitados para ocupar o importante cargo, mas acredito que, seja quem for, seguiremos na curiosidade de conhecer o devastador conteúdo dos negócios celebrados nos últimos anos pelo banco. Aguardemos os próximos capítulos.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Será que o povo precisa desenhar para o governo que, enquanto não for aberta a “caixa-preta” do BNDES, o Brasil continuará a ser o paraíso dos corruptos, como sempre foi?

VANDERLEI ZANETTI

zanettiv@gmail.com

São Paulo

REDES SOCIAIS

‘Desinteligência’

Chamar de “desinteligência” a imbecilidade generalizada das redes antissociais é elogio. O editorial do Estadão de 17/6 (página A3) intitulado Desinteligência generalizada fez um lúcido alerta aos que levam a sério o oceano de estultices que inundam as erroneamente chamadas redes sociais, que desnudaram ao mundo a brutal realidade de que a maioria absoluta das pessoas, ainda que bacharéis e doutores, é formada de idiotas – para desvario das opiniões impensadas que dominam o mundo digital. Estamos regredindo à época das fogueiras medievais, quando a inteligência era incinerada por contrariar a religião da ideologia dominante. A inteligência natural agoniza no mundo da inteligência artificial.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

EDUCAÇÃO

Oportunidade

Inspiradora a reportagem sobre as doações para o prosseguimento, no ensino superior, de jovens promissores, mas sem recursos (Ex-alunos viram ‘padrinhos’ e ajudam a financiar estudos de universitários, 16/6, A18). Todos que tivemos o privilégio do acesso à universidade, pública ou privada, podemos contribuir para diminuir as desigualdades sociais, a começar pela ampliação das oportunidades.

PEDRO PAULO A. FUNARI, professor titular do Departamento de História da Unicamp

ppfunari@unicamp.br

Campinas

Estímulo aos diretores

O artigo Por um novo consenso na Educação, do sociólogo Simon Schwartzman (Estado, 14/6, A2), é uma pérola. Suas assertivas são objetivas e precisas, especialmente quando qualifica dois pilares das últimas administrações, o Plano Nacional de Educação (PNE) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como “um zumbi que se recusa a morrer” e “um texto recheado de linguagem empolada, incompreensível ou meramente retórica”, respectivamente. Eu acrescentaria uma medida para ser pensada. Uma ação efetiva de estímulo aos diretores escolares (de ordem pedagógica, financeira e, sobretudo, de gestão) tem enorme potencial de transformação. O setor público brasileiro tem cerca de 19 mil escolas de ensino médio, estaduais e municipais (umas poucas centenas são federais). Cerca de 800 delas funcionam minimamente bem. A menor unidade de gestão é a direção dessas escolas, e os diretores agem preferencialmente segundo sua tendência, trajetória e desígnio. É possível ampliar potencialmente a cifra de sucesso. A profusão de siglas, ideias luminosas e programas ótimos, mas inaplicáveis, é desnecessária. Simplicidade é imperioso.

ALÉSSIO RIBEIRO SOUTO

souto49@yahoo.com

Brasília

Desemprego e formação

Existem empregos em várias áreas do mercado hoje no Brasil, mas são poucos os candidatos que se apresentam com a formação necessária. Grande parte dos que terminam o ensino básico permanece analfabeta e 35% dos estudantes do ensino médio abandonam as escolas. A luta contra o analfabetismo, que gera pobreza e violência, requer profunda revisão da atuação das escolas, compreendendo as matérias e seu conteúdo, o preparo e a valorização dos professores, o despertar da vocação e o interesse dos alunos pelas aulas, bem como a construção, com Estados e municípios, de escolas nas cidades e vilas onde elas não existem, com capacidade para atender toda a população estudantil. O Ministério da Educação é responsável por essa luta e pelo preparo dos brasileiros que vão atuar no mercado de trabalho em todas as suas áreas. No atual governo, contudo, o segundo ministro a ocupar o cargo já demonstrou não estar preparado para tanto, por lhe faltarem experiência e sintonia com a complexidade e as reais urgências da área.

FÁBIO RIBEIRO DA SILVA

fabio.r.silva@uol.com.br

São Paulo

PARQUE TRIANON

O corte das palmeiras

Sobre a notícia de que a Prefeitura de São Paulo fará o corte de 700 palmeiras australianas do Parque Trianon (17/6, A14), que terão como destino um aterro, pergunto: por que é mais fácil destruir do que preservar? Não seria mais adequado a Prefeitura fazer uma parceria com alguma grande empresa para realizar o transplante dessas palmeiras para alguma outra área? O custo total deste projeto é de R$ 1,8 milhão, com previsão de dois anos para replantar no parque apenas 300 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.

PAULO CESAR AZEVEDO MEYER

meyertour@hotmail.com

Carrancas (MG)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


DEMISSÃO NO BNDES

Levy vítima de Bolsonaro. Infelizmente, baixo grau de civilidade norteia o presidente Jair Bolsonaro. Depois de demitir o bom ministro General Santos Cruz a pedido de seu filho Carlos, sem piedade execra publicamente também o presidente do BNDES, Joaquim Levy. Cidadão esse com grandes serviços prestados às nossas instituições e de reconhecida competência também em organismos internacionais. Num encontro com jornalistas na última sexta-feira o presidente Jair Bolsonaro, na cara de pau, disse  que Levy estava com a “cabeça a prêmio”. E que se não suspendesse a nomeação de Marcos Pinto (que trabalhou no governo Dilma), para diretor de mercado de capitais, seria demitido. Ora, não se critica a prerrogativa do presidente de demitir colaboradores. O que indigna é a forma como age. Porém, Levy, que não se presta estar a serviço de um inconsequente, populista e soberbo presidente, mas, sim com dignidade servir à sua nação, decidiu se demitir neste domingo. E desta forma Bolsonaro, abre mais uma crise em seu governo, elevando ainda mais a desconfiança do mercado e dos investidores. E recebe duras críticas, como a do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, que achou absurda a ameaça de Bolsonaro ao agora ex-presidente do BNDES. Sinceramente, o País pode até alavancar sua atividade econômica depois da provável aprovação de reforma da Previdência, mas viverá mais crises e retrocesso político se o presidente não melhorar sua conduta institucional.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ACERTO PRÉVIO

Bastante consentânea a argumentação de que Levy deixou a presidência do BNDES por acordo prévio entre Bolsonaro e Paulo Guedes. Na realidade, embora o grande técnico não tenha partidos políticos, a aproximação desse tipo de banco com a oposição pode causar prejuízos ao governo, porque a “caixa preta” nele existente, até o momento, não foi aberta, quando já deveria ter sido posta ao conhecimento público. De outro lado, o BNDES deve ao governo central, e Levy não fez esforço para quitar o débito integral ou parte dele, deixando de atuar rapidamente como a situação exige. O substituto virá com tudo, porque tudo será acertado previamente.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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INCÊNDIOS

Curiosa tática de governo; se abafa um incêndio (o de Moro) provocando outro (o de Levy). Na ausência de bombeiros aptos, fogo geral. Nero aprovaria, sugerindo a caça aos novos cristãos e seu destino ao martírio, para delírio da plebe entusiasmada.

Maravilhoso espetáculo, o da insanidade.

Roberto Yokota rkyokota@gmail.com

São Paulo

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NERO

Concordo plenamente com o leitor que, diante das anômalas manifestações e ações do presidente Bolsonaro, o compara a Nero. Vou além, lembrando que Bolsonaro está mais para Calígula. Tem até um Bucéfalo que atende, no vulgo, pelo cognome Carlos Bolsonaro.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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MISSÃO

A nomeação de Joaquim Levy para a presidência do BNDES foi equivocada desde o início. Se uma das missões ao indicado para este cargo pelo presidente Jair Bolsonaro seria a de abrir a caixa preta do banco para esclarecer os empréstimos milionários para a Venezuela, Angola e Cuba, entre outros durante os governos petistas, Levy não tinha nem nunca teve perfil para executar esta tarefa, pelo simples fato de ter sido ministro de Dilma Rousseff. Ao substituto com certeza caberá este projeto que, embora ingrato para o executor, é de extrema importância para o País.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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LUGAR ERRADO

Para abrir a “caixa Preta” do BNDES, caro ministro, não precisava da chave de Joaquim Levy. Basta acessar http://www.bndes.gov/transparência. Lá estão todos os dados disponíveis ao público, com detalhamento de todas as operações, dos financiamentos a obras de engenharia em países “suspeitos” como Angola, Moçambique e Cuba, todos os dados dos contratos, o número de empregos gerados, o volume de impostos pagos, o impacto sobre o desenvolvimento regional, etc. Aliás, a caixa preta é utilizada na aviação para armazenar diálogos e dados de vôo para serem analisados em casos de acidentes para determinar suas reais causas. Mas, como ela não é preta, é de cor alaranjada fluorescente justamente para facilitar a sua localização em caso de acidente, pode ser que V. Excelências estejam procurando no lugar errado.

Mário Luiz Lúcio mllucio@yahoo.com.br

São Paulo

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DINHEIRO DO BNDES

Que o próximo presidente do BNDES tenha coragem de abrir a caixa preta do banco e informar ao público para onde e para quem foi nosso dinheiro nesses últimos 20 anos.

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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AMBIENTE SANTIFICADO

Agora que Bolsonaro “se livrou” de mais um elemento válido de seu governo, seria bom ele promover a ministra Damares para o cargo, afinal se nomeou incompetentes para a Educação, Relações Exteriores e Meio Ambiente, ter todo mundo vestindo rosa e azul no BNDES seria muito bonito. Não tenho certeza se a qualidade seria a mesma, mas teríamos um ambiente bem santificado...

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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PADRÃO BRASILEIRO

Entendo de economia doméstica. E o faço com competência. Não gasto o que ganho. O Brasil deve ser administrado por uma dona de casa, não por essas peruas que andam na society, mas por uma de classe média. Então entendemos Bolsonaro. Sua linguagem é adequada aos padrões brasileiros. Sobre o tal de Levy há um ditado que diz - “ninguém serve bem a dois senhores”. O pior é que ele não serviu bem a nenhum dos dois. Por isso coleciona um currículo de demissões.

Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PASSOU DA HORA

Os 57 milhões de brasileiros que elegeram o presidente esperam que ele entenda que a campanha acabou, chega de revanchismo, chega de demissões, chega de rompantes. Esperamos que ele convoque todos os ministros, monte um plano pro Brasil crescer, para gerar empregos, saúde, segurança, infraestrutura, atrair investimentos. Que se exija isso de toda equipe. Passou da hora de trabalhar muito, já são seis meses sem ação. Tem que ir ao Congresso, defender seus planos e ideias, ser um fiel representante do povo. Se precisar peça ajuda, queremos que o Brasil dê certo e seja uma potência. Mas para isso precisa trabalho, competência, gente engajada e experiente, e esquecer o passado.

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@outlook.com

São Paulo

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POLÍTICA MAIÚSCULA

O Estadão alerta para a terra sem lei que se estabelece por um governo que atua apenas por redes sociais, sem interlocuções políticas sérias e construtivas (Editorial “Política em tempo real”, 16/6, A3). O governo foi eleito pregando uma “nova” política que se mostrou ser, na verdade, uma nova roupagem para uma velha política que estava superada: a da ameaça pela ignorância e pela brutalidade. Os que a defenderam sabiam muito bem dessa falácia, mas o objetivo era “impedir que o Brasil voltasse às mãos dos comunistas”, como se isso um dia tivesse ocorrido. Pagamos todos, brutos e pacíficos, ignorantes e defensores do conhecimento e da educação, por essa ausência de política maiúscula.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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OUTRA CAUSA

A  “incerteza” ou o “risco” cuja causa é atribuída ao Executivo, tem outra causa e nome : Chama-se “esquerda”.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

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AGUARDANDO

O governo de Jair Bolsonaro está fazendo seis meses de pouco trabalho. Ora, o que se vê são assuntos sem a mínima importância para o País, serem tratados como se prioridades fossem. A perda de tempo é significativa e o “Mito” se dedica, cada vez mais, ao Twitter e esquece o pobre Brasil. Bolsonaro, sem xurumelas, pois o povo está aguardando, ansioso, pela realização de suas promessas.  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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IDEIAS

Está na hora de o PT parar de criticar e mostrar que tem ideias aproveitáveis para consertar o Brasil que ele próprio estragou. PT é especialista em: “quanto pior melhor”.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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REFLEXÃO DISPENSADA

Brilhante o editorial do Estadão de 17/6. Nossas redes sociais estão impregnadas de mau uso. Gente de bem, supostamente bem pensante, dispensou a reflexão e vulgarizou aquilo que deveria ser um serviço de utilidade pública. Não só na política, mas também usando a rede para espalhar conversas de botequim de baixíssimo calão.

Sérgio Bruschini bruschini0207@gmail.com

São Paulo

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FALAS DO PRESIDENTE

Podem falar qualquer coisa de Jair Bolsonaro, menos que seja uma pessoa dissimulada. Pensou, falou, embora nem sempre seja conveniente falar...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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GUILHOTINA DIGITAL

Até que enfim nosso presidente abriu os olhos para o poder destruidor da guilhotina digital do seu guru, Olavo de Carvalho, com a qual ele reproduz, numa versão astral, os piores momentos da Revolução Francesa.

Luiz Ribeiro Pinto larprp@uol.com.br

São Paulo

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AVALIAÇÃO DO MANDATO

Em um estádio de futebol cabem no máximo 60 mil pessoas, no Brasil temos 208 milhões de brasileiros. Não acredito que um estádio de futebol sirva de parâmetros para auto avaliar um mandato. Que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro nāo se iludam com o circo futebolístico. O Brasil é o País do futebol, ok? Bem que poderia ser o país da educação, pois duvido que eles fariam palanque em cima da educação, para ludibriar o cidadão. As pesquisas em relação ao governo de Jair Bolsonaro têm resultado destoante de um Maracanã lotado. Sai a paixão que ilude, entra o pensamento crítico que reverbera, e aí nāo há palanque que resista aos fatos. E quanto aos fatos, nem mesmo um estádio lotado, em jogo do Flamengo, teria argumentos.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

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DEMISSÃO NOS CORREIOS

Sobre o artigo “Bolsonaro demite terceiro militar em uma semana”, publicado no Estadão em 15/6. Eis um erro de aceitar ocupantes de cargos do governo anterior, pois o ocupante se deve considerar muito bom e não entra no espírito da nova administração. No caso, o general sem sensibilidade política, em um governo cuja meta é privatizar os correios, ao defender o status quo de permanecer estatal, se tivesse vergonha poderia se demitir, mas resolveu peitar e dançou. Pronto, pois todos os cargos de direção no governo são demissíveis ad nutum, ou seja, na hora, havendo muitos candidatos ao cargo vago. Já vai tarde.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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VÉU DE PROTEÇÃO

Todo o indivíduo que for indicado para o governo Bolsonaro deverá ter uma postura de monge tibetano. Depois de exonerar 17 membros do governo, Bolsonaro demite o presidente dos Correios, Juarez Aparecido Cunha, por ser contrário à privatização dos Correios e ter tirado fotos com deputados do PT e do Psol. É historicamente conhecida e nociva a presença, no governo e até mesmo “sapeando” nos aposentos do Palácio, o véu diáfano da proteção presidencial aos eleitos sem voto mas garantidos por sangue. No governo bolsonarista, as palavras devem ser pesadas e medidas. Enquanto isso, o governador do Rio, Wilson Witzel, afirma que o problema das favelas tem uma solução: mísseis.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ESTADISTAS

Até Bolsonaro está descobrindo como é difícil encontrar estadistas na política brasileira. Cada “mané” é apenas “outro mané”. Ele mesmo não é nenhum estadista, e não basta muito para se ver. Um estadista tem que 70% de moral e ética, e no mínimo 30% de bagagem intelectual. Aqui se pode encontrar até os 30% intelectual, mas moral e ética é como encontrar um gato de madame no meio da lama de porcos.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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SISTEMA DE GOVERNO

A discussão sobre a proposta de mudança de sistema de governo (José Serra, “Parlamentarismo branco, prognóstico cinzento”, “Estado”, 13/6, A2) é bem-vinda, pois há espaço, atualmente, para debate sobre o tema. Para se aprofundar no assunto, deve-se levar consideração alguns pontos importantes: adoção do voto distrital misto, com a metade dos deputados sendo eleita em distritos eleitorais e a outra metade em lista proporcional fechada (com o candidato a primeiro-ministro encabeçando a lista nacionalmente); reforma dos partidos com a presidência do partido sendo meramente burocrática, administrativa e institucional, sem interferência política no dia a dia; a disputa pela liderança do partido deve ocorrer em primárias e os dois candidatos mais votados disputam o voto dos filiados, nacionalmente, após amplo debate sobre o programa partidário que será submetido às urnas; a eleição do presidente da República (chefe de Estado) deve anteceder a eleição do Parlamento e, consequentemente, do primeiro-ministro (chefe de governo).

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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LIDERANÇAS FUTURAS

O impressionante desprestígio dos políticos tradicionais entre nós é de tal magnitude que até estudiosos do setor não vislumbram quais das atuais lideranças sobreviverão nas próximas eleições. Movimentos intensos nos bastidores empresariais bem como em outros segmentos da sociedade apontam que no futuro bem próximo teremos fortes novidades nos nomes que comandarão o setor da política nacional.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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AÇÃO HEROICA

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que o Executivo é uma usina de problemas incendiários, ao referir-se às críticas emanadas pelo ministro Paulo Guedes ao Congresso pelas modificações introduzidas pelo relator do projeto no texto da reforma da Previdência. Com a atitude salvadora que passou então a atribuir ao Parlamento, digna, segundo ele, da heroica ação dos soldados do fogo, transformou todo o grupo sob seu comando, Centrão e esquerda furiosa incluídos, em artífices e construtores de uma sólida usina de soluções destinada a blindar o povo brasileiro das repercussões malignas oriundas do Planalto e que visam perturbar a aprovação da reforma que garantirá, ainda na sua visão, uma aposentadoria justa às gerações futuras. Ora, engane-nos que nós gostamos, deputado.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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NEGOCIAÇÃO

Como se sabe, o PSL, partido do presidente Bolsonaro, tem só 10% das cadeiras da Câmara dos Deputados e menos do que isso no Senado. Como precisa de ao menos 60% para aprovar uma PEC como a imperiosa e inadiável reforma da Previdência, terá de se submeter ao democrático exercício da negociação aberta e transparente com o Congresso. Caso contrário, as necessárias e prementes reformas estruturais prometidas na campanha presidencial vão virar miragens no tórrido deserto que o País atravessa.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SITUAÇÃO PREOCUPANTE

O editorial “Economia ladeira abaixo” (“Estado”, 15/6, A3) reflete uma situação preocupante para o povo. A política dita as regras e a falta de comprometimento com a sociedade nos coloca no caos. Resta gritar: “chama o Temer”, que queriam ou não, após a saída da petista, até deu um “up” na economia. Claro a que preço. Triste

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA

O procurador José Robalinho questiona o déficit da Previdência, vê na reforma um corte radical de gastos, foi militante do auxílio-moradia, alega que o teto de de gastos é inconstitucional e considera a reforma trabalhista grave retrocesso. Ele é candidato na lista tríplice para Procuradoria-Geral da República. Como diz o dr. Pedro Nery, é legítimo que uma liderança sindical adote essa pauta, porque trata das aposentadorias, salários e auxílios de seus associados, mas é impressionante que esses associados possam escolher seus líderes sindicais como chefe do Ministério Público.

Cleo Aidar  cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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INSINUAÇÃO

Quero manifestar meu apoio à excelente reportagem feita com General Heleno e também minha mais completa indignação com as afirmações do então presidiário Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o presidiário o atentado ao nosso agora presidente foi uma grande farsa. Diante do exposto tornam-se também grande farsa os atendimentos realizados e boletins médicos expedidos tanto pela Santa Casa de Minas Gerais quanto pelo Hospital Albert Einstein. Cabe assim uma nota de repúdio dessas renomadas instituições de saúde em resposta às insinuações feitas e divulgadas na mídia pelo então condenado e réu de inúmeros processos sr. Lula.

Regina Celia Rissoni Valentim regina.coord@gmail.com

Mogi das Cruzes

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SANTAS CASAS DE MISERICÓRDIA

A revitalização das Santas Casas de Misericórdia seria um enorme passo em direção ao dever de prestar saúde aos brasileiros. Vê-se com clareza o papel primordial das Santas Casas no artigo de Ruy Altenfelder (“Estado”, 15/6, A2). A solução tributária é a única possível, mas desde que resguardada de extremo rigor na fiscalização do dinheiro público, de sua arrecadação até sua aplicação. Não por imposto, que o governo manobra discricionariamente, mas por meio de contribuição, estritamente vinculada à sua finalidade; e os desvios punidos com pena de reclusão. 1% mensal sobre as movimentações financeiras tiraria o Brasil dessa crise cruel, desde que não se repita o passado. Vide o que afirmou o articulista: 2/3 dos leitos hospitalares compõem as Santas Casas em ruínas. As soluções são mais simples do que se parece, quando uma sociedade crê e constata os resultados das medidas.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CLUBES E A PREVIDÊNCIA

Os clubes brasileiros são os maiores devedores da Previdência Social, em contrapartida os centenas de jogadores brasileiros no exterior ganham verdadeiras fortunas. A mudança na legislação daria ao fisco poder de tributar a venda do passe do atleta e seus ganhos milionários, tudo através de sociedades colimando o não pagamento de impostos. Conclusão: se fossem tributados cem jogadores de futebol pelo fisco, os cem milhões de brasileiros não precisariam sobreviver com a reforma da Previdência entre um e dois míseros salários mínimos. Reside aí o postulado da justiça fiscal.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

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SENTENÇA

Esdrúxula sentença. Adélio não precisou de nada, nenhum atestado para conseguir

porte de arma, entrar em partido, entrar e sair do Congresso, e nem para dar uma facada no atual presidente. Agora chegaram à conclusão de que é um anormal. E vários advogados se mobilizaram em sua defesa, os mesmos que defendem o maior criminoso desta terra. Tem muito caroço nesse angú.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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SALA DE AULA

Um retrato da sala de aula. A educação foi e é um divisor de águas para vários países. Não é mais novidade para ninguém que sem uma educação de qualidade nenhum país alcançará índices aceitáveis de qualidade de vida. Todavia, a questão é muito mais complexa do que simplesmente oferecer um ambiente escolar. É preciso que da escola saiam pessoas de qualidade, capazes de resolver os problemas da própria vida, bem como os intermináveis e desafiantes dilemas do País. E não há outro caminho, ou verdadeiramente nos educamos ou continuaremos fadados ao caos social que estamos inseridos há séculos.

E para isso acontecer, entre tantos outros desafios que envolvem a educação, devemos encarar de frente o que acontece numa sala de aula. Sou capaz de afirmar que a grande maioria das pessoas que não estão ligadas diretamente ao ambiente escolar nem imagina o que se passa numa escola. Literalmente vivemos um momento turbulento na educação brasileira, nossas salas de aula beiram uma anarquia generalizada, com raras exceções. Nossa educação é um mundo do faz de contas. Pouquíssimos são aqueles que de fato podemos chamar alunos. Infelizmente, a grande maioria é simplesmente frequentador da escola, não quer absolutamente nada daquilo que se refere ao ato de aprender. A indisciplina se generalizou nas salas de aula, gastamos mais tempo combatendo a indisciplina do que ensinando. Infelizmente, as diversas salas de aula refletem todos os problemas que permeiam a sociedade brasileira.

A sala de aula é uma reprodução real da nossa sociedade, nela observamos tudo, e neste contexto não há criatividade didática que dê conta. Ensinar para quem não quer aprender torna-se uma missão que beira o impossível. E vou além, nossos alunos apresentam tantas outras prioridades, provenientes do mundo em que vivem, que a escola parece não fazer sentido para eles. A violência física ou verbal é uma constante; há uma falta de interesse total nas atividades escolares; enfim, vivemos um modelo falido de educação. Positivamente enchemos as escolas e popularizamos a educação, mas ainda não conseguimos dar o próximo passo que é qualificar nossas ações.

No Brasil, volto a repetir, com raras exceções, pois sabemos que elas nos mostram que há uma humilde luz no fim do túnel, a sala de aula nada mais é do que uma fabriqueta de analfabetos funcionais, que se orgulham por ter um diploma, enganam-se profissionalmente e pouco se importam se realmente sabem alguma coisa.

Quando a sala de aula é abandonada, o que acontece constantemente no Brasil, pode-se pensar em tudo, mas provavelmente nada de concreto vai acontecer. Continuaremos a viver aquele velho jargão: “o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende”. Triste é ver os poucos alunos que querem no meio dessa baderna toda. Haja força de vontade para tentar nadar contra a maré.

Walber Gonçalves de Souza prof.walber@hotmail.com

São Paulo

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BEBIDA NOS ESTÁDIOS

Discordo do leitor Arcângelo Sforcin Filho. Na Europa, EUA, Canadá, Austrália, há farto consumo de bebida alcoólica nos estádios e arenas esportivas, sem que por isso haja confusão. O problema no Brasil está na selvageria de muitos que frequentam os estádios, além da incompetência do Estado em coibir a violência.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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EMBAIXADOR EM WASHINGTON

O “Estado” de 17/6 nos apresenta em “sinais particulares” o diplomata Nestor Forster, com uma grande alegria estampada em toda sua fisionomia, por ser cotado para assumir a embaixada de Washington (EUA), como que querendo dizer “meu Deus, meu sonho vai ser realizado!” É como diz o ditado, “a esperança é a última que morre”.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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CONTRABANDO DE CIGARROS

Para acabar imediatamente com o contrabando de cigarros bastaria aumentar o preço do produto exportado, simples assim. Importar cigarro barato e contrabandear de volta para o Brasil com lucros enormes é um negócio que não interessa para ninguém e o Brasil pode acabar com isso quando quiser, o problema é que vai contrariar os interesses da bancada do contrabando.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ABADIÂNIA

Com a prisão do médium João de Deus, a cidade de Abadiânia, 18 mil habitantes, viu sua principal fonte de renda, o “turismo religioso”, praticamente se acabar. Dez mil pessoas visitavam mensalmente a Casa Dom Inácio de Loyola alimentando vivamente o comércio local. Pousadas, restaurantes e inúmeras lojas foram fechadas. O maior impacto foi o desemprego, tendo sido perdidos mais de 2 mil empregos diretos e indiretos. A esperança de sua população reside na crença de que Abadiânia é escolha divina e João era apenas instrumento. Acredita-se que há de surgir uma outra pessoa com dons espirituais para assumir a missão que foi confiada a João de Deus.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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PALMEIRAS NO TRIANON

Gostaria de parabenizar o Jornal “Estado”, pela sua capa de 17/6, com a bela foto do Trianon e pela informação do projeto do prefeito de São Paulo. Fiquei curiosa sobre quem, por que, quando e quanto vai custar essa reforma do Parque Trianon e se esta é uma obra que deve ter prioridade, uma vez que a nossa cidade está uma lástima. Palmeiras do tipo das que estão nesse parque são mais fáceis de cuidar, não derrubam tantas folhas e já estão plantadas. Abafaram-se as árvores, seguiram a Lei das selvas e pelo visto não estão incomodando ninguém como estão as velhas e enormes árvores plantadas nas calçadas comidas de cupins e praguejadas de parasitas colocando em risco a vida e os bens materiais dos munícipes. Não seria mais lógico, prático e barato deixar como está em lugar de retirar as palmeiras e plantar as tais árvores nativas? Por que não plantá-las no Parque do Ibirapuera ou em outro parque? Diz o dito popular que “ imbecil é um idiota que tem idéias”. Parece que o nosso prefeito (que nem foi eleito, só está no cargo pela falha de caráter do Doria de não manter a palavra empenhada) quer ser o campeão dos imbecis, só tem idéias idiotas.

Maria Gilka Bastos da Cunha mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo

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LOCAL DE NEGÓCIOS

Sou um paulistano de mais de 80 anos e sempre vi no Parque do Trianon um museu de Palmeiras maravilhosas que embelezam a av. Paulista, extremamente pobre de exemplares botânicos deste porte. Ficam em um lugar muito lindo, em frente ao Masp. Agora vem novamente a notícia de que estas lindas árvores estão acabando com o parque e que têm de ser retiradas para um plantio mais adequado. Isso me cheira uma jogada para que, no meio do caminho, a Prefeitura ache que a melhor idéia é construir mesmo vários edifícios, pois a avenida é um local de negócios financeiros, e que ninguém vai sentir falta. Imaginem a grana que vai jorrar entre políticos, empresas

construtoras e negociantes da área imobiliária. Aguardemos os acontecimentos.

Paulo R.M.Castro pcastro@ntelecom.com.br

Brotas

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ESPÉCIES INVASORAS

O Estadão de hoje (17/6, A14) anuncia que a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente fará o corte de cerca de 700 Palmeiras Australianas do Parque Trianon, consideradas invasoras; em seu lugar seu lugar serão plantadas árvores nativas da Mata Atlântica, que devem levar cerca de meio século, para chegar a um porte razoável, para recuperar o nosso querido Parque. Nessa toada, as próximas vítimas devem ser os Eucaliptos do Parque Ibirapuera, também uma espécie invasora, plantados na década de 1930 por Manequinho Lopes e responsáveis pela drenagem do pântano existente no local. Enfim, brevemente devem ser erradicadas Mangueiras, Amoreiras, Caquizeiros, Macieiras, Pereiras, etc; sem falar nos nossos Cafeeiros originários da África. Realmente, como a cidade de São Paulo não tem nenhum problema de saneamento, limpeza urbana, circulação e qualidade das vias de tráfego, a Prefeitura deve dedicar-se, com afinco e urgência, na erradicação dessas perigosíssimas “espécies invasoras”.

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

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RECANTO ECOLÓGICO

Para despoluirmos o rio Pinheiros é imprescindível dedicar especial atenção aos córregos tributários, dentre várias ações. Nos seus cruzamentos com as ruas, colocar placas para a sua identificação, possibilitando o conhecimento de sua existência. Suas nascentes devem ser protegidas e mantido o seu curso natural a céu aberto para oxigenação de suas águas, permitindo assim a revitalização da biodiversidade aquática. Proteger as margens, restaurando a mata ciliar com essências típicas da região, gerando ambiente propício ao reaparecimento da fauna que dela depende.

Com essas ações surgiriam recantos paisagísticos e ecológicos aprazíveis dos quais poderíamos obter renda mediante implantação do turismo, como atualmente vem sendo feito em Israel.

Flavio Magalhães flaviomagalhaes@acempra.com.br

São Paulo

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