Fórum dos Leitores

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Fórums dos Leitores, Impresso

19 de junho de 2019 | 03h00

ODEBRECHT

Recuperação judicial

Maior processo de recuperação judicial da história do Brasil, a Odebrecht mostra pelo valor de suas dívidas (R$ 98,5 bilhões) o prejuízo que teve com a esperteza – amparada pelo ex-presidente Lula e pelo PT – de ter-se envolvido no maior caso de corrupção do mundo.

ANTONIO JOSE GOMES MARQUES

a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

Pretensão e caradurismo

A empreiteira que já foi considerada a maior do mundo pediu recuperação judicial, com dívidas que somam quase R$ 100 bilhões, e seu principal executivo permanece em prisão domiciliar, mas ainda tem gente que advoga que a Lava Jato não passou de uma trama engendrada para prender o ex-presidente e tirá-lo da cena política. É muita pretensão e caradurismo...

JOSÉ R. DOS SANTOS VIEIRA

jrdsvieira@gmail.com

São Paulo

O joio do trigo

O caso da Odebrecht, que acaba de pedir recuperação judicial, é daqueles em que é possível instar o Poder Judiciário a julgar os crimes cometidos pela empresa e salvá-la da quebra. Milhares de pessoas podem ser demitidas e não é nada interessante economicamente para o Brasil a quebra de uma empresa desse porte. Separar o joio do trigo neste caso faz bem ao País.

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

E se?

Perguntar não ofende, mas será que sem a Operação Lava Jato a Odebrecht estaria pedindo concordata?

NELSON CEPEDA

fazoka@me.com

São Paulo

OPERAÇÃO LAVA JATO

Ferida de morte

Combato o PT e Lula há praticamente 30 anos, apoiei o impeachment de Dilma Rousseff e fui a favor da Lava Jato, apesar de ter algumas ressalvas desde seus primórdios, quando a operação e seus agentes já davam sinais claros de certo messianismo, o que não me agrada em hipótese nenhuma. Mas não tenho como não manifestar meu repúdio às atitudes ilegais do ex-juiz Sergio Moro – que já havia me decepcionado ao aceitar ser ministro da Justiça de Bolsonaro, por óbvio conflito de interesses – e dos procuradores da força-tarefa, especialmente Deltan Dallagnol. Aos que tentam ser complacentes com Moro afirmando que ele fez um grande serviço ao Brasil, é bom lembrar que quem aceita o arbítrio contra seus adversários políticos hoje, mais cedo ou mais tarde, será vítima deste mesmo arbítrio. A história nacional e mundial está cheia de exemplos disso. E quem admite esse tipo de coisa, mesmo que em nome do combate à corrupção que assolou o País na era petista, apenas comprova que seu nível de consciência e comprometimento com o Estado Democrático de Direito e com o império da lei é extremamente relativo, portanto falso. Particularmente, não vejo nenhuma graça em ver meu time ou partido ser campeão no tapetão. Ao contrário, isso me envergonharia. Os responsáveis pela Lava Jato viviam acusando terceiros de tentar acabar com a operação, mas quem a implodiu foram eles mesmos. Infelizmente, ela está ferida de morte.

SANDRO FERREIRA

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

Clima

O objetivo do tal The Intercept não é outro senão criar um clima favorável ao presidiário “mais honesto” do Brasil no julgamento de mais um habeas corpus, que se aproxima.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

Rigor maior

Contra um bandido, um promotor e um juiz. Contra uma quadrilha de bandidos, uma esquadra de promotores, investigadores e juízes. E maior e mais articulada tecnologicamente deve ser esta esquadra quando investiga aqueles que roubam enquanto se escondem sob o manto outorgado por eleitores para gerir honestamente os bens públicos.

LEONARDO MOLINAR

leonardo.molinar@gmail.com

São Paulo

REDES SOCIAIS

As instituições e as crises

Na edição de segunda-feira (17/6), o editorial do Estado intitulado Desinteligência generalizada lembrou que o alarido das redes sociais não é bom conselheiro. “Decisões de Estado tomadas ao sabor da gritaria das redes sociais, como tem se tornado perigosamente comum, carecem dos elementos básicos de uma política madura.” E por aí vai o texto lastimando a circulação de informações por estes canais. Pois bem, o surgimento das redes sociais, apesar de sua natureza caótica e intempestiva, tem mudado o País, desfazendo mitos, denunciando mentiras e seus autores e protegendo a Operação Lava Jato, além de impulsionar o impeachment de uma ex-presidente. Numa sociedade conduzida durante décadas como manada por políticos inescrupulosos, sindicalistas e atores de esquerda, descolados, de onde vinha a voz do povo? Durante longos anos, milhões de brasileiros viveram uma cidadania aleijada, sem direito a opiniões, apartados que eram pela pretensa “superioridade moral” da esquerda. Seria essa a “política madura”? Se o alarido não é bom conselheiro, presume-se que quem pensa diferente deva se sujeitar a um silêncio obsequioso, esperando que a Nação acredite que tudo andará bem se todos fecharem os olhos, deixando as instituições “cumprirem seu papel”. Impressiona que tantos profissionais da comunicação não percebam o imenso desalento dos brasileiros em relação às instituições do País. Atenho-me, nesta carta, a um pequeno exemplo ocorrido recentemente, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou censura contra dois sites independentes. A grita no Facebook e no Twitter foi grande. E foi por causa dela que tantos foram às ruas denunciar a grave violação. Cobrar dos cidadãos que entrem em recesso para que a paz volte a reinar é propor um contrato entre ovelhas e lobos. É voltar à cidadania quadrienal, exercida apenas no dia da eleição, mantendo o regime da corrupção sempre saudável. Foram as redes sociais e as mobilizações pacíficas dos cidadãos que influenciaram de modo decisivo todas as transformações positivas pelas quais o Brasil passou desde 2014. Querem ajudar, realmente, o País tornando desnecessárias as mobilizações por meio das redes sociais? Ótimo! Ajudem a mudar as instituições. Exerçam, nesse sentido, o poder que ainda têm. As instituições que temos estimulam condutas irresponsáveis e exigem da sociedade um estado de alerta permanente porque elas, sim, fabricam crises com uma assiduidade e desenvoltura que não cessam de me estarrecer.

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

PACOTE ANTICRIME

O pacote anticrime do ministro Sérgio Moro, certamente irá servir para colocações outras de interesse dos deputados e senadores, como é o caso do abuso de autoridade a respeito das atividades do Ministério Público e magistratura. Com efeito, não será inoportuna a tipificação dos casos de abuso de autoridade, resguardando os cidadãos dos excessos praticados pelas autoridades. De outro lado, o Ministério Público deve ser contido dentro de suas funções constitucionais, lembrando que não pode o órgão, via de seus representantes, invadir competência da magistratura. Espera-se que a remodelação a ser feita seja satisfatória, evitando-se a repetição do dístico popular: o remendo saiu pior que o soneto.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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MOTIVO

Sem dúvidas, governar no Brasil mediante o baixo nível cultural, patriótico e de direitos civis de nossos políticos está se tornando uma brincadeira de crianças levadas e mal educadas induzidas a só levar vantagens, não importando a quem venham atingir ou prejudicar, desde que seus intuitos sejam alcançados. A manchete da capa do Estadão de ontem dispensa comentários, pois além de vergonhosa, fala por si ao afirmar: “Câmara quer tirar poderes do Ministério Público e Polícia Federal em pacote de Moro”, alterando, desta forma, o pacote anticrime. É de nosso pleno conhecimento o motivo de tal “brincadeira”, desses políticos, além de tudo um desrespeito a população.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MORO NO SENADO

A presença do ministro Sérgio Moro no Senado é um momento que exige dos Congressistas a serenidade para debater questões como a tramitação de projetos relativos à sua pasta. Mas por certo, um outro tema também terá destaque. Ele terá de explicar as denúncias recentes de sua ligação entre o Judiciário e organismos de investigações. E será muito questionado.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DESTINO

Caixas pretas. Um dos principais bancos públicos do Brasil, (BNDES), cuja missão é  “promover o desenvolvimento sustentável e competitivo da economia brasileira, com geração de emprego e redução das desigualdades sociais e regionais”, é alvo de suspeitas de existência, em suas operações, das chamadas “caixas pretas”, precisando, por pressão da sociedade, contratar auditorias caríssimas para “branqueá-las”, visando apurar, por exemplo, irregularidades envolvendo empresas gigantescas cujas transações já renderam a classificação de réu pela justiça de um ex-ministro da Fazenda. Além disso, ainda não explicou os empréstimos, certa vez até classificados como “secretos” por ex-presidente da entidade, também réu, a ditaduras  ideologicamente alinhadas com o petismo nos 14 anos em que esteve no poder. São recursos cuja destinação qualitativa e amplitude quantitativa o contribuinte brasileiro tem todo o direito de conhecer e ser apresentado à influência política que interfere no cumprimento adequado de tão nobre missão.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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FUNDAMENTO

Sobre o BNDES, para entendermos bem tudo que lá se passa, deveríamos entender, em primeiro lugar, por que até hoje a sede do banco permanece no Rio de Janeiro. Explicado isso, precisaríamos saber por que o Tesouro teve que emprestar tanto dinheiro (perto de R$500 bilhões) a juros de 4 ou 5% ao ano e captar muito deste valor no mercado a 14% ao ano. A seguir, teríamos que entender por que e como os tomadores de empréstimos foram selecionados, e que garantias se exigiu desses mesmos devedores. Teremos que entender também como andam os pagamentos desses empréstimos por parte dos devedores. Elucidadas essas pequenas dúvidas, teremos que entender por que diversos presidentes passaram pelo mesmo banco, depois do impedimento de Dilma e nada disto foi esclarecido. Entre esses presidentes, inclui-se o último e mais recente, sr. Joaquim Levy, que além de não promover esclarecimento a tais questionamentos ainda se colocou contrário aos pagamentos do BNDES em favor do Tesouro, só o fazendo depois de imposição do ministro Paulo Guedes. Depois de tudo isto aclarado poderemos julgar se a demissão de Joaquim Levy teve fundamento ou não.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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SINTONIA

O demissionário presidente do BNDES, Joaquim Levy, não tinha mesmo sintonia com o presidente Jair Bolsonaro. Este queria abrir a caixa preta do banco, e Levy, também presidente no governo Dilma, não queria isso. Compreende-se, sabia perfeitamente o porquê e até poderia estar envolvido em alguma das bandalheiras da “presidenta”. Quem sabe agora os brasileiros possam conhecer toda a sujeira da petralhada que governou este País, dentro do nosso maior banco.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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INVIÁVEL

Sobre o artigo “Gestão de Levy no BNDES foi marcada por atritos com governo e com funcionário”, publicado no Estadão em 17/6. Levy conseguiu desagradar tanto a gregos e como a troianos, o que fez sua permanência no cargo ficar inviável. Existem realidades políticas em qualquer administração, muito além do que se entende por caráter técnico, que quando são ignoradas ou pouco consideradas tornam insustentável a permanência de qualquer ocupante de cargos públicos demissíveis ad nutum.                         

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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ESCLARECIMENTO

Rebuliço. Não se sabe porque a demissão do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, causou tanto rebuliço. Ora, a tal da “caixa preta” esclarecerá os tais “financiamentos amigos” – quando não precisa devolver os recursos - feitos pela tigrada petista aos países de esquerda trarão, certamente, muitos problemas. Mas daí o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, se revoltar ao ponto de dizer que foi “uma covardia sem precedentes” extrapola qualquer compreensão. Ou seja, aí certamente tem.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MINISTRO DE DILMA

Uma pergunta que não quer se calar: O que Joaquim Levy, ministro de Dilma, estava fazendo no governo Bolsonaro?

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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COVARDIA

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, criticou recentemente a saída de Joaquim Levy da presidência do BNDES e do diretor de Mercado de Capitais do banco, Marcos Barbosa Pinto, taxando o ato como uma “covardia sem precedentes”. Pois bem, logo após o pedido de demissão de Levy, como que por coincidência, a construtora Odebrecht pediu a maior recuperação judicial da América Latina com R$95 bilhões em dívidas. Quem são seus credores? Banco do Brasil, Caixa Econômica e... BNDES. Na contramão do que prega o presidente da Câmara dos Deputados, covardia é se manter indiferente a um banco que libera bilhões a uma empresa atolada até o pescoço em corrupção com contratos bilionários superfaturados  no exterior para pagar supostas palestras do ex-presidente presidiário.

Paulo R Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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QUEM SERÁ O PRÓXIMO

Brilhante como sempre a colunista Eliane Cantanhêde escreve no “Estado” de 18/6, “todo o indivíduo que for indicado pelo governo, dada a síndrome de Imperador Romano que encarna no presidente, deve ficar com a barba e o bigode de molho”. Pela instabilidade aumentada pelas redes sociais aliada a uma dúvida quanto a maioria do governo no Congresso, esse indicado deve proteger seu pescoço, pois o estoque de corda no Planalto é razoável. Que pescoço se arriscará falar mal do governo a que pertence? Só um “kamikase” político o faria. Senhores, a aposta está aberta: Quem será o próximo?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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SECRETARIA DO GOVERNO

Inconsequente Bolsonaro. O presidente sempre diz que é contra o “toma lá dá cá” ou que abomina a “velha politica”. Mas, na contramão desta sua filosofia, comete um grave erro, ou exerce um “toma lá dá cá” excrescente, quando fica a mercê de um pedido de seu filho Carlos Bolsonaro, e do incendiário Olavo de Carvalho, para demitir injustamente um ministro como o general Carlos Alberto dos Santos Cruz,  que fazia um bom trabalho na sua pasta e principalmente estava articulando exatamente o que Bolsonaro não tem vocação de fazer: dialogar com os parlamentares do Congresso e a aprovar importantes projetos. Porém, o pecado do ministro Cruz foi ser austero com gastos improdutivos, já que, tendo a chave do cofre do Secom, não atendia pedidos de Carlos para liberar verbas publicitárias para pagar blogs (como fazia o PT com Lula e Dilma) a fim de elogiar o governo do pai. E assim, infelizmente, foi demitido. Ou seja, aos filhos e amigos tudo, à meritocracia nada...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Reza a lenda que se a reforma da Previdência não ocorrer em breve, o Brasil quebrará em alguns anos. Vamos devagar com essa história, até porque os gastos com Previdência Social não podem ser eleitos como o maior responsável pela crise econômica que tem assolado o País. A crise é mundial. Há de se debitar ainda nessa conta, principalmente, as gestões políticas temerárias, e o alarmante nível de corrupção endêmica da nação. Aliás, a julgar pela defesa de considerável parcela da sociedade, em relação aos recém condenados na Operação Lava Jato, parece que a espoliação da nação é coisa de somenos importância.

É indiscutível a necessidade de uma reforma da Previdência, até porque há desigualdades nas aposentadorias, benefícios e pensões custeadas pelas Fazendas, federal ou estaduais. No entanto, as propostas apresentadas até agora nivelam por baixo todos os pagamentos a serem efetuados pela Previdência Social, mormente dos funcionários e agentes públicos, como se as contribuições descontadas na fonte desses servidores se igualasse às contribuições mínimas da iniciativa privada. Há muito tempo que os funcionários e agentes públicos têm alíquotas superiores a 10% dos vencimentos, que, somados ao desconto do imposto de renda descontado na fonte, chegam a subtrair mais de 1/3 dos rendimentos recebidos. O servidor público não tem FGTS, que rende uma poupança razoável para aposentadoria, nem tampouco hora extra e outros adicionais que protegem o trabalhador da iniciativa privada.

Os altos salários do funcionalismo são uma grande falácia, pois excetuados alguns agentes políticos e servidores que detêm poder de mando nos Poderes da República, a grande maioria dos servidores públicos recebem salários médios compatíveis com os trabalhadores de funções similares na iniciativa privada, que compõem a grande massa da classe média. Nesse particular, os governantes olvidam que quem sustenta o Estado é a classe média pagadora de impostos, pois, os pobres poucos pagam, e, os ricos se utilizam das brechas legais para pagarem o mínimo, quando pagam. Quem sabe um dia, as fortunas sejam taxadas neste País, aí, talvez, sobre um pouco do salário do trabalhador da classe média para ser investido. O servidor público não enriquece servindo ao País e, quando se aposenta, vive exclusivamente dos proventos retributivos, decorrentes de todas as contribuições ao longo dos anos.

A economia do Brasil naufragará irremediavelmente, se extinguir sua classe média com a instituição de contribuições e impostos confiscatórios, que propiciem a nivelação da pobreza na população. A quem interessa uma Previdência Social mínima? Evidente que as maiores beneficiárias serão as instituições financeiras atuantes no setor de previdência privada, pois, uma retribuição baixa para o trabalhador, mormente o público, forçará a busca de contratação de planos de previdência capitalizada. Nos países chamados ricos, como os EUA, esse sistema até que funciona bem, em razão de pujança da economia e do imenso capital circulante no mercado de trabalho, o que permite salários com valores bem superiores aos pagos no Brasil. O salário mínimo nacional, no entanto, não supre se quer, as necessidades previstas constitucionalmente, como o trabalhador pagará uma previdência privada decente?

A título de sugestão, em relação à capitalização governamental da Previdência, poderia se estudar a implantação de um sistema misto cujo financiamento consistiria na contribuição solidária dos trabalhadores e a aplicação de parte do capital previdenciário em empréstimos para o sistema bancário, com juros previamente estipulados, como fazem os bancos em relação aos seus correntistas. A garantia poderia ser os ativos da instituição financeira tomadora do empréstimo. O retorno seria menor do que o investimento na compra de ações na bolsa, mas muito mais seguro.

Juvenal Marques Ferreira Filho juvenalmarques2010@gmail.com

São Paulo

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TAMANHO DA REFORMA

Aos senhores senadores e deputados federais ainda em dúvida sobre o tamanho da reforma previdenciária, ou melhor, em dúvida sobre o tamanho da “dor” a ser causada pelas mudanças nas regras previdenciárias, tenho um comentário, uma proposta de reflexão. Se aprovada no seu texto original, é improvável que voltemos a discutir esse assunto por pelo menos dez anos. Por outro lado, uma reforma previdenciária desidratada, forçosamente levará o Executivo a acionar uma nova reforma mais dura do que a atual em prazo menor. Além disso, uma reforma desidratada necessariamente significará um menor crescimento econômico no Brasil. Essa, senhores, é uma certeza estatística, não um “achômetro”. A matemática atuarial é tão implacável como um trem desgovernado em alta velocidade, e os agentes econômicos entendem isso. Ou seja, salvo o delírio de imaginar que a população irá punir os legisladores por votarem a favor da reforma, não existe argumento racional possível na defesa de uma reforma desidratada. Claro que existem os interesses corporativistas e seus fiéis representantes no Congresso. Mas, esses, nesse momento, não têm o País em seu melhor interesse. Temos que ter em mente que párias sempre existirão, mas isso não deveria impedir da maioria agir da forma correta.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba  

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EM VÃO

Se não incluírem Estados e municípios na reforma, não adiantará. A falência de nosso País será só uma questão de tempo e toda essa luta pela reforma terá sido em vão.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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INADIMPLÊNCIA E EMPREGO

Se o desemprego voltou a crescer, chegando aos patamares de quase 14 milhões de desempregados, é mais do que óbvio ululante que cresce o número de novos brasileiros que se juntam aos já reincidentes na inadimplência. Infelizmente no Brasil sempre foi assim, trata-se dos efeitos e despreza-se as causas. Quem não produz não paga contas.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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PERDENDO O BONDE

O gigante precisa acordar”. Ninguém tem dúvida de que a economia do País está estagnada, que estamos batendo na porta de uma nova recessão se nada de concreto for feito para aquecer o mercado e o Brasil voltar a crescer. E não são só os números mostram isso no primeiro semestre. Por onde se anda há comerciantes, feirantes, camelôs, empresários, trabalhadores e desempregados reclamando que as vendas estão fracas, que quase ninguém quer colocar a mão no bolso, a não ser para comprar produtos de primeira necessidade, e que as empresas não estão contratando. A crise econômica afeta o dia a dia do brasileiro que vê seu salário ficar cada vez mais desvalorizado frente ao aumento dos preços dos alimentos dos supermercados, das contas acumulando, juros estratosféricos das dívidas que atormentam mais de 60 milhões de famílias. É o retrato do Brasil de agora. Passaram-se seis meses de um ano cheio de promessas de mudanças. Um novo governo que iria alavancar a economia e finalmente colocar o Brasil nos eixos. É preciso esperança, o que não é sinônimo de ficar apático de braços cruzados aguardando algo ou alguém vir (não sei de onde) salvar o País, a pátria verde amarela. Os investidores estão desconfiados em relação à reforma da Previdência e não querem fazer grandes apostas em um País que não sai do lugar por meses a fio, onde o governo não toma as providências que tem que tomar para retomar o desenvolvimento. A grande aposta é um tiro no escuro, a reforma da Previdência, que representaria uma economia ao governo e uma tentativa de equilíbrio das contas públicas, está engatinhando na Câmara. A proposta vai passar por todas as comissões e processos que a democracia exige, mas não na velocidade que o País precisa. A impressão que se tem é que o tempo está passando e nenhuma providência concreta foi colocada em prática para diminuir as consequências da crise econômica onde ela realmente mais dói: Na população. E o Brasil mais uma vez perdendo o bonde da história.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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MARASMO

Enquanto o Congresso se ajeita com a nova política e o Poder Executivo se lambuza com o mel do poder, o povo fica esperando e torcendo para que a economia comece a funcionar. Não se sabe por quanto ainda os cidadãos vão suportar o marasmo econômico. Ou o Congresso pega nas rédeas e começa a aprovar as reformas ou não se sabe o que poderá acontecer com o País. O Executivo já fez o que devia fazer: apresentou o projeto de reforma, mas a lentidão dos políticos e o entrave da oposição do quanto pior melhor se transformou em um crime, porque cada minuto significa a morte de brasileiros por fome e saúde precária. Deus que nos ajude! Precisamos orar para São Longuinho e pedir para que encontremos a saída.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA

Para a nomeação do novo procurador-geral da República, no próximo dia 17/9, o Presidente Bolsonaro deve reconduzir para o cargo a ínclita e atual procuradora Raquel Dodge, que vem se mostrando ser competente e ilibada em suas decisões.

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

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TOMADA DE TRÊS PINOS

Sem dúvida alguma, num momento em que a economia não anda nada bem, a preocupação do presidente da República com a tomada de três pinos beira a bizarrice. Entretanto, como bizarrices é que não faltam na terra brasilis, nunca é demais lembrar os fiascos que foram a obrigatoriedade da portabilidade de kit de primeiros socorros em veículos, em 1999 e, mais recentemente, a de extintores de incêndio, ambos abolidos após provocarem enorme estardalhaço na população. Não está sendo diferente com a tomada de três pinos que, embora possa até ter respaldo técnico, ainda causa transtornos de ordem prática desde sua criação, em 2011. Projetos desta natureza precisam ser muito bem avaliados e discutidos e, se desprovidos de valia prática, abortados antes de sua implementação, não depois. Frente a problemas mais complexos, este tipo de coisa é sim picuinha. Mas que atrapalha a vida do cidadão comum, atrapalha, e muito.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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FREIO AO POPULISMO

Ao declarar inconstitucional um decreto presidencial que previa a dissolução generalizada dos conselhos - inclusive os mais socialmente sensíveis, como os de deficientes e indígenas, nossa Suprema Corte pôs um freio ao populismo, interpretando-se politicamente a decisão. O populista não convive com o pluralismo, com as entidades intermediárias entre o povo e o Estado, que compartilham a representação popular. Se têm alguma reivindicação, deficientes e indígenas, recebo-os no Palácio para distribuir minhas promessas. Um modelo superado na democracia ocidental e obviamente inadequado no complexo mundo político de nossos dias.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PARTIDOS E TORCEDORES

No Brasil, infelizmente, na política e no futebol as atitudes dos partidos e dos torcedores são semelhantes. Na oposição os partidos políticos são contra quem detém o poder, mesmo cientes de prejudicar o País (exemplo: reforma da Previdência), quando é fundamental a união em prol do bem coletivo. No futebol, os torcedores não são adversários, são inimigos, quando o espírito esportivo é o congraçamento dos povos, respeito entre vencidos e vencedores. Nos EUA, nas eleições, os candidatos são adversários, mas unidos pelo bem do País após a eleição, enquanto no Brasil ocorre o inverso, daí sermos País do Terceiro Mundo.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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POLÍTICA ESQUIZOFRÊNICA

Há uma percepção de que algumas de nossas lideranças políticas, ao falarem sobre os problemas atuais que vivenciamos, não estão tendo noção das realidades que abordam. Tal faceta, dizem os psicanalistas, são fenômenos de um processo mental dos pacientes esquizofrênicos. Urge assim, que as mais equilibradas lideranças nacionais procurem isolar tais personalidades, no sentido de encontrar soluções aos nossos angustiantes problemas.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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LADEIRA A BAIXO

Enquanto os parlamentares brincam de fazer política, o Brasil vai ladeira abaixo, a sério.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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REFORMA CONSTITUCIONAL

Sem uma ampla reforma constitucional na base de uma “mini constituinte”, lúcida e racional, o Brasil não tem solução e continuará a ser o pesadelo que é para quem é honesto e produtivo na terra dos impostos, do governo gigante, da centralização esnobe de tudo em Brasília, do Judiciário nababesco, do Legislativo insano e do Executivo personalista. Ou muda ou as pessoas é que se mudarão pela falência total do conceito de pátria, Estado e nação.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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CARTA DE DEMISSÃO

Virtualmente demitido por Bolsonaro no café da manhã (12/6) com jornalistas, o presidente dos Correios, general da reserva (“sindicalista”) Juarez Aparecido de Paula Cunha, avisou que só sai do cargo quando for formalizada sua exoneração, com o recebimento da respectiva comunicação – um tipo de “carta de demissão” com selo oficial. Sendo assim o decidido, e sabedor da proverbial “eficiência” dessa estatal  que, mesmo monopolista, consegue ou ter lucro pífio (2017-18) ou dar prejuízo – R$5 bilhões (2015-16) –, intuo que se a entrega ao destinatário do chamado “bilhete azul” depender da celeridade dos Correios, o general Juarez ainda haverá de ter uma longa sobrevida à testa da ECT.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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CONDUTA

O teor das conversas por celular criminosamente hackeadas e vazadas entre o então juiz federal Sergio Moro e o procurador da República, Deltan Dallagnol,

sobre a importantíssima Operação Lava Jato, revelou, não apenas um “descuido”, como a mea culpa declarada pelo atual ministro da Justiça e Segurança Pública. Com efeito, uma coisa é um magistrado conversar com as partes - promotoria e defesa -, e outra, muito diferente, é dar dicas e combinar táticas com a acusação, como parece ter sido feito, o que denota claro desvio de conduta profissional. Um juiz que apita uma partida de futebol não pode, ao conversar com um dos técnicos, instruir, falar de estratégia e armar táticas de jogo, pois não?

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ENTREVISTA DE MORO

Quero parabenizar o Jornal “Estado”pela excelente e brilhante entrevista do ministro  Sergio Moro. O alvo são as instituições.

Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

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RESPONSÁVEL PELO VAZAMENTO

Os piratas, a economia e a segurança nacional. Mais que a divulgação das conversas do ministro Sérgio Moro, procurador Deltan Dallagnol, outras autoridades e jornalistas, os vazamentos promovidos por hackers constituem uma afronta aos brasileiros e ameaça concreta a todos os usuários dos sistemas de comunicação. Embora o material traga a tentativa de obstar a Operação Lava Jato e beneficiar o ex-presidente Lula hoje, apenado e preso, ninguém é capaz de prever com segurança outras possíveis motivações do crime. Se, além da área político-administrativa-judicial também figurar o meio empresarial como alvo, é muito grave. Segredos, tanto estratégicos de governo quanto do meio empresarial, revelados indevidamente ou vendidos ao mercado negro podem causar grandes danos às corporações e ao País. Daí a necessidade de se investigar com rapidez, chegar aos transgressores e processá-los na justa medida dos seus atos. Esperamos, com expectativa, o resultado dos inquéritos abertos pela Polícia Federal. Existem muitos interesses em jogo, inclusive a segurança nacional. Os responsáveis têm de responder por tudo isso.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br                         

São Paulo          

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DINHEIRO JOGADO FORA

Os favoráveis à corrupção, devido à divulgação das conversas entre Moro e Deltan, querem puni-los, exigem o “cumprimento irrestrito da lei”, mas não contestam as férias de Lula no Spa da Polícia Federal em Curitiba, cujo custo mensal é de R$ 300 mil. Enquanto isso Lula, sem amparo legal, dispõe de tais regalias, quando o correto é cumprir a pena na Papuda (DF), Pedrinhas (MA) ou em outra penitenciária, o que economizar mensalmente R$ 298 mil. Em plena crise é muito dinheiro jogado fora.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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HOMOFOBIA

Se por uma acaso o Senado Federal, um dos piores de todos os tempos, cancelar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da criminalização da homofobia, um passo importante para defesa dos direitos humanos das minorias, estaremos diante de mais um descalabro da separação dos Poderes.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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POLÍTICA DE DROGAS

As evidências condenam as políticas antidrogas dos últimos 20 anos. Mesmo com todas as pesquisas científicas, as pessoas continuam usando e comprando drogas como se fosse pāo. A grande questão em relação ao bom artigo de Carlos Alberto Di Franco (“Estado”, 17/6, A2) é que é o Legislativo, e nāo o STF, que tem que jogar luz sobre a maconha e tudo que o cerca. Manter o status quo é manter a porta de entrada para outras drogas legalizada e ativamente. Pessoas fumam maconha no Brasil como se fosse cigarro, nas barbas do Estado, e por que nāo tributar? Se a pior de todas as drogas é o álcool, e ela é vendida e propagandeada a torto e a direito, qualquer artigo que condene a maconha perde o seu efeito. Carlos Alberto, quem ganha com a proibição? Essa é a pergunta que nāo quer calar. Agora, nāo olhar os exemplos de fora, é puro complexo de vira lata.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

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STF NA PAUTA

Descriminalização do porte de drogas, absurdo que o STF possa ter decisão sobre essa pauta, até a liberando. Trata-se de um grave problema de saúde física, mental, emocional e todos conhecemos esse STF… Barbaridade.

Jesus Antônio Ribeiro jesus-ribeiro2005@ig.com.br

São Bernardo do Campo

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ANALISAR

Sobre o artigo de segunda do jornalista Carlos Alberto di Franco “Evidências condenam a maconha”; Não podemos ser hipócritas. Temos de analisar as pesquisas científicas, tanto as que falam bem quanto as que falam mal, mas não podemos esquecer do álcool e do cigarro, que são legalizados e fazem mal tanto quanto a maconha.

Lucca de Braga Affonso lucca.affonso@hotmail.com

Itatiba

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PROBLEMAS AMBIENTAIS

Se o professor fosse da época de Cristo, com certeza seria um daqueles fariseus do Templo (José Goldemberg, “Estado”, 17/6, A2). O ambiente é problema, há que se fazer algo etc. A lenga lenga do século XX, que continua no século atual, principalmente entre os “sábios da paróquia”. Fala-se muito, mas se explica pouco ou quase nada. A questão ambiental tem duas vertentes afins. A primeira, é que ainda vivemos sob a vigência de governos de pajelança (um Cacique e seus pajés), primeiro da pajelança religiosa, agora, dos banqueiros, que elegem o deus dinheiro. Em nome do respectivo deus, se fazem as maiores burrices e insensatezes, inclusive ambientais. Claro que os grandes promotores são os sábios, como o colunista. A segunda vertente foi o grande urbanismo, que começou com os romanos, parou no feudalismo da Idade Média, e retornou com mais força no capitalismo atual. Se cada cidade resolvesse seus problemas ambientais, não haveria problemas, o colunista até dá o exemplo de Londres (uma cidade como São Paulo). Londres despoluiu o Tamisa, São Paulo polui o seu rio até hoje, e por aí se vê onde estão os problemas. Poluir ar e água, é questão apenas de se limpar o que se suja, tecnologia para isso existe, vontade de fazer é que não existe. Governantes que não têm compromisso algum com seu povo, apenas com os “pajés” que os garantem no poder, essa é a segunda questão. Claro que o sábio colunista não sabe ou faz de conta que não.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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MÍSSEIS NO RIO

Após assistir na televisão cenas em que traficantes portando fuzis enfrentavam policiais na Cidade de Deus, o governador Wilson Witzel aventou o desejo de lançar mísseis sobre grupos de meliantes como aquele. É claro que o dito pelo governador ficou apenas no campo das hipóteses, pois a utilização de míssil acarretaria sério risco à integridade das pessoas da comunidade. Imediatamente, houve a grita dos “oposicionistas de plantão” segundo os quais tal artefato é arma de guerra. É preciso dizer a tais “iluminados” que o Rio de Janeiro vive uma guerra há muitos anos. Só não o sabe quem não quer. Será que pensam estar na Ilha da Fantasia do Senhor Hourke e de seu assessor Tattoo? É hora de acordar e se mancar.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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POLÍTICA NA SINFONIA

Em apresentação ontem da Sinfônica Jovem de Boston no Municipal do Rio, presenciei cena deplorável: duas mulheres iniciaram uma discussão aos berros pouco antes do início, calaram-se depois, mas logo no início do intervalo voltaram à carga, trocando xingamentos tais como “esquerdista” e “bolsonarista”. Uma delas, transtornada, chamava os demais de criminosos, assassinos e falava em guerra. Não consegui entender quem era quem politicamente, mas não importa. Romperam a última trincheira que me restava. Já não assisto música popular para evitar essas situações. Achei que na música clássica estava a salvo.

Maria Ignez Machado ignez.machado@terra.com.br

Rio de Janeiro

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PROJETO DO PARQUE TRIANON

Inicialmente gostaria de mais uma vez cumprimentar o Estadão por publicar a notícia do projeto do prefeito para o Parque do Trianon e hoje no Fórum, a carta do leitor Paulo Cesar Azevedo Meyer de Carrancas (MG). Aproveito a oportunidade para responder a pergunta do leitor “Por que é mais fácil destruir do que preservar?” com a minha sugestão para os paulistanos: Por que no lugar de trocar as palmeiras que estão desempenhando seu papel muito bem por árvores nativas não trocamos de prefeito, que está deixando muito a desejar? Um projeto muito mais barato, mais eficaz e muito melhor para a cidade em todos os sentidos.

Maria Gilka Maria Gilka mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo

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ÁRVORE EXÓTICA

Como bióloga e ambientalista, gostaria de lembrar que floresta tem naturalmente a vegetação densa, inclusive plantas que gostam de crescer na sombra; as aves apreciam os coquinhos de seafortia e outros animais provavelmente também; matar uma palmeira é simples, é só cortar sua copa (gerando muito menos resíduo) e o tronco apodrecerá lentamente, servindo de abrigo para todos os animais que fazem ninho em ocos naturais ou cavados: tucano, arara (São Paulo terá alguma?), picapau, esquilo, e no fim ainda virando húmus. Já tive que sacrificar uma seafortia adulta cujo palmito quebrou numa ventania e, mesmo tendo usado andaime e motosserra, é difícil imaginar que a despesa seja tão alta. Lembro, aqui em Jundiaí, de quando um Curador de Meio Ambiente (Ministério Público) quis que fossem eliminados alguns eucaliptos de uma pequena mancha urbana de mata no meu bairro. Foi obedecido, e a retirada causou um belo estrago nas árvores vizinhas. Árvore exótica também contribui com sombra, beleza e alimento; reduz a poluição térmica, sonora e particulada; e sequestra carbono. Trocando uma árvore adulta por uma muda, perde-se ainda algo precioso: o tempo que ela levou para crescer.

Silvia C. R. de Vasconcellos phisiamed@gmail.com

Jundiaí

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TRADIÇÃO JUNINA

Estão acontecendo, em Caruaru (PE) e em Campina Grande (PB), as famosas “Festas Juninas” do Brasil. Embora outras cidades, como Aracaju (SE) e Gravatá (PE), também tenham comemorações muito grandes e bonitas, as duas cidades acima são as mais conhecidas deste período. Nos seus “Parques do Forró”, diariamente, apresentam-se vários artistas consagrados (como Fagner, Elba Ramalho, Zé Ramalho, etc) e igualmente os chamados “artistas regionais”! Os vendedores comercializam fogos, camisas e comidas típicas da época: munguzá, pamonha, canjica etc. Nesta fase do ano, como é de se esperar, milhares de pessoas vêm de todos os estados do Brasil e até do exterior para “curtir” o “São João Nordestino”. E, certamente, injetam bastante dinheiro na economia dos citados municípios. Assim, vamos “brincar, sempre”, nestas festas.

Adriano Henrique adriano.ah@bol.com.br

Caruaru (PE)

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