Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2019 | 03h00

ODEBRECHT

Empréstimos sem garantia

Manchete do Estadão de ontem: Bancos públicos detêm R$ 17 bi de dívidas sem garantia da Odebrecht. Que sejam levados imediatamente à prisão todos os servidores que autorizaram tais operações. Um verdadeiro absurdo!

ALCIDES FERRARI NETO

ferrari@afn.eng.br

São Paulo

Bancos públicos

É nisso que dá o poder público ser dono de tantos bancos bem cobertos pelo dinheiro gerado no setor privado. No fim, o ônus de ter emprestado R$ 17 bilhões a um só grupo, sem nenhuma garantia, será dos pobres brasileiros. É preciso identificar quem foram os responsáveis por uma operação deste tamanho sem garantia. Posso afirmar com muita certeza que em bancos particulares dificilmente – na verdade, seria impossível – se faria uma operação dessa natureza.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

No fim da fila

Sobreviver, crescer e perpetuar. Esse é o nome do livro escrito por Norberto Odebrecht. Hoje sabemos, em detalhes, o que sustentava essa filosofia barata, financiada nos últimos anos pela corrupção e por danos aos cofres públicos. Na tentativa de recuperação, a Odebrecht deixa por último o pagamento às instituições financeiras públicas (BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), dinheiro que poderia ter sido bem aplicado em educação, saúde e segurança. Tomara que o governo atual seja sério e obtenha garantias sólidas antes de emprestar dinheiro público de qualquer jeito a qualquer empresa.

RICARDO FIORAVANTE LORENZI

ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

Quem concedeu benesses e emprestou dinheiro público sem garantias para a Odebrecht nos governos do PT que pague pelo prejuízo. O povo brasileiro foi lesado duas vezes: bancos públicos concedem empréstimo sem garantia e, agora, com o devedor em recuperação judicial, seremos os últimos a receber.

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Má-fé

É necessário divulgar o nome dos responsáveis que autorizaram as operações da Odebrecht nos bancos oficiais sem o respaldo de garantias reais. Isso não é incompetência, é má-fé, mesmo. Nenhum gerente de banco das mais remotas regiões do País faria uma operação dessas.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

Barueri

Sustentáculo

A grande “competência” da Odebrecht, tão propalada pelo PT, residia nos bancos públicos (R$ 17 bilhões) e na corrupção.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

Duro golpe

Pivô da Lava Jato e com dívidas de R$ 98,5 bilhões, o Grupo Odebrecht – um dos principais impérios empresariais do País – entrou em recuperação judicial. Mais um que rola ladeira abaixo como consequência das práticas corruptas e promíscuas entre o Estado e empresários gananciosos que o ordenhavam como vaca leiteira, supondo-se impunes. Duro revés a um grupo que chegou a faturar mais de R$ 130 bilhões, com quase 200 mil funcionários. Prejuízo à Nação a ser debitado na conta do PT e de seus consorciados, protagonistas do maior escândalo de corrupção de que se tem notícia no País.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

DECRETO DAS ARMAS

Revólver de dedo

O decreto de porte de armas foi rejeitado no Senado, como não poderia deixar de ser. Parece brincadeira: até as sombras das árvores já sabiam que seria necessária uma nova lei sobre o assunto, e não um decreto. Jair Bolsonaro parece que gosta de entrar para perder e aparece com seu inseparável revólver de dedo em briga de faca. O Brasil vai passar os próximos anos assistindo ao longo aprendizado de seu presidente da República, que não está se esforçando muito para aprender a governar.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Prioridades

As atitudes do nosso presidente me deixam confuso. Não sei se se trata de ingenuidade, autoritarismo, incompetência, cortina de fumaça ou tudo isso junto. O fato é que, com tantos problemas sérios a serem equacionados e resolvidos no nosso querido país, o presidente gasta o precioso tempo dele e o de muita gente a reboque tratando de projetos como o do porte de armas e/ou se as bagagens devem ou não pagar taxas em voos. Infelizmente, porém, tenho certeza de que ele não conhece dois conceitos básicos de administração: o tempo é o único ativo que não é possível recuperar e quem tem mais que uma prioridade não tem nenhuma. Pena.

ADMIR MARTINI

admirmartini@hotmail.com

Jundiaí

SENADO

Audiência com Sergio Moro

Sobre a presença do ministro Sergio Moro no Senado ontem, para responder a perguntas sobre as mensagens trocadas com procuradores, só vou mencionar dois casos, dos inúmeros que existem: a ex-presidente Dilma Rousseff não foi chamada ao Congresso para uma sabatina tão longa quando se descobriu que ela aprovara a compra de uma usina sucateada em Pasadena, nos EUA, que deu enorme prejuízo à Petrobrás e ao Brasil. O mesmo aconteceu com o ex-presidente Lula quando reconheceu ter usado caixa 2 e por ocasião do mensalão. Por que, agora, o ministro Moro, defensor incansável das instituições, tem de responder ao Senado como se fosse um bandido?

WAGNER JOSÉ CALLEGARI

wagcall@terra.com.br

Limeira

BOATE KISS

Seis anos depois

É muito estranho que tenham sido enviados a júri popular apenas dois empresários responsáveis pela Boate Kiss, em Santa Maria (RS), e dois integrantes da banda que se apresentava ali na noite do incêndio que vitimou 242 pessoas, em janeiro de 2013, como noticiou o Estadão (19/6, A11). Afinal, esse crime começou a ser perpetrado um pouco antes, quando o Corpo de Bombeiros da cidade concedeu alvará a uma obra que não atendia às normas de segurança contra incêndio. Esses agentes públicos não deveriam também estar sentados no banco dos réus?

JOSÉ ELIAS LAIER

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


DECRETO DE ARMAS

Armas, harmonia e equilíbrio dos poderes. A derrubada, no Senado, do decreto que flexibiliza posse e uso de armas traz em seu bojo uma preocupante disputa de cunho político-ideológico entre governo e Parlamento. Senadores melindrados, presidente dizendo que não avançou sobre atribuições do Legislativo, e perda de tempo. A questão das armas foi ideologizada e precisa de revisão. Os governos de esquerda desarmaram o povo, mas não foram capazes de fazer o mesmo em relação aos criminosos. Não ocorreu a prometida queda da criminalidade e a segurança tornou-se ainda mais caótica. É preciso buscar sinceramente as soluções, sem demagogia, mistificação ou qualquer artifício. Além das armas, o Congresso terá pela frente as reformas (da Previdência, administrativa, tributária e outras). Será um desastre se, em vez de delas cuidar objetivamente, partir para a queda de braço. Para a sociedade, pouco importa se as soluções vêm por decreto, por lei ou por qualquer outro instrumento, desde que venham. O presidente não precisa assumir sozinho a paternidade das reformas pois os congressistas também foram eleitos e têm responsabilidades com o povo. Como no clássico juízo-final, todos deverão ser julgados, restando aplausos pelos acertos e críticas aos erros. O melhor é, pelo menos, tentar acertar.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br                                                                                                     

São Paulo

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TIRO NO PÉ

A intenção do presidente Jair Bolsonaro em, literalmente, armar a população foi um tremendo “tiro no próprio pé”. Ora, sofreu mais uma derrota acachapante no Senado Federal. A proposta certamente também não deve prosperar na Câmara dos Deputados. Por razões óbvias, a intenção é acalmar o povo e não colocar mais “lenha na fogueira”. Afinal, quem não gostou nenhum pouco foi o próprio Bolsonaro e a Taurus Armas. Vitória do Brasil desarmado.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MORTE

Salve-se quem puder. “Bolsonaro defende decreto de armas e pede que Congresso 'não deixe o texto morrer'” (Estadoão, 18/6). E o povo brasileiro pode continuar morrendo se o porte de armas for mantido?

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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RETALIAÇÃO

A derrota do decreto das armas pelo Senado nada mais é do que uma retaliação dos políticos populistas que visam sempre seus interesses eleitoreiros e a derrota do governo em seus projetos com o intuito de inviabilizar uma pretensa reeleição do presidente da República. Sem entrar no mérito da questão, não estão preocupados com os anseios da população e mais consideram as manifestações das redes sociais ilegitimas. Não é a toa que querem proibir a população de ter acesso às armas, enquanto eles próprios possuem seguranças armados. Antes o governo saía vitorioso no Congresso e o Brasil derrotado, agora Bolsonaro sai derrotado e o Brasil vai junto.

Marco Antonio Moura de Castro mike.castro@uol.com.br

São Paulo

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PELA CULATRA

Plenário aprova projeto que anula decreto que flexibiliza posse e porte de arma de fogo. Pelo visto o tiro de Bolsonaro saiu pela culatra.

Virgílio Melhado Passoni

Jandaia do Sul (PR) mmpassoni@gmail.com

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ESCLARECIMENTOS DE MORO

O Congresso Nacional, cujos mais de 200 dos componentes, entre deputados e senadores, estão sendo investigados pela Operação Lava Jato, irá ouvir esclarecimentos do ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, sobre suposta troca de mensagens com procuradores. Em plena horta, cercado de cabras famintas, como se uma hortaliça ele fosse, Moro estará a um passo da degola se depender, obviamente, apenas dos seus julgadores.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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DESEMPENHO

Brilhante o desempenho do ministro da Justiça Sergio Moro na audiência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Seguro, preparado e ético, calou com louvor os parlamentares de carteira assinada pelo patrão “a favor do contra”. Deprimente, assistir o deselegante (ou mal educado?) senador Marcelo Castro (MDB-PI), que usou aleivosias de baixa estatura, totalmente fora do contexto, baseadas em caduco noticiário comprovadamente fake, para atingir a família do ministro. Barbaridade! O que foi aquilo? Desse senador, sabe-se que foi ministro da Saúde do governo Dilma Rousseff. Abafa.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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A QUEM INTERESSA

Nunca foi tão transparente verificar a quem interessa a desconstrução da imagem do ministro da Justiça Sérgio Moro. Eles não desistem.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MORAL

Deixa de ser hilário para ser triste ver deputados enrolados na corrupção, em especial do PT,  quererem peitar Sergio Moro como se tivessem alguma moral e crédito para isso. Só no Brasil esses caras podem ter espaço. Deveriam devolver o que levaram e ainda perder os mandatos.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PROVAS ROBUSTAS

Sobre a matéria “Moro fala na CCJ do Senado sobre supostas conversas com Dallagnol”, publicada no Estadão em 19/6. O enredo da audiência de Moro no Senado já é conhecido, pois, de um lado, os petistas & puxadinhos tentarão através de falsidades, fakes, contorcionismos e distorções verbais, fabricar algo contra o ministro. Mas será em vão, pois o voo da galinha da oposição terá curto alcance. Quem condenou Lula foram as provas robustas no processo, e não uma improvável parcialidade do julgador, cujas práticas delituosas também ensejaram até agora mais nove processos em andamento, também ancorados em provas robustas.                         

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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EXPLICAÇÕES

Aqui é assim. O juiz deve explicações à bandidagem. Institucionalizada, oficial, de paletó e gravata, como manda o cerimonial e o “decoro” da “casa dos representantes do povo”...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PRUDÊNCIA

Hora de prudência e justiça. Não podemos de forma afoita julgar autoridades por esta onda de crimes da invasão de hackers nos conteúdos dos celulares de figuras públicas, como os revelados contra o ministro da Justiça, Sérgio Moro, procuradores da República, entre outros. Neste sentido foi oportuna e esclarecedora a longa entrevista de Moro, ao Estadão. Sobre a atuação criminosa de hackers, o ministro diz que “O alvo são as instituições”. Estranha a reação de algumas personalidades públicas criticando o conteúdo das falas, que nem sequer podem ser consideradas ainda originais. Porém, como diz, o divulgado pela imprensa não tem nada de ilicitude.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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INVESTIGAÇÕES SELECIONADAS

Pessoas desconhecedoras dos meandros da administração pública e de seu controle externo consideram que, por medo, Joaquim Levy não abriu a “caixa preta” do BNDES. Entretanto, se assim agisse, como um membro do Ministério Público ou do Tribunal de Contas da União (TCU), exerceria funções que certamente não lhe cabiam. Já viram algum presidente de banco escancarar suas portas? O que é difícil de deglutir é o Ministério Público Federal (MPF), passadas duas longas gestões e correndo a prescrição de eventual pretensão punitiva do Estado relativa a ato sem dolo e de ressarcimento ao erário, dar demonstração de que a corrupção no Brasil não tisnou o Banco. Selecionam-se as investigações?

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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INDEPENDÊNCIA DE PODERES

Democracia ou Autoritarismo? Bolsonaro e seus ministros vivem criticando as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso, desrespeitando a Constituição brasileira que prega a independência e harmonia entre os poderes.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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REVER CONCEITOS

O Brasil segue buscando entender os motivos do seu fracasso. A troca de um regime de esquerda tosco por um regime de direita caricato não trouxe os resultados esperados, nada mudou e o País segue em recessão. Desde a redemocratização, o País vem elegendo pessoas despreparadas para ocupar os mais altos cargos da República.  Do presidente da República aos deputados, senadores e ministros, são poucos os que poderiam alcançar algum sucesso em uma carreira na iniciativa privada. A jovem democracia brasileira precisa impor critérios aos postulantes a ocupar cargos públicos. A eleição de despreparados para cargos importantíssimos está na raiz de todos os problemas que o País enfrenta. Está na hora da democracia brasileira assumir a sua enorme culpa na derrocada da nação e rever os seus conceitos.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ANTIPATIAS INSTITUCIONAIS

Bolsonaro vai se transformando num exímio formador de antipatias institucionais.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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NÚCLEO EXCLUSIVO

As constantes e numerosas demissões no Planalto servem, também, para afugentar bons colaboradores e tornar a administração um núcleo exclusivo de vontades e desejos dominantes.

José Carlos de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro

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RESSARCIR OS COFRES

A surpreendente “recuperação judicial” da empresa em epígrafe, de uma certa forma, já era previsível. E os bancos públicos, começando pelo BNDES, também, como credores sem garantias. Afinal, quem os liberou? Os membros do corrupto governo de então que receberam bilhões em propinas dessa empresa, dinheiro que saiu em grande parte dos cofres públicos. Os corruptos e corruptores não constam como credores da empresa nesse processo, é evidente, mas deveriam ser, pois ficaram com grandes verbas sem nenhum serviço prestar, apenas como beneficiários por corrupção. Se a empresa não conseguir ressarcir os cofres públicos, Lula, sua quadrilha e demais

agregados o farão?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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EMPRÉSTIMOS SEM GARANTIAS

É preciso responsabilizar civil e criminalmente os presidentes e diretores dos bancos públicos (BNDES, Banco do Brasil e Caixa) que concederam empréstimos milionários para Odebrecht sem garantias reais. Isso é uma vergonha.

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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MISSÃO FALHA

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad contínua), o Brasil tem atualmente 11,3 milhões de analfabetos com 15 anos de idade ou mais, correspondendo a uma taxa de analfabetismo de 6,8%. Segundo a pesquisadora Marina Águas, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento (Coren) do IBGE, esta taxa “em geral vem caindo, a situação melhorou para o Brasil todo”. Bem, embora este índice esteja melhorando, 11,3 milhões continua sendo um número vergonhoso. Diante desta situação, não se pode fugir à reflexão de que os sucessivos governos petistas, zelosos pela sua missão de reduzir a injustiça e a desigualdade social, tiveram 13 anos para melhorar substancialmente este número se houvesse investimento adequado. Em vez disso escancaram os cofres do BNDES para investimentos até agora pouco esclarecidos em países estrangeiros. Por estas e outras é que a abertura da caixa preta do BNDES é mais do que necessária.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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QUADRO DESOLADOR

Como é possível esperar que a economia dê um cavalo de pau e pare de piorar, quando nada menos que 13 milhões de trabalhadores (a população inteira de Portugal) estão desempregados, e outros tantos subempregados ou desalentados? Como prever tempos melhores para a indústria, o comércio e os serviços, quando mais de 63 milhões de pessoas - um em cada três brasileiros - estão com dívidas atrasadas, de acordo com o que informa a Serasa Experian? Só mesmo um milagre daqueles para dar jeito em um quadro tão desolador! Pobre Brasil...

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DESESPERO

O crescimento da inadimplência do povo reflete a atual situação da economia, em que o governo dedica os seus valores pessoais às reformas tendo como carro chefe a da Previdência Social, considerada pelos mágicos da pasta, a panaceia de todos os males que fustigam as famílias. A inadimplência cresce e desespera o brasileiro que vê sua dívida crescer por falta de emprego. São mais de 13 milhões de desempregados, muitos sobrevivendo de bicos para prover suas despensas. Com esse panorama, o crescimento da inadimplência obriga o cidadão a negociar sua dívida com outro empréstimo, ficando cada vez mais algemado até que possa respirar com um emprego. Os bancos lucram com a negociação e para eles, quanto mais durar essa situação maior será o lucro anual. No Brasil, a expectativa de vida é desprezada, pois seus índices são derrubados pelas dezenas de milhares de homicídios cuja tendência é aumentar caso o Congresso aprove o projeto que transforma o País num faroeste tropical, onde todos vão transitar com a mão nos coldres.     

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MEDIDA DE TRABALHO

O combate ao desemprego é uma necessidade que precisa ser enfrentada pelas autoridades governamentais, assim como pelas lideranças da iniciativa privada. A autorização de trabalho aos domingos e feriados para todos os estabelecimentos comerciais que agora se implementa, respeitando-se a Constituição e a CLT, faz parte de rol de medidas que ajudarão a diminuir esse momento crítico que vive o trabalhador brasileiro.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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TORRE DE BABEL

O deputado federal Samuel Moreira, relator da reforma da Previdência, excluiu os Estados e municípios. A proposta do governo valeria automaticamente para servidores estaduais e municipais, sem necessidade de aprovação dos legislativos locais. Assim, o relatório resolve exclusivamente o problema da União. A aprovação das reformas pelos entes encontrará grandes dificuldades e, por certo, não acontecerá no curto prazo. Imaginemos quão diferentes serão as regras em cada ente. É por demais absurdo. Vinte e seis Estados, um Distrito Federal e 5.570 municípios. Uma verdadeira “Torre de Babel” nos aguarda. Concordar com isso fica por conta de muita estupidez ou total desinteresse público. Cartas para a produção.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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MENOR ECONOMIA

Modos de ver. Por vezes se diz que a verdade pode ter várias faces, por isso cada um pode vê-la pelo lado que ache enquadrar-se mais dentro do seu modo de enxergar coisas. Mas isso não pode ser aplicado à matemática, ciência exata. O Executivo apresentou ao Legislativo o projeto de lei da Previdência Social, estimando uma economia de mais de um trilhão de reais em dez anos. Após um estudo feito por alguns membros do Congresso, algumas medidas propostas pelo Executivo, que é quem sabe realmente das necessidades do Brasil, pois é ele quem tem a chave das contas, o Legislativo, na análise, e como se soubesse mais das contas do que o Executivo, retirou algumas das propostas existentes no projeto de lei, baixando os resultados finais para mais ou menos oitocentos bilhões, (valor, aliás, exatamente igual ao previsto pelo presidente da República como o que poderia ser aceito), argumentando que o Brasil não terá prejuízos com essa redução por haver mais outros duzentos bilhões de reais, o que restaura o valor dos trilhão de reais. Deus está atento às decisões maracutaicas se houverem, pois se houverem, seria egoísmo selvagem. Seria como dizer: podem ficar com esses duzentos bilhões, que temos outros aqui. Não têm, quem tem é o povo brasileiro, que não pode ficar sem eles.

José Carlos jcpicarra@hotmail.com

São Paulo

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APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

Até o momento, a versão da Câmara dos Deputados para a reforma da Previdência parece caminhar para um desastre humanitário em relação aos incapacitados permanentemente para o trabalho. Isto porque os deputados não atentaram para a hecatombe que estão por praticar em relação a essa classe de trabalhadores, seja no setor público, seja no setor privado, não importando a causa da incapacitação: querem conferir insignificantes 60% das médias salariais de todo o período contributivo do trabalhador ou do servidor e, em caso de invalidez permanente decorrente de acidente de trabalho ou moléstia ocupacional própria, 100% dessas mesmas médias salariais.

Dito em outras palavras, quem começou sua vida laboral ganhando R$1.000 por mês e veio a se incapacitar permanentemente quando ganhava R$10.000 mensais terá, do dia para a noite, não só sua força de trabalho extinta junto com a sua autoestima, como também passará a receber uma pensão de cerca de R$3.000 mensais ou, na segunda hipótese tratada acima, de R$6.000. A pessoa terá sua vida destruída, não podendo arcar com os custos de seus tratamentos de saúde, nem sempre providos pelo SUS, tampouco sustentar a si e à sua família - eventos esses causados por uma redução abrupta de seu poder aquisitivo da ordem de 40 a 70% no exemplo citado. Haverá certamente casos piores do que este. A invalidez não escolhe hora, ano, local nem causa incapacitante. Os srs. deputados federais deveriam saber disso. No entanto e lamentavelmente, a grande maioria dos parlamentares ainda confunde invalidez permanente com acidentes de trabalho, o que absolutamente não é correto.

O texto do relator Samuel Moreira ainda manteve, até o momento, um “bônus” de 2% por ano trabalhado que ultrapassar os 20 anos de filiação ao regime previdenciário do trabalhador ou do servidor. Somente aqueles que tiverem a “sorte” de ficar incapacitados com longos 40 anos de serviço é que seriam contemplados com a integralidade. Ambas as disposições do texto reformista são absolutamente inaceitáveis. Invalidez é “prêmio” ou “privilégio” apenas para o ministro Paulo Guedes e sua equipe, pois só se preocupam com números, não com vidas humanas. Ninguém que respeite minimamente os direitos humanos fundamentais ou os princípios vetores da Constituição Federal (dignidade da pessoa humana, solidariedade e justiça social) pode, em sã consciência, apoiar disposições como estas. Realmente, isto não pode ser sério. Se trata, nessa missiva de incapacidade permanente para o trabalho, não de aposentadoria de pessoa portadora de deficiência que trabalha - algo também introduzido pela reforma governista. São coisas absolutamente distintas que não podem ser confundidas. Quem perde a sua capacidade laboral do dia para a noite, não importando a causa da incapacitação, não pode fazer qualquer outro sacrifício financeiro adicional em favor da sociedade da mesma forma do que as pessoas que têm a saúde preservada para o trabalho podem fazê-lo.

Ademais, o próprio governador Alckmin, durante a última campanha presidencial, afirmou textualmente que qualquer reforma previdenciária de seu governo, caso fosse eleito, preservaria a invalidez permanente de qualquer ataque liberal, dadas as razões óbvias aqui expostas. A solução está mesmo no aproveitamento da emenda 48, na Comissão Especial, de autoria do jovem e brilhante deputado Leo Moraes (PODEMOS/RO), a conferir paridade e integralidade ao servidor inválido. No mais, mantenha-se a regra do benefício de invalidez do RGPS como é hoje: 100% dos salários de contribuição, também sem distinção de moléstia incapacitante. É o que se roga a todos os senhores deputados federais, membros ou não da Comissão Especial da PEC 6/2019.

Flavio Capez flaviocapez@uol.com.br

São Paulo

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AÇÕES INCORRETAS

Na edição do “Estado” de 19 junho, B2, o excelente artigo de Monica de Bolle peca num único detalhe. Ele transmite a idéia de que o que o novo governo pretende apurar no BNDES são ações incorretas de funcionários. Entendo que o que se pretende apurar é o que houve de errado, e houve, sem se apontar culpado de antemão. As investigações que devem ser feitas e estão tardando demais a se realizar devem apurar se houve algo de errado, e, se sim, apontar os responsáveis. Se nenhum funcionário do banco estiver envolvido, ponto para o banco e seus funcionários. Se os culpados forem os governantes anteriores que se os indique, e que se crie rotinas de trabalho para nunca mais ocorrerem financiamentos a fundo perdido somente pela vontade do governante do momento. Isto é que deve ser evitado, com rotinas novas que impeçam repetição de erros já acontecidos, se aconteceram.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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SENTIDO

A economia não decola, crescimento em 2020 já comprometido, a nova Previdência caminhando aos trancos e barrancos, o pacote anticrime desidratando, articulação política próxima de zero, ministros e funcionários de alto escalão tendo suas biografias maculadas. Desse modo caminha nosso País. Haverá algum sentido nisso tudo? Até onde minha vista alcança, não enxergo.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri

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PLANO SAFRA

Está quase tudo errado com o agrobusiness. O Brasil só vai tomar o rumo quando entender que o mercado interno é mais importante que o externo. Foi isso que fez os EUA serem o que são. Nossos empresários da agricultura são contaminados pelos pajés da economia, que são os banqueiros. Estão voltados para a exportação, e pior ainda, exportando commodities. É o mesmo que acontece com os minérios. Em pleno século XXI somos produtores “coloniais” e achamos que somos os reis da cocada.

O governo por sua vez não tem política alguma, e estamos navegando num barco sem rumo. Uma grande política do governo hoje seria acertar com o Japão e Israel um “comodato” agrícola para reexplorar a “orla continental”. Digamos que 50% seria para consumo interno, 50% para exportação. Mataria dois coelhos: mostraria de fato um agrobusiness de primeiro mundo para nossos empreendedores índios abridores de clareiras, e como mero lucro, abasteceriam suas próprias nações de produtos agrícolas. Na realidade, três coelhos de uma vez. Isso é agrobusiness, o que estamos praticando é a agricultura dos índios, com máquinas modernas.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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QUADRO

Ana Carla Abrão,William Waack, Pedro Fernando Nery e agora o cientista político Carlos Pereira. O Estadāo renova o quadro, mas quem ganha é o leitor. Cérebros servidos na bandeja, para fortalecer o discernimento de quem lê. A política é o que move e conduz a nação, o cidadāo que busca a melhor informação política é o cidadão que nāo queima voto, que não vota em “palhaço”, que não fica por fora. No “país das fake news, entre milhões de views, e milhões de ninguém viu”, nada melhor do que colunistas de credibilidade, o leitor se alimenta e agradece o menu, obrigado.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

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EGOÍSMO E NARCISISMO

Lendo o Estadão de (19/6, A2), senti orgulho de ser brasileira: cirurgia inédita no mundo, em bebê dentro do útero. Ainda bem que temos compatriotas dedicando sua energia para o bem e não somente invasores dos celulares alheios, seguidos por outros que aproveitam o fato e se pretendem paladinos da Justiça. Os congressistas se reúnem rapidamente para combater supostos crimes que lhes dão visibilidade e enquanto isso, a criminalidade, a fome e o desamparo continuam nas ruas. O problema brasileiro não é a corrupção, mas o sentimento que ali subjaz: egoísmo e narcisismo desenfreados. Só a educação salvará este País.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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REMÉDIOS E ELETRÔNICOS

Em vários países remédios são isentos de impostos visando baratear os preços dos medicamentos. No Brasil o preço dos remédios sobe abusivamente por causa da tributação de impostos. Enquanto os pobres não podem comprar remédios de uso contínuo por causa dos preços, vem o governo planejar diminuir os impostos de celulares e computadores. Seria cômico se não fosse trágico.

Alcindo Garcia alcindogarcia@uol.com.br

São Paulo

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PRISÃO PERPÉTUA

Bolsonaro defendeu a implantação da pena de morte, no Brasil, diante da barbárie do casal de monstros que torturou e esquartejou um menino. A revolta e a indignação do chefe da nação seguramente têm endosso da maioria dos brasileiros, que não suportam mais a avassaladora escalada da violência. Basta de aliviar os crimes pavorosos e repugnantes de assassinos que não merecem um pingo de piedade. Nessa linha, creio que a prisão perpétua, demorando para ser implantada, também precisa ser estendida a pedófilos, sequestradores e estupradores.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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PODERES E PENA

Pois bem, o ex-senador Gim Argello, condenado em segunda instância a 11 anos e oito meses de reclusão pela Lava Jato (Judiciário), foi beneficiado pelo indulto natalino de Temer (Executivo). Aquilo que nossa ambígua democracia enxerga como “poderes independentes e instituições fortes” mais se parece com um cancro expansível de corrupção e impunidade.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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TOMADA DE TRÊS PINOS

Mais uma troca troca de tomadas para alguns espertalhões ganharem rios de dinheiro às custas do povo.

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com

São Paulo

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CELIBATO

Papa pode liberar padre casado na Amazônia (“Estado”18/6). Já tem fila de padre se declarando meio tupi guarani, louco para casar e ir para o Inferno Verde. Tem de acabar de vez com este celibato medieval e deixar os padres casarem. Os gays poderem sair do armário da sacristia; os que preferem permacem solteiros e os pedófilos expulsos e presos. Simples assim. Parabéns Papa Francisco.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PREÇO DA BAGAGEM

As aéreas e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não querem passageiro que viaje de férias. Só executivo sem bagagem, indo e vindo no mesmo dia. Quem leva bagagem, em certos casos, paga o equivalente a outra passagem ou até mais.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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CONGRESSO

Antes do nosso Congresso decidir sobre a gratuidade da bagagem vão decidir se os papagaios serão azuis ou poderão continuar verdes. Será que não têm nada mais relevante para fazer?

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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APROVEITAMENTO DE PALMEIRAS

A respeito da notícia fúnebre desta segunda-feira 17 de junho sobre o corte de 700 palmeiras. Mais uma autêntica ideia de girico. Não se trata de criticar a decisão de retirar as palmeiras e sim o destino criminoso que alguns doidos estão pretendendo dar a elas. Corte de todas e envio para um aterro. Não seria muito mais lógico, racional, ecológico, barato e ambientalmente correto, oferecer as palmeiras a quem se interessar por mantê-las vivas, em ambientes para os quais não ofereceriam inconvenientes? Vamos desenhar e exemplificar. Muitas terras pertencentes ao poder público e também particulares são verdadeiros desertos. As belíssimas palmeiras não seriam aproveitáveis?

José Fernando Banin banin2@uol.com.br

São Paulo

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TRANSPLANTE DE ÁRVORES

Sugiro dar continuidade ao bom serviço público, propondo o transplante das 700 palmeiras do Parque Trianon, que serão cortadas, para as áridas e largas calçadas da avenida Paulista, colocando espaçadas 350 de cada lado. Em 1900 era assim em Pinheiros.

Jeremias Alves Pereira Filho jeremiasadv@jeremiasadv.com.br

São Paulo

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