Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas de leitores do Estadão

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2019 | 03h00

AUDIÊNCIA NO SENADO

Sergio Moro na CCJ

Critica-se o ministro da Justiça, Sergio Moro, por “não ter dito nada” na audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, na quarta-feira. Porém Moro falou o que tinha condições de falar neste momento. Confirmou que, quando juiz, manteve conversas “normais” e sempre legais pelo celular com o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato. Informou que não tem mais o arquivo telefônico dessas conversas para verificar se o que vem sendo publicado corresponde ao que ele falou, visto que pode ter havido adulterações nos textos interceptados e divulgados. Pediu enfaticamente que o site que publica essas mensagens entregue tudo o que tem, para que todos possam ver seu conteúdo completo e concluir que ele nada fez de ilegal. O que mais poderia ter ele dito, diante desta chuva de interpretações feitas sem suporte fático? Aqui, de fora, ao ver quem são os que mais o atacam, percebemos bem quais os objetivos desta suspeitíssima campanha contra ele.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

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Oito horas no Senado

Construir uma imagem proba, como a do ministro Sergio Moro, demanda alguns anos, já desconstruí-la é questão de horas, como alguns tentaram fazer em audiência no Senado.

JOSÉ MARQUES

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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A primeira pedra

O senador Humberto Costa (PT), mesmo tendo pecados, atirou a primeira pedra, dizendo que Moro deveria se desculpar com o Brasil e pedir demissão. É sempre assim, quem não tem argumentos grita e xinga. Definitivamente, alguns políticos, por sua atitude, não têm condições de estar no Senado da República.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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Sob controle

Os que pensavam que Moro iria tremer e gaguejar no Senado se enganaram. O ministro não se descontrolou em nenhum momento, foi claro em suas respostas e só não agradou a quem está querendo transformar diabo em anjo. Cumprimento os senadores que educadamente arguiram o ministro e, aos que demonstraram estar ali com o propósito de desmoralizá-lo, meus pêsames.

JEOVAH FERREIRA

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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Sem ‘apego’

Na comissão do Senado, o ministro Sergio Moro afirmou: “Não tenho nenhum apego pelo cargo (...). Se houve ali (nas mensagens interceptadas) irregularidade da minha parte, eu saio”. Palavras que merecem o respeito de todos os brasileiros e que calaram os senadores ali presentes, muitos dos quais não teriam coragem de dizer a mesma coisa, ou poucos sobrariam naquela Casa.

VILSON M. SOARES

vilsonsoares@globo.com

São Paulo

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Hercúleo

Deixando de lado preferências político-partidárias e guardando a devida e sempre recomendada distância emocional dos fatos e de seus personagens, é preciso ressaltar o depoimento robusto e hercúleo prestado por Sergio Moro no Senado, respondendo sobre sua atuação nos processos da Lava Jato, na esteira do vazamento de mensagens trocadas pelo então juiz com procuradores da força-tarefa. Hercúleo porque foram oito horas e meia de explicações estafantes e monótonas a algumas conhecidas figuras que faziam perguntas vez por outra até infantis. O trabalho de Moro quando juiz foi minucioso, isento e técnico, sem deixar de levar em conta seu desassombro em questionar atitudes pouco recomendáveis de pessoas poderosas até então consideradas intocáveis. Por tudo isso, sua atuação será sempre lembrada como uma das melhores no Poder Judiciário brasileiro. Que ele não desista, agora, de estar no governo.

JOSÉ CARLOS WERNECK

werneckjosecarlos@gmail.com

Brasília

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A bola redonda

Não existe isto de um juiz não ter opinião pessoal. No mais alto grau da perfeição da magistratura, isso é o máximo da ingenuidade da Filosofia do Direito e da democracia, medíocre infantilidade. Independentemente dos interesses e das pessoas que se aproximam de um tribunal, seja de qual lado for, a bola continua a ser redonda, a verdade não é mentira, e vice-versa. Uma decisão é influenciada pelos fatos e por provas cabais - sim, pode ser errada, distorcida, e às vezes acontece, mas o que se tem de discutir é isto, se a decisão de duas instâncias da Justiça assim o foram. Eis o mais importante para a Justiça, a democracia e a maturidade de uma sociedade civil que almeja a imunização. Estávamos ou não sendo governados por uma quadrilha? O fato de um juiz conversar com um dos lados não elimina o estupro, o assassinato e ou a corrupção (no caso, a maior da História).

LAERTE DE MARCO

laertedemarco@hotmail.com

São Paulo

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Conversas ‘normais’

As mensagens ilegalmente interceptadas de autoridades da Lava Jato conseguiram apenas provar que, comparadas com as gravações que levaram muitos à prisão, parecem conversa entre alunos do jardim da infância.

VERA BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

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Pedra e vidraça

No meio do caminho de Sergio Moro havia um hacker e, da noite para o dia, a pedra virou vidraça, o xerife virou bandido e o príncipe virou sapo. Que a verdade venha à tona e a Justiça possa seguir adiante com a necessária, hercúlea e corajosa operação de caça e detenção de políticos e empresários que fazem da corrupção seu meio de vida, ignorando os limites entre o público e o privado. Viva a Lava Jato!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com 

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Do contingenciamento 

Oportuno o editorial do Estado intitulado A educação precisa de diálogo (19/6, A3), assinalando que o Brasil já gasta muito em educação - 6% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 5,5% dos países desenvolvidos. Com efeito, a administração do sistema educacional é precária e a aprendizagem, insuficiente. O País necessita, com urgência, priorizar os investimentos na boa educação e fazer com que os recursos cheguem, de fato, às escolas, o que ensejará a melhoria dos salários dos professores, melhores instalações e equipamentos didáticos nos estabelecimentos educacionais.

LUIZ GONZAGA BERTELLI 

lgbertelli@uol.com.br 

São Paulo

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AUDIÊNCIA DE MORO

Parte do Brasil assistiu boquiaberta a senadores da oposição, com apelidos (muitas vezes não elogiosos) na famosa lista de distribuição de propina da Odebrecht, interrogando e exigindo a renúncia do ministro Sergio Moro em uma audiência com o ministro no Senado por supostos atos "não republicanos". Todas as pessoas de bem sem dúvida exigirão, sem titubeios, a saída de Moro do ministério se algo ilegal vier à luz. Mas tenho certeza que isso não seria necessário. O ministro Moro certa e rapidamente entregaria seu pedido de demissão se esse fosse o caso, e iria para casa. O mesmo não pode ser dito a respeito desses senadores da oposição (e outros tantos congressistas) que se escondem atrás do famigerado foro privilegiado para não irem certa e rapidamente para a cadeia, não para casa.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba 

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AMBIVALÊNCIA

Como não poderia deixar de ser, o depoimento do ministro Sergio Moro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, serviu de palanque a muitos senadores interessados em campanha em causa própria. Discursos retóricos e cansativos não faltaram, tampouco colocações que beiravam a ambivalência, como a do senador Cid Gomes ao afirmar que "o Brasil precisa de combate à corrupção, mas essa não é a solução do problema. É a gente enfrentar a desigualdade." O senador parece que esqueceu da máxima folclórica que diz "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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À VONTADE

O tiro saiu pela culatra. Quem achava que o ministro da Justiça iria se dar mal ao responder perguntas de senadores da CCJ do Senado se enganou, o ex-juiz esteve muito à vontade. Afinal de contas, há mais de 20 anos vem tomando depoimentos de bandidos.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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FANTASIADOS DE ÉTICOS

O empavonado ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, entrou e saiu de nariz empinado, da sabatina (Deus perdoe a blasfêmia) no Senado. Lavou a alma. Foi como tirar doce de criança. A CCJ foi palco de colossal e melancólico show explícito de puxa saquismo. Corou o próprio Moro. Raros senadores honraram o mandato, com indagações firmes e pertinentes, como Renan Calheiros, Eduardo Braga, Fabiano Contarato, Humberto Costa e Jacques Wagner. Mostraram que, alheios a partidos e ideologias, a legítima atividade política é para os fortes de espírito e de convicções. Sabem que os vazamentos envolvendo Moro e procuradores da Lava Jato precisam ser apurados com rigor e isenção. A água suja dos achismos, parasitas, medíocres, hipócritas, serviçais e mariposas de holofotes que colocaram Moro no altar dos santos e puros, entra no ralo da decepção que elegeu, por longos e penosos oito anos, parvos fantasiados de éticos e paladinos de barro.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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ESPÍRITO DE CIDADANIA

Moro é o exemplo público que estava faltando. A correção substituirá a corrupção. O ambiente ficará mais coerente com a maioria dominante do espírito da cidadania nacional. 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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CONFIRMOU TEMORES

Ao responder questionamentos dos senadores sobre a recepção de mensagens trocadas com o procurador Dallagnol no curso da Operação Lava Jato, o ministro Sergio Moro se mostrou muito irritado com a conduta da empresa The Intercept, porém não convenceu como juiz imparcial ao aceitar cargo no governo Bolsonaro, que é inimigo declarado do ex-presidente que o primeiro condenou. Tentou enganar com estatísticas, mas a verdade é que o Ministério Público (MP) recorria invariavelmente de suas sentenças, não para contestá-las, mas para requerer o aumento de pena dos condenados. Pior, deixou a impressão de que sua missão era impedir que Lula disputasse a presidência e, ao aceitar a pasta da Justiça, confirmou os temores de esvaziamento da Lava Jato. 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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TRAGICÔMICO

Podemos dizer que existe um Brasil de "antes e depois do juiz Sergio Moro". Por isso foi de lamentar vê-lo agora como ministro da Justiça, tendo que responder perguntas incisivas pela maioria dos políticos que foram delatados na Lava Jato e que continuam se achando "impolutos", apenas porque em cinco anos o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não julgou nenhum deles. Lamentável nós brasileiros precisarmos assistir a essa comédia tragicômica. Um monte de ladrões de cofres públicos tentando colocar o juiz como bandido. Só na banania mesmo  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SAÍDA

Moro diz que sai se encontrarem ilegalidade. Já os que o acusam, sujos dos pés à cabeça e protagonistas do maior escândalo de corrupção de todos os tempos, seguem vampirizando o País, zombando da nação.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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RESULTADO X PROCEDIMENTO 

É absolutamente inquestionável o hercúleo, corajoso e necessário trabalho liderado pelo então juiz federal Sergio Moro na condução da Lava Jato, que quebrou paradigmas seculares e pôs atrás das grades peixes graúdos e corruptos da política e do empresariado nacional. A dívida do País com ele e seus pares é totalmente impagável. A propósito do criminoso hackeamento e vazamento de suas conversas por celular com o procurador-geral da República Deltan Dallagnol, cabe dizer, por oportuno, que em nenhum momento está sendo questionado o resultado exitoso da mega operação - o que foi feito -, mas sim e tão somente o procedimento - como foi realizado. Que os fatos sejam devida e rigorosamente apurados a fundo para que o Brasil conheça toda a verdade. Até o presente momento não cabe nenhum pré julgamento superficial, tampouco atirar pedras no paladino da Justiça, transformando em vilão o herói de ontem.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DECRETO DE ARMAS

Por 47 votos a 28 o Senado derruba o decreto de porte de armas. Agora, a pergunta  que não quer calar: caso, tanto deputados como senadores, fossem proibidos de usar

carros blindados e ter segurança 24 horas por dia extensiva a toda a família, tudo por nossa conta, será que derrubariam, como de fato derrubaram, os decretos de porte de arma?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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MATURIDADE

O presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) que deve acreditar que os projetos que apresenta ao País são obra do divino e que todos devem dizer amém, vê, como era previsto, o seu decreto de armas sendo derrotado no Senado por 47 votos a 28. Certamente na Câmara não será diferente. É resultado frustrante para o presidente, que, com 28 anos como deputado federal não aprendeu que, além de uma necessária pesquisa de opinião para saber se o povo apoia a liberação da venda e uso de armas, um projeto dessa magnitude exige no mínimo a análise de sua constitucionalidade. O soberbo presidente tampouco solicitou a devida avaliação jurídica sobre esse estapafúrdio decreto ao seu ministro da Justiça Sérgio Moro, o que é lamentável. Louve-se a decisão da maioria dos senadores que, num gesto de maturidade e consciência do alto grau de violência urbana reinante no País, enterraram o decreto.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CONTRAPARTIDA

Os senadores não aprovaram os decretos do presidente que ampliavam as possibilidades de o povo ter mais segurança contra bandidos, assaltantes e invasores. Mas e a contrapartida? Desarmar a população é fácil e o que sugeriram para melhorar e dar mais segurança, para desarmar os bandidos? O Senado é uma casa de leis, leis para todos, certo? Então vamos aguardar a proposta de leis para melhorar a segurança da população também, ou não? 

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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SEM ARMAS

Sem o decreto, será sem armas. E sem armas, a legítima defesa não se concretiza. O Senado impõe ao cidadão o uso de paus e pedras para se defender da bandidagem. O presidente deve ter plano "B".

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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GOLS CONTRA

Se eu fosse treinador de futebol, jamais colocaria o nosso presidente na posição de zagueiro, pela sua ideia fixa em fazer gol contra. A flexibilização do porte e posse de armas de fogo pelo cidadão, a loucura dos trilhões de reais que o Congresso rejeita engolir, a paridade de moedas com a Argentina e, ultimamente, outra ideia persistente de transformar a paradisíaca reserva ambiental das ilhas de Angra dos Reis numa Cancún Brasileir. O ministro da Justiça, Sergio Moro, quer apresentar no Congresso uma lei contra o abuso de autoridade, responsável pelo entusiasmo e euforia ao portar  a faixa presidencial. A iminência de gols contra é uma fatalidade dada a dificuldade de substituição do zagueiro, que tem a sua posição garantida, mesmo porque está difícil na atual conjuntura política, um zagueiro que não atue contra as suas próprias redes.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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O QUE FALTA

O governo quer acabar com as tomadas de três pinos, após exigir sua obrigatoriedade. Já voltou atrás no uso de extintores, primeiros socorros e nas cadeirinhas infantis nos veículos. Só falta voltar para o uso das lâmpadas incandescentes. Quem viver verá.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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NOVAS ATITUDES

O aumento do protagonismo do Legislativo - insuflado por rasgos de patriotismo de ribalta exibidos pelos presidentes do Senado e da Câmara que vêm se auto apresentando como defensores da pátria diante dos ataques oriundos da usina de problemas, título usado por um deles para designar o governo federal - não dispõe no momento de estoque de credibilidade suficiente. Isto devido ao lamentável passado das casas, cuja maioria dos integrantes sempre se destacou pela defesa ferrenha de interesses particulares visando a futuras reeleições, o que muitas vezes estimulou atos de corrupção e desembocou no triste cenário de haver hoje boa parte deles envolvida em processos na Justiça. Assim, a sociedade anseia por novas atitudes emanadas dos dois paraboloides, capazes de criar novos paradigmas de comportamento ético na política.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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QUALIDADE E COMPETITIVIDADE

Muito pertinente o artigo publicado no "Estado" em 20/6, sob o título "Economia sem Qualidade". Falar em qualidade na economia no Brasil de hoje nos remete a uma análise do conceito de qualidade ligada à produtividade e eficiência e, mais ainda, à competitividade. O setor agrícola, que apresenta um resultado melhor do que a indústria e o comércio, mostra que os investimentos em equipamento e tecnologia e a presença constante dos agentes responsáveis trazem uma melhoria na produtividade e eficiência enquanto a operação está no campo. No entanto, temos que analisar o assunto sob o ponto de vista da competitividade - relação com o mercado. Quando não há investimentos em eventos complementares: transporte de grãos da fonte ao porto, ineficiência na operação dos portos e burocracia no processo, entre outros, vemos que a competitividade é prejudicada, no presente e no futuro.

A indústria, que vem logo seguindo a agricultura em termos de produtividade, não apresenta bons resultados por falta de empenho do empresariado e pouco conhecimento e ações do governo no sentido de melhorar a qualidade dos produtos e serviços pós-venda. Produtividade na indústria significa e sempre significou corte de pessoas. Não há preocupação em competitividade: Mercado fechado, proteções econômicas, sistema tributário complexo, envelhecimento do conceito empresarial de não desenvolver planos de melhoria da qualidade para atender demandas de mercado. O mercado sempre é maior do que a disponibilidade de produtos. Então por que há crise no setor industrial? Uma das causas é que existem milhões de produtos entrando no mercado brasileiro via importação legal e ilegal já há muitos anos, o que   aparentemente é um bem para o povo, principalmente os mais carentes, pois podem ter acesso a produtos mais baratos. Isso leva ao fechamento e/ou redução da atividade industrial. Outro ponto é que, na realidade, o empresariado brasileiro está sempre preocupado com produtividade (corte de pessoas) e não competitividade. Para se ter competitividade é necessário atender o mercado, ou seja, ter uma visão voltada à qualidade, que necessita firmeza de propósitos e treinamento por parte do empresariado. A qualidade pode ser obtida sem necessariamente haver aumento de custos. É necessário posição firme da indústria e do governo para desenvolver qualidade. A área de serviços, que apresenta os piores resultados na situação da qualidade, é pouco desenvolvida, visto a quantidade de queixas nos Procons. O comércio dá sustentação à indústria, então o problema se agrava. 

Se não houver um choque de qualidade, visando atender o mercado, nós não teremos um aumento da competitividade e não transformaremos nossas empresas, particulares ou governamentais, de produtivas para competitivas.

Luiz Antonio Coelho luiz_coelho@uol.com.br

Mogi das Cruzes

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PRODUTIVIDADE E SOCIEDADE

A sociedade existe para atender as necessidades de cada indivíduo que a compõe. Mas no Brasil, se inverteu o disco, é o indivíduo que tem de atender as necessidades de quem faz a sociedade, que são suas elites, em particular, as que governam. Não adianta melhorar a produtividade "privada", se continuarmos mantendo uma elite perdulária, imoral e antiética no governo. A sociedade democrática tem que comandar o governo autocrático através das leis que têm que ser assumidas e cumpridas, a começar pelos governantes que as fazem. Fazemos exatamente o contrário, os governantes fazem leis para os outros, não para si. A impunidade é a evidência de uma elite governante corrompida. Não adianta que a iniciativa privada tenha mais produtividade, se o aparato de governos continuar na impunidade corruptiva.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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DESEMPREGO

Trabalho. A grande maioria dos que trabalham se queixam dele, mas certamente não viveriam sem ele. Ele é o preço que pagamos pelo dinheiro. O desemprego é extremamente pernicioso. Quando desempregados, os trabalhadores não conseguem produzir. Os custos para o indivíduo acabam com suas economias pessoais e os deixam endividados. Se o desemprego se prolonga, pode, eventualmente, causar problemas psicológicos e de saúde. Há registros de violência familiar diretamente relacionados com o aumento da taxa de desemprego. Registramos no momento mais de 13 milhões de desempregados sendo que, desse total, 2 milhões assim estão há mais de dois anos. Autoridades deste País, sem emprego não há pão! Sem pão, há fome. Como dizia o sociólogo Betinho: "Quem tem fome tem pressa". É mais do que hora de pouca "garganta" e muita ação. Mãos à obra.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

São Paulo

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PLACEBO

Reforma da Previdência. Se o nossos congressistas priorizassem o Brasil ao invés dos seus interesses pessoais (atender lobbys, manter-se no poder e suas gordas aposentadorias), a reforma da Previdência não seria mais um placebo que, longe da sua proposta inicial devido as emendas que a descaracterizaram, não mais atingirá o objetivo ideal de auxiliar na solução dos problemas atuais e futuros.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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REPRESENTATIVIDADE NO SENADO

Muitos cidadãos brasileiros não se sentem representados no Congresso. Há uma razão para isso. O Senado é formado por 81 senadores, sendo 3 por Estado. O Brasil, em sua extensão, não é homogêneo na distribuição de qualquer atributo, seja territorial, climático, econômico, cultural, social ou educacional. A representação fixa com 3 senadores por Estado, independente da população de cada Estado, cria uma enorme distorção, que se reflete nas decisões do Senado. O Estado de São Paulo tem 45 milhões de habitantes, produz 32% do PIB do País e tem 3 senadores, portanto 3 votos. O Estado de Roraima tem 500 mil habitantes, 0,2% do PIB e 3 senadores, portanto também 3 votos. Sergipe tem 2 milhões de habitantes, 0,6% do PIB e também 3 votos. Politicamente, São Paulo é extremamente prejudicado: acumulando a população dos Estados, do menor para o maior, são necessários 16 Estados para alcançar a representação, em população, de São Paulo. Os 16 menores Estados têm 48 votos e São Paulo, apenas 3. A decisão do Senado de derrubar os decretos de posse e porte de armas foi por 47 x 28. Como votou São Paulo? Não importa... 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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PRIVATIZAR OS CORREIOS

Também o presidente dos Correios, mesmo sendo militar, mas sindicalista, irá para o olho da rua. Por recentes publicações viemos a saber que cabidaço de empregos se tornou o Correio, como funciona mal internamente, e quantas licenças e férias a mais entre seus funcionários, tem a instituição. Infelizmente, só uma privatização poderá resolver todos esses problemas, é lamentável, mas, possivelmente, a única solução viável. Chega de desperdícios, peleguismo e corrupção, temos que sanear este País.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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PANACEIA JURÍDICA

Racismo tornou-se panaceia jurídica no Supremo Tribunal Federal (STF), uma espécie de quarto de despejo, no qual depositam variados objetos, eventualmente úteis.  

Dilermando Wiegmann Sanches cataro22@yahoo.com.br

Curitiba 

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ALAGOAS E RENAN

Uma pena que o povo de Alagoas ainda enxerga alguma coisa que Renan Calheiros possa fazer por sua população além de colecionar inquéritos criminais.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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TV CULTURA

Eugênio Bucci, mais odiado do que amado aqui no fórum, falou e disse a respeito das mudanças propagada por João Doria na TV cultura ("Estado", A2, 20/6). É muito bom lembrar ao governador de turno, que programas como o Roda Viva, por exemplo, nos livram de uma Tela Quente que já n?o aquece faz tempo. Nem tudo que é bom tem que dar ibope. Antes do "novo mundo" do streaming chegar quem nos livrava da mediocridade da TV aberta eram programas como Entrelinhas, Music?os, Ensaio e Provocações. Se dependêssemos da TV aberta (as líderes do mercado), jamais saberíamos a respeito de um Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Paulo Leminski, por exemplo. Nada melhor do que Clarice Lispector em reprise. O Cartão Verde, outro exemplo, conta com o carisma e dignidade de Vladir Lemos, bem diferente do "sangue é a audiência" lá no quintal do Neto, na Band. Roda Viva com o saudoso Ruy Mesquita na década de 90 já nos dava a dimensão de um bom editorial, diferente da falta de opinião de âncoras que fazem a linha e ganham milhões. Se é para ser igual às outras, deixará de ser a "nossa" TV Cultura, que desde quando éramos pequenos nos livrava da mediocridade de 30 pontos de audiência. E claro, sem pitaco governador, o embate entre o jornalista Rui Xavier e Orestes Quércia no centro da roda que o diga.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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FUTEBOL VENEZUELANO

A seleção venezuelana de futebol, empatando em 0 x 0 com a seleção brasileira ontem em Salvador, comprovou o valor extraordinário e o peso que o futebol tem sobre qualquer setor da administração pública de um país, principalmente sobre a atual calamitosa política econômica que vem atravessando dito país, que está sendo abandonado por seus próprios filhos, que migram em desordem para outros países, fugindo do desemprego e da fome. Os venezuelanos jogaram com o espírito altivo de verdadeiros patriotas. Comprovaram ao mundo que a Venezuela é um país autêntico, certo e incontestável, mesmo com um presidente que, apesar de maduro, está firme no galho, infelicitando o país. Viva o futebol.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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