Fórum dos Leitores

SÃO PAULO

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2019 | 03h03

Ponte do Jaguaré

Ao interditar a Ponte do Jaguaré, em São Paulo, atingida por um incêndio na sexta-feira (21/6), e em seguida contratar uma empresa para fazer uma vistoria em caráter emergencial, o prefeito e o administrador regional confirmam solenemente sua incompetência. Não seria mais fácil ter evitado essa tragédia? O que eles fazem que não enxergam um palmo diante dos olhos na cidade?

RICARDO FIORAVANTE LORENZI

ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

Irresponsabilidade

Um incêndio das proporções daquele que atingiu na sexta-feira a Ponte do Jaguaré, gerado nos barracos erguidos embaixo dela, pode, sim, prejudicar a integridade de sua estrutura, resultando na necessidade de possíveis reforços e na consequente interdição da ponte enquanto isso. O caos gerado no trânsito local e de boa parte da região será enorme e doloroso para toda a população da cidade. Este é o tipo de tragédia anunciada, que poderia e deveria ter sido evitada. Barracos sob pontes temos por toda a cidade. Mas vãos de pontes ou viadutos não podem servir de abrigo para moradia de ninguém. Existem locais apropriados para esse tipo de atendimento. É obrigação do poder público fiscalizar essa ocupação e removê-la dali para locais mais seguros, evitando que o desleixo para com essas centenas de pobres criaturas se transforme em sofrimento para outros milhões que vão padecer no trânsito em sua labuta diária. Faz-se mais do que necessária uma Lei de Responsabilidade Administrativa, que puna a autoridade pública competente responsável pelo não cumprimento de obrigações mínimas de fiscalização que resultem em prejuízos e sofrimento para toda a população.

PAULO T. SAYÃO

psayaoconsultoria@gmail.com

Cotia

Bens públicos

A principal causa do incêndio na Ponte do Jaguaré é o descaso da Prefeitura e sua covardia no cuidado dos bens públicos. Pontes não são lugar de moradia, muito menos lugar para construir barracos, e cabe à Prefeitura agir prontamente ao perceber invasões, sem temer críticas. Não é porque um bem é “público” que pode ser usado e apropriado por pessoas, sejam ricas ou pobres, para uso próprio.

RADOICO CÂMARA GUIMARÃES

radoico@gmail.com

São Paulo

Anarquia

O incêndio na Ponte do Jaguaré é resultado da inoperância de prefeito, vereadores e deputados, que não agem diante do fato de que milhares de pessoas constroem barracos à beira de rios e córregos, como na Avenida Jacu Pêssego e na Avenida Aricanduva, e sob as pontes da cidade. A população denuncia isso há anos, mas o poder público a ignora. Vivemos uma grande anarquia.

LUIZ CLAUDIO ZABATIERO

zabasim@outlook.com

São Paulo

SANEAMENTO BÁSICO

Novo marco

A propósito do editorial Um ranking vergonhoso (23/6, A3), a recente aprovação do projeto de lei do Marco Regulatório do Saneamento pelo plenário do Senado, carecendo ainda de aprovação da Câmara dos Deputados, desde que sem vieses corporativistas ou ideológicos, poderá ajudar a atrair a iniciativa privada para o setor, contribuindo para a almejada universalização deste serviço num horizonte de tempo visível, revertendo o atual quadro vergonhoso por que passa o saneamento.

JOSÉ E. W. DE A. CAVALCANTI

jewac@bol.com.br

São Paulo

GOLFO PÉRSICO

Tensão EUA-Irã

Sobre a matéria Trump diz que cancelou ataque ao Irã porque resposta era ‘desproporcional’ (22/6, A7), os EUA não vão se aventurar numa nova guerra na região do Golfo – onde está o Estreito de Ormuz, rota de muitos navios petroleiros –, principalmente quando Donald Trump buscará ser reeleito em 2020. A economia norte-americana, com baixo índice de desemprego e aceleração dos ganhos em escala, não arriscaria duplamente o pescoço com uma despesa incalculável de gastos e com a desconfiança do cidadão, que poderia influenciar o voto.

CARLOS HENRIQUE ABRAO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

A vida e a arte

O noticiário publicou o que Trump quis: Donald Trump, o benevolente, salvou a vida de 150 iranianos ao pessoalmente ordenar o cancelamento de um ataque militar americano. Isso daria a impressão ao público de que Trump conteve seus militares. A realidade, certamente, foi outra. Só o presidente tem o poder de ordenar e, obviamente, cancelar este tipo de ataque. É fácil imaginar um Trump enfurecido com a derrubada, na quinta-feira, de um drone militar americano na região do Golfo, ordenando um ataque retaliatório cercado por seus assessores militares, profissionais altamente preparados e treinados para lidar com esse tipo de situação, implorando para que o presidente entendesse que atacar alvos militares com estimativa de 150 mortos seria uma resposta extremamente desproporcional ao incidente com o drone. Qualquer pessoa equilibrada sabe que esse incidente poderia incendiar militarmente a região, levando Irã, EUA, Arábia Saudita e provavelmente outros países do Golfo a um conflito militar (e Deus sabe qual seria o papel que Rússia e China teriam numa situação dessas). É claro que eu entendo que Trump também passou um recado importante, que não pode ser ignorado, ao Irã. Isso tudo me lembrou o episódio de um seriado americano, The West Wing, em que um presidente dos EUA em primeiro mandato, também enfurecido, quer ordenar uma retaliação militar desproporcional no Oriente Médio e é demovido por seus assessores militares. Passados quase 20 anos em que o episódio foi ao ar, em outubro de 1999, a vida imita a arte, ao menos em parte. No seriado, o presidente americano era um personagem cheio de imperfeições, mas era culto, maduro, adorado e respeitado por seus assessores e dava o seu melhor para sempre fazer a coisa certa. Pena que a arte esteja tão longe da realidade do mundo real.

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

CASO MORO

Suspeição

Está marcada para amanhã, terça-feira, a retomada do julgamento da suspeição do ex-juiz, hoje ministro, Sergio Moro no caso do triplex do Guarujá, pela segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF). E quem julgará as tantas suspeições que pesam sobre alguns ministros do Supremo?

JOSÉ A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ABUSO DE AUTORIDADE

Membros de associações do Ministério Público (MP) e da magistratura dizem estranhar a “pressa” do Senado em implementar o projeto de abuso de autoridade. É evidente que não há nada de estranho nessa afobação. Parlamentares suspeitos de envolvimento na Lava Jato aproveitam a carona da discussão em torno do vazamento dos supostos diálogos entre o ministro Sérgio Moro e procuradores para amenizar do lado deles, isso todos sabem. Assim como não é nenhuma novidade que integrantes do MPF arvoraram-se paladinos da justiça no decurso da Lava Jato, ultrapassando seus próprios limites. A questão principal é que “abusos” podem acontecer, e acontecem, em qualquer dos Três Poderes da República e é em nome da harmonia entre eles que não se pode permitir favorecimento de um Poder em relação a outro. Portanto, a discussão do projeto de abuso de autoridade deve ser serena e bem refletida e não impelida a toque de caixa aproveitando o oportunismo do momento.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PRESIDÊNCIA DAS CASAS LEGISLATIVAS

Nem bem esquentaram as cadeiras, reservadamente com o apoio de três ministros supremos (em que autos fazem isso?), um grupo de parlamentares trama, à sorrelfa, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para permitir reeleições no comando do picadeiro das leis, sem qualquer limitação. Consta que em 2004, José Sarney (PMDB-AP) e Luiz Paulo Cunha (PT-SP), então presidentes do Senado e Câmara, articulando a mesma virada de mesa a seu favor, foram derrotados por cinco votos. Definitivamente, o Brasil não é para principiantes. Senhores parlamentares/ministros, bora trabalhar pela nação, efetivamente! Mirem-se no exemplo do ex-juiz/ministro Sergio Moro. "In Moro we trust", grita às ruas e nas redes sociais a sociedade ordeira. Copiaram?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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IRRESPONSABILIDADE

O Congresso brasileiro continua brincando com fogo. A irresponsabilidade de nossos parlamentares é gritante diante da situação caótica que o País atravessa, com a necessidade premente de se aprovar as reformas, e o chamado "Centrão" continua fazendo piadas, demonstrando total descomprometimento com o futuro desta nação. Os brasileiros foram às urnas sonhando em eleger um congresso forte, ativo e comprometido com a seriedade que o País necessita, mas novamente se vê diante de parlamentares que priorizam seus interesses pessoais em detrimento de uma nação carente de pessoas sérias. Mais uma decepção. Discute-se tudo no nosso Parlamento, menos a urgência de se aprovar medidas que melhorem a vida dos brasileiros. Vaidades pessoais, interesses políticos, queda de braço permeiam o Legislativo, para desespero de uma nação carente de soluções rápidas. Seis meses se passaram e nada de positivo foi feito na Câmara, apenas gastos desnecessários, despesas ao erário público e fogueira de vaidades. Tenham vergonha na cara, senhores parlamentares e honrem o voto que receberam. Os brasileiros não aguentam mais tanta desfaçatez, tanta safadeza e tanto mau caratismo.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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CINZAS DO PT NO GOVERNO

Mesmo tendo sido derrotado nas últimas eleições, o Partido dos Trabalhadores (PT), ainda se faz presente tal qual um "Fantasma da Ópera", assombrando as tresloucadas decisões do nosso presidente, que vive trocando alhos por bugalhos. O general Marcos Antônio Amaro dos Santos foi responsável pela segurança da ex-presidente Dilma Rousseff, durante cinco anos. Depois da Secretaria de Segurança Presidencial, foi ministro-chefe da Casa Militar no governo Dilma. Amaro assume o Comando Militar do Sudeste no momento em que o governo demite servidores ligados ao PT. Joaquim Levy foi demitido por causa da nomeação de um advogado que trabalhou em governos do PT. Antes da eleição, "Delenda" (destruam) o PT. Depois das eleições, curemos as cinzas da Fênix em nome do bom samaritanismo. Quase meio ano de governo e o presidente não se definiu se é ou não a favor da Lava Jato.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CONVERSAS DE CELULAR

A propósito do criminoso hackeamento e vazamento de conversas pelo celular do então juiz Sergio Moro, cabe citar o que bem disse, sem disfarçar grande preocupação, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski aos seus colegas de Supremo: “Imaginem se algum de nós perde o celular!”

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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VELOCIDADE DA JUSTIÇA

Os filhos de Paulo Maluf, após 16 anos, acabaram de ser condenados em primeira instância. Após os recursos cabíveis eles provavelmente serão condenados a pagar as penas quando tiverem a idade do pai. A rapidez da Justiça é de assustar!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FALTA DE JUSTIÇA

Qual o segredo da família de Paulo Maluf, que, tendo roubado mais de US$200 milhões em obras da Prefeitura de São Paulo, um recorde nacional de corrupção, nunca ficam presos? Organizaram o maior Lava Jato de dinheiro sujo da história, nas ilhas Jersey, denunciado pela polícia inglesa, e nunca ficam atrás das grades. São dois recordes: o de maior roubo e o de maior caso de falta de justiça no Brasil.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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VOTAÇÃO DA PREVIDÊNCIA

Sobre o artigo "Maia negocia acordo para votar Previdência antes do recesso", publicado no Estadão em 22/6. Se Maia conseguir aprovar a reforma da Previdência antes do recesso, crescerá sua estatura política, que no futuro o permitirá voos mais altos, principalmente se as reformas consequentes também forem aprovadas no seu período de sua presidência da Câmara.                      

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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BASE DO IMPOSTO DE RENDA

Promessa é dívida. Bolsonaro e seu guru econômico Paulo Guedes, prometeram na sua campanha que elevaria a base do Imposto de Renda para R$ 5 mil. Isso significa na prática um aumento real nos salários líquidos de 5 a 7%, que irão girar a roda da economia. Não é grande coisa, mas é um passo, inclusive na correção das tabelas que hoje amargam uma defasagem de 80%. Seria um bom alívio para a classe média que é a locomotiva da economia.

Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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INDICADOS ÀS AGÊNCIAS REGULADORAS

Criada a partir de 1990, as agências reguladoras foram tomadas na era petista, como bem diz o editorial ("Estado", 22/6, A3). As nomeações de suas diretorias sempre atuaram em favor das empresas, o que foi claramente percebido pelos consumidores. Basta ver a atuação da Agência Nacional de Aviacao Civil (Anac), Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para ficar em três. As companhias aéreas, convênios e operadoras de telefonia tripudiaram sobre os clientes. É de se perguntar, como uma lei tão importante demorou seis anos para ser aprovada? Nota-se aí o comportamento dos parlamentares, sempre corporativistas com as empresas e contra o consumidor. Agora, caberá ao presidente da República indicar em 60 dias um nome que não pode ser indicação política e também proíbe os indicados de ter vínculos como empregados, acionistas ou membros de conselho administrativo com empresas que atuam no campo regulatório do órgão e que tenham experiência comprovada na área. Apenas um reparo, o Senado avaliará os indicados. Quem garante que não teremos mais seis anos para que se retirem os nomeados politicamente e se coloquem pessoas comprovadamente experientes? A conferir.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DECADÊNCIA NOS CORREIOS

Por muitos anos consecutivos, os Correios foram empresa exemplar, nela confiando os brasileiros. Com o advento do lulopetismo, passou a ser objeto de trocas, reserva de lugares para cupinchas do poder de plantão e balcão de propinas. E a decadência bateu às suas portas. Na atualidade, produz mal, irrita os seus usuários e se tornou uma empresa que exala desconfiança e incerteza. Precisa, pois, ser privatizada e angariar novamente o respeito que os brasileiros desejam ter por suas comunicações e correspondências. O que já foi, foi, e o novo virá.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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BENS APREENDIDOS

Não só de crises vive o Planalto. O presidente Jair Bolsonaro, apoiando projeto do ministro Sérgio Moro, em boa hora assina Medida Provisória que facilita e acelera a venda de bens apreendidos de traficantes de drogas. Os valores arrecadados com a venda destes bens, poderão ser utilizados em políticas públicas mesmo antes do fim do processo judicial.  Medida esta que cai como um duro golpe contra o crime organizado e merece aplauso.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O QUE É EDUCAR?

Cada vez que as discussões sobre a decadência do Brasil vêm à tona, ouvem-se vozes clamando por melhorias na educação. Para Bolsonaro, ler, escrever e fazer contas é o fundamento primeiro. Para os intelectuais de gabinete, boas universidades públicas e muita liberdade. Ninguém apresenta um conceito preciso, pois a ideologia contaminou o debate. Um certo polimento familiar inicial, a meu ver, é o básico. Ideias e procedimentos que envolvam valores como respeito, honra, amor a verdade valem mais que conhecimento prático. Com isso não se ganha dinheiro, hão de dizer. Mas sem isso, a sociedade se dilacera, a coesão social se perde. Afinal, o que é educar?

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Depois de seis meses, alguma novidade vinda do ministro astronauta?

Henrique Nogueira de Mourinho espanholeletronica@gmail.com

Varginha (MG)

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TÊM PRESSA

“Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa”, era o jargão do personagem “Paulo Cintura” da Escolinha do Professor Raimundo. Mais de vinte anos depois, apesar de vários governos assumirem prometendo resolver o problema, a saúde pública permanece um caos. Faltam profissionais, falta material, até mesmo itens básicos, demora no atendimento e longas filas para consultas e exames. O número de leitos do SUS diminuiu nos últimos dez anos, sendo extremamente grave a situação quando se trata de UTI neonatal. “Saúde é direito de todos e dever do Estado”, preconiza a Constituição. O povo padece pelos corredores dos hospitais, às vezes sendo atendido em cadeiras e até mesmo no chão. Eles não têm alternativa e não possuem o privilégio do atendimento dos professores doutores de um Sírio-Libanês em São Paulo. O País clama por socorro. A fome tem pressa e a dor muito mais!

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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PATRIMÔNIO DA SANTA CASA

O BNDES acaba de lançar um programa de crédito voltado para as instituições de saúde envoltas em atoleiros financeiros e na crise atual, somados ao aumento de atendimentos. Mas, creio que há também outro fator: uma má gestão do patrimônio dessas instituições. Explico. Há alguns anos comprei um terreno de um empreendimento da Santa Casa de São Paulo. Um bairro planejado na zona norte da cidade. Acontece que uma parte das glebas foi deixada para vendas posteriores, como não aconteceu, ocorreu invasão por espertalhões. Por diversas vezes cobramos uma ação da Santa Casa, o que nunca aconteceu. O terreno está lá, abandonado. A área compreende 4.164 m². Valor médio atual correspondente do mercado pelo terreno: R$ 7.730.466. Não é só crise, gestão é importante. Ainda espero um parecer da Santa Casa de São Paulo porque sou um dos muitos prejudicados que acreditaram e investiram no local.

Antonio Carlos Nogueira anogueira56@yahoo.com

São Paulo

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HOSPITAL ABANDONADO

Revoltante o descaso do governo mineiro ao abandonar as obras do hospital regional de Governador Valadares faltando apenas 30% para finalização e previsão para ser entregue no ano passado. Esse hospital está em um local estratégico e atenderá milhares de pessoas das cidades do leste mineiro. Elegemos o governador Zema confiantes em seu discurso embasado nas premissas de seu Partido Novo, entretanto, sua administração tem deixado a desejar ao abandonar obras e não colocar em prática o plano de governo exposto em campanha. A sociedade mineira deve atentar a esse desperdício de recursos públicos e cobrar a finalização dessa obra, antes que se perca o que já está pronto.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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PARQUE MINHOCÃO

A intenção do prefeito Bruno Covas em criar um parque para o lazer dos paulistanos no Minhocão não prosperou. Ora, o Judiciário brecou essa irresponsabilidade de "Covinha" - como é conhecido pelos amigos. Afinal, sem qualquer segurança, os assaltos já são frequentes no local, nos finais de semana. Aliás, é só proibir veículos durante dez dias seguidos no elevado para concluir que o caos no trânsito será insuportável. Chega de insanidade. Parabéns ao Judiciário.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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LEI DE ZONEAMENTO

O artigo do presidente do Sindicato da Habitação (Secovi) ("Estado", 21/6, A2) representa um risco muito grande para a habitabilidade e o que a população deseja para preservação do verde e de corredores de lazer e espaço. A nova Lei de Zoneamento vai minando aos poucos o retrato da cidade de São Paulo. Corredores da República do Líbano já começam a ter grandes espigões, e agora nem vaga de garagem é obrigatória. Bem, o setor imobiliário em crise ainda ousa dizer falta de oferta quando na verdade temos mais de um milhão de imóveis sobrando para venda ou locação. Então sofrer é deixar espigões infinitos tomarem conta da cidade.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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TOMADA DE TRÊS PINOS

Como a cúpula diretiva de nossa querida pátria insiste em tratar assuntos menores como cadeirinhas, malas de viagens e outros do mesmo calibre, renovo aqui minha solicitação de quase duas décadas para que se acabe com a famigerada tomada de três pinos, que enriqueceu uns poucos e trouxe transtornos para todos. As teorias de segurança e aterramento não se sustentam. Como parte significativa de nossos eletrodomésticos tem origem na China aproveitei para conferir ,"in loco", as tomadas e constatei que lá o sistema adotado é o universal. Portanto, os eletrodomésticos que importamos de lá têm tratamento diferenciado e poderiam ser mais baratos.

Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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