Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2019 | 03h00

OPERAÇÃO LAVA JATO

‘Xeque-mate’

Talvez não seja o caso de anular tudo o que a Lava Jato fez, como questionou o juiz Sergio Moro ao ser interpelado no Senado e como lembrou Eliane Cantanhêde no seu Xeque-mate (23/6, A6). Mas o vazamento das conversas entre Moro e procuradores revelou a parcialidade do juiz e escancarou ao mundo que ele está muito longe da ética e da moralidade.

MARIA ÍSIS M. M. DE BARROS

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

País do futuro

Acho que deveríamos prender toda esta turma da Lava Jato, a começar por Sergio Moro. Assim os corruptos do País poderiam transformar o Brasil no melhor país do mundo, em pouco tempo e em todos os aspectos. Só assim o Brasil, finalmente, poderá ver cumprido o epíteto nacional desenvolvido pelo escritor judeu-austríaco Stefan Zweig, que, fugindo do nazismo na segunda metade do século 20, vivendo em Petrópolis (RJ), escreveu o livro Brasil, um país do futuro.

VANDERLEI ZANETTI

zanettiv@gmail.com

São Paulo

Bipolaridade Lula-Moro

Além de vivermos para bancar políticos, quem não entra nesta disputa Lula-Moro e quer um Brasil sério de verdade, sem fanatismos, é obrigado a ficar entre a cruz e a espada, seja nas eleições ou no dia a dia. O nível de discussão é baixo demais e precisamos de pessoas que lancem propostas sérias para este país, ou nunca teremos futuro.

CAMILO MENEZES UMPIERREZ

camilo.mu@gmail.com

São José dos Campos

Realismo

A propósito do recente artigo do jornalista José Nêumanne A Moro e Dallagnol ainda restará a opção pelo voto (Estado, 12/6, A2), realista e isento de paixões na análise dos fatos, seja qual for o desfecho desta história, uma convicção devemos carregar sempre: a evidência da lambança praticada por corrompidos e corruptores em prejuízo do Brasil é de tal magnitude e clareza que é impossível nos pormos indiferentes a isso. Não se trata de mera casualidade, resulta de práticas deliberadas de gente promíscua que, sabidamente, existe por aí. Essa percepção deverá estar presente em cada um de nós enquanto perdurarem os debates em torno destas questões de formalismo jurídico vindas com o vazamento das mensagens de Moro e Dallagnol.

FLÁVIO G. BELLEGARDE NUNES

flaviogonzaganunes@gmail.com

São Paulo

GOVERNO BOLSONARO

A rainha da Inglaterra

Jair Bolsonaro, com o seu linguajar simples e direto, acusa o Legislativo de querer transformá-lo na “rainha da Inglaterra”, onde o governo é exercido pelo grupo parlamentar majoritário. Articulista deste jornal, o economista Fabio Giambiagi fala em “parlamentarismo branco” na aprovação da reforma da Previdência, que vem sendo tocada pelo Congresso. Tudo isso à revelia da população, que não foi consultada. Melhor, então, em vez de tolher o presidente deixando-lhe o ônus de eventual insucesso, migrarmos formalmente para o parlamentarismo. Assim o Congresso assume o protagonismo, como parecem querer Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, e, se der errado, culpa-se o Centrão.

ROBERTO VIANA SANTOS

rovisa681@gmail.com

Salvador

Apesar do presidente

O País e os governos terão de encontrar um meio de funcionar bem, apesar do presidente. Este, como tal, só piorará. É seu jeito. Conformemo-nos e solucionemo-nos enquanto há tempo.

CÁSSIO M. DE R. CAMARGOS

cassiocam@terra.com.br

São Paulo

DEMOCRACIA

Polianas e cassandras

Brilhante o artigo de Bolívar Lamounier Sobre polianas e cassandras (23/6, A2). O aprimoramento da democracia liberal é a saída institucional para as crises políticas por que o mundo passa. Acreditar nos arautos do caos é justamente dar força aos populistas e àqueles que sequestraram o establishment para si próprios ao longo do tempo. Ambos são adversários apenas no discurso, pois tanto uns como outros querem o establishment para si e para os seus. Fortalecer a democracia liberal, representativa, depende do esforço intelectual de quem pensa, de fato, o Brasil como nação e almeja o bem comum. Como bem conclui Lamounier, é algo não tão fácil de encontrar. Mas, mais recentemente, graças também a análises como as suas, uma nova geração de brasileiros vem estudando muito e ocupando espaços importantes de liderança na política e na academia brasileiras. Nem polianas nem cassandras: o caminho da razão e do progresso depende de fato de brasileiros conscientes das nossas mazelas e cientes de como enfrentá-las com base na boa experiência internacional, sem aventuras e até hoje consagradora da democracia liberal e representativa como melhor alternativa, e com base na busca do bem comum.

MARCEL VAN HATTEM

cmarcelvh11@gmail.com

São Paulo

SÃO PAULO

Loteamentos clandestinos

Impressionante a foto de primeira página do Estadão de ontem (Crime organizado lidera invasões de mananciais em SP). Impressionante a beleza dos mananciais, apesar das ocupações criminosas. Impressionante como elas são compactadas, com circulação dificultada e certamente sem infraestruturas, em especial de esgoto. Impressionante o risco para a saúde das pessoas da cidade decorrente da inevitável contaminação das águas dos reservatórios causada pelo esgoto dessas ocupações. Impressionante a terrível tragédia que causaria um incêndio naquela área invadida, indefesa para esse tipo de acidente. Impressionantes a incompetência e a irresponsabilidade de nossos administradores, que deixam tudo isso acontecer.

AILTON DE SOUZA ABRÃO

a.abrao@terra.com.br

São Paulo

Tenho 70 anos e moro em Santo Amaro desde 1958. Lembro-me das tardes de domingo com a família e amigos às margens da Guarapiranga. A antiga Avenida Robert Kennedy era uma sucessão de clubes, restaurantes e marinas, estabelecimentos que recebiam visitas mensais de fiscais da Prefeitura para verificar a obediência de condições ambientais e legais. Já a partir dos anos 70 começou a ocupação das margens desta represa e da Billings por favelas, e para isso nunca houve fiscalização, pois que políticos em geral se beneficiavam das invasões, o que parece perdurar até hoje. A cidade de São Paulo se transforma rapidamente numa Rio de Janeiro, onde avançam as comunidades dominadas pelo tráfico ou por milícias. Já é tarde para São Paulo. Hoje só temos de recordar e lamentar.

JORGE EDUARDO GONELLA

jorgegonella@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


RAINHA DA INGLATERRA

Em mais uma afronta junto ao Congresso, o presidente Jair Bolsonaro, tal qual criança que se sente excluída de uma brincadeira, choraminga que parlamentares tentam reduzi-lo a uma espécie de “rainha da Inglaterra”. Tal reação, flagrantemente exagerada, se refere ao bem-vindo projeto de lei aprovado na Câmara e no Senado que tiraria do Executivo a exclusividade da indicação de integrantes de agências reguladoras. É claro o inconformismo de Bolsonaro quanto ao protagonismo do Congresso, manifestado não somente em proatividade, como também nas derrotas impostas a projetos vindos do Executivo, que não foram poucas. O presidente precisa entender que, assim como ele não deseja ser “rainha da Inglaterra”, o Parlamento tampouco quer ser tratado como mero objeto decorativo.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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FALSO IMPÉRIO

Sobre as articulações de Davi Alcolumbre, senador, e Rodrigo Maia, deputado federal, dentre outras, visando tirar a competência do presidente Jair Bolsonaro para nomeações nas agências reguladoras, transformando-o em uma "rainha da Inglaterra", parafraseando a governadora Fátima Bezerra (PT-RN), a sociedade grita: “Isso é gópi”. “Esse imperador Davi não está na minha bíblia”. Tampouco, diante da apertada votação obtida no certame de 2018, Maia jamais terá o voto do povo fluminense para primeiro ministro. Abrolhos, senhores presidentes das casas legislativas! Fazendo a vez dos “russos” do saudoso Garrincha, nada foi combinado com os eleitores. Esse falso império vai ruir em 2022.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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EMPENHO

Rainha da inglaterra. O presidente Jair Bolsonaro irritado com as “novidades” do Congresso Nacional para escolha dos colaboradores do governo nas Agências Reguladoras, perguntou se queriam que ele se tornasse uma “rainha da Inglaterra” que, apesar de ser rainha, não manda em nada. Na verdade tudo depende do próprio Bolsonaro que, por razões desconhecidas, ainda não se deu conta em começar a governar o País. Presidente, o povo espera um maior empenho de sua parte. Vai que dá.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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AUTONOMIA DE AGÊNCIAS REGULATÓRIAS

Bolsonaro rainha da Inglaterra? O presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) inconformado com o Congresso, e se referindo ao oportuno projeto aprovado depois de seis anos de tramitação como da Lei Geral das Agências Reguladoras, afirmou “Querem me deixar como a rainha da Inglaterra”. Ou seja, sem direito de governar. Ora, presidente, não exagere. O que o Congresso, aprovou é de extrema importância para o País. Livra definitivamente as dez agências reguladoras existentes de serem aparelhadas pelo governo, assim como, infelizmente, ocorreu nos governos Lula e Dilma. É importante frisar que, a partir deste projeto aprovado, agências como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Agência Nacional do Petróleo (ANP), Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), etc, não terão nomes para suas diretorias através de indicação política. O presidente da República escolherá um nome de uma lista tríplice que também será sabatinado no Congresso, tal qual se faz com um ministro nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF) ou para a Procuradoria-Geral da República. Somente será nomeado para o cargo alguém com experiência profissional comprovada para a área. Além do mais, essas agências, diferente do que ocorre hoje, terão autonomia decisória, administrativa e financeira. Ou seja, longe da massa de manobra do governo e dos políticos. Entre outras medidas, ainda terão mandatos, de cinco anos (o atual é de quatro) e sem possibilidade de recondução. Essas agências reguladoras foram criadas a partir de 1996, na gestão de Fernando Henrique Cardoso, com o objetivo de instaurar um marco jurídico para regular e fiscalizar a atividade de determinados setores da economia. Portanto, é bom que se frise que o presidente não precisa ficar preocupado, já que, pelas leis vigentes não será uma “rainha da Inglaterra”. A não ser que queira governar uma nação sem segurança jurídica e autonomia para as agências regulatórias como as existentes e com sucesso em países desenvolvidos.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MERA REPRESENTATIVIDADE

Há um movimento dentro da Câmara e do Senado Federal para uma mudança na Constituição autorizando que os presidentes de ambas as casas possam disputar a reeleição. O texto constitucional proíbe reeleição na mesma legislatura, ou seja, tanto Maia quanto Alcolumbre estariam impedidos de concorrer à recondução de seus assentos no comando do Parlamento. A mudança é mais uma demonstração de que os parlamentares estão atentos à disputa de poder que pode ocorrer a qualquer momento, sobretudo de o presidente da República e sua chapa não conseguirem concluir o mandato para o qual foram eleitos. O presidente da Câmara dos Deputados é o próximo na linha sucessória, além de ser dele a prerrogativa de dar prosseguimento à abertura de um eventual processo de impeachment. Ao que parece, a intenção do Parlamento é, de fato, comandar os rumos do Brasil e colocar a Presidência como figura de mera representatividade, sem poder de fato.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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EFEITO BUMERANGUE

Jair Bolsonaro (PSL-RJ), presidente da República, Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado Federal, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, embriagados pelo sucesso, esquecem as reais circunstâncias que os levaram a voos tão altos. Os três são resultado do inconformismo da sociedade brasileira com o monumental assalto aos cofres públicos comandado pelos quadrilheiros petistas, que ocuparam o poder nos anos recentes. Bolsonaro foi eleito pelos votos dos eleitores contrários à transformação do País numa Venezuela do Atlântico Sul. Rodrigo Maia foi inventado por Michel Temer para garantir sua posse após o impeachment de Dilma. E Alcolumbre é fruto da aversão pública à figura de Renan Calheiros. Pois agora, tal qual uma versão dos “Três tenores”, entoam a melodia da reeleição. Seria apenas mais um capítulo grotesco da política nacional, não trouxesse resultados tão nefastos: os custos sociais que se avolumam ante a concupiscência da maioria da classe política e da complacência de parcela significativa de integrantes de tribunais superiores. Acresce-se a isso o risco de um efeito bumerangue: o exacerbado desalento da população frente à ineficiência e irresponsabilidade dos atuais dirigentes do País, coroar nas próximas eleições o retorno da esquerda – cujos quadros, sabidamente, são formados por discípulos da ignorância em uma ponta e gênios da criminalidade em outra – aos mais altos postos da República.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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PERENIDADE NO PODER

No mundo político brasileiro, com seus viciados sistemas de escolha, constata-se o triste fato de que os eleitos não são estimulados a agir exclusivamente como representantes da sociedade que os elegeu e os sustenta – custam caro – mas a dirigir o foco de seus faróis, desde o primeiro dia no cargo, ao próximo pleito, visando garantir sua perenidade no poder, ao mesmo tempo em que se afastam dos compromissos assumidos nas campanhas, verdadeiras usinas – termo em voga – de mentiras. E, pior, o povo, que deveria exercer o poder que lhe cabe, aceita placidamente a farsa e espera que os “paizões” sanem seus angustiantes problemas, embora eles estejam interessados mesmo é em resolver os deles. Não seria aconselhável trabalhar um pouco mais antes de se dedicar exclusivamente a reeleições?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PRESIDENTE ADIADO

Infelizmente a ideia de que poderíamos ter “um presidente para todos” deverá ser adiada até a próxima eleição, porque o atual presidente tem maior compromisso em agradar “seus fãs”, reafirmando-se como “mito” perante eles do que realizar um bom governo para todos.

Maria Ísis M. M. de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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NÃO ENTENDEU

O espantoso é que Bolsonaro até agora não entendeu que foi eleito exclusivamente pela grande rejeição ao PT. Só. Tanto que já fala em reeleição contrariando o dito em campanha. O eleito não consegue organizar o próprio pensamento e nem o da extrema direita. Autocrítica seria bom. Ah, o poder...

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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PAÍS DO FUTURO

Na época em que foi escrita a obra “Brasil, País do Futuro” do autor Stefan Sweig, alemão de origem judaica, nosso País apresentava um potencial capaz de entusiasmar qualquer estrangeiro. Hoje, com a Constituição de 1988, a política tomou rumos tortuosos, fazendo-nos crer que continuaremos a ser “o País do futuro” por não pouco tempo. Jair Bolsonaro já manifestou, timidamente, intenção de concorrer às próximas eleições presidenciais. No presente momento suas credenciais políticas não o credenciam nem para deputado estadual, tendo em vista que usa a sua caneta como uma espada militar. “O que despreza o seu companheiro peca, mas o que se compadece dos humildes é bem aventurado”. Provérbios de Salomão, (14:21).

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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QUE ESPERE

O Brasil vive intensa crise econômica, que vem se agravando. A equipe do novo governo desenvolveu programa base para a recuperação, que submeteu à aprovação do Congresso. Outras propostas aguardam para serem enviadas. No Congresso, passam-se os meses, e sem pressa muito se discute, e alterações ao proposto se acumulam. Em consequência, a economia vai perdendo a credibilidade resultando no aumento do desemprego e no distanciamento da retomada. Esta realidade não sensibilizou o Congresso. Seus membros estão tranquilos, têm o emprego garantido com excelente salário, que se soma com o dos membros da equipe, resultando no custo de alguns milhões de reais por mês. Quanto ao Brasil, que espere.

Fábio Ribeiro da Silva fabio.r.silva@uol.com.br

São Paulo

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TEM PRESSA

É bom lembrar que o PT não está mais no poder central há três anos. No entanto, nota-se que muitos ainda culpam o PT por tudo. Está certo que os governos petistas foram mesmo desastrosos. Mas será que não está na hora de esquecer isso, olhar para frente e assumir a responsabilidade pelo que ocorre hoje? Não foi assim no governo Temer que, ao invés de resmungar, arregaçou as mangas e lutou para recuperar a economia que estava arruinada? Diga-se de passagem que ele conseguiu, entregando para Bolsonaro um País razoavelmente saneado. Chega de mimimi e vamos exigir que o atual governo execute as medidas necessárias em todos os setores, e não só na economia, para que o País possa deslanchar criando empregos para os milhões de desocupados, tratando especialmente de melhorar a educação, saúde, saneamento e segurança. Chega de reclamar do PT e vamos nos concentrar no presente e no futuro porque o Brasil tem pressa.

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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POSTURA

O governo defende a postura de incrementar o emprego e melhorar a economia, porém, contraditoriamente, é o primeiro a demitir. Desde 1 de janeiro já mandou embora ministros, diretores de estatais, de agências reguladoras. Um péssimo exemplo para quem defende respeito às idéias diversas e a iniciativa privada.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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CARTA DE PRIVILÉGIOS

Zander Navarro tratou em seu último artigo da nossa “Constituição Cidadã”, argumentando que seria uma carta para países ricos. Pior, é uma carta que privilegia os aboletados no Estado, notadamente em seus estratos mais elevados. Não se respeitam os direitos do cidadão comum e ninguém é responsabilizado por isso, enquanto veem-se garantidos os privilégios dos servidores públicos. Nossa Constituição traz, por exemplo, dúzias de artigos e centenas de incisos dedicados às carreiras de juízes e promotores, todos observados, enquanto os “direitos sociais a educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, transporte, lazer, segurança, Previdência Social, proteção à maternidade e à infância e assistência aos desamparados” de dezenas de milhões ficam só no papel.

Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

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LEGISLAÇÃO SOBRE ARMAS

Pois é, como não se pode oferecer pão, circo é a solução! Passados 14 anos da realização do referendo sobre o desarmamento, a questão sempre vem à tona. Vez por outra algum parlamentar, quando não os próprios governantes, resolve modificar a legislação sobre as armas. No Brasil o povo votou contra a proibição da comercialização de armas, mas isso não tornou mais fácil a vida de quem pretende ter acesso a armas, acessórios e munições – nossa legislação, por força do resultado do referendo, permite a comercialização, porém é bem rigorosa quanto aos requisitos necessários para a aquisição e o porte de armas. E, é necessário dizer, mesmo que preenchidos os requisitos legais, o direito ao registro e/ou ao porte não é absoluto, pois fica a critério da autoridade. Há quem critique esse rigor alegando que somente o cidadão de bem foi desarmado e que o criminoso continua bem armado e seguro de que sua vítima raramente oferecerá resistência. Não há quem consiga convencer o povo a pelo menos aceitar algum controle no acesso às armas. Mostram o que uma arma (ou várias) pode fazer nas mãos da pessoa errada. Apesar das opiniões contrárias, é preciso aceitar a realidade – armas, ódio e loucura nunca combinam e juntas compõem a fórmula da tragédia. E aí vem o ditado popular: em casa que não tem pão todos brigam e ninguém tem razão. O povo quer sim, emprego, educação de qualidade, saúde de primeira e segurança, que é dever do Estado e não individual de cada brasileiro, como quer fazer crer o presidente Jair Bolsonaro com a liberação das armas e munições!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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GARANTIA DE SEGURANÇA

A decisão do Senado de derrubar o decreto das armas por certo foi um ponto importante para tentar impedir o aumento da violência. O governo federal precisa se preocupar com a implementação de programas sociais que comecem com as crianças, passem pelos jovens e por todos os segmentos. Uma arma não garante a segurança de ninguém. Pelo contrário, estimula o criminoso a agir com mais violência ainda. Que os deputados federais confirmem a decisão dos senadores.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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AMEAÇAS DE TRUMP

Donald Trump já está cansando ao repetir sempre os mesmos truques de mágico de cassino e aprendiz de TV em sua representação fake de presidente. Faz ameaças apocalípticas para assustar o oponente, como um lutador de UFC canastrão, para depois bancar o generoso, guardando o grande porrete. Uma figura grotesca na Casa Branca, que já foi morada de um Franklin Delano Roosevelt. Sua última palhaçada foi retirar, 10 minutos antes da ordem final, um ataque ao Irã. Ninguém leva mais a sério suas ameaças, até que num desvario qualquer, ele acabe consumando uma ordem de guerra e exploda o mundo, como no genial filme de Stanley Kubrick, “Doutor Fantástico”. A realidade sempre pode superar a mais delirante ficção.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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EFEITOS COLATERAIS

Donald Trump, presidente da maior potência mundial, só ficou sabendo dos efeitos colaterais de um ataque ao Irã dez minutos antes do feito. Acredite quem quiser...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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EMPRESAS PRIVADAS NO SANEAMENTO

“Um ranking vergonhoso” (“Estado, 23/6, A3). A respeito da matéria, confesso, causou-me espanto e irritação ver deputados de partidos de esquerda comemorando no Congresso Nacional a derrubada de Medida Provisória que flexibilizaria o marco regulatório para empresas privadas poderem entrar na prestação desse tipo de serviço. A derrubada visou preservar as poucas e ineficientes empresas públicas que realizam um péssimo serviço à população e beneficiam os apaniguados funcionários. Deveriam cobrar a responsabilidade dos congressistas.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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CRIME ORGANIZADO EM MANANCIAIS

Com efeito, é absolutamente inacreditável a foto de capa e de matéria (“Estado”, 24/6, A9) onde se vê um gigantesco loteamento irregular totalmente ocupado por barracos erguidos em áreas de mananciais das represas Billings e Guarapiranga, entre outros locais da cidade de São Paulo, em um movimento sabidamente coordenado pelo crime organizado (PCC). Não é possível tolerar que a Prefeitura assista a esse absurdo e crescente comércio irregular e ilegal de terras adotando um comportamento que parece inerte, complacente e conivente. CPI das invasões já.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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INÓCUO

No Estadão de 24/6 uma manchete se destaca no caderno Metrópole, como se fosse algo inusitado: “Crime organizado coordena invasões em áreas de mananciais de São Paulo”. A verdade é que desde 2000 o PT da zona sul de São Paulo, liderado pela família Tatto, tratou de coordenar as invasões nesta área de mananciais das represas de Guarapiranga e Billings, já cuidando de arregimentar eleitores para as próximas eleições da época. E como Lula era a cereja do bolo que Fernando Henrique já preparava para passar o bastão do poder, nenhuma reação houve a estas invasões. Cidadãos inconformados tentavam alertar mandando cartas a jornais, mas caiam em terreno estéril. Hoje está tudo ocupado, as águas contaminadas, e nem se pensa em tentar remover tamanha população dessa região, pois criaria um problema imenso para o governo. Agora o crime organizado deita e rola sobre a obra iniciada pelo PT. Depois da porteira arrombada, denunciar é inócuo, não há mais o que fazer, só jogar palavras ao vento.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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MEIO AMBIENTE E AGRICULTURA

A questão ambiental não é caso político. É, antes de tudo, uma questão de conhecimento essencial de duas ciências: economia e ecologia. As duas ciências são irmãs, até pela etimologia das palavras. “Eco” significa casa, “nomia” arranjo e “logia” estudo. Como se arrumar uma casa sem antes conhecê-la? A ecologia precede a economia, porque esta depende daquela. Se o solo for erodido, não haverá suporte para as plantas e a agricultura não produzirá alimentos. A humanidade e outros animais dependem de uma fina e delgada camada de solo. A proteção da Floresta Amazônica é dever de qualquer governo, independente de sua posição ideológica, porque dela dependem outras regiões do Brasil tanto para equilibrar a distribuição das chuvas como para prevenir as erosões dos solos agrícolas. O Ministério da Agricultura deveria ser sectário das mesmas doutrinas do Ministério do Meio Ambiente porque os dois servem à mesma causa: a proteção do meio ambiente e a produção agrícola.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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NEGOCIAÇÕES NEBULOSAS

Lula e Dilma usaram de modo irresponsável recursos do BNDES para angariar simpatia internacional emprestando dinheiro sem garantia de retorno para Cuba, Venezuela, Angola, Moçambique, Nicarágua e Bolívia e para criar os campeões nacionais, empresas que brigariam com as multinacionais. Investiram alto na indústria naval, hoje sucateada, na Odebrecht, J&F e outras e o dinheiro virou pó. O jovem Gustavo Montezano, atual presidente do BNDES, tem a responsabilidade de investigar as negociações nebulosas envolvendo dinheiro público e torná-las públicas, mostrando  mais essas falcatruas dos governos petistas.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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VOTO ABERTO

A reforma da Previdência já sofreu alterações e deverá ser levada ao Congresso. O que o eleitor deseja saber é como votará o seu representante. Ele torce pelo voto aberto, pois terá oportunidade de vigiar a posição de cada parlamentar.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR

Sobre o artigo “Migração do FAT deve ser gradual, diz relator” publicado no Estadão em 22/6. Os tempos e a conjuntura mudaram desde 1990, quando o Fundo de Amparo ao Trabalhador foi criado na sua configuração atual. Além do seguro desemprego, entre outros, 40% eram destinados ao BNDES para fins de financiamento do banco de desenvolvimento em diversos projetos. Hoje é oportuna a retirada da parcela para fins de financiamento, pois os prejuízos do seguro desemprego eram cobertos pelo Tesouro, que na realidade aumentava a dívida pública, bem como o banco já tem suficiente estatura para a continuidade de suas atividades, não mais às custas dos trabalhadores.                         

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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PIADA

Enquanto no Brasil 14 milhões de desempregados se desesperam com a falta de qualquer perspectiva de futuro, o deputado federal pela Paraíba, Aguinaldo Ribeiro, líder da maioria na Câmara Federal e representante do famigerado “toma lá, dá cá”, tem a desfaçatez de fazer piada a respeito da urgência na aprovação de medidas que visam uma melhora da nossa caótica situação econômica.

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

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DESPERDÍCIO DE DINHEIRO

Gordura Legislativa. A dificuldade de se aprovar cortes nos gastos públicos esbarra no desperdício de dinheiro nas casas legislativas, com gabinetes abarrotados de servidores improdutivos. Uma afronta aos milhões de brasileiros que estão desempregados ou que buscam emprego.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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TRABALHADOR E O CONGRESSO

Milhares de pessoas ficaram dias a espera de uma vaga em supermercado de Brasília com por um salário de R$ 1.080. Ali bem perto, um Congresso às moscas, pois dado o feriado, os srs. parlamentares já haviam se deslocado para seus Estados de origem gastando nosso dinheiro em passagens e mordomias. O Brasil não tem jeito.

Antonio Acorsi acorsi.antonio@gmail.com

Jundiaí

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DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

O problema da nossa economia reside na péssima distribuição de renda. Os salários e benefícios dos Três Poderes e autarquias ultrapassam R$ 12 mil e a média nacional na iniciativa privada, inclusive aposentados, é de R$ 1.800, – somos 95% da população. O nosso Poder Legislativo pode nos informar quem está pagando tantos privilégios?

Valdomiro Trento valdomirotrento@hotmail.com

Santos

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TRABALHO AOS DOMINGOS

Toda medida que se propõe a criar empregos é sempre bem-vinda. Ainda mais nessa crise econômica sem fim, que inferniza a vida de milhões de brasileiros desempregados. Essa é a intenção da portaria que permite o trabalho aos domingos, divulgada recentemente, sem debate com os trabalhadores. O que nos preocupa é que essa mesma promessa foi feita na reforma trabalhista. Seriam criados milhões de empregos e, no entanto, o desemprego aumentou. Agora, surgem outros perigos – a precarização do trabalho, o aumento da informalidade e o trabalhador não terá nenhuma garantia de que seus direitos serão respeitados, uma vez que não haverá fiscalização.

Ricardo Patah antebraido@uol.com.br

São Paulo

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REVISÃO DE COLABORAÇÃO

Informa a Sra. Sonia Racy em coluna de 22/6 neste periódico, que o ex-governador de Mato Grosso, sr. Silval Barbosa desviou R$ 1,158 bilhão e por “colaboração” homologada pelo STF em 2017, ficou acertado que pagaria R$ 70 milhões aos cofres públicos de seu citado Estado. Como o STF diz querer rever a sua decisão plenária de condenação após sentença (acórdão) de 2ª Instância, indagamos se o STF também pretende rever a delação homologada por ele e determinar que o aludido ex-governador devolva ao erário a supracitada importância de R$ l,185 bilhão.

Fernando Geribello fernandogeribello@gmail.com

São Paulo

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PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA

Um dos dramas mais visíveis de nossa crise atual é a impressionante expansão de moradores de rua, principalmente nas megalópoles brasileiras. Tal tragédia fruto de nossa histórica desigualdade social, agora agravada pela incerteza de nossa economia, geradora do alto nível de desemprego, precisa ser combatida, rumo a melhoria de qualidade de vida em nossa sociedade.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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FOME NA CAPITAL

O Brasil conseguiria alimentar meio planeta, mas não é capaz de alimentar a sua própria população. Com a crise, explode a quantidade de pessoas passando fome na capital paulista. Onde está o erro? O que fazer para alimentar desempregados e seus dependentes até o governo resolver o problema? Na unidade mais rica da federação, o governo do Estado, que agora fala em despoluir o Rio Pinheiros em dois anos, não consegue implantar o Bom Prato na Cidade Tiradentes, Zona Leste.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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RESTAURANTE POPULAR

O Restaurante Popular foi criado em 2000 no Estado do Rio de Janeiro para servir refeições de boa qualidade a preços acessíveis para a população de baixa renda. O Estado chegou a contar com 15 deles. Entre 2016 e 2017 vários foram fechados e alguns municipalizados. Hoje, na cidade do Rio de Janeiro, apenas 3 funcionam. O fechamento da maioria deveu-se à dívida com os fornecedores que prestavam serviços, que totalizava R$ 1,7 milhão, inscrita nos restos a pagar de 2016. Isso é um absurdo. Em 2018, a Assembléia Legislativa gastou com o estacionamento dos carros oficiais dos deputados a quantia de R$ 1,66 milhões (R$ 133 mil ao mês) no Terminal Menezes Cortes. É totalmente inconcebível que o dinheiro do povo fluminense garanta privilégios e não possa ser destinado a garantir a alimentação dos mais necessitados. Senhores, é de boa norma lembrar os versos contidos em bela canção que diz: “Quando chegar o momento, esse meu sofrimento eu vou cobrar com juros, juro!”

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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ADMINISTRAÇÃO DE CIDADES

Se as cidades fossem bem administradas, não haveriam essas barbaridades. Prefeitos são meros “cabos eleitorais” de governadores e presidentes, que vivem em outro mundo, não dos cidadãos que vivem nas cidades. Isso tanto aqui, como nos EUA, França ou Japão. Em cidades bem cuidadas não há poluição, favelas pegando fogo, não há pontes caindo, barragens desmoronando. Quem faz um país são suas cidades, que são governadas através de “manés” chamados governadores e presidentes, que elegem os prefeitos e vereadores, meros cabides de emprego.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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FUTEBOL FEMININO

As moças do Brasil deram um espetáculo maravilhoso de fibra e de luta pela vitória no jogo contra a França. Lembrei imediatamente de um nosso jogador muito famoso que deveria aprender com nossas jogadoras a jogar com seriedade e empenho que faz tempo que não vemos.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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APOIO

Já está começando a incomodar essa gritaria para que as pessoas gostem e apoiem o futebol feminino. Não me lembro de ver Veras Mossa, Izabéis ou Anas Paula gritando por apoio, só as via jogando com amor e ganhando o espaço que hoje o vôlei feminino tem. Acho que é assim que funciona, faça seu papel, se tiver que ser, será.

Senize Alonso senizealonso@ig.com.br

Taboão da Serra

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INFRAÇÕES DE MOTOS

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) é eficaz nas multas contra os automóveis e ineficiente quanto aos motociclistas que não obedecem às leis de trânsito, xingam os motoristas, quebram retrovisores, etc. O órgão deveria ter motos para multar e educar esse vandalismo.

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

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RENOVAÇÃO DA CNH

Muito oportuna e louvável a proposta do presidente Bolsonaro quanto ao prazo para renovação da CNH. Porém, acredito que deve ser de acordo com a idade da pessoa, por exemplo: prazo de 20 anos para quem tem de 18 anos até 30 anos de idade; após, prazo de 10 anos até 60 anos de idade e após esta idade, a cada 5 anos até a reprovação em exame médico. Agora, quanto aos 40 pontos de tolerância para suspensão da CNH e demais penalidades, sou de opinião que para infrações gravíssimas, como ultrapassar em local proibido, avançar sinal vermelho, contramão, excesso de velocidade e uso de telefone, que são causadoras de mortes, deve continuar o atual limite de 20 pontos

José Franzini Netto José F. Netto

Araras

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TREM PARA SANTOS

Ao querer um expresso para Santos, mesmo que turístico, cabe a pergunta à incompetente CPTM, que não consegue melhorar nem seus trens da grande São Paulo, um dos maiores caos do transporte público. Ao invés de criar, por que não tentar melhorar e modernizar os existentes, que estão péssimos?

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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