Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2019 | 03h00

AUTÓDROMO NO RJ

Prioridade nacional

Bem, os principais problemas do Brasil estão resolvidos! Agora, o presidente da República, depois das necessárias e imprescindíveis flexões, arregaçou as mangas e tornou prioridade levar a Fórmula 1 para o Rio de Janeiro. Valeu, presidente!

JOSÉ PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

Santo André

Moucos

Realmente, o governo do Rio de Janeiro é sui generis. Está quebrado, mas se propõe a construir um autódromo para as corridas da Fórmula 1. Como se não bastasse, tem o apoio do governo federal, por intermédio do presidente Jair Bolsonaro, o interlocutor e maior interessado na construção. Se há dinheiro sobrando, por que não investir em saneamento, educação, hospitais, enfim, em favor da sociedade carioca, tão desamparada por estes moucos? Não dá para levar a sério esta gente. Pobre Brasil.

MARIO COBUCCI JÚNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

A história se repete

Começou muito mal a defesa do presidente para a transferência do GP Brasil para o Rio. De saída, ele declara que não será gasto “nenhum dinheiro público”, assim como tantas vezes o ex-prefeito Eduardo Paes declarou sobre a Olimpíada no Rio – e temos hoje um monte de elefantes brancos sustentados pela União. Ora, quando o presidente anuncia que o autódromo carioca será construído numa área do Exército, pergunto: o patrimônio do Exército é de quem?

MARCELO FALSETTI CABRAL

mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

Este filme já estamos cansados de assistir no Brasil (vide Olimpíada e Copa do Mundo): prometem não usar recursos públicos (tão escassos!) nas obras, e nós colhemos superfaturamento, corrupção e verdadeiros elefantes brancos, que depois ficam ociosos a maior parte do tempo com custos estratosféricos de manutenção. Poucos países de Primeiro Mundo se dão ao luxo de terem dois autódromos de última geração para receber provas de F-1. O Brasil pode?! Bolsonaro, que prometia uma “nova política”, repete os erros da “velha política”.

ANTÔNIO JÁCOMO FELIPUCCI

annafelipucci@hotmail.com

Batatais

É brincadeira?

Eu não vejo esta união e este empenho de Presidência da República e governo do Rio de Janeiro para construir hospitais, escolas, parques, casas populares. Pense no povo, sr. presidente, está na hora de parar de brincar e começar a governar o País.

JOSÉ CLAUDIO CANATO

jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

De olho na eleição

Alguém pode me informar se 2022 está longe? Pergunto isso depois de ler no Estadão sobre o envolvimento do presidente Bolsonaro em assunto completamente alheio a suas funções, afinal, num país com quase 14 milhões de desempregados, sem investimentos em saúde, educação, segurança, etc., torna-se mais importante bater boca visando a 2022. Arrependimento por não ter aceito os dizeres de quem conhece: o Brasil não é para amadores.

JOSE ROBERTO PALMA

palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo

BNDES

CPI aponta falhas

Sobre a matéria CPI vê falhas do BNDES em operações no exterior (23/6, A4), parece que enfim alguém pretende corrigir a atuação daquele banco. De 2016 a 2018 efetuei e protocolei no BNDES 18 projetos para empresas nacionais com o intuito de solicitar empréstimos para desenvolvimento industrial e comercial. Todos, indistintamente, recebiam cartas-resposta com os dizeres: “Não se coaduna com o objetivo do BNDES”. Todas as cartas eram iguais para todas as empresas, ou seja, um formulário previamente preparado, mesmo timbre, mesmos dizeres, mesma negação. O BNDES e seus “técnicos” nem sequer se davam ao luxo de analisar o pedido e o projeto, visitar as empresas, solicitar maiores esclarecimentos ou qualquer coisa necessária para justificar a negação. Negavam e acabou. Isso causava dúvida e raiva, pois os projetos negados eram bem elaborados, dentro dos itens de exigência impostos por aquele órgão, tudo comprovando a viabilidade de sua aplicação e todos com garantias reais, fianças ou imóveis. Sem explicação, a negativa era a lacônica carta. E não adiantava recorrer. Suponho, então, que, da mesma forma milhares de projetos foram negligenciados, milhares de empregos foram enterrados e empresários, esquecidos. Hoje sei que projetos nacionais viáveis e bons podem ter sido jogados no lixo. Cumprida a ordem do presidente Bolsonaro de “abertura da caixa-preta do BNDES”, nós, pobres mortais, saberíamos quantos sonhos foram enterrados, quanto dinheiro foi transferido para outros países, seja para construtoras ou para os bolsos de safados. Apenas a saída de Joaquim Levy não adianta. É preciso fazer uma limpeza completa no BNDES entre aqueles que lá trabalharam nos últimos oito anos e que não executaram suas funções corretamente. O banco de fomento deve mudar a forma de atender os empreendedores nacionais, analisar e financiar os projetos apresentados, auxiliando na criação de empresas, empregos e no desenvolvimento do País.

JOSE PEDRO VILARDI

vilardijp@ig.com.br

São Paulo

SÃO PAULO

Loteamentos clandestinos

A Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (Aelo), que congrega mais de 620 empresas loteadoras, está em 17 Estados da União e atua em favor da atividade privada formal das empresas de loteamento e desenvolvimento urbano, cumprimenta o Estado pela excelente matéria de primeira página de 24/6 (Crime organizado lidera invasões de mananciais em SP). Nossas empresas respeitam o meio ambiente, a legislação ambiental e urbanística e produzem mais de 100 mil lotes urbanos por ano, investindo em infraestrutura urbana e preservando e recuperando o meio ambiente. A ação relatada na reportagem estampa mais que a concorrência desleal e clandestina, demonstra uma verdadeira indústria da marginalização, uma organização criminosa responsável pela propagação do crime em várias esferas contra as pessoas, contra o meio ambiente, contra a sociedade. A Aelo, em conjunto com entidades do mercado imobiliário, como o Secovi-SP, atua para construir instrumentos para a sociedade, como informações sobre o preço de mercado dos lotes, cuidados na aquisição de lotes urbanos, entre outras ações, que auxiliam no impedimento da propagação dessas ações criminosas que muito custarão à sociedade em geral.

CAIO PORTUGAL, presidente da Aelo e vice-presidente do Secovi-SP

caioportugal@gpdesurb.com.br

São Paulo

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ABUSO DE RECLAMAÇÃO

Pedido de habeas corpus pelos advogados de Lula: Causa-me espanto que um condenado por uma série de instâncias ainda venha a reclamar abuso de poder e/ou imparcialidade da primeira instância. Deveria haver também uma regra correspondente para abuso de reclamação, reclamação artificial, interpretação artificiosa de recursos de defesa. Não é admissível que se possa criar qualquer artifício e o STF tome tais manobras como “prática normal” de prática judiciária. Rabugice também tem limites. Na realidade não há o que julgar: Lula está condenado e não devolveu ainda os resultados de seus roubos. Tem mesmo é de ser desapropriado, da mesma forma como todos os seus comparsas. Então se completaria o exemplo histórico da Lava Jato. É simples assim.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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NENHUMA INDICAÇÃO

A defesa do ex-presidente Lula teve amplo e irrestrito direito de defesa do seu cliente, que acabou sendo condenado por Moro e em todas as outras instâncias que recorreu, com confirmação pelo STF. Mas a defesa alega que não houve isenção do juiz, pediu a nulidade do processo e agora quer incluir interceptações ilegais, já divulgadas, das conversas do juiz Moro com um dos procuradores de Curitiba, carentes ainda de confirmação quanto à veracidade. Como não há nenhuma indicação de criação ou sequer adulteração de provas, fez muito bem a juíza Cármen Lúcia em seguir a prioridade da pauta, por absoluta falta de fato novo e relevante.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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PROPAGANDA ENGANOSA

O  PT surgiu como o partido da ética, da moral, dos bons costumes, que não rouba e não deixa roubar. Propaganda enganosa, pois bastou conquistar a prefeitura de Santo André e ter acesso fácil ao dinheiro público, deu início ao seu projeto de poder. Aí veio o mensalão, petrolão e o populismo irresponsável e, como tudo tem fim, o impeachment e prisão. O partido caiu no ostracismo, foi parar no CTI e ganhou novo fôlego com o hackeamento criminoso e orquestrado das conversas de Moro e Dallagnol. O sapo barbudo encarcerado nas terras dos pinhais e atolado em processos, voltou a vociferar impropérios e se colocar novamente como vítima. O confronto entre lavajistas e lulistas está presente, num céu de cor verde-oliva. O futuro do País está nas mãos de Deus ou do diabo.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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OUTROS PRESOS

Está certo que o volume de advogados que Lula tem faz sentido pelo número de crimes cometidos, mas não existem outros presos no Brasil além dele? Na Constituição não somos todos iguais perante a lei? O Supremo Tribunal Federal (STF) mostra que não.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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INOCÊNCIA

Lula, foi condenado em várias instâncias e responde a inúmeros processos, mas insiste em apregoar inocência. Desafio aos que o consideram inocente visitar uma penitenciária, qualquer uma e, aleatoriamente, entrevistar um ou mais condenados, todos eles, sem exceção, a exemplo de Lula, dirão serem perseguidos e injustamente apenados. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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ANULAR PROCESSO

Talvez em instância extraterrestre togados aliens ousem anular o processo que condenou Lula da Silva ao cárcere como corrupto e lavador de dinheiro – ladrão, na sabedoria popular – e desmontar a Operação Lava Jato, como querem. O alvoroço pela libertação do ex-presidente, efeito da ação criminosa de um “hacker”, guarda semelhança com o espetacular pouso de um helicóptero no teto do presídio de Guarulhos, em 2003, tentativa fracassada de libertar “Escadinha” (José Carlos dos Reis Encina), famoso traficante, homicida e assaltante carioca. Qual Lula, nunca antes neste País um condenado da Justiça teve tantas regalias e conforto no cárcere.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém 

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PARCIALIDADE

Se Moro é parcial, Lewandowski, que é um dos que o julgam hoje, é o que? Para favorecer a ex-presidenta petista, até mudou item expresso na Constituição.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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ATRAVÉS DE LULA

Acho que deveríamos agradecer a Lula por tudo que tem acontecido nestes últimos anos. Através dele descobrimos o mensalão, petrolão, a incrível criação da força tarefa (Lava Jato), tivemos donos de empreiteiras presos, políticos presos, doleiros presos bilhões já devolvidos roubados pela corrupção, elegemos um presidente que não teve nem quatro segundos de televisão, não usou fundo partidário e nem fundo eleitoral, não houve troca de favores para compor ministérios, e com tudo isso o mais importante, Lula continua preso. O Brasil não merece retrocessos nunca mais. 

Maria M. J. Simões mmjsimoes@bol.com.br

São Paulo

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QUEM VAI JULGAR?

Interessante; e a suspeição dos que vão julgar Moro, quem vai julgar?

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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EXIGE EXPLICAÇÕES

O procurador Deltan Dallagnol e outros procuradores concordaram e até defenderam  a publicação na mídia de vazamentos de informações sigilosas obtidas ilegalmente. Este é mais um ponto negativo que atinge todo o esquema da Lava Jato e também o ainda ministro Sérgio Moro, que exige explicações detalhadas e sem demora para evitar a perda do conceito de um dos Poderes da República.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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MORAL

Convém guardarmos essa declaração do presidente do Senado, Davi Alcolumbre: “Se fosse um deputado ou um senador (no lugar de Moro), ele já estava cassado, preso e nem precisava provar se tinha hacker ou não”. Com que moral o senador se dirige ao ministro tão desrespeitosamente sendo que seus apaniguados estão cheios de processos e ninguém é cassado? Alto lá, sr. Alcolumbre, deputados e senadores nem com provas de seus crimes são punidos. O Brasil precisa mudar. As ruas não perdoam bandidos tal qual faz o Congresso com seus pares. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PRÁTICA COMUM

Recentemente o juiz Sergio Moro advogou direito adquirido em desrespeitar as leis do País e normas do direito ao justificar que essa prática ilícita era comum no Judiciário. Imediatamente, o ministro Marco Aurélio declarou que nunca praticou esse ilícito, demonstrando assim que nem todos os juízes o fazem. Do mesmo modo, a Odebrecht pode argumentar que a troca de favores e propinas entre empreiteiras e o serviço público é comum e antiga, aliás, desde os primórdios da humanidade existe essa promiscuidade entre o público e o privado. Não só Odebrecht, mas todos os indiciados da Lava Jato seriam agora inocentados a prevalecer o argumento do juiz Sérgio Moro. O maior crime portanto do juiz Sérgio Moro não foi cometer o ilícito, mas tentar justificá-lo dessa maneira. E o Senado foi omisso nessa questão; os senadores de oposição têm muito o que explicar a seus eleitores.

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com

Salvador

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JAMAIS SERÁ DE TODOS

Carta Magna brasileira. O artigo Robin Hood revisado, de Fernão Lara Mesquita (“Estado”, 25/6, A2), deve ser lido por todos que se sentem entrincheirados porque alvos de pretensos políticos que aparentam atender o interesse comum. Um presidente que sequer cumpriu seis meses de mandato ou apresentou um plano de trabalho já fala em reeleição. Ditos congressistas, longe de representarem o interesse nacional, assumem um suposto protagonismo legislativo, na verdade um embate de Poderes distante da realidade que vivemos. Governadores se postam de vítimas cinicamente se esquecendo que o caos do presente é fruto de suas omissões quando legisladores. É uma situação inaceitável que, assim como fizeram os ingleses no século 13 para limitar os poderes da corte, clama por uma Carta Magna que ponha um freio no domínio do Estado por uma minoria ferrenhamente agarrada aos privilégios, e passe a nos devolver na forma de bons serviços o que pagamos de impostos. Precisamos abandonar o confortável pensamento mágico de esperarmos um herói salvador, ou que o “outro” vá preencher nossa histórica omissão participativa. A continuar esse recorrente comportamento, seremos eternos espectadores de um país que, ao contrário do slogan do momento, jamais será de todos. 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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POSTURA POLÍTICA

Articulação política do Planalto de cara nova. Sai o improdutivo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e, em seu lugar é nomeado o general Luiz Eduardo Ramos.  Antes tarde do que nunca... Porém, o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) que vem cometendo erros grosseiros de comunicação em sua gestão, prejudicando inclusive o andamento da nossa economia e fora de hora fala que deseja até ser reeleito em 2022, faz uma confissão. Admite a sua inexperiência em articulação política, e que o governo vai voltar ao modelo anterior. Ora, faz esta revelação mesmo tendo cumprido 28 anos de mandato no Congresso, e somente depois de seis meses de gestão... De longe não é um gesto de humildade, já que, nesse ínterim, no lugar de assimilar as críticas que recebeu, porque também insistia que iria introduzir no País, a “nova política” (que não existe...) Bolsonaro, falava por todos os cantos que era perseguido pela imprensa, formadores de opinião e até por políticos experientes, que aconselhavam ao presidente melhorar o relacionamento com os parlamentares do Congresso. Porém, com o recesso Legislativo na porta, ou quase um ano perdido, o general Ramos, a quem desejamos sorte, vai precisar de muita dedicação para convencer que o governo mudou de postura política. Esta mesma que em seis meses prejudicou muito o País.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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INEXPERIÊNCIA

O presidente Jair Bolsonaro concluiu que a inexperiência na articulação política do governo se deve ao Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Automaticamente responsabilizou e retirou seus poderes dizendo que, na ocasião, a equipe foi montada de supetão, daí algumas mudanças se fazem necessárias. Na verdade, tudo não passa do “roto falando do esfarrapado”, pois nem mesmo o presidente estava preparado, como tem demonstrado, para governar o País. Ora, nem mesmo consegue colocar um “breque” nos controversos filhotes. Já por outro lado, está o povo também perdendo a paciência.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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RETIRAR A ESCADA

Seria bom avisar o ministro Onyx Lorenzoni para segurar no pincel que não demora muito para o presidente Bolsonaro retirar sua escada.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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TALENTOS

Banco de talentos. Políticos estão indignados com Bolsonaro pois este não nomeia nenhum dos apaniguados dos políticos. Desta forma as reformas ou não saem ou andam a passo de tartaruga. Penso que a agenda de reformas é de vital importância. Assim nomeie logo estes talentos. Saindo as reformas, se não estiverem dando conta do recado, demita-os. Se as reformas não saírem de acordo com o pedido, demita-os do mesmo jeito. 

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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INSANIDADE

A pergunta de Zander Navarro “onde nos perdemos?” (“Estado”, 24/6, A2), ao constatar que o Brasil vive atualmente uma insanidade de desvarios, pode ser respondida pela vitória nas eleições por Jair Bolsonaro com um discurso de ódio, violência armada, Deus acima de tudo e a família, etc.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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REELEIÇÃO SEM PRESENÇA NAS URNAS

Mais uma vez, e como sempre, Eliane Cantanhêde nos coloca na cratera do vulcão político de Brasília, onde um capitão investido da faixa presidencial defenestra generais e nomeia outros, transformando o Palácio do Planalto numa casamata que pode se transformar num movimento que poderá levá-lo a tão sonhada reeleição “sem a presença de urnas”. Os índices de aceitação do presidente numa temperatura própria da estação, fria. O demitido general Santa Cruz, da Secretaria do Governo declarou que o presidente, além da “queda de braço” com Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal, insiste na ideia fixa de concorrer às próximas eleições presidenciais. Uma facada feriu de morte o candidato, mas colocou o Brasil na UTI. 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PARLAMENTARISMO

Nosso povo crê em salvadores da pátria que são guindados à Presidência da República. Ocorre que a sociedade, sob um Estado Democrático de Direito, é governada por leis, discutidas e aprovadas por seus parlamentares, com a participação do Executivo ao sancionar ou vetar um projeto. A proeminência do Legislativo sobre o Executivo tem sido crucial no governo Bolsonaro, o qual, a fortiori, governa pouco. E o ministro da articulação política, sensato e sem extremismos, foi demitido. É bom nos acostumarmos ao governo das leis e não dos homens, possível embrião de um saudável parlamentarismo. 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PREVIDÊNCIA E REELEIÇÃO

Atenção, Congresso Nacional: Jair Bolsonaro deixou bem claro que se a reforma da Previdência não for aprovada, ele concorre à reeleição em 2020. A ameaça está no ar...

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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POUCO IMPORTA

Qual a importância dos 14 milhões de desempregados para o presidente da República? Nenhuma. O importante é fazer sinal de arminha com as mãos no culto evangélico e acabar com o “viés ideológico” no governo. O resto? Pouco importa.

Maria Ísis M. M. Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro 

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VIAGENS TURÍSTICAS

Congressista ganha muito bem e além do mais tem diversos adicionais e benefícios como passagens pagas, moradia e outras coisas. É bem verdade que trabalha pouco. Agora há esta nova modalidade de regalia viagens turísticas para o exterior travestida de viagem de trabalho. Acelerar as reformas para ajudar a resolver o problema do desemprego nem pensar. O pobre povo nada pode fazer a não ser latir enquanto a caravana destes servidores públicos passam sorrindo das benesses que têm.

Marco Antônio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

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PODERIA SER DIFERENTE

Eleitores apartidários que não querem levar vantagem em absolutamente nada e só desejam o melhor para o País apelam ao Congresso Nacional: "Devolvam o Brasil aos brasileiros, deem-nos a chance de mostrar que poderia ser diferente". 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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PEDIR DESCULPAS

Todos nós sabemos da força econômica que tem São Paulo, a cidade país, a “Central do Brasil”, como diria o saudoso Wally Salomão. A megalópole vira trampolim para novos voos, vide João Doria, ex-prefeito e atual governador. Porém, para posar de prefeito do coração do Brasil, são necessários alguns esforços para partidos literalmente alvejados, como o Partido dos Trabalhadores (PT), por exemplo. Trabalhadores estes, que lotam o “Vale” de lágrimas de currículos nas mãos. Depois da surra do último pleito (2016), e das desgraças causadas pelo Lulopetismo, faltou a “mea culpa”. E quando não há “mea culpa”, é  por que o PT subestima o povo, não acredita em sua inteligência. Faltaram sinais, sobrou arrogância. O PSDB trocou o presidente do partido, sai Geraldo Alckmin e entra Bruno Araújo. Quem viu Bruno Araújo no Roda Viva gostou do que viu. Um bom sinal, saindo de cima do muro com inteligência. Quem é o presidente nacional do PT? Pois é, faltam sinais e sobra soberba. Antigamente qualquer boteco pé sujo se falava e se defendia o demiurgo de Garanhuns, hoje a história é outra. A periferia acordou, o pito de Mano Brown no partido, foi a pá de cal. Alguns desavisados podem até esquecer da surra que o PT levou em 2016, mas o cidadão informado não. E o quadro político piorou para o partido. Se entrar na arena, perderá feio, e quer saber, bem feito. É imperativo largar osso e pedir desculpas, aí quem sabe.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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PRIVATIZAÇÕES E MONOPÓLIO

O governo projeta redução de 40% no preço do gás com a quebra de monopólio da Petrobras. Será? Acho difícil. Se for nos moldes das privatizações no governo Fernando Henrique Cardoso, que prometia na ocasião, com a quebra do monopólio, melhores serviços, mais concorrência com a consequente queda no preço dos produtos/serviços, e outros blá, blá, blás, vamos ficar com aquela bola vermelha no nariz. Cadê a concorrência na telefonia? Cadê a concorrência na distribuição de energia elétrica? Instituíram até bandeiras coloridas que conforme o nível dos reservatórios das hidrelétricas indicam uma cobrança adicional. As privatizações criaram monopólios e oligopólios e nesses mercados não há concorrência, pois ou há poucos vendedores e estes combinam o preço entre si ou apenas um vendedor. Não está na hora de terem mais respeito ao cidadão e serem mais sérios e honestos não?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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CONCURSOS PÚBLICOS

Sobre o artigo “Bolsonaro diz que 'dificilmente' haverá novos concursos no País nos próximos anos”, publicado no Estadão em 23/6. Para quem herdou um Estado falido, que gasta mais do que arrecada, cheio de dívidas e inchado de funcionários fora algumas exceções, o lema será o retreino de funcionários para outras funções, para gradativamente se inaugurar uma política de enxugamento e diminuição dos cargos públicos para melhor desempenho e prestação de melhores serviços à sociedade com menores custos.                         

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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FERVOR CÍVICO

Inigualável e estarrecedora a valentia da Justiça Federal condenando três filhos de Paulo Maluf por lavagem de dinheiro. Deveria patentear tanto fervor cívico. De acordo com os éticos e paladinos magistrados, o fato ocorreu há quase 15 anos. De 1997 a 2003. Maluf, por sua vez, em casa, perto dos 85 anos, acamado e enfrentando diversas enfermidades, segura as dores e a tristeza. Morre mais um pouco. Mas convencido de que jamais deixará de repudiar as humilhações que corajosos engravatados de plantão fazem com os filhos dele. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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APOSENTADORIA NEGADA

Tenho um sobrinho que pleiteia aposentadoria junto ao INSS há dois anos e oito meses. Ele mora na cidade de Birigui, em São Paulo, tem 66 anos, é pobre na forma da lei e é especial. O primeiro pedido há mais de dois anos foi acompanhado por um laudo psiquiátrico, mostrando-o como incapaz. O que é real. O INSS passou por cima desse parecer e negou o benefício. Há oito meses, ele encaminhou um novo pedido, dessa vez ao Cras tomando como justificativa, sua idade. O INSS não define nada. Vem empurrando com a barriga sob alegação de que a demanda é grande e tem poucos funcionários para resolver a questão. Será que esse descaso segue orientação do Governo Federal? 

Vlademir Barbosa vlademir.bcosta@gmail.com

Recife

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POTENCIALIDADE ECONÔMICA

Uma das maiores potencialidades econômicas brasileiras, ainda pouco desenvolvida, é o nossa capacidade turística. Possuidores que somos de imensa diversidade de atrações naturais, culturais e sociais, essa qualificação pode ser potencializada, gerando grandes recursos financeiros a nossa nação. Para tanto precisamos que lideranças governamentais e da iniciativa privada se unam num projeto comum para explorar devidamente esse imenso potencial que possuímos. 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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MOMENTO DE LETARGIA

O carioca há muito convive com o problema da falta d’água e de luz. Em 1954, tais problemas eram tão acentuados a ponto de compositores criarem para o Carnaval uma marchinha que assim dizia: “Rio cidade que me seduz, de dia falta água, de noite falta luz”. Hoje, tais problemas persistem, mas com menor intensidade. Entretanto, o carioca tenta hoje (sobre)viver numa cidade com ruas repletas de buracos, calçadas tomadas por camelôs, praças e jardins sem conservação e assaltos frequentes à luz do dia. Alagamentos quando chove, falta de contenção em encostas e expansão desenfreada de favelas e construções irregulares ampliam o quadro desolador daquela que já foi “Cidade Maravilhosa”. O prefeito parece atordoado sem saber o que fazer, com imensa dificuldade para enfrentar os problemas. Será que aquela famosa assessora de nome “Márcia” que era, segundo ele, capaz de ajudar em tudo, não poderia colaborar, tirando a cidade desse momento de profunda letargia?

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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